História On Wheels - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jihyo, Jungyeon, Mina, Momo, Nayeon, Sana, Tzuyu
Tags 2yeon, Mimo, Najeong
Visualizações 89
Palavras 4.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


voltei!!! Estava num curto hiatus, até iria postar esse capítulo antes, mas a minha preguica foi maior, mil perdões!

boa leitura! musicas nas notas finais, ok? ❤️

(perdoem meus erros e não desistam de mim!!)

Capítulo 4 - Ato 3: O Tão Esperado Encontro


 

  A manhã daquele dia estava congelante, tanto que Jeongyeon mal conseguia mover suas mãos direito. Até pensou em não ir ao colégio, mas só de pensar em ficar com matéria atrasada, ela se animou instantaneamente. 

  Dessa vez, como tivera acordado no horário certo, conseguiu falar com sua avó e - por algum milagre - sua mãe também. As duas, como sempre, estavam felizes, e loucas para puxar um assunto desconfortável para Jeongyeon: sua orientação sexual. Era sempre a mesma conversa, com as mesmas perguntas bizarras vinda das duas; demorou muito para que ambas a aceitassem, mas logo após isso, Yoo era frequentemente perseguida por questionamentos bizarros. Não que isso fosse a pior coisa do mundo - afinal, antes isso do que ser expulsa de casa! 

  Só era um porre ser atingida por todos os lados, sua mãe, sempre que podia, perguntava-a sobre suas namoradas. Namoradas? Jeongyeon sonhava em tê-las, mas infelizmente haviam milhares de obstáculos que a impossibilitavam. Ah, desses posso listar o preconceito, e claro, sua timidez. E sua avó, que antes fazia vista grossa para sua sexualidade, hoje a importuna, perguntando sobre Jihyo e como gostaria que Jeongyeon a namorasse novamente - bem que ela queria, mas a Park simplesmente a ignorava, e o fator mais importante: não a amava mais. 

 Por isso, na maioria dos dias, Jeongyeon preferia ficar dentro de seu quarto, ouvindo música, estudando ou até mesmo tocando sua guitarra. Gostava de ficar sozinha do que ouvir as besteiras que saíam da boca daquelas duas. Apesar de tudo, raramente, elas conseguiam conversar sobre outros assuntos e manter uma relação boa por alguns minutos. 

 Mas desde o dia anterior, Jeongyeon pouco se importava com elas; os momentos que passou ao lado de Nayeon preenchiam sua mente, e a pobre Yoo não conseguia prestar atenção em nada. Às vezes, nem um bom rock conseguia transportá-la para seu mundo imaginário de fama e dinheiro que tanto desejava, Im Nayeon tinha tomado posse de sua mente e sanidade. 

 Enquanto What a Girl Needs gritava da caixa de som, Jeongyeon quase morria de vergonha de lembrando de cada coisa sem sentido que ela falara para Nayeon; nem acreditava que tinha dado certo, e que se a sorte estivesse ao seu lado, ela sairia com a menina mais linda que já viu. Ela sorriu de lado, botando seu fone de ouvido, e ligando o Walkman e dando de cara com uma de suas músicas favoritas. 

 Começou a dançar e cantarolar como sempre, mas se policiou para não exagerar na performance. Fingiu tocar uma guitarra invisível, e imaginou-se num show, apresentando-se para milhares de pessoas, que gritavam a letra de sua música mais famosa; não tinha jeito, seu maior sonho nunca era esquecido, só bastava uma música boa tocar, para a imaginação de Jeongyeon fluir. 

 Murmurou a letra de Under The Bridge, e dançou até chegar perto das prateleiras; apesar de toda a situação, ela continuava no horário de trabalho, e precisava realizar algumas tarefas. Organizou as fichas de inscrições do clube por ordem alfabética, balançando a cabeça e seguindo a melodia da canção, e se não fosse por uma risada alta, ela talvez nem teria virado para frente e admirado a bela morena, a qual a observava durante todo esse tempo. 

 Era a segunda vez naquela semana que Jeongyeon era pega enquanto curtia sua música, naquele momento, até pensou em desistir de escutar suas canções favoritas no local de trabalho - e, bem, isso nem era permitido, ela corria o risco de ser demitida se seu chefe a visse ouvindo música. 

 "Espero não estar atrapalhando algo." ela disse, com um sorriso enorme estampado no rosto. Jeongyeon não pôde deixar de sorrir também, apesar de estar um pouco nervosa. "Eu andei pensando, caso você não queira sair comigo, esqueça o que eu falei na sexta. Não estava pensando muito bem, as palavras só saíram da minha boca." ela suspirou. Sua expressão não era uma das mais felizes, e Jeongyeon logo se desesperou com a possibilidade de seu possível encontro, ir por água abaixo.

 "Ah, eu já tinha até escolhido o local." disse, tentando animar a garota. E aliás, animar com uma grande mentira; ela não fazia ideia de onde levar Nayeon! 

 De repente, a morena sorriu abertamente. Parecia uma criança ao ganhar um pirulito, de tamanha felicidade.
 
 "Sério? Onde?" por um lado, Jeongyeon se esforçava para criar uma desculpa decente, e noutro, Nayeon quase morria de alegria! Não acreditava que aquele convite inesperado que fizera, funcionaria! 

 "Tem uma lanchonete perto de minha casa, bem, é um lugar simples, mas muito aconchegante..." disse. Ótimo, a saga da lanchonete do Jack continuaria! Primeiro, Jeongyeon deveria levar a garota que gosta até lá, depois, deveria continuar a frequentar o lugar, para no fim descobrir estar sendo traída ali mesmo! Ora, que divertido!

 "Eu não me importo com luxuosidade, não se preocupe." falou lentamente, tentando esconder sua euforia. "Quando poderemos nos encontrar? Vou passar meu número para marcamos melhor, ok?" ela disse. 

 "C-claro!" gaguejou, enquanto pegava uma caneta e pedaço de papel para Nayeon. Não conseguia se aguentar de felicidade, não via a hora de poder conversar mais com a morena. 

 "Te vejo amanhã, eu acho!" entregou o papel para Jeongyeon e saiu correndo para o exterior do clube. 

 Yoo não conseguia parar de sorrir, e dessa vez, nem se importou por Wannabe começar a tocar, sua felicidade era tanta, que até ignorou a música! Precisava contar tudo isso para Momo, e o mais rápido possível.

 

 

 

 


  

 


  "E agora? O que eu faço?" já havia se passado horas desde aquele momento inesquecível para o coração apaixonado de Jeongyeon, e agora, ela estava muito ocupada pedindo ajuda para sua melhor amiga. "Momo, pelo amor de Deus, eu não faço ideia do que fazer! Não consigo simplesmente ligar e dizer 'oi, aqui é a doida que fica te observando no clube de patinação'" 

  "Ah, com certeza você falará isso, não é?" a loira quase gritou, fazendo Jeongyeon afastar o telefone do ouvido. Sentada de joelhos em sua cama, roía a unha de uma mão, enquanto a outra segurava o aparelho. "Se bem que é a sua cara fazer isso. Mas, calma, eu juro que vai dar tudo certo!" soltou uma risada.

 "Entendi, entendi! Mas o que eu falo? Hirai, eu vou te matar!" grunhiu nervosamente. Apesar de querer falar com Nayeon, sua timidez a impedia; tinha medo de ficar sem assunto ou travar na hora de se cumprimentar. 

 "'Oi, Nayeon, aqui é a Jeongyeon, a recepcionista do clube de patinação!', caso ela responda, você continua a falar, marca o encontro e pronto. Se for o pai dela, desliga na cara dele!" ela disse, com toda a convicção de que daria certo. Jeongyeon ainda não sabia porque cismava de pedir ajuda a Momo, pois no final das contas, a loira só piorava a situação. 

 "Momo, isso já deu certo com você?" disse, cautelosamente. 

 "Não. Geralmente, eu só sigo a conversa, sabe? Não fico planejando um diálogo, é só... deixar acontecer!" ela disse, soltando algumas risadas. "Se bem que você foi muito sortuda, e ela, inteligente e rápida. Se dependesse de você, nunca sairiam para um encontro." 

 "É, às vezes passar vergonha vale a pena, não é?" começou a se acalmar, tentando preencher sua mente com pensamentos bons e positivos. "Obrigada, Momo. Vou ligar pra ela agora mesmo!" 

 "Vai dar tudo certo, confia em mim!" falou antes de encerrar a chamada, sem ao menos se despedir. 

 Agora era a hora; o papel com o número da morena estava em sua mão há tempos, e de tanto ela aperta-lo, estava extremamente amassado. Ela discou a sequência de números e levou o telefone ao ouvido. Continuava a roer as unhas nervosamente, mas de algum modo, estava mais confiante que antes. 

 "Alô?" atenderam até rápido demais. Jeongyeon até pensou que Nayeon estaria esperando ao lado do telefone, mas descartou essa fantasia. 

 "Nayeon? Sou eu, Jeongyeon." falou rapidamente, quase atropelando as palavras. 

 "Ah, claro! Estava esperando você me ligar, pensei que tivesse desistido!" ela parecia extremamente animada. 

 "Eu estive pensando, que tal sairmos no sábado?" encostou na parede, relaxando os músculos. "Estou livre o dia todo. Você pode escolher o horário que prefere..." explicou. Não conseguia parar de sorrir feito boba!

 "Pode ser a tarde? Umas 3 horas, é o horário ideal pra mim!" do outro lado da linha, na casa de Nayeon, a mesma queria enfiar o rosto na almofada de tanta vergonha. Sana, que observava tudo, segurava-se para não soltar uma gargalhada. 

 "Feito, então! Me encontre em frente ao clube para irmos juntas. Te vejo amanhã?" perguntou amigavelmente, mas ainda com muita timidez. 

 "Com certeza! Até amanhã, Jeongyeon!" disse, e Yoo finalizou a chamada. 

 Ela se jogou na cama, batendo os pés de tanta animação e vergonha. Tinha vontade de pular e gritar, mas o horário e seu bom senso a impediam. Mal podia acreditar que  sairia com a sua paixão platônica, parecia até um sonho! E, claro, Jeongyeon sentia-se em seu primeiro amor, era tão imatura para lidar com romance... 

 Sua animação era tanta, que se viu obrigada a pegar seu bloco de anotações e começou a escrever versos de uma nova música; estava totalmente inspirada para isso, e mais tarde, ela tentaria fazer a melodia e os arranjos. Apesar de saber que aquilo nunca daria certo, gostava de passar todos seus sentimentos para o papel, transformando-os em uma bela canção sobre diversos assuntos - e ela tinha talento para isso! Momo fazia questão de a lembrar isso todas as vezes que ouvia-a tocar! Mas Jeongyeon era muito depreciativa consigo mesma, criticava tudo que fazia, e tentava matar todos seus sonhos de ser famosa. Afinal, era melhor encarar a realidade do que se prender a uma fantasia qualquer, mas de vez em quando, era até bom pensar nisso. 

  Seus olhos encontraram o relógio em sua cama, infelizmente, sua hora já estava chegando e o sono já batia na porta. Depois de um dia feliz e encantador, ela realmente merecia um bom descanso! Antes de finalmente apagar, imaginou cada cena de seu futuro encontro, tentando deduzir o que poderia acontecer - dessa vez, foi otimista, sem pensar em situações estranhas e constrangedoras. 

 

 

 

 

 

 

  A semana foi torturante, de tanto esperar sábado, ele demorou a chegar. Jeongyeon e Nayeon se viam todos os dias, trocavam olhares e sorrisos, mas não passava disso. Ambas não viam a hora de sentarem e conversarem até não poder mais! Im, sendo uma aluna incrível e atenta, foi chamada atenção por estar em outro mundo durante a explicação. Estavam tão animadas! Mas mesmo assim, não conseguiam se aproximar dentro do clube, até sentiam raiva por isso.

 Mas depois de tanto sofrer de ansiedade, a tarde de sábado chegou. Jeongyeon ria feito boba enquanto Momo revirava seu armário, a procura de uma boa roupa. A música do rádio de Yoo deixava o ambiente mais animado ainda, e apenas com uma toalha no corpo, ela dançava alegremente. 

 "Aqui, vista isso." entregou duas peças de roupa para Jeongyeon e se jogou na cama. "Vamos logo, ela já deve estar te esperando." a apressou. 

 "Você está me deixando mais nervosa!" disse, entrando no banheiro para se vestir.

 "Até agora pouco, você estava dançando feito louca. Nem parecia nervosa!" soltou uma risada. E bem, ela tinha razão, Jeongyeon até tinha esquecido do encontro enquanto dançava e curtia a música. "Olhe, você tem que esquecer que isso é um encontro! Imagine que é apenas um dia normal, e você sem querer, por algum acaso, encontra Nayeon na rua e resolve conversar. Sem planejar nada."

 "Não consigo ser assim! Sério, é difícil esquecer disso!" saiu do toalete, ainda vestindo sua blusa. "Estou muito ansiosa!" 

 "Eu sei, eu sei!" se levantou, e caminhou até a amiga. "Estou tão feliz por você finalmente superar a Jihyo!" botou a mão em seu ombro, balançando-a. 

 "Argh! Não me lembre disso!" disse, soltando-se. "Vamos logo, não vejo a hora desse encontro começar logo." pegou sua jaqueta, que estava em cima da cama, e se preparou para sair de seu quarto. 

 "Espera!" gritou, correndo atrás da amiga, e a agarrando pelo braço. "Toma, essa é minha touca da sorte! Cuide bem dela!" tirou-a da cabeça e entregou para Jeongyeon.

 "Espero que você não tenha piolho!" brincou, e botou a touca cinza. Momo era realmente uma garota muito especial, e a cada dia, Jeongyeon sentia que podia contar com ela para tudo. 

  

 

 

 

 

 

   
   Nayeon esperava ansiosamente a chegada de Jeongyeon! Agarrada ao próprio corpo, ela tentava se esquentar; aquela tarde estava fria até demais, e isso só a fazia ficar mais impaciente. Queria chegar logo na tal lanchonete e ficar longe do frio de Manhattan. 


  Foi extremamente fácil inventar uma desculpa para seu pai; o homem nem dava muita atenção pra onde Nayeon ia, e se ela dissesse que iria sair com Sana, ele deixava na hora. Não que ela costumasse mentir, mas às vezes, era um pouco necessário. A morena continuava a pensar em diversas coisas enquanto a Jeongyeon não chegava - inclusive, no seu futuro incerto. 

 Era fato que Nayeon estava destinada a ficar com a gravadora de sua família. Passava de filho para filho, e com ela não seria diferente! Não que fosse o pior emprego do mundo, mas Im não tinha tanta certeza que era aquilo que ela queria fazer pelo resto de sua vida. Nayeon sabia muito de música e empreendedorismo, seu pai havia lhe ensinado muito bem sobre ambos os assuntos, e desde pequena, ela já tinha um futuro planejado. 

  Mas isso era típico de uma família com bastante dinheiro, parecia que sua vida tinha saído de um filme hollywoodiano, com uma protagonista que tem tudo, mas vive inventando problemas. A única diferença é que Nayeon tinha problemas reais, principalmente os psicológicos e emocionais. E ela tentava lidar com isso da melhor forma possível, tentando deixar sua saúde mental neutra; não queria piorá-la e, bem, melhorá-la era uma tarefa quase impossível! 

 Problemas familiares, feridas criadas pela perda de alguém querido, incerteza... Nayeon ficava perdida no meio de isso tudo, mas nunca desistia de tentar achar uma razão para continuar nessa bagunça. Sana havia dito que, as vezes, o amor é sempre o melhor amigo de alguém triste, mas Nayeon desconfiava dessa afirmação; ora, amar é sempre bom e saudável - na maioria das vezes -, mas ela não acreditava que se apaixonar muito a sua situação. 

  Resolveu afastar esses pensamentos ao ver Jeongyeon chegar com sua amiga ao lado; a loira era bonita, e Myoui Mina tinha sorte em sair com ela. Porém, Nayeon se achava mais sortuda ainda por sair com Jeongyeon! Ela era linda, e tinha um charme único. Nayeon até gostava do jeito tímido da garota, achava fofo o modo que ela olhava atenciosamente para cada palavra dita pela morena. 

  "Olá!" ela sorriu. De algum modo, parecia mais calma que o normal. Talvez a presença de sua amiga, deixasse ela mais a vontade. 

 "Oi, Nayeon!" a loira disse, rapidamente, e logo a puxou para um abraço. Im deduzia que Momo estava anos à frente de sua época; era muito incomum alguém que você mal conhece - e até amigos - te abraçarem no meio da rua. "Enfim, marquei de sair com Mina hoje, boa sorte no encontro de vocês!" ela saiu apressadamente dali, e em questões de instantes Nayeon e Jeongyeon estavam sozinhas. 

 Foi aí que o nervosismo surgiu em ambos os lados; enquanto uma tinha medo de puxar assunto, a outra ficava com receio de incomoda-la por falar demais. Jeongyeon tentava formar uma frase bacana para falar, e não parecer uma bobona na frente de Nayeon, mas nada surgia em sua mente, e ela não queria gaguejar novamente. Assim, o trajeto inteiro foi silencioso até demais, as duas só trocavam sorrisos e olhares, como todos os dias no clube.

 Quando estavam próximas da lanchonete, Jeongyeon criou coragem para agarrar a mão da menina, tentando parecer o mais amigável possível para os olhares desconhecidos. Reparou, de relance, que a morena até sorriu mais largo, mostrando para todos aquele lindo sorriso que tinha - e que Jeongyeon adorava admirar. 

 "Chegamos! Como disse, é um lugar bem simples e-" falou, ao adentrarem o lugar, e parou sua frase assim que percebeu quanto os olhos de Nayeon brilhavam. 

 E sim, ela amou a lanchonete, que mais parecia uma cafeteria de época! A decoração rústica chamava sua atenção, e todos aqueles doces arrumados na vitrine, lhe davam fome e água na boca! Nayeon amava simplicidade, e aquele estabelecimento tinha isso em cheio! 

 As duas caminharam até uma mesinha perto da porta, uma em frente da outra, assim, não tinham saída a não ser se encararem. E Nayeon também tinha gostado daquilo, seria mais fácil de se comunicar com Jeongyeon - e essa era sua missão. Precisava conhecer aquela mulher, era como se fosse uma necessidade absurda! Precisava matar sua curiosidade, e claro, Jeongyeon sentia o mesmo perante a Nayeon. 

 "Bem, eu nem sei por onde começar." ela disse, sorrindo sem-graça. A morena só conseguiu retribuir o sorriso alegre; estava começando a amar aquele jeitinho fofo de Jeongyeon. 

 "Ah, também não sou experiente nisso, não se preocupe!" tentou tranquilizar a garota, mas no fundo, também estava desesperada a procura de assuntos. "Me fale sobre sua família." Muito inteligente, Im Nayeon, realmente!, pensou, nervosa. Ela simplesmente tinha falado a primeira coisa que lhe veio na cabeça, e aquele assunto era péssimo para de falar. 

 "Eu moro com a minha mãe e minha avó, bem, elas são um pouco doidas, e adoram saber da minha vida. Mas acho que isso é um pouco necessário!" sua frase foi interrompida pelo garçom, que sorria abertamente para ambas. "Ah, Jackson! Não sabia que estava trabalhando hoje!" ela o cumprimentou, enquanto Nayeon observava tudo com olhos bem abertos.

 "Estou sendo obrigado, minha querida!" eles eram velhos amigos, afinal, de tanto Jeongyeon frequentar o lugar, acabou criando um laço com o dono e sua família. "O que vão querer para hoje? Aliás, qual o seu nome?" perguntou diretamente a Nayeon, sorrindo de forma sugestiva para a garota de cabelos curtos.

 "Nayeon, Im Nayeon." sorriu de volta. "E eu vou querer um chá de hibisco, por favor." Jackson anotou seu pedido rapidamente e se virou para a outra menina.

 "O de sempre?" perguntou e Jeongyeon assentiu. "Daqui a pouco está pronto!" e saiu, soltando uma risada que só Yoo entenderia. 

 "Não ligue para ele..." se desculpou rapidamente. 

 "Não se importe com isso, eu gostei dele!" respondeu. "Seus amigos parecem não pertencer a esse ano, sabe?" após conhecer Jackson, ela resolveu falar sobre o que antes era um pensamento relacionado a Momo. 

 "Eu também, são completamente diferentes de mim." suspirou levemente; aos poucos, ela estava se soltando. "Até minha mãe e minha avó, elas são bem liberais." deu de ombros, e Nayeon arregalou os olhos. 

 "Oh, sério? São liberais do jeito que estou pensando?" perguntou rapidamente. Estava surpresa com a informação, aquilo nunca aconteceria com ela.

 "Bem, se você estiver se referindo a minha orientação sexual... Sim, é isso mesmo!" ela falou com a voz mais baixa, como se estivesse contando um segredo. Ali, Nayeon confirmou que Jeongyeon realmente gostava de garotas - não que não soubesse, mas precisava ter certeza de que estava se envolvendo com alguém como ela. 

 "Entendi! Você tem sorte, nossa!" assentiu com a cabeça, imaginando como deve ser mais fácil para ela. Seu pai nem poderia sonhar que não gostava de garotos, seria seu fim! 

 "Nem tanto! Quer dizer, depois de muito esforço, elas me compreenderam, mas são inconvenientes, às vezes. Não é algo que eu goste de conversar, entende?" riu abafado. É, Nayeon concordava com a garota, deveria ser uma situação bem chata. "Agora me fale sobre você! Minha vida é muito chata, não tem nada de interessante."

 "A minha chega a ser pior, de verdade!" disse, e ao ver seus pedidos chegarem, encerrou sua frase. Ao segurar seu chá quente, sentiu seu corpo inteiro esquentar. "Eu moro com meu pai, só nos dois." começou, tentando esconder sua tristeza ao tocar no assunto. 

 "É aquele que te busca toda tarde?" Jeongyeon perguntou, e deu um gole em seu cappuccino. 

 "Sim, ele mesmo. Você presta tanta atenção assim?" ela perguntou, rindo alegre. Poderia ser assustador em partes, mas era boa a sensação de saber que alguém se importa com ela, seja de qualquer forma. 

 "Ah, só reparo às vezes." tentou sair daquela situação, mas suas bochechas vermelhas a entregavam. "Que chá bonito, não?" disse, olhando para a caneca que Nayeon segurava. 

 "Sim, era o preferido de minha mãe." respondeu, sorrindo de modo nostálgico; aquilo foi tudo para Jeongyeon resolver não tocar no assunto. 

 "Acabei de lembrar: você me prometeu contar o motivo de gostar tanto de patinar." mudou de assunto, e viu o semblante da morena mudar na hora. 

 "Não me julgue, mas tudo tem a ver com uma pessoa muito importante pra mim!" disse, dando um gole rápido em seu chá. "Minha mãe amava patinação, e comigo não foi diferente, desde pequena eu patino. É uma forma de ficar próxima dela" respondeu, animada. Jeongyeon se arrependeu de tocar no assunto, pois sentia que algo de muito ruim havia acontecido com a mãe de Nayeon. 

 "Ah, entendo! Você patina muito bem, e aliás, nunca vi ninguém ouvir e dançar Wannabe mais de mil vezes, e não enjoar!" soltou uma risada.

 "Você não gosta de Spice Girls? Que tipo de ser humano você é!?" arregalou os olhos e falou um pouco mais alto, estava indignada. 

 "Não me leve a mal, eu as adoro, mas aquela música é irritante!" se explicou, rindo. 

 "Hum, e posso saber que tipo de música você gosta?" perguntou, risonha. Jeongyeon achou fofa a reação dela ao comentar sobre as Spice Girls, ela realmente parecia irritada. 
 
 "Gosto de tudo, principalmente rock!" a euforia tomou conta de seu corpo ao tocar nesse assunto, ela amava música. 

 "Sabia que responderia isso, desde o dia que te vi, deduzi isso!" gargalhou. "Você tem cara de gostar desse estilo de música." 

 "Não sei se isso é bom ou ruim, mas, eu adoro música, para ser sincera. Pra mim, todos os estilos são ótimos!" bateu os dedos na mesa, e encheu o peito para falar mais. "É difícil explicar... Sabe esse seu amor por patinação? Sinto o mesmo por música, é literalmente tudo para mim." sorriu.

 "Oh, que belo!" ela assentiu. "E você toca algum instrumento?" parecia interessada com aquilo tudo, conseguia ver em Jeongyeon, uma estrela do rock. As pessoas a adorariam. 

 "Guitarra, meu primeiro e verdadeiro amor!" disse, eufórica. "Também escrevo algumas músicas, nada de muito extraordinário. Apenas um hobbie." deu de ombros.

 De repente, a animação invadiu o corpo de Nayeon. A morena queria perguntar mais, convidar a nova amiga para uma entrevista na gravadora de seu pai, transformá-la numa celebridade. Mas aquilo era um encontro, não uma entrevista de emprego; todas aquelas perguntas poderiam ficar para depois, quando Jeongyeon a mostrasse suas letras - bem, se tivesse uma próxima vez, claro, e Nayeon estava torcendo para que esta acontecesse. 

 A conversa durou e muito, ambas riam das besteiras que falavam, e parecia até que se conhecessem há anos! E isso era ótimo, Jeongyeon se sentia a vontade perto de Nayeon, muito menos tímida do que na primeira vez que ficaram juntas e sozinhas. Ela era incrível, e seu coração palpitava a cada risada que era compartilhada; aparentemente, não havia se apaixonada platonicamente por uma psicopata, e sim, por um anjo em figura humana. 

 Elas falaram tanto, sobre trabalho, futuro, passado e presente. Jeongyeon até descobriu que Nayeon havia trabalhado de babá há um ano atrás, apenas para ganhar um dinheiro extra e preencher o tempo vazio de sua rotina (também descobriu que Im não tinha jeito algum com crianças, e que ela nunca mais faria aquilo novamente).

 Só pararam de tagarelar quanto a lua estava chegando, e Nayeon viu que precisava ir para casa. Jeongyeon até insistiu para levá-la com segurança, mas a morena disse que não tinha necessidade. Sua casa nem era tão distante dali, poderia chegar com segurança, sem preocupar ninguém. 

 "Sendo assim, me ligue quando chegar em casa, certo? Caso contrário, ficaria preocupada!" quase implorou. Nayeon sentiu borboletas em seu estômago, nunca ninguém se importou desse jeito com ela - com exceção de sua mãe. Claro que poderia ser apenas uma gentileza da parte de Jeongyeon, mas Im gostava de pensar positivo; como se algo realmente estivesse nascendo na relação das duas.

 "Ei, Jeongyeon!" a chamou, sorrindo. "Eu gostei do nosso primeiro encontro oficial, obrigada por hoje! Vai ter uma próxima vez?" perguntou diretamente; ignorou toda a timidez e deixou sua ansiedade tomar conta de sua mente. 

 "Pode ter certeza!" ela disse, e logo se despediu.

 Assim, Nayeon foi embora mais feliz que antes, e guardou na memória cada momento daquela tarde maravilhosa.


Notas Finais


Jeongyeon e seu ódio por Wannabe...

what a girl wants: https://m.youtube.com/watch?v=zyRt54ChlPc
under the bridge: https://m.youtube.com/watch?v=lwlogyj7nFE


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