História One Life For Another - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Alycia Debnam-Carey, Eliza Taylor-Cotter, The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa
Tags Clexa The100 Elycia
Visualizações 67
Palavras 1.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, FemmeSlash, Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 5.


Apenas os sons próprios de quem sobrevive na noite. Apenas o meu suspiro, como quem corre apressado, mas perdido. 

 Perdida. Era como eu me sentia.

 Como alguém poderia ver sem enxergar ? O que ela queria que eu dissesse ? Minha maior preocupação no momento era não causar insatisfação ao dar minha resposta para quem quer que fosse ela. 

 - Não temos muito tempo. Diga! - Sua voz quebrou o silêncio, percebi que ainda estava na mesma posição. 

Inspirei profundamente, como se aquela ação pudesse me nutrir de alguma coragem que eu não sentia me pertencer.

 - Uma...Uma pessoa? - Questionei receosa. 

 - Já tem sua resposta , Clarke.

 Inspirei fundo e estremeci. Quando eu me senti firme o suficiente para fazer qualquer movimento, eu levantei uma de minhas mãos, lentamente, esperando qualquer impedimento, qualquer coisa que me pudesse me interromper. Não houve. 

Com a mão trêmula eu retirei o que me impedia de ver qualquer coisa a minha frente. Abri os olhos cuidadosamente como se tivesse medo de algo que pudesse me atingir assim que eu o fizesse.

 Ainda tentando acostumar com a pouca iluminação que havia, alguns passos frente eu enxerguei algo turvo. Era o grounder. Gradativamente já não era o grounder que eu enxergava até então.

 Contive um grito e uma rigidez se espalhou pelo meu corpo.

 Era jovem... ou o que eu podia ver do rosto dela parecia jovem. Parte das bochechas e um pouco acima das sobrancelhas estavam escondidos por uma exótica tintura negra, que descia em três pontas em casa lado do seu rosto. Alguma moda absurda dos Grounders, sem dúvida. Ela só deixava à vista os olhos - exatamente como eram da forma animal, que eu acreditava ter visto antes - , o maxilar forte e a boca. A boca se contraiu em uma linha fina.

 As suas vestes tribal eram escuras , assim como a noite que nos cercava, acentuada por um boldrié de couro sobre o peito. Era mais para lutas que por estilo , mesmo que ela não carregasse armas que eu pudesse detectar. Obversando melhor eu pude ver algo por cima de seus ombros. Ela possuía uma espada. Não era apenas uma desconhecida , mas... uma guerreira também.

 Desnorteada eu olhei ao meu redor. Em um segundo o grounder estava lá e no outro era ela quem estava. Eu procurei por qualquer outra presença além de nós duas , e me espantei ao perceber que éramos apenas nós. 

- Quem você busca está aqui. Bem à sua frente. - Sua voz soou obtendo minha atenção . 

 Mesmo sendo algo que causava um nó em minha mente , eu sabia quem era ela. Eu sabia mesmo que ela não tivesse dito com todas as palavras , que era ela quem estivera comigo desde o início. Foi ela quem havia reclamado minha vida . Ela era a grounder. Mesmo aquilo não fazendo muito sentido para meu senso lógico. 

Sons surgindo por entre as árvores me alertaram que tínhamos companhia. Ela se manteve inexpressiva , parada, como se aquilo não fosse nenhuma novidade para ela.

 Seu olhar era enigmático e frio. Sua postura ereta transparece uma atitude que se destaca comparada a suas ações não tão civilizadas .

 - Comandante. - Uma mulher refere-se a ela com um gesto de respeito ao sutilmente assentir com a cabeça.

 Suas vestes eram semelhantes a dela, seu olhar lançado para mim era de ódio , seu rosto possuía algumas cicatrizes.

 A palavra fez um solavanco atingir meu estômago. Ninguém é comandante de algo por acaso. Não se conquista uma posição como aquela, sendo bondosa , generosa ou piedosa . 

 - Devem bater retirada imediatamente. Já temos a assassina. - A comandante disse ao finalmente lançar seu olhar em minha direção.

 Assassina... Por entre todos rótulos que eu já havia escutado ao referirem a minha pessoa, aquele era o mais sombrio. E o que mais me causava náuseas, era que saber que no fim , não era nenhuma mentira. 

- Deixe-me mata-la e acabar com isso. - A outra disse sem desviar os olhos de mim. 

Engoli em seco . Eles me odiavam. Mantive o olhar em sua direção sem abaixar a cabeça, embora o que eu mais desejasse fosse sair o mais depressa dali. 

 Eu era pouco mais que um cordeiro em um reino de lobos. Selvagens... era isso que eles eram.

 - Apenas levem-na. - A comandante ordenou.

 Trincando os dentes, eu poderia ter gritado questionando qual seria meu destino, poderia ter exigido respostas dela - ter gritado para onde a grounder ainda seguia adiante, ignorando minha presença. 

Mas, então, eu apenas senti mãos estranhas sobre meu corpo , afim de concluir a ordem que foi dada. 

 Me levar... para algum lugar.

                 [*********]

 Andamos tanto que minhas pernas ficaram dormentes em um momento. Nenhum deles se mostraram condizente com a minha situação, pelo contrário, pareciam dispostos a continuar o trajeto de qualquer forma, nem que para isso fosse necessário me arrastarem por todo o caminho restante. 

Um deles me levantou bruscamente. Senti que a partir daquele momento minha pouca integridade física que restava dependia em não causar atrasos. Com as pernas fracas eu caminhava a pulso. Desde que me levaram sob as ordens da sua comandantes, andávamos com pouquíssimos intervalos a três dias e meio , nesse meio tempo lembro-me de ter sido hidratada não mais que cinco vezes. Era um milagre eu ainda está consciente. 

Não dirigiam palavras para mim em nenhum momento , exceto quando gritavam quando eu diminuía os passos pela exaustão , e ainda assim , era em uma língua que eu não era capaz de compreender nada. Mesmo entre si as palavras eram contidas , somente o necessário eu presumi. 

 Todos possuíam um grande porte físico, o que era ainda mais engrandecido por suas vestes de guerreiros e suas armas, grandes facas, punhais e espadas. Como se eles precisassem de qualquer uma daquelas coisas para acabar com alguém, o que era difícil de acreditar. Suas mãos pareciam o bastante para causar grandes danos.

 O sol já estava repousando no horizonte quando minhas pernas deixaram de suportar meu peso. Cai violentamente contra o chão. Eu não levantaria dali tão cedo , eu já tinha ultrapassado todas as limitações que o cansaço havia me imposto, só o que restara agora era o meu corpo quebrado e exaurido. 

 Um deles gritou pisando firme ao caminhar em minha direção. Não tentei me colocar de pé, eu não aguentava mover nenhum músculo. Senti sua mão pesada segurando um de meus braços para me levantar, mas , não consegui nem mesmo com o auxílio. Percebendo que não iria adiantar ele me soltou e voltou a gritar e apanhou sua espada apontando em minha direção, eu agradeci quando senti meus sentidos se esvair , ao menos eu não estaria acordada para presenciar qualquer coisa que ele estava prestes a fazer. 

Talvez depois daquilo eu não pudesse ser capaz de presenciar mais nada. 

Um grito fez com que sua atenção fosse levada para além de mim.

 - Ceifadores

 Embora aquilo não tenha soado bem aos meus ouvidos, eu não consegui fazer nada além de fechar meus olhos e me entregar para a consequência de meu corpo debilitado. 

Despertei com o meu corpo sacudindo sobre o ombro de alguém. Eu estava sendo carregada. Eu não sabia quanto tempo eu passei desacordada, mas , tudo o que meus olhos ainda podiam ver era a floresta densa por todos os lados.

 O sol havia se posto , a iluminação ficava por conta de duas tochas que carregavam iluminando o caminho.

 Tentei manter que eu havia despertado oculto, embora não fosse difícil , eu não conseguia manter meus olhos abertos por completo. Mas era melhor permanecer quieta antes que eu novamente fosse obrigada a voltar a caminhar, coisa que eu não seria capaz. 

Não demorou muito para cessarem os passos. Ouvi quando falaram entre si e logo o que me carregava se distanciou do restante.

 Enquanto caminhava pude ver mais tochas espalhadas pela região e uma fogueira um pouco distante. Quando avistei algumas barracas armadas tive a certeza de que se tratava de um acampamento, tinha outros do seu povo por ali , o que foi algo de novo em nossa caminhada, ja que nas poucas vezes que fizemos algumas parada , eles se contentaram com muito menos que aquilo. 

 Em silêncio ele entrou em um das barracas e me deixou sobre uma armação coberta por peles . Me ocorreu por um momento como eles deveriam ter conseguido aquilo , não me surpreenderia se fosse fruto de sua própria caça.

 Me encolhi sentindo meu corpo todo dolorido. O grounder me deu um olhar duro antes de se retirar do local. Parecia está fazendo algo que ia contra suas próprias vontades. Talvez fosse difícil ter que me manter viva.

 Após demorados segundos eu fiz menção de me mover, mas o mundo girava, piscando. Apenas um tolo tentaria uma fuga estando dias sem se alimentar , sem forças. E mesmo que eu conseguisse de alguma maneira milagrosa escapar , eu não cobriria meio quilômetro daquele jeito. Não seguiria meio quilômetro antes que algum deles me alcançasse e me deixasse em frangalhos . Talvez fosse essa a estratégia . Me manter desnutrida e fraca, isso resultaria em ter pouca ou quase nenhuma preocupação sobre minha incômoda presença. 

Inspirei deixando minha cabeça novamente cair sobre a pele abaixo de mim.

 Comida... conseguir comida e, depois , correr no próximo momento oportuno. Parecia um plano sólido o bastante.

                [**********] 

Antes que eu despertasse por completo eu pude ouvir vozes .

 - Ela matou Anya? Jamais deveríamos tê-la deixado ir para lá, nenhum deles deveria estar lá fora. Foi uma missão tola. - Disse uma voz masculina . Foi mais amargo que ameaçador. - Talvez devêssemos simplesmente enfrentar , talvez esteja na hora de dizer basta. Jogar a garota em algum lugar , matá-la , não me importo, ela não passa de um fardo por aqui, Heda

- Não. - Disparou uma voz não tão estranha. - Enquanto não tivermos certeza de que não há outra forma, não agiremos. E quanto à garota, ela fica . Ilesa , até Polis. Fim da discussão

Eu não precisava que fossem mais explícitos. Eu sabia que eu era a garota a qual se referiam . 

 Quando finalmente abri os olhos , fui surpreendida pelos olhos verdes em minha direção. Para o meu instinto de sobrevivência, aquilo soou como o maior dos perigos.  


Notas Finais


Oii!! Tudo bem com vocês ?
Obrigada por acompanharem!!

O que estão achando? 👀 haha


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