História One voice - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, Min Hyuk, Personagens Originais, Won Ho
Tags 2won, Angst, Hyungwonho, Monsta X, Mudez, Poesia, Surdez
Exibições 65
Palavras 1.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Poesias, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI EU SEI QUE SUMI, mas não vamos me xingar, hm? Pelo menos eu tô de volta! Tô ~~quase~~ de férias, me formei em jornalismo (UAU K FORTE) e voltei com One voice <3
Desculpem os errinhos, eu fiz esse capítulo igual ao relâmpago marquinhos, porque eu realmente precisava atualizar minha ficzinha 2won (EU TO MT LIXO POR ESSE COUPLE).
Enfim, vou parar de falar né, vambora.
Boa leitura <3
ps: LEIAM ESSE CAPÍTULO AO SOM DO ALBUM DO SANDEUL!!!!!

Capítulo 4 - Capítulo 3 - Normalidade


Hyungwon esticava os dedos frios para agarrar a alça da xícara branca repleta de linhas azuis, que contornavam toda a extensão da mesma. O vapor do café era nítido e ele sentiu a vontade de fotografar aquele detalhe. Retirou então o celular do bolso e tirou uma foto. Não havia nenhuma mensagem ou chamada. Estava tudo sobre controle.

Wonho apoiava o cotovelo sobre a mesa e descansava o queixo sobre a destra. Ele observava cada detalhe feito pelo mais novo. A maneira como ele movia o braço era gentil e cuidadosa, até mesmo quando os lábios tocavam a circunferência do copo, para beber um gole de café, parecia um anjo de tão delicado.

Havia uma pilha – consideravelmente – grande de guardanapos sobre a mesa. Os dedos de Wonho estavam manchados de tinta preta e as pontas do mesmo chegavam a doer após escrever muito. Os dois tentaram conversar, mas o aparelho de Hyungwon havia saído de sua frequência por conta do alto som que tocava na balada.

Hoseok escolhera levar o mais novo para um café 24 horas, onde poderiam conversar tranquilos. Hyungwon já havia devorado uma torta de limão, ele parecia uma criança que se enchia de alegria ao cumprir um desafio. Wonho achara a atitude fofa demais e resolveu dar-lhe seu pedaço de torta para o outro. De início Hyungwon recusara, mas o garfo com o pedaço de torta quase rasgou-lhe os vultosos lábios c ele cedera a tentação.

“Obrigado”.

“Você parece gostar de torta de limão.”

“Eu não posso comer doces em casa”.

“Por que?”

Hyungwon não respondera. Apenas sacudiu a cabeça em negação e deixou a caneta sobre a mesa para terminar de devorar aquele pedaço de torta. Wonho preferiu não contestar a apenas aceitou o silêncio como uma resposta. O mais velho havia pedido um conhaque para “se esquentar” e aproveitou para dar um gole mais uma vez na bebida.

“Eu posso beber um pouco?” o guardanapo escorregou timidamente até o mais velho.

“Você tem certeza?”.

Wonho abriu um sorriso para o mais novo que o deixou chocado. Hyungwon encarou mais uma vez (dentre as milhares) todos os traços marcantes daquele rosto. Esticou então a mão para pegar o copo e foi censurado pelo mais velho. Wonho escreveu rapidamente um guardanapo e esticou para o outro.

“Por que está fazendo isso?”.

“Isso o que?”

“Este não é seu lugar. Está tentando ser rebelde?”

“E o que você tem a ver com isso?” a frase fora rabiscada furiosamente.

“Estamos conversando, ora!”.

Hyungwon amassou o último guardanapo e levantou-se da cadeira. Procurou pela carteira em seu bolso e assim que a encontrou tirou uma nota e a posicionou em cima da mesa. Quando fez menção de partir foi puxado por Hoseok. Não foi preciso guardanapo para descobrir o que o outro queria. Os dois se encararam por alguns segundos e os olhos de Hyungwon desceram até os lábios do mais novo.

“Conta-me”.

Hyungwon sacudiu mais uma vez a cabeça em negação e voltou a encarar o mais velho.

“Hoseok...” sussurrou baixinho, mas com coragem “Hoseok” disse mais forte e com convicção, permitindo que Wonho escutasse a voz do outro pela primeira vez.

E o timbre grave fizera com que seu corpo todo arrepiasse.

Hyungwon sentou-se de volta à mesa e pôs-se a escrever mais um bilhete. O mais velho observava os movimentos rápidos e desesperados do outro, ele chegou o relógio e percebeu que os dois ainda tinham muito tempo até as sete da manhã. Os dedos de Wonnie deslizaram o papel sobre a mesa e entregaram a Hoseok.

“Jamais serei capaz de explicar-lhe tudo. Tenho medo do que você pode achar. Por favor, me encontre de novo amanhã aqui. Por favor. Hoseok.”

Assim que terminou de ler o bilhete Wonho assentiu diversas vezes com a cabeça e em seguida abriu um sorriso. O mais novo esboçou um pequeno sorriso também e piscou fortemente com os dois olhos.

Wonho pensou em escrever mais um bilhete, mas Wonnie se levantara novamente e partiu para a saída, dessa vez sem ser interrompido pelo mais velho, que ficou sentado na mesa, mas com a face voltada para o outro que ia embora. Assim que Wonnie cruzou a porta voltou sua atenção para o copo de conhaque quase vazio e terminou e tomar a bebida. Recolheu todos os guardanapos de cima da mesa e os guardou cuidadosamente em sua carteira.

Hoseok sorria, mas não sabia o porquê conseguia sorrir tão sinceramente. Pensou ser a bebida que estava – enfim – esquentando seu corpo, pois não podia ser Hyungwon... Não... Não tão cedo assim... Que sentido faria gostar tanto de uma pessoa que pouco conhecia?

Abriu sua carteira outra vez e recolheu um guardanapo aleatório, o qual revelava uma poesia.

“Normalidade é uma estrada pavimentada: é confortável para caminhar, mas nenhuma flor floresce sobre ela”.

— Droga – blefou em meio a um sorriso. — O que será que o destino quer de mim?

Sua transe foi interrompida por uma funcionária que aumentava o volume da televisão do estabelecimento. A notícia urgente informava que a polícia conseguira um mandado de prisão para Senhor Lee, o qual estava investigado por um esquema de desvio de dinheiro.

— Que estranho... Kihyun me disse que era golpe – disse baixinho. — E agora vão prender o cara?

Deu de ombros e tentou prestar atenção no resto da notícia, mas as palavras não encaixavam dentro de sua mente. Resolveu partir então daquele lugar e ir para sua casa. Assim que saiu do café percebera que o conhaque de nada servira, pois estava tremendo de frio.

— Rua pavimentada... Flores... Normalidade... – martelava as palavras. — Droga... Eu não consigo parar de pensar nele.

 

-

 

Wonnie teve que pular o portão mais uma vez. O que fora difícil, pois seus dedos estavam extremamente gelados por conta da baixa temperatura, e ele acabara rasgando uma parte de sua jaqueta ao enroscar no ornamento do portão.

Correu pelo jardim torcendo para que nenhum funcionário estivesse acordado e foi até a janela de seu quarto. Felizmente encontrara da maneira que deixou: uma pequena parte aberta. Ergueu a janela cuidadosamente e pulou de volta para o quarto. Ele já estava comemorando a vitória quando percebeu que a cama estava vazia.

Desesperou-se. Onde estava Minhyuk? Checou o celular e não encontrou nenhuma mensagem ou ligação. O que o outro estava aprontando? Um colapsou mental estava quase surgindo quando sentiu as vibrações no chão do quarto.

O que fazer? Pra onde fugir?

Ele sentia que alguém caminhava no corredor do lado de fora e que estava prestes a entrar. Wonnie estava com a roupa encharcada por conta do sereno da madrugada e seu hálito cheirava a uma mistura de café com limão.

E enquanto pensava no que fazer, a fora aberta.

Minhyuk apertava com força a maçaneta. Os joelhos do mais velho encontraram o chão assim que avistaram a figura do namorado e as duas mãos também. Wonnie poderia jurar que ele havia desmaiado, mas o menor continuava a se mexer desesperadamente. Assim que Hyungwon ajoelhou-se para auxiliar o outro a posição de Min mudou, ele ficou de quatro apoios e a garganta vomitou uma eternidade de mágoa e todo o jantar da noite anterior.

E o desespero de Wonnie cresceu. Toda a sua atenção estava voltada para o namorado que estava se desmanchando em seu colo. Ele segurou as bochechas do menor e fez com que ele olhasse diretamente em sua face.

“Eu... Vou... Buscar... Ajuda” disse baixinho com dificuldade e Minhyuk apenas assentiu.

Wonnie deixou o namorado no chão e correu pelo corredor da casa, indo até o final em direção ao quarto de seus pais. Socou a porta furiosamente e em poucos segundos encontrou sua mãe assustada.

“Mãe... O Minhyuk...” gesticulou e tentou falar.

“O que aconteceu, Hyungwon?” ela também gesticulou.

Hyungwon desistiu. Puxou a mãe pelo pulso e a levou até seu quarto, próximo de onde Minhyuk estava. Senhora Chae ajoelhou-se imediatamente no chão e trouxe Minhyuk para seu colo e ficou abraçada ali mesmo com ele. Limpou com o dorso da mão a sujeira envolta de seus lábios e acariciou os fios loiros do menor.

“Mãe...”

Ela nem sequer olhou para Hyungwon, apenas permaneceu abraçada com ele. Poucos minutos depois um dos funcionários chegou para socorrer Minhyuk. Os olhos de Wonnie acompanharam o namorado ser levado para longe de si. Ele puxou a manga do pijama de sua mãe, que também estava partindo, e ela finalmente olhou para o filho.

“Ele teve uma crise nervosa... Eu dei calmante para ele dormir, mas essa confusão toda o deixa nervoso”.

“Ele vai ficar bem?”

“Vai sim, não se preocupe. Eu vou leva-lo ao médico, fique aqui e se comporte.”

Wonnie tentou protestar, mas não foi ouvido.

E ficou a sós em seu quarto. Apenas com vagas lembrança da noite e com um peso enorme na consciência.

“Me perdoa, Minhyuk. Talvez se eu estivesse aqui...”

 

-

 

Wonho olhou mais uma vez em seu relógio no pulso e em seguida mirou o olhar para a porta do estabelecimento.

Nada.

A não ser pelos pequenos flocos de neve que começavam a cair lá fora, transformando a calçada em um perfeito tapete branco. Bebericou o café quente e deixou o vapor da bebida acalentar sua face.

Já estava começando a ficar com sono e a garganta doía. Ele estava exausto. Mas deveria cumprir com o combinado.

Abriu a carteira e buscou pelo guardanapo da noite anterior. Releu a frase e murmurou várias vezes para si mesmo as palavras, ele já havia decorado.

;— Normalidade... Bem... Isso não é normal... Mas quando as flores vão começar a florescer? – suspirou. — Onde está você Hyungwon? – olhou mais uma vez para a porta.

 

-

 

Hyungwon não conseguira dormir. Minhyuk estava aninhado em seu peitoral e dormia tranquilamente nos braços do namorado. Wonnie encarava a janela e também os flocos de neve que grudavam no vidro.

O que eu faço? – pensou.

Voltou o olhar para a face tranquila de Minhyuk e teve vontade de chorar. Era justo abandonar alguém que esteve ao seu lado durante muito tempo?

Mas de que adiantava tê-lo ao seu lado se a mão que afagava era a mesma que esquentara sua face com um tabefe de raiva?

E como controlar toda a excitação pelo mundo lá fora? Como controlar o desejo de encontrar Hoseok novamente?

Hyungwon não tinha respostas, mas ele precisava encontrar.

Ele precisava desistir daquela realidade.

Me perdoa, Hoseok.


Notas Finais


Venham me xingar, ops, amar aqui https://twitter.com/quackron <3
qualquer coisa manda aquela pergunta bacana hein https://curiouscat.me/belsu
Até a próxima <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...