História Oops... Mark Tuan - Capítulo 55


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens Mark
Tags Drama, Got7, Mark Tuan, Romance
Visualizações 219
Palavras 1.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 55 - Capítulo 54


Os seus lábios vinham em encontro aos meus.

― Ppuing. ― Toco a ponta de meu dedo em seu nariz, interrompendo-o. Tombei minha cabeça, gargalhando.

― Aish... Você é uma garota surpreendente, Alissa. ― Riu nasalado ao ver-me cair para trás no sofá, parecendo bêbada.

Mas eu estava sóbria.

― Eu sou fraca para bebida. ― Deixei as palavras parecerem hilárias para mim. ― Veja. ― Levantei do sofá, pegando o meu celular em mãos. ― A minha amiga está retornando as ligações. ― Lancei um sorriso para ele e logo em seguida fitei a minha atenção no celular, fingindo uma chamada.

Eu estava consciente o suficiente para saber o que poderia ter acontecido em segundos atrás.

― Você está bêbada. ― Levantou-se do sofá e caminhou até mim. ― Não acha que pode ficar aqui e descansar?

― Huh? ― Surpreendi-me. ― Não. Eu estou bem. Irei encontrar a minha amiga daqui a pouco. ― Menti.

― Está tarde. Acha que é seguro?

― C-Claro. Por que não seria? ― Forcei um sorrisinho. ― Olha. Ela já está vindo. Eu já vou indo... ― Direcionei os meus passos a caminho da porta de saída.

― Você não vai conseguir se virar sozinha!

Franzi o cenho ao senti-lo segurar o meu braço. Percorri o meu olhar por sua mão. Sério?

― Eu consigo. ― Confirmei. ― Agora preciso ir.

― Alissa. ― Me puxou contra o seu peito. ― Você não precisa ir. Podemos ter uma boa noite juntos. Você não me parece consciente. Fique.

― Eu não quero!

― Fique. ― Apertou-me ainda mais contra o seu corpo.

― Pode me soltar? ― Arqueei as sobrancelhas. ― Eu já disse que não quero!

― Não seja exigente!

― Me solte!

Gritei as palavras ao vê-lo tentar me beijar.

― Só um beijo, Alissa. Só um beijo.

― Me largue! ― Debati-me contra o seu peito.

― Por que se recusa? É apenas um beijo!

Ele continuava a tentar me forçar a beijá-lo. Apertei os meus olhos e por impulso, certas palavras soaram de minha boca inevitavelmente, expondo de vez, os meus sentimentos.

 Porque eu amo Mark Tuan!

Aquelas palavras... 
Elas soaram tão imprevisíveis. Tão... Tão profundas. Mary Alissa Parker, pela primeira vez, após anos, dirigiu aquelas palavras para alguém, que não fosse a sua mãe, irmãs ou algum bichinho de estimação, mesmo que elas, não tenham sido ditas para quem deveria ouvir.

E elas bastaram para fazer Nathan afastar-se.

— O-Obrigada por me ajudar. A-Agora eu irei embora. — Me encaminhei novamente até a porta e finalmente consegui sair, sem ser impedida por ele.

(...)

Sim. Eu disse. Me culpo por não ter dito a ele. E me sinto vulnerável ao saber que ele também nunca me disse aquela pequena frase, que todos os apaixonados, amantes, dizem um para o outro. Mas em meio disso tudo, eu não sei o que exatamente, aconteceu. Apenas consegui sentir.

Fora como se, expor o que eu sentia, servisse como um colete a prova de balas. De costume, sentimentos assim, geralmente aparecem com mais frequência em filmes, o que te faz pensar ser mentira. Sentimentos podem parecerem melosos. Amar pode ser clichê e inúmeras vezes, ser dito ilusoriamente. Não se tem previsão de quando que isso pode acontecer, mas chega a ser um tanto perturbador ao você perceber que algo semelhante está rondando por sua volta.

Ninguém pode afirmar o que exatamente significa "amar", ou a necessidade espontânea e irredutível de ver algo ou alguém, por simplesmente, sentir-se bem com aquilo. Complexidade ao extremo. Discordância. Críticas. Haverá diferentes opiniões sobre. Podemos achar que, por um momento, estamos livres, que não passaremos pela fase do primeiro amor ou por seus descendentes, ou por já ter tido a oportunidade de passar por esta situação e já não querer mais, por ter saído magoado e visto que aquilo parecia ser uma farsa. Mas soa tão contraditório. Pelo menos uma vez na vida, você amará, da mesma forma que se magoará. É imprevisível. Mas acredite, não há ninguém no mundo que seja sóbrio de sentimentos. Pode ser da mais fria a mais cruel pessoa, sempre terá algo que ela guardará dentro de si, que na maioria das vezes, ninguém saberá. E não é porque livros adaptam o amor entre um homem e uma mulher, que necessariamente a realidade é prescrita desta forma. Temos inúmeras coisas que podem chamar a nossa atenção, e com o passar do tempo, acabarmos criando um imenso laço de afetividade. Mas no final disso tudo, é realmente clichê? Talvez. Mas é o clichê que todo mundo gosta.

Ou que talvez já passe por isso e não saiba.

Eu caminhava lentamente pelas ruas de Seul. O movimento parecia fraco, visto por uma parte da cidade. Praticamente fugi do apartamento de Nathan. Eu não poderia ficar lá sabendo quais seriam as intenções dele.

Eu bebi, mas não foi o suficiente para ficar bêbada. Eu queria. Esquecer os problemas por meio da bebida, parecia ser uma ótima ideia, mas eu me sentia vazia o suficiente, ao ponto de nem a bebida fazer efeito.

E mesmo assim, eu não poderia beijar alguém por quem não sinto nada. Talvez possa ser um ato bobo meu. É apenas um beijo, como disse ele. Mas, sabe aquele momento em que você não consegue fazer algo, por simplesmente não sentir vontade? Certo que em certas coisas, somos obrigados a fazermos o que não gostamos, mas quando se refere a algo em que a minha escolha será a que prevalecerá, então, minhas regras, minhas decisões, e ninguém pode mudar o meu modo de pensar.

Talvez banque a de garota certinha, como disse Mark um dia, mas não vejo nada de errado em você fazer as suas escolhas com base a sua vontade e ao seu bem-estar. Se sentir bem com o que está fazendo, seja do mais importante ou menos importante, recompensa muita coisa. Então, não é porque alguém me diz para fazer algo que eu preciso necessariamente seguir este plano, se for um pedido que te ajudará a melhorar, é algo bom, mas se não, prefira nem discutir. Da mesma forma, gira os nossos sonhos. É o seu objetivo principal? Então corra atrás deles. Impossível não é.

Olhei a tela do meu celular, conferindo se Elizabeth havia retornado as minhas ligações, mas nada. Como eu iria voltar para casa?

― Alissa?

Uma voz familiar soou próxima a mim.

― Joey?! ― Olhei para o garoto que se aproximava. ― Está na rua uma hora dessas?

― Eu saí com alguns amigos. ― Disse e cessou os seus passos. ― E você? O que está fazendo aqui?

― Cheguei de Los Angeles há algumas horas. Tentei voltar para casa do Sr. Tuan, mas... não consegui.

― É uma sorte você ter me encontrado. Eu estou voltando para casa agora.

― Ai que bom! ― Abri um sorriso animado.

― Vamos chamar um táxi.

O acompanhei até um ponto mais movimentado da avenida em que estávamos esperando para que logo um táxi passasse.

(...)

Joey era bem parecido com Mark em certas coisas. Tirando a pequena safadeza que Mark tinha. Ele era gentil, um bom garoto, mesmo que eu não tivesse tanta intimidade com ele.

O táxi parou em frente à casa do Sr. Tuan. Saímos dele e seguimos para dentro.

― Obrigada, Joey. ― Lancei-o um sorriso agradecido.

― Fazemos tudo por nossa família. ― Disse e retribuiu o meu sorriso.

Segui para dentro logo após ele e tomamos um rumo diferente. Segui caminho a cozinha e encontrei Sr. Tuan bebendo água.

― Sr. Tuan. ― O cumprimentei.

― Eu estava mesmo esperando por você. Precisamos conversar. ― Disse sério, sem direcionar o seu olhar para mim.

― Sim? ― Adentrei mais ao interior da cozinha.

― Você está demitida.

D-Demitida? Paralisei.

― Há! ― Gargalhou. Seus risos não tinham pausa. ― Você precisava ver a sua cara. ― Continuou. ― Eu estou brincando. ― Aproximou-se de mim, dando-me três tapinhas leves em meu ombro.

Fechei meus olhos, respirando profundo. Meu Deus. Que susto.

― O senhor me assustou. ― Soltei um riso nervoso.

― Não me leve a mal, Alissa. ― Continuou gargalhando. ― Gosto de fazer brincadeiras com as pessoas de quem eu gosto. E você está bem mais próxima da família agora, graças a Mark.

Ele está lidando com este fator tão naturalmente e gentilmente.

― Obrigada Sr. Tuan.

― Eu que devo agradecer. Talvez o meu filho se aquiete agora. ― Sorriu gentil.

Se eu conseguir.

― Ah, e voltaremos para Los Angeles durante essa semana. Se prepare para voltar. Coreia já deu o que tinha que dar. ― Suas palavras tornaram-se as minhas.

― Obrigada, Sr. Tuan. Eu irei realmente voltar a morar em Los Angeles. Minha mãe já está lá, então eu levarei as minhas irmãs e procurarei um lugar para morar com elas.

― Sua mãe está lá?

― Sim. Está internada em um hospital. Ela descuidou-se de sua saúde e... Acabou fazendo disso uma consequência para si mesma.

― Oh. Compreendo. Quando voltarmos, faço questão de visitar a sua mãe. E espero que ela fique bem. ― Reconfortou-me. ― E enquanto vocês não encontrarem um lugar para ficarem, eu convido-as para ficarem em minha casa. É bastante espaçosa e não será um incômodo.

― Obri... ― Senti ficar-me tonta por breves segundos.

― Você está bem?

― Huh? Sim. Apenas estou com alguns enjoos há alguns dias. Deve ser falta de uma alimentação regular.

― Não está se alimentando direito?

― O meu tempo anda bastante corrido.

― Mesmo assim, você pode estar fraca. Ou... ― Um sorriso repentino se estampou em seus lábios. ― Não tem preferência sobre menina ou menino, não é? ― Disse radiante. ― Não que eu possa ser um avô coruja... ― Ele me olhou e levou a sua mão até a sua boca, como se estivesse muito feliz e quase não acreditando naquilo. ― Vá. Vá descansar, depois conversamos. ― Repetiu os três tapinhas em meu ombro, igualmente ao seu ato anterior. Saiu da cozinha logo em seguida.

― O que ele quis dizer com isso? ― Franzi o cenho. ― Argh... Estes enjoos estão me matando. ― Suspirei. ― Guardarei minhas coisas e voltarei para fazer uma boa refeição. Alissa, está na hora de você tomar um rumo em sua vida. Vamos começar por uma boa refeição!

Eu falava enquanto seguia caminho ao meu antigo quarto. Abri a porta e entrei. Coloquei minha mochila sobre a cama e posicionei-me para voltar, mas fui interrompida por uma ligação. Era Mark.


Notas Finais


Capítulo exxxpecial 🌚❤
Pela primeira vez teve a participaçãozinha do irmão do Mark. E antes que fique a dúvida! Joey já estava na Coreia desde quando Alissa vou levada pra lá. Se é que lembram, eu citei o nome dele no capítulo em que Alissa estava indo para a Coreia pela primeira vez. Ele apenas não apareceu nos capítulos, por não ter um motivo muito bom pra aparição dele e pra o capítulo não ficar carregado de personagens. Mas enfim. Os capítulos serão postados após 4 ou 5 dias 🌚❤
É isso bolinhos e até o próximo 🌚❤🍃


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