História Onze Meses com Ela - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Angst, Angst Fluffy, Fluffy, Taeny
Visualizações 421
Palavras 4.869
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom gente, aqui está o último cap da two shot.

Espero que tenham gostado dela, porque relacionar uma paixão pela minha professora foi algo ousado da minha parte, mas adorei escrever do mesmo jeito sakdsçlkdsçldsa

Queria dizer que me sinto privilegiada por vcs terem compartilhado suas primeiras experiências comigo sobre primeiro amor da vida, eu amo vcs demais mesmo<3

Até a próxima!

Capítulo 2 - 02. O adeus não significa um Fim.


Fanfic / Fanfiction Onze Meses com Ela - Capítulo 2 - 02. O adeus não significa um Fim.

 

Capitulo Dois

 

O adeus não significa um fim


 


 

Uma das certezas dessa vida, além da morte, é que jamais nos esquecemos do nosso primeiro amor. Havia dois motivos para tal e eles são bem simples, a começar pelo fato de que claro, ele foi aquele iniciante que nos jogou em um mundo repleto de sentimentos que jamais imaginamos que um dia, poderíamos sentir. E o outro motivo, é que não importa o tempo que passe, nós sempre nos lembraremos da primeira pessoa que amamos anos atrás.

Vai existir uma parte na sua vida, um momento ou até mesmo nos nossos sonhos, em que você vai se lembrar daquela pessoa em especial. Você vai se perguntar como a pessoa está atualmente, como foi a sua vida depois que vocês se separaram, se tiver sido especial então você também vai lamentar um pouco por naquela época não ter dado certo. O que realmente importa, é que o nosso primeiro amor estará sempre na nossa memória, nas nossas lembranças. Se ele tiver sido ruim ou uma experiência um tanto dolorosa, você irá se lembrar da pessoa responsável por partir seu coração do mesmo jeito.

É exatamente assim que eu me sinto toda vez que me pego pensando na minha professora de matemática.

Como poderia me esquecer dela afinal? Era impossível, ao seu lado, eu acumulei momentos bons o suficiente no meu coração para serem guardados.

Eu amei ela.

Não. Seria errado dizer essa palavra no verbo passado…

Eu ainda amo ela.

Mas já faz tanto tempo… Que esse sentimento começou a se tornar apenas uma simples memória. Nada mais do que isso. Ele se formou em onze meses, mas bastou um novo ano ter início naquela época, que o meu amor deu as mãos para a saudade e juntos eles me fizeram perceber que o passado é um tempo sem alterações, não havia nada que eu pudesse fazer na minha nova realidade, aquela que eu estava prestes a viver dali para frente, um novo futuro. E minha professora não fazia mais parte dele.

Esse ano iria completar exatos nove anos desde que eu vi Tiffany Hwang pela última vez.

Ainda me lembro de como aquele foi o último dia de aula mais doloroso da minha vida, lembro que diferente de mim, os meus colegas estavam felizes e comemorando pelo fim das aulas, dizendo um para os outros que iriam aproveitar as férias como nunca e que mal podiam esperar para o ano novo.

E enquanto todos estavam animados no último dia de aula do segundo ano do ensino médio, festejando com as outras turmas, eu estava no banheiro da escola, escondida e abraçando meus joelhos enquanto chorava os meus sentimentos para fora. Minha maquiagem estava ficando borrada e as lágrimas pingavam no meu vestido azul, aquele não era um dia feliz. Me lembro de desejar naquele último dia de aula, que o ano voltasse para o início.

No entanto, não tenho do que reclamar. Foram os melhores onze meses da minha vida com toda a certeza. Ninguém nesse mundo chegou perto de me fazer sentir, o que eu sentia por Tiffany. Ninguém tinha um sorriso igual ao dela, nem os cabelos perfeitamente sedosos, um gosto musical totalmente clássico, uma mania absurda de acordar com os primeiros de Sol e uma resistência ao frio impressionante.

Ninguém era igual Tiffany.

Agora, em meus vinte e sete anos, guardo comigo as boas lembranças de um tempo feliz ao seu lado. No último dia em que estive com ela, eu não fazia a menor ideia de quando a veria outra vez. Não sabia se existia alguma possibilidade de encontrá-la em algum lugar por pura coincidência.

Nós não trocamos números de telefone, e-mail ou ficamos com o endereço uma da outra, apesar de eu nunca ter esquecido a rua que ela morava e o número do seu apartamento. Nada disso iria adiantar, porque nós duas não podíamos de forma alguma levar aquele relacionamento à diante, era impossível.

Por motivos que Tiffany me explicou em uma das noites que eu estava na sua casa.


 



 

— O cheiro está maravilhoso. — Ouvi sua voz próxima à minha orelha e seus braços envolverem minha cintura por trás.

— Você acha? — Perguntei, largando a faca que usava para cortar alguns pedaços de carne vermelha. — N-Não me distraía, ou a comida vai atrasar.

— A fome pode esperar. O que me diz?

Eu sorri largo com a sua provocação, mas aquele não era um momento exatamente bom para fazermos aquilo

— Nada disso. Você não comeu nada o dia todo hoje. — Me virei de frente para ela com os braços cruzados. Ela vestia um pijama de calor que consistia em um short rosa e regata branca do pato Donald. Era um pouco infantil para a sua idade, mas não deixava de ser adorável. — Jantar primeiro.

— Ah minha menina, desse jeito você me maltrata. — O bico que se formou nos seus lábios me fez questionar nossa diferença de idade.

Tiffany poderia ser uma mulher adulta, responsável e decidida de tudo o que quer, mas havia um lado nela que ia em contradição sobre o significado da palavra maturidade.

Ela era um pouco manhosa de vez em quando, carente e ficava emburrada por pouca coisa. Já faz quase dez meses que nós duas nos relacionamos, e nesses dez meses, eu perdi a conta de quantas vezes ela fechou a cara porque algum garoto deu em cima de mim ou porque me viu conversando com alguma garota de um jeito animado. Eu não estava ciente daquele ciúme de Tiffany, mas quando ela começou a me mostrar, percebi como eu era tola em relação ao amor. Nunca fiz a menor ideia de como lidar com ciúmes, afinal eu nunca amei ninguém para sentir ciúme. Achei que teria problemas com esse detalhe até o dia que fiz uma descoberta interessante.

Alguns beijos no pescoço, abraços apertados e lábios nos lábios eram o suficiente para desfazer a marra da minha professora ciumenta. Depois disso comecei a julgar seu ciúme como algo muito fofo.

— Não é minha intenção. — Eu disse antes de beijar seus lábios rapidamente. — Eu só me preocupo com você.

Tiffany segurou minhas mãos e beijou as duas, olhou para mim carinhosamente e me deu o privilégio de vê-la sorrindo.

— Nunca tive uma aluna como você. — Ela entrelaçou nossos dedos e roçou seus lábios nos meus, mas sem me beijar. — Uma que eu amasse tanto… Você me encanta a cada momento Taeyeon.

— Me senti assim quando te vi pela primeira vez. Eu também nunca tive uma professora igual a você Fany-ah. — Respondi com sinceridade. — Eu não consigo mais me imaginar sem você.

De repente, a atmosfera entre nós duas mudou bruscamente. O seu olhar se tornou receoso, aos poucos ela soltou minhas mãos. Quando me dei conta de que Tiffany nem perto de mim estava mais, a preocupação e medo de alguma coisa que eu não iria gostar de saber me tomaram.

Ela mordeu discretamente o lábio inferior, fechou suas mãos em punho e olhou para todos os lados. Ela era péssima em esconder quando estava nervosa com alguma coisa, eu podia sentir sua agonia e fiquei me perguntando o que eu falei de errado para deixá-la assim.

— Taeyeon, acho que precisamos conversar. — Ela disse.

Senti meu coração acelerar, mas não de um jeito bom. Ele estava desesperado porque ela nunca ficou assim comigo antes. Tiffany acabou me deixando perceber que existia alguma coisa sobre ela, que eu ainda não sabia. Pelo menos era essa a minha sugestão para mim mesma.

Desliguei as bocas do fogão que estavam acesas e lavei minhas mãos. Tiffany me conduziu até o sofá da sua sala e ao se sentar, me puxou para o seu colo, abraçando carinhosamente a minha cintura. Por mais que o momento estivesse carinhoso, eu não conseguia ficar mais calma ou menos apreensiva, aquele suspense todo estava me preocupando muito.

— O que foi? Diga logo, por favor. — Pedi em um tom de voz baixo. Ela suspirou.

— Você sabe, que sou professora por contrato. Não sabe? — Engoli em seco sua pergunta. Desde o começo do ano eu sabia disso, basicamente, desde o primeiro dia de aula. Professores por contrato significa que eles começam a trabalhar com data de validade, algo assim.

— Sim, eu sei. — Respondi. — Por quê?

— Eu comecei a trabalhar na sua escola apenas porque me chamaram para substituir seu professor, então assinei um contrato para ser a professora permanente até o final do ano, já que a situação não envolvia uma licença em que o antigo professor de matemática pudesse voltar no meio do ano ou coisa assim. — Ela disse. — Tenho um contrato de um ano apenas, e quando esse ano acabar, eu não vou mais trabalhar lá.

Me senti confusa naquele momento. Eu sempre soube desse detalhe e nunca dei bola justamente porque ela não morava muito longe e ainda poderíamos nos encontrar, seria ainda mais fácil já que ela não seria mais minha professora.

— Ti-Tiffany, está tudo bem. Nós podemos nos ver depois da aula, ou podemos sair para tomar café, quem sabe a gente-

— Taeyeon. — Ela me interrompeu, impedindo que eu continuasse falando. Alguma coisa estava errada, de repente, me senti a beira de um precipício. — Quando o meu contrato acabar, eu vou começar a dar aulas em uma faculdade… Nos Estados Unidos.

Eu fiquei sem reação, não queria acreditar no que estava escutando. Tudo parecia sem sentido para mim e eu não entendi mais nada. Ela iria embora?

— Co-Como?

— A sua escola me indicou para uma faculdade em Los Angeles, o conselho gostou do meu currículo e decidiram me contratar no ano que vem. — Ela explicou calmamente, mas continuava apreensiva por minha causa.

Eu comecei a chorar, sem olhar para ela como se ela não pudesse me ver. Tentei me conter, mas era impossível quando aquela dor começou a crescer no meu coração.

Eu sempre soube que esse amor teria consequências, desafios e empecilhos no meio, mas não esperava receber uma notícia dessas tão de repente. Faltando apenas dois meses para as aulas acabarem. Significava que esse era o tempo exato para o nosso amor ter um fim. Nada poderia doer mais do que isso.

Tiffany me puxou e me fez deitar a cabeça em seu ombro. Eu retribuía o seu abraço com mais desespero agora, este que não existia antes. Talvez fosse porque eu não sabia que nós duas estávamos com os dias contados.


 

 

Surpreendi-me ao sentir uma lágrima escorrer na minha bochecha. Não deveria acontecer isso, não agora que eu montei toda uma vida sem Tiffany e me forcei a seguir em frente.

Por quê é tão difícil de superar? Por quê não consigo simplesmente me esquecer?

Olhei para a minha atual situação, notei que tudo o que estou fazendo agora, tem alguma relação com o meu primeiro amor. Eu nunca fui de beber, mas de tantas vezes que observei Tiffany tomando vinho nos nossos jantares, acabei pegando a mania depois de provar uma garrafa de vinho italiano com vinte e um anos. Eu também não via nada demais em ficar na sacada de um apartamento, sentindo o frio gelado da noite e olhar para o céu como se tivesse algo ali além de nuvens.

Mas aqui estou eu, Kim Taeyeon, fazendo todas essas coisas. Tudo porque um dia, Tiffany Hwang fez cada uma delas bem diante dos meus olhos. A garrafa que estava na mesinha ao meu lado era do seu vinho preferido, o frio gelado daquela noite não me atrapalhava de forma alguma, e o céu me parecia mais bonito. Não tinha nada ali além de nuvens e algumas estrelas, mas minha vontade de admirá-lo até o sono me consumir, era imensa.

Depois de muito tempo fui entender o por quê de eu nunca ter me esquecido dessas coisas, desses detalhes e de tudo o que envolvia Tiffany. Um dia antes das minhas aulas acabarem, ela me disse as seguintes palavras.

E amanhã, no último dia de aula, eu espero que você se lembre de mim também.

Eu sei que ela me pediu para lembrar dela no último dia de aula, mas acho que sua vontade acabou ganhando um bônus. Porque não me esqueci dela, mas ao invés de me lembrar de Tiffany somente no último dia de aula, acabei me lembrando também nos próximos 3.288 dias, 470 semanas e 108 meses que vieram a seguir. Somando ao todo, nove anos.

Como eu sabia o tempo em que ficamos separadas? É muito simples.

Eu não queria me esquecer dela, não queria que tudo o que nós passamos juntas desaparecesse, queria me lembrar de Tiffany para sempre. Desde o último dia de aula, eu fui anotando a inicial do seu nome no calendário, fiz a conta exata de dias, de semanas, meses e anos. Acabei ficando melhor em matemática do que jamais fui na época da escola. Pode parecer muita loucura fazer isso por alguém que no fundo, nunca foi meu.

Tiffany não era minha, ela não me pertencia. Ela só estava ali por tempo limitado e quando ela foi embora, eu senti que o meu primeiro amor acabou se tornando o último.

 

 

Pela primeira vez desde que comecei a frequentar seu apartamento, eu estava encostada na parede e de frente para a sacada, observando o movimento lá fora como se tivesse algo interessante. Tiffany estava sentada em sua cama, com o rosto entre as mãos e tentando se acalmar da discussão que tivemos. Foi a primeira vez que nós brigamos, não por ciúme ou derivado, mas sim por ela ter me escondido que iria embora enquanto eu alimentava o sonho de que ficaríamos juntas para sempre.

— Você não vai falar comigo? — Escutei sua voz rouca se pronunciar no silêncio daquele quarto.

Me virei para ela, meus olhos estavam inchados e ardiam depois do tanto que chorei. Foi um dia muito difícil para mim, depois que Tiffany me contou sobre ter aceitado outro emprego no Japão há três noites atrás, eu tenho me sentido devastada demais para qualquer coisa. A começar quando faltei aula no dia seguinte por falta de disposição emocional para vê-la novamente. Eu não sou de perder aula, então fui no outro dia, mas me sentei no meu antigo lugar lá no fundo da sala, bem escondida de todo mundo. Quando respondi sua chamada em um tom que ela quase não ouviu, achei que Tiffany fosse me arrastar para fora da sala por causa do olhar preocupado que ela me lançou, e claro, alguns alunos perceberam.

Acho que ela estava entendendo que eu não me sentia bem para iniciar um assunto ainda, então naquele dia, ela me deixou sozinha para pensar um pouco. Mas a manhã seguinte havia chegado rápido demais e eu ainda não estava totalmente bem, eu não conseguia me conformar, a lembrança me doía na alma e não me deixava ignorar de jeito nenhum. Diferente do segundo dia, Tiffany simplesmente cansou de me dar espaço e no final da aula, ela me disse que iríamos para o seu apartamento.

Eu só não imaginava que a discussão teria início dentro do carro, continuaria no seu apartamento, e terminasse com nós duas desse jeito como estamos agora. Uma longe da outra e sem falar nada.

— Taeyeon, por favor… — A vi se levantar da cama e andar na minha direção.

— Tem alguma ideia, de como isso dói em mim?

— Dói em mim também, porra. — Ela respondeu, ríspida e com um nervosismo crescente na voz. — Acha que não estou acabada por causa disso? Acha mesmo que quero te deixar?

Naquele momento, me senti culpada e egoísta. Era difícil para ela também, mas não considerei seus sentimentos porque o fato de que nunca mais posso voltar a vê-la outra vez, estava sendo como um fantasma pra mim. Abracei sua cintura devagar, olhando em seus olhos lacrimejados e desejando para que tudo aquilo não passasse de um pesadelo.

— Eu não quero te perder, Fany-ah. — Falei com a voz chorosa. Os braços dela me envolveram como se estivessem me acolhendo e eu me aninhei neles, deitando o rosto na curvatura do seu pescoço e inalando o seu perfume que eu tanto amava.

Era o meu primeiro amor, por pura sorte do destino, ele era recíproco, mas para o meu azar, não iria durar muito tempo. Eu ainda sou muito nova, não sei lidar com perdas e despedidas, sei que vou perder Tiffany e que vou precisar me despedir, eu só não sei como deixar isso acontecer.

— Você não vai me perder. — Ela segurou meu rosto com as mãos me fazendo encará-la. — Eu sou sua, sempre fui.

Fechei meus olhos e não demorei para sentir seus lábios sobre os meus. O beijo era lento, calmo, cheio de sentimentos amorosos que nós duas cultivamos nesses meses todos. Eu não conseguia acreditar que nunca mais vou sentir o sabor dos seus lábios outra vez.

De repente, Tiffany começou me guiar até a cama e me colocou deitada nela. Quando abri os olhos, ela estava por cima de mim e eu olhava para ela como se estivesse vendo o meu mundo todo. E de fato era.

— Quero fazer amor com você. — Ela disse. — Como nunca fiz antes.

Soltei o ar preso nos meus pulmões. Mesmo fazendo tanto tempo desde a nossa primeira vez, eu ainda não deixava de me surpreender com a sua gentileza, com suas palavras doces e seu jeito carinhoso de ser.

— Faz. — Respondi. — Faz amor comigo.

Ela voltou a me beijar e eu não hesitei quando a puxei pela nuca em um beijo profundo. Beijar Tiffany sempre seria uma das minhas coisas favoritas, era como uma chave para esquecer da minha realidade e que aliviava qualquer dor que eu pudesse sentir.

Senti o corpo dela pesar sobre o meu, ela havia se deitado sobre mim sem interromper nosso beijo, a partir daquele momento nenhuma de nós duas tinha mais a noção de espaço e tempo. Nossas roupas sumiram dos nossos corpos em questão de segundos, aquele calor que ela tinha em seu corpo já me aqueceu por várias e várias noites. Minhas mãos percorreram a extensão das suas costas e eu percebi como estava desesperada para tocar cada parte dela.

Em nenhum momento sequer nós deixávamos de nos beijar e quando ela me esfregou o seu corpo no meu dando um novo encaixe para nós duas, eu gemi um pouco alto, mas sem me importar com a questão da vergonha. Para ser sincera, a questão de vergonha não existia mais entre gente fazia tempo. As mãos dela foram aos meus seios e os apertaram com certa força, acabei apertando suas costas com as minhas unhas e Tiffany gemeu manhosa contra os meus lábios.

Quando nosso beijo foi cortado, ela levou seus lábios ao meu pescoço, depois a clavícula e maxilar. Ela beijava minha pele com tanto cuidado, como se eu fosse feita de açúcar e pudesse derreter nos seus lábios, ela me passava uma sensação de que eu era tudo de mais precioso na sua vida. Minhas mãos agarraram o edredom da cama com força, eu nunca vou deixar de gostar dos arrepios que meu corpo sentia toda vez que ela me tocava.

Meus dedos se perderam em meio aos seus cabelos quando sua boca  fez um caminho em direção aos meus seios, mas que não durou muito. Seus lábios passaram a circular meu mamilo direito junto com a sua língua tomando e provando dele, sugando, levando uma sensação de prazer diretamente para o meu ventre e para o resto do meu corpo todo.

A ansiedade me tomou completamente quando Tiffany passou a descer com sua boca pela minha barriga, indo em direção à um lugar um pouco mais embaixo e que eu tanto ansiava por seus toques.

Senti beijos e mordidas serem deixados em meu ventre e quando abri meus olhos, ela estava entre as minhas coxas. Os seus olhos buscaram os meus como se ela estivesse dizendo em uma confissão silenciosa que me amava. Eu sorri, retribuindo o seu sentimento, e logo ela fechou os olhos e beijou demoradamente minha virilha até se aproximar daquele lugar qual eu tanto ansiava senti-la.

Quando sua boca entrou em contato com a minha intimidade, eu fechei os olhos com força e meu corpo foi tomado por uma onda prazerosa. Minhas mãos pressionavam sua cabeça cada vez mais em busca de aprofundar aquele contato de sua boca em mim, isso quando eu não agarrava seus cabelos. Eu senti a língua da minha professora descer um pouco mais e chegar a um ponto mais embaixo. Tiffany me penetrou com a língua, causando um desejo anormal de querer mais daquela sensação. Meu quadril se movimentava em sua boca e ela não parava de forma alguma de me proporcionar prazer.

De repente, Tiffany tirou sua língua de mim, e quando pensei em estranhar, senti seus dedos tomarem o lugar. Ela começou a me penetrar lentamente, como se estivesse com medo de me machucar, mas eu não me importaria se ela o fizesse.

Raras eram as vezes em que Tiffany fazia as coisas de um jeito lento e um pouco demorado, no geral, esse ato entre nós duas costumava ser insano e muito intenso, coisa de nos deixar sem fôlego quando acabava. Mas agora, eu podia ver como ela queria aproveitar cada pedacinho de mim, ela estava me amando da cabeça aos pés e chegava a ser emocionante minha vontade de retribuir o seu amor.

Ela começou a massagear meu clitóris enquanto me penetrava. Seus lábios me enchiam de beijos pela extensão das minhas coxas, em meus próprios lábios e pelo meu ventre. E em mais algumas investidas contra mim, ela me fez sentir aquela sensação de plenitude.

Um desconforto já conhecido por mim surgiu em meu ventre, uma sensação de torpor e logo eu senti tudo se contrair. Eu me desfiz na sua boca, nos seus dedos e gemendo frases que não passavam de declarações de amor.

Quando abri meus olhos, Tiffany estava sobre mim novamente. Com aquele mesmo olhar carinhoso. Eu segurei seu rosto com as mãos e observei cada traço de beleza que ela possuía.

— Em meus vinte e seis anos de vida, eu nunca estive tão apaixonada por alguém antes. — Ela disse de repente. — Eu te amo, Taeyeon.

— Eu te amo mais. — Sussurrei a resposta com toda a minha sinceridade. Nada mais importava para mim naquele momento. Nós estávamos juntas e iríamos aproveitar o resto de nossos dias até o último momento. — Jamais vou me esquecer de você.


 


 

E eu de fato, não me esqueci dela. Muito provavelmente, nunca vou me esquecer. Quando Tiffany foi embora, era como se ela tivesse levado o meu coração junto, mas eu sentia que ela havia deixado o dela comigo.

Ou talvez, eu ainda seja a adolescente ingênua de anos atrás.

Já faz quase dez anos, ela com certeza seguiu com sua vida, arranjou alguém e foi feliz. Talvez ela tenha uma família agora, não sei dizer. Eu só espero, que ela não tenha se esquecido de mim.

Eu costumo trabalhar em uma cafeteria perto da minha casa que abriu recentemente, o local é agradável e aconchegante, com um atendimento excelente. De tanto que comecei a ir lá, os funcionários já me conheciam e até me chamavam pelo nome. Normalmente costumo ficar em uma mesa perto das janelas, com meu notebook em cima e minhas planilhas abertas e claro, um copo de café quentinho do lado.

O destino é uma coisa que eu não costumava crer tanto assim um tempo atrás, o meu único pensamento sobre ele, é que uma vez que está escrito, nada pode mudá-lo.

Errado.

Nunca confie em destino. Não se o primeiro amor da sua vida entrasse pela porta da cafeteria, com os cabelos ruivos e com a sua beleza de anos atrás completamente intacta.

E lá estava ela, minha antiga professora de matemática, usando um sobretudo preto, calças de couro da mesma cor e botas marrom. Eu senti que havia voltado alguns anos no passado, porque os mesmos sentimentos de quando vi Tiffany pela primeira vez, estavam a todo vapor no meu coração.

Como se fosse a primeira vez, os nossos olhares se encontraram no meio daquela cafeteria cheia, novamente ela parecia eliminar as pessoas na sua frente para poder me encontrar. E claramente, ela conseguiu. Antigamente, eu costumava me levantar do meu lugar e ir até a sua mesa. O meu coração batia mais rápido a cada passo que ela estava dando em direção à minha.  

Ela sorriu.

Aquele maldito sorriso que me deixou apaixonada por ela anos atrás, quando a vi mostrá-lo de novo, percebi como eu ainda amava o primeiro amor da minha vida com todo os meus sentimentos. Ela se aproximou de mim, seus olhos fixos nos meus e eu mal conseguia me mexer do lugar. Como estaria o som da sua voz? Fazia tanto tempo que eu não a escutava.

Quando nos separamos de alguém, com o passar dos anos, nós nos esquecemos de tudo. Do seu cheiro, do seu gosto, do calor do seu corpo, do som da sua voz e do seu olhar bonito.

Mas eu… Ah, eu ainda me lembrava de tudo.

— Taeyeon? — Ela disse.

O meu nome continuava lindo quando pronunciado pela sua voz. Nove anos se passaram e eu nunca gostei de escutá-lo tanto quanto agora.

— O-oi. — Respondi, sem saber o que dizer. — Quanto tempo professora, digo, Tiffany.

Ela sorriu, e seu sorriso se transformou em um riso que soou como música para os meus ouvidos. Quando Tiffany foi embora, eu não conseguia superar o fato de que nunca mais iria escutar sua risada, o seu sorriso era a base do meu, por um bom tempo, achei que não voltaria a mostra-lo tão cedo.

Eu sorri nos últimos nove anos, mas não era a mesma coisa.

— Posso me sentar com você? — Ela perguntou e eu assenti. Observei cada movimento seu enquanto se sentava à minha frente do outro lado da mesa.

Percebi como o tempo havia sido gentil com Tiffany, ela parecia ainda mais linda, e eu nem conseguia imaginar que isso poderia ser possível. A cor do seu cabelo destacava a sua pele clara, eu já vi muitas ruivas por aí, mas Tiffany conseguiu se tornar a mais bonita delas.

— Como tem passado? — Ela perguntou.

— Bem eu diria, me formei em engenharia mecânica não faz muito tempo e vim aqui para montar algumas planilhas, nada muito interessante. — Expliquei.

— Para quem odiava matemática, se formar em engenharia mecânica é um sucesso e tanto. — Ri do seu comentário antes de tomar um gole do meu café. — Você está diferente, Tae.

Franzi o cenho com a sua observação. Eu não mudei em absolutamente nada desde que a conheci, claro que minha vida não é mais a mesma, e eu mudei em termos de aparência, mas em questão de personalidade, continuo a mesma de sempre.

Talvez ela precise saber disso.

— Eu acho que não mudei em nada, Fany-ah. — Pude ver sua expressão mudar drasticamente, como se ela estivesse emocionada ao escutar o antigo apelido pelo qual eu a chamava. — Afinal, eu nunca me esqueci de você.

Estiquei minha mão até encontrar a sua, então segurei fazendo carinho com o polegar. Ela encarou aquele contato e depois voltou a me olhar nos olhos, parecia não crer no que estava acontecendo naquele momento, nem mesmo eu conseguia acreditar que o primeiro amor da minha vida voltou para mim, assim tão naturalmente.

— Depois de todos esses anos, você ainda lembra de mim? — Ela perguntou.

Eu não deveria me lembrar, já passou tempo demais, eu deveria ter me esquecido. Não porque foi ruim, mas é assim que as coisas são. Uma hora você esquece de tudo. Mas é de Tiffany Hwang que estamos falando, eu jamais me esqueceria dela, nem se eu quisesse. E se por acaso isso acontecesse, então nós poderíamos nos conhecer de novo.

Bem como agora.

— Para lembrar, é preciso esquecer. E eu nunca me esqueci de você. — Respondi sorrindo, com sinceridade.

Um tempo depois, descobri que boa parte dos casos, o primeiro amor não dá certo. Ou ele não dura, ou acaba por razões indiferentes, ou nem chega a acontecer. Primeiro amor é um sentimento que você acaba se aventurando cedo demais, e ainda é muito imaturo para um sentimento tão complexo. Primeiro amor significa ter que perder uma hora ou outra, na maioria dos casos, é claro.

Eu perdi Tiffany, realmente a perdi. Na época, eu não conseguia me conformar com o fato dela ir embora e considerei isso um verdadeiro mal para mim, que me deixou muitas noites sem dormir, que me fez chorar diversas vezes e quase me afogou naquela saudade avassaladora que eu sentia dela.

Mas como diz o ditado: há males que vem para o bem.

E tudo o que vai, sempre volta.

Não me perguntem como nós duas - depois de longas horas de conversa - fomos parar no meu apartamento, aos beijos e amassos. Também não sei como a nossa conversa no café sobre a vida, o passado e futuro, terminou na minha cama, com nós duas nuas sobre os lençóis e abraçadas uma com a outra. Não faço a menor ideia.

Mas dessa vez, nós passaríamos o final do ano juntas como no último dia de aula. E todos os próximos que estavam por vir também.



 

FIM

 



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