História Open Your Eyes - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Rolf Scamander, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid
Tags Draco Malfoy, Draluna, Druna, Luna Lovegood, Romance
Exibições 103
Palavras 1.926
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Leitores queridos do meu coração! Obrigada por todos os comentários lindos S2 vocês não imaginam como eu fico sorrindo feito uma idiota para a tela do meu notebook ao ler cada um deles! Boa leitura :)

Capítulo 19 - Rolando na grama


Fanfic / Fanfiction Open Your Eyes - Capítulo 19 - Rolando na grama

“Eu me lembro quando nós

trocamos nomes e eu pensei que talvez

você iria ficar e tentar me superar na bebida

seus amigos, todos odiaram!


Foda-se se eles falarem

foda-se se eles tentarem chegar até nós

porque eu preferiria ficar cego

do que deixar você para baixo”

(Cocoon, Catfish And The Bottlemen)

Luna estava confusa. E para piorar a situação, Rony havia contado para todo mundo o que acontecera nas arquibancadas. Hermione quase surtou e Harry xingou como nunca havia xingado em toda a sua vida! A única que achara graça era Gina, que ria de tudo aquilo.

Deixando seu namorado, irmão e amiga discutindo na sala, ela foi até o quarto de Luna e encontrou a melhor amiga deitada na cama, olhando confusa para o teto.

- Pensando no Malfoy?

A loira olhou para ela e a ruiva entrou, fechando a porta sentando-se no chão ao lado da cama.

- Eles ainda estão arquitetando um plano maligno de vingança contra o Draco?

- Estão. E está muito engraçado!

Ela não conteve uma risadinha, mas Luna não riu.

- Ginny, eu estou confusa.

- Confusa com o que?

- Com o Draco! Por que ele fez aquilo? Não faz o menor sentido!

Ginny precisou respirar fundo para não responder grosseiramente. Às vezes a inocência da amiga era irritante.

- Ele te beijou por que gosta de você. Simples assim. Agora me conte como foi, por que estou morrendo de curiosidade!

Luna mordeu o lábio. – Foi... bom. Eu gostei.

Gina arregalou os olhos, surpresa, e sorriu empolgada.

- O que você sentiu?

- Eu senti... vontade de beijar ele de volta. Mas eu não deveria sentir isso...

- Não deveria mesmo...

- Gina, está tudo confuso. Não sei mais o que eu sinto pelo Draco. Antes ele era meu amigo e era tudo simples... claro, tinha aquelas vezes que eu sentia algo estranho, mas...

- Opa, opa, opa! Que coisas estranhas?

- Bem... No show dos Feiticeiros Cabeludos, eu quis beijar ele. E não foi só uma vez... Mas eu ignorei o desejo. E nas cartas... eu sempre ficava sorrindo que nem uma idiota ao lê-las! E... ás vezes eu sentia falta da companhia dele... eu gosto da companhia dele.

- Você gosta dele?

- Eu não sei! – gemeu Luna, cobrindo o rosto com um travesseiro. – Eu não sei o que eu sinto!

- Já que é assim, tente descobrir. Fique com ele.

A loira baixou o travesseiro e espiou, sem ter certeza de que a amiga estava falando sério ou não.

- Sério. – disse Ginny. – Fique com ele e depois me conte o que sentiu.

 

 

Draco não voltou pra casa após o jogo. Ele sacou um pouco de dinheiro no Gringotes e alugou um quarto num prédio dentro do Beco Diagonal (o mesmo de Luna). Ele até passou no Caldeirão Furado antes, mas não gostou dos quartos de lá. E fora ao Caldeirão Furado, o prédio de Luna era a única hospedaria bruxa por perto que ele conhecia.

Ele mandou uma carta pra ela, informando seu novo endereço (só pro caso de ela mandar uma carta pra Mansão Malfoy e seu pai ler), mas ela não respondeu, e ele passou a noite toda assistindo televisão e se odiando. Quando chegou a manhã seguinte, ficou nervoso. Não tinha o que vestir, não tinha nada além da roupa do corpo, da varinha e da vassoura, além de algum dinheiro que guardou no banco. Daria para sobreviver por um ano ou dois, ele imaginava. Mas o dinheiro acabaria algum dia. Agora mais do que nunca ele precisava entrar para os Falcões de Falmout. Precisava de um emprego.

A sua sorte, ele percebeu, era que tivesse amassado a última carta de Luna sobre o teste e a jogado fora, por que se seu pai a encontrasse... Bem, ele daria um jeito de impedir que o filho fizesse o teste.

Draco aproveitou o dia livre para fazer compras e se organizar no apartamento novo. Escreveu uma carta para a mãe, explicando estava bem e pedindo para ela lhe enviar suas coisas, se fosse possível, mesmo sabendo que seu pai não deixaria. Talvez ele nem deixasse ela ler a carta... Mas mesmo assim ele tinha que tentar.

Entediado, saiu novamente e passeou pelas ruas. Passou pela Sorveteria Florean Fortescue, que era onde Luna o havia arrastado, e comprou um sorvete, mesmo estando fazendo frio. Então teve uma ideia e comprou um pra ela também. Foi até seu apartamento lhe entregar, já com um pedido de desculpas na cabeça, mas o apartamento estava vazio e ninguém lhe atendeu. Com raiva, ele jogou os sorvetes na lata de lixo e foi pro seu apartamento.

No dia seguinte iria competir contra o vencedor da competição de hoje. Será que Luna ainda iria vê-lo? Um pouco de encorajamento da parte dela até que não seria nada mal... Embora ele nunca fosse admitir em voz alta.

“Querida Luna” escreveu desesperado. “Eu não sou muito de pedir desculpas, mas... Desculpa. Eu me deixei levar. Juro que da próxima vez vou me controlar e que isso nunca mais vai acontecer! Será que você pode, por favor, responder a essa carta? Eu” Draco hesitou. É melhor eu me abrir de uma vez... Ela jamais deixaria outra pessoa ler. “sinto sua falta. Amanhã é a etapa final do teste. Você vai lá me ver competir? Preciso “ele hesitou novamente. Ia escrever preciso do seu encorajamento, mas mudou de ideia. Já me abri o suficiente. “dos seus cupcakes com tema da Sonserina. Esteja lá. – DM.”

E, já que não tinha sentido enviar uma coruja estando tão perto, ele simplesmente passou a carta por debaixo da porta dela.

Então, à noite, ele ouviu passos e risos pelo corredor. Os risos dela. Olhou pelo olho-mágico e viu Luna e Gina subirem as escadas (não tem elevador no prédio) conversando e rindo. De onde será que estavam vindo? A mente de Malfoy começou a conspirar e ele não conseguiu dormir quase nada naquela noite. Para piorar, quando dormiu, sonhou que estava fazendo a etapa final do teste e ao invés de Luna, quem estava nas arquibancadas assistindo era Lúcio. Ele batia com a bengala no chão e a vassoura de Draco despencava.

Acordou assustado e se sentou, passando a mão pelo rosto. Fez todas as higienes, tomou o café-da-manhã ao invés de almoçar, como sempre, se arrumou e foi para o estádio. Nem sinal de Luna, ou do Sr. Malfoy. Graças a Deus! Pelo menos isso...

Draco fez alguns exercícios de aquecimento, sem tirar os olhos das arquibancadas, se perguntando se Luna viria ou não. Seu estômago estava começando a roncar e seu oponente parecia muito mais confiante do que ele. Era um sujeito loiro de olhos castanhos que parecia ter a idade de Draco (mas não a beleza) e usava óculos redondos bem parecidos com o de Potter. Mais essa ainda...

- CHEGA DE AQUECIMENTO! – berrou o treinador. – SUBAM NAS VASSOURAS!

Os dois obedeceram. Draco deu uma última olhada nas arquibancadas, mas nada de Luna. Ele voo para cima, assim como Logan, seu oponente, e manteve os olhos fixados no pomo de ouro.

Dessa vez, a bolinha estava incrivelmente mais esperta, e sumiu num piscar de olhos, se escondendo sabe-se lá onde. Draco não conseguiu encontra-la, mas Logan sim. Ele voou atrás da bolinha, e Draco voou atrás dele. Porém, ela sumiu de novo e os dois pararam estupefatos, sem saber aonde ela tinha ido.

Ele olhou mais uma vez para as arquibancadas, esperançoso de encontrar Luna lá. Para a sua surpresa, ela estava lá parada, sorrindo para ele. Usava calça jeans e uma camisa dos Feiticeiros Cabeludos, com um cardigã rosa por cima. Draco sorria feito um idiota, tanto é que demorou um instante para perceber que ela estava apontando para algo. O pomo de ouro! Ele estava perto dela!

Draco voou naquela direção, ficando sério, e Logan veio atrás dele. De repente, sentiu-se arremessado para longe. Seu oponente o empurrara! Furioso, Draco devolveu o gesto, só que mais forte. Isso afastou Logan por um tempo, e ele estava quase alcançando o pomo quando percebeu seu oponente vindo com tudo em sua direção novamente. Ele esperou até o último momento, e quando Logan não tinha mais tempo de trocar de direção, Draco deu uma guinada para cima e o outro bruxo perdeu o controle da vassoura, sem bater em ninguém. Malfoy mergulhou com tudo para frente e esticou o braço direito. Luna pulava, gritando, e Logan vinha atrás dele.

Eu consigo.

Dois segundos após esse pensamento, sentiu a bolinha dourada e alada se debater entre seus dedos, e depois, Logan se chocando contra ele. Draco despencou no ar, caindo da vassoura. Ele estava quase atingindo o chão quando parou subitamente, preso por um feitiço, e caiu mais suavemente na grama.

O treinador se aproximou dele, guardando a varinha, e Malfoy então soltou o pomo de ouro, que foi voando para o baú.

- Parabéns, Malfoy! - e disse a última parte num sussurro, como se fosse uma confissão. - Eu estava torcendo por você.

Draco queria dizer algo, mas estava ofegante e sorrindo demais. Subitamente, para a sua surpresa, o treinador foi empurrado para o lado e Luna se agachou, ficando de joelhos ao seu lado. Ela segurou o rosto dele entre as mãos, preocupada.

- Você está bem, Draco?

Ele apenas assentiu com a cabeça, com um sorriso largo no rosto.

- Ah, Graças a Deus! – Luna tirou as mãos dele se sentou na grama. – Por que eu trouxe seu cupcake e eu não tenho nenhum outro amigo da Sonserina para quem dar de presente.

Draco se sentou na grama também, tentando expulsar aquela vontade louca de sorrir. Ele esperou enquanto ela lhe entregava a caixinha com um cupcake idêntico ao que comera há dois dias. Estava tão faminto que quase o comeu no mesmo instante, mas hesitou, voltando seu olhar para Luna.

- Obrigada.

Ela sorriu. – Acho que essa é a primeira vez que você usa essa palavra comigo.

- E também será a última, então não se acostuma. – ela riu, mas não era pra rir! Ele estava falando sério! – Onde você foi com a Gina ontem?

Ela ficou séria. – Estava me vigiando?

Nervoso, Draco comeu o cupcake.

- Hummm! Isso aqui tá muito bom!

Luna cruzou os braços.

- Desculpa – ele disse, sem muita vontade. – Mas vocês fazem muito barulho, eu não pude evitar não ouvir!

- Estávamos um pouco bêbadas...

- Onde estavam?

- Fomos numa festa na casa dos Weasley's. Aniversário do Percy. Meio sem graça, mas a Gina roubou algumas cervejas pra gente e nós bebemos escondidas na hora do para...

Luna – Draco a interrompeu. – Você leu minha carta?

Ela baixou o olhar, constrangida.

- Não gostei muito dela...

Como não gostou?!

Ele tinha pedido desculpas, tinha despejado seus sentimentos nela e até admitira que sentia sua falta!

- Você disse que nunca mais irá me beijar. – ela murmurou, olhando para baixo. – Eu tenho que te confessar uma coisa: eu... gostei...

Então ela ergueu o olhar para ele e Draco sentiu uma série de coisas estranhas. Seu peito se aqueceu, seu coração se acelerou e as mãos começaram a suar. Ele ainda não estava acreditando muito no que tinha ouvido.

- O que você disse?

Ao invés de responder, ela se aproximou nervosamente e encostou seus lábios nos dele. Draco ficou tão surpreso que demorou um instante para se desconcentrar daquele sentimento estranho e corresponder ao beijo dela. Puxou Luna pela cintura e os dois caíram deitados na grama, rindo e se beijando.


Notas Finais


O que acharam? :)


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