História One More Chance - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Michael Jackson
Personagens Michael Jackson, Personagens Originais
Tags Brasil, Maju, Michael Jackson, Michael Jackson Fanfic
Exibições 211
Palavras 4.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


PRIMEIRAMENTE:
Desculpem-me pelo micão da capa q eu coloquei "capítulo 31" sendo q estamos no 32 heuheheu mas enfim, perdão, eu me distraí. FINJAM QUE TÁ "32"
GENTE, SEGURA QUE O CAPÍTULO DE HOJE É O BABADO DO SÉCULOOO! É tão babado que ele leva o nome da fic!
E por isso ele está um pouco maior do que o normal! Desculpem, amoras, foi necessário.
Eu espero que vocês amem de paixão pois eu fiz com o maior carinho.
Espero vocês lá embaixo <3

Capítulo 32 - One more chance


Fanfic / Fanfiction One More Chance - Capítulo 32 - One more chance

Eu ainda estava abalada por algo que nem sequer fazia parte de minhas crenças. Se meu ceticismo era tão confirmado assim, tão certo por mim, por que diabos as previsões daquela cartomante tanto me incomodavam? Por que aquele tarô, aquelas cartas na mesa, continuavam a aparecer como flashes na minha mente? Flashes pesados e tóxicos e tentava desesperadamente fazer algo contra eles, para que parassem de acontecer e sem sucesso. Nina ficou igualmente assustada, já que ela declaradamente acreditava no tarô, contudo, tentou me distrair e dizer que talvez Abigail apenas quisesse me assustar.

 

Eu decidi que aquelas previsões sem fundo algum de verdade não me afetariam justo naquele dia, no dia em que eu voltaria ao Brasil e poderia ver a minha mãe e irmão. O meu retorno ao Brasil não merecia ser arruinado por conta de algumas cartas e uma mulher esperta que ganhava dinheiro às custas de pessoas inocentes. Concluí isso e disse à Nina que zanzaria pelo shopping por mais alguns minutos, depois voltaria para casa e arrumaria as minhas malas e também as dela. Marina não quis me esconder que estava indo ver Michael, afinal, os dois haviam ficado amigos durante o tempo que estávamos juntos; eu não me importei e não podia medir as amizades dela, mesmo que me preocupasse o fato de que, sendo a Nina que eu conhecia, um plano para me unir novamente a Mike poderia estar por vir. Porém, confiei nela e em sua responsabilidade como minha amiga, deixando-a ir sem mais questões.

 

– Vejo você à noite, ok? – ela me deu um beijo na bochecha e eu assenti. – Cuidado, não vai sair por ai feito louca. Amo você!

 

Eu ri com sua preocupação e, de longe, observei-a descer pela escada rolante apressadamente. Continuei andando pelos largos e espaçosos corredores do shopping, sendo que alguns olhares curiosos me atingiam, fosse pelos dois enormes guarda-costas que me seguiam ou pelo fato de que, mesmo não sendo meu desejo, eu já havia me tornado conhecida por Los Angeles e, temia que por grande parte do mundo. Os tabloides não me perdoavam e mesmo nas revistarias do shopping eu aparecia em capas, ao lado de Michael. A matéria da Bravo parecia me salvar de algumas fofocas, mas, ainda assim, era incontrolável.

 

– Senhorita? – senti uma cutucada no ombro e olhei para trás. Yannick havia parado e o outro rapaz, que eu descobri se chamar Wayne, também. – Michael me pediu para entregar-lhe isto. – ele me estendeu um envelope vermelho.

 

– Senhorita? – eu questionei-o rindo e ele fez o mesmo. – Não entendi.

 

– Posso ser seu amigo quando estamos na sua casa ou em um bar, Maju. – iniciou ele – Mas nesses momentos, eu só sou um empregado que responde a Michael Jackson e Bill Bray.

 

– Bill Bray? – perguntei, curiosa acerca do nome que nunca ouvira sair da boca de Michael.

 

– O chefe da segurança de Michael. – informou-me – E foi como um pai para ele, embora agora estejam um pouco distantes.

 

– E você sabe me dizer o porquê?

 

– Nós somos apenas personagens nessa rotação de pessoas que é a vida dele. – Yannick continuou a andar e eu segui, assim como Wayne – Michael parece excluir todas as pessoas da vida dele que não concordam com a sua visão das coisas. Assim foi com John Branca, – ele citou outro nome desconhecido para mim – Frank Dileo e incontáveis outros.

 

– Não acho que ele seja dessa maneira, ele… – eu estava pronta para defendê-lo quando Allain me interrompeu.

 

– Você não nota isso porque ele faz todas as suas vontades e você é a única tratada dessa maneira por ele. – explicou, e eu me senti surpresa. – Talvez você e Liz Taylor. Você foi embora e pisou nele, e mesmo assim ele continua apaixonado por você. Ele a ama tanto que não consegue tirá-la de sua vida.

 

– Eu vou reportá-lo ao seu superior, Bill, Sr. Allain. – brinquei e Yannick sorriu. – Por difamar o seu patrão, Michael Jackson.

 

– E eu serei, felizmente, contratado pela srta. – disse ele e eu ri um pouco alto.

 

– A senhorita aqui não tem dinheiro nem para sustentar a ela própria direito, imagine pagar um salário a outra pessoa. – eu zombei e ele sorriu maliciosamente, como se previsse que eu logo poderia pagá-lo.

 

Abri, enfim, o envelope e encontrei um cartão de crédito e um bilhete. Típico dele, mas agora estávamos separados e não vi razão naquilo. Desdobrei o papel do bilhete e estremeci com as primeiras palavras: eram exatamente as mesmas de quando ele havia me dado o primeiro vestido e tivemos o nosso primeiro encontro oficial, no restaurante do hotel onde ele estava hospedado no Rio de Janeiro.

 

“Meu anjo, sei que as coisas andam difíceis em sua vida, principalmente nos últimos dias. Em minha vida, tudo sempre também foi difícil, e, se quer saber, continua da mesma forma até hoje.

 

Pensando nessas dificuldades, por favor, aceite este presente que lhe dou em nome da razão de nossas vidas, Madalena. Eu quero que comece a dar a ela tudo que merece. Agora, são dois anjos em minha vida.

 

Um abraço,

Mike”

 

Quis chorar com a carga nostálgica que aquelas palavras me trouxeram, contudo, controlei-me. Pensei em recusar o cartão, mas não era para mim, era para a minha filha, e eu queria que ela tivesse tudo que eu não havia tido a chance de ter enquanto crescia.

 

– Ele é muito generoso, não? – disse Yannick.

 

– Vai além de generosidade.

 

Eu entrei na primeira loja para crianças que vi no shopping. Ela era focada em bebês e gestantes e me encantou assim que entrei: o ambiente era branco e, embora enorme, aconchegante. A loja estava completamente vazia, o que eu não sabia se era tranquilizante ou alarmante, mas optei pela primeira opção. Uma das diversas vendedoras que zanzavam pelo estabelecimento logo me notou e veio ao meu encontro, sorrindo de forma simpática:

 

– Boa tarde. Seja bem-vinda, senhorita. – ela saudou educadamente e eu sorri como resposta. – Eu não pude deixar de notar e, peço perdão caso esteja sendo invasiva, mas a senhorita é a … – ela buscou a palavra correta para me denominar e pareceu desconfortável. – companheira de Michael Jackson? – eu sorri divertida com o “companheira”.

 

– Sim, Maria Júlia, muito prazer. – eu estendi a mão e preferi não dizer que estávamos separados, afinal, o público ainda não sabia.

 

– É um prazer recebê-la em nossa loja, Maria Júlia.

 

A vendedora, que se chamava Claire, guiou-me por toda a loja, explicando detalhadamente os produtos e suas funções – fiquei pasma com quantas coisas eu ainda nem sabia que existiam. Ela me disse que a loja não distinguia os gêneros por cores, por isso, todas as roupas, brinquedos e demais artigos estavam misturados e não tinham categorias femininas ou masculinas. Eu fiquei feliz por aquilo e senti ter entrado na loja certa. Eu disse a ela que a criança seria uma menina e ela vibrou junto comigo enquanto escolhíamos poucas roupas, que era o que eu pretendia comprar naquele dia. Claire era demasiadamente atenciosa, não sabia se por eu ser a mãe da filha de Michael Jackson ou porque ela era uma boa vendedora, mas fiquei satisfeita com seu atendimento e após algumas horas, saí da loja com poucas sacolas.

 

Os paparazzi deixaram presença marcada ao me fotografarem saindo da loja, mas não me preocupei, porque qualquer coisa que eu fazia ultimamente se tornava uma matéria, fosse sair de casa para tomar um ar ou comprar roupas infantis. As pessoas já estavam se acostumando com a minha imagem em tabloides, revistas e jornais, já não era mais um escândalo. Eu, de repente, havia me tornado uma celebridade e sequer sabia o porquê de receber tal título. Ser a ex – ou suposta atual – do rei do pop não me parecia motivo o suficiente.

 

Quando cheguei em casa e me despedi de Yannick e Wayne na porta do apartamento, deixei as sacolas no chão para abrir a porta. Assim que a abri, deparei-me com Emily e Nina, que conversavam entre risadas e goladas nas xícaras de café que seguravam nas mãos. Não posso dizer que fiquei brava, afinal, Emily, embora me causasse ciúme, era uma boa pessoa e havia se tornado uma quase amiga para mim. Coloquei as sacolas para dentro e fechei a porta.

 

– Olá, Maju. – ela me cumprimentou. – Como vai?

 

– Vou bem, e você? – dirigi-me até a cozinha e tomei um copo d'água, exausta por ter andado tanto.

 

– Também. Bom, eu estava aqui conversando com a Nina sobre… uma festa. – ela iniciou e eu logo suspeitei que tivesse alguma relação com Michael. – Do aniversário de Kate, lembra-se dela?

 

– É claro. – confirmei, deixando o copo sobre a pia. – A médica de Michael.

 

– Exato.

 

– E…? – perguntei, confusa.

 

– E ela quer que você vá. A assistente executiva de Michael que me entregou o convite. – Emily me estendeu um envelope branco e decorado em tons de dourado. Segundo ele, Katherine faria vinte e nove anos… na noite daquele dia.

 

Sentei-me no outro sofá enquanto via as duas em um debate visual, como se questionassem-se sobre quem seria a escolhida para me informar sobre o que estava acontecendo. Continuei a aguardar, até que o debate pareceu ter fim: Nina me encarou e abriu os lábios trêmulos:

 

– Só que a festa é hoje, como você já deve ter percebido. – disse Marina, e eu assenti com a cabeça.

 

– E hoje nós vamos até o Brasil, Em. – eu joguei o convite sobre a mesa de centro. – Diga à Kate que eu sinto muito e gostaria de ter ido. Quando voltarmos, eu posso ir visitá-la.

 

– Maju… – Emily estava receosa, eu pude perceber, e eu nunca havia visto aquela mulher hesitando em falar algo. Pelo contrário, ela era poderosa e certa, quase não tinha perguntas, em sua maioria, eram todas respostas ou afirmações. – A imprensa ainda não sabe que você e Michael terminaram o relacionamento. E você sabe o porquê não podem saber.

 

– Sim, sei. E apenas concordei em continuar fingindo pelo bem da minha filha.

 

– Sei disso e você está certa. – Emily se levantou do sofá – Mas parte da imprensa estará na casa de Katherine, mesmo que pequena, e você já está na vida de Michael há tempo suficiente para saber como essas coisas se espalham.

 

– E você está tentando me dizer que eu deveria ir até essa festa acompanhada de Michael para reforçar a ideia de que estamos juntos e somos um casal feliz? – eu perguntei, tirando as palavras da boca dela.

 

– Sim. – respondeu prontamente, e eu ri baixo, achando a ideia absurda embora admitisse que fazia sentido.

 

– Eu até poderia considerar isso, mas temos que voltar ao Brasil, Emily. – eu teimosamente argumentei com a volta do Brasil, novamente.

 

– As passagens são reembolsáveis, amiga. – comentou Nina, e eu percebi que aquela visita a Michael mais cedo fazia parte do plano para me arrastar até aquela festa, só não conseguia entender o porquê. – Podemos remarcar a viagem para amanhã, em qualquer horário que você quiser, depois da parte de manhã, que é quando tenho um ensaio para fazer.

 

– Nina, essa viagem já foi remarcada uma vez, não quero remarcar novamente. – eu resmunguei, irritada, e Marina suspirou.

 

– Majuzita, por favor, por favorzinho!! Eu quero muito ir à festa, vai! E nós já remarcamos uma vez, como você disse, o que custa remarcar de novo? Nós ligamos para a tia Dalila avisando que chegaremos um pouco mais tarde apenas, mas que estaremos lá amanhã, sem falta! Ela vai entender, ainda mais se explicarmos o motivo. – Nina praticamente ajoelhava aos meus pés e eu não duvidei que ela o fizesse em breve.

 

– Ai, Nina… – eu estava pronta para recusar, mas a minha melhor amiga era incansável.

 

– Pela Madel, por favor! – eu ri com o apelido que ela havia colocado em Madalena.

 

– Madel?

 

– Gostou? – ela sorriu vitoriosa e eu quis abraçá-la.

 

– Eu amei. Muito mais brasileiro do que “Maddie”, certo?

 

– Exatamente. Minha afilhada vai ter que amar a pátria amada sim! – Nina veio ao meu encontro e me abraçou. Ela tinha sorte por meus hormônios da gravidez me deixarem suscetível a milhares de emoções de forma tão intensa, o que me inclinava a dizer “sim” ao mesmo tempo que queria dizer “não”. – Por favor, Maju. Vamos! Kate vai ficar tão feliz em te ver lá… – Nina apertou o abraço ainda mais.

 

– Eu nem acredito que vou fazer isso. – eu me vi derrotada diante dos pedidos de Nina e caí – de tanto que estava inclinada – finalmente, no “sim”. – Ok, tudo bem! Vamos.

 

– Ai, obrigada, obrigada, obrigada!! – Nina quebrou o abraço e pulou muito. Eu senti que aquela festa se tratava de algo a mais, dada a felicidade de minha amiga, que não era lá uma ótima atriz.

 

– Mas amanhã não vai inventar mais nada! Voltaremos para o Brasil, como o combinado. – eu a alertei e ela assentiu.

 

– É claro, amanhã o Rio de Janeiro vai dar de cara com o nosso brilho de pseudo-gringas. – ela brincou e eu ri. Emily estava com um ponto de interrogação na face, perdida em todo aquele idioma que não entendia.

 

Eu, ela e Marina fomos até o closet do apartamento, que eu dividia com a minha amiga e não chegava nem na metade do que o que eu tinha em Neverland. Emily disse que, caso não encontrasse nada para vestir, ela poderia me levar até Michael Bush, que eu descobri ser o estilista de Mike. Recusei prontamente porque sabia que naquele mar infinito de vestidos caros, havia algum chique o suficiente para uma festa do porte da qual fui convidada para ir.

 

Nina havia armado um plano realmente maquiavélico: já prevendo que eu aceitaria ir à festa, ela contatou Andrew Phillips, o maquiador que a maquiara em seus ensaios, e comprara dois presentes que já estavam embalados, logo eu nem sabia o que eram. Eu achei toda a megaprodução desnecessária, mas já havia me estressado e me posto em diversas emoções para um só dia, e aquilo não fazia bem para o bebê. Eu interrompia a maquiagem de dez em dez minutos para vomitar e, infelizmente, já era algo que eu vivia diariamente por conta da hiperemese, que, depois das primeiras vinte semanas, Dr. Evans disse que talvez se tornasse menos insuportável. De fato, a cada semana, os vômitos diminuíam, embora ainda fossem anormais. Eu podia passar horas sem uma crise, mas quando ela acontecia, tinha que recorrer aos antieméticos receitados em forma de injeção, pois sequer conseguia engolir água. Foi o que fiz e, após uma hora, já estava minimamente melhor para poder me levantar e continuar a maquiagem.

 

Após, aproximadamente, duas horas, eu estava pronta e Andrew passou a focar-se em Nina. Fui, então, até o meu quarto para que pudesse me vestir. Emily havia deixado tudo sobre a cama: as joias, bolsa, vestido e sapatos. Sorri com a beleza de tudo e estava boba em imaginar que há algum tempo atrás, eu não poderia nem sonhar em estar numa festa daquelas ou vestir algo como aquele vestido que encarava maravilhada. Eu me vesti e fui até a sala. Bebi água durante horas para que pudesse repor tudo aquilo que havia jogado fora. Enquanto esperava Nina, pensei em milhares de possibilidades para aquela festa, mas quis acreditar que seria apenas uma festa, por mais que a obviedade da situação me dissesse, claramente, o contrário.

 

Marina demorou uma hora a mais para ficar pronta e eu mofava esperando por ela, mas a sua beleza estonteante me disse que as horas valeram a pena. Sorri assim que a vi perfeita: seu rosto parecia ter sido esculpido pacientemente por meses, o corpo modelado por algum artista renascentista. Eu tinha, como amiga, a mulher mais bonita que já havia visto no mundo. Ela merecia todos aqueles ensaios e glamour do mundo da moda; não só por sua beleza exterior, mas também a interior, que conseguia, incrivelmente, ultrapassar os seus belíssimos olhos verdes.

 

– Então, vamos? – ela me perguntou e eu me levantei. – Yannick deve estar nos esperando lá fora. Ele já é mais seu empregado do que de Michael. – eu ri com a afirmação.

 

– É o que ele diz. – levantei-me lentamente com a ajuda de Emily. – Vamos.

 

– Vamos com calma, ok? – disse Nina, aproximando-se. – Se você não se sentir bem durante a festa, nós voltaremos para casa. E lá, quero que fique sentada o tempo inteiro. No máximo, uma dança lenta.

 

– Tudo bem, mamãe. – eu brinquei e ela riu.

 

Nós entramos no elevador em silêncio, mas eu não conseguia esconder a aflição no meu rosto e Nina, certamente, tramava algo. Decidi esquecer, afinal, não descobriria tão cedo, já que o local da festa era mais direcionado ao centro e demoraríamos cerca de quarenta minutos a uma hora para chegar lá. Cumprimentamos, então, Yannick e o motorista, nos despedimos de Emily, que chegaria depois na festa, e entramos no carro. Eu não podia evitar pensar em um acidente sempre que entrava em um carro e estava em pânico por ter que entrar em um avião no dia seguinte, pois aquela cartomante parecia ter impregnado a ideia de que algo poderia por a mim e minha filha em risco.

 

– O que é? – Nina perguntou e pegou em minha mão, notando que algo não estava bem.

 

– Nada. – eu garanti a ela, tentando esboçar um sorriso. Ela fez o mesmo, embora eu soubesse que minha atuação não havia convencido em nada.

 

Após uma hora, nós chegamos até o que parecia ser a casa de Katherine. Não era nada simples e eu logo pude perceber que ela era uma médica muitíssimo bem-sucedida. O som, ouvido ainda de fora, era estrondoso e eu pude perceber que a música era de Mike; não me recordava do nome e admitia que eu ainda não era a sua maior fã nesse sentido.

 

Nós entramos e nos deparamos com a imensidade da casa: em tamanho, pessoas, beleza, decoração, elegância e glamour. “The Way You Make Me Feel” acabara de começar e algumas pessoas dançavam animadas, enquanto outras estavam apenas de pé conversando e, mesmo que minoria, alguns também estavam sentados às pequenas mesas espalhadas pela sala gigante, que tinha cerca de cinco janelas inteiriças que davam para o enorme jardim, onde haviam mais convidados e mais mesas.

 

– Maju!! – eu ouvi a voz animada de Kate, que apareceu sorridente na porta principal para nos receber. – Ainda bem que você veio! E trouxe a sua amiga maravilhosa. Muito prazer, Katherine. – ela estendeu a mão para Nina, que fez o mesmo.

 

– O prazer é meu, Katherine, sou Marina. E a sua festa está linda! – ela sorriu correndo os olhos pelo lugar.

 

– Obrigada. – Kate agradeceu.

 

– Feliz aniversário, Kate. – eu a abracei fortemente e ela retribuiu, parecendo muito feliz com a minha presença. – Caso não goste, foi ela quem comprou! – eu apontei a Nina e todas rimos.

 

Entregamos os presentes a ela e fomos até uma das mesas que continham nossos nomes. Logo após de “Maria Júlia”, havia “Michael Jackson”, mas ele não estava ali. Bastou que eu lesse o nome de Mike para que ele, magicamente aparecesse e, Nina, também magicamente, desaparecesse. Eu a vi indo em direção a um homem que já parecia conhecer e fiquei curiosa para saber sobre a identidade do rapaz, mas logo fui distraída por Michael:

 

– Não poderia classificar a sua beleza em outra palavra senão estonteante, Maria Júlia. – ele elogiou-me e causou-me arrepios ao dizer meu nome completo.

 

– Obrigada, Michael. – eu agradeci e o avaliei por completo.

 

Ele também estava maravilhoso. Elegante, como sempre, vestia um paletó preto sobre a camisa também preta, com a gola vermelha. Alguns detalhes dourados podiam ser notados em seus ombros e, mesmo que chamativo, Michael sempre conseguia equilibrar suas vestes, afinal. Não usava chapéu ou óculos, nem sua tão típica máscara, e então eu pude enxergá-lo por completo. Sentia saudades dos seus olhos todo o santo dia, desde que havíamos nos separado.

 

– Você também está encantador. – ele sorriu com o meu elogio e estendeu sua mão para mim.

 

– Poderia me dar a honra?

 

– Ah, eu não estou me sentindo muito bem para dançar… – disse e ele pareceu preocupado. – Mas não é nada, apenas os enjoos de sempre.

 

– Não falei sobre dançar. – Mike continuou com a mão estendida. – A honra de ter uma conversa com você, eu digo. – ele explicou, calma e ternamente. – Na sala de jantar, onde podemos ter mais privacidade.

 

– E por que esse assunto não pode ser tratado aqui? – perguntei, relutando-me a levantar.

 

Michael sorriu encantadoramente e eu me senti derreter por inteira ao ver aquele sorriso, era o que sempre acontecia.

 

– Porque ninguém tem nada com isso, exceto eu e a minha garota. – eu me arrepiei ao ouvi-lo repetir as palavras da letra da música que tocava, da sua música.

 

Foi o suficiente para que eu pegasse sua mão e o deixasse me guiar até a sala de jantar. A porta dupla foi fechada e o interior daquele espaço se revelou deslumbrante: estava como o restante da casa, também decorado em tons de dourado, e era evidenciado por uma gigantesca mesa que ia de uma ponta a outra da sala, com diversos nomes, ainda que não o bastante para todos os convidados da festa. Imaginei que estivesse reservado para algo após a festa, talvez com amigos mais íntimos de Kate.

 

– Sobre o que quer conversar? – perguntei enquanto me sentava em uma das cadeiras da mesa.

 

– Sobre como sinto sua falta. – ele respondeu diretamente e eu finalmente percebi o motivo por trás da insistência de Nina: ela estava armando aquela conversa entre nós dois. – E sobre como isso me mata.

 

– Michael…

 

– Não, não desconverse. – Mike pediu em tom baixo, aproximando-se de mim e se agachando na minha frente. – Eu quero falar sobre nós dois e eu sinto sua falta. Não sente a minha? Não sente falta do que éramos?

 

– É claro que sinto. – admiti, diante da sua expressão facial triste e derrotada que me partiu ao meio. – E ainda o amo, mas você sabe que não é o suficiente… – eu me encontrei falando mais do que deveria. Seus olhos me encarando me tiravam todo o poder. – Parece que eu encontrei o amor da minha vida cedo demais.

 

– E eu tenho tudo que quero. – ele tocou minha barriga e eu sorri. – Quase tudo.

 

– Como assim?

 

– Falta você.

 

Eu quis chorar com aquilo, não sabia esconder que ainda o amava e nem queria. E ele, mesmo sabendo que me faria sofrer caso voltássemos, parecia querer me empurrar de volta àquele vício que era tê-lo em minha vida. Michael era como uma droga para mim ou para qualquer pessoa. Ele me levava até o alto, até o máximo de mim, ele era tudo.

 

– Eu não sei se sou o amor da sua vida, mas sei que você é o da minha. – ele continuava agachado, como se fosse incansável. – Sei disso com tanta certeza que, enquanto observava, na Suíça, os últimos retoques da lapidação deste anel…

 

Michael tirou do bolso de seu paletó uma caixinha preta e a abriu, revelando o anel mais lindo que eu já havia visto em toda a minha vida. Eu não queria palpitar sobre a pedra, mas tinha quase certeza que era diamante – e não um solitário, era um anel inteiramente lapidado naquela pedra. Quis cair para trás e recusá-lo, mas não consegui ter reação alguma e me permiti ouvir o restante de suas palavras.

 

– Só consegui pensar nele brilhando no seu dedo. E nem 150 quilates de diamante ou infinitos deles conseguiriam a ofuscar, Maria Júlia. – o meu rosto, que antes não expressava reação alguma, agora tinha as duas sobrancelhas erguidas depois de eu ouvir as informações sobre a joia, ainda que não conseguisse absorvê-las. – Eu comecei a desenhá-lo com alguns designers da joalheria há aproximadamente dois anos atrás e ele começou a ser produzido há um ano, eu ainda nem a conhecia. Pensei em presentear Liz, mas no momento em que me descobri apaixonado por você, soube que, um dia, eu o veria no seu dedo. – Michael molhou os lábios para continuar falando, o que me provocou uma excitação fora do normal. – Mas nem que eu desse a você uma escultura do seu corpo feita em diamante, ainda assim ela não conseguiria brilhar mais do que você brilha em minha vida. E eu estive pensando, Maju, passei os últimos anos da minha vida procurando a perfeição no meu trabalho e ainda a procuro, nunca a considero atingida. E esse é um dos segredos, senão o maior, que me faz ser o que sou hoje: determinação. Encontrei-me determinado em todos os campos da minha vida, exceto no do meu amor por você, pois aqui estou, com você, declarando-me mesmo sabendo que você provavelmente não me aceitará de volta em sua vida. Assim como você, eu também não estive 100% determinado em fazer as coisas entre nós darem certo, Maju. Mas eu sou um homem perfeccionista e determinado, o que significa que não costumo desistir, principalmente das coisas e pessoas que amo, e eu a amo. Repito que, eu sei que você é o amor da minha vida, mas não sei se eu sou o da sua, mesmo que você o diga, você não o prova. Se eu soubesse que o que você diz que sente por mim é verdade, eu estaria lhe pedindo isso com um sorriso no rosto, mas, como você vê, não consigo sorrir porque tenho medo de nunca tê-la em minha vida por completo. Então, vamos ser determinados e focados em nós mesmos, Maria Júlia. Eu quero mais uma chance, eu quero mais uma chance com você e no amor. Prove-me que o que diz é verdade… aceite se casar comigo. Eu sei que estou sendo repentino, mas não quero pensar no que perderemos ou se dará errado; cada vez que a vejo tenho mais certeza, com toda a minha alma, de que dará certo. Sendo assim, eu peço a você como nunca pedi algo a alguém, em toda a minha vida: case-se comigo.

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This time gonna do my best to make it right

Desta vez, vou fazer o meu melhor para dar certo
Can't go on without you by my side

Não posso seguir sem você ao meu lado

One more chance at love

Mais uma chance no amor

One More Chance - Michael Jackson


Notas Finais


SEGURA ESSA DECLARAÇÃO DO SR. JACKSON, MAJU!
Esse anel citado pelo Michael realmente existe, é o anel shawish (que é o mesmo nome da joalheria suíça que o confeccionou), e o Mike sempre amou o glamour e também as joias, principalmente dá-las a quem ele amava, então não consegui achar melhor opção. O gif caso queiram vê-lo: http://www.shawish.ch/the-worlds-first-all-diamond-ring/

Lacre da Majuzita: http://www.polyvore.com/one_more_chance_maria_j%C3%BAlia/set?id=209897490
Lacre da Nina: http://www.polyvore.com/one_more_chance_marina/set?id=209897818

O que vocês acham que a Maju dará como resposta?
Deixem os palpites, opiniões, críticas, sugestões... enfim! O que quiserem.
Beijões e até o próximo ;*


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