História Only your voice - Imagine Jin (Bts) - Capítulo 26


Escrita por: ~ e ~Pequetita00MR

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin
Tags Bts, Drama, Jin, Romance, Seokjin
Visualizações 148
Palavras 2.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Salvar vidas


Fanfic / Fanfiction Only your voice - Imagine Jin (Bts) - Capítulo 26 - Salvar vidas

“De todos os loucos do mundo eu quis você, Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha. De todos os loucos do mundo eu quis você, Porque a sua loucura parece um pouco com a minha...”
De todos os loucos do mundo.- Clarice Falcão. 

-Hoseok, pelo amor de Deus, melhora essa cara, menino!- S/N pede, terminando de mastigar seu último pedaço de bolo. Como não haviam ingredientes suficientes para a própria preparar um, tiveram de comprar no super-mercado mesmo. Não era lá tão bom assim. 

-Desculpe, mas essa é a cara que DEUS ME DEU.- Revirou seus olhos escuros, levantando-se e deixando somente um Jin confuso e uma S/N preocupada. 

-O q-que aconteceu com ele?- O maior questionou, sussurrando, próximo ao ouvido da menina. Temia ser culpado daquele humor negativo. Porém, não enxergava motivos para isso. A noite fora calma, sem nenhuma crise.

-Não s-sei.- Respondeu, aproximando-se mais do rapaz moreno.- Mas vou agora descobrir.- Sorriu, sentindo o cheiro infantil que emanava do pescoço do garoto. Julgava ser uma mistura de flores e frutas. Usou os perfumes de Hoseok, que adorava fragrâncias doces.

-Existe quarto para isso. Façam isso lá.- E surgiu de volta a sala, assustando ambos jovens. Recolheu os pratos, talheres e xícaras. Parecia que estava ainda mais irritado. 

 A pequena decidiu seguir o amigo mal-humorado, e esperou o momento certo para conversarem. 

Ficaram longe do outro presente na casa, nas extremidades da cozinha bagunçada.

-Ei.- Virou o mais alto para si.- O que está acontecendo?- Questionou, séria. Não encontrou explicações plausíveis para a chatice do rapaz. Queria mesmo era dar-lhe um cascudo. 

-Nada.- Respondeu, seco.
 
-Se eu te der um tapa, você me conta?- Fingiu uma voz fofa e amorosa, já posicionando a fina mão num ângulo perfeito para deixar uma bela marca vermelha nas bochechas de Hoseok. 

-Se fizer isso, te jogo para fora daqui. Junto com seu namoradinho.- Bufou ao proferir a palavra “namoradinho”. Então as coisas ficaram claras na mente de S/N. 

-Sério? Ciúmes? Tudo isso por ciúmes?- Sua expressão era um misto de indignação e surpresa.- Jung Hoseok, exijo que deixe de ser um bebê! Pare de agir como criança!- Esbravejou, não controlando-se e empurrando o peitoral nem tão musculoso. Deu apenas dois passos para trás, revidando logo em seguida.

-ACHA QUE É “SÓ” CIÚMES? ANTES FOSSE. É MEDO. MEDO DA VERDADE. DO FUTURO. É TRISTEZA. TRISTEZA AO VER O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM VOCÊ! S/N, VOCÊ VAI ME ABANDONAR POR CAUSA DELE!- Mínimas gotículas de água enchiam os olhinhos do alaranjado. Seu nariz fino ganhava uma coloração vermelhinha, e em sua face só havia dor. Respirava ofegante, encarando a garota a sua frente. O coração pulsava nervoso, ao ponto de explodir. Novamente, lembranças do sonho que tivera rondaram sua cabeça. 

-A-abandonar?- S/N gaguejava sôfrega. Que idéia maluca! Não se imaginava longe do menino, e nem queria se imaginar.- Você entendeu errado... Hoseok, nunca pense nisso!- Tomou o rosto magro em suas mãos, olhando profundamente as órbitas do outro.

-Vai sim... Como no meu pesadelo. Vai querer só ele.- Desviou o olhar, entregando-se ao choro. 

Desequilibrou-se e tombou para o lado, molhando todo seu braço com a água gordurosa dentro da pia. 

-Pesadelo? Oh meu bem...- Sabia a coisa certa a se fazer. Abraçou o menino sem demoras, e se demorou naquele abraço. Deixou que o rapaz molhasse toda sua blusa, mesmo estando totalmente arrumada para enfrentar mais um dia de trabalho. 

Não queria que explicasse mais nada, apenas tirasse a idéia tosca da cabeça que ela o deixaria. Eram eternos melhores amigos, companheiros. 

-S/N? Eu fiz alguma c – coisa errada?- A voz baixa e suave enfureceu cada pedacinho de Hoseok. Atrapalhara novamente os dois. Afastaria novamente. Mas Hoseok não iria permitir isso, não tão facilmente. 

-Nada, amor.- A baixinha sorriu, respondendo carinhosamente e educadamente. 

-Pode nos deixar a sós e parar de interromper nossos momentos?!- Encarou o outro a sua frente, ameaçador.  Seu desejo era trancá – lo em um porão escuro, repleto de ratos e um cheiro detestável, sem comida e sem água. Sozinho. Merecia isso e muito mais, pelo quanto fez sua amiguinha chorar e sofrer.

-Não trate ele assim.- Repreendeu – o, brava.

-Tá tudo bem... Entendo ele.- Abaixou a cabeça, tratando de sair logo dali. O olhar do garoto não era nem um pouco amigável, e apavorava – o. Transmitia todo sua raiva. Parecia colocar fogo na alma do pobre moreno. 

 Assim que estava longe de S/N e Hoseok, o alaranjado voltou a pedir atenção e carinhos da jovenzinha. Porém, não recebeu. S/N sentia a frieza que o garoto exalava. Não percebia o perigo que era tratar rudemente o quase louco, que hospedava em sua casa. Também não gostava de ver Jin triste. Na verdade, isso sim a incomodava. Ver seu garoto mal. Sentia-se capaz de controlar as vozes. Não as temia.

-Só por causa dessa sua atitude, vai ficar sem carinho. Vou para o consultório, já que devo estar atrasada. Cuide – se e cuide dele!- Desvencilhou – se do corpo alto e morno, indo em busca de sua bolsa. Ultimamente, seu trabalho não estava recebendo importância nenhuma. Esquecia – se dele em menos de segundos de distração. 

-VOCÊ ESTÁ ME DIZENDO QUE EU VOU TER QUE CUIDAR DESSA CRIATURA ANORMAL?! VAMOS FICAR JUNTOS?!- Berrou, gesticulando incrédulo. Como gostaria de ter mesmo um porão em seu apartamento... 

-Acho que sim, né? – Perguntou, como se fosse óbvio a resposta. -Jin, vem cá! – Chamou – o, curiosa para saber onde estava e o que fazia. Era maravilhoso tê-lo por perto. Poder chamá – lo e ser respondida.

-NÃO! NÃO FAZ ISSO! ESSE GAROTO VAI ME MATAR! O VELHO NEGRO E O ANJO CAPETA VÃO FALAR NO OUVIDINHO DELE, CONSPIRANDO CONTRA MIM!- Batia na parede, quase rachando a mesma.
-Para de drama!- Furiosa, segurou os ombros largos, impedindo – o de continuar. Era chacoalhada freneticamente, já que nada parecia controlar o outro menino.

-Elas não falam no meu ouvido.- Enfim, apareceu, impressionado. Ouvira tudo.- E eu não vou te matar. 

-Quem garante? Quantos você já não matou? Por que não faria o mesmo comigo?- Virou-se para o maior, aproximando – se lentamente, com as pernas um tanto bambas. Ofegava, com quase todas suas forças esgotadas, insistindo em desafiar SeokJin. 

 Colando seus rostos, observavam-se  com precisão. Não intimidaram – se um com o outro, e não desviaram os olhares. Estavam firmes. Jin poderia até ser doente, e por isso, ter o emocional mais frágil, contudo, sua personalidade sempre fora forte e coragem. Percebendo que Jin não iria redimir – se ou rebaixar – se,  Hoseok fechou as mãos em punhos, cerrando os dentes. A cena era apavorante, para S/N.

-JÁ CHEGA, TÁ BOM?! DEU! A PARTIR DE AGORA, SE ALGUM DOS DOIS QUISER CONTINUAR ME TENDO POR PERTO, VAI TER QUE SER RESPEITOSO. EDUCADO. NADA DE BRIGAS!- Pôs-se ao meio dos dois jovens impacientes, e os separou. Batia os pés pequenos no tapete peludo e ordenava, gritando. – EU VOU SAIR POR AQUELA PORTA, VOU TRABALHAR SOSSEGADA, E QUANDO CHEGAR, VOCÊS ESTARÃO VIVOS! SORRINDO! FELIZES! SEM NENHUM ARRANHÃO! 
– Fechou os olhos, tentando parecer ainda mais firme. Terminou de dizer e deixou o silêncio acalmar – lhe.  Quão prazeroso era escutar aquele silêncio. Sem confusão. Paz. Soltou o ar preso pela boca e lentamente, voltou a ver. Os garotos pareciam descontentes, pelo menos, Hoseok esbanjava infelicidade. Pensava que quem deveria ter tamanha autoridade era ele, já que era o dono do apartamento em que todos estavam. 

 Conhecendo S/N melhor do que qualquer outra pessoa, levantou o dedo, pedindo permissão para falar. Só assim chamaria sua atenção. Educadamente.

-Sem permissão.- Cruzou os braços e sorriu vitoriosa. Hoseok iria protestar, mas S/N não agiu mais rápido.- Tchau, xuxus.- Dirigiu-se até Jin, que encontrava – se perplexo com o comportamento autoritário e dominador da pequena. Beijou – lhe a face, fazendo com que os olhos negros se arregalassem mais.- Comportem – se.- Repetira o mesmo processo com o de cabelos laranjas, estático. 

-Mas, S/N...- Assim que saiu do transe em que estava, apaixonado pela gentileza e doçura contidas nas ações de S/N, começou a questionar a menina.

-Fica tranquilo Jin, Hoseok vai cuidar bem de você. Até mais tarde. Amo vocês.- Fechou a porta,  trancando – a em seguida. Saiu correndo, rindo escandalosamente, enquanto escutava os berros do amigo inconformado. No fim das contas, iriam se dar bem.

 

[...]

 


-EU  QUERO IR EMBORA!- Chutou o prato com restos de comida que havia em cima da mesa redonda brilhante. Os cacos de vidro espalharam – se pelo chão, fazendo com também ficasse reluzente. Jeon amarrara suas mãos na cadeira, com uma corda de resistente, trançada. Mesmo assim, nada parava aquela menina.  Seus gritos e pedidos de súplica já eram insuportáveis. 

-Fala baixo... Estou morto de dor de cabeça.- Sussurrou, tentando ignorar a bagunça que a peste fizera em seu apartamento. 

-ERA O QUE EU MAIS QUERIA! TE VER MORTO!- Esperneou, tentando quebrar mais alguma coisa e tirá – lo fora do sério de uma vez por todas.- SOCORRO!- Gritou, sentindo sua garganta secar com tamanho esforço. 

-Chega.- O homem desligou então sua televisão, sem apertar nenhum botão. Desligou – a jogando o controle contra a tela densa, fazendo mais cacos enfeitarem o piso sujo. Um silêncio medonho se fez, e JungKook só não começava a berrar logo com a pobre pequena, porque gostava daquele suspense dramático.- Você quer ir embora? Então irá! – Sorriu sádico,  erguendo – se, ficando visível para a mais nova. Ane, movida pelo impulso, mordeu seu lábio inferior, admirada com tamanha beleza contida em um só ser. 

-M-mesmo?- Procurava não sorrir e demonstrar sua satisfação. Será que havia conseguido fazer com que um psicopata doente fizesse sua vontade? Era tão poderosa assim?

-Sim, querida. Já estava na hora mesmo de colocar meu plano em prática.- Andava até a cadeira que abrigava a pequena, não se importando com os vidros afiados que estavam espalhados pelo chão. Seus chinelos lhe protegiam. Nada protegia Ane.

-P-plano?- Toda a felicidade sumiu.
-Um plano maravilhoso.- Abaixou – se,  ficando de joelhos, a fim de encarar a face desconfiada e infantil.- Quer saber qual é? Você vai adorar...- Começou a desamarrá -lá, sem mover seus olhos para outro canto. Queria guardar bem a expressão horrorizada da menina, ao saber do que se tratava.

-O-o que?- Estava ofegante. 

-Vai ser assim... Você vai sair daqui, bem, sã e salva, e vai direto para casa.- Deixou a corda escorregar pelos braços finos e arrepiados. Livre.- Lá, você vai pegar seu precioso celular e telefonar para... – Voltou a postura correta, demorando a revelar o bendito nome.- Sabe para quem?- A garota apenas negou, ansiosa.- PARA S/N! Vai marcar uma consulta, fingindo qualquer crise existencial.- E então, a melhor parte viera. Ane assustou-se tanto que quase caira da cadeira. Aquilo arrancou uma gargalhada aterrorizante de JungKook, que não tardou em segurar os cabelos lisos e ondulados da pequena, puxando – os e fazendo com que ficasse de pé.- Assim, vai até lá, dá uma de coitadinha e espera ela falar aquele monte de baboseiras. No fim, vai fingir que melhorou, agradecer e agradecer, e depois, vai marcar um outro encontro. Um encontro entre amigas. Para descontrair.- Obrigava – a a andar sobre os materiais cortantes, ferindo os mínimos pés de princesa. 

-Jeon, tá doendo! Para! Não faz isso!- Implorava, chorando novamente. Sentia as pontas finas entrarem e saírem de sua carne, e o sangue escorrer. 

-Só que aí as coisas começam a ficar legais. Nesse encontro você vai arrancar dela o máximo de informações interessantes e proveitosas para mim. Onde ela está morando, como ela está, com  quem está, seus contatos frequentes... Em poucas palavras, quero que se tornem melhores amigas.- Chegou até a porta, destrancando e empurrando a menor para fora. Gostava do cheiro que o sangue fresco deixava em seu lar. – Darei – lhe dois dias para esse primeiro encontro. Assim que o prazo se esgotar, eu te encontrarei e nós conversaremos. Conversaremos do nosso jeitinho único.- Desciam as escadas esquecidas, pois eram apenas para emergência, já que todos usavam o elevador. Jeon fazia isso para torturá – lá mais e para não correr riscos de ser pego em flagrante.- Ah, nem pense em tentar se esconder de mim. É inútil. Eu te procurarei nos menores buracos, e uma hora ou outra, a brincadeira de esconde – esconde acaba. Faça as coisas serem mais fáceis para você.- Riu, beijando a nuca suada de Ane. Enfim, chegaram ao fim das escadas e a porta que levava a rua atrás do grande prédio. Ninguém os veria.- Adeus, “monamor”.- Sem piedade, jogou a jovem na calçada quente, perto de alguns sacos de lixo. Observou uma última vez e mandou um beijo pelos ares, deixando – a sozinha. 

-Não... Eu não vou fazer nada disso... Não posso...- Gemia de dor, sentindo a sola de seus pés pulsarem. Ainda estava jogada sobre aquele chão áspero, tentando encontrar alguma força. A força que nunca tivera. No seu total, era fraca. Mas seria forte, forte ao ponto de desobedecer aquele homem desequilibrado. O homem que estava com sua vida em mãos. 

-É isso...- Cuspiu um pouco de sangue, sabendo como acabaria com aquilo de uma vez por todas. Não faria nada. Não trairia ninguém. Não precisaria enfrentar JungKook nenhum. 

 Levantou-se, apoiando – se nas paredes daquela viela. A ponte principal não ficava tão longe dali. Teria que conseguir andar até lá, para achar seu fim. Seu desejado fim. Desta vez, nem suas lâminas amigas solucionaram a situação. 

 

[...]

 

-Lalalala!- Cantarolava, sentindo a brisa fresca esfriar seus nervos e suas bochechas. Cometia uma pequena infração, ao colocar a cabeça para fora da janela. 

-Você não tem jeito, não é S/N!- Taehyung ria da cena, dirigindo tranquilamente. Era quase seu motorista particular.

-Me deixa, menino.- Gargalhou, cantando mais alto, até que a programação normal fora interrompida. 

“Informamos que o trecho XXX está interditado no momento,  por conta de uma grande confusão. Prestes a se jogar, uma menina jovem, aparentando ter seus 18 a 20 anos,  encara o rio abaixo de si.”

-Não é lá que fica a ponte ...- Taehyung não conseguira sequer terminar de formular sua pergunta.

-Vamos para lá. Agora.- S/N tinha de ir lá. Era seu trabalho evitar o suicídio. Salvar vidas perdidas. Mostrar uma nova saída,  uma nova forma de viver. Era pessoal. Sentia que sim.



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