História Operação cupido - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda
Tags Operação Cupido, Romance, Saint Seiya, Shun
Exibições 79
Palavras 5.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


"A senhorita disse que não iria postar o próximo capítulo em dezembro?" Iria, mas estou doente e voltei do hospital ontem, agora tô de repouso por alguns dias. Já estudei e não tem nada pra fazer, então eu vim atualizar a fic, pois assim me sinto mais animada ^^ O capítulo de hoje fala sobre o desentendimento de Hyoga e Shun que não conseguem se entender sexualmente, mas teoricamente eles vão falar muito sobre isso.

Capítulo 20 - Minha vida sexual


Fanfic / Fanfiction Operação cupido - Capítulo 20 - Minha vida sexual

Hyoga chegou em casa 3 dias antes do natal. Ouviu a voz de Shun vindo do quarto brincando com a filha deles. Colocou a armadura em cima da  escrivaninha da sala, caminhou em silêncio até o quarto do casal e ficou observando no canto da porta Shun brincar com a bebê em cima da mesinha forrada com um cobertor macio enquanto trocava a fralda da Andromeda.

O loiro achou aquela cena tão doce, tão fofa. Ver as duas pessoinhas que mais amava nessa vida era tudo que ele ansiava quando estava longe dali.

-Psiuuu. Psiiiuuu.

-Hã?... Hyogaaa!!!

O loiro saiu do canto e parou na entrada da porta do quarto do casal com os braços abertos. Shun correu e pulou em seu colo, com as pernas de cada lado da cintura dele, com os braços em volta do seu pescoço e beijando freneticamente o rosto do amado.

-Que saudade, que saudade meu amor... !

-Calma... assim você vai acabar nos derrubando no chão.

Shun desce e pega na mão do marido.

-Vem ver sua filha, está peralta como nunca!

Hyoga se aproximou. Andrômeda estava deitada com as perninhas levantadas e brincando com um chacoalinho.

-Está na hora do mamar dela antes de dormir. Segura aqui pra mim, ou melhor, joga isso no lixo.

Shun deu a fralda cheia de cocô pra Hyoga, que fez uma cara desgostosa.

-Hyoga! Isso cocô, meu amor, o que você esperava? Joga no lixo do banheiro e não da cozinha.

O mais velho foi e voltou.

-Bem, agora que você chegou eu vou lhe ensinar a trocar a fralda dela, porque numa emergência quando eu não estiver você terá que fazer isso.

-Tem certeza, Shun? É que... eu não levo muito jeito pra essas coisas... (Hyoga sorriu sem graça, coçando a cabeça).

-Você também é papai e quando está em casa tem as mesmas obrigações que eu. (disse Shun sério)

O loiro sorriu por dentro e sentiu Shun mais autoritário.

-Sim, senhor Amamiya. (brincou o loiro).

-Veja. Você tem que abrir e colocar essa parte debaixo do bumbum dela. Levanta ela um pouco e depois  fecha... desse lado... e do outro.... e pronto. Prontinho!  Ah, vai lá no quarto dela e pega uma roupinha que eu deixei na caminha dela.

Hyoga foi até o quarto de Andrômeda e ficou admirado com a decoração que Shun fez no quarto. Ele comprou alguns imóveis e acessórios de bebê. Voltou para o quarto de casal e deu a roupinha a Shun.

-Meu amor você comprou a loja inteira.

-Ah, mozinho, não reclama, eu comprei o necessário.

O loiro sorriu, apenas.  Não iria reclamar dos gastos de Shun, afinal, Shun não era um gastador compulsório. E mesmo se fosse, também não reclamaria, afinal, ele queria ver seu amado feliz e desfrutando de tudo que ele quisesse. Shun tinha uma conta-corrente com Hyoga, e o salário dos dois cavaleiros entrava nessa conta, além é claro, Hyoga ainda tinha um bom dinheiro que era da herança materna, e boa parte ele usou para comprar o apartamento e o carro.

-Pronto! Segura ela que eu vou preparar o mama dela.

Os dois foram para a sala. Hyoga se sentou no sofá com Andrômeda e esta ficou brincando e tocando o rosto dele. Enquanto isso, Shun estava na cozinha. Ele brincou de fazer barulho com a boca no pescocinho da Andrômeda e fazia ela pular no seu colo. Shun se aproximou com a mamadeira e ficou olhando a intimidade do papaizão Hyoga e da pequena Andrômeda.

-Ahhhh... o mama da neném cegooooo... (dizia Hyoga com uma voz melosa e infantil).

-Você é muito babão, sabia? (disse Shun que riu).

Hyoga se levantou com a bebê para Shun se sentar. Ele coloca Andrômeda no colo de Shun. Andrômeda segurava com as duas mãozinhas a mamadeira enquanto Shun acariciava sua testa. Olhou para cima e viu Hyoga observando a cena. Shun sorriu e só então se tocou do que ele deveria ter feito.

-Eu deveria ter dado a mamadeira para você dá de mama à ela.

-Não, tá tudo bem. Eu acho que você é melhor nisso do que eu.

-Para com isso, Hyoga, é só questão de costume. Logo você pega o jeito. Só tem que se lembrar de pingar o leite na mão para saber se está no ponto, não pode estar muito quente. Ela não é mesmo um doce, amor? Olha... (Shun olha para Andromeda e depois para o marido).

Hyoga estava calado, de pé, apenas admirando a cena. Seu esposo e sua filha. O que mais ele poderia querer para ser feliz? Opa! Havia sim algo pendente e que poderia lhe fazer muito feliz. Bem lembrado.

-Ela está começando a dormir. Amor, coloca ela no berço pra mim, por favor?

O loiro se ajoelhou e Shun colocou Andrômeda em seus braços. Ele levou a bebê para o berçário em seu quarto e depois voltou para a sala. Encontrou com Shun na cozinha, lavando a mamadeira. Se aproximou por trás dele e o abraçou por trás. Curvou a cabeça para beijar seu pescoço enquanto suas mãos adentravam por dentro da camiseta.

Shun gemeu baixo e deixou a cabeça cair para trás tocando o ombro de Hyoga. O loiro virou Shun, segurou firme em sua cintura e o levantou, fazendo ele se sentar na mesa da cozinha. De pernas abertas, ele puxou Hyoga enlaçando seu pescoço e o beijo que eles tanto queriam aconteceu pra valer. O loiro praticamente deitou Shun sobre a mesa, arrancou a camiseta e continuou beijando freneticamente seus lábios, a curva do seu pescoço, seus ombros, chupou seus mamilos, desceu até o umbigo...

Shun sentiu um fogo com a sensação e percebeu que Hyoga abria a fivela da sua calça e colocou seu cinto em cima da mesa. Tentou abaixar o short que Shun usava, mas sentiu a mão do mais novo segurar suas mãos, e impedir aquilo que os dois já imaginavam que iria acontecer...

-Hyoga, espera...

Shun se levantou empurrando Hyoga contra si que acabou se levantando e olhando atônito para o menor.

-O que foi Shun, você não quer? Quer mesmo que eu pare? Até quando você vai me evitar, hein? Olha... Quer saber, eu já estou de saco cheio disso!

Shun não conseguia explicar o motivo, mas ele não se sentia pronto pra receber Hyoga. Mas como ele poderia dizer isso ao marido?

O mais velho percebeu. Fechou o zíper da calça e o botão. Shun tocou seu braço e Hyoga o retirou de forma abrupta. Saiu dali irado. Puto da vida.

Tirou a roupa inteira e jogou um canto qualquer do corredor. Entrou no banheiro para tomar uma ducha demorada. Shun se aproximou, pegou as roupas dele, os sapatos, e colocou na lavanderia. Passou pelo quarto de Andrômeda para ver como ele estava. Ela dormia tranquilamente. Shun voltou até o banheiro  que ficava perto da lavanderia, e deu dois toques na porta.

-Hyoga... Possa tomar banho com você?

O loiro não respondeu.

-Amor...?

-Vai embora Shun. Eu quero ficar sozinho.

Shun se sentiu tão culpado e entristecido. Foi para seu quarto, colocou seu pijama e ficou esperando pelo amado. Os minutos se passavam, Hyoga estava demorando. Talvez ele esteja na banheira. Ele adorava ficar de molho na banheira quando chegava cansado.

Shun aproveitou e pegou seu tablet. Chamou pelo irmão. Queria conversar com ele. Abriu o aplicativo Skype. Chamou para falar com Ikki ao vivo.

-Oi irmão. Como vai a minha sobrinha favorita?

Shun deu um meio sorriso.

-Cada vez mais linda.

-Eu ainda vou treinar a minha menina, ela vai ser uma guerreira forte igual ao titio aqui.

Shun novamente deu um meio sorriso. Ikki percebeu que ele estava abatido.

-O que foi? Aconteceu alguma coisa?

-Ikki... eu não sei o que fazer.

-Do que está falando? O Hyoga está aí com você?

-Sim. Ele já chegou, mas está no banho.

-Então fale, o que te aflinge.

-É sobre nós dois.

Ikki ficou pensativo, tentando entender. Shun não estava ajudando muito.

-Vocês brigaram?

-Não.

-Então o quê, Shun, fala!

-É que... ahhh Ikki... eu... fico com vergonha de comentar isso com você. Mas eu não tenho com que falar. O único que poderia me ajudar é o Seiya, mas está difícil falar com ele...

-Ele está aqui na mansão, quer que eu o chame?

Shun pensou e achou melhor não.

-Deixa pra lá. Não quero incomodar vocês.

-Ok, olha só. Agora que você interrompeu minha janta, você vai falar o que está acontecendo. Hyoga não brigou com você, brigou?

-Ainda não.

-Certo. Então o que está acontecendo para isso acontecer no futuro?

-É que... eu... é que...

-Shun, fala!! (Ikki estava ficando sem paciência)

-Eu não consigo me entregar a ele.

Ikki ficou pensativo.

-Não consegue se entregar a ele...? Você quer dizer... ter relações sexuais, é isso? (não acredito que fiz essa pergunta ao meu irmão – pensou Ikki).

-Sim.

-E por quê? (Ikki coçou a cabeça já meio nervoso)

-Não sei dizer.

-Por que não conversa com ele? Se você não está a fim, diga e ele para deixar para outro dia.

-Mas Ikki... acontece que... nós nunca tivemos... nós nunca ficamos juntos.

Ikki cuspiu o pedaço de frango na tela do seu notebook.

-Maldição! Espera aí, vou limpar isso.

Então ele voltou a falar com o irmão e encará-lo.

-Você está brincando comigo, não está?

-Não.

-Quer dizer... que você e o Hyoga... nunca...

-Nunca.

-Deus mio! Senhor! Deus é Pai!... Shun, pelo amor de Deus, o que vocês estão fazendo juntos? Não, eu preciso ouvir de novo isso. Quer dizer que, desde que vocês assumiram o relacionamento...

-Não Ikki, nós nunca tivemos uma relação sexual se é isso que você quer ouvir.

-Não, eu não quero ouvir isso, eu só quero entender por quê. Jesus Cristo, Shun, isso é a morte! A relação sexual... meu Deus me ajuda... (Ikki não estava acreditando que estava levando esse papo com o irmão)... a relação sexual é a união entre o casal. Eu me pergunto como deve estar o Hyoga, se vivo ou tentando se enforcar.

-Ikki isso não está ajudando...

-Shun, me diz uma coisa, é você que não quer ou é ele?

-Ele quer e muito. Sou eu que não quero. Quer dizer, não é que não quero... eu não... me sinto preparado...

Ikki limpou a boca com o guardanapo e afastou a bandeja com o prato de comida. Abaixou o volume de sua televisão. Pegou o tablet e focou em uma conversa séria com seu irmão.

-Shun, preste atenção. Você precisa conversar com Hyoga sobre isso. Isso é sério.

-Já tentamos.

-E aí?

-Eu não consigo explicar o que sinto e ele não consegue entender.

-Com razão. Se você não sabe o motivo, ele tampouco. No lugar dele eu me mataria ou mataria você.

-Ikki!!

-Não estou brincado, estou falando sério. No lugar dele eu já teria pulado fora dessa relação.

-Você acha que...

-Ninguém consegue resistir tanto tempo sem sexo, Shun. Ainda mais vocês que estão praticamente casados. Essa é a história mais sem sentido que eu já ouvi na vida. Por acaso vocês já fizeram preliminares?

-Pre o quê?

-Prelimi... Nada, não. Deixa quieto. (Ikki se arrependeu de perguntar aquilo que não queria saber)

Ikki não queria ouvir da boca de Shun que ele caia de quatro para chupar o pau do loiro e deixar ser comido por ele.

-Não precisa falar. (disse Ikki). Poupe seu pobre irmão dos detalhes da sua vida íntima.

-Ikki, em primeiro lugar, eu não sei o que é isso que você falou. E em segundo lugar, eu não tenho uma vida íntima com o Hyoga.

-Meu Deus. Pobre cunhado... (respondeu Ikki rindo por dentro).

Ikki pensou duas vezes se perguntava essa.

-Ele fez preliminares em você pra ver se você se anima? Responda rápido! Ou melhor, não responda, não quero saber. (Ikki não queria mesmo continuar aquele papo sobre a vida íntima do seu irmão).

-Ikki, entenda de uma vez por todas, a única coisa que fazemos é nos beijar. O Hyoga me toca, mas nada que resuma a uma vida sexualmente ativa. 

O mais velho não conseguia acreditar nessa história. Shun ainda permanecia virgem durante todo esse tempo e está torturando o Hyoga sem nenhum motivo. A questão era séria mesmo.

-O que faço, irmão...? (perguntou o menor e Ikki viu lágrimas se formando em seus olhos).

O mais velho pensou e nada respondeu. Alguns segundos depois.

-Ei. Você não quer conversar com Saori sobre isso?

-SAORI? Está louco ou bateu a cabeça?

-Eu pensei que, por ela ser mulher, você teria mais intimidade com ela sobre isso. Não precisa entrar nos detalhes, só diga o que você me disse. Ela ainda poderá ajudá-lo a descobrir um profissional para ajudar você e Hyoga.

-O problema não é com Hyoga e sim comigo.

-Não importa. Mas ele terá que apoiá-lo e ajudá-lo nisso.

Shun deu um meio sorriso.

-Você acha mesmo?

-Acho, não. Tenho certeza. Ele que não seja um bom marido pra você ou eu não me chamo de Ikki Amamiya.

-Ele é maravilhoso, Ikki. Ele é sempre maravilhoso comigo. Eu amo o Hyoga mais do que tudo nessa vida, não mais que você, mas de igual maneira só que de maneira diferente, entende? Ele é meu tudo, ele é...

Shun interrompeu a fala quando o loiro entrou no quarto com uma toalha enrolada na cintura e outra ele enxugava os cabelos. Ele ouviu a frase a partir do ‘eu amo o Hyoga mais do que tudo...’. O loiro se aproximou do guarda-roupa para pegar um short folgado de seda para dormir.

-Eu tenho que desligar. Outro dia nos falamos.

-Se precisar, estou aqui. (Ikki piscou)

Shun desconectou o skype. Colocou o tablet na escrivaninha ao lado da cama. Ficou olhando para Hyoga que se vestia de costas.

-Com quem estava falando? (o loiro perguntou sem olhar para Shun).

-Com meu irmão.

-Você expôs a ele nossa intimidade? (Hyoga perguntou e só depois, olhou para Shun).

Shun engoliu em seco. Se dissesse que sim, Hyoga ficaria bravo e descontaria nele sua fúria de uma vez por todas. Porém, se dissesse não, estaria mentindo, e ele não gostava de mentiras e não queria começar agora. Isso poderia trazer consequências ruins para seu relacionamento. Sabia o quanto Hyoga odiava mentiras também.

-Presumo que com o seu silêncio isso significa um sim. (respondeu Hyoga estendendo a toalha em uma cadeira e se aproximando da cama).

-Ele disse que o que estou fazendo com você é muita maldade.

-Hahahahahahaha.... (Hyoga riu de forma irônica). Desculpe. Você contou a ele sobre a nossa relação sexual e ele disse que o que você está fazendo comigo é muita maldade?

Shun estava com o semblante entristecido e preocupado. O loiro se aproximou do mais novo, sentou de frente para ele e tocou no rosto do mais jovem.

-Você sabe que eu te amo demais, não sabe?

Shun balançou a cabeça, ainda entristecido, porém, não mais preocupado.

-Que tal se a gente marcar uma consulta com um médico, terapeuta ou psicólogo?

-Eu vou conversar com Saori sobre isso.

-Saori? Você vai contar a ela sobre...

-Eu creio que ela pode ajudar mais do que ninguém.

-E por que acha isso? Se for por falta de indicação de algum profissional...

-Porque eu acho que isso vai mais além do que um problema físico, Hyoga.

O loiro ficou preocupado.

-Eu não sei te dizer o que poderia ser, mas...  eu sinto que... Saori pode ajudar a achar a resposta para isso. Acredite em mim, meu amor. Eu vou falar com ela.

-Então vamos juntos.

-Não. Eu quero falar com ela sozinho. Já me sentirei um pouco constrangido, e com você por perto...

-Você não deveria ficar constrangido com seu marido, não é Shun? Mas tudo bem, como você quiser. De qualquer forma iremos juntos e eu estarei por perto apenas para te apoiar. Tudo bem?

Hyoga sentou na cama e encostou as costas na cabeceira. Shun se aproximou e deitou sua cabeça em seu ombro, abraçando seu homem. Fechou os olhos sentindo o cheiro do seu homem misturado ao perfume do sabonete. Hyoga estava sem camisa e as mãos de Shun deslizando sobre seu peitoral não era um bom sinal. Qualquer toque sutil de Shun já deixava o baixo ventre de Hyoga em alerta. O loiro fechou os olhos para se segurar. Abraçou o menor também. Era o máximo que ele conseguiria aquela noite.

-Obrigado por você ser um bom marido pra mim Hyoga.

O loiro levantou o queixo de Shun para encará-lo.

-Nem sempre eu sou um bom marido. Por exemplo hoje. 

-Não diga isso. Você tem todos os motivos para ficar injuriado comigo, afinal, quem é que aguentaria viver na abstinência sexual com alguém que tanto ama, sem poder tocar, sem poder experimentar seu corpo...

-Eu fico feliz de ouvir você dizer isso. Só assim para você compreender o meu desespero.

Os dois sorriram e se beijaram. Hyoga interrompeu o beijo.

-Tem certeza que é seguro deixar a Andrômeda no quarto? Por que não traz o berçário pra cá?

-Não, o vídeo de dicas para mamães e papais de primeira viagem que eu vi no you tube diz que o bebê a partir de 1 ano já pode deixar longe dos pais. Por isso eu comprei isto. (Shun mostra o radinho que faz ouvir qualquer barulho de Andromeda, se ela chora, se ri, se está brincando). Da última vez que eu dormi com a Andrômeda aqui na cama ela quase caiu no chão. E agora com nós dois aqui, é provável que a sufocamos durante o sono. Pelo menos esse vídeo explicou o que é melhor para o bebê e mais seguro.

-Incrível essas aulas que você andou pesquisando. Você está se saindo uma perfeita ‘mãmãe’ (Hyoga riu e levou um beliscão de Shun).

-Pelo menos podemos dormir juntinhos do jeito que eu gosto.

-Dois homens apaixonados por uma mesma mulher. (disse Hyoga brincando)

Shun apenas sorriu.

-Mas dormir junto com você é a minha única solução mesmo. (Hyoga fez uma cara desgostosa) O pior é que disso não passa.

-Confia em mim, amor, eu prometo que vou falar com a Saori e vamos resolver esse problema.

-Está certo. (disse o loiro que afagou os cabelos do esposo e suspirou na esperança  de um dia tê-lo de quatro e provando seu néctar). Já cheguei até aqui andando pelo deserto, mais alguns passos hei encontrar água pelo caminho.

O mais novo riu.

-Como você é dramático, cisne. (respondeu Shun)

-Agora eu tenho dois bebês para cuidar. Uma bebezinha linda e um bebezão que dá trabalho pro papai aqui.

Shun não respondeu, só fez o favor de dar outro beliscão no amado. El subiu e sentou em cima do quadril do loiro e brincou com ele, tentando puxar seu cabelo, mas Hyoga segurava os pulsos de Shun. Eles lutaram e brincaram até que o loiro empurra Shun e o derruba na cama. Agora é Hyoga quem fica por cima, segurando seus pulsos ao lado de sua cabeça.

-E agora, hein? Quem é o mais forte agora?

Shun sorriu contrariado. O loiro se aproximou dos lábios do seu amado esposo e o beijou. Foi um beijo delicado e lento, porém, profundo e apaixonado. Os braços de Shun foram soltos para que ele enlaçasse o pescoço de Hyoga e apertasse o espaço que poderia restar entre eles ali.

O gemido de Shun veio com o beijo que Hyoga descia até seu pescoço e o Shun curvava sua cabeça ainda mais para trás. Shun pode sentir o quão Hyoga estava excitado. O loiro levantou um pouco seu quadril e passou a se tocar, fazendo punheta enquanto beijava o pescoço de Shun.

-Hyoga...

-Por favor, deixa-me fazer apenas isso... eu não vou tocar em você... eu não vou entrar em você... prometo!

-Não é isso... é que... eu acho que consigo fazer isso... deixa eu tentar?

Hyoga olhou para Shun com o brilho nos olhos e pegou a mão do amado e levou até seu sexo, mas primeiro, tirou seu sexo para fora do short folgado. Com ajuda de Hyoga, segurando nas mãos de Shun, ele ensinou o que Shun devia fazer. Shun pegou o jeito e entrou no ritmo. Hyoga voltou a beijar Shun, agora portanto, um pouco de lado. O loiro voltou para a posição de antes, com a costa um pouco encostada na cabeceira da cama enquanto em seu peito estava Shun, deitado, sendo beijado pelo marido, e ele masturbava Hyoga.

O loiro pedia pressa e velocidade e Shun obedecia. Suas mãos fizeram com que Hyoga gemesse alto e molhasse sua mão com seu sêmen. O menor ficoou admirado e também excitado, mas não pediria ao outro para fazer o mesmo em si. Temeria parar no meio do caminho como sempre tem feito. Esperaria falar primeiro com Saori para resolver seu problema sexual.

Shun levou as mãos até sua boca e tocou a ponta da língua em um dedo apenas.

-É meio salgado.

Hyoga riu.

-Quando você estiver no ponto para fazer isso, vai experimentar muito disso.

-O que quer dizer? Eu vou ter que engolir isso?

O loiro riu de novo.

-Bem... isso é uma opção. Eu não vou forçá-lo a nada, meu amor. A gente só vai fazer aquilo que nos dá prazer. Eu não seria capaz de forçar você a algo que você não quer.

-Hyoga, eu fiquei curioso. Eu quero ver isso.

O menor se levantou e pegou o tablet. Shun deitou sua cabeça no colo do loiro e este pegou um livro que estava na sua escrivaninha e que não terminou de ler há muito tempo. Se senta e encosta as costas na cabeceira da cama.

-Amor, você não quer ver comigo?

-Eu não posso ver aquilo que eu não posso fazer. Se eu ver eu corro o risco de estuprar você.

-Credo! Seu louco!

O loiro ri e dá de ombros para o esposo. Abre o livro na página em que ele parou. Shun fica admirado com alguns vídeos. Ele digita várias coisas. Engole. Cospe. Esperma. Preliminares (aquilo que o Ikki falou)...

Hyoga fica curioso ao ver que Shun fica olhando um vídeo hétero quando ele deveria ver um vídeo gay. Era um homem fazendo sexo oral em uma mulher.

-Por que está vendo isso, Shun?

-Eu cliquei no vídeo errado. Mas estou curioso. Caramba! Essa mulher geme que só!

Hyoga sorri. Shun olha para cima e encara o rosto do mais velho. Ele dá pausa no vídeo, vira de bruços e encara Hyoga. Apoia-se no colo dele e fica a olhar para ele com muitas dúvidas.

-Quer perguntar alguma coisa, não é? (pela cara de Shun, o loiro já advinhava).

-Amor, eu estou curioso.

-Então pergunte.

-Como é fazer sexo com uma mulher?

O loiro mirou o rosto menor, curioso.

-Ficou excitado ao ver o vídeo?

-Não. Só curioso. Eu nunca me senti atraído por uma mulher. Mas você sim. Você já se envolveu com várias por aí.

-Quer saber como é o sexo com uma mulher?

-Sim.

Hyoga suspirou e começou a falar.

-Bem... Tem seu lado bom.

-Como assim?

-Na verdade sexo sexo é bom de qualquer jeito, principalmente quando você se sente atraído pela pessoa.

-Descreva como é.

-Por que você quer saber disso agora?

-Não posso? Estou curioso. Quero saber, ou melhor, quero imaginar como você se relacionava com outras mulheres. Quero entender o que eu tinha de diferente para ter atraído você.

-Ora Shun, que bobagem está falando...

-Vai, Hyoga, responde! Está com medo de quê?

-Não estou com medo de nada, Shun, eu só acho...

-Eu estou curioso, nada mais. E você só estará me dando algumas aulas sobre sexo.

Hyoga pensou que isso até seria beneficio para Shun.

-Realmente... você precisa um  pouco disso.

-Então... me fale com é fazer sexo com uma mulher.

Hyoga deu-se por vencido.

-No geral as mulheres são delicadas. Há umas do tipo Shina, bem selvagem, mas eu nunca peguei uma dessas... (o loiro sorriu e continuou)... Na verdade, o que torna essencial para um homem dar prazer a uma mulher são as preliminares.

-Eu perguntei ao meu irmão o que era isso e ele riu de mim.

Hyoga també riu, e acariciou o rosto menor.

-Você é mesmo inocente.

-Continua! (ordenou o menor)

-Então... preliminares são toques que você faz no corpo da parceira ou do parceiro. São toques com a boca e com as mãos. Por exemplo, um homem fazendo em uma mulher. Ele beija seu pescoço, seus seios, desce até sua barriga, sua virilha e abre suas pernas para depois beijar, lamber e chupar...

-Continua! (ordenou o menor e deixou Hyoga sem graça).

-O homem beija a pepeca da mulher, começa a chupar e brinca com a língua. As preliminares que a mulher faz no homem é semelhante, a diferença é o pênis. Nós homens sentimos excitação na cabeça do pênis, enquanto que uma mulher sente excitação no clitóris. Mas nem todos os homens conseguem atingir o ponto G da mulher. Quando consegue ele leva a mulher ao êxtase. Quando isso acontece, esse homem é considerado o Don Juan das mulheres.

-Então é por isso que muitas feiosas se apaixonavam por você perdidamente como a Eiri, a Fleya..., não é?

Hyoga sorriu.

-A Fleya eu não sei dizer, mas a Eiri tinha motivos.

-Que motivos?

-Quer mesmo saber disso, Shun?

-Quero, continua! (ordenou Shun, atento às aulas práticas de sexo com o marido).

-Bem... então... sem querer me gabar, mas era o que as mulheres diziam... eu era tipo esse Don Juan.

-Você sabia excitar uma mulher e dar a elas prazer?

-Sim. E se eu fosse hétero, ou melhor, se eu continuasse hétero eu teria uma vida sexual ótima porque eu já saberia o segredo.

-Como assim?

-Shun. Um homem de verdade, que ama uma mulher, tem que dar a ela e oferecer a ela tudo que tem. As mulheres com quem eu fiquei diziam que estavam cansadas de satisfazer seus maridos e namorados e nada receberem. Um homem que ama verdadeiramente sua parceira, ou seu parceiro, ele tem que dar a ela, a ele, o prazer primeiro. Ele tem que dar prazer primeiro para sua mulher e depois esperar dela o mesmo.

-Quer dizer que muitas mulheres são infelizes? É isso que você quer dizer?

-É quase isso. Depende de cada pessoa, mas as mulheres com quem fiquei sempre reclamaram de seus homens. Só não aconteceu de reclamar da minha performance. (o loiro se achou o tal quando afirma isso).Elas mesmas diziam que eu era um cara diferente, um Don Juan. E o Don Juan é o cara que dá prazer à sua amada primeiro. Tem até um filme sobre isso, quem sabe um dia a gente aloca e assisti juntos.

-Mas se você era esse Don Juan, então você era um perfeito hétero. Por que você se apaixonou por mim?

-Eu acho que a forma como eu tratava essas mulheres tinha a ver com a imagem que eu tinha da minha mãe, Shun. A mulher que eu mais amei nessa vida foi a minha mãe, e pouco tempo que fiquei com ela, ela me ensinou a ser um homem de caráter, que respeitasse qualquer ser humano, independente de sexo, credo ou raça. Eu tive uma grande mãe, essa é a verdade. E por causa dela, eu sempre tratei as mulheres como elas merecem ser tratadas. Com amor, respeito e proteção.

-Você é mesmo o homem que sua mãe se orgulharia. Estou emocionado. Porém, curioso para entender porque se apaixonou por mim.

-Bem... você tem traços um pouco femininos, Shun. Isso você nem ninguém podem negar.

-Só por que eu tenho traços femininos você se interessou por mim?

-São fatores que influenciaram. Você também é belo, e tem os olhos e o rosto mais lindo que eu já vi.

-Você fala isso porque está apaixonado, há outros mais belos que eu por aí.

-Eu não acho. Porém, você tinha o diferencial que me atraia ainda mais.

-O quê? Eu ter um pênis?

Hyoga riu.

-Você tinha as duas coisas. Esse rosto andrógino que você tem... a mistura do feminino e masculino que há em você... isso é muito exótico, sabia?

-Sério? E eu pensei que eu seria uma perfeita aberração.

-Não. Tem até uma pesquisa sobre isso. Mulheres com traços masculinos ou homens com traços femininos tem despertado atração em muita gente.

-Então foi por isso que você se apaixonou por mim?

-Eu me senti atraído por você por esses fatores, não nego. Mas eu  me apaixonei de verdade foi pelo Shun que existe aí dentro. Pela sua alma. Você é puro de coração e isso não tem beleza externa que compare.

Shun ficou sem graça com a sinceridade de Hyoga.

-Você nunca gostou de lutar, de ferir alguém, e quando era ferido, você era simplesmente um alvo fácil nas mãos do inimigo. Seu irmão e eu sempre estávamos ao seu lado para te socorrer, e isso também mexeu comigo. Era como cuidar de alguém que não se deixa corromper pela maldade desse mundo e só vê bondade. Esse seu jeito de anjo, de deus do amor de querer converter os corações maus em corações do bem... não há como não se apaixonar por alguém de uma alma tão bela quanto a sua, Shun. Não há como não se apaixonar por você por todos esses fatores que eu descrevi até agora. Chega a ser perfeito demais essas combinações.

Shun ficou admirado, maravilhado com as palavras de Hyoga.

-E se você descobrir que o sexo entre nós não é o que você espera? Afinal você nunca fez sexo com um homem.

-Com um homem não. Mas não há muita diferença entre o ânus de uma mulher e de um homem.

-Quer dizer que...

-Sim, eu já fiz sexo anal com algumas mulheres.

-E qual é a diferença das preliminares e do sexo?

-As preliminares tem o sexo que é o sexo oral, como eu já te expliquei. O sexo oral é a cereja do bolo. O sexo pênis-vagina ou sexo anal é o bolo. Entendeu?

-E a gente sente prazer no sexo anal?

Hyoga suspirou só de imagina o prazer que é.

-Você não tem ideia. É uma coisa de louco.

-E você deixaria eu fazer em você?

Hyoga fez uma cara desgostosa. Shun riu a beça. Parecia uma criança rindo enquanto assistia a um desenho animado.

-Eu não gostaria, mas se um dia você quiser experimentar só para fazê-lo feliz... eu posso pensar no assunto.

-Ah, então você só quer me fuder geral, né? (a pergunta de Shun soou bem provocativa)

-Sim, eu quero muito fuder você, Shun. (e Hyoga respondeu com a mesma provocação e um sorriso malicioso) Quer sentir a sensação? Eu juro! Eu prometo, não vou entrar em você.

Shun pensou, pensou e balançou a cabeça. Deixou seu marido mostrar a ele como seria o sexo anal e o prazer que sentiria.

Sem demora, Hyoga virou Shun e deitou seu corpo na cama. Abriu as pernas dele e encaixou em sua cintura. O loiro se curvou, de joelhos de se inclinou um pouco para aprisionar os pulsos de Shun novamente contra a cama. Era só uma demonstração. Ele então, de joelhos, sentou-se sobre as batatas da perna, e com as pernas apertas, ainda flexionadas, ele trouxe o quadril de Shun e segurou, posicionando e fazendo um vai e vem com o quadril de Shun, encostando o bumbum de Shun no quadril de Hyoga. O loiro pediu que ele ficasse com os braços soltos na cama, apenas sentindo ser penetrado com a simulação que Hyoga proporcionara. Depois ele diz que era bom ele sempre tocar em seu sexo, se masturbando enquanto era penetrado.

Depois ele virou Shun de costas e deitou por cima dele, pedindo para Shun empinar um pouco o quadril e Hyoga simulava um vai e vem do seu quadril, como se estivesse entrando e saindo dentro de Shun. Ele ainda puxava seus cabelos para trás levemente e chupava seu pescoço. Shun estava de quatro enquanto Hyoga só simulava a penetração. Depois ele vira Shun para deitar de vez e senta de joelho e encara o menor. Hyoga estava respirando rápido, seu sexo estava tão latejante que...

-O que você sentiu? (perguntou o loiro ofegante)

Shun mordeu os lábios com vergonha, e de olhos fechados, corado, respondeu aquilo que Hyoga já esperava e o deixou louco de vontade de colocar em prática.

-Eu sinto... uma louca vontade... de ser penetrado... por você...

O loiro delirou ao ouvir e pediu bis. Shun repetiu, ainda de olhos fechados. 

-Então agora você não tem mais dúvidas.

-Não... (respondeu Shun abrindo os olhos)

-Alguns casais fazem troca. Se você quiser experimentar eu não vou proibir. Eu só não tenho vontade, eu sou do tipo ativo, entende?

-E eu sou o que então, passivo?

-É!

-Sei... sou a ‘mulherzinha’ (Shun faz uma careta e Hyoga ri). Eu sou homem também, saiba disso!

-Você gostou das aulas?

Shun sorriu e se levantou. Voltou a se deitar com seu marido na cama.

-Essas aulas foram maravilhosas, Hyoga. Adorei masturbar você também. Nunca tinha feito isso, mas... adorei.

Hyoga lançou um sorriso satisfatório. Pelo menos teria uma boa noite de sono agora. 

-Você pode fazer sempre que estivermos nessa posição. É só você tirar pra fora e fazer o movimento. Com o tempo você vai aproximando dele, querer tocar, senti-lo, cheirá-lo, beijá-lo... chupá-lo...

-Muita calma nessa hora, meu amor.

-Quando você estiver preparado eu vou ser o seu Don Juan, e levarei você pra ver sua constelação de perto. (disse o loiro com malícia no olhar e nos lábios).

O menor sorriu e acariciou o peitoral de seu amado e os dois ficaram abraçadinhos e conversando um pouco mais sobre sexualidade até pegarem no sono. 

 

 

 


Notas Finais


Se gostaram, por favor comentem, tá? Digam o que você estão mais gostando da história. Faço com tanto carinho e eu queria muito saber a opinião de vocês ='(


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