História One - Capítulo 52


Escrita por: ~

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Categorias Ed Sheeran
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Ed Sheeran, Família, Romance, Tragedia
Exibições 98
Palavras 1.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tenham uma boa leitura!

Capítulo 52 - Recordações



     O Matt e eu estávamos na cabana, na outra casa onde tinha a estufa. Precisávamos levar algumas flores para o meu pai e como sempre, o Matt e eu quem iria buscá-las. Depois que eu dei um basta naquela pequena relação com a Anna, eu não a vi mais. E como o meu irmão era namorado da melhor amiga dela, ele sempre sabia dela, mas não me contava. Eu até apaguei o número da Annabeth do meu celular, mas não adiantou de muita coisa, pois ele estava gravado em minha mente. 

— O que você está lendo? — perguntei ao meu irmão. Estávamos os dois sentados no chão, em um tapete, perto da lareira. O Matt tomava chocolate quente e eu tomava uma cerveja. 

— Snoopy. — disse ele sem me olhar. 

—Snoopy é legal, mas eu prefiro Garfield. — falei o olhando. Ele baixou a revista em quadrinhos e me olhou, assim dizendo: 

— Isso porque o Garfield é um gato grande, gordo, laranja e só pensa em comer, igual a você. — e voltou a ler. 

— Cara, eu não sou gordo! 

— Sim, é. 

— Não sou. 

— É sim. 

— Não sou não! — insisti. Ele baixou a revista mais uma vez e disse: 

— Podemos fazer isso à noite toda. 

— Cala a boca. — choraminguei e tomei um gole da minha cerveja. — Eu já fui gordo, agora não sou mais. — ele não falou mais nada e continuou a ler a revista em quadrinho. — Matt, você trouxe os seus analgésicos? 

— Sim. — respondeu ele sem me olhar. Ele estava bastante concentrado na leitura, e rindo de vez em quando. 

— Você tem sentido dores de cabeça ainda? 

— Não muito. Só senti ontem à noite e pronto. — ele ainda continuava com os olhos na revista. Voltou a ficar tudo em silêncio ali dentro, exceto pelo estalar da madeira queimando na lareira. 

— Eu acho que o papai deveria colocar uma TV aqui, ou então sinal de wi-fi. — olhei em volta. — É um tédio ficar aqui sem fazer nada. — falei sozinho, porque o Matt não falou uma palavra se quer a respeito.

— Por que você não trouxe o seu violão? — perguntou ele. 

— Eu esqueci. — suspirei. — Me deixa ler uma das suas revistas? 

— Não. — disse ele em um tom um sério. 

— Por quê? 

— Porque você sempre as estragou. 

— Matt, isso foi antes, cara. — sorri. — Quando nós éramos crianças ainda. — ele me olhou e perguntou: 

— Suas mãos estão limpas? 

— O quê? — ri. — Que bobagem com essas revistas bobas em quadrinhos!

— E se eu pegasse o seu violão com as mãos sujas? — perguntou ele deixando de ler a revista e me olhando. 

— Com um violão já é outra coisa. — sorri. — Então, vai me deixar ler ou não? — ele ficou me olhando por uns segundos e eu ergui as minhas mãos e falei: — Minhas mãos estão limpas. — e arquei as sobrancelhas e sorri. Ele revirou os olhos e me entregou uma.

     As horas foram se passando e eu já estava na terceira garrafa de cerveja. O meu irmão e eu continuávamos lendo as revistas e, até que o Snoopy era divertido. Eu estava na quarta edição da mesma e estava prestes a começar a quinta. 

— Agora eu entendo o porquê de você ler tanto isso, as horas no estante se passam. — fechei a revista e peguei outra edição. — E sem falar que até que são legais as histórias. — o Matt me olhou e riu. — Mas eu ainda prefiro o Garfield. — concluí. 

— Porque ele se parece com você. — disse ele soltando uma risadinha. Eu não falei nada, só revirei os olhos e suspirei. Com a quinta edição da revista em uma das minhas mãos, com a outra, eu peguei a cerveja e, ao levá-la a minha boca para tomar um gole, acabei derramando e caiu justamente onde não deveria ter caído; em cima da revista do Matt. Ergui o olhar para o meu irmão e ele já me olhava. 

— Matt, você viu que foi sem querer. 

— Não... Não fala nada. — disse ele fechando os olhos por alguns segundos e os abrindo em seguida. — Só me dá a minha revista e saí da minha frente. — ele estendeu a mão.  

— Me desculpa, foi sem querer, cara. Eu vou pagar, eu ire... — ele berrou um: 

— Sai! — eu me calei e fiquei o olhando por uns segundos. Estendi a mão com a revista e de um movimento, ele pegou da minha mão e foi olhar o tamanho do estrago. 

— É só uma revista idiota. — falei. Ele me olhou e eu balancei minha cabeça em negativa, assim me levantando e indo jogar o resto da cerveja na pia. Passei por a sala novamente e entrei no quarto, peguei mais um casaco e então saí de lá, assim indo em direção a porta. 

— Aonde você vai? — perguntou o Matt quando me viu abrir a porta.

— Eu vou até a estufa, posso? — fiquei o olhando. Ele não disse nada e então eu saí, assim fechando a porta atrás de mim com força. — Eu vou pagar outra, ele sabe que eu irei pagar outra, não precisava ele ter gritado... — eu falava comigo mesmo enquanto me encaminhava até a estufa. Estava noite e estava muito frio. 

     Passei um tempo lá dentro e acabei ajeitando muitas coisas; entre flores até a areia. Como lá tinha flores e eram bem delicadas, tinha um aquecedor lá dentro, para que não ficasse muito frio. Agora eu estava diante de muitas orquídeas e sorri comigo mesmo ao lembrar-se da Anna, de quanto eu esbarrei nela e quando tudo aconteceu depois. 

     Apesar de eu ter decidido me afastar dela, isso não queria dizer que eu deixei de amá-la, pelo contrario, isso fazia com que eu quisesse ficar mais próximo dela. Pode parecer clichê, mas era como se só existisse ela de mulher no mundo. Com um sorriso no rosto, eu comecei a cuidar das orquídeas, mas o meu sorriso foi desfeito quando ouvi alguém abrir a porta da estufa e ao olhar, eu vi que era o Matt. 

— Você não vai entrar? — perguntou ele com certa desconfiança. 

— Eu não terminei aqui. — falei sem olhá-lo. 

— Teddy, faz um tempão que você está aqui fora. 

— Eu não estou do lado de fora, eu estou dentro de uma estufa. — o olhei por uns segundos. 

— Você entendeu o que eu quis dizer. — a cada palavra que ele dizia, ele aproximava-se mais. — O que você está fazendo? — perguntou ele quando chegou perto de mim. 

— Estou cuidando das orquídeas, não está vendo? 

— Agora vai ficar chateado comigo? — perguntou ele. 

— Mas eu não estou chateado, você está vendo alguém chateado aqui? — o olhei e sorri com certo sarcástico. — Você que ficou chateado só por causa de uma revista. — voltei a fazer o que eu fazia. Ele começou a rir e eu o olhei. — Do que você está rindo? 

— Cara, se naquele acidente eu tivesse morrido, com certeza no lugar que eu estivesse agora, eu iria sentir falta dessas nossas... Brigas. — ele fez uma breve careta e riu em seguida. 

— Mas não morreu. — o olhei. — Para de falar besteiras. — ele outra vez voltou a rir e disse: 

— Desculpa por eu ter gritado com você. 

— Tudo bem... — suspirei. — Me desculpa por ter derramado cerveja em sua revista, mas você viu que foi sem querer. Enfim, eu irei comprar outra. 

— Não esquenta. — disse ele. — Eu esquentei um pouco daquela sopa de abobora, aquela que você tanto gosta. Está afim? 

— Sim, claro. Vamos então. — deixei as coisas por lá e fui com o meu irmão. 


     Depois que o meu irmão e eu “fizemos as pazes”, comemos a sopa de abobora que nossa mãe fez para trazermos e conversamos um pouco, mas logo me bateu aquele cansaço e eu fui dormir, assim como o Matt também foi. Ao entrar em meu quarto, eu fui me preparar para dormir e, sem querer, eu derrubei o meu celular no chão. Eu me abaixei para pegá-lo e vi uma bola de papel amassada de baixo da cama, eu peguei junto do meu celular e com certa curiosidade, eu o abri. 

     Ao ler aquelas palavras, imediatamente me veio recordações da Annabeth Waller em minha mente. O que tinha naquela bola de papel amassada era um trecho da música “One”, a qual eu escrevi para ela quando eu estava bêbado. 

— Eu não acredito que isso está aqui. — falei para mim mesmo. Era impressionante que, mesmo eu tentando me afastar dela, ainda sim ela estava por perto. Seja em uma simples orquídea, ou em um papel amassado esquecido em baixo da cama. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e me desculpem pelo atraso. Logo irei atualizar, prometo! Comentem, certo? Obrigado e até logo!


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