História On Your Side - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seraph of the End (Owari no Seraph)
Personagens Mikaela Hyakuya, Yuuichirou Hyakuya
Tags Daetsu, Mikayuu
Visualizações 47
Palavras 1.390
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shonen-Ai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


[Aviso: essa história está sendo repostada]
i'm back guys ~
essa oneshot feita exclusivamente para um desafio que eu fiz no gartic com a @chihoko e @kille há algum tempo, e é claro que eu não poderia deixar de repostar essa fic que é o xodó de ambas <3
lembrando que a história é narrada na segunda pessoa do singular, por isso é bem comum aparecer "você" com frequência quando se está se referindo ao Yuu ~
anyway AHUAHSHUASFHUA boa leitura ~

Capítulo 1 - Único


On Your Side

~

A mão dele aparenta ser acolhedora, e só de pensar em segurá-la uma sensação extremamente reconfortante toma posse de si. Ele está ao seu lado e mesmo assim parece estar tão longe como se estivesse a quilômetros dali, tão perdido quanto você próprio, olhando as demais pessoas que andavam pela avenida um tanto movimentada — lugar este que não era muito propício para o momento atual. Você hesita por um instante, espera um pouco e, por fim, decidi não prosseguir com aquela ideia estúpida de tentar tocá-lo como se fosse algo involuntário.

Mas quando se afastava, o ímpeto que o unia a ele apenas se intensificava. Mas quando estava próximo, sentia como se fosse queimar a qualquer instante naquele devaneio, porque, afinal, todas as tuas decisões até agora foram tomadas pensando nele, somente nele. Porque era tudo para ele, e somente para ele. Os olhares intensos que foram partilhados por pouquíssimos instantes, os toques jamais trocados, as palavras não ditas que insistiam em transparecer a cada gesto... era tão notável que havia algo a mais implícito ali desde o começo, que, em seu íntimo, desejava secretamente que todos os seus pensamentos fossem apenas uma miragem em sua mente, porque realmente era um tanto inacreditável acreditar numa realidade onde tudo ao seu redor era fantasia, quase que beirando ao inimaginável.

E enquanto você era uma folha na tempestade prestes a sentir o esvoaçar do vento, ele assemelha-se mais a brisa favorável que estava pronta para lhe separar do resto da relva — ou era ao menos isso que Mikaela tanto desejava.

Num sobressalto, Shindo acaba por perceber o que você estava prestes a fazer e deixa pairar no ar um sorriso irônico, um tanto malicioso. A atmosfera parecia estar ficando mais densa conforme os segundos iam passando. Aquilo fora sua ruína.

— Aconteceu alguma coisa, Yuu-chan? — Ele perguntou, te olhando com uma serenidade sem igual cravada às íris safiras, comprimindo os lábios a fim de te provocar.

E, bem, talvez, só talvez mesmo, ele estivesse conseguindo.

— Claro que não, seu idiota — você se limita a retrucar, embora só estivesse, de fato, um tanto constrangido.

Então Mikaela riu e você se perdeu naquela melodia. A sonoridade era tão encantadora que lhe enchia o peito e trazia à tona uma calmaria avassaladora. Entreranto, de supetão ele deslizou pelo banco de madeira como quem não quer nada — embora fosse um pouco suspeito —, até que suas coxas se tocassem e os fios de seus cabelos se entrelaçassem num emaranhado sutil para, então, ficar preso àquela atmosfera, sem fazer absolutamente mais nada.

— Tem certeza, Yuu-chan? — Perguntou, com a voz embargada de uma presunção despretensiosa inigualável.

— Tenho.

— Absoluta?

— Eu já disse que estou bem! — Elevou o tom de voz, logo em seguida fazendo menção de se levantar. — Mas que merda, o que você quer, Mika?

Novamente, cravado nos lábios, adornando a face angelical, o mesmo sorriso despretensioso ousava aparecer para lhe deixar aturdido. Você queria desaparecer dali o quanto antes, quiçá ter o prazer de pôr ambas as mãos na jugular de Mikaela para fazê-lo ficar quieto de uma vez por todas. Definitivamente, não havia alternativa mais viável.

Todavia, tudo passara de uma forma tão desajeitada em sua mente que você apenas havia percebido a presença do outro quando, repentinamente, um par de braços fora de encontro ao seu torso calmamente num amplexo um tanto desajeitado, como se o contato tivesse sido realmente involuntário.

Porém, não parecia algo tão ruim assim ficar preso àquele enlace, afinal.


✗✘✗


Fragmentos daquele fim de tarde de outono espiavam através das folhas secas que caíam ora ou outra. Um mosaico castanho com uma nuança amarelada se alterava suavemente com o vento enquanto a brisa levava um pouco da natureza consigo num vai e vem silencioso para longe dali. Por um longo instante você se permitiu refletir um pouco sobre os demais acontecimentos que vinham intervindo sua mente, assim constatando que talvez Mikaela fosse a própria relva e você apenas uma folha anexa a ele, desejando, secretamente, voltar o mais rápido possível àquele terreno, que porventura era derivado de sua felicidade. Contudo, como você não havia encontrado-o no perímetro, por um instante limitou-se a fixar o olhar naquela área, analisando cautelosamente a paisagem à sua frente, olhando para além das folhas e dos galhos.

E, nesse breve momento consigo mesmo, os acontecimentos recentes preenchiam sua mente enquanto você estava apenas espairecendo, não conseguindo manter o foco em apenas um único lugar.

Quando você pensa em tudo desde seu limiar, sua respiração falha e suas bochechas queimam, mas evitar mostrar o que realmente sente parece ser uma das poucas opções que lhe sobrou para usar como uma justificativa de encobrir suas verdadeiras emoções. Porém, a grande verdade por trás dessa teimosia toda era que você odiava se sentir vulnerável independentemente da situação — e obviamente Mikaela sabia disso tanto quanto você próprio. Por isso, ele sempre estaria do seu lado lhe acompanhando quando necessário, estando sempre presente para nulificar quaisquer problemas que viessem lhe atormentar, apenas aguardando o momento em que você, enfim, iria ceder.

— Vamos, Yuu-chan, daqui a pouco vai escurecer — ele sussurrou contra seu ouvido, aproveitando o seu pequeno deslize quando se permitiu aprofundar-se em suas quimeras. — Aliás, me desculpe a demora. Sem querer perdi o horário — e então ele sorriu um pouco sem graça, lhe fazendo perder as rédeas que há tempos já estavam desgovernadas.

Era incrível a facilidade que ele tinha de provocá-lo com tão pouca coisa, porque sob qualquer outra hipótese você jamais se deixaria ficar à mercê de quem quer que fosse tão facilmente. Conquanto, tão silencioso quanto perdera-se naquele breve quase momento, você havia voltado para a realidade, por mais que ainda estivesse um tanto aéreo.

Você apenas assentiu quanto ao convite do outro, tentando não deixar transparecer sua surpresa ante a situação.

Antes de tomar coragem o suficiente para andar ao lado dele após tanto tempo evitando um contato direto com Shindo, você desvia o olhar e tudo o que vê é o sol se pondo, sumindo por entre o horizonte numa diligência encantadora.

Você se limitava a caminhar ao lado dele rumo aonde quer que ele quisesse te levar, mas era um tanto difícil se manter neutro quanto tudo em si temia em transbordar. Diferente do habitual, Mikaela havia lhe convidado para sair e aproveitar um pouco a noite, quebrando a rotina monótona de ambos. Contudo, o mesmo acabara por se atrasar mais do que o esperado, e por mais que você quisesse matá-lo por causa da demora nefasta, decidiu ignorar o acontecimento antes de tomar alguma decisão equivocada.

Porém, quando você havia acabado o seu monólogo interno, um silêncio inefável insistiu em pender no ar, transformando o momento em algo um tanto quanto estranho. Na verdade, era Mikaela que havia começado com aquilo tudo, ficando absolutamente neutro conforme ambos iam caminhando. Nesse instante, tudo pareceu desaparecer de sua mente e as nuanças que você usava para tingir sua coragem e confiança desbotaram rapidamente. De repente, você era como uma folha que havia se separado da relva, à deriva numa gama de sentimentos.

— Mika, você está bem? — Perguntou, embora estivesse um tanto hesitante.

— Estou ótimo — ele respondeu —, apenas um pouco cansado.

— Tenho minhas dúvidas — você replicou, logo em seguida voltando a olhá-lo.

De repente, um sorriso sarcástico surge na face pálida daquele que estava ao seu lado. Você não estava entendendo absolutamente nada.

— Então quer dizer que agora você se importa, Yuu-chan? — ele ousou cantarolar cautelosamente para ti com os lábios próximos demais ao lóbulo de sua orelha, com a voz embargada de uma malícia mascarada.

E por mais que você quisesse contrariá-lo, as palavras simplesmente não vinham. Seu rosto esquentou, seus batimentos cardíacos aceleraram e seus olhos automaticamente se preocuparam em se concentrar em outro lugar que não fosse Mikaela. Contudo, este já estava acostumado a ler aquelas impressões momentâneas, e era nesses momentos que ele dava espaço à linguagem silenciosa de seus atos, que gradativamente eram substituídas por carícias um pouco mais ousadas — isso, é claro, em alguns momentos onde nada mais parecia importar.

Com uma respiração profunda e um tanto ritmada, sua surpresa inicial fora substituida por algo mais leve aos poucos. Você, por fim, decidiu não contrariá-lo por mais que estivesse, de fato, estranhado toda aquela cena. Por fim, sem qualquer outra alternativa, você se permitiu aproveitar um pouco da maciez daquele toque.


Notas Finais


desculpas por qualquer possível ooc >< confesso que tive um bloqueio quando vi que esse era o prompt proposto ashuashuashu
de toda forma, espero que tenham gostado ~
see you later <3


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