História Ondas em Rebentação - OAdT livro 2 - Capítulo 18


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Categorias Originais
Tags Gay, Lemon, Mpreg, Romance, Sereia, Tritão, Yaoi
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Palavras 3.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Interlúdio 04


Fanfic / Fanfiction Ondas em Rebentação - OAdT livro 2 - Capítulo 18 - Interlúdio 04

Há duas horas eu olhava para o teto branco, jogado na cama da suíte presidential do Maylot.

Ao meu lado, embolado entre os travesseiros de pluma, havia um envelope aberto. O resultado do exame de DNA pendia para fora, quase caindo no chão.

Eu agarrei as páginas mais uma vez, como se o resultado pudesse ter mudado. Ajeitando o óculos no rosto eu li as letras verdes da última linha.

Chance de paternidade: 99.99999%.

O que eu deveria pensar, numa hora dessas?

O celular tocou e eu espalmei os lençóis para encontrá-lo, quando minha vontade era desabar pelo resto do dia. Ao ver o número do Shane eu atendi rápido, e ouvir a voz do outro lado borbulhou meu estômago.

"Hum... Doutor Goldapfel?" Gaguejou ele.

"Pode me chamar de Michel, Shane." Respondi, tentando ser a voz calma daquela conversa.

"O senhor também recebeu o resultado?"

Eu olhei para os papéis novamente, e voltei a fitar o teto.

"Sim."

"Ah, cara... os repórteres vão fazer um escândalo." Shane soltou o ar rápido, talvez fosse uma risada. "Não que eu me importe, sei lá, foda-se, né? Mas se o senhor se importar..."

"Senhor? Não sou tão velho assim, Shane. Aliás, nossa diferença de idade é assustadoramente pequena."

"Sim, a mãe me disse. Ela também tá em choque e com medo que você odeie ela."

"Eu acredito na Kandi. Se ela não me contou, é porque não sabia." Respondi. "Como você se sente?"

Shane demorou a responder. Era quase fofo. Em todos os vídeos que a Kandi mandou ele era feroz, impetuoso e extrovertido, sempre arrebentando a voz no microfone como se o mundo lhe devesse atenção. Ouví-lo tão nervoso e tímido me confortava, era bom não ser o único surtando.

"Tudo bem conversarmos pessoalmente? Estou no saguão do Maylot." Disse ele.

Essa parte me fez saltar da cama. Ele estava onde? Ali naquele prédio? O que ele queria? Aliás, era óbvio o que ele queria, mas eu só queria me esconder e beber e pensar. Não avisei ninguém sobre o resultado. O que as pessoas faziam, naquele tipo de situação?

"Desculpa, não quis te assustar. Posso voltar outro dia, ou nunca." Gaguejou ele, com a voz aguda e surtada.

Eu coloquei a mão no bolso e dele tirei um par de chaves pretas novinhas, com o logotipo da Porsche gravado a ouro. Foi uma compra bastante impulsiva, que fiz enquanto eu aguardava o resultado naquela mesma manhã. Mas pelo visto não havia sido uma compra ruim.

"Já estou descendo." Respondi.

 

****

 

Eu não sabia para onde ir, então apenas dei voltas pela cidade. Durante minhas visitas eu pouco explorava aqueles lados de Waikiki, então as praias e cassinos de luxo me impressionavam. Recém era pôr-do-sol e os letreiros neons já estavam acesos, iluminando aquela metrópole praiana em todas as cores do arco-íris.

Devia ser a primeira vez do Shane a Waikiki, porque seus olhos cor-de-mel brilhavam para a paisagem paradisíaca. A beleza natural da praia contrastava com o vidro e metal da cidade, modernos e imponentes como em todas as ilhas havaianas.

"Esse carro tem um cheiro bom." Disse ele, após um enorme silêncio.

"Ah, ele é novo. Você gosta de Porsches?" Perguntei, fazendo roncar o motor.

"Cara, não manjo de carros." Ele alisou a franja rosa para o lado e sorriu tímido. "Mas esse é lindo, gostei do tom prateado."

"É grafite, o nome da cor." Eu balancei a cabeça, notando o quanto estava sendo chato. "Quer parar em algum lugar? Uma cafeteria, talvez?"

"A mãe disse que você é gay." Shane manteve o olhar nas luzes da cidade.

Eu tossi, engasgado na própria saliva. De imediato pensei em corrigí-lo, mas que diferença faria? Nunca transei com um cara depois da tentativa desastrosa com Alisson, décadas antes, mas isso não mudava o que eu era.

"Você se incomoda com isso?" Perguntei, com a voz tremendo.

Shane parecia tão desconfortável. Eu mesmo não sabia como reagir a nada. Nosso estranhamento era tão grande que doía percebê-lo como meu filho. Só de imaginar tudo o que perdi e tudo o que eu poderia ter tido, dava vontade de gritar.

"Eu também sou gay, mas você já deve saber. Apareceu em todas as revistas."

"Não leio esse tipo de reportagem." Eu sorri, um tanto aliviado. "Tem namorado? Marido?"

"Tive uns casos por aí, durante as turnês. Nada sério." Ele deu um sorriso safado. "E você?"

"Sou um médico obstetra, eu não faço turnês."

"Eu perguntei sobre namorados. Eu tenho um padastro secreto, também?"

A pergunta me fez rir.

"Quê? Não. Eu moro com meus pais, em Orla das Sereias." Respondi, manobrando o carro pela estrada à beira mar. "Espero que nos visite algum dia."

Shane não respondeu. Estava fascinado demais com alguma coisa logo adiante. Eu segui a direção de seu olhar e avistei o parque de diversões, no pier. A roda gigante brilhava em luzes coloridas, piscando ao lado do pôr do sol e refletindo nas ondas do mar. Uma pequena montanha russa e o carrossel também iluminavam a noite, tingindo as ondas com mil luzes coloridas.

"Você gostava de parques de diversão?" Eu parei o carro à beira da praia, assistindo o girar da roda gigante.

"A mãe odeia essas coisas capitalistas, mas meus avós sempre me levavam, no meu aniversário. A vovó grudava em mim e me proibia de comer qualquer coisa com carne, por ordens da minha mãe, mas assim que se distraía o vovô me entregava cem fichas e dizia vai. Ninguém me encontrava até o parque fechar, eu quase explodia de tanto comer cachorro-quente"

Shane riu das lembranças e eu também sorri, mas meu peito apertou. Eu podia apenas ficar feliz por ele, e imaginar como seria me perder com ele entre os brinquedos.

"Foi difícil em algum momento?" Perguntei, com o olhar nos pedais do carro. "Digo... não ter... certas pessoas."

Shane brincou com o piercing no lábio, e deu de ombros.

"Agora não faz diferença. Tenho uma banda famosa, e montes de fãs que amam minhas músicas. O importante é subir ao topo, até aquela coisa que falta ser apenas um pontinho lá embaixo. Acho, né? Sei lá se é bobagem."

"Então eu sou um pontinho lá embaixo?" Era impossível não rir, Shane estava tão adoravelmente encabulado.

Pensei que seria uma pergunta inocente, mas Shane avermelhou como um tomate e cobriu a boca em constrangimento total.

"Desculpa, não foi o que eu quis dizer, eu... ah, cara. Não quis te ofender, doutor. Falei besteira, desculpa mesmo."

Eu segurei o riso, e esperei que ele respondesse.

Shane limpou a garganta, brincando com o cinto de segurança em seu peito.

"A mãe é guerreira pra caramba, e eu amo ela, mas eu conheço seu gosto pra homens. Sempre tive certeza que meu pai era um drogadinho, ou um bandido, ou já tivesse morrido de overdose. E aí meu pai é um médico legal, com um carro maneiro. Eu tô tipo, cara, que loucura é essa?"

Dessa vez foi impossível segurar e uma lágrima escorreu do meu rosto. Eu sequei rápido, precisava parar de ser tão chorão.

"Também fico muito feliz em nos conhecermos. E é bom que tenha gostado do carro, porque ele é seu."

Shane arregalou os olhos, e por um instante as luzes do parque reluziram em suas íris cor-de-mel.

"Comprou esse carro pra mim? Sério mesmo?"

"Eu sei que não compensa toda a minha ausência, e eu ainda quero te conhecer melhor mas... desculpa, foi o melhor presente que consegui pensar. É o mesmo carro que tive, na sua idade."

Shane soltou o cinto de segurança e se jogou em mim, abraçando apertado em torno do meu pescoço.

"É o melhor presente do mundo. Obrigado pai."

Eu o abracei de volta, e por milagre consegui não chorar.

Certas ausências eram apenas isso, buracos dentro de nós a serem abandonados. Ainda assim, a oportunidade de preenchê-los surgia onde menos se esperava. Naquele momento eu preenchi um vazio que eu nem sabia existir, e os outros vazios nunca pareceram tão distantes.

Será que um dia eu preencheria todos os espaços no meu coração? Isso sequer importava?

"Fico feliz que tenha gostado... meu filho."

 

****

 

Uma semana se passou desde a minha chegada em Waikiki. Neste tempo eu verifiquei a saúde da família do Gabe e saí com Shane, para nos conhecermos um pouco melhor. Ele gostava de música pesada, o que era óbvio, e adorava velejar, o que não era tão óbvio. Pouco a pouco ele se tornava meu amigo, e eu esperava também me tornar amigo dele.

Desde o churrasco no Gabe eu não vi Alisson uma única vez. Gabe parecia tão empolgado em nos jogar um contra o outro, mas parou de tentar de repente. Alisson provavelmente brigou com ele, e eu até compreendia. Gabe não devia se meter quando havia todo um passado que ele não imaginava.

De qualquer forma, logo meu drama com Alisson ficaria para trás. Naquele momento meu táxi chegava ao Gran Chesire, o melhor restaurante segundo o guia culinário de Waikiki. Em minhas mãos, uma flor de veludo simbolizava o começo da minha nova vida.

O táxi parou em frente ao restaurante. Eu ajeitei a gravata e desci, notando que o lugar era ainda mais lindo pessoalmente. Havia um jardim florido com mesinhas espalhadas, tudo iluminado por holofotes verde-água e pela luz da lua. O maitrê me conduziu até a mesa que reservei, e que tinha vista tanto às árvores em flor quanto às ondas do mar, logo adiante.

Eu sentei e apreciei a brisa marítima, tentando me distrair do que estava prestes a fazer. Engolindo seco, eu deixei a flor sobre a mesa, temendo que o suor estragasse o veludo delicado. E então ajeitei minha gravata e os ombros do terno pela décima vez, cheirando discretamente o perfume nos pulsos e confirmando minha aparência impecável.

Seria um sacrifício necessário. Shane era um bom rapaz, e merecia o melhor que pudesse ter.

Não demorou muito e o maitrê puxou a cadeira à minha frente, auxiliando minha companhia da noite a se sentar. Meu coração acelerou ao vê-la.

Kandi. Ela mudou tanto, que nem parecia a hippie promíscua de tantos anos atrás. Batom vermelho, sombra meio exagerada nos olhos, uma sutil camada de maquiagem tentando esconder as primeiras ruguinhas. Nas roupas ela não mudou tanto assim, aquele vestidão devia ser o mais colorido daquele restaurante, e o coque bagunçado espetava o cabelo como um coqueiro, transparecendo sua personalidade excêntrica.

"Michel, há quanto tempo." Ela sorriu empolgada, batendo as unhas longas na mesa. "Pensei que só fosse me reencontrar no meu funeral."

"Que horror." Eu comecei a rir. "Você está em turnê em Waikiki, e eu estou visitando amigos em Waikiki. Uma coincidência como esta não pode ser desperdiçada."

Kandi torceu o lábio num sorriso travesso e petulante, recostando-se na cadeira como uma comadre de vila. Sua feminilidade nunca saiu do zero absoluto.

"Coincidência, tá certo. E a reviravolta do século não influenciou em nada o seu convite."

Meu coração deu um pulo. Eu preferia entrar no grande assunto aos poucos, mas a Kandi era a Kandi, e ela sempre odiou enrolações. Por sorte o garçom apareceu com os cardápios e eu tive tempo de acalmar meus nervos.

"Vou querer... este aqui." Kandi apontou o cardápio ao garçom, e ele anotou em seu caderninho.

"Para mim uma salada de caranguejo, por favor. E o melhor vinho da casa." Solicitei, e o garçom logo nos deixou à sós.

Kandi parecia uma criança em uma loja de brinquedos. Ela me olhava com profunda diversão em seus olhos de mel, tão idênticos aos de Shane. Na verdade ele sempre foi igualzinho à ela, do queixo delicado à forma sarcástica de sorrir. Até o cabelo costumava ser o mesmo tom de palha.

"O melhor restaurante, o melhor vinho... olha como o mascotinho evoluiu." Ela mordiscou os lábios e passeou os olhos pelo ambiente, mas seu maravilhamento focava totalmente em mim. "Vou admitir, o Shane não poderia ter um pai melhor."

"Você acha mesmo?" Perguntei, avermelhando. "Eu tenho conversado tanto com ele, mas são anos de assunto a recuperar, é tão difícil."

Kandi sorriu com travessura e um certo embaraço. Eu não conseguia lembrar quando transei com ela, mas nós usávamos tantas drogas pesadas, que não me surpreendia que ela também não lembrasse. Me doía notar que Shane pagou pela nossa estupidez, mas naquela noite eu consertaria tudo.

Falando em consertar, Kandi baixou o olhar para a mesa e notou a rosa de veludo. Ela tentou pegar mas eu puxei a flor rapidamente. O nervosismo voltou dez vezes maior que antes.

"O que é isso, Michel?" Perguntou ela, com uma sobrancelha baixa.

Droga. Eu pretendia fazer isso ao fim do jantar, mas não havia mais escolha.

Com a flor de veludo nas mãos, eu levantei da cadeira e ajoelhei ao lado da Kandi. Sob seu olhar completamente chocado eu abri o botão da rosa como uma caixinha, e revelei a aliança dourada em seu interior.

"K-Kandi eu... eu não acompanhei a infância do Shane mas quero reparar este erro. Ele merece ter uma família completa, com um pai e uma mãe." Eu respirei fundo, sentindo todos os olhares do restaurante em mim. "Rosana Kandi Velvet, você quer casar comigo?"

O olhar da Kandi brihlou como esferas de ouro, de tão grandes e vitrificados. Seus lábios caíram em espanto total e ela tentou falar, mas nenhuma palavra escapava.

Meu joelho começou a doer contra a pedra gelada, e a rosa em minhas mãos tremia, quase derrubando a aliança da ponta. Quando Kandi se recuperou, meus nervos pareciam uma tempestade elétrica.

Ela cruzou as pernas e apertou os lábios para mim, dando um longo suspiro.

"Michel, querido, você tem certeza que parou com as drogas?" Ela perguntou.

Meu queixo caiu, e pelos burburinhos assustados no restaurante, todos se chocaram tanto quanto eu. Kandi nem tentou pegar a aliança.

"Como assim?" Eu perguntei.

"Levanta. Não vou conversar com um cara no chão." Ela inflou as bochechas e apontou para a minha cadeira. Me forcei a obedecê-la como um cachorro e sentar de novo. "O que está acontecendo? Você vai me explicar agora."

As palavras sumiram de mim. Restaurante legal, terno de alfaiataria, aliança... qual parte ela não entendeu? Será que meu destino era ser humilhado por todo mundo?

"Quero que o Shane tenha um pai." Falei, confuso como nunca.

Kandi riu alto, borrando os cantinhos do rímel.

"Ai, Michel, você me mata. Você não precisa casar comigo para ser pai do Shane. Ele teve a melhor infância que pude oferecer, e agora é um adulto. Ele não precisa de um pai casado com a mãe dele, ainda mais sendo você, o único cara que eu sei que nunca o magoaria. Precisa vê-lo com aquele carro, ele está nas nuvens."

"Eu tenho dois PHDs, sou um médico rico e você me acha gostoso que eu sei. O que falta?"

"Falta um sentimento que eu mesma nunca senti por ninguém. Um sentimento que você sempre teve pelo Alisson." Ela disse, e a simples menção daquele nome me fez quebrar a haste da flor. "Não me entenda mal, Michel. Eu tive centenas de peguetes e ainda tenho alguns, mas nunca quis namorar ninguém, o Shane nunca teve um padastro. O que quero dizer é que estamos bem assim. Você é o homem perfeito, mas não posso te destruir casando com você."

"Você não iria me destruir!" Vociferei, mais alto do que gostaria. "Você é a única mulher com quem eu me casaria!"

Kandi manteve o sorriso, embora não escondesse o embaraço em ouvir gritos naquele lugar tão chique.

Eu me acomodei na cadeira e controlei a respiração, tentando esfriar a cabeça. Aquele jantar estava saindo dos trilhos rápido demais.

A mão da Kandi alcançou meu lado da mesa, e ela segurou minha palma trêmula. Seus dedos continuavam suaves e delicados.

"Michel, o Alisson já está no segundo divórcio e enquanto isso você está aqui, pedindo casamento para uma amiga que você nunca amou. Só eu vejo algo de estranho nisso?"

"Você não tem como entender o quanto é complicado." Considerei puxar a mão, talvez socar a mesa, mas o toque da Kandi me acalmou. Eu apertei minha mão na dela. "O Alisson me odeia."

"Seu PHD em psicoterapia não te ensinou nada, ou é burrice, mesmo? Se o Alisson te odiasse, ele não teria me procurado e...."

Kandi se interrompeu e bebeu toda a taça de vinho, que o garçom recém havia trazido.

"Minhas chances com ele são zero, como sempre foram." Falei, bebericando da minha taça com um tanto mais de elegância.

Kandi abriu um sorriso sarcástico com o canto do lábio. Ela alisou uma mecha solta de volta ao coque.

"Será mesmo?" Ela perguntou.

Neste momento, o garçom chegou com nossos pratos. Para mim um fumegante e delicioso caranguejo-rei em uma cama de endívias e tomates cereja,  e para Kandi um... Pernil de ovelha ao molho de abacaxi.

"Espera, pensei que você fosse vegana." Eu arqueei a sobrancelha para o enorme prato à frente dela.

"Eu sou." Kandi se levantou e deu uma piscadinha safada. "Boa sorte, Michel."

Quê? Boa sorte com o quê? Confuso como uma barata tonta eu assisti Kandi passar a bolsa pelo ombro, e então ela cumprimentou um homem que recém chegava.

"Oi Alisson. Você está gostosaço." Ela deu um tapinha em seu ombro e seguiu adiante. "Não seja um idiota."

Meu coração pareceu um show de fogos de artifício. Quando na minha vida vi Alisson tão apresentável? Terno cinza bem ajustado, gravata vermelha, sapatos de verniz e o cabelo bem penteado para trás, preso em um discreto rabo-de-cavalo.

Espera, uma pergunta muito melhor: Por que raios ele estava ali??

Ouvindo os sons disparados do meu peito, assisti Alisson sentar à minha frente com o olhar baixo e os gestos tão inseguros que nem lembravam o Grande Alisson, rei das ondas e do meu coração.

"Oi Michel." Ele me fitou por um breve momento e voltou a olhar para os pratos, vermelho como o caranguejo.

"O...oi Alis." Sussurrei.

E então, incapazes qualquer palavra ou reação, nós dois começamos a jantar.


Notas Finais


Nota da Autora

Oi lindos~~~

O que acharam do capítulo de hoje? Michel veio ao mundo para passar vergonha, ou será que as coisas enfim encontrarão um rumo certo?

Esperem para descobrir no próximo capítulo ;)

Gostaria de dizer que os planejamentos para livro impresso de O Preço da Adoração já começaram. Em breve ele poderá ser comprado para fazer companhia ao impresso de O Amante do Tritão.

Ondas em Rebentação também terá livro impresso, então será possível fazer uma coleção <3

O livro impresso de OADT tem 330 páginas e excelente qualidade de capa e diagramação. Vocês podem comprar no site Clube de Autores com cartão ou boleto. Aproveitem que está em promoção <3

Link para compra do livro impresso: https://www.clubedeautores.com.br/book/232294--O_Amante_do_Tritao#.WY8s8lGGOMo

Se quiserem ver o vídeo explorando cada parte do livro, me sigam na minha página do facebook http://fb.me/rbmutty (fácil de achar, meu avatar é o Dylan ;) )

O Amante do Tritão e O Preço da Adoração estão ambos disponíveis na Amazon como ebooks, completos e gratuitos para assinantes do Kindle Unlimited. Para ler é preciso apenas baixar o aplicativo Kindle, que também é gratuito.
OADT ebook completo: https://www.amazon.com.br/dp/B06XWCVZRD
OPDA ebook completo: https://www.amazon.com.br/dp/B07261SG98

Lançamento do livro Ondas em Rebentação ainda sem data definida, mas quando lançar vocês serão os primeiros a saber <3

Beijos, e nos vemos no próximo capítulo!

R. B. Mutty


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