História Onde os lobos se escondem. - Capítulo 43


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Tags Lobisomens, Lobos, Lupinos, Sobrenatural
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


boa leitura! leiam as notas finais!

Capítulo 43 - Brigando e cuidando


Fanfic / Fanfiction Onde os lobos se escondem. - Capítulo 43 - Brigando e cuidando

J.C andava sorrateiramente na direção de seus alvos, seu corpo seguia rente ao chão e seus olhos se repousavam no caminho a frente de si, suas orelhas seguiam erguidas, alertas a qualquer som que chegasse a elas. Ao seu lado em uma distância de seis metros estava Tom. O cinzento imitava J.C e assim como o outro sentia o coração se apertar na adrenalina.

Os galhos abaixo de ambos não recebiam o peso do corpo dos lupinos e assim não estralavam, suas respirações eram tão baixas que eram quase inaudíveis. Ambos os batedores sabiam o que estava fazendo, eles iriam liderar uma investida contra seus alvos logo a frente.

Atrás de si o flanco de lobos aguardava por ordens, 8 lobos cheios de adrenalina esperavam ansiosos pela ordem do alfa que logo atrás vigiava cada movimento de cada um deles. Controlando-os apenas com o pouco de dominância que exalava. Sua posição a retaguarda lhe permitia ter uma visão completa sobre seu flanco de ataque, ele tinha todos os lobos sobre seus olhares vigilantes e via até os batedores.

Mais a frente os betas corrigiam os ômegas, procurando avisa-los do que fazer para fazer para causar menos barulho ou até dando conselhos de guerra. Diferente das outras alcateias os betas eram os mais velhos, os mais experientes e não obrigatoriamente os mais fortes, já os ômegas eram os mais novos, os que ainda estavam aprendendo. Vez ou outra um beta afagava um ômega buscando acalma-lo.

Geralmente quando queremos reconfortar alguém, falamos que vai ficar tudo bem, que vai passar, mas em uma luta não se pode prometer que vai ficar tudo bem, muito menos que se vai voltar vivo e todos sabiam muito bem disso. O alfa esperou o tempo que julgou ser suficiente para que seus lobos se acalmassem e então começou a dar as ordens, jake sabia que para muitos dos presentes ali, seria a primeira briga onde suas vidas estivessem em jogo.

Jake ordenou que os lobos parassem quando notou os batedores ficando tensos e rígidos, era o sinal, o alvo estava logo a frente. Com um olhar Jake reposicionou seus lobos, fazendo com que eles se colocassem em volta da clareira onde seus alvos estavam.

Depois de reposiciona-los e abrigar seus batedores dentro da formação Jake se acomodou ao lado de seus betas.

O lobo ao seu lado ficou rígido e ganiu, Jake lhe lançou um olhar curioso e o beta lhe respondeu indicando alguma coisa com o focinho, Jake acompanhou a linha imaginaria que o lobo lhe indicava e sentiu arrepios com o que viu.

Seus alvos eram tão feios quanto se lembrava, aquelas coisas tinham a pele translucida, tão clara que dava para ver as veias sobre a pele, tão agonizante que se prestasse atenção veria o sangue correndo. Os corpos deformados se lançavam sobre a carcaça do que deveria ser um veado de cauda anelada, os dentes lhes rasgavam a mandíbula e pulavam para fora de seus maxilares, eram tão esqueléticos que o que se via em sua silhueta eram ossos.

Imaginar que teriam que morder aquela coisa asquerosa foi o suficiente para arrepiar vários lobos, mas nenhum deles recuou.

- isso vai ser emocionante – ironizou Léo, o mesmo lobo que tinha ganido antes. Jake deu um risinho irônico em concordância e o outro sorriu de canto. Mas logo depois voltaram a ficar em silencio. Eles puderam escutar as lamúrias dos outros lobos   O alfa esperou o tempo que julgou suficiente para que seus lobos se recuperassem e então uivou.

Seu uivo foi a corneta que deu início ao ataque, ao seu comendo os lobos se lançaram na direção das criaturas, elas os superavam em número, eram três a mais, mas isso não os impediu de equilibrar as coisas, com o fator surpresa ao seu lado eles ganharam uma ligeira vantagem, no primeiro ataque três criaturas caíram, os betas experiente miraram em suas jugulares e elas nem tiveram chance.

O contra ataque veio meio segundo depois, quando elas finalmente se deram conta do que estava acontecendo. Seus rosnados eram terríveis e causaram tremores nos lobos, mas eles não recuaram. Apenas rosnaram mais alto em desafio. Se lançando sobre elas e rasgando-lhes a carne.

Léo tomou impulso e se lançou sobre as costas da criatura mais próxima, suas garras atravessaram sua pele translucida e deslizaram sobre o que deveria ser sua carne. O sangue jorrou e mesmo assim ela não demonstrou sentir dor. O ataque em resposta veio lodo em seguida, aquela coisa agarrou o lobo pela nuca, tentando afasta-lo de si mesma e fincou as garras no pelo macio de seu atacante, Léo rosnou em fúria, sua nuca queimava.

Ao seu lado, Jake se agoniou ao ouvir o rosnado do amigo, e tentou em vão ajuda-lo, mas seu adversário não facilitava, se vacila-se... estaria em apuros. Jake viu Léo ser arremessado longe com brutalidade e rosnou de ódio. O pelo cinza do outro, já estava encharcado de sangue, que não era só dele.

Jake sabia que tinha que fazer alguma coisa, rapidamente ele se jogou na direção de seu alvo e lhe mordeu uma das pernas, a pressão sobre os ossos foi tanta que eles cederam, dando lugar a uma fratura externa, os ossos pularam para fora e sem uma perna a criatura tombou para frente, aproveitando que ela não ia se mexer muito Jake correu na direção de Léo, a criatura já estava quase sobre ele quando Jake o alcançou e se lançou sobre aquela coisa.

O urro dela de penico ao se ver com a nuca entre as mandíbulas do alfa foi tão alto que quase o deixou surdo. Jake apreciou a sensação que sentiu quando novamente os ossos cederam sob suas mandíbulas, ele sorriu quando o corpo inerte dela pendeu de sua boca e atingiu o chão em um baque surdo.

Mas isso não durou muito, a criatura com uma perna quebrada o alcançou e arranhou lhe as costas em uma tentativa de segura-lo, Jake urrou de raiva e si virou para seu novo alvo, mas dessa vez ele parecia um filhotinho que ansiava por brincar com a comida, lentamente ela abocanhou a perna que ela ainda tinha inteira e a arrancou fora com um puxão só. Depois fez o mesmo com os braços, até finalmente silencia-la com um forte aperto sobre a mandíbula.

O sangue em sua boca não tinha um gosto metálico, muito menos saboroso, era asqueroso e repugnante, mas senti-lo em sua boca e saber de onde ele vinha, lhe dava uma sensação incrivelmente prazerosa.

Seus olhos atentos voaram ao seu redor, nenhum de seus lobos haviam morrido, mas eles estavam feridos. Mas a esse ponto não precisavam de mais ajuda para vence-las, agora já trabalhavam em duplas para derruba-las.

Jake sentiu olhos queimando sobre si e se voltou para ver quem o fazia, o dono do olhar o encarava surpreso, seu pelo cinza pingava sangue e ele nem se importava. Léo apenas encarava Jake. O alfa sustentou seu olhar e estufou o peito, ele era orgulhoso demais para admitir que tinha ido longe demais. Jake estava sujo de lama, sangue e molhado, mas ali, no meio do conflito ele parecia glorioso, um herói de batalha, o alfa ergueu a cabeça para os céus e uivou, aquele uivo era como tantos outros, mas carregava uma mensagem especial.

Ele deixava bem claro sua vitória.

Naquela tarde, lobos choraram de dor, criaturas caíram, sangue jorrou e mesmo assim a luta não parou.  Não até a balança pender completamente para um lado. Os lobos haviam ganhado.

 

- Não foi tão ruim – falei calmo e Jace me fuzilou com o olhar.

- Não foi você que tomou. – resmungou e eu ri.

- Foi para o seu bem. – retruquei. – E leite não é ruim.

- Certo, certo. Eu finjo que acredito, agora, vamos ao nosso acordo. – falou e se deitou a minha frente, sorri e andei até ele.

- certo, mas você não pode deitar no chão. – suspirei e ele me encarou confuso. – não me leva a mal, você está todo ferrado, se ficar nesse chão frio pode pegar algum resfriado. – peguei ele no colo e senti ele deitar a cabeça no meu peito se aconchegando, sorri com isso.

Andei com ele até o sofá e o joguei lá com sutileza, só que não, ele bateu a cabeça na almofada e rosnou revoltado.

- Eu estou machucado sabia? – ironizou e eu ri.

- Não resisti, e deixa de ser mole, nem doeu. – retruquei.

- Vai ter volta – resmungou e eu ri.

- Então, vamos ir direto ao ponto e acabar logo com isso. – suspirei e ele se acomodou junto ao sofá, mas manteve a cabeça erguida e me encarou. Me senti surpreso ao ver que seus olhos continuavam gélidos e opacos. – primeira pergunta. – sugeri e ele parou para pensar um pouco. De repente ele pareceu ficar mais sério ainda e isso me preocupou ligeiramente.

- Eu sei que você é um transformado, alguma coisa aconteceu para você virar um lupino, quero saber o que, com todos os detalhes. – a pergunta dele me pegou de surpresa, eu imaginava algo do tipo;’’ como entrou para a alcateia’’ ou ‘’porque cuidou de mim’’, não isso. Engoli em seco e formulei uma resposta na minha cabeça, não iria mentir, mas não iria detalhar tudo.

- Sai para vadiar ( dar uma volta sem fazer algo produtivo) com uns amigos e eles resolveram ir beber na floresta, as pessoas estavam falando de lobos assassinos comedores de gente. – Jace me lançou um olhar acusador e eu ergui as mãos em rendição. – éramos adolescentes okay? Idiotas e sedentos por alguma coisa divertida.

- Isso porque um lobo que come gente é uma coisa super divertida – ironizou e eu o fuzilei com o olhar.

- Você quer que eu te conte ou não? – perguntei e ele assentiu meio revoltado. -  Enfim, entramos na merda daquela floresta, a maioria da galera estava bêbada e a outra maioria estava dando uns pegas no mato ou sentado em frente a fogueira conversando, foi ai que dois caras começaram a brigar, eu não entendi nada a não ser quando um deles atravessou aquela fogueira e bateu de frente comigo.

Respirei fundo e reorganizei minhas ideias, tentando deixar tudo mais claro.

- Depois eu percebi que ele tinha sido atirado pelo outro cara. As pessoas mandaram eles se acalmarem, mas não adiantou, eles entraram na porrada. Um deles, era o meu melhor amigo, depois eu fui descobrir que eles estavam brigando por uma garota. Enfim... o herói aqui – ironizei e apontei para mim mesmo, mas Jace não achou graça nenhuma. – tentou separar a briga e levou um belo soco do amigo. Quando ele se deu conta que tinha me batido ele parou de brigar, mas ai eu estava puto.

Jace assentiu compreensível e eu cerrei minhas mãos ao me lembrar da cena.

- Entrei na floresta para não socar a cara daquele infeliz, fui o mais longe que pude, ele veio atrás pedido desculpa, mas eu fui me afastando dele cada vez mais, só ai notei que estava perdido e que nem escutava mais a voz dele me chamando de volta para a galera, ai aquela coisa apareceu, era enorme, aquele lobo me mordeu e foi embora, aquela mordida ardia. Eu gritei feito um doido e acho que o sangue atraiu um vampiro, a assombração tentou me fazer de jantar, mas a super lupina que está dormindo no andar de cima mudou a situação, acabou com o vampiro, cuidou de mim e me adotou. Fim da história. – brinquei no final para aliviar o clima tenso que tinha se formado, mas Jace não gostou da ideia.

- Como você consegue? – perguntou.

- o que? – perguntei confuso.

- Fazer piadinha sobre o que você passou. Brincar com isso tudo. – esclareceu revoltado e eu sorri compreensível.

- Eu consigo fazer isso para deixar bem claro que já superei elas e agora tido onda do problema que elas já foram para mim. – respondi e ele bufou.

- Você é esquisito – resmungou e eu ri.

- Diz o lobo branco com cara de bunda que brotou na frente da minha casa e está me fazendo um interrogatório. – ironizei e ele bufou. – Há e que é birrento e odeia leite frio. – resmunguei divertido e ele virou a cara.

- Você devia seguir carreira como stalker. – resmungou e eu ri. Quando ele voltou a me encarar notei que ele parecia estar suando, mas resolvi deixar para lá, devia ser só de calor mesmo.

- Próxima pergunta. – sugeri e ele parecei pensar mais um pouco, notei que ele parecia um pouco mais abatido que antes, seus olhos pareciam mais cansados, mas resolvi ignorar isso também, devia ser só sono.

- o que você gosta? – perguntou e eu o olhei confuso. – O que você gosta nessa sua nova vida? Você preferiria ter a mesma vida que levava antes ou essa? – perguntou e eu nem pensei.

- Gosto quando Alyss vem me acordar com cosquinhas ou cafunés gostosos, gosto de ver o meu irmão acordando com a carinha de bunda que só ele tem, gosto de ir visitar a alcateia e ver como eles são malucos e fazem parte da minha família. eu gosto de sentir o forte cheiro de orvalho quando chove, eu gosto da minha vida de agora e não trocaria ela por nada. Gosto de conversar com um completo estranho albino que está sentado na minha frente no meu sofá. E gosto de quando ele tira a cara de bunda do rosto – brinquei e ele bufou, mas sorriu levemente de canto.

Ele se sacudiu a minha frente e botou a língua para fora assim como os cachorros fazem, ri com isso e esperei pela próxima pergunta.

- Você tem pais biológicos? – perguntou e eu arregalei os olhos e fitei o chão, meus olhos marejaram.

- morreram – respondi.

Na mesma hora senti um corpo quente me abrigar em seu peito, Jace me cutucou com o focinho e eu apenas fiquei ali, sendo reconfortado por um completo estranho. Encostei minha cabeça no ombro dele e só ai vi como queimava, ele ardia em febre. Arregalei os olhos e o afastei de mim, para depois inspeciona-lo por inteiro.

Seus olhos estavam cansados, ele ardia em febre e fazia um esforço enorme para não desmaiar, Jace tombou em cima de mim e eu o peguei, ergui-o em meus braços e corri com ele até o meu quarto, estendi ele na cama e quando corri para pegar os remédio ele me segurou, mordendo a manga da minha camisa.

- Não me deixa sozinho – pediu.

- não vou, eu vou cuidar de você, não arrisquei o mau traseiro real para nada. – brinquei e vi ele ameaçar ficar inconsciente. – Eu preciso que você fique cordado okay? – seus olhos ameaçaram se fechar e eu dei um tapa de leve em seu rosto para acorda-lo. – Hey, não dorme. Fica comigo.

- parece que as três últimas perguntas vão ficar para amanhã – falou e eu assenti.

- mas a gente pode conversar agora, vamos me fala de você. – pedi e me soltei dele, abri a bancada e comecei a procurar pelo remédio. Vamos, vamos, tem que estar em algum lugar.

- Eu gosto de coxinha... gosto de... dormir... – falou

- Não, não,não, não, não, acorda, HEY! Fica comigo. – falei e comecei a procurar o remédio em pânico, ergui os olhos e abri a primeira caixa que veio, dei de cara com o remédio, corri até o Jace. – bebe isso. – pedi e abri sua mandíbula, os dentes afiados apareceram e a língua dele saltou para fora. Enfiei o remédio goela abaixo nele e não encontrei resistência, ele tinha sido nocauteado pela febre.

Corri até o banheiro e peguei uma compressa com água, uma toalha e voltei para perto dele.

- Vai ficar tudo bem, eu vou cuidar de você. – falei medindo sua temperatura, ele estava quente demais. afaguei sua cabeça e coloquei a toalha molhada em sua nuca, tinha que normalizar sua temperatura. 


Notas Finais


desculpem pelo capítulo passado, eu tinha feito ele enorme. 1000 e tantas palavras e achei que tinha postado ele, só que deu erro e postou só a parte dos meninos, desculpa gente.


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