História Only Fools - Vkook - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Vkook, Yoonseok
Visualizações 42
Palavras 2.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Escolar, Fantasia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Bem, primeiramente quero pedir-lhes desculpas pelo longo período sem atualização. Sei que já tinha avisado sobre minha demora, mas acho que exagerei, então por favor, me perdoem.
Esse capítulo está um pouco grandinho comparando aos outros, então espero que o aproveitem.
Quero esclarecer também que meu objetivo é finalizar essa fanfic o quanto antes, então os capítulos a seguir serão sempre com muitos acontecimentos e quantidade de palavras.

Boa leitura <3

Capítulo 9 - Melhores amigos


Algum tempo já havia se passado após a festa. Tudo se mostrava bem, visto que Jungkook e Taehyung estavam assumidos para a maioria das pessoas as quais deviam saber. Novamente, era uma manhã, daquelas repetitivas e frias, que protagonizavam Jeon a caminho de sua Instituição. Por algum motivo, parecia fazer séculos desde a última vez que caminhava por aquele caminho.

Logo, estava frente ao prédio, de onde saíam as mesmas pessoas uniformizadas as quais nunca se quer conversou. Adentrou o local, interrogando a si próprio o motivo pelo qual Kim não estava na porta, como de costume. Recolheu seu material do armário, passou pelos corredores até alcançar a sala.

Onde ele se meteu? Pensou antes de pegar o celular e digitar uma mensagem.

 

-Não virá hoje?

 

Olhou fixamente a tela, na esperança de que o mais velho o respondesse, no entanto, seu professor chegou antes. Jungkook estava preocupado, mesmo que a situação parecesse completamente normal vinda de um aluno preguiçoso como Kim.

As aulas correram como em qualquer dia. Alunos calados, concentrados, livros e sons de páginas sendo viradas a todo instante. Tudo aquilo deixava Jeon ainda mais ansioso, olhando para a porta de minuto em minutos, na esperança de ver Taehyung cruzando-a. Foram longas horas de espera, até que finalmente foi liberado para o intervalo.

 

-Tae, você está bem?? Me responda rápido, por favor.

 

Seu indicador batia contra a tela do aparelho. Milhões de coisas passavam por sua cabeça até que sentiu o mesmo vibrar entre suas mãos, mostrando uma ligação do rapaz.

 

-Jeongguk. –Falou baixo.

-Tae?? O que aconteceu? Por que sua voz está assim?

-Eu não quero falar sobre isso no telefone, mas estou bem, não se preocupe.

-Você estava chorando?

-Sim. Podemos falar sobre isso depois? –Cada palavra que Kim dizia parecia ainda mais sôfrega. –Estarei na porta do colégio quando sair, certo?

-Tudo bem. –Suspirou.

-Agora coma seu lanche, sei que estava me esperando.

-Ok. Se cuide também. –Despediram-se.

 

Outro longo suspiro partiu de Jungkook. Sabia que Kim Taehyung não estava bem. Sabia que algo péssimo havia acontecido. Sentia-se preocupado, com medo do que poderia acontecer a partir dali. Sem ânimo, pegou o sanduíche e mordeu, olhando a mesma paisagem deserta do local abandonado da Instituição.

 

-

 

Já era hora de sair. O alvo rapaz dirigiu-se ás pressas para a porta de Korea High School, procurando desesperadamente com os olhos o mais velho. Fixou as orbes em um rosto triste, coberto por uma curta franja castanha. Seus olhos pareciam tão depressivos que sentiu vontade de correr e abraçá-lo, protegê-lo seja lá do que fosse. No entanto, não podia. Não poderia mostrar seus sentimentos frente aquela multidão de jovens preconceituosos.

Andou por entre os diversos alunos, até alcançar o garoto, este que lhe olhou dando um sorriso pequeno e carregado de uma dor desconhecida por Jeongguk.

-Senti sua falta. –O menor falou baixo.

-Eu também. –Dessa vez, deu um sorriso maior, daqueles retangulares que Jeon tanto amava.

Sem mais palavras, andaram lado a lado, até uma área sem tantas pessoas, onde puderam segurar as mãos e suspirar calmos. Alguns momentos entre ambos pareciam ser suficientemente bons apenas por estarem juntos. As últimas folhas do outono estiravam-se pelo chão, fazendo com que por alguns instantes esquecessem o real motivo de estarem ali.

-Devemos nos sentar ali? –Perguntou ao castanho, que assentiu.

Os garotos se sentaram no banco, ajeitando os casacos. Os olhares encaravam-se, enquanto as palavras entalavam de forma dolorosa na garganta de Jungkook. Queria falar, questionar, mas decidiu esperar Taehyung sentir-se confortável para contar.

-Bem... Deve estar preocupado. –Riu frustrado. –Não sei exatamente como começar, mas o fato é que eu menti para você. Sobre minha família, especificamente.

O menino permanecia olhando-o, esperando que prosseguisse.

-Meus pais nunca se deram muito bem na verdade. Viviam discutindo por qualquer coisa, mas especialmente por ciúmes vindos de meu pai. Minha mãe não podia usar as roupas que queria ou se quer falar com determinados homens, porque caso o fizesse, meu pai diria que ela estava se oferecendo. As discussões eram tão rotineiras que um dia não suportei mais. –Uma fina cascata desceu pelos olhos do castanho.

-Taehyung... –Jeon ia tentar acalmá-lo, quando sentiu ser tocado pela mão alheia no braço.

-Está tudo bem. –Fungou, continuando. –Recentemente ela me ligou dizendo que precisava me ver. Não a visito regularmente então achei estranho. Quando cheguei, ela estava sentada no chão, chorando e coberta de feridas.

Kim tentou prosseguir, mas seus soluços e lágrimas dificultavam, então apenas deixou-se levar, sendo acolhido pelos braços de Jungkook. Não sabia o que dizer. Seus olhos permaneciam fixos em um ponto, imaginando a cena terrível que Tae presenciou.

Um tempo se passou, até que recuperou o controle sobre suas emoções. O castanho secou o rosto, respirando fundo. Neste momento, era hora de Jeon tentar ajudá-lo.

-E seu pai? Onde está?

-Ele voltou para casa no dia seguinte. Troquei mensagens com minha mãe durante esse tempo e decidimos que ela vai ficar com meus avós.

-Vocês contaram a eles?

-Ainda não. Inventamos uma história de que meu pai está fazendo reformas.

O rapaz respondia tudo prontamente, mesmo mostrando-se tão frágil diante de tudo aquilo.

-Bom, acho que o melhor a se fazer foi feito. –Inspirou, entrelaçando os dedos aos do mais velho. –Conte comigo. Para qualquer coisa, ok?

Kim assentiu minimamente, recebendo um longo abraço do mais novo.

 

-

 

Os dias passavam lentamente, como uma repetição irritante de Ctrl C e Ctrl V. Aos poucos, as temperaturas baixavam e o inverno iniciava seu processo de mudanças climáticas. As árvores, já sem folhas, sustentavam alguns flocos de neve que caíam durante a noite, fazendo os dias parecer ainda mais tortuosos para Jeon. Precisava de notícias, porém não queria atrapalhar os poucos momentos que Taehyung havia reservado para passar com sua mãe.

Por sorte, Namjoon passou a levá-lo ao colégio, o que reduzia sua vontade insana de hibernar até a primavera. Parecia que a preocupação só aumentava. Nunca tinha visto Kim tão mal e pensar em sua aparência doente todos os dias o fez perder a atenção nas aulas.

 

-Estou te esperando aqui fora.

 

Leu assim que cruzou a saída de sua sala. Logo, encontrou com o mais velho, no mesmo lugar de sempre. Novamente, caminharam em silêncio, até tomarem um caminho diferente do que costumavam.

-Para onde estamos indo?

-Quero que conheça minha mãe. Contei muitas coisas de você a ela.

-Em um momento como esses não acho que seja boa ideia.

-Ela precisa de uma distração. Ainda está triste com tudo isso.

-Tem razão. –Sorriu leve, recebendo um selar na testa.

Durante a caminhada o rapaz de fios negros pensou em muitas coisas, tanto quanto Tae. Não sabia exatamente o que dizer para a mãe do garoto, visto que estavam todos em um clima desagradável de reencontro trágico. Precisava ser educado e causar boa impressão, mas especificamente sendo cauteloso.

Por fim chegaram ao local, o qual Jeon não visitava há tempos. Uma leve onda de lembranças lhe atingiu. Era chato saber que já na segunda vez ali, presenciaria um momento tão ruim.

-Qual é o nome dela?

-Taehee.

-Certo. –Respirou fundo, adentrando a sala principal.

Um conjunto de olhos observaram os rapazes naquele instante. Uma mulher de cabelos curtos e aparência cansada estava sentada sobre um pequeno sofá, enquanto o casal de idosos se mantinha encolhido sobre as almofadas no chão.

O castanho o instruiu para que fosse à frente. Desse modo, o menino cumprimentou educadamente á todos com um pequeno sorriso. Seguindo o pedido de Taehee, ambos sentaram-se, aguardando o início de alguma conversa.

-Taehyung me falou muito sobre você. –A mulher sorriu breve, parecendo sentir dor ao se mover no sofá. –Disse que são amigos desde que ele entrou na Instituição e que vocês saem juntos quase todos os dias.

Jeongguk concordou com a cabeça, sem saber o que falar.

-Ele também disse que você está sabendo de certas coisas, então talvez seja por isso que está tão receoso. –Falou, dando uma breve olhada para os pais, com medo de que questionassem algo. –Mas não se preocupe, certo? Quero te conhecer melhor.

Mais uma vez, o rapaz assentiu. Como o próprio amigo tinha dito, ela precisava de distração, então mostrar algumas de suas qualidades e contar histórias suas com Kim seria uma boa.

 

-

 

Após um longo período na casa dos avós de Taehyung, vulgo Eun-ji e  Chung-hee, Jungkook foi embora. Andar pelas ruas sozinho o fazia gastar muita energia mental, pois refletia muito. Era estranho pensar em algo como aquilo acontecendo justamente com seu “quase namorado”, justo o que parecia ter a vida perfeita.

Era fim de tarde quando finalmente adentrou seu quarto. Infelizmente, Namjoon continuava no trabalho, então precisaria ter paciência para contar sobre seu dia depois. O alvo rapaz pegou uma lata de refrigerante dentro da geladeira, jogando-se no sofá em seguida. Encarou seu reflexo na tela da TV desligada. Seu pensamento voava em memórias de sua mãe, que por ironia, também sofria nas mãos de seu pai.

Um longo suspiro se fez presente. Jeongguk fechou os olhos e deixou que uma única lágrima escapasse, para então adormecer.

 

-

 

Depois de algumas manhãs, finalmente o castanho voltou a frequentar o colégio. Sua aparência permanecia deplorável, no entanto ele se esforçava para disfarçar isso. Jungkook percebia tudo, conhecia Taehyung o suficiente para saber que aquela situação estava acabando com ele por dentro.

-Como vai sua mãe?

-Ela decidiu voltar para casa hoje depois de falar com meu pai. –Recolheu alguns livros do armário. –Ele prometeu que iria mudar, mas eu sei que está mentindo. Sempre prometeu mudanças e continua o mesmo.

-Talvez esteja falando a verdade desta vez. –O menor tentou confortá-lo.

-Gostaria que sim. –Sentou em seu lugar e não disse mais nada, dando a entender que o assunto estava encerrado.

Desde o dia que teve consciência da atual situação de Kim, Jeongguk iniciou uma série de tentativas para melhorá-lo ou apenas fazê-lo esquecer por alguns instantes o que estava acontecendo. Nem mesmo Jimin conseguia manter um sorriso no rosto de quem costumava ser a luz do grupo. Ambos tinham medo de algo pior acontecer e Taehyung surtar.

 

-

 

-Toma, está do jeito que gosta. –Park entregou um copo com chocolate quente nas mãos do mais novo, que agradeceu. –Você precisa sair desse clima, Tae.

-Eu sei. –Deu um breve gole no líquido. –Ela está bem agora, mas quem garante que amanhã não aconteça a mesma coisa? Meu pai é um doente!

-Só tenta não pensar nessas possibilidades, isso está acabando com você. –Jeongguk deslizou o indicador sobre sua mão, fazendo-o olhar para si.

-Prometo que vou tentar. –Sorriu amarelo.

Por fim, os três rapazes mudaram de assunto, tentando mais uma vez diminuir o clima desagradável que pairava no ambiente. Park, agora com os cabelos em tons de cinza, escolhia algum filme para verem, enquanto Jeon apenas observava Kim viajar em sua mente com uma expressão vazia no rosto. Queria dizer que estava tudo bem, mas no fundo sabia que não estava.

-Podem passar a noite aqui. –Disse o mais velho com um sorriso assim que o filme acabou.

Ambos os garotos se olharam, aguardando para ver quem responderia primeiro.

-Desculpe, acho que seria inconveniente dormir fora com uma situação dessas. –Kim falou sério, vendo Park assentir e direcionar seu olhar para Jeongguk.

-Eu... –Pensou por alguns instantes. Não gostava de mentir, no entanto achava errado passar a noite na casa do acinzentado enquanto Taehyung voltava para casa. –Namjoon pode não gostar.

-Mande uma mensagem, aposto que ele não vai se importar. –O menor sorriu pequeno.

Enquanto os meninos tentavam convencer o irmão mais velho de Jeon, o castanho ligava para seus avós avisando-os que logo estaria em casa. Sua expressão, apesar de cansada, possuía uma aura aliviada por saber que ainda tinha seus melhores amigos consigo em todos os momentos.

Após certo tempo, os meninos obtiveram a resposta do irmão. Jungkook ainda estava preocupado sobre o que Taehyung acharia de sua atitude, então hesitando um pouco, indagou:

-Tem certeza que ficará bem? –Falou baixo.

-Claro que sim, não se preocupe. –Sorriu pequeno, inclinando para deixar um beijo em seu rosto. –Preciso ir agora, não quero que fique tarde.

-Ok. Cuidado. –Correspondeu ao sorriso e se despediu tal como Jimin.

 

-

 

Por um tempo, Jeon conseguiu desligar de toda a agitação dos últimos dias e focar nos pequenos detalhes da casa de seu amigo. Os pais dele não estavam então podia matar sua curiosidade indo livremente para todos os cômodos. Era um local pequeno, bem familiar, com decorações típicas das casas tradicionais coreanas. Havia quadros com fotos de Park em sua infância, vasos com plantas e certificados de cursos, provavelmente feitos por seu pai.

-Ei! –Ouviu a voz do menor gritar-lhe do quarto.

Olhou por uma última vez os enfeites em formato de gatinho sobre a mesa de centro e foi em direção ao quarto, onde se deparou com Jimin arrumando sua cama.

-Prontinho. –Colocou o travesseiro e se aproximou. –Vou buscar meu colchão. –O viu cruzar a porta e retornar tempos depois.

Park ás vezes parecia como aqueles “amigos mãe”. Sempre estava sendo o mais atencioso e cuidadoso possível, com um sorriso no rosto. Jeongguk se sentia bem ao seu lado, afinal ele lhe proporcionava momentos tranquilos, completamente o contrário de Kim.

-Está com sono? –Perguntou, olhando-o.

-Um pouco. –Sorriu sem graça por sentir sono tão cedo.

-Como pode se sentir sonolento á essa hora na casa de seu melhor amigo? Devíamos nos divertir. –Bateu em seu ombro, sentando ao seu lado na cama.

-Desculpe. –Expirou forte. –É que você é muito calmo.

-Isso é um elogio? –Jimin mantinha seus olhos fixos aos de Jeon.

-Acho que sim. –Brincou vendo o menor fazer uma careta desapontada.

Um silêncio estranho preencheu o recinto. Por algum motivo, o garoto mantinha seu olhar fixo a Jungkook, o qual se recusou a desviar sua atenção. Foram os minutos mais tensos de sua vida, pois mesmo tratando de seu melhor amigo, um clima diferente pairava no ambiente.

-Jeongguk. –Falou baixo, fazendo o mais novo olhar para o chão, timidamente. –Eu sei que isso deve estar soando esquisito para você, mas preciso que saiba de algo.

-O que? –Indagou, virando seu rosto novamente para Park.

Nenhuma resposta foi dita. A única coisa que o menino sentiu foram os lábios do rapaz contra os seus, em um selinho cálido e inocente. Seus olhos continuavam abertos, vendo a cena do cinzento se entregando aquele ato. Era errado, mas não tinha forças para simplesmente empurrá-lo.

Assim que se desvencilharam, Jimin suspirou fundo, procurando palavras para explicar o ocorrido.

-Agora sabe como me sinto. –Direcionou suas orbes para o moreno, que permaneceu estático. –Não precisa dizer nada. Sei que ama o Tae e eu respeito isso. –Continuou daquela forma por mais um tempo, pensando e por fim, finalizou. –Me desculpe.

Mais uma vez naquela noite, o cinzento suspirou e com um sorriso um tanto que falso em seus lábios, deitou-se e desejou uma boa noite a seu infelizmente apenas amigo.

 


Notas Finais


Esse capítulo está sujeito a ter erros pq não reviser rs

Espero que tenham gostado <3

P.S: Esqueci de avisar nos caps anteriores que o Namjoon é mais velho que o Yoongi nessa fic


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