História On The Spotlight - Colifer AU - Capítulo 34


Escrita por: ~

Exibições 33
Palavras 2.011
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eii amores, bom chegamos ao fim de mais uma fic, muito obg por me acompanharem até aqui, muito obgr pelos Reviews e Favs, bjos pra todos, lembrando que irei continuar com a minha outra fic, que será atualizada dia sim é dia não, espero qie gostem desse final, bjos pra todos e BOA LEITURA!!😍😍❤❤😘

Capítulo 34 - Epílogo (Jennifer) & (Colin)


Coloquei as mãos dentro do sobretudo e me encolhi. Havia acabado

de sair de uma balsa do porto. Eu acabava de chegar de outra cidade. Trazia

na bolsa o livro impresso. Sentei-me e olhei o mar por um tempo. Senti uma

grande paz. Não havia ninguém ao meu redor fazendo perguntas, nem

tirando fotos ou empurrando microfones em minha direção.

O telefone vibrou no meu bolso. Era só Ginni.

_Como está? _ perguntou-me.

Suspirei profundamente e fechei os olhos por uns segundos.

_Muito bem. _ sorri.

_Já o viu?

_Não...

_Ele tem um filho que está na sua barriga. _ lembrou-me.

_Eu sei.

_Vocês não estão juntos ainda por quê?! _ irritou-se.

_Não sei. _ ri. _ Na verdade, eu sei. Fiquei sugada com o

julgamento. Precisei dar mil coletivas e nem tivemos chance de ficar perto.

_Ou você não quis? Jen, deixa esse orgulho idiota de lado. Vai lá!

Ele está livre!

Rapidamente passou pela minha cabeça a imagem do juiz lendo a

sentença. Ao declarar a inocência de Colin, sua família vibrou muito e ele foi

engolido pela massa de jornalistas.

_Ele vai dar uma festa hoje para os amigos. _ comentei. _ Recebi o

convite da sua assessora. Sabia que ele já contratou uma?

_É mesmo?

_É a melhor amiga dele e casada... _ ri.

_Menos mal. A vida é curta. Você conseguiu um grande “furo” na

sua própria história. Não é sempre que alguém pode ter isso. Muita gente

vive aquela mesmice chata e sem graça. Você não! Você ganhou o coração de

um cara que é um astro e teve a oportunidade de conhecer de perto! Jennifer, para de fazer

cara feia para sorte.

_Você deve estar certa. _ suspirei.

Desligamos. Eu já havia conversado com Colin, mas não queria contar

essa parte á Ginni.

(...)

Abri o jornal onde havia um artigo de Jen. Ele foi reproduzido por

revistas e sites. Eu não me cansava de relê-lo em diferentes formatos,

edições, letras e cores.

Todo ator precisa ficar repetindo nas entrevistas que os fãs o

acabam confundindo o personagem interpretado nas novelas. E quando na

vida real também colocamos a máscara da peça da vida? Trocamos de

figurino e nos “reconfiguramos” em mocinhos e bandidos a todo momento. A

diferença entre o que se é, o que as pessoas pensam que somos e o que

representamos pode dar um nó é nossa cabeça. Muita gente só consegue

desatá-lo com sexo, drogas ou álcool. Virou quase regra. Porém, a

generalização pode ser danosa, porque leva inocentes à cadeira dos réus da

mídia.

Nestes últimos meses vimos a novela do julgamento de um ator que

começou com aquela famosa ponta em uma série de tv e

terminou como personagem principal de horário nobre. O herói foi

condenado injustamente como bandido. Apenas aqueles que o amavam e o

conheciam de perto acreditaram em sua inocência.

Agora, instantaneamente, ele volta a ser tratado como rei. Tudo se

diluiu na fugacidade da fragmentação midiática. Para Colin não será bem

assim. As noites sozinho na cela, a distância da família, a condenação de seu

público e o medo de pagar pelo crime que não cometeu ficarão marcados na

memória.

Era só um vídeo. Mas, geralmente tomamos a parte pelo todo. Há

muito mais conteúdo a se falar de Colin que só aquela cenazinha barata e de

péssima qualidade de um vídeo caseiro. As pessoas precisam se identificar

com os erros dos outros para ficarem mais próximas humanamente.

Antes que terminasse de ler, minha empregada informou que meu

celular estava tocando na cozinha, onde eu havia esquecido na mesa. Atendi, Era Georgina, minha nova assessora.

_Te incomodo?

_Não Geo, pode falar, já estou acordado.

_Eu sei que marcamos os horários do dia para nos reunirmos, mas

eu precisei falar contigo. É que o telefone não para. Um monte de jornalistas

querem confirmar a informação de que Jennifer estaria grávida. O que eu

faço?

_Grávida? _ ri.

_Alguns dizem que a fonte é quente e muito segura. Eles estão

ansiosos pelo furo, pedindo exclusividade, mas...

_Esse povo acha que eu sou coelho distribuindo filhos por aí? Já

colocaram todas as minhas ex grávidas também...

_Então, eu nego?

_Claro, isso é impossível.

_Tem certeza?

Não respondi. Pensei um pouco. Não era impossível.

_Mas quem disparou isso?

_Um deles me falou que uma enfermeira de um hospital

reconheceu Jen. Afinal, ela estava a menos de uma semana em todos os

noticiários...

_Ai, Meu Deus...

_O quê?

_Eu acho que fiz uma besteira.

_Que isso! Um filho não é uma besteira, Colin _ ela riu e falou com voz

maternal.

_Não, não. Não me refiro a esse filho, que nem sei que fiz... É que

Jen queria falar comigo e nós acabamos brigando... será que...?

_Acho melhor, então, passar isso a limpo.

_Por enquanto eu mantenho que é só uma suspeita e que vocês

estão bem. Pode ser?

_Tá, tá...

Eu estava me lixando para a imprensa. Ajeitei o celular na

mão e imediatamente procurei o número de Jen nos contatos.

_Jen?

_Oi.

_Onde você está?

_Por quê?

_Precisamos conversar.

Que ironia, eu estava repetindo o que ela fizera dois dias atrás.

_Esqueceu de dizer alguma coisa?

_Onde está?

_Eu acabei de chegar da editora. Estou com o livro em mãos. Vou

deixar um exemplar com a sua assessora.

_Melhor, traz para eu ver. _ aproveitei-me da desculpa.

_Eu ir aí? _ ela não gostou da idéia.

_Está muito ocupada? _ tentei usar uma voz muito amorosa para

quebrar o gelo.

_Para dizer a verdade eu não quero ir aí.

_Mas, precisamos conversar.

_Ah! Então, não é pelo livro.

_Esquece o livro, por enquanto.

_Colin, eu já ouvi bastante.

_Jen, não quero falar sobre isso pelo telefone.

_Deve já ter repórteres por aí por causa da festa que você vai dar e

eu não estou a fim...

_Eu te encontro na sua casa.

Ela suspirou pesadamente e aceitou.

Allan que descia a escada perguntou para onde eu iria.

_Sair.

_Isso eu estou vendo. _ ele olhou para a chave do carro na minha

mão que eu acabava de pegar de cima da mesa da sala.

_Eu vou resolver um compromisso aí. Vocês vão ficar para a festa? _

perguntei.

_Vamos sim. _ ele sorriu e deu uma tapinha carinhosa no meu rosto

e no meu ombro.

Os irmãos nos dão vários conselhos, mas nem sempre são os melhores.

Foi por causa da conversa que eu tivera com o Allan que havia metido os

pés pelas mãos. Eu havia lhe dito que minha relação com Jen estava

estranha, pois ela não tinha me visitado na prisão e nem me procurado imediatamente após o fim do julgamento. Ele opinou que era melhor eu me

afastar e procurar uma mulher do meu mundo, que também entendesse o

assédio da mídia. Eu estava em um momento tão desnorteado que preferi

aceitar essa diretriz a tentar resolver minha questão com ela.

Quando Jen me ligou eu já estava embrulhado em orgulho e rancor.

_Colin, precisamos conversar.

_Agora? _ perguntei com muita ironia.

_É, agora que pode falar...

_Eu também podia falar na prisão e precisei de você, mas não

esteve ao meu lado. _ respondi infantilmente, com um menino pirracento.

Como sinto vergonha de mim agora!

_É importante.

_É sobre o quê?

_Não dá para falar por telefone.

Marcamos dela vir até minha casa. Eu estava no sofá, lendo pela

primeira vez o artigo que agora de manhã estava relendo, quando minha

empregada anunciou que havia visita entrando. Olhei por cima do jornal e

meus olhos se encontraram com os dela. Ela sorriu discretamente, contida

e envergonhada, sem mostrar os dentes, apenas uma linha curva em sua

boca. Seu cabelo estava soltos sobre os ombros,

emoldurando as bochechas levemente avermelhadas pelo frio.

_Oi. _ ela fez um sinal com a mão e ficou parada na entrada.

Eu não me mexi de imediato. Deixei o jornal de lado em cima do

sofá e fiquei de pé. Caminhei em sua direção e ela seguiu todos os meus

gestos com o olhar.

_Eu preciso te falar uma coisa. _ disse-me.

_Eu li o artigo.

_Não é sobre isso... _ interrompeu-me com pressa, parecia que já

tinha ensaiado o que ia dizer e eu a estava atrapalhando.

_Fala, então.

_Colin, eu nunca planejei me aproveitar de estar com você e...

_Você veio aqui para terminar?

_Não!

_O que, então? Porque eu não sei mais se...

_Você não sabe mais se...? _ ela franziu a testa agora com medo do

que eu ia dizer.

_Eu fiquei muito chateado com você, Jen. Sabe o quanto te esperei

naquele lugar imundo? Um gesto de carinho se quer...

_Colin, eu estava sendo assediada por todos os lados, preferi evitar

que falassem mais...

_Você sempre se preocupando com a imprensa.

Ela olhou para o lado, mordeu a boca e riu sozinha um riso de

desapontamento.

_Não dá para falar com uma pessoa que só consegue pensar em si. Eu soube hoje que a Rose morreu. _ ela fez uma pausa longa para recuperar

a voz embargada. _ Ela conseguiu o que queria. Não te colocou na cadeia,

mas te fez ficar contra o nosso amor. Ela venceu.

Jen virou as costas e partiu. Eu, o homem mais covarde do mundo,

fiquei sozinho com meu próprio orgulho em pé, no centro da minha sala.

Estacionei o carro na frente do prédio de Jen e subi as escadarias.

(...)

Peguei a caixa colorida em cima do sofá e olhei o sapatinho de bebê

que eu havia comprado no caminho de casa. Coloquei nos dedos e brinquei

com eles fazendo um caminho em cima da minha barriga. Sorri.

A campainha tocou. Escondi os pequenos sapatos felpudos de baixo

da almofada. Abri a porta e meus olhos se encontraram com os de Colin, instantaneamente fazendo meu coração disparar.

Ele entrou em silêncio e eu estendi a mão para o sofá, indicando

que poderia sentar. Ele abaixou-se para pegar alguma coisa e eu me virei para

fechar a porta. Quando voltei a olhá-lo, percebi que Colin tinha apanhado do

chão um dos sapatinhos que escorregara do sofá e caíra na hora que tentei

escondê-los.

_É verdade, então?

Percebi que ele já sabia pelo seu tom de voz. Esse era seu assunto tão importante.

_Por que me escondeu? Com que direito me escondeu? _ fez uma

cara de horror.

_Com o direito de uma mãe que não quer dividir o seu filho com

ninguém... _ falei calmamente e caminhei em direção a minha mesa de

trabalho. _ ... Não vou vender a foto do meu filho para alguma capa de

revista, nem compartilhar minha gravidez como notícia.

_Hei! Eu sou o pai! Está me incluindo no grupo dos outros?

_Não, Colin. Eu tentei falar com você, mas antes você tomou a

decisão de que eu não era melhor para sua vida. Como meu filho, não precisa

ficar comigo por causa dele. Já fez sua escolha...

_Não, não... _ Colin veio até mim e isso me fez lembrar de nosso

primeiro beijo, naquele mesmo local. Só que agora estava diferente, estava com voz firme e decidida. _ Jen, eu me senti rejeitado e

acabei me deixando levar pelo orgulho... Mas, eu ainda te amo.

Abaixei os olhos.

_Você me ama também? Ou tudo morreu como disse naquele dia?

Não respondi.

_Acho que isso pode ajudar a te fazer lembrar... _ ele segurou meu

rosto e me beijou. Seus lábios deslizaram pelos meus e senti o cheiro do seu

perfume. Sua mão apoiando a minha nuca e a outra me apertando contra sua

cintura fizeram o meu corpo responder aquela lembrança de segurança e

amor. Correspondi o seu beijo e senti o coração disparar.

Afastamos um pouco nossos rostos e ele com a boca avermelhada

pelo beijo intenso sorriu.

_Agora somos só nós, só nós três. Nós é que vencemos.

_Eu te amo. _ sussurrei.

_Eu também te amo. _ ele puxou-me para um beijo longo e me

envolveu com seus braços.

Um dia em nossas vidas abraçamos alguém e descobrimos que

nunca mais podemos nos afastar daquele abraço quente e seguro. Aí, é amor.


Notas Finais


F I M.


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