História Open Your Eyes - Capítulo 17


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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Rolf Scamander, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid
Tags Draco Malfoy, Draluna, Druna, Luna Lovegood, Romance
Exibições 83
Palavras 1.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu não devia estar postando esse capítulo hoje mas... Eu estou muito muito muito muito ansiosa para o capítulo que virá após este aqui, e não aguentei de ansiedade! Amanhã posto o próximo (que terá um acontecimento muito especial) e aí posso infartar de ansiedade!!! Boa leitura S2

Capítulo 17 - Levante a mão quem odeia Lúcio Malfoy!


Fanfic / Fanfiction Open Your Eyes - Capítulo 17 - Levante a mão quem odeia Lúcio Malfoy!

 

“Eu não consigo manter sua voz fora da minha cabeça

Tudo o que ouço são muitos ecos das

Mais escuras palavras que você disse

E está me deixando louco

 

Eu não consigo o melhor nisso tudo

Mas eu estou sempre procurando por você

Porque você é o que eu sinto falta

E está me deixando louco”

(After Midnight, blink-182)

Parecia um pesadelo. Lúcio e Narcisa não queriam mais ir embora da casa dele! Sempre que Draco ia sair, o pai o interrogava. Um de seus passatempos favoritos, além de interrogar o filho, era monitorar o processo contra Skeeter.

— Aquela mulher nunca mais irá manchar o nosso sobrenome! – ele dizia. – Eu a visitarei um dia antes da audição e garantirei que, mesmo que percamos, o que é bem improvável,  ela nunca mais irá expor você assim, filho. Inventando mentiras e sujando sua imagem... A nossa imagem!

E Draco fingia não ouvir, por que era mais fácil. Antes ele tinha odiado Skeeter, mas agora quase se sentia grato a ela por ter tirado aquelas fotos. Ele olhava frequentemente para elas, nos recortes das revistas que havia feito à noite em um momento de insônia.

Draco se perguntava se era só imaginação ou se aquilo era real. Se podia se tornar real. E cada vez ele ficava mais atordoado. Lembrava de Luna a todo instante, sentia falta de sua companhia e até mesmo sonhava com ela ás vezes. Não conseguia tirá-la da cabeça. E toda vez que ia abrir uma carta dela, a ansiedade tomava conta de seu corpo. Ria sozinho em seu quarto das coisas que ela escrevia, de modo que seu pai logo desconfiou e o interrogou durante o jantar, perguntando com quem ele estava a trocar cartas.

— Com uma amiga.

— Que amiga?

Lúcio estreitou os olhos, com um olhar calculista e perigoso. Parecia estar dizendo “por favor, não diga que é ela”.

— Lucy - mentiu ele. – Ela estudou comigo. Era da Sonserina.

O Sr. Malfoy expirou profundamente pelo nariz, parecendo aliviado de não ter ouvido o nome “Luna”, e lançou um olhar para mulher.

— Fale mais sobre ela. – pediu ele, voltando a fitar o filho. – De que família é?

Draco coçou o cabelo. – Sabe o que é, pai? Ela tem um nome muito complicado de se pronunciar. É grego. E eu sempre esqueço como se escreve. – abriu um sorrisinho de desculpa. – Mas posso garantir que ela é sangue puro, além de ser uma bruxa inteligente e bem-sucedida.

— E a aparência? – indagou Narcisa, enquanto cortava a carne. – Ela é bonita?

— Ela é linda! Uma das bruxas mais lindas que já vi!

— É mesmo? – os olhos de Narcisa brilharam. – Qual é a cor do cabelo dela?

— Loiro.

— Ah! – ela exclamou, contente. – Se tiverem filhos, eles preservarão o cabelo loiro dos Malfoy!

Draco engasgou e começou a tossir. Filhos? Ele e Luna? Imagine que bizarrice essa criança ia ser!

— Meu amor, você está bem?

Ele assentiu com a cabeça, ainda tossindo.

— Qual é a cor dos olhos dessa menina? – perguntou Lúcio.

— Azuis! – Draco respondeu, tossindo logo em seguida. – Por quê?

— Luna Lovegood se encaixa nessa descrição.

— Existem milhares de mulheres que se encaixam nessa descrição!

Lúcio não disse mais nada, embora seu olhar dissesse tudo. “Espero que não esteja falando da Luna, por que se estiver...”.

O filho desviou o olhar e terminou de comer rápido. Ele estava em seu quarto olhando novamente para a fotografia dos dois deitados no chão quando ouviu o bico de uma coruja bater em sua janela. Se apressou até lá, esperançoso de que fosse a coruja de Luna e acertou, era dela. Acariciou as penas da ave, que já tinha se habituado a ele, e abriu a carta, ansioso.

Querido Draco,

Como vão as coisas aí? Espero que você não tenha compromissos para amanhã, por que é nesse dia que se iniciarão os testes para apanhador dos Falcões de Falmout, e eu inscrevi você! O treinador disse estar ansioso para ver seu teste, pois precisam de pessoas como você no time. Então o que me diz? Você virá, não virá? Sei que não precisa do meu encorajamento, mas eu estarei lá para assistir. Assim você poderá se gabar de como é um ótimo apanhador e me irritar por horas!

Esteja no estádio de Liverpool, as 14h00min. Eu estarei lá.

Com carinho,

 Luna

A primeira reação de Draco foi choque. Depois um sorriso se espalhou em seu rosto ao ver que ela escrevera “com carinho”, e então raiva por ela tê-lo inscrito para os testes contra sua vontade. Mas, por mais que ele tentasse ignorar, sentia uma vontade louca de fazer o teste e até ficara grato por ela ter inscrito ele.

— Luna... – murmurou com um sorriso presunçoso. – Só você mesmo...

Certo, Lovegood, eu vou. Mas farei o teste só pela diversão de irritar você depois. – DM.

Porém, enquanto observava a coruja voar para longe com a resposta dele, um pensamento lhe ocorreu: essa filha da puta está me manipulando!

E decidiu que não iria e a deixaria esperando só de vingança. Amassou os recortes das revistas com fotografias dos dois e os jogou no lixo, o que não adiantou muito coisa, já que Luna voltou para perturbá-lo em sonho.

De repente os dois estavam novamente no estádio e tinham acabado de cair na grama. Luna se sentou, rindo, e ao invés de começar a tirar a grama do cabelo de Draco, impulsionou seu corpo contra o dele e o beijou.

— Faz muito tempo que estou querendo isso... - ela contou antes de selar seus lábios novamente.

Draco caiu para trás, deitado na grama, e Luna começou a traçar uma linha de beijos por seu pescoço. As mãos dele passeavam livremente pelo corpo dela, explorando cada canto.

De repente Luna se afastou dele e ergueu o tronco.  Ela começou a tirar a blusa, revelando seios fartos sob um sutiã preto, e Draco se dedicou tentar tira-lo enquanto ela o beijava. Ele estava quase conseguindo abrir o fecho quando...

— Draquinho!

Ele acordou sobressaltado e se revirou na cama, ficando com as costas para cima.

— Levanta, meu amor. Já é meio-dia. Levanta!

Ele afundou ainda mais a cara contra o travesseiro, tentando pensar em coisas que diminuíssem sua ereção.

— Mãe, será que você pode, por favor, sair do quarto?

Narcisa hesitou, analisou a imagem do filho e murmurou um “está bem” antes de sair.

Meia hora depois, o loiro desceu para o café da manhã, ignorando que já era hora do almoço. Ele estava lendo o Profeta Diário em frente à lareira e comendo quando seu pai entrou no cômodo.

— Sua mãe finalmente saiu. – disse ele. – Estou esperando por isso há dias!

 Draco baixou o jornal e olhou para o pai, curioso. Lúcio nunca se importou de brigar com o filho na frente da mãe. Se era algo tão sério a ponto de Narcisa não poder estar perto, então a coisa devia estar feia pro lado dele.

— O que é, pai?

Lúcio ergueu a varinha, murmurou um feitiço e um baú veio flutuando atrás dele no ar. O baú onde Draco guardava suas cartas. Haviam cartas de amigos, colegas e outras do ministério, mas as que mais haviam eram cartas de Luna.

O baú pousou no colo de Lúcio, que estava sentado numa poltrona, e foi aberto.

— Você invadiu minha privacidade. – disse Draco, largando o jornal e ficando de pé. – Não tinha esse direito.

— Eu tenho o direito de fazer o que eu quiser na minha casa. E espero que você tenha uma boa explicação para essas correspondências que vem trocando com a Srta. Lovegood, por que estou começando a pensar que as revistas da Skeeter não eram tão mentirosas assim.

Draco respirou fundo, massageando as têmporas.

— Eu e a Luna somos amigos. Só isso.

— É mesmo?

Lúcio pegou uma carta do baú e começou a ler:

“Querido Draco, espero que esteja tudo bem com você. Hermione e Harry vieram falar comigo hoje à tarde e disseram que estão desconfiados de você, mas eu o defendi com unhas e dentes! Não sei se são eles ou eu que estou vendo errado, por que vejo você de um jeito e eles de outro completamente diferente.”

Lúcio terminou de ler e encarou sério o filho, que estava com os dentes cerrados, depois pegou outra carta e leu:

Draco, querido querido Draco... Quando é que você vai entender que sorvete é bom em todas as estações do ano?”

E depois outra: “Tudo bem, se é pra você parar de encher o saco, eu admito: acho você bonito. Mas não insista pra eu dizer gostoso também, aí você já está pedindo muito da minha pessoa. Espero que esteja satisfeito só com bonito!”

 Draco nunca sentiu tanta raiva em toda a sua vida. Até agora ele tinha se segurado, pedindo silenciosamente para que o pai parasse, mas aquilo era intimo demais! Ele avançou até o pai, arrancando o baú com as cartas de sua mão, e Lúcio apenas o encarou com um olhar calculista.

— Pode ser que Skeeter tenha exagerado e inventado coisas – disse lentamente. – mas há um fundo de verdade nas coisas que ela escreve.

Os dois ficaram em silêncio, se encarando. Draco com raiva e Lúcio levemente irritado.

— Ouça bem, Draco – ele voltou a falar. - eu vou dizer só uma vez: quero que fique longe dessa bruxa. Se eu ouvir falar, se eu souber que você está saindo com ela... Você irá voltar para a Escócia conosco.

— E se eu continuar?

Lúcio riu sonora e melodiosamente.

— Draco, você não trabalha. Não tem emprego! E está vendo essa casa aqui? Essa linda mansão onde você mora? Ela me pertence, e só vai passar pra você no dia em que eu morrer. Você pode ser um adulto agora, mas depende dos seus pais, então me obedeça.

Draco não respondeu. Deu as costas para Lúcio e foi para o quarto, furioso.  Ia despejar todo conteúdo do baú no fogo, mas mudou de ideia no último momento e os guardou num lugar mais seguro. Olhou para o relógio, percebendo que eram 13h50min e trocou de roupa, vestindo algo mais apropriado para quadribol. Então, pegando sua vassoura de última geração, aparatou para o Beco Diagonal.



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