História Only Human - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Visualizações 25
Palavras 1.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oieeeee, tudo bom com vcs?
Eu estou muito feliz e quero agradecer a essas pessoinhas maravilhosas que favirtaram minha fic, obrigado. Espero aue gostem desse cap, ele será dedicado à vcs

Capítulo 2 - Uns dias são piores que outros


Fanfic / Fanfiction Only Human - Capítulo 2 - Uns dias são piores que outros

A multidão me sufocava, tentar fugir por essas ruas em horário de pico era quase impossível. As pessoas em quem esbarrava me olhavam torto, devia ser por causa de minhas lágrimas. Alguns desferiam xingamentos para mim, mas os ignorei. Após sair da multidão corri por um beco que daria na entrada dos fundos de um prédio abandonado. Hoje eu não queria falar com ninguém, não queria olhares de pena ou as pessoas repetindo "meus pêsames" como se realmente se importassem, mas no fundo eles apenas estavam julgando meu pai. Já ouvi comentarem "Como um homem que tem a vida perfeita joga tudo fora?", mas eu respondo, nossa vida nunca foi perfeita, na verdade, sempre foi bem longe disso. Sempre vivemos em um lar destruído, onde as brigas eram constantes. Isso acaba desgastando um relacionamento, ainda mais ele que sempre trabalhava e quando chegava em casa nunca era bem recebido, acabei me importando tarde demais. Subi as escadas enquanto momemtos de sua infelicidade nublavam minha mente. Como eu nunca percebi? Como eu nunca tentei mudar com uma das únicas pessoas que me amava naquela casa?

Eu fiz isso, assim como a vadia da minha mãe. Mas meu irmão parecia ter sido o único a notar, o único a realmente se importar. Eu era tão egoísta, me importava apenas com a minha dor, de certa forma eu ainda faço isso. E eu me odeio por isso. Cheguei no terraço do prédio. Ali eu observava tudo a minha volta, cheguei perto do parapeito do terraço, joguei minha bolsa no chão, dali tirei meu caderno de desenho.
Sentar no parapeito era como desafiar a morte., apenas um impulso para frente e tudo acabava. Mas eu simplesmente não conseguia. Meu pai havia chegado em seu limite, mas e eu? Por que eu sempre hesitava? Seria pelo meu irmão? Ou seria apenas por falta de coragem? Por achar que eu mereço tudo isso que eu sofro.
Nem havia percebido que estava desenhando, tão perdida em pensamentos. O desenho refletia tudo o que eu mais fazia desde sempre. Comecei a observar as pessoas lá embaixo, algumas tão vivas e felizes, outras tão...vazias, era assim que me sentia. Caindo mais e mais no vazio que é meu coração.
Joguei o caderno ao lado da bolsa, com uma vontade louca, me levantei no parapeito e comecei a andar nele, muitas vezes demorando para colocar o pé no chão, quase me desequilibrando. Acendi um cigarro que estava no bolso de trás da minha calça, stei a fumaça pela boca e a vi desaparecer. Antes de sair de casa no dia em que meu pai se matou, ele havia me feito prometer  de fumar, mas agor anao tinha o porquê, muito menos um incentivo.
É eu quebrei minha promessa, é eu teria o decepcionado, mas eu estou vivendo um inferno, então foda-se as promessas vazias que eu já fiz pra ele, não foi o bastante para ele ficar.
Aliás, assim como eu, ele quebrou uma promessa. E a lembrança desse dia ainda me dói.

Estava deitada na minha cama encolhida enquanto meu pai acariciava meus cabelos, soluços quebravam o silêncio do quarto. Me virei para ele.
- Papai, você vai me deixar? - perguntei temerosa enquanto analisava sua expressão preocupada.
- Não, nunca. - ele parecia estar confuso. - Quem te falou isso?
- A mamãe. - funguei e vi que ele ficou irritado. - Ela disse que todos vão me abandonar.
- Não minha menininha, nunca. - me assegurou.
Me ajoelhei na cama e o abracei.
- Promete que nunca vai me abandonar? - pedi com o rosto enterraod em seu pescoço.
- Prometo.

Mas ele mentiu, assim como todos, ele me abandonou. No final ela estava certa. Ninguém me aguentava. Meu irmão já estava no seu limite comigo. Por esse motivo parei de desabafar, ninguém realmente se importa se eu estou bem ou não.
Encarei o chão tão longe de mim. Um passo, precisava dar apenas um passo, chega de decepções, sou apenas um peso morto para todos.  O que eu faço aqui, afinal?
Mas eu não conseguia dar esse passo. Por que diferente do meu pai, eu ainda cumpriria a promessa que fiz ao meu irmão, que nunca tentaria acabar comigo como nosso pai fez. Só que tudo parecia desmoronar ao meu redor, principalmente hoje. O dia de seu suicídio, 07 de Setembro do ano passado, às 18:00 da tarde eu cheguei em casa, nesse horário eu o perdi. E foi nesse horário que eu decidi jogar tudo para o alto. Eu o odiei por tanto tempo, então um dia caiu a ficha, ele havia ido e não iria voltar e eu quase não aguentei a dor, quase acabei comigo. E hoje em dia eu percebi que já estou acabada por dentro.
Quase não percebi o Sol se pondo, suspirei pesadamente, hora de voltar para casa. Pulei para o lado seguro e joguei o cigarro no chão, o ameaçando com a ponta do tênis.
Fiz o caminho mais demorado até em casa,a movimentação se fora, e a rua começava a se encher de drogados. E quandl eu cheguei em frente a minha casa, se é que podia chamar assim, sendo que nunca me senti realmente em casa ali. Abri a porta lentamente tentando não fazer barulho. Mas é claro que a porta não colaborou, portanto o rangido soou alto no silêncio. Minha mãe saiu radiante da cozinha com um pano de prato na mão, mas assim que colocou os olhos em mim, fechou a cara.
- É só você. - murmurou com amargura.
- É só eu. - repeti sentindo um gosto estranho na boca ao pronunciar tais palavras.
- Onde a vadiazinha estava? -perguntou debochada.
- E você se importa? - rebati com outra pergunta.
- Não. -respondeu friamente. - Arrume suas malas.
E virou as costas voltando para a cozinha. Mesmo meus instintos me dizendo para não ir, a confusão e curiosidade foram mais fortes, e isso fez com que eu a seguisse até a cozinha.
-Por que? - finalmente me pronunciei.
Ela nem se virou para responder.
- Vamos nos mudar. - e dito aquilo, o ódio que eu tinha por ela aumentou.
- SE MUDAR?! É muito convincente para um vagabunda como você, não é? - perguntei retoricamente enquanto ela se virava para mim. - Você quer dar o fora daqui a muito tempo, e agora tem um argumento.
- VOCÊ ME RESPEITA!! - se exaltou e eu ri debochada. - SIM EU QUERO ME MUDAR DESSE MUQUIFO A MUITO TEMPO, E SIM EU VOU USAR COMO ARGUMENTO, VOCÊ QUER FICAR? ÓTIMO, EU NÃO LIGO! NUNCA LIGUEI! - meus olhos começaram a lagrimejar, mas me recusei a chorar. - Se quiser eu te emancipo, se vira. Mas eu e seu irmão vamos embora. - sibilou e voltou para o que fazia.
Em um ato impulsivo e sem medir as consequências, agarrei seus cabelos com fúria. Ela gritava e esperneava para que a soltasse, quase não ouvi o grito de meu irmão. Só voltei a mim quando ele me empurrou me fazendo cair, percebi também que eu já chorava. Vi ele abraçar aquela mulher e me encarar com desprezo. Era mais do que eu poderia aguentar.
- Você ficou louca, Scarlett? - percebi que ele continha lara não gritar.
- Fiquei, Theo! Porque essa mulher quer ir embora. - me justifiquei quando levantava.
- E daí? Eu concordo que seja o melhor. - sua fals me deixou sem ação.
- Você é um cretino. - pausei. - Você quer deixar tudo para trás, esquecer do nosso pai?
- Não seja hipócrita. Você nunca se importou com ele. - sua voz aumentou. -A CULPA DE TUDO ISSO É SUA!
Congelei, meu olhar sem vida se encontrou com o dele cheio de raiva. Soluços fortes balançavam meu corpo enquanto ele apontava o dedo na minha cara.
- Você é só uma garotinha mimada que quer chamar atenção. - a cada palavra eu me despedaçada por dentro. - Você vai apenas para eu não me culpar depois. Cansei de me preocupar com você.
E essa fala dele foi o meu fim. E nesse momento eu percebi que não estava totalmente quebrada por dentro, mas Theo conseguiu destruir o que ainda restava de mim inteiro. Balancei a cabeça concordando, corri para o meu quarto e bati a porta ruidosamente. Com a visão embaçada pelas lágrimas, destruí tudo pelo meu quarto, não me importei com nada. Assim que parei, me debrucei na janela e fiquei olhando para a lua, o cigarro entre os lábios para me acalmar, e o choro preso na garganta. Eu deveria ter pulado, me arrependeria de não ter pulado, já que nada mais me prende aqui, nem meu irmão.
- Me perdoa. - um sussurro tímido me fez voltar a realidade, não precisei me virar para saber quem era.
- Saí. - minha voz estava rouca e fraca.
- Scar...- pediu com a voz embargada.
Fechei os olhos deixando as lágrimas caírem.
- Não... -implorei sem forças. - Sabe, eu estava perto de pular de um prédio hoje, Theo. Eu deveria ter pulado.
- Por favor...não diz isso. - senti seus braços rodearem minha cintura.
Automaticamente minhas mãos foram para cima das dele, seu rosto estava escondido em meu ombro, suas lágrimas molhando minha camiseta, mas eu não liguei.
- Não posso te perder também. -sua voz saiu abafada por estar com o rosto enterrado em meu ombro.
- Eu já me perdi. - sussurrei.
Ele me apertou mais forte. Não sei quando, mas nós dois já estávamos deitados na cama. Ele acariciava meus cabelos, assimc omo papai fazia. Peguei no sono sem nem notar. Era o único momento em que eu podia esquecer dos problemas.


Notas Finais


Genteeee, chorei escrevendo esse cap...pesado ne? Bom espero que tenham gostado, até o próximo e obrigado por ler.

Link do desenho: https://goo.gl/images/3Rie8H


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