História One Summer - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais
Tags Clace, Os Instrumentos Mortais, Romance, Viagem
Exibições 93
Palavras 1.709
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OOOOI.
Adivinha quem ta animaaaada?
Então, capítulo na quinta mesmo, não tem nada de errado, até onde eu sei.
Espero, de todo meu coração, que vocês não me matem depois dessa, porque é né shaushusah
Boa leitura pra vocês <3

Apressasse é uma palavra meio estranha, não? Pode ser substituida por açodasse, aligeirasse, azafamasse, corresse, estugasse, precipitasse. O que é melhor?

Capítulo 20 - 24 de Junho de 2016


24 de Junho de 2016

Eu me sentia um peixinho fora d’água no meio de todas aquelas pessoas bem vestidas, com porte de esnobe, comendo pouco e falando muito, enquanto seguram uma taça intacta de champanhe só pra dizer que bebe.

-Filha? – Valentim chamou minha atenção.

-Oi? – Respondi, voltando os olhos para ele.

-Eu estava aqui falando para Robert como é bom você passar um tempo aqui conosco, depois de tantos anos sem nos vermos. – Ele esticou o braço e apertou meu ombro, tentando parecer simpático comigo.

 -Ah, sim. – Forcei um sorriso. – É maravilhoso.

-Não disse? – Ele falou virando para Robert e me soltando bruscamente para falar com ele. – Ela pode vir cursar uma faculdade por aqui. As condições por aqui são melhores do que lá em Nova York com a mãe dela. Eu poderia pagar uma boa universidade, um bom alojamento, ela só escolheria.

-Eu prefiro passar por conta da minha capacidade, pai. – Olhei pra ele, me segurando pra não voar nele.

-Não precisa se preocupar com isso. Não sei qual é a condição da sua escola, mas mesmo não sendo boa, posso te colocar num lugar muito bom e você pode cursar onde quiser e o que quiser.

-Mas Valentim, – Disse Robert, olhando para mim. – Nova York tem escolas maravilhosas, tão boas quanto as daqui. Além de que a Clarissa parece ser uma menina extremamente dedicada aos estudos, principalmente se ela for tão parecida na inteligência quanto é na aparência com Jocelyn. – Ele deu uma piscadinha para mim.

-Você conhece minha mãe? – Disse para ele.

-Ela e Maryse se conhecem à muito tempo. – Ele sorriu. – Sua mãe não lhe disse?

-Ela não costuma falar muito daqui, na verdade. – Dei os ombros.

-Entendo. – Ele disse olhando para algo atrás de mim. – Oi, Max.

Um menininho baixinho passou correndo por mim, grudou nas pernas do homem e apoiou o queixo na sua barriga, olhando para ele por cima do óculos. Robert sorriu para o menino e segurou seu ombro, o soltando do seu aperto. Olhando bem, o menino parecia muito com Simon quando mais jovem, principalmente por parecer incomodado usando aquele terno desajeitado.

-Clarissa, este é Maxwell Joseph, meu filho mais novo. – Ele abaixou o olhar para o filho, que empurrou, constrangido, o óculos para cima. Sorri para ele. – Fale oi para a moça, Max.

-Oi.

-Oi, Maxwell. – Dei um aceno para ele. – Como vai?

-Me chame de Max. Por favor. – Ele olhou para baixo.

-Ele é um pouco envergonhado. – Robert disse para mim. – Porque você não conta pra ela sobre aqueles HQs que você lê?

-O que você gosta de ler? – Estendi minha mão para ele. – Porque você não vem andar comigo e me conta sobre o que você gosta de ler? Sabia que eu gosto de desenhar? Quem sabe eu não possa fazer um desenho para você.

-Ah... eu gosto de ler sobre super-heróis. – Ele olhou interessado para mim. – Você desenha? Tipo mangá?

-Isso.

-Vamos. – Ele pegou minha mão e saiu me puxando por entre as pessoas.

O menino segurava minha mão com força enquanto me guiava na direção de uma mesa, em um canto perto da escada. Ele sentou na minha frente e se encurvou para alcançar algo embaixo da cadeira. Me entortei um pouco para conseguir ver ele pegando HQs de dentro de uma mochila, apoiada na parede ao lado.

-Eu gosto deste aqui. – Ele me entregou um deles. Era uma edição de Naruto.

-Quem trás uma mochila com HQs para uma festa? – Falei pegando a edição da mão dele e rindo um pouco. – Meu amigo era igualzinho você nessa idade. É até hoje, na verdade. Ele adora Naruto.

-E você? – Ele me perguntou, curioso.

-Um pouco, também. – Fiquei apenas folheando por um tempo. – Esse daqui nós lemos juntos numa das vezes em que fomos na fazenda do meu pai... padrasto, e choveu tanto que acabou a eletricidade.

-Eu pareço muito com seu amigo? – Ele abriu um sorrisinho.

-Muito. – Eu sorri. – Mas é mais bonito.

-Não precisa aumentar o ego dele, Clary. – Disse Alec chegando perto de nós.

-Mas ele é lindinho, Alec. – Me inclinei sobre a mesa e baguncei um pouco mais o cabelo já bagunçado.

-Viu? – Max disse para Alec, mostrando a língua. Ele apenas revirou os olhos, sorrindo.

-Jace está te procurando, Clary. – Ele disse apontando na direção da porta de entrada.

-Jace?! – Max falou olhando para o irmão extremamente animado.

-Vamos comigo? – Falei para ele.

-Sim! – Ele pegou os HQs e guardou dentro de sua mochila.

Levantei da cadeira e fui andando ao lado de Max em direção à porta de entrada. Algumas pessoas nos paravam para o cumprimentar. Todos ali pareciam ter muito carinho pelo menino e o tratavam como se fosse da família, isso se eles não fossem uma família gigante, obviamente.

Parei no meio do caminho e olhei em volta atrás daqueles cabelos loiros que eram estranhamente macios, mas eu apenas conseguia ver um mar de homens vestindo ternos bem cortados conversando uns com os outros. Hora ou outra, um dos homens aumentava o tom de voz e acabava se exaltando, gritando com um dos “colegas” que estavam ao seu lado na rodinha que eles acabavam formando.

-Está vendo ele, Max? – Perguntei para o menino.

-Não sei... – Ele ficou na ponta dos pés e olhou em volta atentamente. – Não é ele ali? Com uma menina? Clary?

Segui o olhar de Maxwell exatamente para a porta pela qual eu entrei e paralisei.

Era Jonathan, sim. Mas ele não estava sozinho.

Uma menina, usando um vestido extremamente curto e vermelho, estava empoleirada no seu pescoço, enquanto atacava o mesmo com beijos e mordidas. Jonathan estava com os olhos fechados, apoiado com as costas na parede e com as mãos na cintura da vagabunda. Ela ergueu as mãos e puxou os cabelos macios, como se fizesse isso sempre. E ele recebia tudo aquilo como se fosse extremamente comum.

-Clary, você está bem? – Disse Max, puxando minha mão. – Porque tá chorando?

-Chorando? – Ergui minha mão livre e encostei a ponta dos dedos embaixo dos meus olhos, sentindo as lágrimas que escorriam ali sem a minha permissão. Meu coração se apertou.

-O que foi? – Ele perguntou novamente.

-Max. – Falei, abaixando para poder falar com ele. – Eu estou bem. Pode fazer um favor para mim?

-Sim. – Ele disse olhando nos meus olhos.

-Eu vou embora agora. Você poderia avisar meu irmão, o Sebastian, que eu estou indo caminhando para casa? Diga que não tem problema e que eu vou chegar bem, que qualquer coisa eu ligo para ele. – Ergui as sobrancelhas para ele, tentando sorrir.

-Posso. – Ele disse cerrando os olhos. – Mas você vai sair essa hora?

-Você parece um mini adulto, Max. Vou sim. – Ele sorriu um pouquinho. – Avise ele para mim, sim? Se puder, avise Izzy também, okay?

-Okay. – Ele apertou minha mão.

-Tchau, Max. – Fiquei em pé e baguncei o cabelo dele, logo antes dele sair correndo, talvez para avisar meu irmão.

Segui em direção à porta, apertando minha bolsa com força, me segurando para não explodir e fazer um escândalo no meio de tantas pessoas. Quando cheguei mais perto, o tempo começou a ir mais devagar, meu coração apertou e eu não consegui conter o olhar, o direcionando para eles.

Como acontece tipicamente em toda história de traição, no exato momento em que eu cedi e olhei para ele, seu olhar voltou para mim. A surpresa era visível, mas só serviu para me dar mais ódio. Era a cara típica de uma pessoa pega no flagra. Ele empurrou a garota para longe de si e deu um passo na minha direção, fazendo com que eu desse um para trás e abrisse a porta, a deixando entre nós.

-Clary... – Ele disse estendendo a mão para me tocar. Eu apenas desviei.

-Não, Jonathan. Não.

Saí pela porta e a fechei com força atrás de mim. Encarei a rua por poucos segundos antes de sair o mais rápido possível em direção à casa do meu irmão. A rua estava bem iluminada, porém, estava tão frio que poderia congelar meus ossos e transformar minhas lágrimas em algumas pedras de gelo.

-Clarissa! – Ele me chamou, alguns metros atrás de mim. – Fale comigo! Você vai congelar.

-P-porque eu falaria com você, Jonathan? – Falei sem virar para ele e continuei seguindo meu rumo, um pouco mais rápido.

-Olha para mim. – Ele disse segurando meu cotovelo.

-Q-quer que eu olhe? Tudo bem. – Me soltei do seu aperto e virei para ficar cara a cara com ele. Conseguia sentir as lágrimas descendo pelo meu rosto e parando no meu queixo. – Fique longe de mim, Jonathan Herondale.

-Você não vai me ouvir? – Consegui ver o sofrimento nos seus olhos.

-Hoje não. – Dei as costas para ele e voltei a andar. – Me deixe voltar para casa em paz. Vá para sua putinha, ela deve estar ansiosa para checar seus dotes.

Voltei a andar e ele não voltou a me seguir, provavelmente indo para sua putinha.

O caminho até a casa do meu irmão pareceu demorar horas. Por mais que eu me apressasse, parecia que a vida queria que eu não chegasse até meu quarto. Logo, as luzes do quintal brilhavam  na minha frente. A casa parecia vazia, como era de se esperar às 2 horas da manhã.

Abri a porta e entrei, a trancando logo em seguida. Por dentro, a casa estava totalmente escura, iluminada apenas pela luz da lua, que entrava pelas janelas. Segui para a escada e fui subindo, segurando sempre no corrimão, tomando cuidado para não cair e acabar me machucando novamente. Foram os dois lances de escadas mais longos da minha vida.

Tranquei a porta do quarto atrás de mim, larguei minha bolsa e me recostei na porta, fechando os olhos.

Os soluços começaram e eu não consegui segurar. Me abaixei um pouco para tirar meus saltos, os jogando em algum canto quando me desequilibrei e caí sentada no chão. Respirei fundo e encostei meus dedos nos meus olhos, limpando as lágrimas que tinham escorrido por eles. Percebi que estava tremendo um pouco e abaixei minhas mãos, as apertando no meu colo.

Abaixei as alças do meu vestido e o deslizei até a cintura, ficando apenas com o sutiã de frente única na parte de cima.

Olhei para cima, para o teto. Iria ser um longo dia.


Notas Finais


Até o próximo capítulo.


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