História One Chance - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Luke Castellan, Percy Jackson, Rachel Elizabeth Dare
Tags Annabeth, Percabeth, Percy
Exibições 254
Palavras 7.003
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eai galeraaaaaaaaaaaa! Suas gata e seus gato
Como vcs estao??? Espero que estejam bem...

Gente,cara,vcs são maravilhosas,os comentários de vcs me encheram o cori ❤️❤️
Sério vcs são du céu,pq não é possível,vcs são muito fofaaass!,leitores novos apareceram :)

Obrigada vcs que tbm lamentaram minha auto estima,vão tudo pro céu e vcs tbm que me deram força e me encorajando com a história e que eu sou criativa

Pse vamos aos problemas néh.... Eu como já disse,estou sem nada! E nesse momento eu estou usando o IPad da minha irmã,e eu não sei mexer nessa coisa,é difícil pra cacete! E o lugar onde salvo os capítulos deu merda aqui pra abrir,então vou ter que escrever de novo,mas o corretor ortográfico dessa merda e muito chato,fica escrevendo coisa que nem quero :/
Então me perdoem aí nos erros ortográficos :)

Fiquem com o cap!

Capítulo 5 - O Passado Volta Part 2


Continuação...

Hoje


Quando deixamos o teatro três horas depois, é bem evidente que o ceticismo de
Percy tinha razão de ser.
Meu corpo inteiro vibra de tanta energia. Não apenas a produção era
inacreditável, mas ficar sentada próxima a ele por todo aquele tempo, em uma
sala de espetáculos às escuras, foi como uma eletrocussão em baixa voltagem.
Eu jamais reagi de forma tão intensa a um homem,e talvez isso não seja bom.


-- Então -- diz ele. -- Isso foi incrível.


-- Foi mesmo. Obrigada pelo convite.


-- Obrigado pela companhia.


Escuto nossa conversa casual, mas não há nada de casual no que está
acontecendo entre nós. Há tanta adrenalina correndo em minhas veias que sinto
como se pudesse, a qualquer minuto, pular no meio do trânsito como se fosse o
incrível Hulk e virar um táxi de cabeça para baixo.
Percy olha em volta e se balança, quase imperceptivelmente, sobre os
calcanhares.


-- Não sei você, mas eu estou agitado demais para conseguir ir para casa tão
cedo.


-- Ah, eu também. Muito agitada,você não tem ideia o tanto


-- Eu esperava que você dissesse isso. Venha comigo.
À medida que abrimos caminho em meio à multidão que sai do teatro e
seguimos na direção da Times Square, Percy pousa a mão nas minhas costas para
que não nos percamos um do outro. O gesto adiciona mais uma camada de
tensão às minhas já sobrecarregadas glândulas adrenais.
A essa hora da noite, a atmosfera na região da Broadway é elétrica. Há
milhares de pessoas deixando os teatros, rindo, encantadas, tomadas pela magia
que só o teatro é capaz de transmitir a alguém.  Percy e eu nos esquivamos e
serpenteamos através da multidão, mas não tenho ideia de para onde estamos
indo. Depois de um tempo, ele desiste de tentar me orientar tocando minhas
costas e segura a minha mão para me mostrar o caminho. Seus dedos são
quentes e ásperos, e a sensação da minha mão na dele é tão familiar que chega a
ser bizarro.


-- Aonde estamos indo? -- pergunto -- Ele olha para mim e sorri.


-- Isso importa?

Ahn,eu creio que sim,vai ver,você pode ser um estrupador Sr. gostosura


Racionalmente, entendo que deveria ser cautelosa porque sei tão pouco sobre
ele, mas por alguma razão me sinto segura. Tudo sobre ele é novo e conhecido
ao mesmo tempo. É como se uma melodia tivesse soado na minha cabeça
durante toda a minha vida e, graças a ele, agora ela tivesse letra.
Depois que passamos pela confusão da praça principal, descemos alguns
poucos quarteirões e seguimos na direção do rio. Por fim, ele para em frente a
uma porta em formato de calçadeira, que fica entre um brechó e uma tinturaria.


-- Eu moro neste prédio -- diz ele, e acaricia a palma da minha mão com o
polegar. -- Meu apartamento é pequeno e antigo, mas... quer subir?
Encaro a porta encardida.

OH MY GODIIIIIIIII..... NÃO É POSSÍVEL,AH,EU TENHO QUE SER FILHA DE DEUS MESMO,PORQUE CONHECER UM CARA BAITA GOSTOSO E DEPOIS ELE TE LEVAR A CASA DELE,SÓ PODE SER DE DEUS!


-- Eu preciso?
Ele ri.


-- Claro não. Eu só... --Ele dá um passo na minha direção e eu prendo
a respiração. -- Ainda não quero dizer boa noite. Não tenho álcool no meu
apartamento, mas tenho leite e biscoitos. E se você for boazinha, levo você ao
meu jardim do telhado.


-- Isso é um eufemismo? -- Estou surpresa com a rouquidão da minha voz.
Pela forma como Percy parece hipnotizado pelos meus lábios, acho que ele
gosta desse tom. Ele se inclina na minha direção e eu pressiono meu corpo contra
a porta.

-- É o que você disser que é? -- A voz dele faz minha pele se arrepiar.


-- Ainda que eu suba com você, Percy,mantenho minha afirmação sobre
não dormirmos juntos.

Ainda.porque de vontade não me falta,não falta mesmo.


O canto de sua boca se contorce, mas ele não sorri.


-- Sem problemas.
Ponho minha mão em seu peito.


-- Estou falando sério.


Ele olha para a minha mão e, em seguida, a cobre com a dele, pressionando-
a em seu peito. Minha respiração acelera. A dele também.


-- Não vou levá-la lá pra cima seduzi-lá e transar com você,Annabeth. -- Diz Percy,ele olha para minha mão em seu peito e acaricia levemente meus dedos. -- Apesar de ter certeza de que conseguiria.


-- Uau. Quanta arrogância.  -- Ele me dá um sorriso sensual, e eu estreito
meus olhos.

-- Você não acha que posso resistir a você?


Percy coloca a mão na parede ao lado da minha cabeça e se aproxima. Ponho
minha outra mão em seu peito. Não para impedi-lo. Só para sentir mais seu
corpo.
Ele fecha os olhos e respira fundo antes de olhar para mim novamente.


-- Se você estiver sentindo só a metade da atração que estou sentindo por
você, então, não, eu não acho que você possa resistir. Na verdade, acho que se a
beijasse agora, nós mal teríamos tempo de atravessar essa porta antes de rasgar
as roupas um do outro e transar como se não houvesse amanhã. Mas prometo
que se você vier comigo, vou me comportar. E talvez você devesse prometer
fazer o mesmo. A maneira como você está me tocando... faz com que eu pense
no quanto você quer estar sobre mim, no quanto você quer acalmar o meu
desejo. Devo te lembrar de que sou apenas um homem, Annabeth. Não um
brinquedo sexual.

Santo Deus


A respiração se congela dentro de meus pulmões quando observo a sua boca.
Ele devia ir para o inferno por me fazer pensar em meu corpo sobre o dele.


-- Entendi. -- Relutante, afasto minhas mãos de seu corpo. Estou tentando
manter a calma, mas sua proximidade faz meu coração disparar. -- Percy, juro
pela vida do meu hamster não usá-lo como meu brinquedo sexual.
Ele parece abatido.

Estraguei o ego do rapaz?


-- Nem mesmo se eu pedir?
Sorrio.

É,não estraguei,mas será que um homem como Percy pode ter o ego abatido? Eu acho que não.


-- Nem mesmo assim.


-- Então, vamos recapitular -- diz Percy se inclina para sussurrar no
meu ouvido. -- Se você implorar para ser meu brinquedo sexual, isso vai
acontecer em tempo recorde. Mais de uma vez, se necessário.


-- Ah, você é tão altruísta.


-- Eu realmente sou. -- Ele me dá um sorriso sexy e sacana ao mesmo tempo antes de recuar para
abrir a porta. Eu o sigo, e subimos cinco lances de escadas para ir até o seu
apartamento. No momento em que chegamos lá, meu desejo por ele parece
queimar meus pulmões.


-- Você está bem? -- pergunta Percy e, gentilmente, toca meu ombro.

Não 


-- Sim. Apenas tentando disfarçar minha incrível aptidão física para não
intimidá-lo.


-- Bom trabalho. Você teria me enganado completamente.


-- Não é? Talvez eu devesse ter sido atriz, afinal de contas. -- Respiro fundo
e tento recuperar o fôlego. Meu Deus do céu, como estou fora de forma.
Ao entrarmos, percebo que ele não estava brincando sobre o tamanho de seu
apartamento. É um estúdio com uma pequena cozinha de um lado e o que parece
ser um pequeno banheiro do outro. No meio, há espaço suficiente apenas para
um sofá-cama.


-- Então -- diz Percy --, permita que eu te leve a um tour especial. -- Ele
não se move. -- Eeeeeee, pronto! Você já conhece tudo.
Posso ver que ele está envergonhado, mas não precisa estar. Em Nova York
há uma porção de microapartamentos exatamente como este. Na verdade, eu já
vi piores.
O que distingue o dele dos demais é que está imaculado. Os móveis e os
eletrodomésticos são antigos, mas estão impecáveis. Não há uma única coisa
fora do lugar. Até a cama está arrumada.
Estreito os olhos.


-- Você pretendia trazer alguém aqui esta noite?


-- Não. Por quê?


-- Porque está tudo tão limpo e arrumado. E sua cama está feita. Pelo que
vejo da vida do meu irmão, posso afirmar que a maioria dos homens vem sem o
gene da arrumação de cama como opcional de fábrica.
Ele se inclina, e sinto sua respiração quente em minha orelha.


-- Você ainda não me conhece bem o suficiente para ter percebido que não
sou como a maioria dos homens. Mas se isso te faz se sentir mais confortável,
poderíamos desfazer a cama. Basta dizer uma palavra.
Um estremecimento de prazer percorre minha espinha.

É de vista da pra ver que não como a maioria dos homens


-- Ah, nem em sonho eu destruiria tal perfeição. Você prende os cantos dos
lençóis com a técnica de hotéis cinco estrelas?


-- Se você achar isso sexy, sim.
Deixo escapar um gemido.


-- Ah, sim. Isso me deixa maluca. -- Ele ri, pensando que eu estou
brincando, mas não estou, não. Sou uma assumida maníaca por limpeza e
arrumação, e saber que ele mantém a casa assim, impecável, realmente me
deixa excitada.


-- Bem, chega de falar sobre a minha cama -- diz ele. -- Tenho outra coisa
para te mostrar.


-- Se for um banheiro incrivelmente limpo, sério, não acho que meu corpo
esteja pronto.
Percy solta um murmúrio.


-- Ah, droga. Eu sabia que deveria ter esfregado a banheira hoje pela
manhã.


Percy se espreme para passar por mim e segue na direção da cozinha. Em
um segundo, apanha um saco de biscoitos de chocolate, dois copos e uma garrafa
de leite da geladeira.


-- Vem comigo. Se o apartamento deixou você louca por mim, espere até
ver meu jardim no telhado.
Ele me leva para fora do apartamento e subimos mais dois lances de
escadas. Droga. Não admira que ele seja tão sarado. Se eu precisasse subir tantas
escadas todo santo dia, poderia esmigalhar tijolos entre as coxas.
No topo da escada, ele liga um interruptor antes de abrir a porta para o
telhado. Quando saio, o que vejo quase me tira o fôlego.
O lugar é como um oásis tropical. Dezenas de palmeiras em vasos de vários
tamanhos estão por toda parte, e no meio deles há uma pérgula de madeira
trabalhada, envolvida por centenas de pequenas luzes.


-- Uau. Isso é simplesmente... -- Meu Deus do céu. Eu raramente fico sem
palavras, mas esse é um desses momentos. Ele parece ser perfeito,sem nenhum defeito ou coisa do tipo.


-- Construí a pérgula para o aniversário de casamento dos meus pais no ano
passado. E depois eles venderam a casa onde cresci para se mudarem para um
apartamento, e não tinham nenhum lugar para deixá-la, então eu a trouxe para
cá.


-- É linda. -- A madeira escura tinha sido cuidadosamente esculpida com
videiras e flores. -- Aposto que eles adoraram.


-- Sim, minha mãe chorou. Meu pai me deu um tapinha no ombro e ficou
em silêncio por um tempo, o que, para ele, é o equivalente a chorar.
Sorrio.


-- Um presente bem incrível para dar aos pais. Tentando ganhar o prêmio de
melhor filho do mundo? -- Percy abaixa os olhos e não posso deixar de notar uma mudança sutil em sua
postura.


-- Bem, eles passaram por momentos difíceis ao longo dos últimos anos. Eu
queria fazer algo bonito pra eles.
Vejo nomes esculpidos na madeira do topo da pérgula.

Com toda certeza fez.


-- Angus e Eileen. Excelentes nomes irlandeses.


-- Sim. -- Vejo outro nome e aperto os olhos para tentar entender.


-- E ali está escrito... Tyson? -- Percy pisca algumas vezes.


-- Sim. Meu irmão gêmeo. -- Eu praticamente engasgo com a minha própria língua.


-- Gêmeo? Gêmeo idêntico?


Senhor, não sei se eu posso lidar com dois homens tão perfeitos neste mundo. Percy respira fundo.


-- Sim. Nós éramos idênticos.


-- Eram?


-- Ele... ele está... -- Percy abaixa os olhos. -- Ele morreu.


-- Ah. Percy...

Caguei o momento. Parabens Annabeth!


-- Dois anos atrás -- Meu coração dói por ele. Perder um irmão já seria ruim, mas sempre ouvi
dizer que gêmeos compartilham um vínculo especialmente forte. Eu ficaria doida se eu perdesse o Nico. Apesar de ser chato,irritante,meio maluco das ideias e BASTANTE cabeça dura,eu não conseguiria ficar sem ele,com toda certeza ele é o segundo homem mais importante da minha vida,lógico,perdendo para o meu pai.


-- Meu Deus, sinto muito.


A forma como Percy encolhe os ombros e gesticula deixa claro que ele não
quer falar sobre isso.
Antes que eu possa dizer qualquer outra coisa, ele muda de assunto.


-- Ah, vamos lá. Não te trouxe aqui pra você me ver choramingando. Faço
isso quando estou sozinho.
Embaixo da pérgula, dois sofás antigos e uma mesinha de centro esperam
por nós. Desabamos cada um em um sofá, e ele coloca o leite e os biscoitos
sobre a mesa e enche nossos copos.
Percy ainda parece tenso e procuro desanuviar o clima.


-- Adoro leite, mas acho que uma cerveja seria mais legal.


-- Nada disso, senhorita -- diz ele, a boca formando uma linha apertada. --
Você é menor de idade, mocinha, e eu me recuso a contribuir ainda mais para a
corrupção de um menor. Agora, beba o seu leite como uma boa menina.
Ele me dá um meio sorriso.


-- Sim, vovô. Mas lembre-se que em outros países eu já seria maior de idade -- Dou um sorrisinho sacana.

-- É,uma pena que você não esteja em um deles. Então,vai ter que esperar mais um pouquinho. -- Ele diz com um grande e lindo sorriso. Maldito!

   (Tá aí,você que estava louca pra ver ela chamando ele de vovô kkk :#)


Ficamos em silêncio por alguns momentos enquanto mastigamos nossos
biscoitos. Quando acabamos, Percy se levanta e gesticula para que eu o siga.


-- Vamos lá. Eu ainda não te mostrei a melhor parte.
Ele me leva até a mureta do telhado e sobe na borda.


-- Isso é seguro? -- pergunto, tentando espiar sem me aproximar demais.
Em momentos como esse, odeio ser baixinha.
Ele me oferece a mão.


-- Confie em mim.


Por mais estranho que pareça, confio mesmo, e assim que aceito, Percy me
puxa para cima com tão pouco esforço que chega a ser surreal. Por um
momento, entro em pânico e me agarro aos seus braços, mas então vejo que a
borda não é tão estreita quanto parecia à primeira vista. Além disso, há uma
escada de incêndio abaixo de nós.


-- Tudo bem aí? -- pergunta ele, com as mãos plantadas bem firmes na
minha cintura.


-- Ah... sim.


-- Tente olhar para cima. A escada de incêndio é legal e tudo, mas não é o
que eu queria que você visse.


Quando ergo os olhos, entendo o que ele quer dizer. Do outro lado da rua há
um prédio de apartamentos. Ele é novinho e a estrutura é coberta de vidro
reflexivo. Alguma espécie de milagre da tecnologia permite que eu possa ver a
cacofonia visual que é a Times Square piscando para nós.
Fico boquiaberta. Meu Deus. Isso é incrivelmente lindo! Para alguns nem tanto,mas para mim sim,mas foda-se o que as pessoas acham sobre isso.


-- Para o que estou olhando?


-- Transmissão ao vivo -- diz Percy. -- Inacreditável, não é? Quem projetou
o edifício percebeu que uma das melhores coisas de se viver nesta área é poder
experimentar a emoção da Times Square, portanto, incorporou-a ao design. É
uma transmissão ao vivo do que está acontecendo a seis quarteirões de distância.
Estou atônita, a projeção é espetacular.


-- Você já descobriu onde a câmera está?


-- Não, mas procuro por ela de vez em quando. Do ângulo que vemos, acho
que está instalada em um poste de luz. Olhe ali, você pode ver a escadaria onde
nos conhecemos hoje. -- Ele tem razão. A escadaria agora está repleta de pessoas.
Há um velho ditado que diz que não importa de onde você vem, se você ficar
parado no meio da Times Square por quinze minutos, vai encontrar alguém que
conhece. Não sei se é verdade, mas eu deveria tentar um dia. Não há outro lugar
no planeta como a Times Square. O ambiente, a energia, a conexão com todas as
coisas da Broadway. Sinto como se fosse uma parte de mim.


-- Eu poderia olhar pra isso a noite toda.


-- Bem, assim o meu plano maligno de passar mais tempo com você seria
bem-sucedido. Excelente. -- Percy se senta na borda e me puxa para que eu o
acompanhe. Quando nos ajeitamos, nossas pernas ficam penduradas e nossas
coxas se encontram.
Aquilo quase me faz esquecer da vista.
Percy recua para se apoiar nas próprias mãos.


-- É por isso que passo tanto tempo aqui no telhado. Posso sentar aqui e
assistir a todas essas pessoas, sem ter de sair de casa. Legal, não é?


-- Muito legal.

 Com toda certeza,isso é Amazing


Invejo a vida que Percy tem aqui, praticamente no meio do mundo. A casa
geminada de meus pais na rua 64 parece estar a quilômetros de distância. E ser
tediosa como o inferno.
Como se pudesse ouvir meus pensamentos, Percy pergunta:

-- De onde você é, Annabeth? Manhattan?


-- Sim. Upper West Side . Ainda moro com meus pais.


-- Claro que mora. Você é uma criança. -- Dou uma cotovelada nele, e ele ri.

-- Cala a boca.


-- Se eu for aceita na Grove, vou precisar me mudar para Westchester. Não
vou mentir: não vejo a hora de poder viver por conta própria. Bem, vou ter de
morar com meu irmão mais velho, mas ainda assim...
Percy fica em silêncio por um instante e depois diz:


-- Westchester, não é? Acho que não é tão longe... -- diz ele, tão baixinho
que não consigo saber se está falando sozinho ou comigo. -- Então seus pais
ainda estão juntos?

-- Aham. -- Balanço a cabeça -- Grudados igual chiclete barato no sapato,parece que não se separam por nada nessa vida.


-- Os meus também. Quais são as chances? De todas as pessoas que
conheço, sou a única cujos pais não se divorciaram. Não apenas isso, meus pais
ainda se amam, o que é muito constrangedor. Isso me dá esperança, sabe, de que
o amor ainda existe.


-- Muito romantismo vindo de um homem que acaba de ter o coração
partido.
Ele dá uma risada seca.


-- Ah, não, não estou com o coração partido. Não me entenda mal, eu
gostava da Calipso, mas não a amava.


-- Mas vocês não ficaram juntos por um ano?


-- Sim.


-- E, ainda assim, você não a amava?
Ele dá de ombros.


-- Nós nos dávamos bem. O sexo era ótimo. E isso era suficiente pra mim. -- Ele se vira para me encarar, e as luzes da projeção do outro lado da rua
fazem seus olhos brilharem.  

-- Imagino que quando meu verdadeiro amor
chegar, eu saberei. Quero dizer, veja meu pai e minha mãe. Eles se conheceram
no metrô há quarenta e cinco anos. E apesar de ter sido amor à primeira vista
para os dois, continuaram seus caminhos até o fim da linha, separados, e não se
viram de novo por mais seis anos. Depois disso, eles literalmente trombaram um
com o outro no meio do Central Park. De todas as pessoas em Nova York,
acabaram encontrando um ao outro. Se isso não for o destino, eu não sei o que é.


-- Sim, mas você mesmo disse: seus pais são a exceção. Não é assim que
acontece com a maioria das pessoas.

-- Não são todas as pessoas que o destino quer juntos,Annabeth -- Ele fala em um tom sério,olhando pra mim.

Profundo


-- Ah, eu não sei -- continua ele, olhando nos meus olhos. -- Veja o que
aconteceu esta noite. De todas as mulheres em Nova York, encontrei você.
Dou uma olhada descrente para ele.


-- Por que estou com a impressão de que não sou a primeira mulher em
quem você passa essa cantada?


-- Você está errada — diz ele. — Eu nunca passei essa cantada antes. E
ainda não tenho certeza de por que estou dizendo essas coisas a você. -- Há um
brilho travesso em seus olhos e, por isso, não faço ideia se ele está dizendo a
verdade ou não.

Isso está virando uma loucura.


-- Entendo -- digo. -- Então, o que você está dizendo é que se apaixonou por
mim à primeira vista, é isso?

Isso é um pouco estranho,mas eu também sei que algo acontece entre mim e ele,e ao que parece ele também sabe disso. Ele se inclina.


-- Talvez. Me encontre no meio do Central Park daqui a seis anos e
poderemos confirmar isso.
Encaramos um ao outro por longos segundos e meu desejo de beijá-lo é
incrivelmente forte.


 -- Você tem a boca mais linda que eu já vi -- sussurra ele. Meus lábios
latejam quando ouço essas palavras. Ponho a mão sobre eles para fazer com que
aquilo pare. Meu gesto o faz sorrir. -- E achei muito sexy perceber que toda vez
que eu disse alguma coisa legal para você durante a noite, seu rosto ficou
vermelho. Isso me fez ficar imaginando por que elogios te deixam tão
constrangida. Tenho certeza que recebe elogios a todo momento.

Pressiono a mão no meu rosto, que se aquece rapidamente. Estaria mentindo
se negasse que sempre recebo elogios e que, em geral, sou confiante o suficiente
para aceitá-los com graça. Mas Percy tem o poder de me transformar em uma
esquisitona vermelha de vergonha, e eu acho isso muito pouco atraente.


-- Será que podemos, por favor, mudar de assunto? -- pergunto. -- Ficar
vermelha não é a coisa que mais gosto de fazer, e se você continuar a falar da
minha boca, isso não vai parar.


-- Por mim, tudo bem. -- Quando o encaro, ele dá uma risadinha. -- Certo,
então vamos falar sobre o motivo de você não acreditar no destino. Ou em amor
à primeira vista. Ou nas coisas românticas que a maioria das garotas adora. Qual
é a história? -- Mudando de assunto ou não, ele ainda está com os olhos fixos nos
meus lábios.


-- Não tem história. As estatísticas nos dizem que o tal amor romântico é um
mito, e eu nunca vi nada que provasse o contrário.


Ele me encara e eu não posso acreditar em como os olhos dele são lindos.
Azul-esverdeados, delimitados por um círculo azul-marinho. Nunca vi nada
como os olhos dele.


-- Parece razoável, mas acho que há mais coisa. Então, não tente me
desafiar, ou serei obrigado a obter a informação que desejo através de meios
menos cavalheirescos. E confie em mim quando digo que realmente vou gostar
disso. Tudo bem, agora ele está mesmo tentando destruir minha compostura e, para
meu horror, está funcionando.


-- Olha, não é mesmo tão interessante -- digo, olhando para minhas mãos.


-- Vamos apenas dizer que se eu tivesse um cartão de visitas, você poderia ler
nele: Annabeth Chass, Preparadora de Homens para Outras Mulheres.


-- O que isso significa? -- Ele é lerdo? Sério que não deu pra entender de primeira?


-- Significa que tive vários namorados e todos eles me chutaram por outra
garota. Todos eles fizeram a mesma coisa. Provavelmente sou amaldiçoada.
Ergo os olhos e o pego me observando atentamente.


-- Entendi. E onde você conheceu esses idiotas com problemas  mentais? Exatamente meu caro amigo Percy.


-- Nas aulas de teatro -- digo, sorrindo. -- Todos eram atores, e todos me
deixaram pelas atrizes com quem contracenavam.


-- Ah, isso explica a reação que teve na pizzaria. Então você acha que todos
os atores são uns desgraçados?
A lembrança das dores de amor passadas atravessa meu peito.


-- Não. Só aqueles por quem me apaixono. E agora tenho essa regra que diz:
“Nada de atores”. Até agora, funcionou muito bem.
Percy fica em silêncio por um instante, e então diz:


-- Tudo bem, entendi. -- Dito isso, ele se vira para assistir à transmissão.
Ficamos ali, quietos por algum tempo e, então, o ombro dele roça o meu, e
eu fecho os olhos e suspiro.


Tudo bem, ótimo. Percy é lindo, arrogante e gasta centenas de dólares em
ingressos para ver Shakespeare — claro que ele é ator. E acabo de destruir a
possibilidade de qualquer coisa acontecer entre nós.
Balanço a cabeça, frustrada por estar, mais uma vez, atraída pelo mesmo
tipo de homem que tento evitar.


Por que ele não podia ser um policial? Ou empregado da construção civil? Ou
um caubói?
Espere aí, acabo de desejar que Liam fosse membro do Village People?
O ombro de Percy roça o meu mais uma vez. O contato faz meu corpo todo
formigar, e suspeito que ele esteja fazendo de propósito.
Eu realmente preciso sair daqui porque quanto mais fico, mas sou tentada a
mandar meu bom senso para o inferno e a me entregar à meia dúzia de fantasias
eróticas que estão se desenrolando ao mesmo tempo em minha mente.
Antes que eu possa me mover, Percy diz:


-- Você está indo embora, não é?
Eu me viro para ele.


-- Como você sabe?


-- Você ficou mais e mais tensa nos últimos minutos. Imaginei que ou estava
pensando em ir embora, ou em arrancar minha camiseta. Considerando que
minha camiseta infelizmente ainda está inteirinha, imagino que você esteja
pensando em ir embora.
Sorrio para Percy, grata por ele não estar tornando a situação mais difícil do
que o necessário.


-- Você é muito sensível. Terei um grande dia amanhã; realmente devo ir
para casa e para a cama.
Ele se inclina ligeiramente na minha direção, maldito seja, olhando para os
meus lábios.


-- Tenho uma cama lá embaixo. Seria mais rápido se você ficasse por lá.
Tento me concentrar em minha respiração, apesar de ele continuar se
aproximando de mim.


-- Sim, mas preciso mesmo descansar, e acho que se formos juntos para a
cama agora, não vai haver descanso para nenhum de nós.
Ele está tão perto agora que tem de inclinar o rosto para que nossos narizes
não se toquem.


-- Você está certa. Realmente não haveria descanso. Acho que já estou ficando excitada.
Ai, meu Deus, como ele cheira bem. E, não tenho a menor dúvida, o gosto
dele também deve ser delicioso. Mas mais do que qualquer coisa, estou certa de
que ele parece ser tão maravilhoso que apenas um beijo me deixaria
completamente enfeitiçada. Considerando que não tenho tempo ou vocação para
morrer de amores por um ator a essa altura da minha vida, jogo minhas pernas
para dentro do jardim e ordeno ao meu corpo insatisfeito que siga em frente.


-- E é por isso que preciso ir embora -- digo, tentando me convencer ao
mesmo tempo em que procuro convencer Percy. -- Além do mais, você mentiu
quando disse que não ia tentar me seduzir.
Ele franze a testa.


-- Isso estava acontecendo? Porque juro que foi exatamente o contrário.
Tudo o que eu fiz foi olhar pra você.


-- Exatamente.


Com um suspiro resignado, ele pula para fora da mureta e estende os braços
para mim. Apoio as mãos em seus ombros, então ele me agarra pela cintura e
lentamente me põe no chão.
Nossa, ele é forte. Ele me toma nos braços como se eu não pesasse coisa
alguma. E não é verdade, porque, apesar de baixinha, sou cheia de curvas. Não é
como se eu fosse uma pluma.
Quando estou no chão, Percy não me solta; na verdade, as mãos apertam
mais minha cintura, depois relaxam, depois tornam a apertar, seguindo um ritmo
particular. E eu não largo os seus ombros. São ombros incríveis, firmes e
arredondados, mais musculosos do que os de qualquer outro homem com quem
eu já tenha estado.


-- Ainda há tempo para a alternativa “roupas arrancadas” — diz Percy
baixinho, com os olhos presos aos meus. -- Prometo que não vou julgá-la.
Enfrento um momento de fraqueza e desvio os olhos para minhas mãos nos
ombros dele, observando os seus tríceps, cotovelos e antebraços. A pele dele é tão
macia e quente que me sinto tentada a descobrir como o peito dele realmente é
por baixo da camiseta. Mas se eu tomar esse caminho, não haverá outra
alternativa a não ser passar a noite aqui.
Nesse exato momento, estou tão excitada que quase desmaio.


-- Talvez da próxima vez.
Percy trinca os dentes e eu percebo que ele está um pouco mais ofegante do
que alguns momentos atrás.

Jesus,ele fica sexy até trincando os dentes! É,esse homem não existe


-- Então vou torcer por isso.


Descemos as escadas cheios de tensão, e quando ele deixa nossos copos, a
garrafa de leite e o saco vazio de biscoitos sobre a pia, dou uma última olhada
naquele corpo perfeito próximo àquela cama perfeita antes de aceitar sua oferta
de me acompanhar até a estação de metrô.
Poucos minutos depois, chegamos à escadaria que leva até a rua.
Paro por um instante para encará-lo.


-- Bem, aqui estamos. Estou tentando disfarçar o fato de que não quero ir
embora, mas acho que não está dando certo.
Ele assente, e posso vê-lo consternado.


-- Acho que não está mesmo. Esta noite foi... especial. Conhecer você.
Tocar você. Tudo. -- Ele inclina a cabeça. -- Mas tenho a terrível sensação de
que você não vai me dar o número do seu celular, vai?


Se você não fosse um ator, com certeza, pode apostar que sim. Mas tenho
quase certeza de que você é, então, não.
Balanço a cabeça.


-- Mas quem sabe eu não te veja por aí?
Ele dá uma risada seca.


-- Nesta cidade? Pouco provável.


--  A não ser que o destino resolva ser bonzinho, certo?
Minha intenção era fazer uma piada, mas Percy está sério.


-- Ah, sim. O destino. Claro.


Ele me encara por alguns segundos, depois enfia as mãos nos bolsos e me dá
um sorriso frio.


-- Claro que, agora, você sabe onde eu moro. Então, se algum dia sentir um
enorme desejo espiritual de sexo amigável e apaixonado, apareça, a qualquer
hora. Dia ou noite. Ou dia e noite se estiver se sentindo tensa. Além de ser um
arrumador de camas competente, também sou especializado em uma massagem
erótica incrivelmente eficiente.
Reprimo uma risada enquanto uma nuvem de borboletinhas dá voos rasantes
no meu estômago.


-- Não duvido disso nem por um segundo. Pode deixar, eu apareço.
Ele balança a cabeça.


-- Você é mesmo uma atriz terrível, não é? Não dava para fingir um
pouquinho melhor, só para poupar meu ego, não?


-- Acho que seu ego vai ficar bem. Boa noite, Percy Jackson.


Estendo a mão no mesmo instante em que ele abre os braços para um
abraço. Então, nós dois rimos e damos um passo para trás. Quando ele estende a
mão, eu a aperto.
Ai meu Deus, é o momento mais estranho da minha vida. E fica ainda mais
estranho quando paramos de rir e nenhum dos dois se distancia. Continuamos ali
de mãos dadas.
Percy suspira.


-- Tudo bem... Então é agora que você se afasta e vai embora.


-- Ah, sim, eu sei, eu só... -- Minhas costas atingem a parede atrás de mim
quando Percy dá um passo na minha direção. Ele é tão alto e seus ombros tão
largos que bloqueia a luz. Nas sombras, sua expressão parece voraz. Já tive
homens olhando com desejo para mim antes, mas nada como isso. Posso senti-lo
lutando para se controlar. Todos os seus músculos estão tensos, ainda que o toque
de sua mão sobre a minha seja gentil.


-- Annabeth. -- LPercy se aproxima e toma meu rosto. Quando nossos narizes se
tocam, não posso evitar e me agarro à sua camiseta.


-- Talvez você não tenha que ir embora agora.
Minha pressão não para de subir.


-- Preciso sim, de verdade. -- Quase posso ouvir cada batida de meu
coração acelerado.

Não,não,não,eu não preciso,eu posso ficar aqui mais um tempinho.

nao,não,eu vou me manter e hoje não tem!!!!


-- Ou talvez você possa simplesmente ficar aí bem quieta por mais alguns
minutos e me deixar fazer isso.
Paro de respirar quando ele, com delicadeza, cobre meus lábios com os dele.
Ah. Merda.
Não.
Não, não, não.
Que erro gigantesco.
Minha mente se congela. Nunca beijei lábios tão macios. Ele faz isso de
novo, e todo o meu corpo superaquece, dentro e fora.


-- Tudo bem? -- pergunta ele, com a voz rouca.
Puxo ainda mais a camiseta dele. Na verdade, não.
Tentei resistir a ele a noite inteira, mas agora que senti sua boca, não querer
mais é impossível.


-- Eu quis te beijar desde o momento em que te vi -- sussurra Percy, e toma
meus lábios mais uma vez. -- Você nem mesmo sabe o quanto é linda.


Acaricio seu peito com ambas as mãos quando ele me beija de novo, mais
profundamente dessa vez. Ele suga meus lábios, respirando fundo.
Droga.
A realidade derrete em meio a uma neblina de desejo, e sou fisicamente
incapaz de não corresponder ao seu beijo. Sugo os lábios dele quando fico na
ponta dos pés. Percy geme em resposta e pressiona seu corpo contra o meu, seu
corpo tonificado e forte. Quando nossas bocas abertas se unem e nossas línguas
deslizam uma sobre a outra, a última gota de minha resistência é consumida e
desaparece. A boca dele é o céu, e eu quero viver lá.


-- Inacreditável -- murmura ele antes de me beijar com mais intensidade
ainda. -- Você tem uma boca maravilhosa Annabeth

Ah,isso é porque você não sabe o gosto da sua Percy. É extremamente deliciosa.


Me deixo levar. Perdida em seu toque, e cheiro, e em seu doce, doce sabor.
Não há volta a partir desse momento.
Certa vez li uma citação de Oscar Wilde que dizia: “Um beijo pode arruinar
uma vida humana”. As palavras me deixaram perplexa, porque até aquele
momento eu sempre acreditei que beijos eram doces, mas que não tinham
importância alguma. Mas esse beijo? Ele já me arruinou. Esse é o tipo de beijo
que eu nunca soube que existia. É como cair e voar, tudo ao mesmo tempo.
Os dedos dele deslizam pelo meu cabelo, e eu me agarro aos seus ombros,
desesperada para me aproximar ainda mais. Sinto que há pessoas passando por
nós, e até mesmo ouço algumas delas murmurando: “Vão para o quarto”, mas
realmente não me importo,queria está lá mesmo.


Percy me beija como se tivesse nascido para fazer isso. Como se tivesse
inventado o conceito, e faz isso melhor do que qualquer outro homem no planeta.
Sua boca se move sobre a minha com uma facilidade instintiva, e em pouco
tempo nossas mãos estão sob as roupas.
Quando as mãos de Percy deslizam por baixo da minha camiseta, um sinal de
alerta no meu cérebro me lembra de que estou me agarrando no meio da rua
com um ator realmente sexy e provavelmente volúvel.
Até onde vou permitir que essa situação chegue antes de voltar a ter bom
senso?


Mãos enormes agarram minha bunda e, então, Percy me puxa, pressionando
meu corpo contra o seu. Sentir a ereção dele na minha barriga me faz gemer.
Tudo bem, então. Vou permitir que a coisa avance um pouco mais,
aparentemente.

Porra,Percy tem uma pegada do caralho.


Estou a cerca de meio segundo de distância de explorar exatamente o quanto
Percy está duro quando meu bom senso, aos gritos, manda que eu pare com
aquilo.
Arfando, interrompo meu movimento e me afasto.


-- Espera aí, só um instantinho. -- Respiro fundo algumas vezes. -- Preciso
fazer uma pergunta e você precisa me dar uma resposta direta e franca.
Percy está ofegante e com as pupilas dilatadas.


-- Sei o que você vai me perguntar e, sim, tenho preservativos comigo. Além
disso, vou me sentir mais do que feliz em arriscar ir para a prisão transando com
você aqui e agora, contra essa parede.


-- Não é isso.


-- Tem certeza que não? Essa era a vibe que eu estava captando.


-- Sei que você evitou falar disso antes, mas... o que você faz para viver?


Percy recua. Uma sensação de pânico se instala no meu estômago, porque sei
que não vou gostar da resposta.


-- Bem, se eu disser que sou ator, o que você vai fazer? Vai embora?

-- Sim, é o que eu vou ter que fazer. Você sabe o motivo.


Por favor, por favor, por favor, não diga isso. Eu realmente gosto de você e
quero mais, mas não se você confirmar as minhas suspeitas
.
Ele suspira.


-- O.k., tudo bem. Eu entendo o motivo de você estar hesitante. Depois de
Calipso, acho que não vou namorar morenas de Nova Jersey por um bom
tempo.

Namorar!?!


-- Agora imagine que você namorou Calipso três  vezes seguidas e que ela
terminou com você todas as vezes. Depois, outra Calipso aparece. Será que você
não se sentiria um idiota por aceitar ficar com ela mais uma vez? Eu
simplesmente não posso fazer isso.
Vejo piedade em sua expressão quando Percy acaricia meu rosto.


-- Eu entendo. E, felizmente, posso dizer sem uma pitada de mentira que
nunca coloquei os pés em um palco na minha vida. Eu trabalho na construção
civil com o meu pai. Desde o dia em que deixei a escola.
Por um momento, posso jurar que ouvi errado.


-- Espera um minuto. Você é realmente um... trabalhador da construção
civil?


-- Sim. -- Preciso me controlar para não rir.


-- Você não tem amigos que são policiais, caubóis e índios americanos, não
é?
Ele faz uma careta.


-- Não. Por quê?


-- Não é importante. Por que você não me disse isso antes? Talvez eu tivesse
arrancado sua camiseta no telhado, afinal de contas.
Ele dá de ombros.


-- Minha namorada acaba de terminar comigo por eu ser um pé-rapado, um
pedreiro. Acho que você não é a única que tem medo de rejeição.
Estou radiante.


-- Bem, essa Leanne é uma grande idiota. Eu não poderia estar mais feliz por saber
que você é um trabalhador da construção civil. Melhor trabalho do mundo.


-- Bem, acho que se está realmente feliz com isso, você deveria me beijar
de novo.


Na ponta dos pés, beijo-o na boca mais uma vez. Percy dá um gemido que
mais parece um rosnado e que reverbera em seu tórax. Então, ele me pressiona
contra a parede e assume o comando novamente. Senhor, ele sabe mesmo como
beijar. E como se isso não bastasse, ele tem um gosto incrível. Leite e biscoitos
agora são os meus sabores preferidos.
Depois de mais alguns minutos frenéticos, eu realmente não consigo mais
respirar, então me afasto e acaricio o seu peito.


-- Tudo bem. Poderíamos fazer isso durante toda a noite, mas são quase três
horas da madrugada, e eu não estava mentindo sobre ter um dia importante
amanhã.
Ainda ofegante, Percy encosta sua testa na minha.


-- O que você vai fazer amanhã? E, por favor, diga que me ver de novo é
uma de suas tarefas.


-- Não posso. Estou fazendo a direção de palco de Romeu e Julieta para o
festival Tribeca Shakespeare e os testes para o papel de Romeu estão marcados
para amanhã.
Por alguns segundos, ele parece aturdido. Em seguida, sorri e balança a
cabeça.


-- Isso é... Ah, bem... Isso é ótimo. Testes para o papel de Romeu. É um
trabalho importante. Então... Ah... Como é que eles vão decidir quem fica com
o papel?


-- A diretora está procurando por um Romeu forte e apaixonado.
Geralmente ele é interpretado por um garoto magricelo, mas para a nossa
montagem ela quer um homem.
Ele me estuda por alguns momentos.


-- Parece razoável. Posso ir assistir quando estrear?
Eu o puxo para um beijo suave.


-- Talvez.
Ele se afasta de mim e passa os dedos pelo cabelo.


-- Vou tomar isso como um sim. Agora, você provavelmente deve ir
enquanto tenho forças para deixá-la. Mas, primeiro, me dê seu celular.


-- Para quê?


-- Vamos tirar uma selfie para registrar este momento.
Enfio a mão no bolso e entrego meu celular a ele. Percy respira fundo e
confere como acionar a câmera.


-- Venha aqui. -- Ele coloca o braço em volta de mim e me puxa para seu
lado. -- Pronta?


Ele afasta o celular, mas antes que eu possa encarar a lente, toma meu rosto
com uma das mãos e me beija longa e lentamente. Por entre a explosão dos
meus hormônios sobrecarregados, estou vagamente ciente do obturador clicando
ao fundo.
Quando Percy se afasta, ele me mostra a foto. Fico excitada só de olhar para
ela. Parecemos incríveis juntos. Como se estivéssemos em uma campanha
publicitária de um milhão de dólares, e não em uma selfie.
Ele me beija mais uma vez.


-- Isso é para você não se esquecer de mim enquanto estivermos longe um
do outro.
Como se isso fosse mesmo remotamente possível.
Ele enfia o celular no meu bolso de trás, e não tão sutilmente acaricia minha
bunda no processo.


-- Nós nos vemos em breve, Annie.
Ninguém nunca me chamou de Annie. Anna, sim, mas não Annie. Vindo dele, é
perfeito.
Ele se vira para se afastar, mas eu agarro seu braço.


-- Espere, você não tem o meu número.


-- Você se recusou a me contar, lembra?


-- É que eu pensei que você fosse um ator. Mas, Percy,o pedreiro pode ter o
número do meu celular e o meu endereço. Caramba, você pode ter meu número
de segurança social também, se quiser.
Ele sorri e se inclina para um suave beijo de despedida.


-- Não vou precisar de nada disso. Vou encontrar você de novo. -- Ele recua
e se afasta.


-- Você parece muito certo disso -- respondo, enquanto o observo se afastar.
Ele se vira e dá um sorriso de satisfação.


— Estou, sim. É o destino que já traçou nossa rota.

 


Notas Finais


Proooonto,meu Deus .... deu um puta trabalho pra ajeitar esse capítulo,pq ele deu merda no aplicativo que salvo os aplicativos e eu tive que ir pro computador do meu irmão pra mandar pro e-mail da minha irmã e pegar aqui no iPad dela e corrigir pra postar ele todinho pra vcs.... é eu tive que corrigir ele de novo e espero que tenha ido tudo certinho porque foi puxado.... A diquinha do Book tá aí e eu vou da mais uma dica... A dica que está no capítulo é um nome de um personagem importante do livro.

Enfim... Gente,eu queria um Percy (o personagem do livro) pra mim,um só pra mim,pra eu chamar de meu e ficar com ele e não soltar esse deus nunca mais kkkk

Bjs! Fui e mandem as pergunta que vcs não mandaram,sua tiriça (Mentira,vcs n são tiriça kkkk)

😍❤️


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