História Operação cupido - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda
Tags Operação Cupido, Romance, Saint Seiya, Shun
Exibições 60
Palavras 3.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


'Minha casa, minha vida' não é paródia para sugerir o programa social da ex-presidanta Dilma, é porque eu não tive criatividade mesmo para criar um título dessa vez. E como o capítulo tá bem, tipo, caseiro, bem família, eu pensei nesse título capenga kkkkkkk... Podem me dar um zero, eu sei, eu mereço. Enquanto eu tiver dodói eu terei motivo de sobra pra continuar escrevendo, isso q importa, pq tá foda ficar de repouso e ficar olhando pro teto (minha mãe não sabe que tô na internet até agora quando eu deveria estar de repouso). Se ela descobrir, o próximo título da fic vai ser 'meu desastre, minha morte'. kkkk

Capítulo 21 - Minha casa, minha vida


Fanfic / Fanfiction Operação cupido - Capítulo 21 - Minha casa, minha vida

O celular de Shun recebe uma notificação. Ele estava deitado de bruços, embrulhado no edredom e estica o braço até à escrivaninha para pegar seu celular. Era uma mensagem de Seiya. Shun se levantou a contragosto. Seiya lhe faria uma visita. Estava feliz por rever o amigo, mas estava com muito sono. Ele e Hyoga foram dormir tarde.

Entrou no banheiro e só saiu dali quase uma hora depois. Voltou para o quarto com o roupão de banho e procurou no guarda-roupa uma roupa confortável. Vestiu o macacão que ele tanto gostava. Penteou os cabelos úmidos e percebeu que ainda estava com a cara inchada de sono. Passou aquele perfume amadeirado para o dia, com notas florais orientais.

Foi até o quarto de Andrômeda e não encontrou a bebê. Procurou por Hyoga na cozinha e na lavanderia não o encontrou. Ficou preocupado. Ouviu o barulho da chave da porta. Hyoga entrava com algumas sacolas e com Andrômeda no braço.

-Já acordou, meu bem? Bom dia! (respondeu o loiro que se aproximou, deu um selinho nos lábios do esposo e deixou Andrômeda no colo de Shun).

-Onde você foi?

-Até o mercado. (Hyoga mostrou as sacolas).

-Você está fazendo o almoço?

-Sim.

Shun se aproximou para ver o que Hyoga estava fazendo de gostoso e se sentiu estranho. Olhou para o loiro com um olhar estranho, como se estivesse passando mal. Hyoga achou estranho. Será que foi pelo cheiro da comida?

-Você está enjoado? O que foi Shun? Você está...

O loiro notou na hora quando Shun revirou os olhos. Hyoga foi rápido e pegou Andrômeda com um braço e outro aparou seu esposo que desmaio sem mais nem menos. Por pouco a bebê não se machucou, nem Shun.

Ouve-se a campanhia tocar e a porta estava semiaberta.

-Hyoga? Shun?... (era a voz de Seiya).

-Seiya?! Vem aqui na cozinha, por favor!

-Acho que cheguei na hora certa do rango e... o que aconteceu?

-Pega Andrômeda, eu vou levar o Shun para o quarto.

Hyoga levou Shun ainda desmaiado e o colocou na cama, porém, antes de deitá-lo viu que saia sangue de seu nariz. Ainda mais preocupado, ele chamou pelo amigo e quando Seiya apareceu no quarto notou algo estranho. Pela primeira vez ele sentiu o cosmo da bebê Andrômeda. Era um cosmo poderoso, quase parecido com o cosmo de um cavaleiro de ouro.

Hyoga também sentiu e de repente ouviu a voz de Shun, despertando e pedindo Andrômeda.

-Seiya... me dá minha bebê. Dá ela pra mim.

Shun parecia suplicar por Andrômeda. Assim que Andrômeda foi para os braços de Shun, Hyoga e Seiya se entreolharam sem entender o que tinha acontecido. E Shun olhou feio para os dois.

-Vocês não vão tirar ela de mim. Principalmente você, Hyoga!

O marido ficou atônito.

-Que isso? Ficou maluco Shun? Que diabos está dizendo?

-Sai daqui Hyoga! E você também Seiya!

-O quê? Quer merda você está dizen...

-Hyoga, Hyoga... vem cá. (chamou Seiya, puxando o braço do mais velho)... Vem, eu quero bater um papo com você na sala.

O loiro ficou revoltado. Mas saiu do quarto, contrariado. Voltou pra cozinha, foi terminar o almoço. Seiya puxou uma cadeira para sentar.

-Desculpa, Seiya, eu não sei o que deu nele. Mas isso não vai ficar assim.

-Vai com calma, Hyoga.

-Como ele pode dizer aquilo pra mim? Eu também sou pai dela, tenho tanto direito quanto ele. Como ele pode pensar que eu seria capaz de fazer aquilo? Eu não posso acreditar no que eu acabei de ouvir, não posso...

-Eu não sou bom nessas coisas de intuição, mas pela primeira vez algo me diz que Shun teve uma premonição.

Hyoga parou por um segundo para ouvir Seiya.

-O que você tem em mente?

-Que devemos consultar a Saori sobre isso.

-Ainda sim não apaga aquilo que o Shun disse.

-No primeiro momento eu acho que ele viu o inimigo e não você.

-O inimigo em mim? (a pergunta de Hyoga foi irônica).

-Como eu disse... acho que foi uma premonição, mas isso não quer dizer que é com você, mas alguém muito próximo ou alguém que desempenha a mesma função que você na vida dele. Quem são as únicas pessoas que cuidam do Shun ou que estão próximas a ele?

Hyoga pensou em si, em Atena e no irmão de Shun. Além da participação indireta de Seiya e Shiryu.

-Eu creio que não é bom você afastar sua filha de Shun.

-O que está insinuando, Seiya? Que eu seria capaz de tirar Andrômeda do Shun?! É isso?!!

-Calma, fique calmo, eu não disse isso.

-Pois saiba que ela é minha filha também! Merda!!

Seiya suspirou. Hyoga não estava entendendo. Estava com raiva e a raiva não deixava ele ficar calmo para ouvir o que ele tinha pra dizer.

-Ô russo duma figa... quer ficar calmo?

O loiro olhou sério para Seiya.

-Você deixou Shun sozinho. Você se lembra do que a Saori disse?

Andrômeda será a segurança do Shun enquanto nenhum de nós estivermos por perto. A mesma segurança ela terá nos braços de Shun porque ela é a própria reencarnação da constelação de Shun. É como se você, Hyoga, tivesse a oportunidade de tocar a sua constelação frente a frente, ao vivo e a cores. A constelação de Shun é Andrômeda. Ela carrega a responsabilidade de proteger o cavaleiro Shun. E ela se tornará novamente a princesa Andrômeda, nascida de deuses e protetora daquele que merecer a armadura de Andrômeda por séculos e séculos.

Depois que Hyoga recobrou o que Saori disse, ele ficou mais calmo.

-Tudo bem, eu entendi essa. Eu errei em ter levado Andrômeda comigo, mas o Shun não tem o direito de falar daquele jeito comigo. Eu sou o pai dela, eu não sou nenhum estranho.

-Hyoga?

O loiro e moreno olham para Shun que interrompe a conversa.

-Posso falar com você um minutinho?

O loiro leva a mão na nuca, olha pra Seiya, depois pra Shun.

-Tudo bem.

Shun se aproxima e deixa Andrômeda com ele. Seiya aproveita para dar uma de chef. Coloca Andrômeda na cadeirinha de bebê e coloca o avental nele mesmo. Vê o que Hyoga estava fazendo de bom.

No quarto do casal. Hyoga senta na cama e Shun se ajoelha, apoiando os braços no colo de Hyoga.

-Meu amor, me perdoa? Eu não disse aquilo pensando em você. Eu confio a minha vida e a vida de Andrômeda a você.

-Será que confia mesmo?

-Hyoga... por favor... eu não sei o que deu em mim... A única coisa que eu senti na hora era que você queria me tirar a Andrômeda. Mas não era você... era como se fosse outra pessoa. Você jamais faria isso porque você também é o pai dela e a ama tanto quanto eu.

O loiro se resignou. Deslizou suas mãos nos braços do amado que estavam sobre seu colo. O queixo de Shun repousa no joelho esquerdo de Hyoga, ele estava praticamente sentado no chão. 

-O Seiya disse que você teve uma premonição.

-Quer dizer... que isso pode acontecer no futuro?

Hyoga não soube responder e Shun se desesperou.

-Isso não pode, Hyoga, não pode...

-Calma, não chore, vem aqui, vem aqui.

Ele abraçou o menor e deitou com ele na cama. Ficou assim até Shun parar de soluçar e se acalmar.

-Por que tudo isso está acontecendo com a gente?

-Tudo o quê? (perguntou Hyoga limpando as lágrimas de seu rosto) Olhe a nossa volta e veja quantas coisas boas têm acontecido para nós, Shun. Não sejamos tão ingratos. Olha o que ganhamos até agora e tem nos feito felizes?

Shun parou de chorar e pensou que Hyoga tinha razão.

-Construímos um lar, meu amor. Temos uma filha que nunca pensamos que poderíamos ter. Somos uma família agora. E a nossa filha é a reencarnação da constelação que lhe protege. Ela será sua pupila e você será seu mestre. Você ensinará ela a ser uma guerreira de Atena. O que mais poderíamos ganhar para sermos felizes?

Shun sorriu e concordou com o marido.

-É verdade. Eu estou sendo ingrato. Minha hora de sofrer como um deus do inferno ainda não chegou. Tenho que aproveitar o que a vida tem me dado muito até agora.

-Por favor, não repita isso nunca mais.

-O quê?

-Eu não sou um deus, eu não nasci para ser digno de um deus como você nasceu, eu sou apenas um mero mortal, mas eu não permitirei que tirem meu Shun de mim. Enquanto alma eu tiver eu não permitirei que façam do meu anjo um demônio. Eu não permitirei isso. Acredite em mim.

Shun sorriu docemente e puxou Hyoga para um beijo. Um beijo que dobrou, triplicou... foram vários beijos um seguido do outro.

-Eu te amo para toda a minha vida. (disse o mais novo e Hyoga voltou a beijá-lo).

-Que tal depois do almoço você me levar até a mansão para eu resolver aquele assunto íntimo? Quero ter aquela conversa com a Saori o quanto antes, sabe por quê?

-Por quê?

-Porque eu quero fazer o meu marido o homem mais feliz desse mundo. Tão feliz como ele tem me feito feliz.

Hyoga se derrete com o elogio de Shun. Os dois se levantam e caminham abraçados, Hyoga por trás e Shun na frente, até a cozinha.

O casal se aproxima e ficam parados na porta, abraçados e olhando Seiya brincar com Andrômeda. Ele faz caretas enquanto segurava uma colher de pau. Ele pula imitando um cachorrinho de rua, com a língua pra fora. Andrômeda ria que só e joga trigo na cara do Seiya. Seiya ouve alguém gargalhar atrás de si, e quando se vira, vê Hyoga e Shun abraçados como um casal que acabou de se reconciliar. Ele fica sério e volta para o fogão.  

-Continua, Seiya. Você está muito fofo! (disse Shun que ria sem parar).

-Sabe, meu amor, acho que a gente tem que contratar o Seiya para animar as festas de aniversário da Andrômeda. Ele ainda pode vestir aquelas fantasias de palhaço de circo.

-Ah, não Hyoga, eu tenho medo de palhaço. Mas eu o contrataria para ser nossa baba. Embora Andrômeda não precise de babá já que eu não sou mais um cavaleiro, né? Pelo menos até segunda ordem...

-He-he-he! Engraçadinho vocês né? (Seiya faz careta).

Shun olha para a pia e para o fogão. Sabia que havia algo errado ali na sua cozinha. Respirou fundo. Pediu gentilmente antes de se irritar.

-Amor... pega Andrômeda e vai pra sala com Seiya, eu quero ver que gororoba vocês fizeram.

Hyoga engoliu em seco. Pegou a filha nos braços e vazou dali rapidinho com Seiya, que largou o avental pra trás e seguiu o amigo. Shun se aproximou da pia, do fogão... e... trincou os dentes.

-Ai que vontade de fazer assado de cisne e picadinho de pégasus... destruíram a minha cozinha!!! Será que esses dois não conseguem ser mais organizados?! (disse Shun que colocou o avental para limpar a cagada dos dois).

Mas Shun teve que admitir que a comida que fizeram até que estava gostosa. Não melhor que a dele, mas estava mesmo muito saborosa.

Limpou a pia, as panelas sujas, limpou o fogão, colocou um pano limpo sobre a mesa e organizou os pratos, talheres, copo e a cesta de frutas. Colocou tigelas com a comida, tirou o avental e chamou os dois bagunceiros e a nova maria-bagunça (Andrômeda) para comer. 

-Vamos almoçar!

Hyoga colocou a filha ao seu lado na cadeirinha. Seiya admirou-se com a limpeza e organização de Shun.

-Que isso, hein Hyoga. Ele colocou a gente no chinelo.

-Virginiano, meu filho. Só eu sei o gênio que isso aí tem... Aí!!

-Come quieto! Ou vai levar outro pedala Robinho. (disse o sargento Shun)

-Nossa, que violência... (Seiya comentou baixinho e rindo).

-O mesmo vale pra você, Seiya. (disse Shun)

-Sim senhor!

Depois da bagunça que fizeram na cozinha, não tinha a chance de se quer abrir a boca. Shun bate um suco de maracujá e serve um copo para o marido e o amigo. Ele pega a papinha de neném no armário e senta ao lado de Andrômeda.

-Meu bem, vai comer, pode deixar que eu...

-Não, continua comendo, eu vou dar a papinha dela. A comida está ótima, parabéns aos dois, mas se por acaso alguém morrer primeiro, este não será eu. (Shun disse com um sorriso singelo enquanto alimentava Andrômeda).

Hyoga olhou indignado para o esposo e Seiya gargalhou.

-É, né safado? O pirão de peixe foi você quem fez, então isso vale pra você também. (disse Hyoga pra Seiya).

-Quem tal irmos ao cinema hoje? (perguntou Seiya)

-Depois do almoço? Não dá, eu tenho um encontro marcado com a minha cama.

Shun dá aquela olhada pra Hyoga... (¬¬)

-Tem certeza do seu encontro marcado, Hyoga?

-Hum? (comendo)... Ah, é! Vamos à mansão. Temos uma pequena reunião com Saori.

-Saori? Mas a Saori viajou.

-O quê?! (Shun ficou indignado).

-Pois é, ela viajou hoje de manhã.

-Pra onde ela foi? (perguntou Hyoga).

-Para o Santuário. Pegadinha do malandro, hahahahaha... ^_^

-Ai, Seiya, que palhaçada!

Hyoga ri de canto, mas leva outro pedala Robinho na cabeça, desta vez mais forte.

-Aí, Shun!

-Não era pra rir de mim. Quer rir de mim apanha. Hunf!

-Mas ninguém tá rindo de você, meu amor.

-Tá sim! (fez bico e olhou feio do marido para o amigo)

-Eu estou rindo do Seiya... Agora cala a boca, Seiya, vamos comer em paz. (disse Hyoga que deu um pisão no pé do Seiya).

-Filho da...

-Ei! Palavrão na frente da Andrômeda não. (disse Shun, olhando de Seiya para seu marido). Vocês estão muito crianções hoje. Vou levar a bebê pra dormir.

-Você não vai almoçar, Shun?

-Não, estou sem fome. Depois eu como alguma coisa.

Hyoga e Seiya se levantaram, encarando um ao outro. Depois trocaram farpas. O loiro envolveu o braço no pescoço de Seiya, na tentativa de aplicar-lhe um mata-leão e Seiya tentando levantar as pernas do loiro para então derrubá-lo.

-Hyoga! (Shun voltou para preparar a mamadeira de Andrômeda, viu a cena ridícula dos dois brincando de cavaleiros e repreendeu o marido e Seiya). Dá pra vocês brincarem fora da minha cozinha? Aliás, aproveitem e arrumem o resto da bagunça.

-Ei parceiro. Como é ser casado com um virginiano?

 -Nem me fala. É deliciosamente... violento!

Os dois caem na gargalhada. Após organizarem a cozinha, Seiya se joga no sofá da sala para jogar vídeo-game com Hyoga. Seiya havia trazido um X-box e alguns DVD’s. O loiro foi preparar um prato de comida bem organizado, como Shun gostava. Ele tinha mais sangue japonês, e por isso se alimentava com pratos tipicamente oriental, separadamente. Porém, desde que vivem na Grécia eles comem habitualmente com talheres. Shun comia em um prato de comida comum, porém, detestava ver a comida fora do lugar. A comida tinha que ser minimamente organizada no prato. Nenhum grãozinho de arroz fora do lugar ou Shun já perdia o interesse.

-Meu amor, trouxe um prato de comida pra você porque você precisa comer. E não adianta vim dizer que já curou da anemia, ordens médicas durante um mês.

-Não precisa me lembrar, eu sei.

-Ah, preciso sim. Vamos!  Obedeça a seu marido!

Shun fez uma careta. Ele estava sentado na cadeira de balanço no quarto de Andrômeda e balançava a cadeira com ela dormindo em seu colo.

-Vamos, meu amor, vamos dormir um pouco antes que papai Hyoga fique violento. Depois papai Shun vem pegar você de novo.

Shun mal se aproxima de Hyoga e este agarra-o pela cintura, prendendo-o contra seu corpo.

-Eu posso ficar muito violento se você não comer.

Shun sorriu e tomou o prato das mãos do amado.

-Bom menino. (disse Hyoga que tocou na bunda do menor, cheirou seu cangote, chupou seu pescoço).

-Você vai deixar eu comer em paz ou não?

Hyoga sussurra no ouvido dele.

-Enquanto você come, deixa eu comer você?

Shun empurra Hyoga com uma das mãos livre.

-Seu sádico!

Hyoga gargalha alto.

-Shiiiiii!! Não acorda ela. Vamos, saia.

Os dois saem e Shun encosta a porta do quarto de Andrômeda. Ele pede para Hyoga pegar o babycall – o radinho comunicador de bebê – que estava no quarto do casal. Shun se aproxima do sofá e senta do lado de Seiya, com as duas pernas em forma de borboleta.

-O que é isso? Vocês vão jogar vídeo-game? (disse comendo).

-Pois é, cadê o Hyoga?

Mal o moreno perguntou e Hyoga já se sentou no sofá ao lado do esposo. Ele coloca o radinho em cima da mesinha da sala e pega o controle.

-Que jogo é esse? (perguntou Shun)

-Mortal Kombat X. (respondeu Seiya)

Hyoga escolhe sempre o mesmo personagem.

-Porra, você só escolhe o sub-zero, Hyoga. Fala sério.

-O que eu posso fazer? Ele é foda em controlar o gelo.

-Assim como o meu marido. (disse Shun e olhou para Hyoga).

O loiro segurou o queixo de Shun e deu um selinho rápido próximo à sua boca, enquanto ele mastigava.

-Ai, vai começar a melação... (reclamou Seiya).

-Seiya, você está precisando casar, meu amigo, só então saberá como é bom.

Agora foi a vez do loiro. Shun olha pra ele dá um beijo demorado em sua bochecha.

-Ah, não, gente, agarração na minha frente não dá, né?

-Tá, vamos jogar e para de chorar, que o Sub-zero vai arrebentar você, Jason, hehehe..

-Ah, quero só ver!!

Shun se levanta e vai até a cozinha. Ele volta com dois pratinhos com pedaços de bolo de morango que ele fez no dia anterior. Dá um pratinho ao Seiya...

-Obaaa! Valeu, Shun.

E outro fica para ele e o amado. Shun pede espaço aos dois para deitar no sofá. Ele deita com a cabeça no colo de Hyoga. O primeiro pedaço, ou melhor, a primeira colherada de bolo vai para o amor da vida de Shun. Ele eleva a colher até a boca de Hyoga, que sorri e toca no rosto dele em agradecimento.

-Miserável! Morri!

-Hahaha... come seu bolo enquanto eu derroto você. (disse Hyoga que derrota Seiya facilmente no primeiro e segundo round).

-Caramba, Seiya, o Sub-zero acabou com você. (disse Shun)

-Esse Jason é um fracote. Eu vou escolher outro personagem e vai ser uma pena enviar o Sub-zero para o inferno de Hades e... er...

Seiya se arrependeu do que disse. Falou sem querer. Hyoga olhava para ele com reprovação. Shun se levantou do colo do marido e se levantou para levar os dois pratinhos vazios até a pia da cozinha.

-Shun... foi sem querer... eu não quis dizer isso... eu...

-Tudo bem, Seiya. (o mais novo se retirou cabisbaixo).

-Tsc... ô Seiya... da próxima vez se mantenha calado antes de dizer merda.

-Desculpa, Hyoga. Foi mal mesmo.

Shun se aproximou de Hyoga e Seiya, sentando de frente para eles com o rostinho muito entristecido.

-Shun... ô amigo, me desculpe... eu falei sem querer, eu juro.. (disse Seiya).

Shun começou a chorar e Hyoga se levantou para consolá-lo.

-Fique longe de mim Hyoga. (Shun o empurrou de leve, escondendo o rosto com uma das mãos, que fingia chorar).

-Shun, não faz isso, vem cá, esquece o que o Seiya falou e...

-É pegadinha do malandro, hehehe... XD

A cara de Hyoga e Seiya, sem acreditar que caíram na pegadinha do Shun.

-Ahhhh moleque!

Hyoga agarrou Shun e caiu com ele no sofá e Seiya se debruçou sobre os dois utilizando almofadas e tudo. Shun não parava de rir. Deixou os dois com cara de taxo.

Continuaram jogando a tarde toda. Ora saia um xingamento sem querer, ora Seiya provocava Shun. Ora Shun provocava Hyoga. Ora Hyoga provocava Ikki, que não estava ali pra se defender... Aquela tarde foi mais do que prazerosa. E pelas últimas palavras de Shun, mais tardes como aquelas deveriam acontecer porque ele não permitiria que Hades estragasse sua felicidade, a felicidade de sua família e de seus verdadeiros amigos. 


Notas Finais


Shun teve um premonição do que vai acontecer com Andrômeda (será que vai mesmo?). O que posso dizer é que Shun está tendo uma vida, como Hyoga falou, cheio de coisas boas que ele ganhou. E que Shun tem que aproveitar toda essa felicidade porque ele vai sofrer muito quando Hades resolver aparecer. Eu gostaria de saber a opinião dos leitores e vou deixar em aberto essa decisão. Quero saber se os leitores querem um lemon agora ou depois? O lemmon depois demoraria muito. O problema é que como são vários capítulos ainda a escrever, antes de Hades, eu não consigo adiar a relação sexual de Hyoga e Shun. Eu quero saber a opinião dos leitores, mas por favor, leitores, entendam que, independente da opinião de vocês eu não decidirei se vou ou não fazer o lemmon. Porém, é importante pra mim saber se vocês querem. Se a maioria quer (a maioria que lê, acompanha e comenta a fic), então eu vou pensar com carinho e tentar fazer o lemon antes de Hades. Vou ver se consigo, mas avisarei vocês da minha decisão no próximo capítulo, ok? Por favor, quero saber a opinião de vocês. Deixem seus comentários.


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