História Open Your Eyes - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Rolf Scamander, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid
Tags Draco Malfoy, Draluna, Druna, Luna Lovegood, Romance
Exibições 86
Palavras 1.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura :)

Capítulo 16 - Sorvete no frio e grama no cabelo


Fanfic / Fanfiction Open Your Eyes - Capítulo 16 - Sorvete no frio e grama no cabelo

“Feche seus olhos, eu faço girar a grande cadeira

E você sentira-se tonta, iluminada e livre

E caindo gentilmente num travesseiro

Você pode vir e cantar para mim”.

(Shut Your Eyes, Snow Patrol)

Draco caminhava ao lado de Luna por uma rua de Londres. Fazia frio, mas mesmo assim ela o arrastou até uma sorveteria.

— Sim, uma bola de chocolate e outra de leite condensado com cobertura de caramelo e granulado colorido. – ela virou a cabeça para ele. – O que você vai querer, Draco?

— Nesse frio? Você tá doida?

— E qual é o problema? – ela deu de ombros. – Sorvete é bom.

— Luna, está nevando. Você percebe que está nevando? Deveríamos estar tomando uma bebida quente, não comendo sorvete!

— E por que deveríamos?

— Por que... Por que faz bem.

— Tomar sorvete também faz bem.

— Mas não no frio!

— E por que não?

— Por que... – Draco bufou. – Por que eu não quero ficar gripado!

— Você não vai ficar gripado. Não pelo sorvete.

— Cacete, tá bom! Me vê duas malditas bolas de chocolate com cobertura de morango e granulado marrom, ok?! E eu quero a maior casquinha que tiver! Pra ela também! Eu pago.

O garoto do caixa acompanhava a discussão dos dois com atenção e sacudiu a cabeça, como se estivesse despertando de um transe. Anotou rapidamente os pedidos e se afastou depressa dali.

Draco olhou pra Luna, que apenas o observava tranquilamente.

— O que?— ele disse irritado, tomando o sorvete da mão do atendente que voltara. Pegou um pouco com a pazinha e enfiou na boca. – Estou comendo o maldito sorvete. Feliz?!

 A expressão dela se manteve neutra.

— Devo ficar feliz com os seus ataques agora? – falou. – Baixe a bola, Draco.

Ela se virou para o garoto, pagou pelos dois sorvetes e pegou o seu enquanto Draco bufava, perplexo. E sem dizer nada, ela simplesmente passou por ele e voltou a caminhar enquanto comia. Por alguns instantes o bruxo ficou olhando pra ela, com a boca entreaberta e uma sobrancelha arqueada. Então ela parou e se virou para ele.

— Você vem ou não?

Draco percebeu que estava com os lábios entreabertos e os fechou, furioso. Começou a caminhar ao lado dela, embora de cara fechada, e odiou Luna ainda mais pelo sorvete estar gostoso.

— É uma sorveteria bruxa – ela comentou. – Esses são sorvetes encantados.

— É mesmo? E o que eles fazem? Deixam a sua língua azul?

— Na verdade deixam ela vermelha, mas só se você for uma pessoa má. – disse veemente. – Meu pai me trazia aqui desde quando eu era criança e ele sempre dizia isso.

Malfoy encarou Luna sem ter certeza se ela estava fazendo sério ou não. Como podia uma naturalista graduada e com mestrado, acreditar em tudo o que um homem biruta dizia?

— Certo, se isso é verdade, por que minha língua não está vermelha?

E abriu a boca, mostrando a língua pra ela.  Se sentiu ridículo, mas valia apena se sentir ridículo se fosse pra provar que ela estava errada. Porém, para o completo desconcerto de Draco, Luna abriu um sorriso doce pra ele e disse:

— Por que você não é mau.

Ele botou a língua pra dentro novamente, sentindo-se desconcertado.

— Astoria dizia a mesma coisa.

— Astoria? – ela franziu as sobrancelhas. – Quem é essa pessoa?

— Minha ex-namorada. – Draco voltou a caminhar, sendo acompanhado por uma Luna curiosa.

— Me fale sobre ela. – pediu.

Draco suspirou.

— O que você quer saber?

— Hum... – ela ponderou. – Por quanto tempo ficaram juntos?

— Dois anos.

— E quem terminou?

Ele hesitou, sentindo-se desconfortável com a pergunta.

— Ela. Ela quem terminou.

— Por que?

Draco conteve um suspiro e mordeu a casquinha do sorvete.  Demorou-se enquanto mastigava, mas Luna esperou pacientemente que ele falasse.

— Eu... recebi uma oferta de trabalho.

— Que oferta?

Ele bufou.

— Apanhador. Me convidaram pra jogar nos Falcões de Falmouth.

— Eu torço pra esse time! – Luna abriu um sorrisão, e então ficou séria. – Por que você não aceitou?

— Por que eu fazia parte da Suprema Corte dos Bruxos. Astoria me incentivava a entrar pro time, e meus pais queriam que eu ficasse na Corte. Eu fiz a vontade deles.

Draco esperou, mas Luna não disse nada. Ela apenas olhava para ele com atenção.

— Ela disse que eu sempre ia fazer o que eles queriam. Que eu não tenho coragem nem de escolher um emprego que gosto. Que fui e sempre serei um covarde.

Luna continuou apenas olhando para ele com atenção, e mais uma vez, ele continuou falando.

— Ela já estava cansada das minhas indecisões. Dos meus defeitos. – ele olhou para ela. – Quando percebi que ela estava certa era tarde demais. O time já tinha conseguido um novo apanhador. Abandonei a Corte depois disso e decidi que só ia entrar num emprego se realmente gostasse dele. Nunca me faltou dinheiro mesmo.

Se arrependendo por contar tudo aquilo a ela, ele comeu o resto da casquinha em silêncio, rezando mentalmente para que Luna não fizesse nenhum comentário.

— Você ainda pode entrar pros Falcões de Falmouth. – disse ela. – O apanhador atual descobriu que tem câncer e vai deixar o time. Eles vão iniciar os testes no mês que vêm.

— Eu soube disso, mas...

Ela riu de repente.

— Você está inseguro?

Draco fechou a cara. Mesmo ele tendo aceitado ser seu acompanhante no casamento do Potter, ter ido na maldita festa de noivado com ela, limpado suas lágrimas, a ouvido desabafar e agora estar tentando salvá-la de Rolf e Hermione, ela tinha acabado de zombar dele.

— Eu te vi apanhar o pomo de ouro uma vez no primeiro tempo e outra vez no segundo. – disse ela, agora séria. – Tenho certeza de que você passaria no teste.

Ela estava tentando encorajá-lo? Ela realmente achava que ele precisava ser encorajado por ela?!

— Pare de dizer o óbvio – disse com arrogância. – Não preciso que você me encoraje.

Luna olhou para frente e ficou em silêncio. Foram longos minutos desconfortantes enquanto os dois caminhavam, sem trocar uma palavra sequer, até chegarem num estádio dentro do Beco Diagonal.  O mesmo em que Luna fora ver Draco jogar.

— Por que me trouxe até aqui? – ela perguntou, olhando curiosa ao redor.

— Para jogarmos.

— Mas estamos sozinhos.

— Eu sei. Assim será menos humilhante.

Ela franziu as sobrancelhas, inocente, e Draco revirou os olhos.

— Espere aqui, vou buscar duas vassouras.

— Ok...

Luna sentou onde estava, na grama mesmo, e esperou pacientemente, olhando para as nuvens do céu. Quando Draco voltou, segurando as vassouras e arrastando o baú com as goles e o pomo de ouro, ela apenas o observou, sem sequer levantar para ajuda-lo (não que ele precisasse de ajuda).

— Vou soltar só o pomo. – ele explicou a ela, enquanto abria o baú. – Tente pega-lo antes de mim.

E assim que ele abriu o fecho, a bolinha dourada saiu voando pelo ar. Draco fechou o baú e pegou sua vassoura, enquanto Luna se levantava e pegava a dela. Os dois montaram e buscaram o pomo com os olhos.

— Boa sorte, Lovegood. – disse Malfoy. – Não vá se distrair com nenhuma nuvem.

— Quem vai precisar de sorte aqui é você. Pare de se achar tanto.

E após dizer isso, ela levantou voo. Ele voou atrás dela.

Não demorou muito para que achar o pomo perdesse a graça. Draco sempre ganhava. Ele até ficou com dó e deixou Luna ganhar uma vez para que ela não ficasse chateada. A competição foi se transformando numa brincadeira e as expressões sérias em sorrisos. Eles começaram a perseguir um ao outro, no que parecia ser um pique-pega voando.

Depois da quarta tentativa, Malfoy conseguiu finalmente pega-la pela cintura e arranca-la da vassoura em que estava. A intenção era trazê-la para a dele, mas Luna escorregou de seu braço e foi caindo no ar. Ela não gritou enquanto caía, mas a expressão em seu rosto era de medo e terror. Draco soltou um palavrão e mergulhou para baixo. Conseguiu pega-la antes que atingisse o chão e os dois rolaram pela grama, arfando.

— Você está bem, Lovegood?

— Estou, e você?

Ele assentiu com a cabeça, ofegante.

— Obrigada – disse ela.

— Não há de quê...

O bruxo se sentou, coçando a cabeça, e Luna riu olhando para ele.

— O que foi?

Ao invés de responder, ela se sentou também e começou a tirar a grama do cabelo dele. Seu primeiro instinto foi recuar ao toque dela, mas ela só estava sendo gentil e não havia ninguém ali para vê-los.

— Já saiu tudo? – ele perguntou, olhando para cima.

— Ainda não.

Draco estava evitando olhar para o rosto dela, mas acabou olhando. Tinha grama no cabelo de Luna também, e ela exibia um sorriso alegre e inocente, como se não fizesse ideia de todas as coisas estranhas que ele começara a sentir ao passar tanto tempo com ela. E ela estava bem ali na frente dele, com o rosto a pouca distância. Draco só precisaria se inclinar um pouco para frente e poderia tomar o rosto de Luna nas mãos e puxá-la para um beijo.

— Pronto! – ela disse, fazendo com que ele despertasse do transe. – Tem grama no meu também?

O que está acontecendo comigo?

— Hã... Tem... Tem um pouco.

— Tira pra mim?

E se virou, ficando de costas para ele.

Eu senti vontade de beijar a Luna, ele admitiu em pensamento, enquanto limpava a grama do cabelo dela, preciso ficar longe dela. Sim, ficar longe dela parecia o mais sensato a se fazer. Mas por que? outro pensamento intervinha. É como ela disse “é bom, e se é bom, qual é o problema?”. Mas no fim, a sensatez sempre voltava: por que é a Lovegood!

Depois de terminar de tirar a grama do cabelo de Luna, os dois guardaram tudo e foram a uma taberna do Beco Diagonal onde tomaram uma bebida quente e se aqueceram perto da lareira. Logo após, os dois se despediram e cada um aparatou para a sua devida casa. Porém, quando Draco chegou na Mansão Malfoy, ouviu vozes vindas da sala. Vozes baixas, porém familiares.

— Um ultraje vergonhoso, isso sim...

— Ele deve ter uma explicação, Lúcio.

— Explicação? A única explicação que vejo para isso é a Maldição Impérios, Narcisa!

Draco passou pelo portal da sala e viu seu pai discutindo com sua mãe. Sob a mesa da sala, duas revistas da Skeeter.

Os dois se viraram para ele, e enquanto Lúcio o olhava sério e severamente, Narcisa sorriu e correu para abraçar o filho.

— Draquinho!

Por sob o ombro dela, o filho olhou para as revistas sob a mesa.

— Oi, mãe...


Notas Finais


Desculpem qualquer erro, não consegui revisar o cap direito! E se alguém ficou se perguntando "Ué, Janis... Mas se estava nevando, por que a grama do estádio não estava coberta de neve?" A resposta é simples, meu caro: Por que tem um feitiço sob o estádio! Mas enfim, o que acharam do capítulo? Deixem suas opiniões sobre ele nos comentários!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...