História One more chance? - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Katy Perry, Rihanna
Personagens Katy Perry
Tags Katy Perry, Katyanna, Rihanna, Rihkaty
Exibições 69
Palavras 1.989
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Open your heart


O pijama era quente, a cama, macia, e o cobertor, pesado. Depois de todo o cansaço acumulado naqueles últimos dias e de um longo banho de banheira, não havia mais nada que Katy precisasse. Colocou o copo d’água na mesa de cabeceira, se deitou e permitiu que sua mente afundasse naquela terra desconhecida, entre sonho e realidade. Quando estava quase conseguindo se desconectar do trabalho, da briga com a namorada e da cantora sexy que dormia no quarto ao lado, ouviu uma batida na porta.

Num primeiro momento permaneceu imóvel. Tinha certeza de que era apenas a exaustão pregando uma peça nela. Mas o barulho continuava, agora mais alto e urgente. Amaldiçoando a pessoa que insistia em perturbar o seu merecido descanso, se arrastou para fora da cama, atravessou o quarto e abriu a porta. Do outro lado da soleira, Karen.

- Eu preciso conversar com você, Katy.

- Olha, Karen, já passa das duas da manhã, o dia foi longo e eu estou exausta. Será que não dá para a gente conversar amanhã. O que quer que seja, tenho certeza de que dá para esperar.

- Não, não dá para esperar. Eu preciso falar com você agora. Sem a Rihanna por perto.

- Então fala. Já me acordou mesmo.

- Assim? No meio do corredor? Posso pelo menos entrar?

- Não. Você é quem quer tanto conversar no meio da madrugada. Mas como eu pretendo manter isso breve, assim já está bom demais.

- Tudo bem. Eu só quero te avisar que a Rihanna pode até achar que esse reencontro de vocês duas é algum tipo de segunda chance e, por isso, ela está te dando tanto acesso ao dia a dia dela, querendo mostrar para você tudo o que ela conquistou, mas eu já te saquei, garota. Eu sei que o que você quer é fazer o seu nome às custas da minha cliente, mas eu não vou permitir. Eu conheço muita gente nessa cidade, então presta muita atenção no que você vai publicar nessa sua revista. Eu posso fazer da sua vida um inferno.

- Isso é uma ameaça, Karen? Porque a Rihanna que eu conheço não precisa de ninguém fazendo ameaças por ela; ela é bem capaz de fazer isso sozinha. Então, eu imagino que ela não saiba que você está aqui, certo?

- Certo.

- Ótimo. Então eu vou deixar claras duas coisas que eu sinceramente espero que você entenda. Um: eu não arquitetei nenhum reencontro com a Rihanna e nem quero uma segunda chance com ela. A nossa história foi linda, mas ela é passado. O que sobrou foi um carinho muito grande. E dois: eu sou uma profissional e é assim que eu pretendo levar essa matéria. Nada do que eu saiba sobre a vida da Rihanna e que não tenha sido falado ou tratado durante as minhas entrevistas com ela ou com a equipe será mencionado na matéria. E se você não gostar de alguma coisa, pode ligar para a minha editora-chefe. Eu tenho um cartão dela aqui dentro, se você quiser.

- Não é necessário. Acho que nós já nos entendemos.

- Concordo. Agora eu vou voltar para a cama e fingir que essa conversa nunca existiu.

E antes que a mulher que estava de pé no corredor pudesse responder qualquer coisa, Katy bateu a porta com a força de toda a raiva que sentia. Tremia da cabeça aos pés. Odiava confrontos como aqueles, mas ficou feliz por ter conseguido manter a voz firme. Quem aquela mulher pensava que era, batendo na porta do seu quarto, no meio da madrugada, para fazer ameaças.

Estava no meio do caminho de volta para a sua cama, quando voltou a ouvir batidas em sua porta. No mesmo instante pensou que Karen tivesse retornado para fazer mais alguma acusação barata e avançou até a porta batendo pés, os olhos flamejando. Antes que terminasse de escancarar a porta, já dava uma resposta mal-criada.

- QUE QUE FOI?!

- Nossa, Katy, eu sei que você não costuma acordar muito bem-humorada, mas não me lembrava de ser assim tão ruim.

- Desculpa, Rihanna. Achei que fosse outra pessoa.

- Esperando visitas? Estou atrapalhando alguma coisa?

- Não e não. Na verdade, sim. Eu preciso muito dormir. Estou exausta. – A voz de Katy não era mais do que um gemido nesse momento, seu sono já tinha se tornado uma dor quase física. Apesar disso, abriu um pouco mais a porta e deu passagem para que a cantora entrasse em seu quarto. Não havia necessidade para mais uma conversa no corredor e também não queria correr o risco de Karen ver as duas conversando, de pijamas, de madrugada.

- Eu também. Na verdade é por isso que eu vim aqui. Lembra daquele período que você passou no meu apê lá em Nova York.

- Eu me lembro de bastante coisa daquela época, mas não sei aonde você quer chegar.

- Bom, naquela época eu tinha um problema seriíssimo de insônia antes das minhas apresentações. E a única coisa que me relaxava a ponto de conseguir dormir de novo era conversar com você. Então eu pensei que...

- Você quer que a gente converse até você dormir? Oi?

- Levando em consideração que a minha insônia voltou depois que você reapareceu na minha vida, acho mais do que justo. Vamos lá. Não vai doer nada. Além do mais, você acabou de falar que também precisa dormir.

- Sim, mas o meu único problema nesse departamento são pessoas batendo na minha porta em horários não apropriados.

- Por favor, Katy. Vinte minutinhos. Prometo.

- Vinte minutos e você volta para o seu quarto?

- Combinado.

- E tudo o que você disser poderá ser usado na minha matéria?

- Sim, sra. jornalista.

- Tá bom. Me convenceu. Vem para a cama!

(...)

- Eu posso perguntar sobre essa namorada ou ela é assunto proibido?

Katy e Rihanna dividiam a cama de casal do quarto da jornalista. A primeira estava sentada em cima das próprias pernas, com as costas contra a cabeceira, enquanto a outra se deitava ao seu lado, por cima das cobertas. Mesmo depois de tanto tempo aquilo parecia muito natural para as duas, como se tivessem dividido a mesma cama todos os dias naqueles anos.

Uma vez que a conversa engrenou e a estranheza inicial foi vencida, as duas descobriram que ainda tinham muito assunto. A convivência natural começou a ser restabelecida e aquele papo que só deveria ter durado vinte minutos já rolava há pelo menos uma hora.

- Na verdade eu não sei muito bem o que ela é nesse momento. – O pesar na voz de Katy era bastante evidente.

- O que aconteceu, Katy? Vocês brigaram?

- Noite passada, quando você me fez chegar em casa às três da manhã. Ela estava acordada e tivemos uma discussão horrorosa. E hoje ela não me atendeu o dia inteiro. Nem o Johnny ela atendeu!

- Foi mal!

- E você? Alguém importante?

- É um pouco difícil manter um relacionamento com essa vida maluca que eu ando levando. Eu paro muito pouco em casa e ainda não achei ninguém que topasse isso.

- É, não deve ser fácil ter que acompanhar a vida da própria namorada pela televisão.

- Mas eu ando sentindo falta, sabe? Nunca achei que um dia eu fosse admitir isso, mas eu, Rihanna, ando me sentindo carente.

As duas compartilharam uma gargalhada que fez Rihanna rolar pela cama e terminar com a cabeça no colo de Katy. Aquela posição era conhecida pelas duas, e perigosa também. A morena estava prestes a se levantar quando sentiu os dedos de Katy passeando pelos seus cabelos. Como era boa aquela sensação! Como sentiram falta daquilo! Sabiam que deviam parar, mas resolveram ficar naquele silêncio cúmplice por mais alguns minutos.

- O que foi que aconteceu com a gente? Onde foi que deu tudo errado?

- Como assim, Katy?

- O que a gente tinha era tão bom, tão sólido e, de repente, tudo ruiu. Parecia uma daquelas construções de baralho que desmoronam de uma só vez.

Rihanna se levantou para olhar a mulher à sua frente nos olhos. Era a primeira vez que conversavam sobre o rompimento e precisava garantir que Katy iria entender tudo o que tinha para dizer.

- Sabe, Katy, eu já me fiz essa pergunta um milhão de vezes. Eu já culpei muita gente, já inventei muita desculpa, mas acho que eu finalmente entendi os porquês do que aconteceu.

Fez uma pausa para tomar fôlego. Sabia que precisava falar tudo o que estava engasgado, mas não estava acostumada a se expor tão abertamente assim. Escolhia as palavras com cuidado e falava devagar.

- Quando você sofreu a sua lesão, eu não consegui compreender exatamente o que aquilo significava para você, para a sua carreira. Eu achei que era mais um machucado normal e que logo você estaria de volta. Por isso eu não fui ficar com você. Eu fui egoísta e preferi continuar em Nova York, focando na minha carreira. E quando você me ligou, chorando, destroçada, me contando que a sua carreira tinha chegado ao fim, eu fiquei sem chão. Eu não sabia como reagir à sua dor e à minha vergonha.

Katy tentava absorver o real sentido daquelas palavras. Rihanna estava se desculpando pelo rompimento? Depois de ela ter culpado a si mesma por tanto tempo? Sem perceber, tomou as mãos da ex-namorada entre as suas e deu um leve apertão de encorajamento.

- Mas eu engoli isso e fui te ver, lembra? Você estava na casa dos seus pais, com o braço imobilizado. Eu sabia que devia estar do seu lado, mas não tinha a menor ideia de como.

- E eu não ajudei nem um pouco, né? Eu falei algumas coisas horrorosas para você.

- Bonito não foi. Mas eu entendo. Você tinha acabado de ver o sonho de toda a sua vida ser destruído. É normal que você estivesse sem rumo. O problema não foi o que você me disse. O problema foi como eu reagi a isso. Eu fui covarde. Eu devia ter ficado, devia ter lutado por você, pela gente. Devia ter provado a você que o que eu mais queria era você.

Duas lágrimas grossas escorreram pelo rosto moreno da cantora. Ela abaixou o rosto. Sabia que choraria muito mais se olhasse nos olhos de Katy. Olhando para as próprias pernas e com a voz trêmula e insegura disse o que devia e queria ter tido em todos esses anos.

- Você me desculpa, Katy? Por ter sido tão infantil e covarde? Por não ter lutado pelo que a gente tinha?

Katy deixou que seu corpo falasse por ela e envolveu Rihanna em um abraço há muito atrasado. Aquele contato físico foi a deixa para que a cantora liberasse todas as emoções que vinha contendo. A jornalista podia sentir os soluços da outra contra seu peito, o descompasso da respiração na pele sensível do pescoço e apertou ainda mais o abraço. Afagou os cabelos negros novamente e deixou que uma das mãos deslizasse pelas costas morenas.

E para que não houvesse nenhuma dúvida entre elas, sussurrou no ouvido de Rihanna as palavras que a outra tanto quisera ouvir.

- É claro que eu te desculpo.

Rihanna se afastou num repente, um sorriso escancarado estampado no rosto molhado pelas lágrimas. Olhou fundo nos olhos de Katy e parecia que nenhum tempo tinha se passado. Ainda eram as mesmas meninas de vinte e poucos anos, apaixonadas e sem nenhuma preocupação em seus corações. As duas morenas pareciam grudadas no olhar uma da outra, mas Katy foi a primeira a quebrar o encanto. Abaixou o olhar antes de prosseguir com o que tinha a dizer.

- Eu te desculpo, mas você também tem que me desculpar. Lesão nenhuma justifica a maneira como eu te tratei. Eu sei que foi errado, muito errado.

- Empatadas, então?

- Isso. Empatadas.



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