História Operação baile - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias South Park
Personagens Eric Cartman, Kenny McCormick, Kyle Broflovski, Stan Marsh
Tags Kyman, Stendy
Exibições 12
Palavras 1.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Capítulo 3


O dia começara bem, muito bem. O que teria de mais clichê do que o sol sorrindo para você num clima em que era inverno o ano todo? Cartman resolveu voltar para a casa a pé e no caminho cantarolava I swear. O coração a mil de ansiedade e empolgação. E um sorriso macabro no rosto.

A ofensa dita pela manhã não fora automática e gratuita. Não era como a permanência de espírito do garotinho de dez anos, que na época não sabia expressar um sentimento tão forte de uma maneira fácil. Contudo, ainda assim, escondia uma intenção por trás de todo aquele escândalo retórico.

Imaginou, pela reação de má vontade, que Kyle suspeitava ser mais um plano previsível. Era uma ideia agradável. Um lado de Kyle que não gostaria que mudasse. Afinal, ele sempre fora perfeito, suspirou entre um trecho da música e o refrão.

Assim que chegou em casa escutou sua mãe cumprimentá-lo da cozinha avisando que fizera alguns biscoitos de baunilha com gotas de chocolate. Mas isso não era tão importante, respondeu com um sorriso e subiu para seu quarto. Deixou a mochila em um canto e despencou sonhador na cama. Era perfeito. O que importava agora era a vitória que sucederia após o baile. O terno caro que fora alugado pela mãe severa, e quão bem cairia na silhueta do ruivo. O cabelo penteado com o melhor gel. A fragrância do perfume mais chique.

Já imaginava quando a música lenta começasse a tocar, os dois corpos colados tornando-se um com os passos e a melodia. Conseguia sentir a pele macia ao toque de suas mãos, a voz ofegante próxima de seu ouvido ao fim da dança.

Uma sensação boa tomou conta de si, como se houvessem bolhas leves em seu peito contendo um grito empolgado. De um salto levantou-se da cama e foi até o armário. Abriu-o e afastou de qualquer jeito algumas roupas que sua mãe a pouco arrumara nos cabides, bem ao fundo havia uma velha caixa de sapatos.

Eric puxou-a com cuidado para fora sentindo levantar uma fina nuvem de poeira. Ficou por um momento a olhar distante para as letras grafadas na borda, a giz de ceira verde, formando o texto de sua infância.

Abriu a tampa com forte nostalgia.

- Não é maravilhoso? Meu mais caro amigo. Finalmente próximo de meu maior sonho, a fase um está completa.

*** *** ***

Quando voltou para casa já havia escurecido. Andara a passos lentos remoendo o dia, chutando cá e lá uma pedrinha no caminho. Abriu a porta de casa passando por sua mãe sem sequer notá-la, fechou-se em seu quarto despencando desanimado em sua cama, e com tal força que escutou o barulho das frágeis molas vibrarem abaixo de si. Resolveu mirar o teto, distrair a mente.

Há algumas semanas atrás quando voltava para casa, Kenny encontrou no lixo próximo dos trilhos de trem um velho console de wii, possuía alguns arranhões e próximo dele estava somente um controle por sensor. Sentiu-se com sorte, e antes de recolher o aparelho inspecionou bem a área para ter certeza de que não se enganara e caíra em alguma outra brincadeira de seu infame amigo. No momento em que arrumava o console nos braços conseguira até escutar o gargalhar irritante no fundo de sua mente, balançou a cabeça com raiva, e mesmo assim continuou o caminho até sua casa com o aparelho em mãos.

Kenny agora estava sentado em sua cama o mirando de forma curiosa. Por que trouxera para casa um negócio que nem funcionava? Lembrou-se do tempo de infância, quando conseguia jogar na casa de Butters, lembrou que o controle só funcionava por sensor, e que precisava de jogos também.

Já ia sentindo-se ainda mais para baixo, e isso só o fazia lembrar a rejeição de mais cedo. Foi quando de repente a luz caiu.

- Seu imprestável! Esqueceu novamente de pagar a conta de luz!? - escutou sua mãe berrando da sala, segundos depois.

- Kenneth! Vá acender algumas velas!

Sobressaltou-se a ordem, e reagindo automaticamente tirou do bolso um isqueiro, depois foi até a beirada da cama - embaixo dela havia algumas velas de emergência - agachou e pegou duas delas. Assim que as acendeu foi correndo até sua mãe lhe entregando uma.

- O seu pai é um vagabundo. - resmungou baixinho para si mesma ao tomar a vela das mãos do filho e posicionar em um pequeno vaso. - Tome, este é para você. E não se esqueça de colocar no quarto de sua irmã também. - entregou-lhe mais dois do mesmo vaso.

Após deixar um deles em cima da mesa de cabeceira de Karen retornou ao seu quarto.

Era o terceiro mês que cortavam a luz. Por que em sua vida só aconteciam desgraças? Já não bastava sofrer da maldição da imortalidade, ainda tinha que ter uma família disfuncional.

Quase sem ânimo nenhum, tomou o controle do console e começou a jogá-lo de uma mão a outra. A única fonte de luz balançava em sincronia com seus movimentos, de um lado ao outro, iluminando uma televisão velha e o aparelho de videogame. Bufou frustrado. Então, seus olhos arregalaram. De repente a tela da televisão começou a brilhar estranho, e de sua borda superior alguns tons de vermelho pareciam escorrer formando aos poucos algumas imagens.

Kenny aproximou-se devagar como se estivesse hipnotizado. Assim que chegou bem perto a chama da vela cresceu, e na televisão apareceu um menu.

- Aponte o controle por sensor para a tela, em seguida aperte o botão A. - dizia o escrito luminoso.

Kenny olhou bem para o controle e aventurou apertar o botão. A tela gradualmente foi mudando.

- Direcione o controle para a opção desejada e aperte o botão B. - dizia o escrito. Abaixo dele estavam três caixas pretas bordadas de branco e com letras em vermelho.

[ Me cansei de tudo. ]

[ Quero vingança. ]

[ Traga meu amor em sete dias. ]

Que diabos significava tudo aquilo?

Sem pensar muito nas consequências apontou o cursor na última opção e rapidamente apertou o botão B. Novamente, a tela mudou.

- Por favor, insira um nome: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

Dessa vez ponderou cuidadoso. Sem arriscar muito moveu o cursor para a letra E, depois para a letra R, seguiu para a letra I, e após algumas mais encerrou com a letra N. No momento seguinte teve a impressão de escutar um barulho estrondoso como um trovão ou um buraco abrindo no meio do chão. Olhou para a janela por reflexo, mas não havia nada de errado, nenhuma tempestade. Voltou o olhar para a televisão e o que viu fez seu sangue gelar.

Via o lado de fora de algumas casas em South Park como se operasse uma câmera escondida de um departamento policial. Na borda, uma caixa retangular em azul claro continha uma narração simples em primeira pessoa; alguém apresentava a pequena cidade nas montanhas geladas do Colorado, onde morava. Ao final uma seta indicava que havia continuação. Com a mão trêmula Kenny apertou o botão A. Na caixa, apenas o escrito mudou. Agora a pessoa apresentava-se, era um ginasial do sexo masculino que dizia estar ansioso por um evento que ocorreria no dia seguinte. Apertou novamente na seta. O evento era o famoso baile de formatura.



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