História Only You - Capítulo 52


Escrita por: ~

Postado
Categorias Zlatan Ibrahimovic
Visualizações 205
Palavras 2.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Um capítulo curtinho, mas é para recompensar vocês. Desculpem pela demora e eu amo vocês.
Boa leitura!

Capítulo 52 - Zlatan e Davina - Um monstro.


Fanfic / Fanfiction Only You - Capítulo 52 - Zlatan e Davina - Um monstro.

P.O.V DAVINA.

 

  Era como quebrar um coração em mil pedaços, dilacerar cada parte do meu ser e me deixar sem forças alguma no final do dia. Eu transmitia e permitia que todas aquelas pessoas sugassem minhas melhores energias, apenas para ver um sorriso no roso delas e no final de tudo, era aquilo que importava, a gratidão, o carinho e o amor que recebíamos em troco do que fazíamos por elas.

  Odiava falar em público e justo para mim foi que sobrou a aquela difícil tarefa, de fazer o grande discurso, já que a instituição levava o meu sobrenome.

  - Boa tarde senhoras e senhores. Crianças. - comecei - Sei que não é só para mim, mas como para todos envolvidos neste projeto, o orgulho imenso de estar aqui contribuindo um pouco que seja na vida de tantas pessoas carentes. Pessoas nas quais foram largadas pelo governo, pela elite e pela sociedade. Largada por aqueles que se acham melhores, superiores, bons o bastante para ignorar quem precisa de ajuda, dar as costas quando é necessário dar a apoio e fingir que não ouve quando se emitem gritos de socorro. - lia calmamente o papel que eu fiquei dois dias escrevendo, amassando e rabiscando - Hoje a Instituição Claire para refugiados e necessitados esta de portas abertas para receber aquele que querem ajudam, aqueles que precisam e principalmente para aqueles que procuraram um novo recomeço depois de tantas tragédias.

  " O que vi nestes dois dias que estive por aqui, foi mais do que eu vi durante toda a minha vida. A fome, a misérias e o abandono de seres humanos, crianças, adultos, idosos. Todos. Hoje estou aqui representando meu marido, que teve a brilhante inciativa de abrir esta instituição para ajudar aqueles que precisam. O mérito não é só nosso, é dele também e de todos que estão contribuindo com doações e trabalhos voluntários. Peço a aqueles que estão apenas observando, que doem, o minimo que seja. Nos ajudem nesta causa tão nobre e importante para todos aqui.

 Os trabalhos se estenderam pelo resto do ano, infelizmente não posso estar perto durante o ano inteiro para acompanhar, mas os sorrisos que levarei comigo estarão sempre aquecendo o meu coração e saber que esses sorrisos surgiram ainda mais futuramente, me deixa extremamente realizada.

 A instituição funda, criada e financiada por Zlatan Ibrahimovic, estará de portas abertas para todos que quiserem fazer parte desta grande família. 

 Obrigada pela atenção."

  Uma salva de palmas foi dada após eu terminar o meu discurso, que não foi grande, mas foi de coração e sincero em cada palavra.

 Depois de terminar aquela cerimonia, voltei para os trabalhos que eu tinha que fazer antes de irmos para a outra cidade que ficava a seis horas de carro e onde estávamos.

 Era caótico e catastrófico o modo como eu me sentia quando vi aquelas crianças magras, passando fome e ninguém para ajudar, mas graças a Zlatan e a colaboradores, estávamos mudando o rumo daquilo e continuaremos mudando até onde nos permitirem.

 

 

...

 

  Graças a uma fabrica de brinquedos e arrecadações, distribuímos brinquedos para as crianças dos orfanatos. Cada história era mais dolorosa do que outra. Cada criança ali, por nova que fosse, já carregava uma cruz nas costas, uma história que as marcariam para todo o sempre e a dor de estarem sozinhas no mundo.

 Era nítido o orgulho e a compaixão das pessoas que estavam próximas àquelas crianças diariamente, cuidando de cada uma como se fossem seus próprios filhos e várias vezes eu precisava sair do orfanato para não chorar na frete das crianças. Meu coração doía por elas, eu estava arrasada.

 Algumas perderam os pais durante a travessia para entrar no país, outras perderam os pais por doenças, acidentes, ataques terroristas e até mesmo fome e frio. Como aquelas crianças estavam ali? Era a pergunta que eu me fazia a cada minuto, cada vez que eu via elas sorrindo, eu me perguntava como elas conseguiam sorrir depois de tudo o que passaram.

  - Minha querida, não chore. Deus não nos abandonou, estamos aqui servindo a ele e seguimos nossas vidas, porque ainda ás temos. Aqueles que já se foram deixaram suas heranças aqui, essas crianças maravilhosas e cada uma delas sabe o valor da vida. - me falou uma das cuidadoras das crianças doa orfanatos enquanto eu chorava encostada na parede do lado de fora.

 

  P.O.V ZLATAN.

 

  Eu havia tentado falar com Davina a manhã inteira e a tarde também. Queria dar os parabéns pelo belo discurso que ela fez, mas ela não me atendeu. Deixei milhares de mensagens na caixa postal dela na esperança que em alguma hora do dia, ela me retornasse. Mas não liguei apenas para falar do discurso, liguei para dar a notícia a ela e que infelizmente eu já não podia mais adiar e pegaria a todos de surpresa. Queria poder contar para ela antes, mas como eu não tive essa oportunidade, teria que enfrentar aquilo sozinho.

  Subi no palco e sentei em uma das cadeiras, na qual continha o meu nome em uma plana para os jornalistas. Pigarrei uma vez e esperei que Blanc sentasse ao meu lado e assim ele fez. Com um sorriso fraco, eu olhei para os jornalistas que não perdiam nem uma piscada minha e comecei a falar, jogando a bomba no mundo.

 

  - Primeiramente quero agradecer a todos pela atenção e quero dizer que tenho um importante comunicado a fazer. - comecei - A um mês atrás começaram-se as negociações para que eu fosse para outro time. Não teve um time só que se interessou, mas cabia a mim escolher para onde eu iria. - pensei em Davina. Era tudo por ela - Em uma semana e meia estou indo para o Manchester United, deixando depois de quatro anos, o time maravilhoso que eu tive a honra de fazer parte, o Paris Saint-Germain.

  Os jornalistas se pronunciaram de imediato e eu não estava com saco para responder a todas as perguntas, mas era preciso, ainda mais que eu dificultei o momento por adiar a viagem por conta de Davina.

  Fiquei mais meia hora na coletiva de imprensa e depois fui direto para a casa. Não conseguiria encarar nenhum dos jogadores, nenhum daqueles que se tornaram minha família nestes anos que estive aqui. Eu não havia contado e nem podia. Meu celular apitava como louco, mas nenhuma mensagem era de Davina e aquilo já estava me enlouquecendo.

 As noites já não estavam sendo mais sossegadas como eram quando eu estava ao lado de Davina. Os pesadelos me assombravam todas as noites e eu acordava suado, agitado e ofegante por conta da adrenalina durante o sono. Deus sabe o que aconteceria comigo caso Davina me deixasse.

  Depois de um breve banho e de me acomodar no sofá da sala, liguei a TV e em odos os canais eu via o meu rosto anunciando minha saída do PSG. Aquilo estava sendo um tortura.

 Mudei de ideia e deixei em um canal no qual passava um filme que não me importei, apenas deixei. A campainha rompeu e Tine foi atender e em pucos segundos as pisadas pesadas de alguém invadiu a minha sala e em seguida, o grito histérico. Ótimo.

  - Como você ousa fazer isso comigo? - Olly apontou o dedo no meio. Levantei para poder falar com ela.

  - O que eu fiz Olly? - fale com calma, mas sem entender a gritaria.

  - Você vai levar a minha irmã para longe de mim. Depois de tudo que eu fiz por vocês, depois de tudo você ainda tem coragem de se mudar? 

 Olívia estava histérica no meio da minha sala, segurando a barriga já grande e com os olhos vermelhos das lágrimas que escorriam piedosamente pelo seu rosto.

  - Olly se acalme por favor, você esta grávida. - a alertei como se ela não soubesse e tetei me aproximar, mas ela se afastou.

  - Calma nada. Você esta levando ela de mim, esta me deixando sozinha. - ela bateu o dedo no próprio peito - Você esta sendo egoísta, eu preciso dela e você a esta levando embora. - Olly berrava em meio a choro. Ela não estava percebendo o quanto estava nervosa e como aquilo estava afetando o corpo dela.

  - Por Deus Olívia você esta grávida, tente se acalmar. - tentava controlar minha voz para não deixá-la mais nervosa.

  - Eu não vou ficar calma. Eu preciso dela aqui, comigo. - berrou, coma  face vermelha.

  - Olly você sabia que isso podia acontecer. - falei calmamente.

  - Ela é minha irmã, você não tinha... não tinha esse direito - soluçou - você é um mons... um mons...

  

  Olly perdeu toda a cor do rosto e o equilíbrio do corpo e eu corri para pegá-la antes que ela despencasse no chão. Coloquei ela deitada no sofá desesperado.

  - Tine. - gritei da sala. - Olly acorde, por favor acorde Olly. - balancei ela de leve, mas ela estava sem reação. 

  - O que aconteceu? - Tine veio as pressas e parou ao meu lado.

  - Ela estava nervos demais.

  - Leve-a para o hospital. - falou Tine, estando mais calma do que eu.

  - Ela não vai acordar? - passei as mãos no cabelo nervoso. Era só o que me faltava. - Olívia por favor acorde, não me mate do coração. - Chame Pierre, vamos levá-la para o hospital.

 

  Peguei Olly em meus braços e a carreguei até o carro, sentando no banco de trás com ela enquanto Pierre dirigia até  hospital. Tentei inúmeras vezes ligar para Cavani, mas o desgraçado não me atendia justo agora que a a mulher dele estava desmaiada no meu carro e grávida.

 Em poucos minutos chegamos ao hospital. Desci do carro e peguei Olly no colo, ela continuava desacordada e o meu único sossego é que ela respirava, senão ei já tinha infartado.

  - Preciso de ajuda. - falei assim que entrei com no hospital.

  - A coloque na maca. - falou uma enfermeira.

  Eu podia sentir o flashes dos celulares no meu rosto, as pessoas gravando quando o astro do futebol entrava com uma mulher grávida e desmaiada nos braços, em um hospital cheio .

  Fiquei em uma sala reservada até que Cavani rompeu pela porta, deveria te rolhado umas das mil e uma mensagens que eu deixei no celular dele.

  - Cade ela? Como ela esta? - disparou olhando para as paredes, como se Olly fosse aparecer ali.

  - Esta sendo cuidada. - falei triste - Desculpa, eu não queria que as coisas fossem assim.

  - Ela vai ficar bem? - ele ignorou o que disse.

  - Vai, o médico já veio falar comigo. Ela já acordou mas estava muito nervosa, então resolveram deixá-la sedada.

  - Você foi falar com ela? - a voz do meu amigo era de quem iria chorar em alguns segundos.

  - Não. Ela ficaria mais nervosa ainda se me visse.

  Cavani sentou em uma das cadeiras e apoiou as mãos na cabeça. Sentei ao seu lado e passei a mão pelo ombro dele, dando leves tapinhas.

  - Eu não queria de verdade que as coisas fossem desse jeito, muito menos iria imaginar que ela agiria desta maneira. - fui sincero.

  - Eu sei, esta tudo bem. - eu sabia que ele estava preocupado, mas de nada eu podia fazer naquele momento. - Quando foi que decidiram isso? - ele me olhou de verdade pela primeira vez depois que entrou naquele hospital.

  - Faz pouco tempo, Davina pediu o prazo de duas semanas para poder arrumar as coisas e falar coma  família. Mas as coisas fugiram do controle e eu tive que dar a notícia hoje. - eu estava tremendo de raiva por dentro, tudo aquilo era culpa de Mourinho que não conseguia ficar na dele.

  - Ela vai entender, ela esta a exposta a isto também. Poderia estar sendo eu o transferido, As duas sabiam disso quando se envolveram com nós. - lamentou.

  - Sim, elas sabiam, mas acho que resolveram ignorar até a a hora do impacto.

  - Elas vão sabem lidar com isso. - tentou me calmar, sendo que a mulher dele que havia desmaiado. Cavani era um bom amigo.

  - Davina já esta mais conformada, mas não feliz. Na verdade nem eu estou.

  - As coisas mudaram né campeão? - ela sorriu leve e me deu uma cotovelada.

  - Mudaram. Antes eu só tinha que pensar por mim, agora eu tenho que pensar por Davina também, agora tudo que acontece na minha vida afeta ela e isso é a minha maior preocupação.

  - Eu penso em cada passo que dou, cada passo interfere em Olly e Enrico. Eles são tudo para mim agora.

  - Vai dar tudo certo, no final você sabe que tudo se ajeita.

  A porta da sala privada foia berta e por ela entrou o médico.

  - Como ela esta? - perguntei, dando a entender para Cavani que aquele era o médico que cuidava de Olly.

  - Ela continua sedada, o bebê também esta bem, nenhum dos dois corre risco algum, foi apenas um ataque de nervos, que devem ser evitados de se repetir, pois afetam bebê e mãe. - nos alertou.

  - Posso ir vê-la? - Cavani perguntou e o médico assentiu.

  - Vai lá ficar com ela, eu vou para a casa e me ligue qualquer coisa. - abracei meu amigo como uma forma de conforto para ele, ao mesmo tempo que que era para mim.

  Saí daquele hospital onde foi que minha vida havia mudado tanto, onde foi que eu comecei a formar essa grande família?


Notas Finais


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