História Onde existe Paixão - Clexa - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias The 100
Personagens Anya, Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Indra, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Alycia, Clarke, Clexa, Eliza, Lexa, The 100
Exibições 72
Palavras 1.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - V


6.Lexa

Seu sono era sombrio e sem sonhos, pelo menos por um tempo. Quase três horas depois estava acordada novamente. Seu coração estava acelerado, tinha a sensação que algo terrível iria acontecer, ou já tinha acontecido...

Talvez tenha sido só um pesadelo que assim que Lexa abriu seus olhos ele já havia apagado de sua memória.

Ela já estava vivendo em um.

Ao contrario das outras vezes, não havia despertado gritando. Antes achava que isso era coisa de filmes ou até mesmo novela.

Ajeitou-se em baixo das cobertas novamente. Pegou seu celular e começou a olhar suas fotos antigas, tentava lembrar-se de como era viver na praia, a sensação do sol em sua pele, da areia e a água do mar em seus pés, quanto mais se lembrava das sensações mais tudo parecia um sonho.

Finalmente colocou um audiobook para tocar, com a voz do narrador contando uma historia qualquer, finalmente voltou a dormir.

Quando acordou novamente, sabia que ainda assim não havia passado muito tempo, sabia que não conseguiria dormir muito, havia um tempo que estava assim, não sabia mais quanto era dormir o suficiente. Está em um ponto onde vivia em um lugar tão obscuro que a qualquer momento perderia a cabeça.

Se já não tinha...

Abriu a porta do quarto, fazendo o mínimo de barulho possível. Atravessou o corredor em direção ao banheiro, trancou a porta atrás de si, e acendeu a luz, fazendo o possível para não se olhar no espelho. Não queria ver os círculos escuros que estavam formados em baixo de seus olhos.

Fez o que tinha que fazer, e cruzando o corredor mais uma vez, mas agora ela sua bagagem em mãos (Anya havia deixado perto de sua porta).
 

Colocou uma roupa. Procurou por suas chaves, mas percebeu que não tinha uma. Foi quando viu uma chave, junto com um chaveiro que tinha seu nome escrito, o que significa que alguém fez uma encomenda especial, pois seu nome nunca era facilmente encontrado nesses tipos de chaveiros. Então ela pegou a chave e colocou as guardou em seu bolso, então seguiu em direção a porta trancando-a logo após.

 

Não conhecia a vizinhança, então teria que prestar muita atenção durante o caminho para conseguir voltar. Uma corrida estava se tornando uma caminha lenta. A área não era tão desconhecida quanto ela pensava. Estavam um pouco afastadas da cidade, mas estavam perto do Campus, Lexa se lembrava de pequenos detalhes da região. E então voltou a correr em velocidade máxima, ainda correndo em uma linha reta, só para garantir.


O vento batendo em suas bochechas, seus pulmões tentando processar a brisa gelada que há tempos não presenciava. Foi quando percebeu passos de uma outra pessoa, logo atrás dela, sempre mantendo a mesma distancia, não pretendia alcança-la e muito menos ultrapassá-la.
 

Continua a correr, e a pessoa, ou seja, lá o que era, continua a seguir na mesma distancia. Talvez fosse outra pessoa que gostasse de sair para correr pelas manhãs sempre esse mesmo caminho que coincidentemente era o mesmo que o de Lexa.

Talvez não.

 

Virou à esquerda, (era a manhã depois da noite de natal, quem sairia para correr uma hora dessas?). Quando estava na curva conseguiu ver a figura que a estava perseguindo.  Anya.

 

“Porque está me seguindo?” Lexa perguntou assim que Anya começou a seguir seu ritmo.

“Escutei quando acordou.” Anya disse. “E decidir que uma corrida não era uma ideia tão ruim assim.”

“Mas porque você esta me seguindo?”

“ Pensei que gostaria de espaço.” Anya disse. “ Um tempo sozinha com seus próprios pensamentos, você nunca foi uma pessoa da manhã”

“De acordo com meu relógio biológico são nove horas da noite.”

“Sério?” Anya perguntou.

Lexa suspirou. “Sim e não. Só meio que tudo está gritando para ficar acordada agora.” E eu não sou mais nenhum tipo de pessoa, e fingir que eu sou não vai melhorar em nada. Mas ela não disse isso, Anya só estava tentando ajudar. Desde o inicio do verão tudo que Anya fazia era ajudar. Mas Lexa não precisava de ajuda, (ou ela fingia para ela mesma que não). Ela precisava ficar sozinha.

Uma parte dela queria afastar Anya, tentar encontra uma forma de fazê-la desistir e seguir em frente… Mas a parte racional sabia que ela precisava de um lugar para ficar, e ser mandada embora do apartamento agora fosse a pior coisa que ela poderia fazer.

“Achei que dormiria até tarde.” Anya disse.

Lexa suspirou antes de responder. “Como eu disse, meu relógio biológico estraga tudo.”

“Felizmente ele vai se ajeitar antes das aulas.” Anya disse. “Você se matriculou, certo?”

“Você me infernizou até que eu fizesse, lembra?”

“Eu faria uma coisa dessas?” Anya perguntou e abriu um sorriso, fazendo com que Lexa abrisse o que talvez fosse um pequeno sorriso junto. Lexa então decidiu apenas continuar seu caminho em linha reta. “Deveríamos virar aqui”

Lexa virou junto com Anya, fizeram o caminho de volta em total silencio, não era mais como antigamente que poderiam ficar horas sentadas em silencio e ainda parecer que acabaram de ter uma longa conversa. Agora... Era apenas outra coisa. Não era bem uma tensão, mas...

Ela não sabia. E pouco importava. Seja lá o que fosse ela não poderia mudar. Melhor que apenas deixe acontecer.

Anya destrancou a porta, e as duas tiraram seus tênis de corrida e colocaram-nos cuidadosamente alinhado com o pequeno carpete que havia do lado de fora, e então Lexa fez seu caminho direto para o chuveiro. Ligou o chuveiro e esperou a agua atingir uma temperatura extremamente quente antes de entrar. A agua caia em seu resto, percorria suas orelhas e pescoço descendo pelo resto de seu corpo, por um segundo imaginou que fossem dedos acariciando seu pela ao invés de água, então desligou apressadamente o chuveiro e abriu os olhos. Ela estava perdendo, obvio que estava perdendo, uma parte dela queria ceder a isso, apenas deixar rolar, mas ela sabia que não poderia. Ela não tinha permissão. Seria o caminho mais fácil, e ela deveria sofrer.

E ela merecia.

Cada minuto dessa tortura.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...