História Once In A Lifetime - Harry Styles Fanfic - Capítulo 2


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Categorias Harry Styles, Louis Tomlinson, One Direction, Romeu e Julieta
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Amor, Drama, Harry Styles, Juventude, One Direction
Visualizações 68
Palavras 2.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoinhas :)
Não seria justo começar essa história sem ao menos dar início à trama ou conhecer os personagens certo?
Pois aqui vamos encontrar nossa primeira principal: Julieta.
Boa leitura!!

Capítulo 2 - Julieta Montre


Fanfic / Fanfiction Once In A Lifetime - Harry Styles Fanfic - Capítulo 2 - Julieta Montre

Julieta ON:

 Levanto da minha cama e vou até a sacada de meu quarto, sinto a brisa leve da primavera bater em meu rosto e sorrio com a sensação. Estico meus braços na lateral de meu corpo e jogo minha cabeça para trás, queria ser um pássaro. Pássaros possuem asas que permitem o seu voo, eles podem ir embora a qualquer momento, eles podem ir para qualquer lugar sempre que tem vontade.

Queria ser um pássaro para poder viajar, conhecer o mundo, viver aventuras, aproveitar a vida. Quando disse á minha mãe que esse era o meu desejo ela apenas riu na minha cara e disse que sou apenas uma criança e que ainda não faço ideia do que eu quero. Respondi dizendo que já não era uma, tenho 16 anos e sei muito bem o que quero. Ela retrucou dizendo que só vou deixar de ser uma quando me casar e montar a minha família, aí sim poderia querer o que eu quisesse, contanto que meu marido me apoiasse.

 Acho tudo isso uma grande besteira, por que não posso ter meus próprios sonhos? Por que tenho que viver à custa de alguém? Eu quero ser livre, quero ter minhas próprias opiniões e meus próprios sonhos. Lógico que sonho com um bom marido, filhos lindos para cuidar e morrer abraçada com o amor da minha vida, mas acho que isso pode esperar. Pleno século XVII e as pessoas acham isso uma barbaridade.

 Sempre morei em Holmes Chapel, uma pequena vila do reino de Cheshrie. Meus pais são um dos maiores fornecedores de seda para a família real, o que faz da família Montre uma das mais importantes e respeitadas. E como moça de família que se prese, tenho que estar sempre bem vestida e me comportar bem, afinal sou cobiçada pelos solteiros mais importantes, poderosos e ricos. Quando falam isso me sinto como um objeto, todos me disputam e nem posso dar minha opinião. Me sinto usada e não posso fazer nada quanto a isso.

 Apoio meus cotovelos no muro da sacada e coloco meu rosto entre minhas mãos, observo a vila e posso descrevê-la de olhos fechados, posso dizer a rotina de cada morador, o nome de todas as pessoas e ondem elas moram.  Estremeço só de pensar que minha vida pode ser igual à dessas pessoas, tão rotineira, tão simples, tão comum. Eu quero me aventurar, quero a sensação de fazer algo proibido, quero sentir a adrenalina correr em meu sangue.

- Senhorita? Já está acordada?- olho para trás e vejo minha criada, Sra. Wood parada na porta. Ela cuida de mim desde que sou um bebê já que minha mãe tinha seus deveres de mulher na sociedade para cumprir.

- Sim, Ana. – digo suspirando e passando a mão em meu vestido para ajeitá-lo. Devo estar sempre apresentável, como uma boa moça.

- O café já está pronto e seus pais já estão na mesa esperando por você. – ela diz calmamente e me olha com um tanto de pena. Ela sabe dos meus sentimentos e sei que se fosse por ela, nós duas já estaríamos bem longe de tudo isso.

- Estou á caminho, obrigada por avisar – digo e ela se retira. Pego meu diário e faço uma pequena anotação sobre meus pensamentos e me encaminho para a sala de jantar.

Enquanto desço as escadas vejo uma pequena movimentação pela casa, como se novidades tivessem surgido e estivessem todos animados. Assim que entro na sala de jantar vejo todos conversando animados, menos minha prima (e melhor amiga) Belle. Ela e seus pais vieram tomar café da manhã com a gente.

- Bom dia pai, mãe – digo lhes dando um beijo no rosto – Bom dia tio, tia – e lhes dou um abraço. – Bom dia, Belle – vou em sua direção, mas ela se levanta rápido e me abraça apertado. Ela está tremendo um pouco e fico preocupada. – O que está acontecendo? – sussurro em seu ouvido.

- Me ajuda – ela sussurra de volta pra mim e sinto o desespero em sua voz.

- Meninas, por favor, queiram se sentar – meu pai diz atrás de mim, solto Belle e sento em meu lugar na mesa ao lado de minha mãe.

- Pai? Será que o senhor poderia me explicar o que está acontecendo? – digo e ele sorri para mim. Vejo a alegria em seus olhos e olho para Belle sem entender.

- Minha Julieta, acabamos de receber notícias maravilhosas! Sir Calvin da Escócia deseja desposar de sua prima – ele diz rindo claramente feliz com a notícia – Não é algo maravilhoso?

Olho para meu tio e minha tia e eles estão de mãos dadas sorrindo, minha mãe bate palmas animada.

- O que foi Julieta? Não está feliz por sua prima? – pergunta minha mãe e sei que devo estar encarando eles por muito tempo.

- Desposar? Quando? – pergunto sem conseguir acreditar, Belle tem apenar 16 anos assim como eu e compartilhamos os mesmos sonhos.

- Ao final do mês ele deve vim conhecê-la e se tudo der certo, no final do ano minha filha estará casada – diz minha tia juntando as mãos na frente do corpo como uma prece. Olho para Belle e vejo o desespero em seus olhos, ela não quer se casar.

- Espera, mas eles nem se conhecem. Você quer mesmo isso Belle? – pergunto olhando pra ela que abre a boca para responder, mas é cortada pelo meu tio.

- Mas é claro que ela quer – ele diz ríspido olhando para ela e depois pra mim – E mesmo que não quisesse casaria do mesmo jeito. Hoje em dia está muito difícil encontrar bons rapazes que possuem apenas boas intenções. Vocês deveriam agradecer quando uma oportunidade dessas aparece. – ele diz se orgulhando de suas palavras que não passaram de baboseira para mim.

- Peço desculpas em nome de Julieta, ela claramente não quis desrespeitar o senhor – diz minha mãe colocando a mão no peito e me olhando brava. – Na verdade também acho que está na hora de começarmos a procurar um candidato para nossa Julieta, o que acha querido? – ela diz colocando a mão no braço de meu pai e eu arregalo os olhos.

- Com certeza querida! Essa proposta recebida pelo meu irmão reacendeu meu desejo quanto a isso. Imagine Julius e Kate, minha Julieta casada! – ele diz para os meus tios que me olham felizes.

- Tenho certeza que está na hora Francis – diz minha tia – quem você não consegue arranjar alguém antes do casamento de Belle? Assim quando elas forem para a lua de mel podemos sofrer todos juntos – todos riem quando ela diz isso, menos eu e Belle.

  A olho e vejo o semblante de desespero em sua cara, que possivelmente também está na minha. Como podem fazer isso conosco? Não pedem nem mesmo a nossa opinião, estão falando de nosso destino! Como podem ser tão insensíveis assim? Tomo meu café da manhã em silêncio e bem rápido. Ao terminar peço licença e chamo Belle para dar uma volta no jardim.

 Vamos até perto da cerca, é bem afastado da casa e sei que aqui ninguém poderá nos ouvir

- Ju, o que eu vou fazer? – diz Belle pegando minhas mãos e vejo lágrimas em seus olhos – eu não quero me casar, nem ao menos o conheço. Como posso casar com alguém que não amo? – ela começa a chorar e eu a abraço.

- Calma Belle, respira. Nós vamos achar uma solução, eu sei que vamos. – digo pegando seu rosto em minhas mãos – eu vou te ajudar a sair dessa, prometo. – Ela assente e a abraço de novo. Preciso pensar, nós duas temos que sair dessa.

(...)

 Assim que me despedi de Belle subi pra meu quarto. Todas as segundas e quintas devo ir ao confessionário do padre Armand. Como hoje é segunda, Ana está me ajudando a vestir. Enquanto ela desembaraça meus longos cabelos castanhos tomo coragem e decido tocar no assunto.

- Ana? – digo baixinho chamado sua atenção.

- Sim, senhorita – ela diz e respiro fundo.

- Como você conseguiu, digo... fugir do casamento? – digo e escuto ela suspirar.

- Eu não fugi, ele fugiu de mim – ela diz e eu tento entender – Me pai conseguiu um belo pretendente para mim, todas sempre o desejaram e passei a ser motivo de inveja. Eu me sentia tão especial, até que ele veio me visitar. Assim que me viu disse que eu não compensava e abandonou a proposta. Eu fiquei muito triste, virei motivo de chacota por toda a vila e meus pais me culpavam. Diziam que eu se eu me cuidasse melhor, se eu fosse uma moça melhor, tinha conseguido o matrimônio. A notícia certamente se espalhou e ninguém nunca mais demonstrou interesse e eu já tinha 20 anos. Minha mãe morreu de desgosto e meu pai me expulsou de casa.

- Sinto muito Ana – digo horrorizada com sua história – Isso é muito cruel, eu não acredito que você foi julgada apenas por não ter um marido.

- Sim, e a senhorita deve saber que esse será o seu destino se decidir não se casar – ela diz adivinhando meus pensamentos.

- Mas eu não entendo porque precisamos, pelo menos não agora. Não quero me casar, muito menos com alguém que nem conheço.

- Minha menina sabe que é isso que acontecerá, e com sua prima também – ela diz e eu me viro para olha-la – ouvi a conversa da cozinha, me perdoe. Mas esse é o destino de vocês, não há nada que possam fazer. – ela diz e me vira de volta para terminar de arrumar meu cabelo.

 É isso o que veremos Ana, penso comigo mesma.

(...)

Estou a caminho do confessionário com meu braço entrelaçado ao de Ana enquanto tento enxergar o caminho a minha frente com esse véu em minha cabeça. Toda mulher a caminho da igreja deve usá-lo para demonstrar que está indo proteger sua pureza. Reviro os olhos com esse pensamento, é tão tosco.

Vejo crianças de rua correndo pela calçada e brincando, sorrio ao ver sua felicidade. É tudo tão simples, por que não podemos ser crianças para sempre? Subo as escadas da igreja e caminho até ao altar onde o padre Armand se encontra. Ele abre um sorriso ao nos ver e caminha até nós.

- Senhorita Montre, Senhora Wood – ele diz nos cumprimentando – por favor, me acompanhe – ele diz indicando o caminho do confessionário e me despeço de Ana. O sigo e entro em sua salinha. Ele senta em sua cadeira e eu em meu banco. – Como vão as coisas senhorita? – ele pergunta.

- De mal a pior padre – digo e começo a contar a história do casamento de minha prima e a procura pelo meu pretendente – Sei que esse é nosso costume, mas não vejo por que devo me casar com alguém que não conheço e nem sinto nada, sendo que o matrimônio é a consagração do amor de duas pessoas.

- Minha querida, me perdoe, mas o que a senhorita sabe sobre o amor? – ele me pergunta gentilmente – já se apaixonou?

- Não padre, mas não sei se me forçando a um compromisso vou conseguir.

- É isso que deve entender, o amor é imprevisível. Ele surge das mais improváveis maneiras e nas mais improváveis circunstâncias. Ele pode estar onde menos se imagina.

(...)

Saio da igreja e vejo que Ana ainda não retornou das compras. Retiro o véu do rosto e começo a andar pela praça. Sento de costas para a fonte e observo as pessoas ao meu redor, estão retornando as suas casas para o almoço, respiro fundo e sinto o cheiro das refeições sendo preparadas e meu estômago ronca. Solto uma risada e mal espero a hora de chegar em casa. Olho em volta e vejo o mesmo grupo de crianças de hoje cedo sentadas na sarjeta da rua, elas parecem planejar algo. Uma menininha percebe o meu olhar e vem até mim.

- Desculpe, mas a senhorita está ocupada? – ela me pergunta e eu balanço a cabeça em negativa – Se importaria de participar da nossa brincadeira? Está faltando uma pessoa.

- Claro que não – digo me levantando e vou até eles – do que vamos brincar?

- Nós montamos um caminho – diz um menininho me puxando e me mostrando vários quadrados – você joga a pedra e ela tem que cair em um deles. Então você pula em todos, menos no que tem a pedra. Entendeu? – balanço minha cabeça em afirmativa e ele me entrega a pedra.

 A jogo e saio pulando até o final do desenho e volto. Eles batem palmas por eu não ter errado nenhum quadrado e entrego a pedra pra outra criança. Volta a minha vez e jogo a pedra novamente, mas ao chegar no último quadrado perco o equilíbrio e caio com tudo no chão. Começo a rir e eles me seguem, sinto todos pararem e olharem para a cena que presenciam: A filha de um importante burguês jogada no chão com crianças de rua. Me levanto e volto a brincar, ignorando os olhares de reprovação que recebo.

(...)

- O que a senhorita está fazendo? – diz Ana vindo até mim, estou sentada na rua junto com as crianças, vendi meu véu a um ambulante e comprei um maçã para cada um. – Vamos, se levante! – ela diz estendendo as mãos para me ajudar a levantar – Oh Deus! O Sr. Montre não vai ficar nada feliz. – ela olhando para o meu vestido.

Abaixo minha cabeça e vejo que de amarelo ele está marrom, está cheio de terra e água suja em alguns lugares. Sorrio pra ela e a acalmo.

- Calma Sra. Wood, não tem nada demais – digo e entrelaço meu braço no seu – Tchau amiguinho, foi bom conhecer vocês – digo acenando para as crianças enquanto me afasto. Elas acenam de volta e me mandam beijos, sorrio contente por perceber que elas gostaram de mim.

Durante todo o caminho Ana foi falando em como fui irresponsável, pois com certeza todos viram a cena e não é nada bonita uma moça do meu porte se misturar com tais pessoas. Acho bobagem isso, elas são apenas crianças, não tem culpa de nada e eu apenas as ajudei, não há nada de errado.

Chegamos em casa e entro mais animada do que quando saí essa manhã, mas assim que entro na sala vejo meu pai em pé com os braços cruzados, minha mãe está sentada com um lenço na mão como faz toda vez que está preocupado. Assim que veem, seus olhares ficam duros e meu sorriso desaparece.

- Julieta – diz minha mãe perplexa olhando para o meu vestido.

- Eu não acredito – diz meu pai bravo – Eu me esforço para conseguir uma vida digna, me esforço para construir o nosso legado, o nome da nossa família e é assim que você me retribuí Julieta? É assim? – ele termina gritando e me olha furioso

- Eu não entendo o que fiz de errado para o senhor ficar assim – digo e realmente não entendo seu comportamento. Ele ri sarcástico e minha mãe balança a cabeça como se não acreditasse no que eu disse.

- Se misturando com a ralé, agindo como uma criança, andando pela rua como uma porca, é isso que você anda fazendo Julieta! Quer humilhar seu pobre pai e sua pobre mãe? É isso que você quer? – ele grita agarrando meu braço muito forte. Olho para ele sem acreditar no que eu ouço. – Esses boatos já estão correndo pela vila inteira! Como você acha que eu vou olhar para os meus amigos agora? Já pensou que isso pode nos prejudicar e favorecer os Edwards? Me responde! – ele continua gritando perto de meu rosto e sinto meus olhos encherem de lágrimas pelo aperto no meu braço.

 Ele me empurra e me solta, virando de costas pra mim. Ele está arfando e sei que está tentando se controlar, mas eu não entendo como ele pode ser tão insensível.

- Wood! – grita meu pai e Ana vem correndo e se apresenta – Tranque Julieta no quarto dela, ficara lá do dia todo e sem almoço! – ele vira pra mim e aponta o dedo – Deve aprender a lição – e sai da sala batendo o pé. Minha mãe o segue, passando por mim com a cabeça abaixada.

- Senhorita – diz Ana e olho para ela que indica a escada.

Vejo a pena em seus olhos que ao mesmo tempo dizem “eu te avisei”. Subo as escadas e entro em meu quarto, vejo Ana pegar a chave e o trancar por fora. Encosto minhas costas na parede e escorrego até o chão, chorando. Como eu poderia gostar de viver em um lugar assim?


Notas Finais


O que acharam da nossa Julieta?
Me falem, adoro saber a opinião de vocês!!
Até mais!


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