História One Dance - Capítulo 6


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Palavras 1.155
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - I can't


E mais uma vez um daqueles sonhos intensos a atormentava. A lembrança era tão antiga mas sonhar com aquilo a fazia ter aquela sensação de estar vivendo tudo novamente, todo aquele sofrimento. Ela conseguia sentir o rosto molhado devido as lagrimas, ainda conseguia ver o olhar de desespero e ouvir a voz desesperada de sua mãe a chamando. Pedindo que a não levassem. Mas tinham a levado.

Era um dia ensolarado, Selena se lembrava disso. Havia acabado de completar 16 anos e estava tão feliz que iria viajar com uma tia para Houston no dia seguinte em comemoração a seu aniversário. Era o seu presente, havia dito sua mãe e Selena não podia ficar mais radiante. Mas como de costume sempre após o seu aniversário, os cobradores de aluguel a mando do senhor Cortez vinham pegar o dinheiro. Só que naquele dia não eram os homens do senhor Cortez que haviam ido pegar o dinheiro, mas ele próprio. Selena nunca havia visto ele, apenas havia ouvido falar, mas lá estava ele.

Entrou de forma abrupta em sua casa logo pedindo pelo dinheiro. Selena sabia que naquele mês estava sendo difícil para sua mãe com tantas dividas para pagar e mal tinha sobrado algo para o aluguel então algo tinha de ser feito e o senhor Cortez fez. Aquele olhar frio e cheio de luxuria ainda queimava na memória de Selena quando se lembrava a forma como ele a olhou. Passou os olhos de cima a baixo por seu corpo a fazendo sentir mais repulsa por aquele homem. Ele disse então que iria leva-la se não tivesse o dinheiro. Sua mãe disse que não permitiria, mas que também não tinha o dinheiro. Então eles a levaram contra a sua vontade.

Os homens a agarram, a arrastando para fora de casa enquanto Selena gritava em desespero por ajuda. Sua mãe também gritava, mas era contida por dois homens que a seguravam. Algumas pessoas ali na vila assistiam toda aquela situação mas sabiam que não deveriam entrar no caminho do senhor Cortez. Então foi levada para um lugar, uma mansão que Selena sabia exatamente que casa era aquela. Foi jogada em um quarto, a trancando. Lembra de ter quebrado algumas unhas na tentativa de fugir mas tudo estava muito bem fechado.

Ele apareceu algumas horas depois, cheirando a bebida e a charuto. Ele não foi gentil, muito menos carinhoso. Não era daquela forma que ela queria que a sua primeira vez acontecesse, mas foi daquela forma, agressiva, ele a xingando e batendo tantas vezes nela. E quando finalmente terminou, a beijou na boca e disse:

-Você é minha.

Aquelas palavras não só a queimaram, mas ficou tatuado em sua alma. Senhor Cortez era o seu pior pesadelo e era dele que ela estava fugindo.

 

Sentiu as mãos de alguém se fecharem ao redor de seus braços a fazendo acordar de repente. Selena respirou aliviada quando reparou que era apenas Dylan. Então o abraçou, forte, o agradecendo por ter a acordado daquele pesadelo.

-Está tudo bem. – disse ele a abraçando de volta – Você está tremendo. – ele se afastou para olhar no rosto – Está tudo bem?

Selena abaixou a cabeça, mas sentiu a mão de Dylan em seu rosto, o levantando para olha-lo nos olhos.

-Foi só um pesadelo. – disse por fim

-Estava sonhando... com seu pai? – ele hesitou ao tocar naquele assunto.

Ela assentiu.

-Ele está bem longe de você, Selena. Não deve nem saber onde você está.

-Não, Dylan. – a roupa de dormir estava colada em seu corpo devido ao suor – Você não faz ideia do que ele é capaz de fazer.

Aquelas palavras fizeram Dylan estremecer e também o fez pensar em o que exatamente Selena havia passado. Pensou se aquele homem a havia tocado em algum lugar e uma vontade insuportável de querer socar a cara de alguém o tomou então tratou de afastar aquele pensamento.

-Se for assim, nós precisamos fugir.

-Nós? – ela soltou uma leve risada – Dylan, eu não posso te colocar em perigo, eu não quero que alguma coisa aconteça com você.

-Não. Eu vou com você. – ele se levantou da cama em um salto – Tenho um dinheiro guardado, nós podemos usá-lo...

-Dylan. – disse ela o interrompendo. Ela se levantou indo até ele – Eu agradeço, por tudo o que está fazendo por mim, mas eu não posso deixar que você venha comigo.

Foi como se ele tivesse levado um tapa na cara. A dor podia se assemelhar a ter que se separar dela e vê-la partir. Ele queria dizer que não se importava com riscos, problemas, com a polícia. Não se importava com nada, apenas com a segurança dela e se tivesse que a salvar mais uma vez, ele a salvaria, nem que fosse a última coisa que fizesse.  Precisando fazer algo antes que fosse tarde, então fez, a puxou e a beijou. Ele havia esperado tanto por aquele momento, mesmo que fosse um simples beijo. Selena interrompeu o beijo, se afastando dele.

-Dylan, por favor... não.

-Selena...

-Eu preciso ficar sozinha. – pediu.

Ele queria puxa-la novamente e envolve-la em seus braços, tentar afastar o que atormentava, mas ele não queria força-la a nada. Então saiu, mesmo não querendo. Assim que ela viu a porta do quarto se fechando atrás dele, Selena sentiu as lagrimas desceram descontroladamente. Ela se sentou na cama, levando as mãos à cabeça, soluçando silenciosamente pensando em como a sua vida tinha se tornado aquilo. Ela se sentiu amaldiçoada. O que ela havia feito para receber tudo aquilo em troca? Dylan só conhecia a casca, só via a aparência mesmo que não houvesse nada por dentro para ser visto, para ser salvo.

E foi naquele momento que concluiu de que Dylan não merecia tudo aquilo, não merecia sofrer por ela. Ela definitivamente deveria sumir da vida dele e deixa-lo ser feliz. E foi isso o que fez. Vestiu a roupa que estava sobre uma cadeira no canto do quarto e recolheu os únicos pertences que tinha. Se saísse pela porta do quarto e se despedisse dele, ele não permitiria que ela partisse então pensou na em um único jeito: abriu a única janela que havia no quarto e saiu por ela. Dylan não a perdoaria por ter feito uma coisa dessas, mas era preciso então seguiu caminho, mais discreta possível e foi embora.

 

 

Quando chegou ao centro da cidade, Selena foi logo para a rodoviária e pensou em uma maneira de entrar escondida em um ônibus. Aproveitou a distração do fiscal que monitorava a fila de um ônibus que iria para St. Louis e entrou na fila. Prestes a entrar no ônibus, sentiu uma mão se fechar ao redor de seu braço. Imaginou que fosse o fiscal que havia desconfiado dela e quando se virou para confronta-lo se deparou com aquele rosto que a atormentou e ainda a atormentava.

-Onde você pensa que vai, minha querida? – disse Cortez, sorrindo.

O inferno havia chegado e Selena estava olhando para ele. 



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