História Operação Babá - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Pepper Potts, Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Natasha Romanoff, Romance, Romanogers, Steve Rogers
Visualizações 108
Palavras 5.075
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cheguei...

PENÚLTIMO CAPÍTULO!

ATENÇÃO A TROCA DE PVO’S! Começamos com o Steve :)

*Perdoem qualquer erro

Vamos nessa...

Capítulo 14 - Revele Sua História


—Simbora, Matheus! -buzino, pela milésima vez, em frente o gigantesco colégio que os M’s estudam.-

—O Math tá namorando.

Duda cantarola. Viro meu corpo levemente para trás, tendo assim uma visão parcial de Maria Eduarda.

—Quem disse? -questiono, a curiosidade me corroendo por dentro.-

—Essa cena. -ela indica o lado de fora, meu olhar recai em Matheus e na garotinha morena que está ao seu lado.-

—Uhhh, acho que sua mãe não vai curtir essa ideia.

—Por quê?

—Ela é muito ciumenta.

—Blah....isso é besteira. Eu tenho namorado e-

—Você o quê? -meu tom sai alto, rápido, incrédulo e fino.-

—Tenho namorado?!

Ela me responde confusa.

—Nós vamos conversar sobre isso, Maria Eduarda. Assim que chegarmos em casa, teremos uma conversa muito séria, ouviu?

—É brincadeira. -estreito meu olhar na direção da loirinha, confesso que respiro aliviado, mas o sorrisinho detestável de Duda me deixa irritado. Mentira! Eu não consigo ficar irritado com os meus maravilhosos M’s.-

—Você quer me fazer ter um infarto do miocárdio catastrófico?

—Para com isso -ela desdenha.- fala logo ataque do coração.

Reviro meus olhos, só então notando o estranho silêncio na van.

—Helena? -chamo por minha diminutivo, percebendo, então, como ela está quietinha.- filha, está tudo bem? -silêncio- BEBÊ?

Tô desesperado

Helena e silêncio na mesma frase é algo completamente incomum...incomum e errado.

—Steven....tá coçando meu colpinho.

—Coçando? -pergunto confuso.-

—É...

—Você rolou na areia na escola?

—Um pouquinho.

—Por isso essa coceira, assim que chegarmos em casa você toma banho e passa. MATHEUS! -buzino.- A Helena tá com coceira. Agiliza ai, moleque piranha.

Matheus me fuzila com o olhar, mas, o beijo que a tal menina lhe da na bochecha o faz corar e mudar para uma expressão tímida. Minutos depois, Math entra no carro.

—Demora do cacete. -ligo o veículo, dando partida logo em seguida.- quem era a garotinha?

—Ninguém.

Ele ainda está corado, disfarçando enquanto olha a paisagem.

—Ela é bonita, quer dizer, vocês formam um belo casal.

—Nós não somos um casal. -ele resmunga.- ela é minha amiga.

—Steven, eu não tô legalzinha.

A voz manhosa de Helena desperta meu sensor pai, algo está errado.

—Cadê a Maria Luiza?

—Tá com a tia, Pep.

Duda é quem responde a pergunta do irmão. A próxima coisa que ouço é um “hum” vindo de Matheus, o caminho até a mansão foi feito de forma tranquila e silenciosa.

QUE

NÃO

—PAI! A Helena tá podre.

—NÃO FUI EUZINHA, FOI O MATH!

—Mentira! Todo mundo escutou o seu pum nada silencioso.

—PAPAIZINHO.

Senhor, o que essa criança andou comendo? Infectou o carro todo.

—Não importa quem foi o importante é que essa carniça vai nos matar.

—Acelera ai, Rogers. Não quero morrer intoxicado pelo pum da Helena.

—É Steve. Qual a dificuldade, Math?

—Nenhuma. Olha ai...ela fez de novo.

—HELENA!

Gritamos em uníssono.

—A mamãe disse que não pode fica segulando.

—Ah mas nos matar com esse cheiro pode?

—Não sei.

Vinte minutos depois e, graças aos céus, chegamos à mansão.

—Finalmente -Duda abre a porta da van.- essa menina estava querendo nos matar. O cheiro tá grudado na minha roupa.

—Todo mundo pro banho. E sem reclamar e você  -pego minha garotinha no colo.- precisa de um banho, lanchinho da tarde e depois balé. -enumero, caminhando em direção ao quarto de Helena.-

—Não quelo ir no balé hoje. -ela deita a cabeça em meu ombro.-

—Sério? Você adora o balé.

—Não quelo, paizinho. -sua voz sai chorosa.- não quelo.

—Hey, não precisa chorar. -sento Helena na bancada de mármore do banheiro.- se não quer ir, tudo bem e...que pintinhas vermelhas são essas? –indago, assim que termino de retirar o uniforme da minha menina.-

—Não sei, masi coça muitão.

Pintinhas vermelhas espalhadas pelo corpo

OH NÃO

—Você está com catapora, Helena. -corro para o outro canto do banheiro.- catapora, como você pegou a Helena? Quer dizer, Helena, como você pegou catapora?

—Não sei.

Ela tenta descer da bancada

—Não! Não. Se. Mexa. Sem movimentos bruscos.

—Papaizinho...

—Fique ai, okay? Quietinha.

Corro em direção à lavanderia, quase atropelando a bruxa má.

—Sai da frente, velhota.

—Educação mandou lembranças.

A ouço resmungar, não ligo. Assim que chego à lavanderia, reviro todos os cantos até achar o que procuro. Volto para o banheiro já preparado para dar banho em Helena.

—Poi que você tá usando isso?

—Segurança. Agora, banho.

—Papai, hoje o clube da leitura vai se encontrar mais cedo e eu...o que é isso?

Duda me examina de cima a baixo.

—Helena está com catapora. -explico, por detrás da máscara.-

—Catapora? -afirmo.- e por isso você está usando luvas, máscara e um avental?

A última palavra soa com total deboche.

—Fica longe, Duda. Já basta uma criança com catapora.

—Você sabe o que está fazendo?

Maria Eduarda arqueia a sobrancelha.

—Sei... -droga, mais incerto que isso só meu relacionamento maluco com a Natasha.-

—Então por que a Helena tá tremendo?

Socorro, tô matando a Heleninha.

—Tá fliozinho, papaizinho.

—Chama a maçã podre  -tiro minha bebê da banheira, enrolando a toalha ao redor de seu corpinho.-

—BAH!

O grito de Duda me faz dar um pulo, poucos instantes depois a bruxa entra no quarto, seu olhar vai de Helena para Duda e depois para mim.

—Catapora? -ela questiona, balanço a cabeça confirmando.-

—Ela também está muito quente.

—Já deu um banho nela?

—Não...ela está toda molhada e enrolada nessa toalha por pura diversão.

—Rogers?

—Oi?

—Me faz um favor?

Olho desconfiado para a Jararaca

—O quê?

—Cala a merda da boca!

Ui...

—Ui, magoou.

—Papai, o clube da leitura...

Duda resmunga impaciente.

—Papaizinho, não vai.

Helena estreita seus bracinhos ao redor de meu pescoço

—Duda... -tento, mas minha mocinha é mais rápida.-

—O Math que está certo, tudo sempre é pra Helena.

—Okay, papai do ano, você leva a Eduarda para o clube e eu fico com a Helena.

Foi difícil...uma tarefa quase impossível tirar Helena dos meus braços, levando em consideração que eu não queria soltá-la. Assim que deixo Duda no clube da leitura e Math no futebol, dirijo o mais rápido possível de volta para a mansão, sem me importar nas prováveis multas que vou receber.

—Como ela está? -tento normalizar minha respiração.-

—Dormindo. A febre diminuiu, ela comeu um pouquinho e pegou no sono.

Respiro aliviado

—Bah? -ela me encara.- obrigado.

—Você é um idiota legal, Rogers.

Sorrio, indo me deitar ao lado de minha garotinha.

—Steven?

—Vai dormir, Helena.

—Tá bonzinho.

Dou uma pequena risada, Helena sempre será um dos meus pontos fracos.

***_***_***_***

—Cansada? -uso um tom divertido, assim que Natasha entra na sala depois de ter ido verificar cada um dos filhos, em especial a pequena dodói.-

—Exausta. -a ruiva me responde, sentando-se ao meu lado e jogando suas pernas em meu colo.- uma massagem cairia bem... -ela faz um biquinho irresistível.-

—Posso massagear vários locais. -arqueio a sobrancelha, arrastando, vagarosamente, minhas mãos pelas curvas de minha patroa.-

—Comece pelos meus pés e vá subindo, campeão.

Meu coração da um salto, puta merda, puta merda, puta merda....PUTA MERDA CARALHO!

—Sério?

Pisco animado, meus olhos ganham um brilho diferente e acho que minha voz soa muito alegre, já que a Senhorita Romanoff solta uma maravilhosa gargalhada.

—Acho que você fez por merecer. -ela pisca.-

Obrigada Papai Noel.

Antes que eu possa começar a desfrutar meu prêmio, o telefone toca quebrando o clima que nem havia se formado.

—Merda! É por que ainda não é dezembro, né? Só pode ser sacanagem comigo. -bufo. Natasha se estica, alcançando o telefone na mesinha de centro, o sorriso lindo em seus lábios se vai rapidamente assim que ela pronuncia o famoso “Alô”.-

—O que você quer, James?

Ah, tá explicado a mudança de humor, ela está falando com o Krueger.

—Não, elas estão doentes.

.....

—Qual parte do “elas estão doentes” você não entendeu?

Parece que o Freddy precisa fazer umas aulinhas de interpretação.

—Enfia essa ordem judicial onde o sol não bate.

 E então ela desliga o telefone, o arremessando longe.

—Maldito Barnes, quer me enlouquecer.

Permaneço encarando os olhos verdes de Natasha

—Que foi?

—Como James conseguiu essa ordem judicial?

—Na justiça? -ela ironiza.-

—Você entendeu, Natasha. -deixo claro que meu lado palhaço não está ali, o lado gostoso sim, quer dizer, esse lado nunca vai embora então...- quero saber, de uma vez por todas, a sua história.

Natasha Romanoff

Assim que Rogers termina de acender a lareira, me sirvo de mais um pouco de vinho. A noite chuvosa não ajuda em nada o que está por vir. Preciso ficar pelo menos um pouco animadinha para ter coragem suficiente.

Coragem para contar tudo.

—Eu sempre fui a garota perfeita. -Steve se senta ao meu lado, no entanto, não tenho coragem de encará-lo.- a filha perfeita, a nerd na escola e a idiota que fez sexo sem camisinha com um cara qualquer quando saiu para comemorar a aprovação na faculdade.

—O pai do Math.

Concordo com um aceno

—Contar para os meus pais sobre a gravidez... -fecho os olhos.- foi o pior dia da minha vida. Eles não me apoiaram, na verdade tive uma semana para sair da casa deles e nunca mais voltar. Se bem me lembro eu fui a “vergonha da família”, palavras de meu pai. -levo a taça até a boca, saboreando o gosto do vinho antes de continuar.- Eu não era tão idiota a ponto de não ter guardado nenhum centavo, peguei minhas economias, arrumei minhas malas e fui para Los Angeles, consegui moradia na universidade e foi ai que conheci a Pepper.

—Ela foi sua colega de quarto?

—Sim.

—Qual curso?

—Economia.

—O que aconteceu depois?

—Uma grávida na universidade? -dou um sorriso de lado.- segui normalmente meu curso, quer dizer, até onde deu. Estudava de manhã e trabalhava parte da tarde e noite. Com a ajuda de Pepper consegui comprar o básico para dar o mínimo de conforto ao Math e quando o meu menininho nasceu... -um sorriso saudoso estampa meus lábios.- chorando alto, todo cheio de dobrinhas...foi o momento mais feliz da minha vida e ao mesmo tempo o mais assustador. Sozinha, com um recém nascido, tendo pouco dinheiro, estudando e cheia de medos, essa era eu.

—O que você fez?

—Assim que tive alta do hospital, levei o Math até um orfanato.

—Você o quê?

A voz de Steve sobe algumas oitavas. Não o julgo também não me orgulho de minha atitude.

—Eu queria dar uma vida digna para ele. Você pode me achar uma vadia cruel e sem coração, mas tudo que sei é que preferia ver meu filho ter um futuro brilhante longe de mim, com uma família capaz de lhe proporcionar todo conforto do mundo, do que mantê-lo comigo passando necessidades.

—Você...você o deixou lá?

Nego

—Não consegui. -limpo algumas lágrimas de meu rosto.- olhei para aquele pacotinho de olhinhos verdes que me encarava com tanta inocência e amor que...eu enfrentaria o mundo por ele. Voltei para a moradia e Pepper quase me matou por ter cogitado a ideia de dar o Matheus.

—Eu também ficaria irado, é o seu filho.

Ignoro a frase de Rogers, não preciso de mais culpa e julgamentos em minha vida.

—Os dias se passaram e tudo parecia ficar ainda mais difícil. Pep e eu tivemos que nos adequar a uma rotina com uma criança, faculdade e trabalho. Conseguir vaga em uma creche foi minha salvação. Matheus ficava o período da manhã lá, a tarde e noite com a Pep enquanto eu trabalhava. Ele era tão novinho, um bebezinho longe de sua mãe. -suspiro- Quando Math estava com onze meses, teve pneumonia. O levei até o hospital e por cinco meses meu filho ficou internado em estado grave, todos os dias o médico ia ver como ele estava.

—Alex?

—Sim. Foi assim que conheci o pai da Duda, durante esse tempo nós nos aproximamos, primeiro como médico e mãe de paciente, depois como amigos e por fim, quando o Math teve alta, Alex me chamou para um encontro. Levei quase uma semana para aceitar, mas decidi dar uma chance a ele. Depois de vários encontros, Alex me pediu em namoro, eu estava amando, Steve. -uma certa euforia toma minha voz.- tem noção disso? Alex era um amor com Math, Pepper o adorava e eu estava mais feliz do que se pode imaginar.

—Quanto tempo de namoro?

—Nove meses, então nos casamos...em uma cerimonia simples, mas tão linda. Apenas no civil, sabe? Alex, Pepper, James, Math e eu.

—Os pais de Alex?

—Haviam falecido há um ano e ele não tinha irmãos, bom, Bucky era como um irmão para ele. Eu estava tão feliz, no começo relutei muito, com todo o relacionamento, entende? Alex era rico e eu? Uma mãe solteira que ainda estava na universidade, porém...meu querido Alex conseguiu me conquistar de pouquinho e pouquinho e finalmente eu estava tendo o meu final feliz. Quando fizemos três meses de casados descobri que estava grávida. -sorrio.- na mesma época o meu marido descobriu um tumor no cérebro. -um peso toma conta da minha alma.- inoperável e já em estado avançado, mas Alex lutou. Lutou ainda mais quando soube da minha gravidez.

—Duda...

—Minha pequena Einstein. -a famosa nostalgia me invade quando me lembro do nascimento de Eduarda.- Infelizmente, Alex faleceu dois meses depois do nascimento da Maria Eduarda. Fiquei devastada e é ai que o James entra. Ele foi como um bálsamo, esteve ali o tempo todo me dando apoio, carinho e o luto que havia tomado conta de mim, me fez começar a enxergar James de outra forma. Ele cuidava de mim, do Math e da Duda...se mostrava prestativo, isso até descobrir que toda a herança de Alex foi dividida entre Matheus e Eduarda.

—Alex deixou tudo para os dois?

—Cada centavo. A empresa onde Alex era o sócio majoritário ficou totalmente no nome da Eduarda.

—Espera -olho para Steve.- Alex era médico e empresário? -afirmo- Uau...

—Sim...uau...

—O que aconteceu depois disso?

—Quando Bucky descobriu, ficou uma fera. Nunca o tinha visto daquela forma, ele me acusava de saber de tudo. Tentei conversar com ele, explicar, mas nada adiantou...James saiu de casa e voltou pouco tempo depois...

—Nessa época, vocês já estavam juntos? Quer dizer, ele morava com vocês?

—Estávamos mais ou menos. Eu estava perdidamente apaixonada e Bucky passava alguns dias em casa de vez em quando.

—Entendi. O que aconteceu quando James voltou?

—Ele estava estranho. -sinto meu corpo tremer.- olhos vermelhos, gritando e quebrando tudo, disse para ele ir embora, mas...

—Nat...

—Nesse dia, levei a primeira das muitas surras que Bucky me deu. -Rogers fecha as mãos em punho, quase consigo sentir o ódio emanar de cada poro de seu corpo.- o que se seguiu foi um casamento as pressas, uma mudança para uma cidadezinha de interior, Bucky exigindo seu sobrenome na certidão de nascimento de Eduarda e Matheus e uma Natasha perdida no tempo e espaço.

—E a Pepper? Você não contou nada a ela?

—Steve, eu havia terminado a faculdade, Pep também. Ela estava seguindo seu rumo, crescendo na vida e, por mais que nos falássemos sempre, eu tinha medo de expor o que acontecia. Medo por meus filhos.

—Vocês não se viam?

—Quando um homem ameaça seus filhos de morte se você por o pé fora de casa ou falar mais de meia hora ao telefone sem a supervisão dele, tudo que te resta é obedecer.

—Você vivia trancafiada?

—Em um casamento parasita. As surras se tornaram mais frequentes, o medo pairava o tempo inteiro e então eu soube que precisava fazer algo. Quando fiz um ano de casada, consegui despistar James, fui até um advogado e passei a guarda do Math e da Eduarda para Pepper, mudei também as regras do inventário.

—Bucky descobriu?

—E ficou furioso. Como sempre, ele quis abusar de mim, mas eu não podia. Não quando enfrentava uma gravidez de risco. -Steve arfa, entendendo o que viria a seguir.-

—Maria Helena.

—Minha pequena diminutivo. James enlouqueceu quando soube da gravidez, queria me obrigar a fazer um aborto, contudo, disse a ele que assim que Helena nascesse, se ele permitisse que eu a tivesse, passaria todos os bens de Alex para ele.

—Você negociou a vida da Helena? Aliás, é como se você a tivesse comprado.

—Era isso ou um aborto obrigado.

—E depois?

—Sei lá...

—Como “sei lá”?

—James tinha dias bons e ruins, fui levando a gravidez até onde deu, mas a Helena, muito apressadinha, resolveu nascer de sete meses.

—Já nasceu causando.

Dou uma risadinha

—Minha gordinha, nasceu cheia de saúde.

—Você cumpriu o acordo?

Chegou a hora.

Respiro fundo.

—Não. Eu enrolei o máximo que pude, quando Helena estava com um ano e três meses eu bolei um plano, iria levar meus filhos para longe da maldita cidadezinha no fim do mundo que Bucky havia nos levado. Estava tudo certo.

—E o que deu errado?

—O fato de Bucky chegar mais cedo, mais drogado e ainda mais bêbado em casa. Lógico que ele juntou dois mais dois ao ver todas as malas na sala.

—Ele...aquele covarde te bateu?

—Pior...-sinto a angustia daquela noite me invadir.- ele subiu as escadas, tirou Helena do berço e...-já não seguro mais o choro.- ele a segurou de ponta cabeça, Steve...ele ameaçou jogar a minha filha de um aninho da janela do segundo andar.

—Natasha... -Rogers me puxa para os seus braços, tentando de alguma forma me transmitir algum tipo de conforto.-

—Eu implorei, pela minha vida, para ele não fazer aquilo. Disse que ele podia me matar, fazer qualquer coisa, mas que deixasse Helena viva.

—O que...

—Ele me devolveu Helena e prometeu que daquela noite eu não passava. Percebi que ele ia para o nosso quarto e mais que de pressa, coloquei Helena de volta no berço. Quando Bucky passou em frente a escada, eu o empurrei. Pode parecer cruel, entretanto, não me arrependo do que fiz, voltei ao quarto, peguei Helena, chamei Matheus e Duda e os levei para o carro. Voltei para a casa e peguei as malas, mas quando cheguei perto do carro novamente, Duda não estava lá...-respiro fundo- ela havia voltado para pegar seu coelho de pelúcia. Depois...tudo aconteceu tão rápido, a casa pegando fogo, os gritos de Eduarda, gritos de “mamãe” e “socorro”

—Nat...

—Bucky a segurou. Aquele monstro segurou minha filha em frente a janela apenas para...eu tentei entrar e Matheus foi atrás de mim, mas a casa já estava em chamas. Math acabou sofrendo queimaduras...Deus....quando finalmente os bombeiros chegaram, quando vi o corpinho mole e todo queimado de Eduarda...Steve, eu...tudo veio como um flash. A gravidez de Math, Pepper me ajudando, Alex entrando em minha vida e saindo dela, Bucky se fazendo de amigo, companheiro, quando na verdade era um lobo em pele de cordeiro, meus filhos e a minha mais nova bebê. A que eu carregava em meu ventre.

—Maria Luiza.

—Exatamente.

—E...a Duda?

—Ela sobreviveu. Contra todas as chances, contra paradas cardíacas, contra todas as queimaduras...ela sobreviveu. Eduarda é um milagre.

—Assim como o pai dela.

—Assim que o quadro dela estabilizou, voltei para Los Angeles, Eduarda foi transferida para o hospital de lá e começou a nossa luta. Foi difícil, diversas vezes, eu quase a perdi, mas ela foi melhorando. E melhorando, lutando, quando estava com oito meses de gravidez, Eduarda teve alta.

—Tão rápido?

—Não me pergunte como. Claro que ela teve que fazer muitos outros tratamentos, foi submetida a diversas cirurgias, mas...olha pra ela. Nem de longe se parece com a Duda que ficou naquele hospital.

—Como veio parar em Nova York?

—A sede da empresa de Alex fica aqui, comprei essa casa, dei um jeito de reencontrar Pepper, guardei todo e qualquer sentimento e prometi jamais passar por tudo aquilo novamente.

—Você se afastou dos seus filhos e isso, na sua concepção, foi uma forma de protegê-los.

—Eu não podia, Steve...cada vez que olhava para eles, minha mente traiçoeira gritava o quanto demorei para tirá-los daquele inferno.

—Você era a vítima.

—Não o tempo todo.

—Eu...não consigo imaginar o peso, a dor que você enfrentou. Natasha, apesar de tudo, você está aqui. É uma mulher fantástica, mãe de quatro figurinhas maravilhosas.

—Steve...-suspiro.-

—Não. Não se atreva a se diminuir...eu não vou admitir.

Alguns segundos de silêncio

—Obrigada. -sussurro.- obrigada por ter invadido minha casa com toda essa sua loucura, obrigada por ser esse homem maravilhoso e, acima de tudo, obrigada por cuidar e amar meus filhos de forma tão especial.

—Eu que agradeço.

Depois disso, me desvencilho dos braços de Rogers. Sei que ele está cheio de dúvidas e perguntas.

O barulho do fogo crepitando é tudo se pode ouvir. Não ouso desviar meu olhar, no entanto, sinto o olhar de Rogers cravado em mim.

—Natasha...o que aconteceu com Bucky? Digo, depois de tudo...

—Ele sumiu. Bom, até aparecer aqui e se achar no direito de ter algum contato com minhas filhas. -respiro fundo.- Eu tive uma vida miserável -suspiro.- pior, arrastei meus filhos para essa vida junto comigo.

—Por que não deu um basta?

Finalmente resolvo encarar os olhos azuis de Steve. Diferente do que pensei, ele não demonstra pena, nojo, raiva, mas, sim, compaixão.

—Por medo e por que...

Deixo a frase solta no ar, enquanto me recrimino mentalmente.

—Você ama o Bucky.

—Amava. -me apresso em corrigir.- na verdade, amei no começo...porém, depois de tudo, acho que só restou medo e comodismo. Não há amor que resista a tudo que passei.

—Por que não o denunciou?

—Por medo. Quando se é ameaçada, sofre constantes agressões físicas e verbais, abusos, seus filhos presenciam tudo isso. Pior, seus filhos são ameaçados, o amor vai embora, tudo que se resta é o medo e ele te faz recuar não deixando tomar qualquer atitude plausível. Quando cheguei aqui, prometi dar um basta nessa história. Isso até você chegar e revirar todo o meu mundo.

Continuo a olhar para a imensidão azul do babá mais maluco desse mundo.

Com extremo cuidado, Steve levanta sua mão esquerda acariciando minha bochecha como se a qualquer momento ou toque mais ousado ele fosse me quebrar.

—Steve...

Fecho meus olhos

—Shh...me deixa te amar, Natasha. -delicadamente, me inclino para trás até que meu corpo se encontra em total contato com o tapete.-

—Rogers?

—Fala

Abro os olhos

—Me ame.

Steve Rogers

Natasha Romanoff, definitivamente, é a mulher da minha vida. Depois de ouvir toda sua história, saber o que essa guerreira enfrentou e continua firme e forte. Deus, eu a amo ainda mais.

E ela está aqui...pronta para ser minha...

Ser somente minha.

OH CÉUS

OH CÉUS

OHHHHH CÉUS

Minha mente parece nublada, totalmente travada. Nada a minha volta faz sentido ou tem minha atenção, estou completamente e inevitavelmente focado na deusa ruiva.

Caramba!

Hoje eu vou descabelar o palhaço!

Vou sacudir a roseira e ninguém vai me segurar

Hoje a jiripoca vai piar!

—Steve?

—Hã? -meu olhar sobe, até encontrar com as orbes verdes de Natasha.-

—Está tudo bem?

Droga, estou parecendo um frouxo. Minha ruiva todinha pra mim e eu aqui....sem fazer nada

—Hãram. Por quê?

—Você está encarando meus seios há quase dez minutos.

Vai por mim....vocês também ficariam hipnotizados por essas belezinhas.

—É que...eles são lindos.

É muita abundância, papai!

Senhorita Romanoff da uma pequena risada, droga. Acabou a brincadeira. Mas, contra todas as expectativas e quando estou quase começando a suar pelos olhos, vulgo, chorar de frustração por ser um idiota, minha ruiva, sim minha, segura, delicadamente, meu pulso direito e....

PORRA!

Natasha Romanoff tomou a iniciativa...meus dedos estão tocando aquele que me fez bater uma...okay, várias, durante váááárias noites.

Oh essa textura...a maciez....é tão bom quanto imaginei.

—Toque-me, Steve. Não tenha medo, estou bem aqui.

Tocar só não.

Eu quero tocar, chupar, lamber, e, quem sabe, deixar esse furacão de mulher sem energia alguma.

Dou um leve aperto, fazendo Natasha soltar um gemido rouco.

Quase faço a dancinha do sou foda!

No carro, em casa, sou foda.

Okay, concentração Rogers.

—Nat....

—Primeiro nós vamos foder, depois fazemos amor...compreendeu?

CARALHO! EU VOU CASAR COM ESSA MULHER.

—Juro solenemente não fazer nada de bom. -sussurro.-

—Mal feito, feito. Agora vem!

Tô no céu.

Natasha Romanoff

Meu coração pulsa de forma desordenada, minha respiração está tão ou mais descompassada que a de Steve e tudo que consigo pensar é que algo está errado.

—Steve? -no entanto, Rogers parece muito ocupado em venerar cada pedacinho do meu corpo.- Rogers? -nada.- Steve, espera. -o empurro para o lado, tirando-o de cima de mim. Coloco minhas mãos em meu colo, respirando fundo e encarando o teto.-

—Natasha?

—Eu...desculpa..eu só... -novamente, o loiro bonito se coloca em cima de mim, mas, dessa vez, seu peso está todo apoiado em seus cotovelos, sua expressão confusa e preocupada trás um aperto ao meu coração.-

—Amor, está tudo bem?

—Desculpa. -tento controlar minha voz para que o tom de choro não fique claro.-

—Nat, pode me falar. Se você não estiver preparada nós...

—Eu estou. -afirmo.- quer dizer, acho que estou...é que nós estamos aqui, agora, nessa bolha de amor e tudo que consigo pensar é nas atrocidades que sofri. Eu sei -interrompo Steve antes mesmo que ele possa falar algo.- você não é o James, não vai me machucar, mas...tudo em mim está tão quebrado que acho...acho não ser possível reconstruir os pedacinhos.

—Natasha, olha pra mim. -hesito, porém, faço isso.- você é muito importante, tudo isso é extremamente importante pra mim. Minha vida mudou, os M’s, você e até a maçã podre me mudaram, pra melhor...eu acho. -ele faz uma careta engraçada, é impossível não sorrir.- gostaria que todos os abusos nunca tivessem acontecido, gostaria de ter o poder de apagar as sombras do seu passado, aquilo que te machuca de tal forma que te impede de crescer. Eu gostaria, mas não posso. A única coisa que posso fazer é te mostrar todos os dias o quanto te amo e quero, na verdade imagino, um futuro ao seu lado.

Minha boca está aberta em um perfeito O. Meus olhos estão cheios d’água.

—Você me ama?

—Sério que ainda restam dúvidas?

Oh. Meu. Deus!

Steve Rogers realmente me ama.

Ele me ama.

Sem mais delongas, uno meus lábios aos do loiro. Do meu amor.

—Nat...

—Me ame, me faça esquecer...

—Olhe para mim, o tempo todo.

Balanço a cabeça de forma positiva, incapaz de pronunciar qualquer palavra.

Tudo a minha volta parou. O mundo, o tempo, minha vida, só existe Steve e eu. Nós dois contra tudo. Esqueço todos os meus medos quando Rogers mordisca meus lábios, suas mãos correm por todo meu corpo em um ato cheio de luxúria, carinho e amor.

—Eu te amo

Fecho meus olhos, ouvindo os sons roucos que Steve faz junto com a afirmação que tanto aquece meu coração. O prazer sobressaindo a qualquer outro pensamento.

Calor, amor, prazer, pele contra pele.

Sentir...explorar...excitar...desejar....eu quero experimentar tudo isso. Espalmo minhas mãos nas costas de Rogers, sentindo-o estremecer e descer os beijos por todo meu colo, seios, barriga...

Roupas?

Ah elas já se foram faz tempo.

Sinto as mãos de Steve acariciar meus seios, o toque, a pegada, meu corpo todo se desfaz em uma sensação quente e deliciosa. O mundo poderia explodir em mil pedacinhos nesse instante e eu não me importaria nenhum pouco.

—Ah, meu amor -Steve geme com a voz carregada de desejo.- eu te desejo tanto...tanto!

—Eu também te desejo muito, meu amor. Meu Steve.

—Só seu. Minha Ruivinha —ele geme.- Não aguento mais, Natasha eu...

—Vem...preciso de você, dentro de mim. Me faça esquecer o mundo, querido.

O ar se faz escasso quando sinto o grande Rogers me invadir. Por um segundo, minha mente fica em total branco, finco minhas unhas nas costas de Steve, o delírio toma conta de mim. Cada poro, espaço do meu corpo grita por Steve Rogers.

—Apertada, molhada, muito melhor que em meus sonhos.

Não seguro a felicidade de saber que sou alvo dos sonhos e desejos do maravilhoso babá.

—Amor... -sussurro.-

—Você. É. Minha. -Steve faz questão de reafirmar a cada vez que se mexe.- Eu. Te. Amo. -fecho meus olhos, aproveitando as sensações que o grande Rogers e seu dono conseguem me proporcionar. Oh, com toda certeza vou querer repetir a dose, já posso até imaginar as diversas fantasias que o maluco do Steve e eu vamos realizar.- abra seus olhos, meu amor...me deixe apreciá-la de todas as formas. -obedeço de imediato. -

—Ste....

—Eu sei...venha comigo, Nat...vem comigo, meu amor.

Meu corpo explode em um orgasmo fenomenal, que é potencializado ao sentir Steve alcançar seu prazer junto comigo.

Com a respiração ainda ofegante, admito a verdade que meu coração já aceitou com tanta intensidade.

—Steve?

—Hum...

—Eu te amo!

***_***_***_***

—Valeu a pena toda a demora? -minha voz soa tranquila, enquanto acaricio os fios loiros de meu namorado.-

—E como. -ele beija meus seios, causando um arrepio gostoso.- eles são lindos e, admito, deliciosos.

Um riso divertido escapa por entre meus lábios.

—Sujo.

—Você gosta. -Steve deixa um suspiro cansado escapar.- sinto muito por tudo.

—Eu sei -sussurro.- mas é passado e, finalmente, me sinto livre dele.

—A culpa nunca foi sua, Nat.

—Foi. Você e eu sabemos disso...

—Não pense mais nisso, okay?

—Okay. -na verdade, não pensar sobre o que aconteceu me parece uma ótima ideia.- e você?

—O que tem eu?

—Não sei quase nada sobre você, bom...você tem pais malucos e um amigo atirado.

—Resumiu a minha vida.

Damos risada

—Fala a verdade, nenhuma namorada?

—Não. Eu pego e não me apego.

—Oh então comigo será assim? -me faço de falsa ofendida.-

—De forma alguma. -Steve se levanta, sentando-se de frente para mim.- você é única, Nat.

Rogers inclina-se, sua intenção de me beijar sendo interrompida por mim.

—Nat? -ele indaga confuso.-

—Steve, você está com algumas pintinhas vermelhas no pescoço.... -um sorriso amarelo toma os lábios de meu namorado.- você não disse que já teve catapora?

—Então...

Bufo, irritada.

—Babá, namorado, crianção, adivinha de quem estou falando?

—Baby, estou doente.

O biquinho fofo de Steve me faz revirar os olhos.

—Eu sou sua baby?

—Só minha.

—Então, sua baby vai cuidar de você. -me aproximo de Rogers. Nossos lábios quase se tocando.- sabe o que sua baby quer? -sussurro.-

—O quê?

—Que você seja mais responsável. -o empurro.- até segunda ordem, você está de repouso. -me levanto, vestindo a blusa de Steve.-

—Ui...baby, você fica sexy usando minha blusa.

—Repouso, Rogers. Repouso.

Caminho em direção à cozinha, o sorriso em meu rosto demonstra um sentimento que há muito havia desaparecido da minha vida.

Felicidade!


Notas Finais


E o fim se aproxima...

Muito obrigada por todo carinho, pessoal!

Deixe um comentário e faça uma autora feliz

Um beijo enorme

Tia J sz


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