História One More Night - Capítulo 8


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Categorias Carmilla
Personagens Carmilla, Laura, Personagens Originais
Tags Ação, Carmilla, Comedia, Drama, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Hollstein, Karnstein, Laura, Luta, Magia, Natlise, Negovanman, Orange, Romance, Serie, Vampire, Web, Yuri
Visualizações 72
Palavras 1.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Steampunk, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo povo da madrugada.
Mais um cap. E o rolo desenrola em one more

Capítulo 8 - Quatro problemas e você - parte 1


Fanfic / Fanfiction One More Night - Capítulo 8 - Quatro problemas e você - parte 1

O ar parecia mais frio, Laura podia sentir seu corpo tremendo com suas roupas úmidas do tombo, seu casaco cinza estava quase preto com as manchas escuras de gelo derretido, as nuvens de fumaça saindo de sua respiração a faziam parecer um dragão bufando fogo.

- Atchim!!! Ah não! Vamos, a trilha esta quente – Disse ela entre espirros. Por mais loucura que aparentasse ser a ideia, ficar fora da neve era o melhor que poderia escolher, pois a hospedaria já estava distante e, com o corpo a tremer pôs os pés no caminho – feito por uma escavadeira noturna ambulante, só pode ser – um arrepio subiu-lhe a espinha, ela olhou para trás um sentimento ruim dentro de si que, não vinha das roupas molhadas.

O vento soava assustador no topo das arvores, um zunido vinha de longe e, se aproximava dela velozmente, cada vez mais próximo, com o som mais forte, acompanhado do bater de asas sombrias, como se aquilo viesse buscá-la da vida, uma onda do som de morte. A jornalista disparou correndo na trilha aberta, a onda de pavor sonoro a perseguia, algo lhe roçou a lateral do seu rosto, quando constatou ser um corvo grasnando por sua carne, ele avançou, ela caiu com outros corvos voando em sua direção.

Aos berros ela conseguiu se livrar deixando o casaco para trás e, cavando um túnel como uma toupeira, um metro depois ela saltou da neve corendo como louca, os corvos a perseguiram. A jornalista caiu mais uma vez num buraco de cuia, dali viu uma passagem atrás de um arbusto, sem pensar duas vezes ela correu para aquela subida, o caminho estava um pouco estreito, mas era como se a garota soubesse onde pisava – milagre.

Laura engoliu a seco quando deu de frente para a casa dos horrores que visitara com as meninas, mas os animais atrás dela não estavam nem ai e, desceram do alto da passagem para deleitar-se da carne macia dela. Sem tempo e sem escolha, ela correu no meio da neve mais alta e, meteu o joelho na cerquinha miserável escondida pelos flocos brancos, mas conseguiu pular a desgraça com arame farpado, então se jogou na frouxa porta e a fechou rapidamente, segurando a porta com as costas, sentia as bicadas e trombadas dos bichos na madeira. Chorando de desespero, a loira sentiu-os cessando as investidas, mas não à caçada.

- O que esta havendo? – Ela perguntou ao escorrer na madeira até sentar no chão, sua respiração desenfreada do momento mais aterrorizante de sua vida.

As lagrimas cobriam seu rosto, ardendo ao rolarem a bochecha esquerda com o corte, feito pelo penado mais cedo, os ossos doíam com o frio e o pânico que a fizera ultrapassar Jesse Owens[1] nos 100 metros rasos, sem entender o que, sem saber o que, mas temendo como se soubesse exatamente o que havia ali.

Eles ainda grasnavam resmungando lá fora, quando Laura deitou os olhos num amontoado perto de uma das vigas centrais, antes que pudesse dar um nome ao estranho objeto, apertou os dedos no chão úmido e, era meio morno, sentiu suas calças encharcadas. Parecia ser o que pensava, estava ela com três anos novamente a molhar a cama, tornou as mãos frente ao rosto e, não era nada de sua bexiga, era escuro...escuro como aquelas marcas de “lama” na trilha de neve, mas...

- Lama... – Sua voz sumiu ao mirar por sobre a ponta dos dedos, a fonte daquele liquido escuro e viçoso, partindo do monte e, ressumando do dependurado resto de animal no topo da viga. Um grasnado a tirou do filme de terror, apenas para jogá-la em um pesadelo, um corvo entrara pelo telhado, permitindo um feixe de luz revelar o que estava pendurado por um gancho - ...Theo... – Laura engasgou assistindo os cordões de carne do lenhador balançado de seu corpo partido, aquilo no chão era a parte de baixo.

- ...Lau...ra... – Ele cuspiu sangue com os olhos esbugalhados, resfolegando no resto de vida que tinha.

Ela gritaria, mas o terror esmagava todo o seu peito, rasgava seus pulmões e enforcava sua garganta. O corvo ali dentro grasnou, antecedendo a investida na garota, mas algo o atacou antes, escuro, grande e, mastigando o as plumas do animal vivo. O que fosse olhou-a com olhos incandescentes em laranja flamejante, embora o corpo parecesse de um homem – muito grande e forte – os olhos não eram humanos.

Laura mal se movia, suas pernas tinham virado parte do chão, suas mãos estavam travadas no negro viçoso e, seu corpo mais petrificado que a própria cidade de Pompeia. O homem, ou criatura findava os berros de agonia do corvo, fechando os molares no peito do bicho, ele grunhia, farejando-a, o vapor que deixava sua boca era iluminado pela luz atrás dele, entregando sua origem infernal. As aves do lado de fora faziam um escândalo, abafando os grunhidos do brucutu a menos de dois metros dela que...

- Te achei! – Vociferou Carmilla abrindo a porta sem aviso e, tirando Laura dali apertando-lhe o pulso. Em alguns poucos segundos ambas estavam no meio da floresta depois da passagem – Caralho! Você quer morrer é?! – A mal-humorada nem olhava para Laura enquanto xingava até a oitava geração dos ancestrais dela.

A jornalista não conseguia pronunciar palavra alguma, tentava entender onde ela entrava naquele pesadelo, as arvores passavam como pequenos riscos brancos em uma foto velha e, sua mente latejava em parafuso. A vampira era bruta sem qualquer gentileza, apertando o pulso da outra quase o partindo, estava tão irada quanto se podia imaginar, aquele saco de pulgas que era Doran, a cadela verde na hospedaria, as galinhas carnívoras voadoras, os estorvos ambulantes que se vestiam de gente e, a pior de todas, essa garota estúpida em perigo...

Sem mais nem menos Carmilla parou no meio do caminho, de repente questionava sua linha de comportamento nos últimos dois minutos, quando abriu a porta do barracão e tirou essa idiota o qual puxava como uma sacola velha.

Laura trombou nas costas da morena natural e, notou as várias penas decorando os cortes no casaco da vampira que, afrouxava os dedos em seu pulso.

- Carm... – A jornalista tentou falar, logo antes da criatura infernal abocanhar o ombro da primeira da fila – CARMILLA!!! – Gritou com a vampira rolando a decida com o demônio grudado nela.

Alguns sons de luta e feras se matando vinham da escuridão entre as arvores, sons de carne rasgando e madeira sendo quebrada. Tudo se aquietou com um estampido de osso se partindo, Laura procurou qualquer sinal de vida, desejando com todas as forças que, a garota mal-humorada estivesse subindo a montanha em sua direção.

- Carm... – Ela chamou na escuridão, expelindo o resto de calor de seus pulmões, Laura caiu de joelhos, só a vaga ideia de perder aquela estranha esquentada, ardia sua alma em agonia – Carmilla!!! – Berrou ao avistar um vulto na subida, mas com os olhos incandescentes.

Era demais, ela já não tinha mais forçar para fugir. A figura demoníaca usava as mãos para correr em conjunto com pés, acabou...

O vulto tombou para o lado, uma segunda sombra saltava sobre a primeira, espancando-a com um galho. A visão de Laura embasava com sua consciência deixando seu corpo.

***

Os olhos de Laura doíam mesmo fechados, foram as lambidas da pequena e felpuda Chello que, devolveram sua coragem de recobrar a consciência. Era o teto de seu quarto, era a luz ofuscante da tarde.

- Meu deus você acordou – Disse LaF aliviada.

- Acordei? – Perguntou Laura com o corpo moído. Chello tinha o rabinho a mil, lambia e pulava na loira.

Laura tentava encaixar os pensamentos, sonhos? Seu corpo dolorido, os inúmeros curativos combatiam a pergunta medíocre. LaF voltava para o quarto com Perry logo atrás.

- Laura – A dona da hospedaria correu para abraça-la – Que susto você nos deu! Sorte seu pai ter saído da cidade, se não... – Em conjunto LaF e Perry pousaram a mão na testa, imaginando o tamanho do barraco que Sherman Hollis faria pelo estado da filha.

- Não, por favor, uma guerra já esta de bom tamanho para desgraça – Disse a cientista, certa de que, o pai de Laura seria capaz de declarar a 4° guerra mundial.

- Meu pai? – Laura ainda não se encontrava no meio de tudo, mas também massageava a testa latejando. Latejou ainda mais ao brusco andar de Danny entrando no quarto com dois machados em mãos e Kirsch logo atrás com um copo de café.

- Laura! – Danny se jogou de joelhos aos pés da cama abraçando a loira que, guinchou aos braços da ruiva pressionando seus curativos – Desculpa, é que, me deu tanto medo ontem e, hoje, quando você não acordou – A lenhadora falava com lagrimas nos olhos.

- Não...calma Danny, eu...o que...que...aconteceu? – Laura perguntou realmente absorta de tudo.

- O que? Você não lembra? – Disse Danny incrédula, porém o rosto da loira era tão inocente que, ninguém diria que ela estava mentindo. A lenhadora desamarrou da cintura o rasgado casaco e o perdido chapéu da detetive – Laura o que aconteceu?

[1] Campeão olímpico no atletismo em Berlim (1936).


Notas Finais


Então? Deu rolo?
Não desistam de mim. Estou me esforçando pelos cap. 😅


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