História One Hundred Years - AFEOH fanfic - Capítulo 14


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Categorias Animais Fantásticos e Onde Habitam, Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Armando Dippet, Newt Scamander, Newton Scamander, Personagens Originais, Porpetina "Tina" Goldstein, Queenie Goldstein
Tags Animais Fantásticos, Beauxbatons, Castelobruxo, Durmstrang, Goldstein, Harry Potter Universe, Hogwarts, Ilvermony, Koldovstorets, Lestrange, Lewt, Lovegood, Mahoutokoro, Newt Scamander, Newtina, Onde Habitam, Personagens Originais, Pettigrew, Picquery, Porpentina Goldstein, Quadribol, Queenie Goldstein, Romance, Scamander, Teseu Scamander, Thesana, Tina Goldstein, Torneio, Uagadou, Weasley
Visualizações 28
Palavras 1.777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Festa, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura ❤

Capítulo 14 - 13: Tina, Stalker desde 1913


Fanfic / Fanfiction One Hundred Years - AFEOH fanfic - Capítulo 14 - 13: Tina, Stalker desde 1913

Ela pôde encará-lo, ele segurava um animal de pelo escuro e a encarava aparentemente curioso enquanto segurava o colar com uma das mãos.

Soltou o animal que correu desaparecendo por entre as tralhas do lugar.

— O que era aquilo?— ela perguntou sentando-se no chão ainda um tanto assustada e o encarando enquanto ajeitava a roupa.

— Era um pelúcio.— ele concluiu soltando um riso abafado.— Não são perigosos.

— Não são?— ela questionou num tom de desconfiança quando ele lhe estendeu uma mão.

O quase-ruivo negou com um sorriso disfarçado.

— São atraídos por objetos brilhantes, mas não apresentam real perigo.— ele concluiu.— Têm habilidade de destravar objetos e roubar os pertencer metalizados e cintilantes com facilidade sem serem pegos.

Ela segurou a mão do garoto pondo-se em pé.

— Obrigada.— agradeceu um tanto baixo sendo que quase não foi ouvido pelo Scamander.

— Não há de que.— ele abriu a mão estendendo o colar.— Se quiser eu... Eu posso colocá-lo.

Ela negou com a cabeça.

— Obrigada, posso fazer isso sozinha.— notando sua grosseria apenas após tê-la dito.— Perdão.

A garota por fim soltou um riso abafado pelas próprias palavras.

— Você vem para cá sempre?— ela perguntou ao fim de alguns minutos de silêncio.— O quê faz aqui? Onde é aqui?

O garoto sorriu.

— Essa é a sala precisa.— ele comentou.— Só aparece para você se realmente precisar dela.— ele pôs-se a encarar um dos espelhos que envolviam as paredes.— Afinal, o que te trouxe até aqui? Por que ela apareceu pra você?

A garota manteve silêncio pondo-se a encarar os próprios pés; eu estava te seguindo e quase fui pega pelo zelador, a sala apareceu para que eu pudesse me esconder nela, creio que tenha sido isso.

— Estava te procurando.— ela mentiu.— Achei que pudesse ter vindo para cá... Para esse andar quero dizer, para procurar por...— ela fez uma pequena pausa.— Seu irmão disse que poderia estar nesse corredor, quero dizer...

Ele franziu a sobrancelha aparentemente confuso com as explicações falhar da garota.

Ela soltou um suspiro ao fim.

— Não importa.— ela concluiu.— O que você está fazendo aqui?

O garoto mais uma vez desviou os olhos para um dos espelhos, de forma que mirava seu próprio reflexo ao fundo.

— É um projeto.— ele concluiu.— Apenas isso.

— Que envolve criaturas?— ela questionou referindo-se ao tal pelúcio.

Ele deu de ombros inicialmente, para então respondê-la.

— De certa forma, sim.

Ele caminhou eu direção ao centro da sala, onde havia uma mesinha velha com pergaminhos espalhados por cima, tinteiros e penas ao canto e gavetas abertas abarrotadas de objetos diversificados.

Apanhou uma espécie de régua e pôs-se a medir algumas linhas sobre o pergaminho.

— O que exatamente é esse projeto?— Tina perguntou aproximando-se lentamente.

O Scamander procurou lembrar-se de que estava bravo com a amiga pelo jogo de Quadribol, mas admitindo que ela não era a única culpada não poderia sustentar o fato.

Tentou ignorá-la.

— É uma espécie de...— ela se aproximou mais um pouco, podendo assim encarar os rabiscos do adolescente a sua frente.— Uma espécie de conjunto de habitats?

Ele confirmou com a cabeça.

— Você pretende construir isso?— ela perguntou mais uma vez.

Ele novamente confirmou com a cabeça.

— Onde?— ela enfim apoiou as mãos na mesa podendo encarar o garoto a sua altura, porém, ele olhava para o pergaminho.

Levantou os olhos momentaneamente para ela ao ouvir a pergunta.

Ele abaixou-se apanhando uma maleta debaixo da mesa e depositando-a numa área livre da mesa.

— Aqui dentro.— respondeu-a.

A garota alternava o olhar da maleta para o Scamander, como se suspeitasse que ele poderia não ter o juízo perfeito. Onde já se viu, construir um universo dentro dentro de uma maleta?

— E... Como pretende fazer isso?— ela perguntou por fim.

— Alguns feitiços de expansão.— ele concluiu.— Não são tão complicados, pretendo expandir o interior da maleta e construir os habitats do lado de dentro.

— Obteve algum progresso desde que começou?— ela perguntou.

— Ainda é um projeto novo, não tenho muita certeza de nada.— ele respondeu-lhe voltando sua atenção para o desenho e traçando mais alguns detalhes.

— Mas para que servirá isso tudo?— ela tornou a falar fazendo-o mais uma vez encará-la por alguns instantes e logo voltar sua atenção para o desenho.

— Para ajudar aos animais.— ele concluiu.— Muitos deles correm perigo, alguém tem de ajudá-los.

Ela manteve silêncio, era uma causa nobre e apesar de ela não entender muito o sentido e a finalidade de tudo aquilo, talvez jamais viesse a duvidar de que o garoto à sua frente tivesse capacidade para concluir ao menos o projeto.

Alguns longos minutos se decorreram em silêncio, e tudo o que se podia ouvir era a pena raspando no pergaminho, cada vez mais estridente conforme a tinta secava nas engrenagens do objeto, quando o garoto mergulhada a ponta no vidro e voltava a riscar.

— Srta. Goldstein.— ele chamou após alguns instantes descansando o objeto na mesa e encarando os próprios dedos.

— Hum.— ela levantou os olhos a procura dos dele sem encontrá-los.

— Desculpe pela discussão de ontem.— ele disse por fim.— Eu...

— Estava preocupado que algo grave pudesse ter acontecido à Lestrange.— ela o interrompeu concluindo sua frase.— Eu entendo.

Ele manteve silêncio, apanhando a pena mais uma vez.

— Scamander.— agora foi a vez dela chamá-lo.— São quase nove horas, precisamos voltar para a sala dos troféus ou darão por nossa falta.

Ele novamente soltou o objeto.

— Você só tem o pelúcio aqui?— ela perguntou sacodindo a capa com os dedos procurando tirar alguns flocos de poeira inexistentes.

— E Carmel.— ele comentou.— Uma coruja anã... Você tem algum animal? Quero dizer, no primeiro ano, Hogwarts diz que você pode trazer um animal; uma coruja, um gato ou um sapo, em Ilvermorny também é assim?— o garoto enrolou as palavras, não era acostumado a trocar tantas frases e perguntas com outro aluno, especialmente se este não fosse um conhecido de longa data.

— Uma coruja.— ela comentou.— Ametista. A pobre está empoleirada no corujal desde que cheguei aqui.— a garota comentou.

O garoto soltou um breve sorriso para então adiantar-se para a porta, sendo seguido por Tina.

Os corredores estavam vazios, faltavam cerca de cinco minutos para as nove da noite, era de se esperar que todo já estivessem nas comunais.

— Notei que você costuma receber cartas todas as manhãs.— a garota quebrou o silêncio após alguns corredores.— Aquela pequena coruja que chega com elas, é Carmel?

O garoto concordou com a cabeça.

— Minha mãe.— ele concluiu.— Faz questão de enviar um bilhete ao menos todas as manhãs para mim e para Theseus.— ele fez uma pausa curta.— Seus pais costumam te escrever?

— Não.— ela disse com a voz mais falha do que desejava que tivesse sido.

O garoto manteve silêncio, algo naquele assunto o incomodava, fosse pelo desconforto que notará na última palavra da garota, fosse por não ter o costume de longas conversas.

— Então.— ela tornou a puxar assunto alguns momentos depois.— Tem... Tem alguma ideia do que pretende seguir de carreira?

Ele manteve silêncio por alguns instantes como se avaliasse sua resposta.

— Magizoologista.— declarou por fim.

A garota o encarou com uma expressão confusa.

— Tudo o que precisa saber sobre isso é que envolve animais mágicos.— ele explicou.

— Eu deveria ter imagina isso.— ela disse por fim.

— E...— a frase do garoto foi interrompida pelo mesmo barulho metalizado de antes.— O zelador.— ele concluiu sem entusiasmo.

Os passos pareciam extremamente próximos naquele momento.

Ambos apressaram os passos por alguns momentos e logo correram pelos corredores para a sala dos troféus.

— Ele vai nos ouvir.— a garota murmurou, porém não obteve resposta.

Pararam apenas quando já estavam no destino.

— E pensar que eu descartei essa opção.— Ana foi a primeira a falar qualquer coisa quando os viu.— Droga, Ana, você é burra.

— Com quem você está falando, Ana?— Theo perguntou.

A garota não respondeu.

— Da mesma forma que você disse que não iria limpar tudo sozinha, eu digo o mesmo, Goldstein.— Ana respondeu atirando um pano na garota com as faces pintadas de vermelho pela falta de costume em correr por uma série de corredores.

As pontas do cabelo da britânica adquiriram um pouco de rosa em satisfação, talvez por acabar de adquirir mais motivos para pegar no pé da Americana.

— Mesmo que seja pra você se pegar com o meu melhor amigo.— a Lufana continuou.— E mesmo que isso renda um ótimo título de livro.

Newt já havia se enfiada por entre algumas prateleiras, na tentativa de evitar Ana.

Tina apanhou o pano no chão e quando fez menção de que iria começar a limpar um móvel e ignorar a Lufana ela agarrou o braço da morena.

— O horário, Gold.— ela comentou.— O horário. Já podemos voltar para a comunal, e você vem comigo, eu quero saber exatamente o que ocorreu.

— Sou só eu, ou mais alguém acha que ela está um pouco viciada em bancar a detetive?— Theo resmungou jogando um pano dentro da caixa e seguindo os outros para os corredores mais uma vez.

— Quem se importa?— Andrew rebateu.— A Goldstein tem a mesma mania, deixe que esperimente do próprio veneno com alguém pegando no pé dela.— ele concluiu.

— Acho que as duas seriam ótimas Arores num futuro não tão distante.— Isa acrescentou.— Vocês não acham?

Theo deu de ombros.

— Ana mal sabe o que quer fazer amanhã, quem dirá que profissão seguir num futuro próximo.

Isa soltou um de seus costumeiros riso abafados enquanto caminhava ao lado de Andrew e tentava forçar os fios de cabelo do garoto a ficarem de forma uniforme, tentativa inútil que fazia com frequência.

— Como são as notas dela?— perguntou a garota mais uma vez.

— As melhores possíveis, não sei como consegue e ao mesmo tempo ser tão dispersa da realidade.— Theo comentou.

— Queria ser assim.— Andrew comentou.— Preciso saber minhas notas dos N.O.M.s com extrema urgência.— ele riu ao final.

— Não se preocupe, com a ajuda minha que teve nos estudos, garanto que se não entendeu a matéria, não entenderá com mais ninguém.— Isa comentou.

— E você?— Theo a perguntou com uma aleatoriedade de assuntos.

— Eu o quê?— ela o encarou.

— Profissão, qual você pretende seguir?— ele concluiu.— Porque Andrew comentou hoje mais cedo que ele pretende trabalhar para o Consegresso Mágico dos Estados Unidos no setor de segurança e cumprimentos de leis da Magia, e você?

— Hum.— a garota resmungou por alguns instantes.— Eu não tenho muita certeza, ainda.— ela comentou.— No entanto tenho dado uma olhada em livros sobre o assunto, estive indecisa entre Execução de Leis e Regulamentação dos Uso da Magia.

— Eu pretendo ser um Auror.— o Scamander concluiu com firmeza.

— Interessante.— Andrew comentou.— Só não me lembro quando foi que eu perguntei.

Ele se manteve serio enquanto Theseus o encarava por alguns instantes.

— É brincadeira.— o americano acrescentou após alguns instantes soltando um riso.— Auror parece ser interessante, mas vocês começam a me assustar, nunca vi uma quantia tão grande de bisbilhoteiros num mesmo corredor.



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