História Operação cupido - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda
Tags Operação Cupido, Romance, Saint Seiya, Shun
Exibições 57
Palavras 3.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


'Atração fatal' é o título meio nada a ver né? Não, tem tudo a ver! Hyoga quase coloca a vida e alma de Shun em risco. Como assim?... Leiam! E por favor comentem.

Capítulo 23 - Atração fatal


Fanfic / Fanfiction Operação cupido - Capítulo 23 - Atração fatal

-Cadê o papai da nenéeeeem? Cadê, cadêeee?

-Taquiiiii...

-Então cadê a neném do papai, cadê, cadêeee?

-Toquiiiii

-Hahahahaha... ah, meu amor... minha bonequinha... eu te amo tanto...

-Tadi o papa ‘Shu’?

-Papai ‘Shu’? Papai ‘Shu’ tá dormindo. Vamos lá acordar ele? Vamos? (Hyoga pegou Andy no colo)

-Papa?

-Sim, meu amor?

-Mi... totô...

-Hum? (Hyoga sentiu cheiro de cocô na fralda da Andy) Andy fez totôoooo??

Andy balançou com a cabeça e as mãozinhas na boca, escondendo o sorriso sapeca. Hyoga coloca Andy em cima do trocador de fraldas, que ficava em cima da escrivaninha de bebê. Ele tira sua fralda, segura a fralda na frente da bebê e faz uma careta para Andy, como quem, tava cheiro ruim.

-Hummmf...

Andy ri da careta do papai e solta um pum. Hyoga se debruça ao lado de Andy e finge que morre.

Andy ri mais ainda.

-Essa menina quer matar o papai...grrrrr... (dizia Hyoga enquanto suas mãos seguravam a cinturinha de Andy e sua boca brincava com a barriguinha dela, fazendo barulho).

Andy ria muito e puxava o cabelo do papaizão.

-Socorro, papai Shuuuu!  (brinca Hyoga ao ter as mãos de Andy puxando seus cabelos enquanto ele continuava brincando com a barriguinha e fazendo cócegas em todo o corpinho da Andy, até ela desistir de puxar os fios loiros do paizão).

Hyoga abre a gaveta da escrivaninha e pega a toalha úmida de bebê na gaveta. Lembrou-se como Shun fazia. Levantou as perninhas dela e limpou o bumbum.  Nessas horas sentiu como o esposinho fazia falta. Mas até que ele estava fazendo direito, notou. Jogou as toalhinhas úmidas no lixinho ao lado da escrivaninha. Pegou uma fralda limpa, abriu com as mãos, ergueu as perninhas da Andy e pronto. Conseguiu pela primeira vez colocar a fralda em sua bebê. Aproveitou para trocar seu pijama e colocar um pijaminha limpo. Colocou a neném pra se sentar, penteou seus cabelos e pegou um brinquedinho pra ela segurar. Pegou-a nos braços.

-Vamos acordar o papai Shu? Vamos?

-Pepeta...! Pepeta...!

Ela pedia a chupeta. Hyoga voltou ao quarto da neném e pegou a chupeta que estava amarrada à fralda. Entrou no quarto de casal sem fazer barulho. Shun estava dormindo de bruços coberto até a cintura pelo edredon. Vez em quando ele vestia o pijama de mangas longas e calças, porque, dizia ele que ficava com muito frio durante a madrugada com o ar condicionado que o marido colocava no zero. Hyoga só conseguia dormir quando o clima estava bem geladinho, mas com seu corpo abraçado ao esposo, raramente Shun reclamava de frio; só quando não dormiam abraçados.

Shun sempre dormia abraçado ao amado e deitado com a cabeça no peito dele. Quando Hyoga não estava na cama, Shun se remexia tanto até encontrar a melhor posição, e sempre que isso acontecia, ele acabava esparramado no meio da cama. Hyoga colocou Andy ao lado dele e deitou ao lado de Andy. Mas a garotinha era esperta e danada, e fez aquilo que gostava de fazer com o papai Shu. Subiu em suas costas e ficou brincando de cavalinho. Shu sentiu o peso leve brincar em cima de suas costas. Ele sorriu ainda com os olhos fechados.

Ele abriu os olhos e viu o rosto do marido sorrindo para o que ela fazia. Hyoga estava deitado e sua mão apoiava a cabeça e o cotovelo sobre a cama.

-Papa Shuuu.. atodee.. atode papa..

-Andy, fala assim: ‘papai Shun, tá na hora do meu café da manhã’. (disse Hyoga)

-Papa Shuuu.. ta ora ti fe manhã...

Shun não resistiu e virou de frente para Andy, apertando sua bebê nos braços.

-É muita fofura só, muita, muita, muita!

Andy acabou ficando no espaço que havia entre Shun e Hyoga.

-Amor, você trocou a fralda dela? Eu não estou sentindo cheiro de cocô.

-Limpei o bumbum, troquei a fralda, troquei a roupa, penteei o cabelo e só falta o mamá dela.

Shun deslizou a mão no rosto do amado.

-Ai, meu amor, você é um fofo. Já estava na hora, né?

Hyoga sorriu e pegou a mão de Shun, beijando-a.

-Eu não sou melhor que você nisso.

-O importante é você aprender a fazer quando eu não puder.

O mais novo continuou brincando com Andy e Hyoga se colocou por cima dos dois e beijou a filha em toda parte do rosto e deu vários selinhos no esposo. Depois se levantou. Shun observou ele arrumar uma valise pequena de roupas. Abriu o armário e escolheu algumas camisetas, bermudas, e cuecas. Pegou sua bota coturno marrom e a jaqueta de couro preta. Colocou num canto junto com sua valise. Entrou na suíte para tomar um banho.

Shun se levantou e foi preparar o mama da Andy. Fez uma vitamina sabor banana batida ao leite e deu para Andy. Ficou com ela no colo enquanto mamava. Ela mesmo segurava a mamadeira. Voltou para o quarto e ficou na porta do banheiro segurando Andy.

-Amor?

-Hum?

Hyoga estava tomando banho. Shun ficou admirando seu corpo borrado pelo vidro embaçado do boxe. Desejou entrar e tomar banho com ele, mas Andy ainda mamava.

-A que horas vocês viajam?

-Não sei. Mas eu tenho que estar na mansão às 10h.

Shun ficou sentido. Seu marido viajaria antes do natal. Faltava apenas dois dias para o natal e passar o natal sem ele... sem sua família... sem seu irmão... Se esforçou para esconder do marido o rosto entristecido. Desde a conversa que teve com Saori no dia anterior e agora, a viagem repentina que o marido faria... Logo na véspera de natal.

Hyoga compreendia a festa natalina bem mais do que os demais porque sua mãe era cristã e ele conheceu pouco da religião de sua mãe que faleceu cedo demais. Os demais cavaleiros também valorizavam muito essa data do natal, e mesmo conhecendo quase nada da religião cristã, eles valorizavam a união da família e dos amigos.

-Papa?... Telo bincá.

Shun levou Andy para a sala e colocou-a no cercadinho de bebê. O cercadinho que antes ficava no quarto dela agora ficava na sala. Ela se sentou de pernas abertas e ficou em segurança, brincando com seus brinquedos. Shun voltou para o quarto, foi até o banheiro e para seu azar, Hyoga já tinha saído do banho. Ele já vestia a calça jeans, porém, estava de frente para o espelho.

-Você vai fazer a barba?

-Vou. Por quê?

Shun entrou no banheiro, ainda de pijama. Empurrou Hyoga de leve para se afastar da frente do espelho. O bom é que a pia era grande e plana. Deu um pulo e sentou em cima da pia, com as pernas abertas. Ele pegou a espuma de barbear. Hyoga se aproximou do corpo do menor e Shun passou a espuma no rosto dele. O loiro mantinha um sorriso surpreso e adorável no rosto.

-Quer perguntar alguma coisa, amor? (disse Shun)

-Não. Eu estou adorando você fazer isso.

-Não precisa fazer essa cara de surpresa. Eu gosto de cuidar do meu mozão assim como cuido da Andy, só isso. 

Hyoga sorria.

-Não mexe. Fica quieto pra eu não cortar você por acidente.

Hyoga apoiava as mãos de cada lado na pia enquanto Shun passava o prestobarba gilete no rosto do marido e limpava na pia.

-Eu já tenho 19 anos e até hoje não cresceu minha barba. Não vejo a hora dela crescer.

-Você quer ficar barbudo?

-Ah, eu queria experimentar como é ter barba. O Ikki falou que em alguns homens começa a crescer uma barba respeitável somente aos 20 anos, outros mais cedo e alguns passam a vida sem ter uma barba propriamente dita, alguns por efeito da testosterona, outros por genética mesmo.

-Que bom. Pois eu prefiro você assim, com rostinho liso sem pelos.

-E se crescer, você vai me deixar?

-Eu farei sua barba.

Hyoga sorri. Shun limpa o rosto do marido com um pouco de água e passa um hidratante pós-barba.

-Pronto?

-Prontinho! Meu marido está lindo de morrer... como sempre. (disse Shun que sorriu, tocando no rosto do amado). Vou tirar esse pijama que já estou com calor.

Hyoga desceu Shun e deu um tapa na bunda dele. Shun abriu um sorriso surpreso e desfilou até o guarda-roupa, fazendo charme para o marido. Parou de frente ao guarda-roupa e jogou os cabelos para o lado, deixando aquela pele branca de seu pescoço delgado bem à mostra. O loiro foi se aproximando com aquele olhar felino selvagem enquanto Shun, inocentemente procurava uma roupa caseira pra vestir. Sentiu o corpo maior se aproximar por trás e colar no seu corpo. Hyoga abraçou Shun por trás e beijou a curva do pescoço de Shun; mordeu sua orelha; deu a volta com o braço pelo pescoço de Shun e segurou com a palma da mão seu rosto. Shun deitou a cabeça no ombro do amado, virou um pouco para ser beijado por ele.

Aquele beijo quase que de lado, com os corpos colados, Shun sentiu a ereção do sexo de Hyoga na sua bunda. O loiro ergueu Shun nos braços e o beijou intensamente. Shun bagunçava os cabelos do seu marido com as mãos, beijando-lhe com sede de paixão. Hyoga caminhou ainda com ele suspenso, sugando seus beijos, e só então o deitou na cama, mas nem por um segundo ele parou os beijos frenéticos. Se posicionou por cima dele e só então parou o beijo, se levantou um pouco e tirou lentamente o pijama de Shun, que ficou completamente nu.

Hyoga mirou o corpo magro e o rosto de Shun. Seus olhos brilhavam e o peito de Shun manifestava a respiração descompassada. O loiro deitou em cima dele para chupar seu pescoço, a curva do seu maxilar e queixo, enquanto uma mão tocava firme sua cintura. Shun jogou a cabeça para trás gemendo alto e gostoso. Seu peito subiu quando ele arqueou as costas enquanto delirava com a boca de Hyoga em seu pescoço e as mãos passeando de forma possessiva ora por sua cintura, ora por suas costas.

Shun levou as mãos nos cabelos de Hyoga que intensificou a chupada por todo seu pescoço e fez o garoto gemer ainda mais, além de abrir as pernas e cruzar na cintura do loiro. Shun deu-lhe permissão para, finalmente, ser penetrado. Aquilo deixou o amado completamente descontrolado. Ele ergueu um pouco seu quadril para com uma das mãos desabotoar o botão de sua calça e descer o seu zíper. Não pensou duas vezes em usar algum tipo de lubrificante ou proteção – camisinha – até porque, era a primeira vez de Shun e já há tempo que Hyoga não se relacionava sexualmente com alguém.

Cuspiu na mão e passou no ânus de Shun que gemeu ainda mais. Pensou em entrar com um dedo antes de penetrar o amado, mas seu tesão era tão forte, sua vontade de ter seu sexo entrando dentro de Shun era tão necessária, tão exigente que deixou os dedos de lado, ergueu o tronco, sentou em cimas das batatas das pernas e puxou as pernas de Shun pelas dobras dos joelhos, posicionando suas pernas por cima das coxas de Hyoga.

O mais velho tirou o pênis pra fora da cueca boxe, masturbou-se por alguns segundos antes de entrar, admirando seu amado, vendo aqueles cílios bem desenhados, de olhos fechados, com os braços moles, repousados ao lado de sua cabeça, chamando pelo seu nome enquanto gemia e mordia os lábios. Visão mais perfeita que aquela não tinha. Mas de repente... ele se assustou... uma... duas... três vezes...

Hyoga viu por três vezes uma visão relâmpago. O corpo nu de Shun encolhido, machucado, com cortes, manchas roxas e manchas de sangue por todo o corpo. Ele parecia ter sido brutalmente espancado, violentado, e parecia estar quase morto, ou morto.

-Eu não posso...! E-eu não posso...!

-Hyoga, por favor, não... eu estou pronto pra você... eu quero você...

-Não...

-Hyoga, por favor, meu amor. Eu estou aqui para ser seu. Todo teu.

-Não Shun... Não... Não..!

Shun segurou no braço do amado que resistia ao seu toque e sentiu que o loiro ficou nervoso com alguma coisa. É claro que ele queria fazer amor com Shun antes de partir. Mas por outro lado... ele temeu pela vida do seu amado... será que ele teve uma premonição?... Pensou Shun. Será isso que Hades faria com Shun se por acaso Hyoga roubasse sua inocência? Pensou Hyoga.

Não... ele não podia acreditar na maldade que aquele ser diabólico faria.

-Hyoga, me faz seu agora. O que está esperando? Não é isso que você queria? Se está preocupado com o que a Saori disse a respeito de...

-Não, Shun... NÃO!!! (Hyoga se levantou se forma abrupta assustando o mais jovem, entrou no banheiro e trancou-se).

-Hyoga? Hyoga, abre essa porta?! Por que você está me tratando assim?

-Vai embora, Shun! Eu preciso de um tempo, por favor.

O mais novo se afastou da porta do banheiro, sentou na cama desolado. Ouviu o choro de Andy vindo da sala. Ele se levantou, vestiu seu pijama e foi ver a Andy. Hyoga chorava muito desconsolado, sentado no piso frio do banheiro. Não queria acreditar. Não queria aceitar. Seus cotovelos apoiados no joelho, as pernas abertas e suas mãos espalmadas em sua cabeça. Seu choro foi de desespero, preocupação, angústia e ódio; muito ódio. Ele queria matar Hades com as próprias mãos depois de ver a visão de Shun daquele jeito... seu Shun...seu protegido...  seu amado...  amor de sua vida...

Agora ele compreende tudo. Ele ama Shun com tamanha força que não pode se quer tocá-lo, amá-lo, pois, se o faria, se o tiver em seus braços, se tirar sua inocência...

-Não... não... (Hyoga chorava que seu corpo tremia de ódio).

Shun não tinha mais o cosmo para poder usá-lo por causa de sua filha Andy e por ele ter sido desligado como cavaleiro. Porém, da sala ele pode sentir a aflição de Hyoga. Queria muito ir até lá e tentar entender o que estava acontecendo, mas o marido pediu que ele o deixasse em paz. Ele queria ficar sozinho por algum tempo. Shun ficou com Andy e só depois de quase uma hora, Hyoga se aproximou.

Shun estava sentado no tapete macio da sala brincando com Andy. Ele viu quando Hyoga pousou a valise no chão. Ele estava usando sua bota coturno, sua calça jeans, sua jaqueta de couro preta. Estava lindo e pronto para partir. Mas seu rosto estava abatido. Ele tentou esconder e disfarçar, fazendo a pose de durão de sempre, com aquele jeito frio que era característica de sua personalidade.

Shun se levantou e foi até ele.

-Você já vai?

-Eu preciso ir.

Shun sentiu um aperto no peito, uma vontade de chorar ao ter de se despedir do marido. Ele partiria sem Shun saber o que havia acontecido entre eles. O mais novo desconfiou que tinha a ver com a conversa que tiveram na cabana, quando o mais jovem disse que levantaria a fúria de Hades se ele se unisse a Hyoga; mas nada disso aconteceria se ele não se unisse a Hyoga, pois sua pureza e sua inocência era o que mais interessava a Hades, assim como sua alma e seu corpo.

Shun se segurou para não desabar em lágrimas, elevou os braços no pescoço do marido e o abraçou. Hyoga afundou seu rosto no pescoço de Shun, levando na memória o cheiro do seu amado, o cheiro suave de seus cabelos. Espalmou a mão na lateral de seu rosto e beijou o canto de sua boca. Curvou-se, pegou a valisa e sua armadura e caminhou até a porta. Abriu e passou para o outro lado. Virou-se e deu a última olhada para Shun; este que se escorava na porta.

-Eu te amo. Não se preocupe, você e Andrômeda estarão seguros.

Shun apenas sorriu. Viu seu amado descer as escadas e sumir de suas vistas. Ele fechou a porta, voltou-se para Andrômeda e a colocou de volta no cercadinho, colocou mais brinquedos para entreter ela. Fez o mamá e deu a ela. Normalmente ele acompanhava o mamá dela, mas desta vez ele precisava voltar para o quarto. Precisava fazer aquilo, pois seu peito já doía, sua garganta doía de tanto segurar aquele sentimento dentro de si. Fechou a porta para que Andrômeda não ouvisse, deitou em sua cama, se encolheu tanto que sua voz gemia seu choro. Foi tão dolorido que, mesmo que chorando baixinho, sua voz saia angustiada e gemendo.

Cerca de oito minutos, Hyoga entra no quarto e vê seu esposo encolhido e gemendo de tristeza daquele jeito. Ele engatinhou na cama, deitou do seu lado. Shun só fez virar devagar escondendo a cabeça na curva do pescoço do amado.

-Perdão... eu não poderia ir embora sem antes lhe pedir perdão.

Shun enxugou as lágrimas de dor e olhou para ele.

-Você não tem que me pedir isso. Não há nada de mal que você tem feito a mim que eu tenha que perdoá-lo.

-Eu não pude. Eu não pude tocá-lo.

-Você teve motivos, não foi? Você teve uma premonição, foi isso?

Hyoga demorou em confirmar. Mas o fez.

-Eu não quero falar sobre isso. Eu o amo bem mais do que isso, por isso, o que importa para mim é a sua segurança. Enquanto você e Andy estiverem seguros, eu não posso querer mais nada para mim, pois eu tenho vocês dois. É isso que importa agora.

A voz de Hyoga saiu decidida. Pelo menos a partir daquele momento ele decidiu assim. Ele entendeu o que poderia acontecer com o futuro de Shun na pele de Hades e ele jamais admitiria aquilo. Faria o sacrifício que for para que Shun jamais fosse tocado por Hades de forma brutal e animalesca. Enfrentaria com cada gota do seu sangue todos os deuses ser preciso for para impedir que Hades faça aquela monstruosidade.

-Por que você voltou?

-Já disse. Para lhe pedir perdão.

-Eu posso ver nos teus olhos que há algo que te deixou angustiado e que não vai me dizer o que aconteceu, não é?

Hyoga sorriu.

-Em outro momento, a gente conversa. Agora tenho que ir.

O mais velho ia se levantar, mas Shun segurou seus braços e o loiro caiu por cima dele.

-Então leva um beijo meu com você.

Os dois sorriram e o beijo aconteceu. Porém, não foi aquele beijo de fogo de antes. Desta vez foi um beijo cálido, gentil, delicado e apaixonado, com direito a vários selinhos no rosto um do outro, o que acabou dando espaço para sorrisos e brincadeiras. Tanto Shun como Hyoga se sentiram mais aliviados. O loiro poderia partir com o beijo do amado sem vê-lo triste como outrora.

-Perdão sou eu quem tem que te pedir.

-E por quê?

-Por eu ser um chorão.

Hyoga riu.

-Oh, meu amor, você é uma pessoa sensível, o que há de mal nisso? E também não é fácil passar pelo que você está passando. Ou melhor, pelo que nós estamos passando juntos. Você é o meu coração, sabia? Você pulsa por nós dois. Sem isso, eu não estaria vivo. 

Shun sorriu e trouxe o rosto do amado para lhe dar mais um beijo de despedida, porém, o celular de Hyoga toca e interrompe a intimidade deles. Hyoga pede um minutinho a Shun para atender a ligação.

-Alô?... Ah, oi Shiryu. Sim eu sei, eu já estava de saída.

O loiro vira de costas para Shun, mas para na porta da entrada do quarto. Seu corpo ficou imóvel por segundos.

-... ... ... O quê?

Preocupado, Shun se senta na cama.

-Hyoga... aconteceu alguma coisa?

Quando o loiro se vira para encarar o menor, seu rosto era de espanto.

-Amor, o que houve? O que aconteceu, fala?!

O loiro se aproxima da cama e olha para o mais novo.

-O Santuário foi atacado. Saori pediu para que todos nós fôssemos para o Santuário. Incluindo você.

Shun recebeu essa com espanto também. 


Notas Finais


É parece que a viagem foi adiada desta vez por algumas horas, ou quem sabe dias. Pelo menos eles vão curtir o natal, isso eu prometo. Afffs, olha eu, pensando no natal enquanto o Santuário foi atacado, kkkkk... tá tá, eu também sinto muito o que aconteceu por lá. Quanto ao lemmon, eu ainda não decidi se farei agora ou deixarei pra depois.
Próximo capítulo haverá reunião entre os cavaleiros. O que será que vão debater? Sinto que o capítulo vai ser grande. Bjs aos que acompanham, comentar e apoiam. ;D


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