História Operação cupido - Capítulo 14


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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda
Tags Operação Cupido, Romance, Saint Seiya, Shun
Exibições 122
Palavras 3.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - A batalha de Asgard


Fanfic / Fanfiction Operação cupido - Capítulo 14 - A batalha de Asgard

Pensamentos de Hyoga...

Aquelas terras nórdicas da Escandisnávia eram geladas e muito lembrava minha terra natal – Sibéria. No silêncio da noite e eu aqui, sozinho, imaginando nós dois. Eu posso ver seu belo rosto no céu escuro e na aurora boreal e fico a imaginar o que você estaria pensando agora.

 Ah que saudade de você, meu pequeno...

Eu continuo a olhar para seus olhos verdes e preciosos, e o sorriso que só você tem para agraciar a minha solidão, fazer meu coração bater mais rápido e descompassado como nunca antes. Aquela noite então... poderia ter sido... mas foi perfeita... na medida do possível. Eu ainda não estou acostumado a te amar sem poder entrar em sua intimidade. Sem poder de tocar em profundidade. Eu te amo, acredite nisso, mas eu preciso tê-lo de corpo e alma.

Ah, Shun como eu gostaria de tê-lo em meus braços...

Nunca pensei que morreria de saudade, a ponto de sentir um profundo incomodo em meu peito. Logo eu, que sempre fui tão frio e reservado com meus sentimentos e nunca deixei me abater tão facilmente. Quantas vezes eu fui e voltei da Sibéria sem nunca olhar para trás. Sei que agora é diferente, agora não posso olhar para frente se deixei alguém tão importante para trás.

Muito antes da casa de libra, você descongelou aos poucos meu coração e minha alma com seu jeitinho manso e doce de ser. Apaixonar por você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Eu não conseguiria me ver fazendo outra coisa senão viver como um cavaleiro para te guardar, te proteger, te amar e cuidar de você. Sempre compartilhando o melhor da vida ao seu lado; ou, mesmo que seja o pior da vida, ainda sim, que seja com você.  

Será que é assim que os apaixonados se sentem quando estão longe um do outro? Será que você sente o mesmo que eu? E que sempre fui forte sinto meu mundo desmorona. Eu perco o chão, eu perco as palavras. E só um beijo calaria a minha ansiedade de te ver novamente e de ouvir seus gemidos baixos dentro da minha boca. A minha mão cálida em seu rosto, segurando com delicadeza enquanto meus lábios experimentam o doce mel dos teus beijos...

Eu sonho em te fazer meu como eu nunca sonhei fazer com mulher alguma...

...

Enquanto isso... Há algumas léguas dali, na Grécia.

Deitado de bruços em seu travesseiro, segurando uma foto que ele tinha com seu amado, deixou que suas lágrimas silenciosas manchasse a foto. Ouviu alguém bater na porta. Enxugou o rosto com a palma das mãos.

-Pode entrar.

-Shun...?

-Oi Seiya.

-Tudo bem amigo?

-Sim. E você, como vai?

-Faz tempo que não nos falamos, né? Você anda muito ocupado ultimamente.

-Você também, agora que não sai mais do Santuário.

-Sabia que sua fama se espalhou além do Santuário? Todos comentam sobre a reencarnação de Eros.

-É mesmo? Só... – Shun deu de ombros, pouco se importando com a sua história na boca do povo.

Seiya percebeu que ele não estava tão sorridente como sempre. Na certa devia ser saudades do namorado que foi para Asgard.  

-Você sente a falta dele, não é mesmo?

Shun olhou para Seiya que se sentou ao seu lado na cama.  

-Eu nem deveria, afinal ele está em missão e não tem muito tempo que eu o vi pela última vez. Mas não dá pra fingir o que sinto. Esse incômodo desconfortável em meu peito, essa...  Não tenho direito de me sentir carente porque sei que ele está dando o melhor de si nessa missão, e sei que ele dá o melhor de si para mim também. Eu não quero ser egoísta, Seiya, mas o meu coração querendo ou não, está sendo.

-Esse amor de vocês é admirável, sabia? E não é só eu que penso isso.

O mais novo sorriu com a revelação do amigo.

-Vamos fazer o seguinte. Assim que a Saori chegar do Santuário, que tal se a gente falar com ela para ver se ela tem notícias de Asgard? Quando ela falar com Hyoga, você aproveita o momento.

Shun sorriu com esperança.  

-Será que ela vai demorar? Pode ser que Saori não aceite a ideia, eu posso acabar atrapalhando Hyoga em sua missão.

-Você só vai conversar o mínimo com ele. Ouvir a voz um do outro pode acalentar esse coraçãozinho aqui... (disse Seiya tocando o coração de Shun com a mão e bagunçando seus cabelos em seguida).

O sorriso de Shun se abriu, como um pôr do sol cheio de esperança.

-Obrigado, Seiya. Você é um amigo panda.

-Amigo panda? (estranhou o moreno)

-Existe o amigo da onça e o amigo urso, que também pode ser chamado de amigo panda. É aquele amigo pra toda hora, que dá um grande e forte abraço. Não é assim que os ursos fazem com a gente?

-Gostei. Então vem cá que eu vou te dar um abraço de urso, hehe.

(Shun sorriu de novo)

-Seiya, você não está me achando um idiota carente, está? É que eu não estou conseguindo evitar a ausência do Hyoga.

-Relaxa, Shun. É normal. Você está apaixonado e é assim que as coisas funcionam com quem está ‘amando loucamente’, hehe. Acredite, eu já passei por isso.

-Você nunca me contou isso.

-E nem vale à pena. Não deu certo. Talvez nem era para dar mesmo.  

-Seiya...

-Olha! Parece que o carro da Saori chegou.

Shun foi interrompido na hora em que ele ia perguntar sobre os sentimentos de Seiya e corre para olhar para fora da janela, afasta as cortinas e observa Saori sair do carro com mais alguém.

-Quem é aquele?

-É o Mu, o cavaleiro de ouro da casa de Ariés! (responde Seiya que também fica admirado com sua presença ali).

-O que será que ele veio fazer aqui? (pergunta Shun)

-Eu acho que ele veio trazer nossas armaduras novas. Foi ele quem mandou restaurar as nossas armaduras, sabia?

-É mesmo?!

Seiya e Shun desceram rápido e recepcionaram Saori e o convidado de ouro. Mu era muito receptivo e sociável. Discreto, modesto, mas sempre simpático com as pessoas. Conversou com Seiya e Shun e disse-lhes sobre as novas armaduras. Enquanto faziam o experimento de suas novas armaduras, Saori sentiu um cosmo inimigo próximo dali. Ela olhou para Mu e este também sentiu. Seiya e Shun sentiram logo em seguida e saíram para fora da mansão.

O ataque foi direto contra Atena, mas Shun conseguiu segurar o punho do inimigo com sua nova corrente de Andrômeda. Admirado com a versatilidade de sua nova armadura ele se impôs ao inimigo.

-Quem é você? Fale seu nome!

O inimigo saiu detrás de uma árvore, sorrindo.

-Por acaso estão brincando comigo? Mandaram uma criança fazer o serviço de um homem? (disse Bado encarando Mu, o homem mais velho e que estava na frente de Saori).

-Quem é você e o que pretende aqui? (perguntou Mu, olhando sério e se colocando em alerta).

-Vocês enviaram um espião para Asgard e não foi a mando de Hilda. O que ela fez foi fazer o mesmo e aqui estou.

Shun pensou que devia se tratar de Hyoga a quem ele se referia como ‘espião’.

-O que você quer, diga logo?! (disse Seiya, peitando o cavaleiro e se aproximando de Shun).

-Essa pergunta sou eu quem faz a você... Atena!  (disse Bado, ignorando Seiya e olhando para a única mulher do grupo, que, com certeza, devia ser a deusa Atena).

-Guerreiro Bado. (disse Saori saindo detrás de Mu).

-Senhorita, Saori...! (interrompeu Mu)

-Acalme-se Mu. Não se preocupe... (e continuou a deusa)... A irmã de Hilda enviou-nos uma carta a respeito do que tem acontecido em Asgard. Mistérios que por ela não foram revelados, mas são ocultos aos nossos sentidos. Segundo informações da própria, havia informações de que Asgard estaria sofrendo uma poderosa abdução maligna.

Saori não revela detalhes da carta de Freya (irmã de Hilda) por não colocá-la mais em risco do que ela poderia estar.

(Carta de Freya destinada à Atena)

“Querida Atena. A pacífica representante de Odin, Hilda de Polaris, minha querida irmã mais velha, na qual exerce o cargo equivalente ao mestre do Santuário, tem sofrido de abduções estranhas e não inerente à sua personalidade. Seu comportamento mudou drasticamente, embora ela tenha sido relutante para admitir isso, mas alguns de nós e alguns de seus guerreiros que resolveram contrariar suas ordens foram banidos ou torturados sem explicações que pudesse envolver o nome de Hilda. Porém, nenhum mal assola a nossa terra sem que minha irmã tenha conhecimento do fato. Como é função de Hilda orar para Odin para que seu povo não pereça diante das condições inóspitas das terras geladas, as geleiras estão se desfazendo e provocando inundação das cidades costeiras e um verdadeiro cataclismo. Em uma de suas orações, minha querida irmã Hilda foi envolvida por um turbilhão de águas agitadas e que foi lhe entregue, de forma estranha, um anel. O Anel de Nibelungo. Após isso, gerou nela um sentimento e ambição que jamais existira antes. Hilda que antes era bondosa e amável com nosso povo, se tornou ditadora e egocêntrica. Temo que o desejo de Hilda seja inundar a terra. E foi por este motivo que eu tomei a coragem, sem que minha irmã soubesse, de tentar me recorrer à você, Atena, e aos seus cavaleiros. Peço-lhe encarecidamente que considere meu pedido de socorro com prudência, pois esta carta está sendo enviada sem que ninguém saiba, pois aqueles que se movimentam sem que os olhos de Hilda possam ver, serão descobertos e severamente punidos”.

-Isso é uma grande bobagem! Asgard nunca esteve tão em perfeita harmonia como agora. Freya é só uma moça caprichosa que nunca escondeu o sentimento de inveja que tem pela irmã ser a nossa mestre e representante de Odin em Asgard. Ela sempre quis tomar o lugar da irmã, mas nós sabemos que isso seria impossível. Hilda não foi escolhida a dedo, Hilda é de fato nossa mestre e protetora.

Saori não sentiu firmeza e verdade nas palavras dele.

-Então não há problema. Não há com que se preocupar.

-Enquanto você enviar espiões para Asgard, Atena, teremos sérios problemas. E eu tenho certeza que seus cavaleiros não vão querer criar confusão.

Seiya trincou os dentes.

-Shun, solte-o. (pediu Saori e Shun recolheu a corrente do punho de Bado). Bado... peço-lhe que transmita a Hilda minhas sinceras desculpas por ter invadido a privacidade de Asgard, mas também peço-lhes que compreendam o motivo pelo qual eu agi, com a melhor das intenções, afinal, esta é a minha responsabilidade como Atena.

-As desculpas serão enviadas à Hilda e tenho certeza que com sua bondade ela irá aceitar isso. Mas se eu encontrar com algum de seus cavaleiros em Asgard tenha certeza que Hilda e nós, guerreiros de Odin, não seremos amáveis com vocês, guerreiros de Atena. Principalmente você... Saori Kido.

-Por favor, se retire. (pediu Mu e Bado sorriu em ironia e depois desapareceu rápido da mesma forma como apareceu do nada).

Saori se reuniou na sala, com Mu, Seiya, Shun, e agora presente estava, também Shiryu. Agora sim ela teve a certeza de que precisava ir para Asgard. Saori leu a todos a carta que recebeu de Freya, enviada secretamente por um mensageiro de Asgard. Não restava dúvidas. Atena e os cavaleiros de bronze deveriam ir até Asgard. Nessas condições é impossível ter contato com seu cavaleiro Hyoga e ter notícias de Asgard. Mu tentou intervir, mas Saori o preveniu. O Santuário está sob vigilância de Atena até determinada ordem. Ordem de Apolo e Zeus, que submeteu o Santuário entrar em reclusão após ter iniciado uma batalha contra a própria Atena e seus meros cavaleiros de bronze - os quais jamais conseguiriam  lutar contra cavaleiros da mais alta representatividade e poder, e mesmo assim, o fizeram em nome de Atena.

Mu se sente um pouco incompetente por não poder fazer nada e por se sentir de mãos atadas, mas Saori garante a ele que ficarão bem e que eles poderão informar seus cavaleiros e a ela sobre qualquer informação relevante sobre Asgard. Mu garante o seu melhor e com certeza o Santuário ajudará no que estiver ao seu alcance. E antes de partirem, Mu revela o que se sabe sobre os guerreiros de Odin. São guerreiros que possuem poderes semelhantes aos cavaleiros de ouro e por isso, todo cuidado e reforço aos cavaleiros de bronze deve-se dar em dobro. O que eles aprenderam sobre sétimo sentido, deve ser usado como se fosse um treinamento e não uma opção.

No dia seguinte, Saori parte para Asgard acompanhada de seus três cavaleiros. Shun levava consigo sua nova armadura de Andrômeda, bem como a nova armadura de cisne. Estava ansioso por encontrar-se com Hyoga, seu amado. Principalmente saber como ele está e como seria a recepção em Asgard assim que os guerreiros de Hilda souber que Atena e seus cavaleiros colocaram os pés em terras geladas.

O grupo de pequenos guardiões insignificantes ao poder dos cavaleiros de bronze facilmente encurralaram Atena, Shiryu, Seiya e Shun. Um deles disseram que faltava um, já que ouviu falar que havia cinco cavaleiros de bronze. Ikki seria o quinto que faltava.

-Estou aqui para falar com Hilda de Polaris. Viemos em paz. Eu sou Atena.

-Eu sei quem você é, mulherzinha.

-Mais respeito com a deusa... (Saori interrompe a fala de Shiryu, abaixando o punho do dragão).

-Eu vim em paz. Por favor, permita-nos se aproximar de Hilda para lhe falar.

-É isso aí! Mexam-se! Vocês não ouviram, seu trogloditas?!

-Seiya! (repreendeu a deusa).

-O que eles pensam que são para nos tratar assim, para tratar Saori desse jeito?! (respondeu Seiya, indignado).

-Fomos enviados para coibir a entrada de qualquer um, inclusive de Atena e seus cavaleiros. Ordem direta da própria Hilda. E se vocês resolverem insistir em dar mais um passo não sentiremos pena de vocês assim como não sentimos pena do outro que se tornou prisioneiro de Hilda.

-Outro? (indagou Saori).

-Por acaso Hyoga de cisne não é seu cavaleiro, Atena?

-O que fizeram com ele?! (exaltou Shun).

-Ora, vejam só, pessoal... Que beleza de cavaleiro é esse... 

-Calem a boca! Onde está o Hyoga, o que fizeram a ele, vamos falem?!! (esbravejou Seiya)

-Ele foi capturado por um de nós assim que derrotado aos pés de Haguen, um dos cavaleiros mais fieis à Hilda. E vocês farão companhia a ele se não saírem daqui imediatamente!

Seiya e Shiryu são contra atacados e Shun protege Atena com sua armadura. Facilmente os cavaleiros venceram os guardiões de Asgard, mas saberiam que ao encontrar com os guerreiros de Asgard a batalha não será tão fácil como agora.

-Shun, onde está Saori? (perguntou Seiya e assim que Shun se vira ele não a vê).

-Olhem!!! (aponta Shiryu para o abismo)

Saori estendia os braços em forma de cruz e exala seu cosmo, diminuindo a destruição das geleiras e reforçando a reconstrução delas novamente.

Enquanto isso, no Palácio de Vanalha ouve-se uma gargalhada maléfica soar alto. Hilda já sabia que Atena e seus cavaleiros já haviam chegado. E mais ainda. Ela se enfureceu de ódio ao sentir o cosmo de Atena travando uma batalha, enquanto Hilda emitia o poder da destruição, Atena com seu poderoso cosmo reconstruía o que era destruído por Hilda. Ela envia os guerreiros de Odin para derrotar os cavaleiros de Atena e destruir as setes safiras de Odin antes que eles pudessem botar as mãos.

Hyoga tinha enfrentado guardiões e o guerreiro Haguen, mas em desvantagem e com sua armadura velha e desgastada, da qual ele utilizou desde a batalha do Santuário e contra a deusa Eris, ele foi derrotado e levado inconsciente como prisioneiro até Hilda. Esta sabia do poder que aquele cavaleiro de Atena tinha, e de sua beleza nórdica semelhante aos moradores daquela região. Ela ainda o induziu a passar para o lado dela, a se tornar um guerreiro de Asgard, já que ele tinha aptidão para ser um guerreiro do gelo, mas mesmo dopado, sua sã consciência lhe permitia distinguir o inimigo, e ele não aceitou. Porém, estava fraco demais para fugir e reagir. Sem armadura e sob o efeito de drogas alucinógenas, Hilda o manteve preso por horas e horas, sem comer e sem beber nada.

Freya consegue libertá-lo e foge com ele do Palácio de Valhalla. Pelo caminho ele encontra os três companheiros, inclusive Shun, seu amado.

-Vejam!! É o Hyoga!! (grita Seiya ao notar a figura conhecida e outra desconhecida ao seu lado).

O braço do loiro apoiava sobre os ombros de Freya. Os três se aproximaram, inclusive Shun, que se aproximou do corpo do amado, elevou as duas mãos até o rosto dele, e levantou para encarar aqueles olhos azuis. Freya notou a delicadeza e o cuidado que o outro exerceu sobre Hyoga. Pareceu tão íntimo,  que pensou que ambos até poderiam ser...

-Shuuunnn... (sussurrou o loiro sorrindo de canto e feliz ao ver o amado, mas estava ainda muito fraco para ficar de pé por si próprio).

-Você foi drogado? Quem fez isso com você? (perguntou Shun)

-Minha irmã. Hilda.

-Então você é irmã de Hilda de Polaris? A moça que enviou a carta à Saori... (perguntou e concluiu Shiryu)

-Sim, sou eu mesma.

-Shiryu, não há tempo, precisamos encontrar Hilda! Saori está se sacrificando para coibir que ela destrua essa terra.

-É verdade. Shun, você cuida do Hyoga, assim que ele estiver melhor você nos alcança.

-Tudo bem, deixa comigo!

Shun enlaçou um dos braços de Hyoga em seu pescoço.

-Por favor, me siga, eu conheço uma caverna, servirá de esconderijo pelo menos por um tempo até ele se recuperar do efeito da droga.

Shun seguiu a moça com Hyoga apoiado em seus ombros.

Chegaram até a caverna. O loiro era alto e pesado, e então a moça resolveu ajudar Shun a sentá-lo.

-Não!

Ela ouviu uma resposta ríspida dele. Shun conseguiu fazer Hyoga se sentar e encostar as costas na parede da caverna. Ajoelhou-se e tocou seu rosto, mirando em seus olhos.

-Eu estou aqui e vou ficar aqui até você recobrar a consciência.

O loiro apenas sorriu e manteve a cabeça baixa.

A moça observou a intimidade que ele tinha com Hyoga. Notou que não eram apenas amigos ou companheiros, era mais do que isso. Notou também que Shun era portador de uma beleza exótica e rara para um homem. Ela se surpreendeu quando o olhar de Shun estava encarando suas pupilas, querendo saber porque tanto ela o encarava. Então ela disfarçou e desviou o olhar.

-Tem alguma coisa que podemos fazer por ele? (perguntou Shun)

-Bem... nesses casos seria mais rápido e eficaz um antídoto, mas não teria como conseguir um nessas circunstâncias.

-Bem, então você conseguiria um copo d’água?

-Eu já volto!

A moça não demorou e trouxe uma caneca velha com água cristalina. Havia um poço ali perto e a água deste poço era cristalina. Todavia, só descongelava quando era tempo de primavera e verão. Ainda no outono e principalmente inverno era impossível obter água daquele poço, mas devido ao descongelamento que Asgard vem sofrendo nos últimos dias, água era o que mais tinha por todo lado.

Freya foi oferecer água a Hyoga, mas Shun tomou-lhe a caneca das mãos. Ajoelhou-se e deu de beber ao amado.

Novamente ele foi ríspido com ela que percebeu vendo-o ser mais delicado com o outro. Ela notou que o outro estava com ciúmes e então sorriu.

-Você vai ficar bem, Oga, não se preocupe.

Neste momento, Freya se ajoelha ao lado de Shun e com sua mão toca no ombro de Shun e lhe diz algo que o faria surpreender:

-Deixe-me ajudá-los. Vocês estão aqui por minha causa, por causa de minha irmã que luta contra Atena e contra vocês. Deixe-me pelo menos ajudá-los.

A moça foi sincera e Shun lhe sorriu. Mas de repente, sentiu um cosmo inimigo se aproximando. Iria se levantar, mas sentiu o peso da mão de Hyoga.

-Não vá... É perigoso... (disse ele com o rosto baixo e a voz fraca).

-Não se preocupe. Confia em mim. 

Disse Shun que deixou a armadura de cisne ao lado dele e se levantou para ir enfrentar o inimigo que se aproximava daquele local. Poderia ser perigoso que o inimigo descobrisse que estavam ali. Deixou Hyoga aos cuidados de Freya. Deparou-se com Bado e no mesmo instante foi atacado por ele que voou para longe dali.

-Eu... eu preciso ir... Shun está em perigo...

-Você está fraco, não pode sair assim.

Freya o fez se sentar de novo.

-Feche os olhos. Vou tentar uma coisa que aprendi.

Ela colocou as mãos em sua cabeça e fechou os olhos. Parecia uma massagem mantra que aprendeu quando estudava medicina chinesa em uma de suas visitas à China.

Enquanto isso, do lado de fora Shun travava uma luta por tempo determinado com Bado. Determinado talvez para Shun que já estava mais machucado que Bado. 

-Eu sabia que vocês viriam. Hilda pressentia a vinda de Atena. O que Atena não pressentiu foi sua própria derrota e a morte de seus cavaleiros. E acabarei com você, e enviarei sua cabeça como prêmio à Hilda. Então ela mostrará seu troféu à Atena. Prepare-se para a morte, cavaleiro de Atena... GARRAS DO TIGRE NEGRO!!!

Antes que Shun pudesse ser violentamente atingido por um forte golpe de Bado, este é fortemente empurrado por uma amazona. Era Shina! A amazona de prata, valente por já ter derrotado uma vez o cavaleiro de pégasus e já ter lutado bravamente com Hyoga e Shun ao mesmo tempo. 


Notas Finais


Hum...acho que não vou conseguir terminar essa batalha no próximo capítulo.

Obrigada pelo carinho, apoio e comentário de vocês!!! ^^

BJOSSSSS PRA TODOS!!!!!!!!!!!!!!!!


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