História One - Capítulo 59


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Categorias Ed Sheeran
Personagens Ed Sheeran, Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Ed Sheeran, Família, Romance, Tragedia
Exibições 72
Palavras 1.726
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Dia 15 de Novembro de 2015 eu postava o primeiro capítulo de One, e hoje, dia 29 de Novembro de 2016, eu deixo com vocês o penúltimo capítulo da história. Obrigado aos que ainda estão comigo! Tenham uma boa leitura!

Capítulo 59 - O Grande Dia



     O meu celular estava em minhas mãos, eu via e revia o vídeo várias vezes. O meu quarto estava escuro, a porta entreaberta e só entrava uma ponta de luz que vinha do corredor. Depois que a Charlie me mostrou o vídeo, eu fui embora do bar caminhando. Ela ainda me ofereceu carona, mas eu recusei, eu precisava ficar sozinho e pensar, pensar muito. Faltavam algumas horas para acontecer o casamento da Annabeth, e eu estava com a prova ali, em minhas mãos, agora só cabia a eu decidir o que fazer com aquilo. 

— Teddy? — era a voz do Matt, estava baixa. — Achei que você já estivesse dormindo. — disse ele ainda da porta do meu quarto. Ele abriu mais a porta e acendeu a luz. — O que você está fazendo sentado aí, no escuro? — ele sorriu. Eu não respondi e só o olhei. Ele desfez o sorriso e veio caminhando devagar, assim sentou-se ao meu lado e perguntou: — Aconteceu alguma coisa? — continuei calado e entreguei o meu celular para ele. 

     Ele tocou no “play” e o vídeo começou. Ficamos os dois calados e a única coisa que era possível ouvir, era a voz do Scott e em alguns segundos depois, a minha voz. Ele me olhou sem entender nada e voltou os olhos para o vídeo. Logo ouvimos os berros do Scott e depois os meus. Não era porque eu estava um pouco bêbado que eu sentia vontade chorar, era por ter que ouvir tudo aquilo mais uma vez, e dessa vez com o meu irmão ao meu lado, que foi a vitima disso tudo. 

     O vídeo terminou com a Charlie gritando o meu nome. O Matt ficou calado e naquele momento, eu chorava sem fazer expressões, minha cabeça só estava baixa e uma ou outra lágrima caía e se perdia em minha barba por fazer. Ele continuou calado e só me puxou para um abraço, eu demorei alguns segundos, mas logo o abracei de volta e fiquei ali, quieto, no abraço do meu irmão mais velho que, por minha culpa, pelo amor que eu sinto por Anna, quase morreu. 


     No dia seguinte, era o grande dia para Annabeth Waller e Scott Wayne, era o dia do casamento que, com certeza, iria sair em revistas e jornais da grande Londres. Eu ainda conversei com o Matt, ele perguntou quando foi à briga, porque eu não contei para ele e com quem eu tinha conseguido aquele vídeo. E a pergunta que eu não soube responder, foi quando ele perguntou o que eu iria fazer com o vídeo, se eu iria mostrar para Anna ou não. Ele saiu do meu quarto sem a resposta, porque nem eu mesmo sabia respondê-la. 

     Depois que joguei uma água no rosto, eu desci para o café e, ao chegar à cozinha, eu dei de cara com a minha família toda na cozinha; pai, mãe e irmão. Minha mãe estava à beira do fogão, preparando café, o meu pai lia o jornal e o Matt me olhava com cara de preocupação, talvez.

— Bom dia. — falei baixo e sentei-me a mesa. Eu me servi com algumas torradas e geleia, e esperei o café ficar pronto. Recebi um bom dia vindo dos meus pais e também do Matt. — Pai, hoje eu... Irei com você fazer as entregas, ok? — ele me olhou por alguns segundos e concordou em seguida sem falar nada. A mamãe trouxe o café para a mesa e o meu pai e eu nos servimos, enquanto o Matt tomava suco. 

— Agora que já fiz o café, eu vou terminar o buquê da noiva. — disse ela saindo da cozinha. Eu continuei de cabeça baixa e comendo, e senti o Matt me olhar.

     Depois de alguns minutos tomando café, terminamos e fomos nos preparar para irmos fazer as entregas. O casamento dela iria acontecer no mesmo lugar onde teve a festa de noivado. Quando subimos para escovar os dentes, o Matt veio logo atrás e perguntou: 

— Então, Teddy, você decidiu o que você vai fazer? — eu o olhei e fiquei sem respostas por alguns segundos, mas abri a boca e falei: 

— Eu vou mostrar o vídeo a ela sim, e... Ela quem decidirá o que irá fazer em seguida. — dei um pequeno aceno com a cabeça e enfim pude entrar no banheiro para escovar os dentes. 

     Quando estávamos todos prontos, e as duas caminhonetes carregadas com flores de diferentes tipos, eu desci para a sala e avistei minha mãe com o buquê nas mãos, era um buque um pouco diferente dos das demais noivas. Ao invés de ser de rosas vermelhas, ele era de margaridas brancas. 

— O seu pai e irmão já estão lá fora. — disse minha mãe. — Toma aqui o buquê. — ela estendeu a mão sorrindo e eu o peguei. Fiquei observando aquelas belas margaridas em minhas mãos e ouvi a buzina lá fora. Não fora por acaso que Anna escolheu margaridas ao invés de rosas. 


     O Matt estava comigo, ele quem dirigia e seguíamos a caminhonete do meu pai, que ia logo à frente. Enquanto o meu irmão dirigia, eu ia com o buquê em minhas mãos, o segurando com cuidado. Para quebrar todo aquele clima de velório, eu liguei o rádio do carro e estava passando nada mais, nada menos que “I Was Born to Love You”, da banda Queen. Eu liguei justamente na parte que ele diz “Eu nasci para amar você com cada batida do meu coração. Sim, eu nasci para cuidar de você, querida. Todos os dias da minha vida.” Suspirei e desliguei o rádio no mesmo instante. 

— Matt, se eu vou fazer isso, eu tenho que fazer logo. — falei de vez. 

— Fazer o quê? — ele me olhou rápido. 

— Mostrar o vídeo para a Anna. — ficamos calados. — Liga para a sua namorada e pergunta se ela está com a Anna e onde estão. 

— Tudo bem. — disse ele já pegando o celular. — Toma, liga e coloca no viva-voz. — eu fiz o que ele pediu, afinal, ele estava dirigindo. Achei o nome da Amy na agenda e efetuei a ligação, chamou uma, duas, três vezes e ela atendeu. 

— Oi, amor. — disse ela. 

— Oi. — respondeu ele. — Amy, você está com a Anna? 

— Sim. — respondeu ela enquanto eu segurava o celular. — Por quê? 

— É porque eu tenho que entregar o buquê. 

— Ah... — disse ela do outro lado. — Você está indo deixar as flores onde irá acontecer o casamento? 

— Sim, estou sim. E ele está aqui, comigo. Então eu queria passar para entregar logo, sabe? 

— Ok, ok... Espera um minuto... — ouvimos a voz da Amy gritando para Anna, perguntado se o Matt poderia ir deixar o buquê dela lá, ou se era para levar para o local onde iria acontecer o grande evento. Não deu para ouvir a resposta dela, mas logo a Amy voltou para o celular e disse: — Sim, pode vir sim. Estamos no apartamento dela, lembra o endereço? 

— Sim, sei sim. — respondeu o Matt. 

— Então pode vir. 

— Já estou a caminho. Tchau, eu te amo, ok? 

— Eu também te amo. — respondeu ela antes de desligar.

     Sendo assim, eu liguei para o papai e avisei que iríamos pegar uma rota diferente que era para poder fazer a entrega, e logo estaríamos lá, no local onde iria acontecer a cerimônia. Ele concordou e então o Matt seguiu para o apartamento da Annaberth Waller. 

     Ao chegarmos de frente ao grande prédio onde era lar da Anna, eu olhei para o Matt e suspirei. Fiquei um tempinho ali, parado, pensando, observando as margaridas em minhas mãos e peguei o Pen Drive onde estava o vídeo. Olhei para o Matt e ele disse: 

— Teddy, isso que o Scott fez foi um crime, ele tentou matar você e... Eu quem acabou sendo o alvo. Não sei nem como irei olhar para a cara dele no casamento, se ele acontecer. Olha, se você não quiser fazer isso, não quiser entregar o vídeo, por mim tudo bem, ok? Iremos esquecer o que ele fez, mas se você realmente ama a Anna e não quer que ela seja sei lá, mais uma vitima desse cara, você tem que entregar esse vídeo a ela, ok? 

— Ok. — falei concordando algumas vezes. Olhei para a prova em minhas mãos e abri a porta da caminhonete, voltei a colocar o Pen Drive no meu bolso e segurei o buquê de margaridas ainda com cuidado e me encaminhei para a entrada do prédio.

     O porteiro ligou para o apartamento da Anna e disse que tinha um rapaz ruivo e com algumas flores nas mãos, deram permissão e ele me deixou entrar. Fui em direção ao elevador e, em alguns segundos, eu estava no corredor onde ficava o apartamento dela. Caminhei sem pressa alguma e me posicionei em frente à porta, fiquei parado ali de frente e olhei mais uma vez para as margaridas em minhas mãos. Suspirei e enfim, bati na porta. Ela fora aberta por Amy, que estava com um sorriso enorme nos lábios e desfez assim que me viu. 

— O que você faz aqui? — perguntou ela. 

— É o meu buquê? — era a voz da Anna lá no fundo. Amy virou-se para ela e, o sorriso que a Anna carregava nos lábios, também fora desfeito. Ela usava apenas um moletom grande, que parecia ser bem quente e mostrava o seu ombro esquerdo. Era grande a ponto de não saber o que ela usava na parte de baixo. O seu cabelo estava solto e seu rosto estava sem maquiagem, e mesmo assim ela ainda continuava linda. — O que você está fazendo aqui? — perguntou ela aproximando-se da amiga. 

— Vim entregar o seu buquê. — falei com a voz baixa e a olhando bem nos olhos. Estendi a mão e ela o olhou, estendeu o braço e tocando em minha mão ao pegar o buquê. Amy nos olhava enquanto Anna e eu trocávamos olhares e sentíamos culpa por alguma coisa. 

— Ed, se é só isso, você já pode ir. — disse Amy calmamente. 

— Tem mais uma coisa. — falei e coloquei a mão no bolso da minha calça. — Eu amo você, e você sabe muito bem disso. E eu não quero que nada de ruim aconteça com você, ok? — estendi o meu braço em direção a mão dela que, levantou de vagar sem entender nada, e eu depositei o Pen Drive em sua mão. — A decisão está em suas mãos agora. — falei antes de virar as costas e ir embora. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até o próximo e último capítulo! Obrigado a todos! <3


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