História One More Time - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Duas Fases De Fanfic, Hobi Gravidinho, Hoseok!bottom, Otpzao, Sope, Tae!kid, Yoon!seme, Yoongi!top, Yoonseok
Visualizações 136
Palavras 2.141
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, tudo bem bebês?

Pois então, eu sei que faz milhões de anos que eu não atualizo e agora, depois de três meses, eu me sinto segura para continuar a fanfic.
Não irei sair do hiatus, apenas irei escrevendo um capítulo aqui e alí conforme a minha disposição de criatividade e de tempo, porque como alguns sabem, eu faço faculdade e isso torna meu tempo mais curto.
O capítulo tá mais sadzinho, porém eu prometo altas putarias para o próximo, segurem essa!

Boa leitura 🌸

Capítulo 3 - Third.


5 anos antes

[...]


Os olhos cobertos por óculos de descanso encaravam a tela do Notebook disposto a frente, a caneca de chocolate quente cremoso estava disposto na mesinha de centro, ao lado do computador. Hoseok tinha as costas encostadas no sofá fofinho atrás de si, enquanto a coberta quentinha lhe cobria os ombros e o restante do corpo naquele dia frio e de chuva mansa. Era um dia típico de seu gosto, apesar de alegre demais, Hoseok adorava calmarias e cheirinhos doces, um completo apaixonado pelo inverno e pela neve que insiste em cobrir gloriosamente cada mínimo detalhe de sua amada cidade.

Naquele dia Hoseok fora dispensado de seu estágio no jornal informativo, podendo tirar o dia todo para si e para seus estudos, e era exatamente isso que fazia naquele momento, analisava cada mínimo detalhe de uma matéria que seria colocada apenas como manchete no blog do jornal, mas que na verdade, só estaria frente aos olhos de seus leitores na próxima edição de papel do jornal.

Suspirou por fim, trazendo para seus pulmões o cheiro doce de sua bebida quente, aquecendo-lhe de uma forma gostosinha. Sorriu largo quando, finalmente, acabou de revisar a última palavra de sua matéria, como sempre, Hoseok havia se empenhado demais em escrevê-la e de si deu o melhor para que tudo saísse completamente belo aos olhos de seu editor chefe. Enviou tudo por e-mail para seu chefe e logo já estava assistindo seu Notebook desligar de acordo com seus comandos anteriores.

Não havia como negar, Hoseok se sentia satisfeito com a sua vida. Tinha um bom emprego apesar de ter acabado a faculdade a pouco, já tinha uma certa carga de confiança dentro do jornal e amava aquilo que fazia com uma devoção inexplicável. Hoseok fora criado entre inúmeras prateleiras de livros e jornais antigos, muita leitura e papel amarelo para o conforto de seus olhos, tudo aquilo lhe cativava e lhe colocava um sorriso insistente nos lábios. Orgulhava-se de si, de ser quem era, de ter o que tinha, materialmente falando, e de possuir tudo o que possuía. Depois da morte de sua avó, Hoseok demorou um belo par de tempo para compreender tudo, não aceitar, mas entender que a lei natural da vida havia, mais uma vez, sido efetuada em sua família. Entretanto, entre tantas coisas tristes e inúmeros desafios, Hoseok tinha um belo par de olhos escuros em sua vida. Algumas pessoas dizem que se você ver uma luz no fim do túnel, você deve correr com todas as suas forças, porque na certa é um trem que vem te atropelar, mas Hoseok acreditava já ter passado pelo túnel de sua vida, e agora, era tudo lindo, colorido e cheirando a lavanda. Tudo como deveria ser.

Yoongi esteve consigo em todos os momentos difíceis de sua breve vida, que apesar de parecer longa para si, não era quase nada perante a sociedade exigente que há por fora das portas de casa. E além dos momentos difíceis, Yoongi também presenciou, e muitas vezes foi a causa, de momentos inesquecíveis na vida de Hoseok. Orgulhavam-se um do outro, de suas profissões, de seus modos de ser, de ter o que tinham e de amarem um ao outro. Ah, não havia nada mais belo no mundo, na concepção de Hoseok, do que seu namorado acordando no fim de semana, os olhinhos inchados e os lábios constantemente vermelhinhos entreabertos, assim como os cabelos coloridos bagunçados sobre seu travesseiro de boa qualidade. Hoseok era o papel escrito de um bobo apaixonado por Min Yoongi, mas também não importava-se de ser taxado de tal forma, desde que Yoongi permanecesse consigo e lhe amando igualmente.

O acastanhado piscou inúmeras vezes ao que sua atenção fora atraída pelo som da campainha, naquele horário Yoongi estaria nas dependências da empresa de seu pai, o que fez Hoseok sorrir ao pensar que... será que o Min havia adiantado seu horário de saída para fazer uma surpresa para si? Com estes pensamentos deveras inocentes e alegres demais, Hoseok levantou-se rapidamente, gritando um “já vai” enquanto dobrava eficientemente a coberta que lhe cobria anteriormente e fechava o Notebook, deixando a coberta sobre ele. Antes de abrir a porta, Hoseok olhou-se no espelho ao lado da mesma, ajeitando o cabelos escuros para o lado e puxando o moletom por cima das calças, e então, de forma sorridente, abriu a porta. Seu sorriso diminuiu aos pouquinhos ao ver ali uma das poucas pessoas no mundo da quais queria distância, porém, recolocou o sorriso nos lábios, tentando ser o mais educado e gentil o possível, afinal cada um oferece aquilo que tem.

— Senhora MinJi? — ditou em um certo tom de espanto, não estava totalmente desapontado com a presença da Min ali, porém estava curioso no porquê de sua sogra que lhe odiava estar plantada na porta do seu apartamento lixoso, segundo as palavras da mesma. — Entre, em que posso ajudá-la?

MinJi entrou sem ao menos dizer os devidos cumprimentos a Hoseok, seus olhos arrogantes de petulante visível percorriam toda a extensão do apartamento simples, mas deveras limpo e organizado. Min MinJi sempre foi uma mulher sem escrúpulos que lutou, e luta, pela preservação do nome que a família demorou gerações e gerações para construir, mas que naquele momento estava sendo quebrada da pior forma possível, porque segundo ela, Hoseok era manipulador a ponto de por seu próprio filho contra si.

— Sente-se senhora. — Hoseok gesticulou o sofá, porém MinJi recusou com um gesto nas mãos, não sentaria-se naquele local imundo onde aquele manipulador sentava-se. — Posso fazer algo pela senhora?

— Na verdade, você pode sim querido. — pela primeira vez, desde que chegara ali, Hoseok pôde ouvir a voz potente e feminina de MinJi. A mulher ainda estava parada ao lado da mesa de centro, assustando Hoseok com a expressão facial que apresentava. MinJi só lhe chamava de querido perante Yoongi, por mais falso que fosse. — Você me ajuda muito se aceitar a minha proposta.

— Que proposta?

— Convenhamos, eu e você já sabemos que meu filho está sendo manipulado pelas suas ideias malucas e sem qualquer fundamento de tentar levar nosso nome e dinheiro consigo… — MinJi iniciou, e Hoseok já sentia um bolo formar-se em sua garganta. Lá vinha MinJi lhe humilhar novamente, como sempre procurava fazer. — Então eu vim até essa espelunca que você chama de casa, para te fazer uma proposta irrecusável, caro Hoseok.

— Por favor senhora, se retire. Eu não sou obrigado a ouvir desaforos dentro da minha própria espelunca, agora faça um favor para nós dois e se retire. — Hoseok levantou-se, abrindo a porta e esperando que a Min passasse por ali. Sua real vontade era pôr o pé na frente para vê-la se desmontar no chão, porém não o faria, era melhor do que ela é melhor do que as afirmações afiadas que está lançava em sua direção.

— Vamos Hoseok, aceite minha proposta. Você só precisa deixá-lo, eu te darei muito dinheiro para isso. É dinheiro o que você quer, não é? É o que você sempre quis, pare de usar meu filho para isso. — MinJi aproximou-se de si, ficando a sua frente enquanto tirava um maço de dinheiro da bolsa e o estendia em direção a Hoseok. — Pegue, é só um pouquinho do que irá ter se parar de iludir meu filho com seu falso amor e fazê-lo amar sozinho. Porque convenhamos né, Hoseok, não sei o que meu Yoongi viu em você. — MinJi olhou-o de cima a baixo, os olhos mostrando o desdém que sentia ao que os lábios se contorcem em uma careta de nojo. — É ridículo, pobre e sem um pingo de beleza.

— Eu não quero seu dinheiro, MinJi. — Hoseok suspirou, segurando as lágrimas como um louco. — Se não fosse por Yoongi, eu diria que não quero nada vindo de você, mas eu quero. Eu quero o seu filho e eu o tenho, agora se você não pode conviver com isso, eu sinto muito, porque Yoongi e eu não iremos nos separar por sua causa. — Hoseok levou a mão até as costas de MinJi, não de uma forma gentil, mas também nada rude demais, empurrando-a para fora de seu apartamento. — Tenha o dia que merecer, senhora. Não pude voltar a minha espelunca, minha casa não merece ter o piso sujo por seus sapatos podres.

Hoseok expressou um sorriso falso, fechando a porta enquanto não deixava MinJi falar. O bolo na garganta se alastrando para todo o peito, lhe causando uma dor forte em toda a região ao que a visão ficava turva pelas lágrimas. Odiava MinJi, sua arrogância e persistência em julgar-lhe de forma tão errada como a que fazia de fato. Como fora dito, se não fosse por Yoongi, Hoseok poderia muito bem dizer que não queria nada vindo de uma pessoa como ela. Mas ele queria, e para ajudar-lhe, sua felicidade dependia de Yoongi.



Quando Hoseok decidiu que era hora de parar de chorar, tomar banho e ir ao supermercado já eram quatro da tarde, mas mesmo assim, ainda demorou algum tempo no banho, lavando os fios escuros e hidratando o corpo logo depois. O Jung costumava ir ao supermercado todas as semanas, na sexta-feira, algumas horas antes de Yoongi estacionar o carro de luxo em uma vaga alugada do estacionamento do subsolo de seu prédio, e naquele dia, apesar dos acontecimentos, Hoseok o fez como sempre fazia. Porém não estava em seus planos que durante seu retorno, fosse passar por uma moça comendo alguma coisa de cheiro muito forte próximo ao seu prédio, o que fez seu estômago embrulhar de uma maneira sem igual, causando-lhe uma náusea instantânea.

Hoseok correu o mais rápido que pode pra casa, engolindo a ânsia inúmeras vezes durante o caminho, que agora parecia centenas de vezes mais longo, não seria nada auspicioso vomitar no meio do corredor ou do elevador. Abriu a porta completamente desesperado, o cheiro parecia estar impregnado em suas narinas e roupas, e mesmo que tentasse pôr a mão sobre o nariz, ainda podia senti-lo perfeitamente. Hoseok fechou a porta com violência, correndo para o banheiro logo depois de jogar as compras recém feitas no chão da sala mesmo. Ao que suas mãos empurraram a porta do sanitário, Hoseok pôs-se a vomitar o pouco alimento que o ingeriu no dia, pondo tudo para fora com uma facilidade extrema. Mesmo depois de minutos e minutos a fio, ajoelhado à frente do sanitário, a ânsia não ia embora, obrigando-o a pôr os dedos na garganta para vomitar.

— Hobi? — o som da voz de Yoongi preencheu o ambiente, fazendo Hoseok apertar os dedos ao redor da cerâmica do seu sanitário, voltando a vomitar mais um pouco. O som do enorme molho de chaves do Min foi ouvido, e Hoseok soube que ele estava largando o objeto ao lado da TV, como de costume. — Hoseokie? — o Jung pôde, finalmente, fechar a tampa e dar descarga, fazendo com que logo Yoongi brotasse na porta. O sorriso enorme que o Min trazia consigo findou-se no exato momento em que os olhos escuros recaíram sobre a figura jogada no chão do banheiro. — Hoseok! O que aconteceu? — Yoongi abaixou-se no ato, tirando alguns cabelos do rostinho e da testa suada de seu namorado. Estava aflito por vê-lo daquela forma, e logo ficou mais ainda, devido ao fato de que Hoseok empurrou-o e pôs-se a vomitar de novo.

Yoongi correu até a cozinha, pegou uma garrafa de água e retornou o mais rápido que pôde até o banheiro, entregando-a para Hoseok. Pegou também uma das diversas toalhas que estavam dispostas no pequeno armário no banheiro e usou-a para secar o suor do rosto do Jung. Hoseok permaneceu alguns minutos ali até que finalmente se sentisse um pouco melhor e obtivesse a ajuda de Yoongi para levantar-se. O Min ajudou-o a tomar um banho e escovar os dentes, mantendo-o firme junto a seu corpo, impedindo que qualquer tontura fizesse seu garoto cair, e possivelmente, machucar-se. Depois que acabou, Yoongi pegou Hoseok no colo, levando-o até o quarto, deitando-o com cuidado e carinho sobre os lençóis branquinhos que continham o cheiro doce das madeixas escuras de seu solzinho.

— Está tudo bem? — Yoongi questionou assim que Hoseok aninhou-se ao seu peito, obtendo um assentir como confirmação. — O que aconteceu? Eu encontrei suas compras no chão…

— Está tudo bem agora, amor. — Hoseok abraçou o tronco do namorado, sentindo o cheirinho gostoso do mesmo. — Obrigado por me salvar. — ditou, arrancando um sorriso lindo do Min.

— Eu salvaria minha donzela de qualquer coisa e de qualquer um.

E ali, Hoseok adormeceu. O carinho leve e gostoso que Yoongi fazia em seus cabelos lhe deixava sonolento, assim como a canção que a voz bonita do mesmo balbuciava para acalmar-lhe. Yoongi não media forças para agradar e cuidar de seu menino, afinal, amava a ele mais do que a si próprio.





Notas Finais


Obrigada pela atenção, pretendo não demorar tanto assim! ❤


©Jessie2017


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