História Once Upon a Time a Beast (Ziam Mayne) - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Liam Payne, Zayn Malik
Tags Beautyandthebeast, Boyxboy, Ziam, Ziam Mayne
Visualizações 111
Palavras 3.442
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores, estou passando bem rapidinho para trazer, finalmente, o cap 13. Peço desculpas por toda demora graças aos meus problemas. Agradeço a paciência de todos, principalmente quem comentou no aviso (que foi apagado). Enfim, espero que tenham uma leitura agradável.
Leiam as notas finais.

Capítulo 13 - A Maldição


Fanfic / Fanfiction Once Upon a Time a Beast (Ziam Mayne) - Capítulo 13 - A Maldição

                  A despeito de tudo que havia se passado entre Liam e Zayn, da evolução na relação dos dois, de como estavam seguros e à vontade vivendo juntos, era de se esperar que o mais novo estivesse se sentido um pouco mais assegurado para deixar aflorar por sua mente perguntas que até então houvera ignorado, graças ao medo e a incerteza que sentia quanto ao outro. O segundo passo era criar coragem suficiente para introduzir suas perguntas em uma conversa real com Liam, uma que não fosse um mero ensaio tolo em sua mente, uma em que pudesse falar sem gaguejar, de preferência. Mas o problema não era só esse, obviamente, a questão ia muito além de sua necessidade de saber, abrangia principalmente uma parte importante do mais velho, da qual este último muito possivelmente não se sentisse confiante a falar. E isso nem de longe era algo que Zayn via como ruim da parte do outro em consideração a si. Pela pouca ênfase que a Fera dera em referência tanto as suas ‘’peculiaridades’’ quanto as do Castelo no geral, ele pudera concluir que o assunto era mais complexo e delicado do que lhe pareceu inicialmente. Que o outro sofria por algo que Zayn ainda não podia compreender.

 

                  Malik podia ser ingênuo e inexperiente, mas nem de longe era burro. O moreno sempre soubera que algo de grandioso havia muito tempo acontecido com Liam e todos os outros moradores do palácio, ele só não podia afirmar com certeza o quê, sabia apenas que tudo aquilo não era normal, a não ser que porcelanas, guarda-roupas e castiçais falantes pudessem ser considerados normais. Talvez, e muito provavelmente, houvesse algo relacionado a magia em tudo aquilo, sempre ponderava o Malik nos momentos em que estava só no castelo, nesses momentos, também, não podia evitar a lembrança da rosa e seu brilho sobrenatural.

 

               A flor continuava no mesmo lugar em que Zayn a vira pela última vez. Pudera comprovar com seus próprios olhos que Payne não se dera o trabalho de tirá-la de lá — apesar de praticamente partilhar o quarto com o menor, fato este que fazia Zayn se sentir um pouco mais resoluto a fazer suas indagações — quando em uma manhã, vencido pela curiosidade, se permitira olhar para sacada ampla que ficava afastada do espaço principal do quarto, enquanto Liam se banhava, vendo a rosa no momento em que uma pétala brilhante caia de seu cerne e repousava suavemente, já sem brilho e sem vida, junto de outras iguais a si. Aos olhos de Zayn parecia muito errado algo tão raro e bonito terminar daquele jeito. O quarto pareceu ficar mais escuro, e o coração de Zayn se entristeceu.
 

            Não obstante uma semana havia se passado desde que voltara ao castelo, e, logo após Liam apresentar melhora, Zayn vinha sendo importunado com a questão misteriosa que rodeava a vida de todos no lugar ao qual sentia ser praticamente seu lar. Sentia que já não podia mais ignorar a si próprio, e que isso era importante demais para se deixar de lado.
 


 

— Como se sente? — Perguntou Zayn enquanto bebericava o chá de erva-doce em sua xícara. Estavam na varanda da biblioteca, ambos envoltos em uma atmosfera agradável e acalentadora, tão boa que Zayn sentiu medo de estragar o momento.

— Bem. Bem melhor, eu diria. — Respondeu o maior dos dois gentilmente, percebendo sem muita dificuldade que o outro estava incomodado com algo. Franzindo o cenho em preocupação continuou: — Está tudo bem? Você parece nervoso.

 

              Zayn levantou os olhos e fitou Liam, sabia que não havia momento mais oportuno do que aquele, mas, ainda assim, temia estragar com sua curiosidade o que haviam construído desde então. Seu rosto estava congelado em uma expressão sôfrega, quase como se fizesse esforço para manter as palavras presas na garganta a tempo de organizá-las. Mas de qualquer forma ele não poderia mudar de ideia, seria sincero com Liam acima de tudo, não poderia trai-lo escondendo dele dúvidas que estavam tirando seu sono, dúvidas que senão expostas poderiam estragar a relação dois mais até do que o silêncio.

 

— Há algo que desejo lhe perguntar, na verdade, há muitas coisas que quero lhe perguntar, mas para ser bem sincero não sei como exatamente fazê-lo. Tenho medo de feri-lo ou invadir um espaço que não deva. — Começou ele tentando soar o mais claro possível, o mais transparente possível. — Mas apesar disso não posso deixar de pedir alguns esclarecimentos, acho que de certa forma você me deve isso Liam.

 

O rosto de Liam estava impassível quando Zayn começou a falar e assim continuou até depois de seu término. O rosto do menor tremeu com a expressão dura no rosto da Fera, quase se arrependendo de ter começado aquilo, mas então a face de Liam se suavizou e ele suspirou derrotado, desviando assim o olhar de Zayn.

 

— Imaginei que fosse me questionar em algum momento e tentei me preparar para isso, ainda assim é deveras difícil… — Falou finalmente, com um sorriso pequeno porém sincero nas feições animalescas. — O que quer saber meu anjo? — Incentivou ele voltando a encarar o mais novo. Zayn sentiu outra vez o coração quente, sensação causada pelo tratamento carinhoso dirigido à si. Agora era tão mais fácil gostar de Liam, tão mais difícil ignorar o que sentia pelo outro.

Respirando fundo começou:

— Por que você é…é assim? Por que o todos aqui são como são? — Disse ele baixinho, como se trocasse confidências com o outro que nem as estrelas que começavam a surgir no céu tivessem o direito de saber. Isso era só deles.

— O que você acha que é? — Devolveu Liam carinhosamente, como se tivesse medo que o som de sua voz machucasse o outro.

— Magia? — Respondeu Zayn soando como se fizesse uma pergunta. Liam assentiu, quase como se estivesse orgulhoso do menor.

— Isso mesmo meu anjo, magia é a chave da minha existência atual, ou de como eu existo hoje. — O rosto do Malik se contorceu em confusão. Liam achava compreensivo que ele estivesse confuso, e tinha certeza que Zayn continuaria com dúvidas mesmo após o término daquela conversa delicada, e ele teria que perdoá-lo por isso.

— O que quer dizer? — Insistiu Zayn.

— Quero dizer que nem sempre fui assim, que esse castelo nem sempre foi assim.

— Mas então, — Recomeçou Zayn. — você pode me explicar, não pode? Pode me dizer a verdade? Pode me dizer…me dizer… —

— Lhe dizer? — Falou Liam visivelmente hesitante. Zayn mais uma vez naquele início de noite respirou fundo.

— Pode me dizer o que aquela rosa protegida pela redoma tem a ver com tudo isso?

 

         Silêncio. Zayn se mantém firme e continua dirigindo um olhar firme a Liam, que, surpreendentemente, não consegue retribuir a ação, desviando os olhos castanhos para o chão quase que imediatamente. Ainda sem encará-lo, iniciou:

— Há partes de toda história, uma boa parte, que eu não posso lhe dizer Zayn, a rosa é uma personagem importante dessa história, mas isso é tudo que posso dizer sobre ela. — Zayn mirou a paisagem que ia além da varando confortável em que estavam. Liam, apesar de a situação não ser de longe a mais fácil para si, admirou o perfil exótico do rosto de Malik, seu garoto era tão belo e ele era tão…tão feio.

— Você não confia em mim. — Decretou o moreno choroso. No fundo sua consciência sabia que isso não era verdade, que ele mesmo, quando ainda estava tomando coragem para abordá-lo, compreendia que o assunto não deveria ser fácil de se falar, mas, mesmo assim, boa parte de si não podia deixar de se sentir magoado. — Mesmo após…após tudo. — Disse voltando a fitar o outro, seus olhos cheios d'água.

— Oh querido, não pense uma bobagem dessas, é claro que confio em você. — Liam se apressou em dizer e teve vontade de acrescentar um ‘’eu amo você’’.

— Então por que não me fala a verdade? — Seu tom agora era adoravelmente manhoso, isso fez Liam sorrir com carinho para si.

— Porque é proibido, estritamente proibido que lhe conte tudo. — Tentou ele com suavidade. — Agora venha aqui que lhe explicarei até onde puder explicar.
 

 

              Zayn levantou-se e com muita timidez aceitou o colo que o mais velho lhe oferecia. Estar tão perto do outro agora era algo muito corriqueiro e confortável para o Malik, o corpo de Liam era quente e aconchegante e quando estava junto dele era quase impossível desfazer o contato. Além disso também se sentia nervoso e ansioso nessas horas em que ficavam praticamente grudados: sempre na cama, às vezes em um pequeno sofá como agora ou no chão da biblioteca e em tantas outras ocasiões. Por vezes se perdia em alguma fala quando o mais velho carinhosamente lhe tocava ou cheirava de repente. Eles eram dois machos, um homem e o outro fera, Zayn não entendia ou tinha medo de entender a relação que partilhavam um com outro. O fato é que já era muito difícil para si pensar em ter que se afastar de novo de Liam.

— Há alguns anos eu era bem pior do que sou agora ou quando conheci você. — Disse ele após sentir que o outro se acomodara.

— Você não é… —

— Shiii, preciso que fique em silêncio até que eu possa terminar querido. — Zayn assente a contragosto. — Naquela época eu desejava apenas usufruir de todo dinheiro e influência que tinha, ia as melhores festas, cortejavas os mais lindos e as mais lindas moças, comia da melhor comida, fazia basicamente o que tinha vontade de fazer.

“Meus pais eram simplesmente ocupados demais para pôr limites em um moleque adolescente, talvez isso, de certa forma, tenha contribuído em parte para a construção da pessoa que eu era, egoísta e imatura. É claro que não justifica tudo, eu era simplesmente oque era porque queria, um jovem que achava ter o mundo a sua mão, que se achava acima de todos, que não possua limites nem consciência do que fazia. E sim, cometi muitos erros, por sorte nunca machuquei ninguém seriamente, para mim eram apenas brincadeiras divertidas, as corridas a cavalo apostando fortunas, as competições perigosas e idiotas nos lagos congelados da Inglaterra, as drogas ilícitas e inofensivas (eu achava) que usei e convenci outros a usar, a bebedeira exacerbada, as donzelas que eu seduzia e prometia amor eterno sem nunca assumi-las, eu era um cafajeste da pior estipe, Zayn.”

 

Aquela altura Zayn se via embasbacado, com toda revelação e sobretudo pela confirmação de que por trás da Fera em que ocupava o colo, existia mesmo um homem. E é claro que ele cogitara essa possibilidade, mas ouvi-lo falar torrnava tudo ainda mais concreto. Além das perguntas que já tinha outras novas surgiam no decorrer da fala do mais velho, porém Zayn não podia perguntar, em parte porque prometeu que ficaria em silêncio até que o outro acabasse, em parte porque temia que o outro não fosse capaz de lhe responder, pelo menos não integralmente. Então continuou apenas a prestar atenção no que Liam falava:

—Até que por fim os meus pais finalmente se deram conta do meu comportamento ultrajante, e que, principalmente, isso mancharia a reputação da família.

“De modo que contrataram para mim uma tutora deveras renomada em Londres, eles queriam que ela me educasse em vez deles mesmo fazerem isso. Então me despacharam para esse castelo que nós estamos agora, eu, Madame Jaia, que era como a tutora gostava de ser chamada, e os demais que você já conhece, pelo menos na forma em que se encontram agora. Madame Jaia era uma velha gentil, porém firme, que logo que pós os olhos considerei horrível pela aparência enrugada que tinha. Ela de fato tentou dar-me um jeito e eu tenho que admitir que a velha tinha fibra, mas apesar de ter diminuído consideravelmente as farras, — Isso graças ao fato de a cidade ser extremamente pacata e caipira, — eu continuava um ser humano desprezível, o que não importava muito para meus pais que só queriam que eu aquietasse das saídas, drogas e bebedeiras, mas importava para Madame Jaia. Ela não podia se conformar com todo o desprezo e ódio que eu tinha no peito, inclusive por ela. Jaia achava que eu tinha jeito. Até que um dia provei o contrário.”

 

A esse ponto Liam parou respirando com certa dificuldade, a verdade crua e dura do que fora um dia era dolorosa. E ele achava que merecia tal dor, que esse era o único jeito para fazê-lo pagar de verdade. Toda mágoa, vergonha e raiva que sentia por si mesmo.

Zayn por outro lado, ao perceber seu sofrimento a ter que verbalizar seu passado, lhe acariciou o “rosto” coberto por pelos, dizendo:

— Não precisa continuar agora se não quiser, podemos deixar para outra hora. — A Fera, segurando delicadamente suas mãos, negou com a cabeça, engoliu em seco e voltou a falar.

— Aquele dia eu tinha ido até a vila em busca e distração, é claro que não tinha muitas opções mas eu estava decido a contornar isso. Convenci alguns jovens lavradores para que selassem seus cavalos de baixo porte e apostassem comigo uma corrida na propriedade, em troca eu lhes ofereceria um banquete qualquer. Se eles perdessem, como eu sabia que iriam perder, não precisariam me dar nada em troca, o que eles poderiam me dar caso eu exigisse um prêmio, afinal? Eram pobres demais para que eu cogitasse a possibilidade.

"Indo direto ao ponto, a corrida seguia como planejado, fiquei para trás de propósito enquanto os outros açoitavam seus cavalos para que corressem mais rápido, a linha de chegada era uma árvore no fim do campo e, quando eles já estavam a uns três metros de distância, disparei com Sandy, rápida e facilmente os ultrapassei, teria vencido a corrida se não fosse…se não fosse… — Interrompeu-se ele, lágrimas grossas que não deixara escapar por muito tempo agora corriam livremente. Os braços magros do garoto em seu colo logo o envolveram, surrando baixinho que tudo ficaria bem. Como Liam lamentava o que fez, como se odiava por isso.

— Liam, por favor não se torture, você já não é mais…

— Eles tentaram me avisar, mas eu achei que queriam me atrasar para que tivessem uma chance de me vencer. Foi tudo muito rápido, a menina tinha acabado de descer da árvore que lhe falei, a camisa formava um saco que transbordava jabuticabas.

“Quando percebi que fim minha aventura tomaria já era tarde demais e a menina estava caída, devo ter quebrado várias de suas costelas e o braço direito. Fiquei apavorado e fugi, deixando para trás uma criança gravemente ferida que eu sequer sabia o nome. Neguei a ela o socorro que poderia oferecer. Até hoje não sei se ela sobreviveu, nunca esquecerei seu rosto ossudo e seu corpo magro estendido no chão, nunca me perdoarei por ter feito o que fiz.”

 

— Oh Liam! — Exclamou Zayn também chorando. O que o outro acabara de contar deixou seu coração devastado. Por uma parte ele estava decepcionado com ele, decepcionado consigo por não estar preparado para ouvir a verdade, mas quando estaria afinal? Por outro lado não podia deixar de se sentir compadecido pelo outro que tremia abaixo de si, não podia evitar se pôr em seu lugar e tentar sentir a dimensão da sua culpa. A Fera se arrependia do que fizera, estava mudado e, Zayn sabia, não repetiria os erros se o momento em que estava fosse aquele. Isso era o que importava. Malik não ignorava os erros do mais velho, mas decidira que não o julgaria por eles, sua própria consciência já fazia esse trabalho.—Querido, não chore mais, está tudo bem agora você já não é o monstro que era na época, não se torture tanto. — Falava a medida que ia beijando a pelagem escura de sua cabeça, a dor do outro fazia seu coração doer também.

— Oh Zayn, um monstro é tudo que sou. — Murmurou sorrindo fraco. — Quando finalmente cheguei aí Castelo respirei aliviado por ninguém de importância ou que tivesse condições para me punir tinha conhecimento do meu feito.

“Mas eu estava enganado. Jaia me esperava no salão principal, o seu rosto desenhava decepção, nunca me esquecerei de como ela me olhou. Naquele momento eu me dei conta de que ela já sabia e implorei para que mantivesse silêncio e nada dissesse aos meus pais. Mas ela apenas negou com a cabeça dizendo que esse era o menor dos meus problemas.”

 

Flashback on

A velha senhora olhava para o bonito rapaz com tristeza e decepção. Havia lutado tanto para salvá-lo, queria fazer dele um rei honesto, justo e bondoso. Um rei capaz de comandar a Pátria com sabedoria, que salvasse os mais pobres de seus destinos cruéis, como precisavam disso. Mas agora tudo fora por água abaixo. Liam não podia ser rei nas condições que se encontrava, ela não podia permitir que isso se concretizasse.

Jaia, por favor, eu posso explicarEu

Cale-se. Ordenou ela, seu rosto estava lívido, pela primeira vez em muito tempo Payne sentiu medo, um medo verdadeiro e egoísta no qual só lamentava por si próprio. Lhe dei muitas chances e tentei ensinar a você valores dos quais um rei deveria possuir. Mas seu coração é ruim Liam, você não se arrepende ou sente remoço pelas coisas que faz, você machucou uma garotinha inocente e não faz nada, absolutamente nada, para ajudá-la.

Ora essa Madame, vamos, você não precisa ficar tão irada, a menina já estava morrendo de fome e eu não

Liam Payne, você por acaso se escuta enquanto fala tais absurdos? Gritou a agora jovem e bela mulher, o Príncipe estava petrificado, no decorrer de sua fala ela simplesmente se transformara em um ser belíssimo que emanava uma luz sobrenatural. Sua pele negra reluzia com graça e cachos cheios desciam suavemente por suas costas. De longe a mulher mais bela que já vira, apesar de negra, pensara ele naquele momento. Ela sorriu para si como se soubesse o que passava em sua mente. — Eu, Jaiane, tenho um último castigo para você meu jovem, que será também sua última chance. Espero que faça bom proveito.
 

Flashback off

 

— E então ela me amaldiçoou. Horas depois acordei e me vi como sou agora. Odiei Jaiane com todas as minhas forças, mas no fim percebi que na verdade me odiava. — Terminou Liam, já não chorava, falar tudo aquilo em voz alta tirou suas forças, mas acima de tudo diminuiu o peso em suas costas. Zayn que até então havia escutado tudo quieto, se afastou um pouco do seu corpo para olhá-lo diretamente.

— Acho que você já foi castigado o suficiente. Se é uma maldição significa dizer que há um jeito de quebrá-la, talvez Jaiane já tenha percebido que você já não precisa mais ser punido e esteja prestes a por fim neste castigo. — Disso o Malik esperançoso, o que fez o coração da fera se encher de um calor aconchegante. Como ele poderia não odiá-lo?

— Jaia não pode, ela mesma, por fim a maldição. Foi-me imposto várias condições para que ela fosse encerrada. — Explicou ele.

— Certo então. — Exclama o moreno mais animado. — Que condições são essas? O que podemos fazer para cumpri-las?

— A partir desse ponto eu já não posso falar mais nada querido. — Sussurrou em seu ouvido, dessa vez sendo fácil para Zayn ignorar o arrepio costumeiro.

— O que? Se existe uma forma de findarmos a maldição temos de fazê-lo. Você não pode me negar… — Payne o interrompe pondo um dos dedos peludos sobre sua boca bem desenhada.

— Não se preocupe mais com isso. — Inicia gentilmente. — Que tal lermos um pouco antes de dormir?

— Liam! — Reclamou Zayn.

— Por favor meu anjo, estou exausto de toda essa conversa. — Pediu ele, com uma expressão dolorosa que o menor não podia suportar.

— Está certo, vamos As Viagens de Gulliver então. — Concordou vencido.
 

 

No outro dia Zayn finalmente recebe uma resposta de casa:

 

Waliyha.

Querido irmão, fico feliz que esteja bem e a salvo, eu e Safaa estamos bem. O que me preocupa é papai, ele não se conforma com sua volta ao Castelo.

Tem saído muito de casa e voltado bêbado tarde da noite. Também tem falado com homens pouco confiáveis a meu ver. Planeja algo contra a fera, disso eu tenho certeza. Ele precisa de ajuda Zayn, tem estado muito instável desde que toda essa história começou e eu temo por sua sanidade.

Estamos fazendo o possível para ajudá-lo, mas tem sido difícil.

Por ora tomem cuidado.

Com amor, Waliyha.


 

A carta estava com uns “bons” três dias de atraso. Waliyha escrevera uma resposta assim que o envelope mandado por Zayn chegou em suas mãos, mas não pudera mandá-la imediatamente. Sei pai havia encontrado Phillipe primeiro e o mantera preso até a garota ter uma chance de soltá-lo para que pudesse enviar a carta.

Ela só esperava que não fosse tarde demais.


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse cap, deu um trabalho que eu não esperava q fosse dar. Algumas coisas importantes aconteceram, como vocês devem ter percebido. A estória está próxima do fim.
O que acharam? Ficaram surpresos com a verdade sobre Liam? O que acham que o pai (vulgo ‘’vilão’’ da fic) de Zayn pretende fazer?
Me digam nos comentários.
Até a próxima.
Ps: Obrigada pessoa incrível que me ajudou mais do que imagina ao trocar algumas msgs com a problemática aqui.


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