História Onze Anos - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Hoseok Ativo, Jeon Jungkook, Jung Hoseok, Kim Namjoon, Kim Seokjin, Kim Taehyung, Menção Vkook, Min Yoongi, Park Jimin, Sugamon, Taehyung Passivo, Taeseok, Vhope
Visualizações 692
Palavras 3.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ANNYGASHEIO!
Primeiramente, peço desculpas pela demora em soltar uma nova atualização, estava tendo alguns probleminhas com uma outra fanfic(link nas notas finais), e acabei entrando em hiatus por um tempo. Demorou o que, um mês? De verdade, me desculpem.
QUERO AGRADECER A VOCÊS PELOS COMENTARIOS E FAVORITOS NO CAPÍTULO ANTERIOR, FIQUEI REALMENTE MUITO FELIZZZ! szsz
Seguidamente, quero agradecer à beta @poneyestrelado por ter corrigido ao errinhos.
Estou começando a fazer capítulos mais longos, espero que gostem desses +3k.
~perdoe algum erro.
Boa leitura!

Capítulo 2 - Problemas auditivos


Fanfic / Fanfiction Onze Anos - Capítulo 2 - Problemas auditivos

Depois daquele não tão feliz encontro no hall de entrada, o homem gordinho nos guiou para uma sala espaçosa, na qual havia algumas mesas de trabalho e computadores, alegando que ficaríamos aqui pelos dois meses. Jimin pegara uma mesa ao lado da minha, e agora ameaçava jogar uma caneta em minha cabeça por minha falta de atenção.

— Faça seu trabalho. — Jimin era realmente rígido em questão à trabalhos. 

— Está entediante. — Resmungo, abrindo os botões do grande casaco que usava e o tirando do meu corpo. O apoiei na costa da cadeira, esticando os braços ao ter o zíper aberto da segunda blusa de frio. Jimin ri.

— Que? — Questiono, franzindo meu cenho.

— Seu pijama é do Bob Esponja?

Arregalo meus olhos olhando para minhas vestes. Inferno. 

— Eu tinha que fazer alguma merda. — Resmungo, tendo uma idéia estranha subitamente. 

Um riso escapa de minha boca e dispo o casaco, ficando apenas com a blusa de manga longa do pijama. Jimin pareceu confuso com o que eu iria fazer, lançando-me um olhar censurador. Mexo meus ombros, revezando o que levantava, com uma expressão divertida no rosto.

— De novo não. — Jimin murmura com um sorriso presente, tapando o rosto com uma das mãos. 

Alguns dos outros que estavam por alí viram em suas cadeiras, recebendo um aceno de princesa vindo da minha parte. Pode parecer um pouco estranho, mas é incontrolável esses tiques de loucura momentânea. Um garoto se levantou vindo até mim, e se juntando à maluquice. Oh, oh... Maravilha, achei alguém com um grau de não-sou-humano compatível com o meu.

Como tudo o que é bom dura pouco, nossa dancinha também durou. Um pigarreio atrás de nós me faz parar, engolindo em seco ao ver quem era o ser que nos observava com uma expressão de repreendimento.

— Acham que aqui é lugar para dançar? — Hoseok questiona, colocando as mãos nos bolsos da calça social. Ficamos em silêncio, e ele parece se irritar. — Respondam.

O garoto de cabelo preto nega com a cabeça, engolindo em seco seguidamente.

— N-Não. — Sua voz o trai.

— Você acha? Kim Taehyung! — Me encolho ao ouvir meu nome sendo chamado, evitando olhar para o ruivo mal-humorado.

— Não chefe... — Era estranho chamar de chefe alguém que tinha somente alguns anos a mais que eu. Um alguém que, no caso, afundou minha cabeça numa privada. É, eu guardo ressentimentos.

— Me acompanhem. — Sua voz rígida dá por fim a conversa, e olho para Jimin antes de seguir o outro garoto. "Você está ferrado", dizia a cara de Park Jimin.

Acompanhei Jung Hoseok e o outro palhaço pelos corredores executivos, entrando em uma das salas que havia um letreiro fixado na porta, deixando bem claro de quem era aquele escritório. Hoseok fez um sinal para que nos sentássemos a frente da mesa, e assim fizemos, com uma cara de quem havia sido pego roubando doce na cozinha.

— Vocês entraram hoje, certo? — Ele pergunta, sentando na poltrona da frente. 

— Sim. — Respondemos em uníssono. Minha mão suava frio, eu perderia o emprego que acabei de conseguir? 

— Desculpe, senhor. — O garoto ao meu lado se desculpa.

— Está bem, pode ir. — ... Que?! Como assim?! 

— Sério?

— Não, fica aí. — Grosso, não mudou nada. — De qualquer forma, no final teríamos de eliminar alguns estagiários. 

— Vai nos demitir? — É a minha vez de perguntar, tendo os olhos do chefe sobre meu rosto em seguida. Seu semblante era despreocupado e do tipo "king".

— É provável que sim. Está usando um pijama? — Ele torce o nariz, apontando para o meu peito.

— Eu... Hm... Me atrapalhei na hora de me trocar, não vi que tinha ficado com ele. 

— Deve ser mais atento.

— Sei disso. 

— E porque não foi? — Mordo meu lábio, ficando nervoso e aflito com a situação.

— Isso não vai se repetir.

— Não respondeu a minha pergunta. — Hoseok se mantém sério, com uma caneta girando entre os dedos longos. — Me responda.

— Fui irresponsável, desculpe, não vai se repetir.

— Creio nisso, até porque você não trabalha mais aqui. — Arregalo meus olhos, o olhando pela primeira vez desde que ele apareceu na sala.

— O que? Não! Por favor, Hoseok.

— Não me chame assim, sou seu chefe.

— Desculpe, chefe... Por favor, eu não posso perder esse emprego, vim para Busan só por causa dele, não tenho como voltar para casa agora, estou sem dinheiro.

— Não me importo de qualquer forma. — Fungo, formando um beicinho improposital. — Não vai me causar remorso com aegyo.

— Por favor...

— Vá para casa.

Humilhado, novamente. 

Me levanto da cadeira, caminhando para fora, saindo da empresa em pouco tempo. Abraço-me os próprios braços, sentindo o frio gélido arrepiar meu corpo inteiro. Havia esquecido meus casacos na sala, Jimin traria para mim depois, certo?

Decepcionado comigo mesmo, eu era um desastre, não conseguia manter as coisas em ordem, como conseguiria algo na vida?

Meus olhos estavam lacrimejados quando retornei ao hotel, indo imediatamente para o café, pedindo um expresso ao me sentar em um dos estofados. O café era do tipo americano, com sofás vermelhos em vez de cadeiras.

Me sinto mal, realmente, como iria embora para Daegu eu não fazia idéia. Talvez encontrasse um emprego de meio período na cidade, somente para conseguir dinheiro para uma passagem e pagar a conta do hotel, claro. Tudo o que eu tinha na carteira mal dava para pagar as minhas refeições, como eu ficaria vivo até conseguir a passagem era uma pergunta sem resposta.

O celular em meu lado toca e o nome de Jimin se faz presente na tela. Deslizo o dedo atendendo a chamada, levando o celular ao lado de meu rosto.

— Fala. — Resmungo mal humorado.

— O que deu com o chefe? Por que não voltou? Dal Po já está aqui.

— Dal Po?

— O garoto que dançou com você.

— Ah, sim... Respondendo a sua pergunta... — Dou um sorriso para a garçonete que traz o copo de expresso, dando um gole em seguida. — Hoseok me demitiu.

— O que?! Por quê?!

— Ele apenas disse que eu não trabalho mais aí.

— Isso é injusto!

— Eu sei...

— Você não vai fazer nada?

— Quer que eu faça o que, Jesus? — Indago, visivelmente indignado com a lerdeza de meu amigo.

— Não sei Tae, aish... Onde você está?

— No hotel.

— Consegue passar quantas noites aí? — Jimin apesar de rígido, puxando meu pé, sempre foi cuidadoso.

— Um ou dois dias.

— Certo... Venha para o hotel que eu estou, fique comigo.

— Não, Jimin, não prec-

— Teu rabo que não precisa, vai ficar aonde quando o prazo no hotel acabar? Pare de frescura e vá para onde estou hospedado. 

— Jimin...

— Pare de resmungar. Vá para o hotel, vou falar para o porteiro te dar uma chave extra. Está me ouvindo?

— Estou. — Respiro fundo, brincando com o plástico do copo de café. — Jimin, traz meu casaco?



De extrema má vontade, me despedi do café do edifício, acertando as últimas contas sobre o cubículo em que estava vivendo. 

O céu já se tornara escuro quando pus os pés na rua, sentindo o frio ainda mais intenso. Em minha mente era incontestável que a cidade seria coberta por neve em pouco menos de uma semana, o que não chegava a ser uma notícia muito animadora. Normalmente a neve era o que mais me atrasava, meus pés ficavam presos quando pisava em um local fundo, e sempre ficava encharcado até os tornozelos. Por outro lado, eu amava o tempo que a neve caía do céu, o tempo era gostoso, me agradava, e sempre me deixava mais calmo, principalmente durante as chuvas. 

O edifício moderno que Park se alojava ficava ao centro da cidade, o que me deixou ainda mais constrangido por eu estar vestindo um pijama do Bob Esponja. Fui recebido por um sorriso caloroso da balconista, que me entregou uma chave com pingente, assim que ditei meu nome completo. 

Com o auxílio do elevador subi até o décimo segundo andar, com a mala de pano sendo segura em uma de minhas mãos na qual guardava meus poucos pertences. Me peguei observando até mesmo o elevador, cujo era radicalmente diferente do edifício em que eu morava. Era espaçoso, e em uma das paredes luminosas havia um grande espelho nítido que ocupava toda a extensão daquele lado do elevador. De acordo com o SMS de Jimin ele chegaria um pouco tarde, me informando que ele iria à uma lanchonete com alguns colegas do estágio. Eu estaria junto a eles se não fosse estúpido o suficiente para dançar de pijama no meio da sala.

Minha boca ficara no formato de um "O" perfeito quando passei para dentro do apartamento 214, me pegando em uma sala espaçosa, com um sofá amarronzado no formato de um "L", sendo dividido por um tapete felpudo da estante preta e lustrosa que apoiava uma TV de sei lá quantas polegadas. Jimin sempre foi bem de vida, mas isso realmente havia me surpreendido. Em toda minha vida, "garoto vergonhoso" era uma característica que não existia no meu vocabulário, e com isso em mente, exploro o apartamento, descobrindo a cozinha americana e estreita ao lado da sala, vendo também dois quartos pelo corredor extenso. Minha mala fora posta sobre a cama do quarto livre – aparentemente livre, pondo que o outro estava com a cama bagunçada –, e não perdi tempo para tirar minha toalha e caminhar para o banheiro daquele apartamento.



— Tô' vendo que já se sente em casa. — Foi a primeira coisa que meu amigo dissera ao entrar no apartamento, dando de cara com meu corpo esticado pelo sofá. — A pipoca tá' boa? — Questionou apontando para o balde de pipoca que se encontrava entre as minhas pernas.

— Deliciosa. — Abri meu melhor sorriso, sendo retribuído pelos dentes branquinhos de Jimin. Este caminhou até se sentar ao meu lado, dirigindo seu olhar para mim.

— Já decidiu alguma coisa?

Encolho meus ombros diante daquela pergunta, fechando os olhos momentaneamente, e puxando o ar para meus pulmões.

—  Você sabe que sou seu amigo, fique aqui o tempo que você precisar. — Meus ombros serviram de apoio para o outro, que ainda mostrava seu sorriso.

— Obrigado por isso.

— Não tem de quê. — Desferindo suas palmadinhas em meus ombros, retornou seus olhos para a TV, que passava um desenho. — Como foi lá quando Jung te demitiu?

— Horrível. — Expondo minha sinceridade, o ouvi dar uma risada. — Me humilhou na verdade, fiquei constrangido na frente de Dal Po, devo desculpas a ele.

— Que mané desculpas. — Recebo um peteleco, o lançando um olhar confuso. — Quando ele voltou, disse que apesar se ter se dado mal, ficou feliz em dançar contigo.

— Ele se deu mal?

— Bem... Teve alguns wons tirados do salário. 

— Quando eu recuperar meu dinheiro vou delvolver o que o dei de prejuízo. — Soltando um suspiro, Jimin pareceu concordar.

— Ah, seu casaco. — Minhas sombrancelhas se levantaram ao ouvi-lo, me virando para si, notando sua mão me entregando o agasalho. — Me pediu para trazer.

— Muito obrigado. — Dando um sorriso em agradecimento, me levanto do sofá confortável. — Vou colocar em meu guarda roupa.

Assim, giro nos calcanhares indo em direção ao quarto de hóspedes, do qual eu ficaria por alguns dias. Por mais que isso machuque meu ego, minha mente sempre retorna à minha mãe como solução para os meus problemas. Eu poderia retornar para minha casa, certo?

Não pude deixar de notar que o quarto de hóspedes é bem melhor do qual eu vivia, apesar de ter apenas uma cama de solteiro, é elegante. As paredes são claras, e ao lado da cama box há um criado-mudo feito de madeira escura envernizada sob um pequeno abajur. Do lado oposto, um guarda-roupa comprido dá um complemento maior. Antes de colocar o casaco em um dos cabides, minha atenção se volta para o celular vibrando na cama, que piscava com um "número privado". Oh, céus...

Sem hesitar deslizo o polegar pela tela, aceitando a ligação e colocando o aparelho ao lado do rosto.

— Kim Taehyung? — A voz feminina ecoou pelo auto-falante, e no mesmo instante adquiri um semblante confuso.

— É ele.

— Boa noite, senhor Kim. Me apresento como secretária do JEC, e o telefono para informar que o senhor Jung gostaria de uma entrevista. — Meu corpo inteiro se paraliza ao ouvir tudo aquilo, tendo os olhos esbugalhados. Jung Entertainment Company, JEC. Devo ficar feliz?

— Como? 

— Oh... Secretária do JEC, o senhor Jung gostaria de ter uma entrevista contigo, para uma nova vaga.

— Como? 

— Senhor Kim, é portador de alguma deficiência auditiva? — Seu tom parecia grosso.

— Oh não, não, não, me desculpe, só fiquei sem reação. — Esboço um sorriso fraco, soltando uma risada sem graça. — Bem, eu...

— Ele deseja vê-lo amanhã, posso agendar a entrevista entre às duas e três horas da tarde. Tudo bem para você?

— Ãn.. É, tudo bem, esse horário está ótimo para mim. 

— Muito obrigada, ele estará à sua espera no escritório. — Inconscientemente o sorriso se aumentava em meu rosto.

— Eu que agradeço. — Encerro a chamada, encarando o ecrã do celular por alguns segundos, sacudindo a cabeça em seguida e caminhando para a sala com um sorriso presente no rosto. — Jimin-ah!

Pelo pulo, presumi que havia o assustado, me fazendo rir da ideia.

— Não faça mais isso. — Se virou para mim, franzindo o cenho com meu sorriso. — O que houve?

— Recebi uma ligação da empresa. — Me sento ao seu lado, recebendo um assentir. — Parece que não vou morar em baixo da ponte tão cedo.

Eu estava nervoso. Não tanto quanto a primeira vez que enfrentei Jung Hoseok como meu chefe, mas mesmo assim minhas mãos suavam frio dentro dos bolsos do casaco de lã. Recebi incentivos de Jimin durante o dia todo, e admito que fiquei mais confiante ao receber uma ligação do Yoongi-hyung. Ficamos um bom tempo conversando, ele me disse tudo o que estava acontecendo por onde estava hospedado, me deixando surpreso com a notícia de que estava saindo com uma garota. Fiquei feliz, mas não pude esconder o meu ciúme por meu irmão – não de sangue, infelizmente.

A voz da secretária se fez presente após uns cinco minutos de espera, dizendo que eu poderia entrar para a entrevista de emprego. Assim que passei pelo aro da parta, congelei no lugar, recebendo um olhar reprovador de Jung. 

Hoseok vestia um traje social, com a calça lisa em uma cor escura, junto a camiseta de botões preta por baixo do paletó, este totalmente aberto.

— Sente-se. — Ele disse, apontando para a cadeira em frente à sua mesa de trabalho. Assenti, me dirigindo ao assento. — Irei te fazer algumas perguntas, dependendo de suas respostas, eu posso revogar o seu cargo na empresa.

— Vou voltar a ser estagiário? — Me calei diante de seus olhos. — Desculpe-me.

Pigarreou, colocando sobre a mesa alguns papéis, e pude identificar que um deles era o meu currículo, este que entreguei semanas antes de ser aceito.

— Em seu currículo diz que você tem especialidade em outras línguas, além do coreano.

— Francês e Japonês. — Assentiu quando completei. 

— Cursou o ensino médio completo em... Uma escola pública? — Fez uma pausa, estreitando os olhos em minha direção. 

— Sim, senhor. — Meus dedos não paravam quietos sobre meus joelhos. — Apesar de ser pública o ensino de lá era muito bom.

— Vou relevar. — Voltou a por seus olhos na folha. — Fez outros cursos além da faculdade, pelo que vejo.

— Sim, informática e administração. 

— Como...?

— Oh, bem, eu ganhei bolsa de estudo, tinha notas boas. — Maneou a cabeça em um "sim" mudo novamente, parando os olhos sobre o canto superior direito. 

— Nossa empresa tem uma política rígida com o visual, senhor Kim. — Engoli em seco ao ter seu olhar sobre meu rosto novamente. Assenti em concordância. — Teria que sempre andar bem vestido, notando o cargo que quero te colocar.

— Qual cargo...? — Estreito os olhos, o vendo suspirar.

— Secretário particular. — Por um instante cogitei a ideia de meus olhos pularem para fora das órbitas. — O anterior chegava atrasado quase todos os dias, você não tem esse problema, tem?

— Não, senhor. — Meu nariz vai crescer.

— Bom. — Voltou a manear a cabeça, batendo o papel junto a alguns outros os alinhando. — Esteja aqui às 5. 

— Como? 

— Esteja aqui amanhã às cinc horas. — Repetiu, me olhando como se eu tivesse algum tipo de deficiência. — Vestido adequadamente. Você pode pegar os dados mais importantes com a secretária, o número de telefone de alguns empresários e minha agenda dessa semana.

— Eu... Estou contratado? — Não havia conseguido processar.

— Está, Kim Taehyung. — E novamente me senti intimidado por seu olhar. — Tem alguma deficiência auditiva?

— N-Não, senhor.

— Acho bom. Pode se retirar.

Concordando com a cabeça, me levantei do assento, caminhando para fora da sala. Ouço o telefone tocar segundos antes de girar a maçaneta, me fazendo virar o rosto para trás, fitando Hoseok por alguns instantes com uma expressão serena enquanto falava ao telefone.



— Não fique nervoso. — Dizia a voz fina de Jimin pelo telefone enquanto eu caminhava pelas ruas. — Você se sairá bem.

— E se eu fizer cagada?

— Peça desculpas. 

— E se...

— Cala a boca, você vai se sair bem, não vai ser demitido nem nada. — Um suspiro escapa de minha boca, ao que paro a frente da empresa encarando o logo. — Fighting!

Encerro a chamada naquele incentivo, voltando a colocar o aparelho eletrônico no bolso do casaco que caía até acima dos meus joelhos. 

Como havia presumido, a calçada já estava coberta por um cobertor fino de neve, esta que caía aos poucos em pequenos flocos. O céu estava acinzentado – culpa da grande poluição da cidade –, e parcialmente nublado. Sentia o nariz frio, e com isso, cogitei em minha mente que ele deveria estar vermelho como sempre ficava antes de pegar uma gripe. Jimin provavelmente teria algum remédio para resfriados, certo?

O hall estava estranhamente vazio assim que entrei, o som do café caindo dentro do copo plástico da serviçal ecoando pelo espaço vazio.

— Bom dia. — Deu um sorriso junto ao comprimento, dando um gole em seu café.

— Bom dia. 

Em cima do balcão estava um crachá com o meu nome, ao lado de uma foto tirada recentemente de meu rosto, e a posição de "secretário particular" gravada do lado. Agradecendo a balconista, conferi as horas na tela do celular enquanto subia para o elevador, garantindo que não estava atrasado. Eram exatamente quatro e cinquenta e oito.

Pelo espelho do elevador arrumo os fios loiros do meu cabelo, os colocando em baixo da touca que usava, deixando a mostra a franja que chegava pouco abaixo das sobrancelhas. Usava a calça jeans emprestada de Jimin por baixo daquele sobretudo escuro. O tecido era relativamente largo, visto que eu não tinha as coxas grossas e definidas do meu amigo.

Voltando a andar pelo corredor, desferi dois toques na porta envernizada que continha um "Jung Hoseok" em letras metálicas. Escutando um "entre" abafado, abri a porta entrando no local.

— Bom dia, chefe. — O comprimento como Jimin havia me instruído. — Precisa de algo?

Franzi o cenho ao ver Hoseok parado no meio da sala, tendo uma das mãos no bolso frontal da calça, e a outra sustentando um copo do Starbucks.

— Pensei que se atrasaria. — Me surpreendo com o que ele diz, o vendo coçar os olhos e caminhar de volta à mesa se sentando na mesma. — Pode buscar mais café para mim?

— Como? — Pisco algumas vezes, o fitando.

— Café. Busque para mim. — Estendeu a mão em minha direção, mostrando algumas notas de dinheiro. — Isso faz parte de seu trabalho.

Ser escravo pessoal, você quer dizer?

— Está bem. 

Ainda confuso pelo o que teria que fazer, me aposso do dinheiro, o colocando em meu bolso e voltando a abrir a porta.

— Taehyung, me traga o café comum. 

Respirando fundo, volto a assentir, caminhando para fora da sala. 

É, não seria tão fácil ser secretário particular de Jung Hoseok.


Notas Finais




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