História One me two hearts - Capítulo 41


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Bianca di Angelo, Hades, Nico di Angelo, Personagens Originais, Will Solace
Tags Nico Di Angelo, Solangelo, Wico, Will Solace, Yaoi
Visualizações 194
Palavras 1.756
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 41 - Gente nova


Fanfic / Fanfiction One me two hearts - Capítulo 41 - Gente nova

Seis meses depois (Julho)

WILL

Eles sempre chegam como um tsunami.

Primeiro, há o silêncio mortal da expectativa. Quantos serão? Quais serão os intercambistas? Eles superarão a falta do nossos amigos do terceiro ano? É esse o momento em que o mar recua. E então, num zunido agudo, o primeiro abre a porta e entra no salão. É o primeiro do grupo de estrangeiros escolhidos.

É quando a onda quebra.

A recepção aos novatos na Olympus começava como uma confraternização normal. A entrada dos novatos no auditório era tradicional, e então todos seguiam para a galeria principal, onde sempre havia algum aluno cantando, tocando ou dançando enquanto a comida era servida. Todos os alunos gostavam disso; os novatos faziam amigos logo no primeiro dia, os veteranos se sentiam os maiorais aconselhando os novatos. Todo mundo saía feliz. 

Depois de observar atentamente os novos prodígios um por um, passo por passo, a medida que entravam no anfiteatro e subiam no palco, Will seguiu com Tomás e Leo até a galeria. Nico chegara antes e já havia tomado seu lugar no violão perto do piano. Cath dançava alegremente um improviso de qualquer música que ele tocasse. No momento, era uma que combinava perfeitamente com seu estilo: Be There, de Seafret. Will sorriu sereno ao vê-lo, pois amava a música e quem a estava cantando, tanto que mal notou Jason falando sem parar:

— E aquela garota ali, Tomás? Ela era de onde mesmo?

O francês revirou os olhos, procurando-a tediosamente com o olhar. Will fez o mesmo, enquanto Jason guiava discretamente seus olhares. Ela era esbelta e elegante, tinha o cabelo rosa, na altura dos ombros. Falava com um garoto mais baixo e encorpado, ele tinha um sorriso bonito. Will ponderou com a cabeça, esperando saber a opinião do amigo.

— O nome dela é Isabella — Tomás comentou, quase que constrangido. — É da Inglaterra, se não me engano. É bonita, mas... Sei lá.

— Então algum garoto?

— Jason, por favor.

Will riu e brincou:

— Você está mesmo precisando de alguém, Tom. Não te aguento mais segurando vela em tudo que é festa.

Tomás fez a maior cara de má vontade do mundo, engolindo o apelido a seco, e murmurou:

— Aquele ali, ao lado do piano com a garota inglesa. O baixinho, italiano. Ele é bonito. Acho.

Will e Jason o analisaram por um momento, até que Jason soltou:

— Com aquele bigodinho? Really?

Tomás deu um meio sorriso.

— Foca na bunda. Foca. Na. Bunda.

— Uia, Tomás, seu safadinhooo — Will o empurrou com o ombro, gargalhando. — Por que não vai falar com ele? Os dois estão assistindo o Nico, acho que vocês já têm um assunto em comum.

Jason concordou com a cabeça, o encorajando, e Dousseau saiu andando tranquilamente na direção dos dois. Por um momento, Will e Jason o observaram como pais orgulhosos. Tomás parou despretensioso ao lado dos dois e comentou algo com Nico, que entregou o violão para ele na mesma hora. Will não ouvia Tomás tocar ou cantar desde o fim do ano anterior, então ficou surpreso quando o som saiu límpido e certíssimo.

— Isso é... Cold Water? Do Justin? — perguntou Jason.

Will assentiu e se aproximou alguns passos. Teria ido até o amigo e os dois estrangeiros, mas a mão de Jason o impediu.

— O que f...?

— Percy — sua voz foi sombria. — Ele está aqui.

Jason e Percy, eles haviam sido um caso complicado. Will não sabia muito, mas os dois estavam se evitando ultimamente, o que era um fardo para seus amigos.

Will colocou uma mão no ombro do amigo e o empurrou levemente na direção de Percy Jackson.

— Resolvam logo isso e parem de ser um incômodo pra todos — sorriu confiante. — Tenho certeza de que são maduros o suficiente para deixarem essa bobagem de lado.

Mas Will não sabia do que estava falando e logo deu às costas. Foi na direção de Tomás e Nico, e percebeu que a música tocada por eles havia parado.

Perto dos musicistas e dos instrumentos, estavam a inglesa e o italiano. Will sorriu quando percebeu que a música não soava porque Tomás conversava com eles. Perto também estava Nico e Cath. A menina era, como sempre, animada e extrovertida, puxando assunto por ela, Tomás e o calado Nico, que agora dedilhava distraído o violão.

Will respirou fundo e chegou suavemente por trás de Nico. O moreno notou antes mesmo de se aproximar. Murmurou para que apenas o namorado ouvisse:

— Parece que o casal vai ter uma DR das feias agora.

Nico ergueu o pescoço e procurou em volta.

— Qual casal?

— Percy e Jason.

O menor soltou uma gargalhada de escárnio.

— Brigam como gato e rato, mas não acho que consigam viver separados agora que se envolveram.

Will assentiu. Permaneceu no mesmo lugar, perto demais de Nico, o queixo apoiado na curvatura do seu pescoço. Virou a cabeça um pouco e deixou um beijo perto da sua orelha.

Nico sorriu e também virou a cabeça, dessa vez o beijo de Will acertou seus lábios.

— Com licença — uma voz feminina os interrompeu. — Posso pegar o violão?

Nico tomou um pequeno susto e se separou de Will. Deu um passo para frente e estendeu o violão para a menina.

— Desculpe. É todo seu — e distraiu-se genuinamente com a conversa de Tomás e os outros novatos ao lado. 

Will se lembrou vagamente dela, a estranha russa que não andava como se fosse dona do mundo, nem de salto 15, nem com uma carranca de superioridade, como Will achava que deveria ser.

— Morana Iarovit — disse a menina peculiar, e deu um sorriso cheio de segredo enquanto conferia metodicamente a afinação das cordas. — Apenas imaginei se você estaria se perguntando.

Will balbuciou uma apresentação fajuta enquanto observava os cabelos castanhos e curtos dela caírem em volta de seu rosto a medida que abaixava a cabeça para tocar.

Quando ouviu o dedilhado, Nico se voltou para ela, para eles.

— Interessante... Posso te chamar de Morana, certo?

— Claro.

— Onde aprendeu isso? Não achei que um aluno do primeiro ano já teria visto esse exercício.

Morana abriu outro daqueles seus sorrisinhos.

— Um amigo meu, da Rússia, me mostrou — a novata começou uma música alegre, calma, compassada e disforme. Tudo isso de forma distraída. — Não acho que você tenha se apresentado...

— Ah — Nico retrucou com outro sorriso abundante de segredos, um sorriso secreto de dar inveja. — Sou Nicolas di Angelo, mas costumo me chamar mais Nico do que Nicolas.

Morana exibiu um sorriso gentil e deu um fim à conversa, passando a dedicar toda sua atenção para a música.

Os novatos daquele ano, eles eram adoráveis.

 

Dentro de alguns minutos, a digníssima figura do seu senhor diretor Apolo passou por entre os alunos como um vulto de eletricidade. Organizou-os, pediu silêncio, fez barulho, quase caiu. Por fim, chegou em Nico:

— Ei, faz um discurso.

— Por que eu? — Nico o questionou de cenho franzido.

— Você é nosso aluno prodígio. Tá no terceiro ano. É gato e quase simpático. Tem tudo. Agora vai.

O diretor lhe entregou o microfone e Nico olhou para Will, pedindo socorro. O namorado apenas deu uma tapinha em sua bunda como que para incentivar, e empurrou-o pelos ombros até a frente da plateia mais ou menos organizada.

De repente, uma vontade de chorar atingiu o peito e o nariz de Will. Veio assim, de repente, que nem espirro, que nem risada. Só que veio choro. Ele prendeu aquilo dentro de si, mas não conseguia desviar o olhar de Nico, o que significava que não conseguia oprimir o choro.

Ele viu o garoto incompreendido. Ele viu o Nico lindo e quebrado por quem se apaixonara. Viu a encarnação do talento, da desgraça, do gênio. Mas também viu seu Nico, seu garoto, seu amor. Viu nele um coração maior que o próprio corpo, uma chama mais ardente que a frieza da sua vida. Viu o corpo que o amava, viu o corpo que ele amava. 

E, muito além disso, beirando o desconfortável, ele viu alguém que nunca tinha visto.

Ali estava o começo do homem, um pedaço da grandeza. E mesmo fracionado, Nico era assustadoramente capaz. Ele andava com a confiança e desconfiança de quem sabe e viu muita coisa. Ele olhava os novatos como se fosse um sobrevivente de guerra que estava ali para contar sua história. Aquele Nico não era seu garoto, tão pouco alguém incompreendido. Ele era a força, ele era a sombra do homem que estava prestes a se formar.

E Will também o amou como homem.

No entanto, era algo além do que via que o fazia querer chorar. Era aquela sensação, aquele desespero. Eles estavam crescendo, o tempo estava passando, os dias, marcando. Era magnífico, esplêndido e assustador.

Ia acabar. Uma hora, ia acabar. O Nico que já existiu, aquele momento, aquele segundo. Tudo escorreria por entre seus dedos.

E ele estava lá, aquele homem em pele de adolescente, fazendo o discurso do alento final, provocando o nó na garganta de Will.

Will também queria chorar porque ele era lindo.

— Meu nome é Nico, sou estudante de muitas coisas, mas música principalmente — deu um sorriso modesto. A primeira lágrima escorreu pelo rosto de Will Solace. — Acabaram de me falar pra fazer esse discurso, então não sei bem o que falar. As palavras falham, sabe? É por isso que desde sempre senti essa conexão com música, acredito que muitos de vocês também. — Nico lambeu o lábio inferior, pensativo. Fez aquele seu olhar sábio e velho, de quem tudo vê.

— Pela breve conversa que pude ter com alguns de vocês, já soube que são muito mais capazes do que achei que seriam. Toda vez que recebemos uma turma inteira de novatos, sabemos que é mais uma geração de prodígios, e eu tenho orgulho de dar as boas vindas pra vocês da Olympus Academy — sorriu com nostalgia. A bochecha de Will já estava inteiramente molhada. — Nada aqui vai ser fácil, eu prometo. Ninguém que não ame o que faz vai continuar aqui. Nossos professores vão garantir isso. Mas vocês vão conseguir, e vão falar para a próxima geração que eles também vão. Porque nós nunca teremos artistas o suficiente, nunca poderemos retratar tudo aquilo que merece ser retratado.

Foi como se por um instante as palavras acabassem, ou ficassem difíceis de serem ditas, e Nico pôs-se a andar e olhar para o chão. Por fim, deu um meio sorriso ao dizer:

— Um bom ano letivo para todos. Não deixem o legado da Olympus morrer. Contamos com vocês, novos prodígios.

Enquanto saiu, foi aplaudido. Tinha sido um belo discurso, claro, mas ninguém entendia porque Will chorava.


Notas Finais


Desculpa o capítulo curto, eu precisava dessa ligação pro resto
Desculpa o atraso
Desculpa ser um lixo
Lentamente, vou conseguir terminar isso aqui, falta pouco.
Vou entender se vocês me abandonarem


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