História Only Hope - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), VIXX
Personagens Jimin, Personagens Originais, Ravi
Tags Bts, Jimin, Ravi, Vixx, Vixx Ravi
Exibições 86
Palavras 4.648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii meus amores
me desculpem a demora,
eu coloquei minhas fic's em hiatus, mas estou retornando com essa
Quero agradecer pelo apoio que me dão
Mas ainda estou com um bloqueiozinho
Estou escrevendo aos poucos
Obrigado mesmo.
Boa leitura
as partes em itálico são pensamentos
e as sublinhadas são sonhos.

Capítulo 11 - Me Desculpa


Fanfic / Fanfiction Only Hope - Capítulo 11 - Me Desculpa

Hope Pov.On

Acordo com a cabeça doendo e quando olho pela janela vejo que já amanheceu. Eu dormi tanto assim? Vou até o banheiro, banho e visto a camisa de Jimin novamente e uma calcinha. Sinto um cheiro delicioso vindo da cozinha e só então fui me lembrar da noite passada.

- Jimin. – Corro até a escada.

Ele está cantando algo que não conheço, parece tão feliz. Está somente com uma calça de moletom. Entro bem devagar na cozinha.

- Bom dia Pequena. – Ele diz todo sorridente e vindo na minha direção, beija meu rosto e volta ao que estava fazendo. – Dormiu bem? – Sério que ele está me perguntando isso?

- Dormi muito bem depois do tapa que levei. – Ele para o que estava fazendo e abaixa a cabeça.

- Olha, sobre o tapa. – Ele se vira para mim. – Eu quero pedir mil desculpas.

- Você me bateu. – Cruzo os braços.

- Eu sei Princesa e me sinto muito mal por isso. – Ele vem em minha direção.

- Sente mesmo? – Arqueio a sombrancelha.

- Sinto muito. – Ele diz e sorri. – Mas quero me reconciliar. – Ele abre os braços e mostra a bela mesa de café da manhã.

- Você acha que vai conseguir se desculpar com comida? – Nossa, estou faminta.

- Me desculpa. – Ele abaixa a cabeça novamente.

Vou em direção a mesa e começo a comer, ele me olha sorridente.

- Olha só. – Digo de boca cheia. – Eu aceito a comida, mas não seu pedido de desculpas.

- Sério? Isso é sacanagem Hope Pierre.

- E não vai me conquistar com essa carinha fofa.

- Tem certeza? – Ele sorri e faz aegyeo.

- Para com isso. – Digo sorrindo e jogando um pão nele.

- Então, me desculpa? – Ele se senta ao meu lado. – Eu fui um idiota.

- Tudo bem ChimChim. – Passo a mão pelo seu cabelo.

- Estava com saudades de te ouvir dizer isso.

- Jimin...

- Sim, princesa? – Ele para de comer e me olha.

- Quero saber uma coisa. – Ele balança a cabeça em afirmativo. – O que você fez com o Ravi? – Ele fecha os olhos e respira fundo.

- Sério que vai ficar me perguntando sobre esse cara? – Ele joga tudo que estava na mesa no chão e se levanta, parece estar com raiva, de novo.

- Eu não terminei de comer. – Me levanto com raiva.

- Problema seu. – Ele grita.

- Jimin, eu preciso saber. – Vou atrás dele, que vai para sala.

- Saber o que? – Ele se vira e grita. – Você nem devia estar aqui com ele. – Ele aponta o dedo para mim e começa a me deixar com medo. – Era pra ser eu.

- Jimin, fica calmo. – Tento me aproximar e passar a mão no seu rosto, mas sou impedida por ele que segura meus braços e começa a apertar meus punhos.

- Hope, vai pro seu quarto. – Ele diz e está com os olhos vermelhos de raiva.

- Jimin...

- VAI PRO SEU QUARTO!! – Eu posso ver em seu olhar. Ele quer me machucar.

Ele solta meus braços e eu corro para meu quarto, escuto ele gritar e quebrar algumas coisas. Ele vai destruir a sala do papai. Não posso deixar ele continuar com isso. Desço correndo as escadas e o encontro esmurrando a parede, os livros estão no chão, o sofá está revirado, a TV está toda trincada devido ao murro que Jimin deu. Meu pai vai mata-lo.

- Jimin, para com isso. – Grito e corro até ele, abraçando-o por trás.

- Me solta, eu não quero te machucar.

- Fica calmo. – Digo baixinho.

Seu corpo está enrijecido, ele está lutando para não fazer uma besteira maior. Minhas mãos estão em seu abdome e lentamente começo a fazer carícias, beijo suas costas levemente e aos poucos sua respiração vai se acalmando, solto-o e ele solta um longo suspiro.

- Continua, por favor. – Ele se vira e vejo que estava chorando. – Adoro seu toque. – Só agora fui reparar que ele ainda é um garotinho que precisa de carinho.

- Vem comigo. – Sorrio e pego sua mão.

Ele me acompanha e vamos até o quarto, não aguento ver meu ChimChim assim.

- Deita na cama de barriga para baixo.

- O que vai fazer? – Ele deita e me olha confuso.

- Te relaxar. – Sorrio e subo em cima dele, uma perna de cada lado do seu corpo. – Ah, espera. – Me levanto e ele segura meu braço.

- Onde você vai? – Ele me olha assustado.

- Calma. – Sorrio. – Eu prometi não fugir. – Beijo sua bochecha e ele abre um sorriso bobo. – Só vou no banheiro pegar um óleo para massagem.

Vou no banheiro, pego o óleo, volto ao quarto e me sento novamente em cima de Jimin, espalho o óleo pelas suas costas, e começo uma lenta e creio eu, deliciosa massagem. Aos poucos senti Jimin relaxando, eu acabei e abaixei meu corpo deitando por cima dele, sentindo sua respiração fraca. Acho que ele dormiu.

- Eu não dormi. – Ele diz sorrindo. Que isso?

- Pode ler pensamentos agora? – Apoio meu queixo em seu ombro e sorrio.

- Somente a sua. – Ele vira o rosto e vejo um lindo sorriso. – Embora eu não tenha lhe decifrado por completo. – Num movimento rápido e preciso ele se levanta e fica por cima de mim. – Eu quero poder decifrar você.

Eu não consigo dizer nada, fico encarando aquela íris escura que esbanja desejo. Ele respira fundo algumas vezes, parece querer controlar algo, passa a mão levemente em meu rosto.

- Eu te amo tanto Hope Pierre. – Ele diz com a voz rouca.

Isso me pega de surpresa, Jimin me disse isso antes de voltar a Coreia, a menos de 4 dias atrás, parece que já se passou tanto tempo, aconteceu tanta coisa. Me sinto suja de certa forma e o peso na consciência de que algo ruim está acontecendo a Ravi, mas de alguma forma não consigo parar de olha-lo. Jimin é como o sol e eu estou indo diretamente para ele, sendo puxada por uma força desconhecida, mas a pergunta é, eu vou querer me queimar?

- O que tanto pensa, Pequena – Sou tirada dos meus pensamentos quando escuto a doce voz de Jimin.

- Em como as coisas estavam e como estão. – Digo sem cerimonias e ele me olha triste, ou confuso, não sei dizer.

- Me desculpe. – Ele abaixa a cabeça. – Isso é tudo culpa minha. – Ele começa a chorar e eu o puxo para um abraço, reconfortando-o.

- Fica calmo ChimChim. – Digo baixinho. – Não é culpa sua. Vai ficar tudo bem. – Assim espero.

- Você está sendo tão boa comigo. – Ele se levanta e me olha curioso. – Você é perfeita. – Ele passa a mão pelo meu rosto e maneia a cabeça como se pedisse permissão, sem pensar eu apenas concordo.

Os lábios de Jimin são macios e se encaixam perfeitamente aos meus, nossas línguas dançam numa sincronia perfeita, não vou mentir, eu sentia falta dos seus beijos e dos seus toques e me permiti por um breve momento relembrar o “passado”. O que era um beijo doce e calmo se tornou algo feroz e necessitado, com direito as mãos do Jimin explorar cada canto do meu corpo, eu simplesmente deixei, já fiz a burrada de deixar uma primeira vez, então porque não continuar?

Sua boca desceu até meu pescoço, deixando marcas bem a vista, sua mão passeava pela renda da minha calcinha, me estimulando, desci minha mão até seu membro já ereto e comecei a massagear, Jimin soltou pequenos gemidos me deixando mais excitada.

- Hope. – Ele disse baixo e com a voz rouca. – Espera. – Ele puxou minha mão e respirou fundo, não pude entender.

- Está tudo bem. – Sorrio e puxo seu pescoço para beija-lo.

- Não está. – Ele me solta e se levanta. – Eu preciso sair. – Ele caminha até a porta e para. – Me desculpe. – E sai, me deixando totalmente excitada. O que foi que aconteceu aqui?

Penso por um momento e me levanto para procura-lo e para minha surpresa a porta está trancada.

- Ai que ódio! – Grito e esmurro a porta algumas vezes.

Volto a cama e em pouco tempo caio num sono profundo.

Abro meus olhos e não vejo nada além de escuridão, quando me dou conta estou em cima de uma pedra em formato de mesa, suspensa por pequenas pedras, Jimin está numa ponta e Ravi na outra, um rio de lava fervente está abaixo de nós, qualquer movimento pode ser o nosso fim.

- Hope? – Ravi me chama, está de joelhos, totalmente ensanguentado, com uma das mãos na barriga, imagino que seja por algum ferimento pior. Penso em ir até ele mas escuto a voz de Jimin.

- Hope? – Jimin está em pé, com uma mão na barriga para estancar um sangramento e uma faca na outra mão, ao mesmo tempo que parece estar doendo, ele parece feliz?

- Me ajuda. – Os dois dizem ao mesmo tempo e eu travo por um momento. Quem eu devo ajudar? Um deles irá cair. O que eu faço.

Fico pensando por muito tempo, acho que tempo demais e caímos com tudo, eu sentia o calor em meu corpo, fechei meus olhos, esperando para meu corpo ser queimados, os gritos de agonia de Jimin e Ravi me deixara com mais medo. Abri os olhos e não senti mais nenhum fervor, eu estava deitada sob uma cama de espinhos, perfuravam meu corpo e rios de sangue começaram a escorrer pelos braços e pernas. Me levantei com muito cuidado, meus pés eram perfurados, olhei para os lados e não avistei nada, olhei para trás e me deparei com Ravi e Jimin grudados em uma árvore com uma grande estaca de madeira em seu coração. Corri até eles sem me importar com os espinhos abaixo de mim.

- Jimin? Ravi? – Os dois estavam colados. Passei a mão pelos seus rostos, estavam gelados, não existia mais vida ali, e o medo cresceu dentro de mim, comecei a chorar sem parar, apoiei a cabeça no ombro dos dois e comecei a soluçar.

- Me desculpa. – Me levantei e olhei para seus rostos.

Sinto mãos fortes pegarem meu braço esquerdo, me fazendo pular de medo.

- Poderia... ter.... evitado... – Ravi disse com os olhos bem abertos, seu rosto transparecia medo. Outra mão forte agarra meu braço direito.

- É.... tudo... culpa... sua... – Jimin me olhava com raiva.

- Me desculpa. – Chorei mais ainda e tentava a todo custo soltar meu braço, mas não conseguia.

- Você me matou. – Os dois disseram ao mesmo tempo.

Acordei toda suada, o coração batendo forte, minhas tremiam, olhei para meu corpo para assegurar que não tinha nenhuma perfuração. Corri até o banheiro e joguei todo o café da manhã privada abaixo. Meu coração acelerava só de lembrar a cena de Jimin e Ravi mortos.

- Que sonho mais estranho foi esse? – Me sento no chão e coloco as mãos na cabeça, eu nunca teria coragem de machuca-los. – Não consigo entender, é a 2°vez que sonho com isso.

Olho no relógio e já era 13:40, como eu estava trancada e não tinha saída, resolvi tomar um banho. Enquanto a banheira enche, me olho no espelho e fico assustada. Estou com um belo de chupão no pescoço. Eu nunca deixei o Jimin fazer isso e agora ele fez, vou arrancar a cabeça dele fora. Balanço a cabeça, afasto a imagem dos meninos da mente e tiro minha roupa, me sinto estranha e suja, entro na banheira e mergulho naquela água deliciosa. Pensei, pensei e nada me fazia esquecer aquele sonho, a imagem dos meninos mortos e imaginar Jimin machucando Ravi.

Acho que fiquei muito tempo na água, meus dedos começaram a enrugar e meu estômago pedir por algum tipo de alimento. Jimin ainda não apareceu e isso me deixou com muito medo, ele pode estar fazendo algo a Ravi e eu estou aqui sem poder fazer nada. Pensei por mais um tempo até ouvir a porta ser aberta.

- Hope? – Ouço a voz de Jimin.

- Estou no banheiro. – Ainda estou na banheira que está coberta por espuma.

- Oi Pequena. – Ele entra e sorri envergonhado.

- Oi – Sorrio e começo a brincar com a espuma.

- Me desculpe, eu precisava pensar. – Ele se abaixa e senta no chão ao meu lado.

- Tudo bem Jiminnie. – Passo o dedo cheio de espuma na ponta do seu nariz, fazendo ele sorrir. – Adoro seu sorriso.

- E eu adoro você. – Ele sorri e sela meus lábios.

Sorrio e ele me olha confuso por um instante, abaixa a cabeça e respira fundo.

- Hope sinto muito por tudo, eu realmente não queria fazer isto, mas eu te amo tanto e não pude te deixar com ele, meu coração falou mais alto que a razão. – Ele fala e vejo medo no seu olhar. – Eu peço mil desculpas.

- Eu te perdoo Jiminnie. – Sorrio fraco e passo a mão cheia de espuma pelo seu rosto.

- Hey não faz isso. – Ele sorria sem parar, tentando segurar minha mão.

- Me obrigue. – Sorrio e espalho espuma em seu cabelo.

- Vou obrigar. – Ele se levanta e entra na banheira, jogando espuma em mim, eu realmente não queria molhar o cabelo, mas fui obrigada.

- Já chega. – Sorrio e quando vejo, o chão do banheiro está inundado. Ele me olha e parece admirado.

- Eu me perco no azul dos seus olhos. – Sua voz sai rouca e me sinto hipnotizada ao olha-lo assim, ele se aproxima e fica a centímetros do meu rosto. – Você é minha perdição menina. – Ele passa a mão em meu rosto e sela meus lábios, um beijo doce e cheio de paixão.

Nos separamos pela maldita falta de ar, conversamos e resolvemos fazer algo para comer. Passamos a tarde conversando e assistindo na sala pessoal do papai, é onde ele guarda todos os seus “bens cinematográficos”, um lugar proibido, mas fazer o que? Jimin acabou com minha sala, passamos a tarde sem nenhuma discussão, a noite chegou como um raio, quando me dei conta já era 20:30. Fomos até a cozinha e preparamos algo para comer, de novo. Preciso saber como Ravi está. Jimin vai ter outro ataque, mas eu preciso saber.

- Jimin? – Ele está focado no filme que está passando. – Jimin? – Seguro em seu braço.

- Sim, minha pequena? – Ele volta sua atenção a mim e faço um cara de obviedade, parece que ele entendeu. – Não venha me perguntar daquele ladrão de novo.

- Jimin, eu preciso saber como ele está. – Me segurei por tanto tempo, estou me sentindo horrível e fico pior ao saber que Jimin não quer me contar o que houve com Ravi.

- VOCÊ NÃO PRECISA SABER DE NADA. – Ele grita e se levanta. – VOCÊ PRECISA É FICAR COMIGO. – Ele me joga na parede mais próxima e envolve meu pescoço com uma de suas mãos. – Você me abandonou. – Ele aperta mais e vejo lágrimas escorrendo pelo seu rosto.

- Jimin. – Me esforço para falar algo. – Me.... solta... – Minhas forças estão falhando.

Ele abre os olhos como se estivesse assustado e me solta, caio com tudo no chão.

- Me desculpe Princesa. – Ele me abraça e começa a chorar. – Por favor.

- Me solta. – Digo com dificuldade. Me levanto e ele me acompanha. – VOCÊ É UM IDIOTA. – Bato em seu rosto com toda a força que eu tenho. – NÃO ME FAÇA TE ODIAR PARK JIMIN.

- Eu sou idiota mesmo. – Ele me olha com raiva. – POR TENTAR TE LIVRAR DE UM CANHALHA. – Ele se afasta e sai da sala.

Me abaixo até o chão e começo a chorar sem parar. Como eu posso ser tão idiota e tão insensível?

Jimin Pov.On

Vou até a varanda e olho para aquela imensidão azul a minha frente com uma grande bola luminosa em seu encontro, me sento naquela areia gelada, o vento frio bate em minhas costas, a minha vontade é ir até lá e arrancar o pescoço dela fora, mas ao mesmo tempo quero abraçá-la, beija-la, sentir o calor do seu corpo, estou num beco sem saída.

Não acredito que ela me bateu e o pior de tudo é a dor que esse tapa causou em meu coração, mas pelo menos me fez abrir os olhos. Por mim já teria matado aquele canalha, mas sei que Hope o ama e não quero fazer minha pequena sofrer, se ao menos ela soubesse quem realmente é o Ravi, ela ficaria pra sempre comigo.

Hope não vai me perdoar e isso me corrói por dentro, me sinto mais acabado a cada dia, pressinto que estarei atrás das grades em pouco tempo. Preciso contar a ela quem realmente ele é, mas tenho medo dela não acreditar e acabar me deixando também, preciso de provas mais concretas para incrimina-lo. Eu preciso dela.

Hope Pov.On

Eu estou cansada disso tudo, Jimin é um filho da puta de bipolar e eu não tenho mais paciência para isso tudo, vou tomar banho e dormir.

Me levanto e vou até meu quarto, tomo um banho rápido, visto uma calça de moletom preta e pego uma blusa preta do Ravi em sua mala. Olho para o canto e encontro uma blusa do Ravi jogada no chão, um canto bem escondido, pego aquela blusa e a aperto contra meu corpo, sinto o cheiro de Ravi e começo a chorar desesperadamente. Ravi, cadê você? Como pude deixar isso acontecer a ele? O que eu faço?

Estou sem sono nenhum e decido ir até a praia, assim que saio encontro Jimin sentado e olhando para lua, ele parece tão calmo, tão sereno, mas tenho quase certeza que ele está lutando para não fazer algo errado. Me aproximo devagar, tenho medo dele fazer algo comigo, em passos lentos chego até a ele. Ele está com a pernas cruzadas e com as mãos apoiadas no joelho, com os olhos fechados, como se estivesse meditando.

- Sabe. – Ele diz com a voz firme, mantendo os olhos fechados. – Eu nunca pensei que fosse amar tanto alguém como eu amo você. – Me sento ao seu lado e em momento algum ele se mexe. – Você foi como um anjo na minha vida, me ajudou a superar o que ocorreu com o papai, abriu meus olhos e me fez ver as maravilhas que é o mundo. – Ele abre os olhos serenamente e me olha com uma expressão dura. – Eu me apaixonei por você e me entreguei perdidamente, apesar de saber que outro estava em seu coração, eu te amei demais e não deixei que outro homem abalasse o meu amor. – Ele se vira, ficando de frente pra mim. – Mas você teve que vir para cá, teve correr até ele e me deixar. Eu conversei com minha tia e voltei a Coreia imediatamente, eu fui até o enterro da mãe do Ravi e fiquei observando de longe, minha vontade era que houvesse outro enterro e Ravi estivesse dentro de um caixão. – Eu não conseguia dizer nada, apenas fiquei ouvindo, todas aquelas palavras estavam me machucando. – Mas eu não tive coragem, eu sabia que você iria se magoar e provavelmente iria me odiar, foi aí que eu descobri que viriam para cá e decidi transformar essa semana num inferno, mas as coisas fugiram do controle e chegamos onde estamos. – Ele limpa uma lágrima solitária que insistiu em cair. – Eu acabei te machucando e machucando o Ravi. – Ele se levanta e me deixou completamente confusa. Machucou o Ravi? Ele caminha lentamente pela praia.

- Como assim, machucou o Ravi? – Corro até ele e não deixo de demonstrar medo em minha voz.

- Você tem razão, Hope. – Oi? Como assim? Jimin nunca admitiu que eu tinha razão, nem nas nossas brigas mais idiotas quando estávamos juntos. Algo está errado. – Eu sou um monstro. – Ele se vira com tudo fazendo com que trombe em seu corpo.

Ele segura meus braços e me mantem firme ao seu corpo, seu rosto está a centímetros do meu, eu vejo o medo e a raiva em seu olhar.

- Quer saber porque o odeio? – Ele disse como se fosse um psicopata. – Ele tirou sua pureza. – Ele dizia e me balançava. – Ele não respeitou seu tempo. – Ele me impulsiona para trás e por pouco não caio.

- Não fale besteiras Jimin, eu fiz porque quis. – Passo a mão pelo braço que está doendo, ele passa a mão pelo cabelo e olha para todo lado.

- Tem certeza? – Ele me olha de um jeito estranho. – Pense bastante, Hope Pierre. – Ele disse meu nome como se fosse um mantra. Pensei por um tempo.

- Sim, eu tenho certeza. – Ele ri debochado.

- É uma boba apaixonada mesmo. – Ele sorri mais e o ódio cresce em mim.

- Quem é você para falar algo, Park Jimin? – Altero a voz. Não estou com paciência.

- EU SOU O IDIOTA QUE TE ESPEROU POR DOIS ANOS. – Ele aponta o dedo no meu rosto, me fazendo encolher de medo. – E PARA QUE? – Ele abre os braços e gira, como se procurasse uma resposta. – PARA VOCÊ SE ENTREGAR PARA O PRIMEIRO CANALHA QUE APARECE.

Aquilo foi demais e mais uma vez minha mão vai de encontro ao rosto de Jimin, e saio sem dizer nada, o que eu preciso agora é da minha cama.

- Hope, espera. – Ele disse com a voz mais calma.

- Sai daqui Jimin. - Estou cansada dessa bipolaridade.

- Me quer longe? – Ele me vira com brutalidade.

- SIM, EU QUERO. – Grito e me solto de seus braços. – ME DEIXA SOZINHA.

Corro para meu quarto e fecho a porta, nem sinal de Jimin atrás de mim. Me arrasto na porta até o chão e me permito chorar novamente. Não acredito em tudo que está acontecendo. Penso por muito tempo, comecei a pegar no sono quando escutei batidas na porta.

- Vai embora. – Digo chorando, já até sei quem é.

- Deixa eu entrar Princesa. – Jimin disse com a voz baixa.

- Eu quero ficar sozinha. – Coloco a mão no rosto e mais lágrimas caem.

- Sei que não quer. – Jimin empurra a porta lentamente, olho para cima e vejo seu rosto. – Deixa eu cuidar de você pequena.

Qual o meu problema? Eu simplesmente deixei, ele entrou e me pegou no colo, me levando até a cama. Não posso me distrair, não mais. Preciso encontrar o Ravi. Beijo Jimin e deito-o na cama, suas mãos estão na minha bunda, apertando forte, sua ereção firme na minha virilha. Foco Hope.

- Me desculpe. – Digo baixinho e ele me olha confuso. Sem pensar dou uma joelhada no meio das suas pernas.

Ele se contorce na cama, eu pego a chave, tranco a porta e corro até a saída, está muito frio e a areia gelada. Onde você está Ravi? Olho de um lado para o outro e só consigo pensar na casa que os caseiros ficam, consigo avistar uma lancha ancorada perto da ilha e um pequeno barco na praia. Provavelmente essa é a lancha que Jimin veio. Corro o mais rápido que posso, e enfim avisto o chalé, a porta está trancada e tudo está escuro.

- Ravi! – Grito e bato na porta, na esperança que ela se abra. Não escuto nenhum barulho.

Vejo que há uma janela grande e sem grade, pego uma pedra e quebro-a. Entro com um pouco de esforço e dou uma olhada em cada cômodo, perco as esperanças a cada passo e enfim chego no último quarto do corredor, esta porta está trancada.

- Ravi. – Digo baixo, estou sem esperança de encontra-lo aqui.

Não escuto nenhuma resposta, bato na porta e de novo o silêncio. Um silêncio ensurdecedor.

- Ravi. – Começo a chorar e encosto a cabeça na porta, escuto gemidos vindo de dentro do quarto, começo a bater na porta e gritar o seu nome. – RAVI!!! – Soco a porta com todas minhas forças.

- Hope – Escuto Ravi chamar meu nome bem baixinho.

- Ravi? – A esperança nasceu em mim novamente e começo a chutar a porta, depois de longos 5 chutes a porta fica bamba ao ponto que posso abri-la.

Paraliso com a cena que vejo, Ravi está amarrado a uma cadeira, ele está com o olho roxo e vários cortes pelo corpo, alguns são bem profundos, meu coração parou de bater por 3 segundos.

- Ravi. – Corro até ele e não consigo segurar minhas lágrimas, ele está com a cabeça baixa. – Wonshik? – Levanto seu rosto e vejo pequenos cortes em seu rosto.

- Você... me... encontrou... – Ele sorri fraco. Desamarro-o e tento levanta-lo.

- Se apoia em mim. – Passo seu braço em volta do meu pescoço. – Vamos sair daqui.

Saímos com certa dificuldade, tivemos que caminha bem lentamente, tive que reunir toda força que ainda tinha, Ravi não conseguia ficar em pé sozinho e ficava com todo o peso do corpo sobre mim. Conseguimos chegar a praia e consigo avistar o barco do papai no horizonte, eu havia me esquecido que era só uma semana.

- Estão vindo nos buscar. – Digo e o sento no chão. – É só esperarmos. – Sorrio e em pouco tempo vejo o barco se aproximar.

Vejo mamãe e papai com uma cara na boa, eles ainda não tinham visto Ravi, finalmente eles chegam a praia e correm até Ravi.

- Hope, o que aconteceu? – Mamãe está cursando medicina e corre para ajudar Ravi.

- Hope, o que aconteceu? – Papai diz bravo e me fuzila com os olhos.

- Não fui eu papai. – Me ajoelho e começo a chorar. – Foi o... – Não termino e escutamos um tiro ecoando de dentro da casa.

Jimin Pov.On

Não acredito que ela fez isso. Me contorço na cama, tentando respirar, acho que demorei uns 10 minutos para me recuperar, saio da cama e me arrasto no chão, tento abrir a porta mas vejo que a mesma está trancada.

- Você me paga Hope. – Me levanto e vou até o closet da Hope, deixei minha arma escondida num canto. – Isso acaba hoje. – Aliso minha pequena e vou até a porta, miro na fechadura e atiro, abrindo um rombo.

Vou decidido até a varanda e encontro Ravi deitado no chão sendo cuidado pela Sra.Camille. Hope está de joelhos no chão chorando e Sr.Taylor está a sua frente. Aquilo só fez minha raiva subir mais ainda, me fazendo apontar a arma para a cabeça da Hope.

Hope Pov.On

- Hope, o que aconteceu? – Papai diz bravo e me fuzila com os olhos.

- Não fui eu papai. – Me ajoelho e começo a chorar. – Foi o... – Não termino e escutamos um tiro ecoando de dentro da casa.

Vejo Jimin passar pela porta da varanda e nos encarar por um minuto, ele anda alguns passos e aponta a arma para minha cabeça.

- Jimin, o que está fazendo? – Nunca senti tanto medo.

- Abaixe essa arma, garoto! – Papai tira uma arma um pouco maior que a de Jimin, não entendo de armas.

Se instala um momento de tensão entre nós, Ravi está desacordado, olho para papai e Jimin, tenho medo de algo ruim acontecer.

- Sr.Taylor, o senhor não entende. – Jimin diz e vejo lágrimas em seus olhos.

- Eu entendo. – Papai disse com a voz calma. – Eu sei que ama minha filha, mas não é assim que vai resolver as coisas.

- Eu preciso dela. – Jimin diz com a voz chorosa.

- Por favor Jimin, abaixe essa arma. – Digo chorando.

- Fica quieta. – Jimin se aproxima mais e meu pai entra na minha frente.

- Jimin, fica calmo. – Minha mãe disse e tentava reanimar Ravi.

- Isso acaba hoje. – Jimin numa voz tão serena.

E atira no papai que cai gritando no chão, corro até meu pai e sinto uma bala perfurar meu ombro e caio no chão, ao lado do Ravi. Mamãe pega a arma do papai e num movimento rápido atira na perna de Jimin.

Olho para o lado e vejo Ravi, ele parece estar dormindo, mas todos aqueles cortes e olho roxo me deixa com mais medo. A última coisa que vi foi Ravi abrindo os olhos.


Notas Finais


Resultado? 3 pessoas feridas
E agora??
Não me matem pfv kkkk
Perdemos a paciência com Jimin né e olha o que deu?
Me digam se gostaram por favor, sinto que estou perdendo leitores
e isso magoa um pouco. Me digam se estou fazendo algo que não gostem
se tem algo que queiram mudar, estou aqui para ouvi-los.
Até o próximo cap.
Bjinhos de Suga


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