História One More Night - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Durarara!!
Personagens Celty Sturluson, Izaya Orihara, Shinra Kishitani, Shizuo Heiwajima
Tags Shizaya
Exibições 81
Palavras 2.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Alguém disse mais lemon? ¬u¬

Capítulo 3 - Preocupação


Fazia duas semanas. Duas semanas que Izaya Orihara não aparecia em Ikebukuro, e Shizuo simplesmente não sabia o que fazer. Geralmente ficaria mais feliz sem aquela peste, mas desde aquela vez, não havia conseguido parar de pensar nele.

Foi naquela noite fria de dezembro quando ele apareceu, finalmente, andando pelas ruas da cidade com o mesmo casaco de sempre.

— Shizu-chan~ — Se aproximou do loiro, sem medo nenhum e com um sorriso no rosto. Shizuo também não sabia o que fazer; Varona e Tom estavam juntos com ele, e não queria que eles soubessem o que havia acontecido.

— Izaya. O que você quer agora? Achei que tinha te dito para ficar longe de Ikebukuro.

— Aw, que cruel. E eu achando que você sentiu minha falta...

— O que você quer? — repetiu, tentando não perder a paciência. Era o Izaya, e estava na sua frente, por que diabos não conseguia simplesmente socar a cara dele?!

— Só queria ter uma conversa amigável com o Shizu-chan. Mas se não quiser, posso simplesmente falar aqui e agora. — aquele sorriso se alargou, fazendo uma veia se destacar na testa do loiro por um momento.

— Pode me dar um minuto, Tom-san?

Ele concordou, sabendo que não tinha outra opção.

— Nós praticamente já terminamos por hoje, Shizuo. — respondeu. Automaticamente, Shizuo puxou o outro pela touca da jaqueta e praticamente o arrastou para um beco vazio, o jogando contra a parede e o segurando pela gola da blusa.

— Desembucha, Izaya.

— Tão sério. Você realmente está preocupado com o que vão pensar se descobrirem o que você fez?

— O que você fez, no caso.

— Eu? Shizu-chan, nós somos dois. — e realmente, a culpa era dos dois.

— Pulga...

— Certo, certo. Sem necessidade de agressão. Eu...

Um segundo.

Dois.

Dez.

E Izaya não achou as palavras certas. Não conseguia dizer que queria que aquilo que aconteceu acontecesse de novo. Ainda odiava o maior com tudo que podia, mas, inevitavelmente...

— Oi, Izaya.

O moreno soltou o ar que estava segurando, só agora percebendo que ficou tanto tempo prendendo a respiração que seu rosto já deveria estar vermelho. Estava perdendo o controle, tudo por culpa daquele monstro.

— E-Esquece. — falou, talvez baixo demais, tentando fazer com que Shizuo soltasse sua blusa. Por incrível que pareça, ele soltou, mas moveu suas mãos para os ombros do menor.

— Você queria falar sobre aquela noite, não é? — O loiro suspirou, enquanto Izaya tentava de alguma forma desviar o olhar — Eu não sou tão burro assim. Você não veio mais porque não queria me encontrar?

— Achei que queria que eu "ficasse longe de Ikebukuro"? — perguntou, usando sarcasmo mesmo quando cheio de um nervosismo que nunca sentiu antes — Você sentiu minha falta mesmo! Na verdade, vim pedir meu celular e meu canivete de volta.

Riu, fazendo aquele mesmo movimento para a gravata-borboleta que fez semanas atrás, porém com as mãos claramente trêmulas.

— Eu... não me importaria de fazer aquilo de novo, Shizu-chan.

Puxando-o para um beijo, Shizuo fingiu que não notou o nervosismo do outro, que logo logo sumiria. Estavam em um beco escuro, sim, mas nada impediria alguém de chegar a qualquer momento. Mas é claro que, numa situação como aquela, os dois não poderiam se importar menos.

O loiro pediu passagem com a língua e Izaya automaticamente permitiu, jogando os braços ao redor do pescoço dele. Descartou as calças do menor e logo puxava o zíper da própria, olhando para o moreno hesitantemente.

— O que foi? Só anda logo, Shizu-chan. Você não precisa nem me preparar.

Se posicionando, só quis confirmar uma última vez:

— Tem certeza?

Izaya revirou os olhos e concordou com a cabeça. Shizuo o penetrou de uma só vez, arrancando um gemido alto do moreno.

— Ahh, ah- — Shizuo tampou a boca dele, o impedindo de atrair a atenção de alguém.

— Izaya-kun. Segura sua voz. — sua voz irritante, queria dizer, mas talvez aquela não fosse a hora certa para ficar irritado. Assim que Izaya concordou com a cabeça, Shizuo tirou a mão que tampava a boca dele.

— Só... espera um pouco... — O informante murmurou, sabendo que ter dito para Shizu-chan não o preparar foi uma péssima opção. Sim, Izaya havia se preparado antes de enfrentar Shizuo, mas pela dor que estava sentindo aquilo não havia sido o suficiente.

Shizuo esperou até Izaya o puxar para um beijo novamente, que foi como um "pode ir" silencioso, que talvez, se dito em palavras, fosse demais para o orgulho do moreno.

Começou a se movimentar, e cada estocada levava a uma série de gemidos por parte de Izaya. E Shizuo, enquanto o tocava, não pôde deixar de notar que o informante não ficava tão ruim assim naquela posição.

Enquanto ambos chegavam ao clímax, mergulhados em puro prazer, Izaya aproveitou para roubar um último beijo abafado, apertando firmemente suas pernas ao redor da cintura do maior.

Pouco a pouco foram se acalmando, a camisa preta de Izaya agora suja pela substância esbranquiçada.

O informante escondeu o rosto no peito do loiro, sua respiração cada vez mais lenta. Estranhando a ação do outro, Shizuo resolveu perguntar.

— Izaya..?

Levantou o rosto dele, apenas para notar que ele estava dormindo, provavelmente desmaiado de cansaço após todo aquele ato. O maior suspirou, vestindo-se e vestindo Izaya também, visto que ele não estava em condições para isso.

Só agora que havia notado o que fizeram e principalmente onde fizeram, percebendo que teria que levar Izaya para seu apartamento de novo.

Ao menos, desta vez, Izaya não tinha como falar.

 

Na manhã seguinte, o moreno acordou novamente confuso, mas dessa vez percebendo rápido que estava no apartamento de Shizuo, na cama de Shizuo. Também notou algo molhado sobre sua testa, e uma dor de cabeça que beirava mais para o desconforto do que para a dor em si.

— Você acordou. — escutou a simples afirmação, sentando-se para poder ver o dono da voz de pé em frente à cama. Sentiu uma onda de cansaço no corpo apenas pelo movimento de sentar, se segurando para não cair de volta no colchão.

— Ah, Shizu-chan. É ruim que eu esteja me acostumando a acordar na sua cama? — Sorriu, deixando a toalha molhada cair de seu rosto — O que é isto..?

— Não se esforça, idiota. — Shizuo o forçou a deitar na cama novamente, colocando a mão sobre a testa dele. Izaya quase recuou com a sensação fria da mão do loiro. — É para a sua febre que, por sinal, ainda não passou.

Izaya ficou quieto por alguns segundos, o que era super incomum — geralmente, a este ponto, ele estaria falando algo inteligente com a intenção de diminuir Shizuo como sempre. Mas assim que o loiro foi perguntar o que havia de errado, Izaya soltou uma série de espirros, usando uma das mãos para tampar a boca.

— Aah... Mas é claro que eu peguei um resfriado. Do jeito que o Shizu-chan é, sendo tão brusco comigo no meio da rua em uma noite fria...

— Você que começou isso! E nem foi no meio da rua... — Murmurou a última parte, constrangido.

Mais alguns segundos de silêncio se passaram, até Izaya resolver abrir a boca.

— Me ajudar te faz se sentir melhor?

— Huh?

— Você me trouxe aqui de novo. Eu poderia ter muito bem voltado pra casa sozinho.

— Com certeza você poderia, considerando que ficou inconsciente por mais de dez horas. — Shizuo rosnou — Eu não podia te deixar ali.

— Então você teve pena de mim?

— Eu não... Não. Eu só me sinto responsável. Não é como se eu quisesse te ajudar, mas foi culpa minha que isso aconteceu, não foi? Seria simplesmente cruel se eu não te trouxesse pra cá.

— Espero que isso não aconteça mais vezes.

— O quê? Você não quer mais..?

— Não é isso, protozoário estúpido. É só que... —Que eu odeio quando você me vê fraco, pensou em dizer — Deixa quieto.

Shizuo suspirou.

— Certo. Tudo bem se você não quiser me falar agora. Só... Descansa, ok? Não preciso que você fique ainda pior.

Não quero que você fique ainda pior, era o significado por trás daquela frase. O informante só concordou com a cabeça e voltou a dormir, exausto demais para discordar.

Shizuo começou a se perguntar quando que começou a se importar com aquela pulga. Talvez apenas hoje, talvez duas semanas atrás, talvez já faça anos. Provavelmente só hoje, porque estava percebendo o quão frágil Izaya era, do tipo de ficar doente por apenas uma noite no frio.

Suspirou, não conseguindo parar de olhar para o rosto do moreno. Ele estava sem camisa, também, e só agora Shizuo notou as marcas no corpo dele. Algumas marcas roxas que pareciam sumir, outras ainda vermelhas que aparentavam ser recentes. Aquilo não era culpa dele, certo..?

Assim que se moveu para tocar uma marca em particular no abdômen de Izaya, sentiu uma mão segurar seu pulso. Olhos vermelhos o encaravam, mostrando que o informante ainda estava acordado.

— Não ouse. — falou seriamente, fazendo Shizuo congelar no lugar.

— De onde é isso?

— Você se lembra daquela máquina de venda que jogou em mim cerca de três ou quarto semanas atrás?

Shizuo engoliu seco, mas Izaya só riu.

— Estou brincando, Shizu-chan. Você não é meu único inimigo. E além do mais— tossiu algumas vezes — Eu não deixaria alguém como você me atingir.

Shizuo sentiu uma vontade enorme de se revoltar e responder àquele insulto, mas esta sumiu ao som da tosse do outro.

— Cala a boca. Você só está piorando sua situação.

— E quando foi que você começou a se preocupar comigo?

 

Na verdade, Shizuo também não sabia.

 

 

Já era noite quando Izaya se recusou a comer mais uma vez, assim como havia feito o dia inteiro. Cansado, gripado e frustrado eram os três melhores adjetivos para descrevê-lo nesse momento. Mal levantou da cama o dia inteiro, e ainda por cima, era a cama daquele monstro.

Estava perdendo um dia inteiro de trabalho por culpa de Shizuo e sequer estava em condições de ir para casa.

— Izaya-kun. — o chamou novamente — Você precisa comer alguma coisa. Não é atoa que você fica doente fácil, sendo o palito que é.

— Eu não quero, Shizu-chan, me deixa em paz. — murmurou, querendo voltar a dormir.

— Ou você come, ou eu vou te forçar a engolir esta sopa.

Izaya definitivamente não duvidava que o loiro fosse fazer isso, então se forçou a sentar na cama e segurar o prato.

— Shizu-chan, eu não quero...

Agora que Izaya não estava mais deitado, Shizuo conseguia ver o quão mal ele estava, e sua expressão cansada fazia o loiro se perguntar se aquilo era só uma gripe mesmo. Nem quando Kasuka ficava gripado a situação era tão ruim.

— Só um pouco. Eu não vou te forçar a comer mais do que aguenta. — falou, contrariando as suas palavras anteriores.

O moreno ergueu uma sobrancelha.

— Por que você continua me tratando assim? Será que você se apaixonou por mim, Shizzy~? — riu, apesar da voz rouca.

Mas Shizuo não achou aquilo engraçado. Pelo contrário, congelou no momento, demorando alguns segundos para processar aquilo. Talvez seja por isso que não conseguia mais sentir raiva do informante...

Tirou os pensamentos da cabeça de vez, imaginando que aquilo era loucura. Se apaixonar por aquela pulga?, pensava, Impossível.

Pensou em responder Izaya, mas ele já estava tomando a sopa, nem ligando mais para o maior.

— Não quero mais. — falou, devolvendo o recipiente para Shizuo.

— Huh? Mas você não tomou nem um terço da sopa!

— Wow, você sabe o que é um terço? Estou impressionado com a sua evolução de inteligência.

— Anda logo, come mais.

— Já disse que não quero, para de agir como uma criança teimosa!

— Eu?! Você que não quer comer, sua pulga-

Parou o que ia dizer ao ver que o rosto do moreno estava pálido demais.

— Izaya-kun..?

— Desculpa, Shizu-chan. Eu estou cansado demais pra discutir com você hoje, ne?

O loiro se acalmou rapidamente, suspirando.

— ...Ok. É melhor que você descanse mesmo, assim pode dar o fora mais rápido.

Izaya riu, e pela primeira vez Shizuo não estava com raiva da risada dele. Resolveu deixá-lo descansar e saiu do quarto assim que Izaya fechou os olhos.

Pelo visto teria que dormir no sofá hoje.



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