História One Week. Park Jimin (Bts) - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais
Tags Park Jimin, Suícidio, Uma Semana
Exibições 83
Palavras 1.187
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


*Desculpem se as palavras abaixo te machucaram de algum modo. Isso é apenas uma ficção e nada condiz com a realidade.

Capítulo 10 - Chapter Ten {Final}


Eu me olhava no espelho e mais uma vez eu sentia meus olhos ficarem marejados.
Eu estava vestindo um terno inteiramente preto em meu corpo mais magro que o habitual .

Hoje seria o enterro dele, meus pais estavam arrasados, eles sabiam um pouco desse amor que eu tinha por Jimin.
Saindo do meu quarto eu fui até a porta, encontrando meus pais ali. Eles me avistaram e deram um sorriso fraco, que não foi correspondido por mim.

Apenas segui em frente até o carro. Da janela eu podia observar o Senhor Park, sua feição estava normal e uma mulher estava ao seu lado. Torci os lábios em nojo e horror.
Meus pais entraram no carro e junto fomos até o cemitério.

Não tinha quase ninguém lá, apenas eu, minha mãe, meu pai. O pastor/padre, eu não poderia saber diferenciar. Alguns alunos da escolas, o diretor e seu professor.

Eu me recusava a olhar para frente e ver seu caixão, mesmo que fechado.

[...]

Logo chegou a hora das pessoas presentes no local, falarem sobre o... Falecido.

Nosso diretor foi o primeiro, ficando com sua postura seria.

—Bom... Primeiramente eu gostaria de agradecer a todos que vieram. Eu, como uma pessoa observadora, sempre vi um grande potencial em Jimin. Ele era quieto, porém era brilhante, depois de sua morte prematura alguns alunos vieram me falar que o brilhante garoto, sofria demais. Eles viam e ouviam, porém não podiam fazer nada.
Como eu sei da situação que era a sua família, eu me disponibilizei para pagar tudo. Esperando que o nosso brilhante aluno tivesse uma partida mais confortável — Limpou a garganta e deu a palavra ao professor.

Eu não estava mais aguentando, apenas me sentei em umas das cadeiras e permaneci de olhos fechados.

—Tarde. Como nosso diretor falou, ele era um garoto maravilhoso. Sempre tirando notas altas e fazendo lindas redações. Ele adorava ler, e como o seu primeiro professor do ensino médio, eu tive o prazer de dar o seu primeiro livro de Filosofia, sua matéria preferida. Eu cheguei a perguntar se havia algo de errado com ele. Ele apenas negou. Agora... Nós e o mundo, infelizmente perdemos um futuro professor de Filosofia, que eu descobri ser o seu sonho — Desceu, vindo em nossa direção —Adeus! — Pousou sua mão na tempa da caixão, depositando uma flor.

Logo depois foram os alunos, que ao todo são só três pessoas. Eles apenas disseram o quanto eles admiravam Park Jimin, sendo inteligente e aguentando aqueles "babacas"
Mesmo assim, dava pra ver que eles foram obrigados a dizer isso. Seus rostos não mentiam.

Eu queria gritar um 'Hipocritas' na cara de cada um.

Meus pais também foram falar, dava pra perceber meu pai segurando o choro ao dizer que, Jimin era como um filho. Que ele pode ter o prazer de ver aquela criança nascer, afinal era melhor amigo de sua mãe. Depois passou a palavra a minha mãe, que apenas lamentou o fato de não poderem terem ficado mais tempo com ele. Eles sabiam o quão rude era a família, porém não podiam fazer nada.

[...]

Minha hora tinha chegado. Eu travei. Levantei minha cabeça e respirei fundo.

—Bom... Não há muito o que dizer, afinal vocês já falaram o suficiente — Quase escorreguei —Me desculpem, estou nervoso. Então, como vocês sabem, eu conheci Jimin desde pequeno. Ele era um garoto tão dócil, auto confiante, inteligente, amoroso e compreensivo. Eu me lembro de quando ele, com seus quatro anos de idade, veio até mim e me abraçou pois tinha ralado seu joelho. Ele era... É, e sempre será o Jiminie que eu conheci. Doce e sorridente — Desci e fui até o caixão —Eu te amo, Park Jimin. Por favor, aonde você esteja... Não me abandone.

Recebi aplaudo e corri para os braços dos meus pais e chorei como uma verdadeira criança recém nascida.
E por um momento, eles precisavam me segurar, era doloroso demais ver seu corpo ser enterrado a sete palmos embaixo da terra.

[...]

Após o enterro eu decidi ir até a casa de Jimin. Apenas neguei quando perguntam o motivo, eu só queria sentir sua última presença.

Bati na porta e ela se abriu sozinha, Gritei, mas ninguém veio me atender. Apenas me segurei e fui até o seu quarto.

Dei um sorriso fraco ao ver que ele nunca mudará o seu jeito. Sempre organizado, nunca deixando suas coisas fora do lugar.

Fui até seu guarda roupa e peguei uma blusa sua, levei até meu nariz e senti seu aroma doce e delicado, como sempre fora.
Não mexi em outras gavetas, apenas resolvi pegar várias blusas suas e seu perfume que inacreditavelmente, estava no começo
Abri algumas gavetas de sua cômoda e logo começei a chorar de novo.

Seu caderno de couro que eu tinha dado.

Ponderei muito sobre a idéia, mas resolvi ler o que que tinha escrito. E surpreendente ele se lembrava de mim. Não do meu nome, mas apenas de um garoto em sua infância.

Quando eu resolvo me levantar, avisto uma carta em meio a uma corda. Estremeci de leve ao ter vários pensamentos com a corda e rapidamente peguei a carta.
Minhas mãos estavam trêmulas e mal conseguia conter a emoção.

Espero que alguém encontre esse pedaço de papel e pare de reclamar da sua vida. Não que ela não seja ruim, apenas que, eu desejo profundamente que ela seja melhor que a minha. Posso rer vivido sim em uma casa com um pai, babaca e abusivo, mas infelizmente eu tinha lugar aonde ir. Eu apenas queria voltar a ser criança, como quando eu me senti feliz apenas com a presença dele, meu melhor amigo que infelizmente nem seu nome eu me recordo. Mesmo não lembrando de seu nome, eu me lembro da intensidade do sentimento que eu nutria por ele. Mas agora que ele se foi, eu sinto que eu sou apenas um fardo, um Zé ninguém.
Será que alguém de fato irá sentir a minha falta?

Park Jimin. Apenas um idiota.

Mesmo com o choro não parando de cair eu precisava rapidamente sair dali. Peguei a carta e seus pertences que eu tinha "roubado" e saí dali.

Eu apenas voltei para a minha casa, ignorando os chamados dos meus pais e me deitei na minha cama. Gritei sobre o travesseiro.

—Seu idiota. Eu.... — Levei minhas mãos até o envelope e reparei que algo estava diferente. Puxei entre os meus dedos um pequeno cordão de prata, nesse colar, uma gravura que me fez voltar no tempo.

P+J = M.A

Flashback [on.]

—Hyung! Olha só o que eu fiz na aula de artes — Jimin veio correndo até mim.

Apesar de termos quase a mesma idade, ele tinha aquela mania adorável de me chamar de 'Hyung'

—Que bonito, Jiminie, mas... O que significa M.A? — Perguntei analisando o pingente.

—Não tem um significado. M.A, pode ser tanto como, melhor amizade, melhor amigo ou até melhor amor — Suas bochechas ficaram coradas.

[off.]

Segurei o pingente com força e apenas rezei que meu Jimin, estivesse bem. Não importando o lugar. Apenas que ele estivesse vivo o suficiente.


Notas Finais


Sim, esse foi o final. Confesso que chorei horrores.
Olha, eu não sei como terminar decente uma fanfic. Então, eu só queria agradecer a todos que comentaram e visualizaram, isso é realmente muito importante. Um beijos e até breve 💖❄
Espero em nenhum momento ter decepcionado vocês.


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