História One Chance - Interativa - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~GarotaSabaku

Visualizações 41
Palavras 3.921
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


EAE MEUS CHEIRO, TUDO TRANQUILO??
Aqui é a Hell, dando minha cara a tapa depois de uns dois meses, falando por mim e pela Yasmim, mas vamo lá.
Desculpem a nós duas pela demora, não pretendíamos postar só hoje (principalmente por todos os personagens já foram selecionados há tempos)
Mas ambas ficamos bem atarefadas, tanto em julho quanto no começo desse mês.
Eu me livrei finalmente mas parece que quanto mais o tempo passa, mais atarefada a Yasmim fica.
Ela cuida do BYU e eu cuido do AYO; a parte do capítulo da JaYoo já estava pronto mas a do Nedman não.
Criei muita coragem pra escrever a parte do Nedman, principalmente por não conhecê-lo muito e espero ter deixado tudo direitinho.
Agora chega de enrolar que eu sei que vocês estão mega ansiosos para esse capítulo.
Nós prometemos de dedinho não demorar para o próximo!
Boa leitura~~~

Capítulo 3 - Mrs Wild and Free and Mr Lonely


Uma palavra que definia Louise Girani Augustine naquele momento: confusa.

O sentimento de confusão nunca foi uma novidade desde que chegara na Coreia anos atrás. Aprender uma língua nova nunca é fácil, ainda mais para a garota vinda de uma vila na Bélgica sem nenhum tipo de tecnologia sequer.

Apesar da grande ajuda que tivera do tio — para aprender a língua coreana e se adaptar na cidade grande — Louise nunca conseguira ser 100% fluente, 75% já era bom o suficiente e olhe lá.

Por isso, ela estava em um canto, deixara seu lado curioso e livre de lado para tentar arrumar a bagunça que chamava de cabelo (mas ela acabava se distraindo com alguns fios soltos de sua larga calça de moletom).

— Louise Girani Augustine? — levantou a cabeça de maneira afobada

Era estranho escutar seu nome ocidental ser chamado com tamanha perfeição, afinal, a belga sempre foi meio lerdinha, imagine então, depois de anos sendo chamada de Jung JaYoo, ouvir seu nome ocidental? Aish.. era demais para sua cabeça raciocinar.

Levantou-se ainda sem entender e, após ver um garoto, também anunciado consigo, se curvar, ela resolveu fazer o mesmo. Mas ela acabou se curvando no mínimo umas sete vezes.

Kim Eunjung achou aquilo demasiado fofo, e, com toda a paciência lendária que tinha, levou a estrangeira até sua sala.

Explicações que deveriam durar dez minutos, se transformaram em meia hora e ela já podia imaginar a insatisfação de seu oppa com tamanha demora, afinal, eles combinaram de anunciar os integrantes juntos.

Mas não era sua culpa se tinha de repetir todas as informações três ou quatro vezes para que Louise entendesse perfeitamente, oras!

Após se curvar mais algumas vezes, a garota rapidamente saiu da empresa em completo êxtase; após gritar com seu treinador vocal da JYP, e ingressar em uma empresa pequena, a última coisa que esperava era debutar.

Respirou fundo, procurando na bolsa seu celular, ou, como ela carinhosamente o apelidara: monstro.

Digamos que, nunca fora muito boa com tecnologia, e agora estava prestes a discar os números, prestes a fazer uma ligação internacional para a Alemanha!

— Eunha dong disse que ligações internacionais custam caro, devo ser rápida! — pensou em voz alta

Inocente do jeito que era, nem notou os olhares curiosos dos outros coreanos sob si. Eles devem pensar que todos os ocidentais são loucos se usarem Louise como base.

Após minutos abrindo todos os aplicativos de seu celular, ela finalmente achou o “telefone” e encarou as teclas. O.k. Mas qual era o número de telefone da sua irmã mesmo?

— Droga! — resmungou, mudando então o destinatário de sua ligação 

Depois de uns cinco toques, sua melhor amiga desde que entrara na DSP atendeu.

“Jayoo??” ela podia sentir a surpresa e olhos arregalados da mais nova mesmo sem vê-la

”— Hey, está ocupada no momento? Eu preciso de uma ajudinha.”

[...]

— Eu não acredito que você me trouxe para uma cafeteria apenas para te ajudar a ligar para a sua irmã! — Park Eunha exclamou, quase morrendo de rir da situação 

Enquanto isso, Louise tomava o seu chá em silêncio, já estava acostumada com esse tipo de reação. Ela odiava o seu “monstro”.

As duas se conheceram alguns anos atrás, em uma praça repleta de adolescentes, os quais se reuniam para cantar e tocar instrumentos.

Lá, Eunha e JaYoo foram chamadas para uma audição por um olheiro da DSP, acabaram se tornando amigas e, a mais nova já está acostumada com os apuros de sua unnie com a tecnologia. Apesar de sempre a socorrer, nunca conseguia parar de achar graça em toda aquela situação.

— Mas, mudando o assunto... Não acredito que você vai debutar, unnie! Você merece tanto! Depois de ser tão reprimida por seu espírito de liberdade e tanto hesitar. Já sabe o endereço do dormitório? Precisamos levar suas coisas! Qual será o conceito? Um grupo misto, não está nervosa?

— Ei, vamos com calma. — riu, colocando a xícara com o restinho de chá na mesa — Sim, eu tenho o endereço; não me falaram o conceito ainda; e, bem, é uma oportunidade e eu nunca ignoro uma oportunidade.

Eunha sorriu, orgulhosa de sua unnie. Afinal, não é todo dia que se vê uma oriental sem descendência alguma se arriscar tanto apenas para realizar seu sonho. JaYoo era uma inspiração para si; tão forte..

— Enfim, vamos para a sua casa! Tenho certeza que não avisou seu tio ainda, sem contar que vai precisar de ajuda para levar suas coisas.

Louise sorriu, ela precisava fazer algumas coisas antes de dar um passo para o seu futuro, que antes parecia tão incerto.

— Eu tenho que fazer algo antes, e meu tio pode esperar, assim como minhas roupas e pertences. — deu de ombros e Eunha arqueou as sobrancelhas, logo sabendo perfeitamente o que a belga pretendia fazer

— Unnie só tome cuidado, sim? Lembre-se que aqui não é como sua antiga vila. Os sul-coreanos podem te tirar como louca após correr pelo parque, cantarolando e imitando o som dos pássaros.

Louise não pôde fazer nada além de rir; ela sabia que, não importa o que fizesse, ainda seria vista como louca pelos sul-coreanos, já se acostumou com aquilo; sem contar que, aquele era o momento mais feliz de sua vida na Coreia do Sul, arrisco dizer de sua vida inteira! Ela com certeza não teria cuidado.

— Não se preocupe Eunha-Yah! Terei cuidado. — afinal, uma mentira nunca matou ninguém 

— Estarei na sua casa, nem vou pedir que me mande uma mensagem, você nem vai conseguir mesmo. — provocou, mas sua unnie já estava longe demais para prestar atenção 

[...]

Não era todo dia que se via uma garota, completamente desarrumada, com os cabelos cacheados por todo o rosto e cantarolando com uma flauta em mãos no parque de Hangang.

Na verdade, /isso nunca deve ter acontecido.

Mas lá estava Louise, com um enorme sorriso no rosto; ela se sentia livre, e não importava quem estava olhando, apenas queria tentar ficar mais próxima de sua amada vila.

Após uma hora apenas correndo de braços abertos, imitando qualquer pássaro que passasse por si, a belga finalmente chegou onde queria: no topo de um pequeno morro, que dava perfeita visão do resto do parque.

Sentou-se ali, tocando a flauta completamente gasta feita pelo pai, quando ela ainda tinha nove anos. Nunca perdeu o instrumento de vista, apesar de não ter notas tão melodiosas quanto antigamente, tinha um valor sentimental para si.

— Ei pai! — gritou para o nada — Eu vou realizar o meu sonho! As notas podem não sair tão boas quanto você me ensinou mas, sabe, madeira desgastada é problema.

Louise soltou uma risada, deixando uma pequena lágrima escorrer. Ela amava sua família mais do que tudo e, apesar de nunca ter tido uma vida luxuosa, não trocaria os momentos por nada na vida.

— Não se preocupe mãe e avó, essa música é para todos vocês. Obrigada.

Louise umedeceu os lábios antes de tocar as notas na flauta; ela já havia ganhado outra mas, num momento tão especial como aquele não poderia deixar de tocar sua música favorita no instrumento feito pelo falecido pai.

Não importava se as notas eram desafinadas; não importava se, em algum lugar, alguém se incomodava com o som; a única coisa que importava eram os sentimentos de Louise naquele momento, e ela não poderia estar mais feliz.

[...]

Ao chegar em casa, como sempre, Louise se deparou com seu tio, sempre muito falante e extrovertido. Ele falava tão rápido que Min Yoongi ficaria com inveja. Enquanto isso, Park Eunha se arrependida da decisão de contar sobre o debut de JaYoo, com uma expressão apavorada de “meu deus eu não estou entendendo nada.”

Assim que a porta foi fechada, WooSam quase voou na garota, a felicidade estampada em seu rosto.

— Yah! Eunha abriu a boca não foi? — fingiu estar irritada. Ela queria ter dado a notícia!

— Quando ela chegou Alice e Eva já estavam me metralhando de perguntas! “Ela vai debutar mesmo?! Onde está? Seu irresponsável! Estou nervosa.” — imitou a voz da sobrinha e esposa respectivamente, arrancando uma gargalhada alta de Louise

— Mas.. falando sério agora. — eles se soltaram daquele abraço — Seus pais ficariam orgulhosos de você! Arrume suas coisas, eu mesmo lhe levarei ao dormitório de carro. Sei que é inútil pedir que me ligue, mas você pode pedir a uma integrante do grupo. Sempre que precisar de ajuda com qualquer coisa relacionada ao idioma, me avise! Acho que já está na hora de voltar para Bruxelas, afinal.

As últimas palavras fizeram os olhos da garota marejarem como nunca antes. Ela sentiria tanta falta dos “bom dia” mega animados de seu tio pela manhã; ou de ver suas inúteis tentativas de acompanha-la em suas corridas..

— Não chore Louise-Yah. Vai ficar tudo bem, ficarei aqui até o seu debut, e te ligarei sempre que puder! Você sempre conseguiu se virar sem mim, é forte e independente e merece todo o sucesso do mundo, hum?

O tio enxugou os resquícios de lágrimas da sobrinha, que sorriu em resposta, o abraçando uma última vez antes de se dirigir ao quarto.

— Ei, unnie. Está na hora do meu treino. — Eunha apareceu na porta abraçando a amiga por trás — Me passe o endereço quando se entender com o “monstro” eu amarei te visitar.

E então a mais nova se despediu. Louise cansou-se de chorar. Era um dia feliz que merecia um astral feliz vindo de si.

Rapidamente, pegou sua antiga mala — não usada desde que chegara a Seul — e jogou todas as suas roupas confortáveis e largas de qualquer jeito.

— Shampoo, confere; Roupas de baixo, confere; Flauta, confere; Escova de dentes, confere; — ditava uma pequena lista para checar se não havia esquecido de nada e, fez uma careta além de mudar o tom de voz ao dizer o último tópico: — Monstro e coisas que o monstro precisa para sobreviver, confere.

A belga por fim, colocou a mala de rodinhas no chão e foi a arrastando junto de uma bolsa até a sala.

— Estoque de chás para o resto da sua semana, confere. — o tio sorriu divertido entregando a garota uma caixa cheia dos mais sabores de chá.

Agora sim a garota estava 100% feliz. Afinal, chá é a melhor bebida, oras!

Louise ditou o endereço e tentou escrever no GPS mas, WooSam foi mais rápido, tomando o celular de suas mãos.

— Sem querer ofender Lou, mas é capaz de você nos levar direto pra Rússia se tocar nesse celular e eu definitivamente não quero mais frio do que isso.

A garota deu-lhe a língua em resposta, ato que foi correspondido com maturidade pelo tio. 

Depois de uns trinta minutos eles finalmente chegaram ao dormitório, as malas foram jogadas no chão de qualquer jeito, e Louise se virou para o homem, pronta para escutar os longos discursos que viriam. Algo que ela com certeza não seguiria, mas tudo bem, ele não precisa saber disso.

— Fique longe de amendoins, eu não te quero tendo nenhuma reação alérgica; deixe claro da sua fobia de ventiladores, não ligo para o quão vergonhoso isso seja; sei que tem um espírito de liberdade imenso mas não os assuste na primeira semana; peça que alguém ligue para mim, salvei o contato em primeiro na sua agenda; não dê muito trabalho e deixe as staffs te vestirem adequadamente e arrumarem seus cabelos para eventos. — ela fez uma careta em resposta — nananinanão, sem essa cara; e, por fim, seja feliz, siga seu sonho e faça amigos, tudo bem?

— Sim! — assentiu de maneira sincera e o abraçou uma última vez

Louise entrou no dormitório com determinação renovada, era como se estivesse entrando nas audições da JYP pela primeira vez.

Após uma batalha para encontrar a chave certa no meio daquele monte enorme, a belga finalmente girou a maçaneta e entrou.

[...]

 

O garoto magro e alto com seus grandes óculos rolava os olhos por toda a sala onde se encontrava com mais sete pessoas despesas no local. Estava realmente surpreso com a diversidade de aparências que via. DSP Media estava querendo inovar de verdade, e ele realmente esperava que desse tudo certo. O kpop precisava daquilo.

Sorriu de lado, escondendo o olhar ao se virar para a janela. Talvez aquele seja um dos locais que mais se sentiu bem desde que chegara a Coreia.

O estranho no momento era que, de repente e sem motivo aparente, sua vida passava sobre seus olhos.

Lembrava-se tão bem de quando seus pais lhe contaram que “fugiram” da Coréia à Argentina, para poderem se casar – a melhor história de amor que poderia ouvir antes de dormir –, quando ganhou um violão no seu aniversário de seis anos, quando cantou aos seus pais uma música composta por si mesmo, quando se mudou para a California – ah, aqueles teriam sido momentos muito difíceis se não tivesse encontrado um amigo tão bom quanto Joshua –, quando aos oito anos descobriu que teria uma irmãzinha.

Bons momentos.

E maus também, como quando descobriu ser míope aos dez anos, e tivera que começar a usar óculos, estes que geravam piadinhas dos colegas de classe.

Quando toda a sua vida passa sob seus olhos quer dizer que você irá morrer, ou, bem, em outras palavras; iniciar uma nova vida.
Dongman acreditou fielmente que esse tenha sido o motivo.

O garoto precisou apertar um pouco os olhos para poder ver claramente a imagem do homem com uma prancheta parado na porta.

Anotação Mental: ir ao oculista.

Fora chamado junto de outra garota, e, achou no mínimo engraçadinho vê-la toda perdida, e se curvando de maneira exagerada.

Dongman foi guiado até uma sala — se perdendo as vezes com os corredores longos que eram novos para si.

Após uma longa e até mesmo chata conversa com o manager, o garoto saiu completamente animado da sala, perdeu-se umas três vezes pelos corredores porque estava muito ocupado... falando consigo mesmo.

Por fim, quando saiu da empresa, com um sorriso de orelha a orelha, a primeira coisa que fez foi mandar uma mensagem para seu melhor amigo, Joshua.

Digamos que mesmo do outro lado do mundo, o homem ainda assim conseguia ser o porto seguro de Dongman; afinal, se não fosse por ele, teria desistido da ideia de ser um trainee algumas semanas antes da notícia do debut.

E o argentino não retribuiu o enorme favor de uma maneira tão boa. Afinal, a mensagem tão repentina que mandara ao amigo — que estava do outro lado do mundo — o acordou... e quando ele leu, o derrubou da cama.

“Cara, eu vou debutar!!!”

[...]

Dongman chegou tão animado em casa que por meio segundo sua mãe até esquecera da batida enorme que a porta deu ao ser fechada com brutalidade.

— Você tem sorte do seu pai estar trabalhando hoje, sabia?! — exclamou, terminando de enxaguar um prato

Em resposta, ele apenas deu um “olé” na mulher, pegando uma maçã da fruteira. Deu-lhe um beijinho na bochecha e mordeu a fruta antes de prosseguir.

— Depois da notícia que eu vou dar ele com certeza me perdoaria até por derrubar a porta. — sorriu brincalhão com a expressão feita pela mãe 

— Choi Dong Man o que você está me dizendo? — colocou o prato e pano na pia, imersa em esperança e curiosidade 

— Não sei, omma. O que eu estou te dizendo? — riu e correu para o quarto

— Eu deveria te matar por me matar de curiosidade assim! — gritou rindo também 

Desde que se entende por gente, Dongman sempre foi fã da paz e do silêncio. Vê-lo no quarto com as luzes apagadas, apenas olhando para o teto não era nada anormal.

Eram esses os seus momentos favoritos do dia.

Seu celular apitava sem parar, mas naquele momento, não dava a mínima. Só queria sorrir, olhando para o nada, imaginando seu futuro enquanto era banhado pelo prazer do ambiente silencioso.

Ambiente o qual fora quebrado em pouquíssimo tempo com a chegada de Dong Hee, sua irmã, completamente afobada.

Era uma cena no mínimo engraçada; os fios da garota estavam todos bagunçados e grudados no rosto devido ao suor. Dongman imaginou que ela correu muito para chegar até em casa.

— Joshua está desesperado me mandando mil mensagens! Como assim você vai debutar?! — gritou tão alto que a Coreia inteira deve ter escutado

— Boa tarde irmãzinha, quer ouvir alguma música? — ofereceu, pegando seu violão no canto do quarto

— Não ouse mudar o assunto! 

Donghee abriu as janelas, deixando o sol entrar, e aquecer o ambiente, a mais nova sabia que entre luz elétrica e solar, ele sempre iria preferir a solar.

Na verdade, Dongman preferia mesmo a escuridão do quarto, mas conversar com alguém sem ver seu rosto? Nhe, a irmã não era nada fã.

— Sim, eu vou debutar, mas queria ter contado com a família toda junta! Joshua estragou meus planos. — fez um bico 

— Ele não teria estragado se você tivesse respondido suas mensagens. — deu de ombros — Mas agora só poderão se falar mais tarde, já que Josh está indo para a faculdade agora.

Josh? Você por acaso está escondendo alguma coisa de mim, maninha? — perguntou, enciumado. Mas Choi Dong Man não é ele mesmo sem seus ciúmes em excesso

— Pare de falar besteiras! — exclamou — Ele é muito velho! 

— Ei! — o mais velho exclamou, afinal, ele e o Joshua tinham a mesma idade 

— Ah, você sabe que eu te amo. — o abraçou e voltou a mesma posição — Agora me conte tudinho! Qual o conceito? Você já conheceu os outros integrantes? Eles são legais?

— Uou! Uma pergunta de cada vez. E olha, eu não sei a resposta de nenhuma delas. — riu; mas no desespero a gente da risada mesmo

— Aish.. irá para o dormitório hoje? — inflou as bochechas com os olhinhos brilhando em animação 

Dongman agradeceu Donghee mentalmente por ter aberto as cortinas. Não havia nada mais lindo no mundo além de ver seus olhos brilhando quando ficava animada.

— O almoço está pronto. — Danbi apareceu na porta do quarto — E você não me escapa mocinho! Também quero saber tudo! — apontou para o filho conforme saía do quarto

— Ei. — a mais nova sussurrou — Quando você sair, eu posso transformar seu quarto em um ateliê? — brincou apenas para ver a reação do irmão 

— Claro que não! Que pergunta! — resmungou, enciumado apenas em imaginar alguém tocando nas coisas que ficariam 

[...]

— Você está levando sua casa?! — Wangsoo, seu melhor amigo, exclamou ao levar uma caixa e jogá-la no porta-malas

— Ou ou ou, cuidado com meus CDs! — respondeu, arrancando uma reação surpresa do outro

— Isso tudo... são CDs???!!! Céus Dongman você é um maníaco. — provocou 

— Eu tenho gostos peculiares, você não entenderia. — atuou de forma dramática, recebendo uma revirada de olhos como resposta 

— O.k. garotos, vamos parando. Precisamos levar todas essas coisas até o final da tarde. — Gong Tae, pai de Dongman, disse abrindo a porta do motorista

Antes que o primogênito pudesse entrar no carro, foi recebido mais uma vez por uma irmã com os olhos marejados. Ela não queria ficar sem vê-lo todos os dias.

— Prometa-me que vai se cuidar e me ligar todos os dias! Não seja tão tímido a princípio, faça amigos! E se ousar me trocar por alguma integrante de grupo eu te mato. — o abraçou com força, molhando a camiseta do mais velho

— Pode ficar tranquila, eu vou te encher o saco com minhas mensagens todos os dias. — sorriu enxugando suas lágrimas, em seguida, olhou para a mãe, que sorriu

— Ela já disse tudo que eu queria dizer. — deu de ombros, dando no filho um abraço apertado — Estamos muito orgulhosos de você. — sussurrou, o soltando em seguida

Uma buzina ecoou na rua vazia, e o vidro do pai foi abaixado, ele tinha um sorriso brincalhão no rosto.

— Oras, quanta melancolia! Não é como se não fôssemos visita-lo duas vezes por dia! — e riu

Gongtae sempre soube como quebrar a tensão do ambiente, logo, as lágrimas transformaram-se em algumas fracas risadas.

Dongman entrou no carro, acomodando-se no banco de passageiro; ele acenou uma última vez antes de fechar a janela, e assim, o pai fez o retorno, seguindo o GPS.

— Tenho dó de você, Wangsoo, terá de ver o terceiro momento de fraternidade no dia. — o mais velho brincou

— Não se preocupe, eu estou acostumado, vou apenas fuçar nisso daqui. — provocou Dongman ao pegar seu amado violão 

— Ei ei ei! Solte! — exclamou vendo-o pelo retrovisor 

— Relaxe Ned, ele está em segurança. — sorriu brincalhão, deixando o violão de lado

— Voltando ao momento fraternidade. — Gongtae disse, parando no farol vermelho

Focou no filho por um tempo, tocando seu ombro com força. Um sorriso surgiu em seu rosto, deixando claro as rugas que já cresciam abaixo dos olhos.

— Você sabe que estamos muito orgulhosos, certo? — Dongman assentiu, sorrindo — Ótimo, porque eu vou ser o embaixador do seu fã clube.

Buzinaram alto e o homem resmungou.

— Oras eu não posso nem ter um momento fofo com meu filho. — fez a marcha e acelerou

O carro ficou em silêncio; o tão amado silêncio de Dongman. Ele olhava as paisagens passando rapidamente pela janela, quase como borrões. Mas se era devido à sua miopia ou a velocidade do veículo, isso já não sabia dizer.

O nervosismo apertava um pouco em seu peito. Seriam oito pessoas no mesmo dormitório. E se não gostassem dele? E se as garotas ficassem inseguras tendo que dividir o mesmo dormitório?

Não importava muito, ele nunca mudou por ninguém, e nunca mudaria. Era um passo importante de sua vida, o qual ele não pretendia desperdiçar por nada nesse mundo.

[...]

O carro parou um pouco mais a frente do prédio. Para que pudessem descarregar tudo sem atrapalhar as pessoas que dali saíam.

Dongman colocou tudo no chão com cuidado, e então procurou as chaves que lhe foram dadas recentemente no bolso.

— Hum, teremos que subir e descer umas três vezes. Ficarei aqui cuidando da bagagem e vocês dois vão descarregando.

Dito e feito; Wongsoo e Dongman levaram as caixas primeiro e, o argentino começou a pensar que realmente havia exagerado um pouco na bagagem. O medo da irmã mexer em algo deixado para trás  acabou tirando sua noção das coisas.

Na terceira vez que subiram, o mesmo já estava quase se arrastando. Havia virado uma amoeba e só queria se jogar num sofá e morrer ali.

Isso se o dormitório já tivesse um sofá, e ele rezava para todas as entidades que conhecia para que tivesse um.

Quase se jogou no chão ao lembrar que ainda precisava pegar seu violão — objeto esquecido no banco de trás.

Correu o mais rápido que pôde — lê-se correu como um zumbi — e quando chegou na entrada do prédio pela quinta vez, já se considerava um homem morto.

Se despediu do pai novamente e, marcou de encontrar Wangsoo mais a noite para irem comemorar.

Subiu novamente e suspirou aliviado ao encontrar as caixas e mala todas no mesmo lugar — nunca se sabe, vai que alguém estivesse de olho.

Apalpou novamente os bolsos atras da chave apenas para se lembrar de que havia esquecido no carro do pai, que já devia ter ido embora.

— Eu vou me matar! — exclamou se sentando no chão 

Dongman apenas não esperava que a porta fosse aberta por JaYoo, que já havia chegado algumas horas antes.

Ela sorriu meio sem graça e se curvou algumas vezes — pelo menos não foram sete —, Dongman se levantou rapidamente, ele havia acabado de gritar que iria se matar, com um violão nas costas e cercado por caixas. Uma ótima primeira impressão.

— Você quer ajuda? — perguntou sorrindo de forma dócil, e ele assentiu rapidamente 

Ficaram meia hora colocando tudo em um dos quartos e quando estavam prestes a trancar a porta, um pé ficou entre a mesma.

Aparentemente mais alguém havia chegado.


Notas Finais


o tumblr está em construção inclusive rs
comentem suas bíblias ou surtos de amor!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...