História Onde Vivem Os Peixes? - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Cosmic Girls
Personagens Cheng Xiao, Eunseo, Exy, Luda, Seola, Xuan Yi
Tags Cosmic Girls, Eunxiao, Luxuan, Wjsn, Xuanda, Xuanlu
Visualizações 143
Palavras 2.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi. Vi ali que não atualizo desde de agosto. Nossa, vocês devem estar de saco cheio, mas enfim né kkkk...

Sem desculpas dessa vez, eu realmente preciso ser mais responsável. E, ah, ninguém pode me atacar por ter menos de 100 palavras agora, ok? ;)

Capítulo 17 - Dezessete peixinhos no meu aquário


Ao virar o corredor e sair em disparada até a sala de artes, Xuan Yi mantinha um sorriso confiante. Ela tinha cansado de mentir à si mesma e até mesmo se auto confessou, afinal, era mais fácil admitir a si mesmo antes do que contar para pessoa por quem estava apaixonada.

 

“— O que eu estou fazendo comigo mesma? — disse ao se deitar na cama e encarar o teto na noite que acabou de ajudar Binnie. — Olha só, até mesmo falando sozinha estou — esfregou os olhos em claro sinal de frustração.

 

Era sobrecarregado saber o que estava sentindo, mas não querer admitir, poder e tentar negar lhe fazia perder tempo demais, mas não ligava antes. Isso, com certeza antes, pois seu cérebro é quase como um inimigo e não a deixaria ficar em paz até resolver seu problema.

 

Poderia considerar um problema?

 

Talvez há um tempo seria um problema, mas já tinha passado por aquela fase, então não deixaria que algo ruim acontecesse novamente.

 

A culpa não foi sua na realidade, mas não podia simplesmente odiar seus parentes, eles achavam que aquilo era errado mesmo que fosse completamente certo para a menina. Era amor.

 

Na verdade, naquela época não havia amor algum, pois este é um sentimento importante demais para ser dito da boca para fora e sem significado, naquela época era apenas paixão por uma de suas colegas de classe, mas sua família não conseguia entender isso. Não entendia isso, mas entendia quando alguém falava que ela estava namorando algum garoto mesmo que seja mentira.

 

Não culpou a sua família por parte de pai que era seu tio, tia, primas, avó e avô quando ouviu o sermão ao lhe verem beijando a garota, não os culpou quando fizeram questão levá-la para uma viagem para “voltar a ser hétero” que basicamente era um lugar que só tinha garotos bonitos que eram pagos para beijar meninas e ela voltou de lá chorando dizendo que era horrível e eles nem ligaram, não os culpou quando fizeram questão de mudá-la de escola para não ver mais a garota enquanto seus pais eram fielmente contra essa decisão, mas os culpou quando seus pais, os únicos que se importavam, deram apoio à filha, foram rejeitados por aquele bando de babacas nojentos. Seu pai principalmente, ela e sua mãe nunca mais voltaram a ter qualquer tipo de contato desde então. Wu sempre se culpou por seu pai ter que desistir da família para não desistir dela, mas ela sempre o ouvia falando que não havia coisa mais importante em sua vida que a própria Xuan Yi. Amava tanto seus pais, amava tanto ser apoiada e incentivada dentro da própria casa, não poderia desejar coisa melhor.

 

E agora, estava ali, apaixonada mais uma vez por uma garota, mas dessa vez de sua escola atual.

 

Pensava que era só amizade que queria, mas nossa, que besteira. Não era isso, era muito mais que uma simples amizade para si. E agora, que entendia tudo, faria valer a pena.

 

— É isso. Vou deixar de esconder para mim mesmo: estou apaixonada por Lee Luda e vou conquistá-la — sorriu, ainda deitada pela preguiça. — Ô, mãe, traz água pra mim que eu to planejando umas coisas loucas aqui — gritou do quarto”

 

Quando chegou em frente a sala, ela estava lá, linda como sempre foi, com o rosto perfeitamente desenhado e uma áurea tão angelical que nem poderia suspeitar que era uma grosseira e frieza só quando queria.

 

Se aproximou lentamente, afim de capturar em sua mente cada detalhe da menina por quem era apaixonada. E como era apaixonada.

 

— Ei, Luda — disse quando finalmente estava de frente a outra. — Huh, você não parece surpresa.

 

— Deve porque não estou — soltou uma risada e a chinesa revirou os olhos, acompanhando. — Você precisa treinar mais se quiser enganar alguém.

 

— Ei! O que há agora? Vai me dizer que já sabia desde os primeiros dias?

 

— Hã... desde os primeiros não, mas já faz algum tempo — sorriu. — Daqui a pouco vai bater o sinal, quer ir comigo tomar sorvete depois da aula para a gente conversar melhor sobre isso?

 

— Você fala tudo de uma maneira tão séria, fico assustada — fez uma expressão emburrada. — Mas... aceito a proposta — podia ter dito aquilo com uma calmaria só, mas por dentro estava explodindo como fogos de artifício em pleno carnaval brasileiro.

 

— Tudo bem, então, vai bater daqui a dois minutos, vamos para sala?

 

— Certo — sorriu e acompanhou a outra em silêncio até sua sala.

 

[...]

 

— Você fez tudo isso para ser minha amiga? — Luda riu antes de pegar um pouco do sorvete de creme e levá-lo à boca com a colherzinha.

 

— Não foi assim tão difícil pedir para Eunseo olhar o celular de Cheng Xiao e pegar seu número — disse, meio envergonhada, pegando uma colherada do seu sorvete de pistache.

 

— Tsc, que falta de privacidade. Terei que reclamar com Eunxiao — riu.

 

— Eunxiao... — sorriu. — Mas então?

 

— Então o quê?

 

— Não vai me recompensar pelos meus esforços? Quero que ao menos seja minha amiga agora.

 

— “Ao menos”? Pensei que o queria era minha amizade mesmo — levantou uma das sobrancelhas, pra depois rir da expressão de total confusão da outra. — Só estou brincando, e sim, depois de tudo, somos amigas — sorriu.

 

— Até que enfim! Pelo menos uma coisa pode não desandar, né?

 

— Nossa, Yi — riu.

 

— Mas, Luda, sabe, amigas saem umas com as outras.

 

— Sério? É um pouco raro eu sair com a Cheng Xiao.

 

—... Mas... Nossa... ok, ok. De qualquer forma, quer ir ao parque comigo?

 

— Uau, essa é nova, ninguém nunca tinha me convidado para um parque — falou pensativa. — Mas, ok, então, nesse final de semana?

 

— Tudo bem — sorriu e continuou tomando seu sorvete quietinha, pensando nas coisas que poderia fazer com a loira lá.

 

[...]

 

Finalmente minha amiga amém: você vai levar alguma comida?

Aquariana chata-legal: simmm! Você vai também?

Finalmente minha amiga amém: vou e a gente pode dividir tudo, né?

Aquariana chata-legal: isso aí!

Finalmente minha amiga amém: ok, nos encontramos lá.

Aquariana chata-legal: tchau, mais nova amiga [heart].

 

[...]

 

Parque público, sábado

 

As duas andaram lado a lado até o lago, local onde optaram ficar perto. Aquele parque era um lugar magnífico, contava com várias árvores, flores, alguns poucos lagos pequenos e coisas urbanizadas também como cadeiras, mesas e bancos feitos de concreto. Estenderam também a toalha vermelha com bolinhas sobre o gramado verdinho e sentaram-se, colocando uma cesta ao lado apenas para depois.

 

— Por quis vir ao parque? — Luda perguntou quando a chinesa deitou sobre o pano e ela seguiu-a, fazendo o mesmo.

 

— Porque aqui é bonito, extremamente bonito.

 

— Huh, você tem razão. Mas só por isso?

 

— É. Precisa de outras?

 

— Precisaria apenas de uma que não fosse tão vaga.

 

— Você complica as coisas — disse rindo. — Mas, para te dar outro motivo, posso dizer que a beleza desse lugar combina com a sua. Tão natural e especial — virou o rosto e sorriu para outra que havia ficado envergonhada.

 

— Não é um motivo tão válido assim.

 

— Apenas aceite, por favor.

 

—... Está bem — falou confusa, para depois ficar quieta aproveitando a real beleza daquele verde.

 

— Sabe, há tantas coisas que combinam com você — a mais alta falou do nada, depois de alguns minutos.

 

— Por exemplo?

 

— O loiro, a altura, coisas azuis, gostar do EXO, eu...

 

A outra riu e Xuan aumentou seu sorriso. Não podendo deixar de admirar a beleza da risada sonora de timbre maravilhoso.

 

— Você está dando em cima de mim? — perguntou quando enfim terminou de rir.

 

— Oi? Nada a ver.

 

— Você parecia tímida antes — riu.

 

— Você também e olha onde estamos — piscou.

 

— Ok, ok, você venceu — bufou para depois sorrir. — Xuan unnie, sabe o real motivo de eu não ter te contado que sabia?

 

— Não...

 

— Eu tinha curiosidade... Além de que era divertido ver você se esforçando, fofo também. E, por mais que eu negasse, não fui falsa, eu realmente não achava que poderíamos ser amigas assim de uma hora para outra, eu acreditava que você era uma pessoa muito legal e especial. Eu realmente gostaria de ser sua amiga, depois de realmente criar esse laço com você.

 

— Uau.

 

— É, não se importe, minhas amizades sempre começam de jeitos aleatórios e uma mensagem do nada é realmente aleatório.

 

— Tem razão... Mas quer saber a real razão de eu querer ser sua amiga?

 

— Não.

 

— Você é incrível.

 

— Hã?

 

— Eu sempre te observava no colégio, você era a garota fria e isolada que só tinha Cheng Xiao como amiga, e bom, você é tão inteligente, linda e tem diversos talentos como os desenhos que deixam expostos nas paredes por turma. Enquanto o resto da escola achava um saco fazer aqueles desenhos representando as estações, você e algumas exceções pareciam animados. Sempre admirei esse tipo de coisa, você é tão especial, Luda.

 

— Agora é minha vez de dizer uau — observou. — Uau — riu e depois passou a refletir sobre as palavras que ouviu.

 

[...]

 

Três semanas haviam se passado e as duas só fortaleciam ainda mais a sua amizade, conversaram, saiam e faziam coisas de amigas, juntas.

 

Porém, nesse meio tempo, a chinesa pode ter desenvolvido hábitos não tão agradáveis para alguém que não aceita aquela tal condição. E que condição era essa? A mais simples cantada de cinco em cinco minutos, mas, claro, tudo na “brincadeira”

 

— Gata, seu nome é Jongin? — típico.

 

— Não, por quê? — e ela sempre aceitava fazer parte da brincadeira, sem maltratá-la, apenas soltava uma risada e fingia que nada tinha acontecido.

 

— Porque eu “kai” quando te vi.

 

— Você se supera a cada dia — olhou-a e riu.

 

— Claro! Senão fosse por mim, quem estaria te mandando cantadas incríveis?

 

— Talvez ninguém e esse era o objetivo — falou, brincando.

 

— Nossa, Luda, que chata.

 

— É verdade...

 

— Mas, mudando de assunto, você gosta de EXO?

 

— Você me perguntou isso semana passada e a resposta foi positiva.

 

— Nossa, tá vendo que chata? Era só pra fazer bonitinho.

 

— No meio da escola?

 

A loira mais alta bufou.

 

— Você é tão, tão chata. Mas, continuando, quer ir no concerto do EXO que vai ter aqui em Seul daqui a quatro dias? Sabe, eu ganhei ingressos em um sorteio...

 

— Uma exo-l dessas.

 

— Sou.

 

— Hm, por que não convidou a Eunseo?

 

— Porque ela não gosta tanto de EXO — era mentira. — E também, essa maldita prefere ficar com a Cheng Xiao.

 

— Entendo. Somos trocadas e agora trocamos.

 

— Faz sentido — riu. — Vai querer ir comigo?

 

— Vou sim, não sou exo-l, mas os adoro.

 

— Assim que se fala — piscou.

 

— Falta poucos minutos para o sinal bater, vamos?

 

— Vamos — aceitou a mão que lhe foi estendida para levantar e caminhar até sua sala.

 

[...]

 

Concerto, de noite, depois de alguns minutos desde que começou

 

— Eu amo essa música — gritou, Xuan yi, não conseguindo evitar todo o amor acumulado em si. — JONGDAE VOCÊ NÃO É DESSE PLANETA, MAS SIM UM ANJO COM ESSA VOZ!!

 

Lee nada fazia a não ser rir, gostava de ver a outra feliz e animada, mesmo que na maioria das vezes ela realmente fosse por natureza.

 

— Quem é seu bias? — perguntou a chinesa histérica.

 

— Como eu posso decidir? Se pudesse casava ou cuidava de todos como se fossem meus bebês.

 

— Entendi — assentiu, admirando a outra com o maior sorriso do mundo.

 

— E o seu?

 

— Hm... Chanyeol — respondeu simplista.

 

— Uau, ele não tem nada a ver com você — disse mesmo.

 

— É, eu sei — riu por um instante.

 

— Você é o Chan do meu Baek — falou repentinamente.

 

A outra riu e concordou, mesmo ainda não sendo verdade.

 

Durante aquele dia, elas se divertiram bastante e puderam conhecer os gostos uma da outra de melhor maneira, e Luda até pôde notar um outro lado de Xuan Yi — o lado fangirl —, mas mesmo assim achou tudo aquilo bonito. A sensação de estar cada vez mais próxima da menina legal.

 

[...]

 

Na semana seguinte, em uma sexta-feira, as duas se encontravam mais uma vez juntas no intervalo. Xuan Yi havia terminado de comer e estava com o braço envolta do pescoço da outra nas escadas.

 

— Seu pai é padeiro? — óbvio que ela não pararia.

 

— Não, por quê? — respondeu rindo.

 

— Porque você é um sonho.

 

— Eu não acredito — riu mais ainda. — Quais são suas reais intenções com essas cantadas? — perguntou levantando uma das sobrancelhas.

 

— Quer ver? — levantou e puxou a outra consigo para olharem uma para os olhos das outras.

 

— Como assim?

 

A outra sorriu e abaixou a cabeça, encarando o chão por alguns segundos pensando se realmente deveria fazer o que queria a seguir. Optou pela opção que lhe deixaria feliz, mesmo tendo em mente as consequências.

 

Avançou alguns passos a frente e, de uma maneira sagaz, levantou seus braços e segurou firmemente, mas sem força, o rosto da coreana baixinha.

 

Esta, por sua vez, ficou surpresa encarando quem estava a sua frente com olhos assustados, porém sem lançar nenhum tipo de repulsa.

 

Quando Wu enfim teve a coragem de grudar seus lábios aos outros, foi um momento de tensão e dúvida, por mais que tivesse bastante chances, não queria ser rejeitada ou tratada mal mesmo sabendo que a garota não faria o último item com si.

 

Ao passar dos segundos, o beijo foi evoluindo e Luda até mesmo fechou os olhos, mas continuava parada como uma estátua enquanto só a outra tinha feito algum toque. O encostar de línguas foi tímido, como se não soubessem fazer aquilo, mas independente de suas experiências anteriores aquela era de fato nova, e com o passar do pouco tempo, se tornava bastante importante.

 

Lee estava com a mente cheia de questões e frases enfáticas perguntando-se como foi parar ali, quando acreditava fielmente que Xuan Yi era heterossexual.

 

Poderia ter sido um beijo rápido, mas as duas, mesmo que não estivessem exatamente ciente de seus atos, aproveitavam ao máximo as sensações que eram lhes postas. Isso até precisarem respirar e como consequência, se separar.

 

Oxigênio fodido” a chinesa pensou um momento antes de fitar a face ainda confusa de Luda.

 

— Você... — a maior tentou dizer algo, mas falhou, deixando apenas seu olhar transmitir algo.

 

— E-eu... não sei o que acabou de acontecer, eu... — a mais baixa falava quase de um jeito desesperado.

 

A coreana sempre era lembrada como alguém sábia o suficiente para agir sempre de acordo com o raciocínio e lógica, mas naquela hora ela queria apenas seguir o que seu estado sentimental falava. Mas, seu estado sentimental era absurdamente impulsivo, isso a fez correr para longe da amiga e não olhar para trás.

 

Talvez se ela não fosse tão rápida, poderia ter escutado o som do coração de uma certa aquariana se partindo, mesmo que fosse irônico, afinal, aquarianos possuíam coração?


Notas Finais


Queria dizer logo pra vocês que só terão mais dois capítulos sérios e narrados e um ultimo texting, pra encerrar bonitinho, ok? Eu já escrevi o próximo que é todo Eunxiao. Sim, não me matem, mas é tipo um especial e é de transição, ou seja, é importante para o dezenove!
Deixem eu saber o que estão achando da história e nós vemos no próximo?
Para mensagens de ódio ou amor anonimas: https://lettiegalaxy.sarahah.com/


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