História Once In A Lifetime - Harry Styles Fanfic - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Styles, Louis Tomlinson, One Direction, Romeu e Julieta
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Amor, Drama, Harry Styles, Juventude, One Direction
Visualizações 51
Palavras 1.839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoinhas :)
Eu não me aguento, eu tenho que continuar hahahah
Bem, hora de conhecermos o nosso Harry antes de começarmos a nossa trama.
Boa leitura!

Capítulo 3 - Harry Edwards


Fanfic / Fanfiction Once In A Lifetime - Harry Styles Fanfic - Capítulo 3 - Harry Edwards

Harry ON:

 Estou sentado em banco no fundo de minha casa. Tento encontrar uma palavra que rime com “subordinado” para o meu poema. Levanto minha cabeça e encaro o horizonte em busca de inspiração. Vejo os pássaros voando livres pelo seu céu, livres para voar pelo mundo, para se aventurar e conhecer tudo a sua volta, sem a preocupação de ter alguém lhe pressionando para tocar a vida.

- Pressionado – digo pra mim mesmo e escrevo no papel.  – Até que não está ruim. – termino de escrever o verso, coloco o papel ao meu lado e deito no banco, observando a imensidão azul que chamamos de céu.

 Ouvi dizer que há outra “imensidão azul” chamada “mar”, espero ter a chance de conhecer algum dia. Moro em Holmes Chapel, uma vila do reino de Cheshrie, e vivi aqui a minha vida inteira. É um lugar aconchegante e seguro, mas eu quero me aventurar pra fora daqui, viver novas aventuras.

 Meu sonho é ser um poeta, escrever sobre minhas experiências e sentimentos. Mas pra isso preciso sair desse mundinho em que vivo. Quero escrever sobre mares e oceanos, sobre campos floridos, sobre novas culturas e povos. Quero viver, quero sentir. Meu melhor amigo, Louis, é único que sabe dos meus desejos sem criticar. A todos que contam me julgam um tolo, e dizem que é coisa da idade. Eu tenho 17 anos, não sou mais uma criança. Posso fazer minhas próprias escolhas e julgamentos.

Mas é claro que seria inaceitável que Harry Edwards, o herdeiro de um dos maiores fornecedores de seda para a família real, saísse pelo mundo para escrever poesia. Seria um descaso e uma humilhação ao sobrenome que meu pai tanto lutou para construir. Um dia disse a ele que não queria seguir nesse ramo, mas ele riu e disse que eu estava apenas crescendo. Bom, eu cresci e essa ideia ainda vale e está mais sólida.

- Senhor? – diz Alfred, meu criado, me despertando de meus pensamentos – seus pais chegaram e requisitam sua presença.

Respiro fundo e olho uma última vez para o céu, algum dia ainda serei livre, como um pássaro. Pego minhas anotações e me levanto indo em direção a Alfred. Ele nunca me criticou por escrever poesia, pelo contrário, sempre me incentivou e as vezes até me da algumas dicas quando acho que não está muito boa. As entrego para ele, que pega e pisca um olho pra mim. Respiro aliviado por ter alguém que aceita como sou.

Entro dentro de casa e vejo meus pais sentados na mesa enquanto nossa cozinheira os servem. Eles conversam animados, rindo de algo que parece ser muito engraçado.

- Papai, mamãe – digo os cumprimentando e me sento à mesa, ao lado de meu pai.

- Harry querido, você nem imagina o que eu vi hoje enquanto voltava do trabalho – ele diz olhando pra mim e minha mãe solta uma risada – Julieta Montre sentada no meio da rua, toda suja enquanto brincava com várias crianças sem teto – ele começa a rir e eu não entendo o que isso tem demais.

- Qual o problema disso pai? – digo olhando para ele e para minha mãe.

- Ora filho, uma moça bem formada como ela é e com o nome que carrega, deveria se portar melhor. Ninguém deseja desposar de uma moça mal criada e que anda com a ralé – minha mãe diz se servindo. Reparo que a ralé a qual ela se refere, são as crianças de rua. Fico indignado com isso, são apenas crianças que não nasceram com melhores oportunidades. Isso não com que elas sejam piores que nós.

- Mas sabe esposa, agradeço a ela por esse comportamento. Quando a família real souber disso, com certeza irá desfazer os laços comerciais e nos tornaremos os maiores distribuidores de seda para a família real, imagina a honra! – ele diz alegre bebendo o seu vinho.

Minha família e a família Montre tem uma longa rixa, ambas fornecem seda para a família real, mas competem firmemente para uma tomar o lugar da outra. Por esse motivo, meu pai não os suporta e toda vez que encontra o Sr. Montre na rua, um discussão se inicia. Se minha mãe encontra a Sra. Montre, ambas começam a trocar farpas como "duas madames", se isso é possível. Sempre soube que eles tinham uma filha, mas nunca a conheci, por conta dessa rixa uma família nunca se aproxima da outra pra evitar constrangimentos.

Sempre achei esse motivo uma grande besteira e até disse para o meu pai um dia, ele me bateu na cara e disse muito bravo que eu seria o seu sucessor e deveria continuar o trabalho, e que eu não deveria nunca ceder aos Montre. Depois desse dia nunca mais citei esse sobrenome em alguma conversa, e agora que, aparentemente, os Edwards finalmente irão sair na frente nessa rixa, o assunto voltou até nós.

Se bem que eu tenho que confessar, não vi nada de errado no comportamento da tal Montre. Achei até generoso de sua parte, são apenas crianças, não podemos culpa-las pelo rumo de sua vida, mas podemos ajuda-las a ir para o caminho correto. Penso que a família real seria muito injusta se rompesse os laços por esse ato totalmente generoso.

- Harry? Está aqui conosco? – diz minha mãe e percebo os dois me encarando.

- Desculpe, me distraí por um instante – digo sorrindo e sinto um cacho cair no meu olho. O coloco para trás enquanto presto atenção no que vão dizer.

- Eu estava conversando com sua mãe ontem a noite, e bem, nós concordamos que você já é um rapaz bem formado, educado, e nós nos orgulhamos muito de você – ele diz e minha mãe segura minha mão – E com base nisso, nós decidimos que está na hora de você evoluir. Está na hora de deixar de ser um rapaz e se tornar um homem. – ele termina me olhando.

- Desculpa pai, mas não entendi muito bem onde o senhor quis chegar – digo olhando para os dois. Minha mãe solta uma risada e me olha.

- Harry, logo você vai assumir o seu pai no negócio, então já está na hora de pensar no futuro. – levanto minhas sobrancelhas porque ainda não entendi onde eles querem chegar – família, Harry – ela conclui e eu congelo.

- Decidimos que está na hora de escolhermos uma esposa para você meu filho – diz meu pai colocando sua mão em meu ombro – O que acha disso?

Olho para os dois sem acreditar. É a minha vida, meu futuro e eles decidem sem mim. Eu já contei aos dois tudo o que eu quero fazer da minha vida e mesmo assim eles insistem em decidir por mim. Sinto meu sangue ferver e me levanto da mesa com tudo. Isso tira os sorrisos da cara deles bem rápido e já me sinto satisfeito por isso.

- Quem vocês acham que são pra decidir o que eu vou fazer da minha vida desse jeito? – pergunto nervoso e vejo uma veia saltar na testa do meu pai

- Harry isso são modos? – pergunta minha mãe nervosa, mas não respondo e me dirijo em direção à porta.

- Harry! Volte aqui agora! – ouço meu pai gritar, mas já abri a porta e saí marchando.

- Eu não acredito nisso! Como posso me casar com alguém que eu nem ao menos conheço? Isso é o cúmulo! – falo alto comigo mesmo e vejo todos me olharem assustados – O que foi? Vocês também querem decidir meu futuro por mim? Venham, fiquem a vontade! – grito abrindo os braços.

Me viro e sigo em direção ao bosque, me sentando próximo ao riacho. Me permito respirar fundo e grito bem alto. Simplesmente grito. Não acredito que eles estejam fazendo isso comigo. Tenho apenas 17 anos, como eles podem achar que estou na ideia de casar, de construir uma família. É claro que eu quero, mas eu preciso me apaixonar primeiro, conhecer alguém que me entenda e que não me julgue por mais estranhos que sejam os meus sonhos. E eu não tenho a menor pressa quanto a isso.

(...)

- Harry? – escuto alguém me chamando e olho em volta. Vejo Louis, meu primo e melhor amigo vindo em minha direção.

- O que você está fazendo aqui? – pergunto batendo a mão no chão ao meu lado para ele se sentar.

- Bem, eu estava no serviço com o meu pai e o assim que o seu chegou começou a falar sobre o quanto você foi sem educação e desrespeitoso com ele e sua mãe hoje. Que você gritou com eles e saiu de casa sem mais nem menos.

- E como me achou aqui? - pergunto levantando uma sobrancelha.

- Porque é aqui que você sempre vem, esteja triste ou feliz, querendo inspiração ou fugir do mundo. – ele olhando para cima – é o assunto do casamento?

- Meu pai também falou sobre isso? – pergunto já prevendo os comentários que vou ter que enfrentar.

- Não, mas desconfiei que fosse porque meu pai também falar sobre isso comigo ontem. – ele diz e eu o olho surpreso – A diferença é que eu ouvi e fui para o meu quarto. Pode acreditar primo, eu sei muito bem o que você está passando.

- Eu não entendo Louis, nós somos tão jovens, por que querem decidir a nossa vida por nós como se só houvesse um caminho a seguir?

- Porque foi assim com eles, foi assim com nossos avós. Eles não entendem que queremos mais do que apenas uma tradição. Essa é a vida que eles conhecem e é a vida que eles querem que tenhamos. – olho pra ele por um tempo e solto uma risada.

- Achei que eu fosse o poeta sonhador aqui – digo e ele solta uma gargalhada.

- Somos dois Harry, somos dois...

(...)

Já está escurecendo e volto para casa. Meu estômago ronca de fome e sei que vou ouvir o maior sermão pelo meu mau comportamento. Vejo as luzes da sala acesa e entro em casa. Meus pais estão sentados e me encaram assim que entro.

Meu pai fica em pé e anda até mim, parando em minha frente. Ele me analisa e assim que vou abrir a boca pra me desculpar, ele me acerta um tapa bem forte na cara. Cambaleio para trás pela força do tapa e olho para ele. Seus olhos estão frios e ele não expressa nenhuma emoção.

- Alfred? – chama meu pai e nosso criado entra na sala

- Sim, senhor – ele responde e encara meu rosto, com certeza está vermelho e marcado.

- Tranque a biblioteca e leve a chave para o meu escritório – ele diz e eu arregalo os olhos – Harry não terá acesso a ela pelo resto da semana. – ele diz e vai em direção as escadas. – E se atrasou para o jantar, por isso vai dormir sem comer.

Olho para minha mãe que apenas passa por mim e segue meu pai. Alfred me olha com pena, mas desvio meu olhar e subo para o meu quarto. Como posso ser feliz aqui?


Notas Finais


Gostaram??
Me digam nos comentários, vou adorar saber o que estão achando!!
Muito obrigada para todos que estão dando uma chance!
Ate mais!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...