História Operação Cupido Gay! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Personagens Originais, Yugyeom
Tags Got7, Starter, Yaoi, Yugbam
Exibições 88
Palavras 5.131
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


FINALMENTE EU CHEGUEI
NOS QUARENTA E CINCO DO SEGUNDO TEMPO
NO ÚLTIMO MINUTO DE MASTERCHEF
NO MEIO DO PULO DO GATO
SOCORR
EU DEMOREI DEMAIS, MAS O IMPORTANTE É QUE ESTOU AQUI
E PRECISO POSTAR

Capítulo 1 - A Força de TaeSoonSuk! - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Operação Cupido Gay! - Capítulo 1 - A Força de TaeSoonSuk! - Capítulo Único

 Meu irmão sempre me diz que meu poder é a inteligência e percep... Percepss... Perceber as coisas ao redor. Quando eu era bem pequenininha, menor do que sou agora, o Bam e meus pais discutiam sobre que lugar deveriam jantar e eu, com meus dois aninhos, peguei a mão de minha mãe e saí andando pela rua em direção à pizzaria da esquina. Eles olharam pra mim admirados, até hoje não consigo entender o porquê de tanta surpresa. Qual é, ninguém gosta de ficar esperando.  

 

 No meu aniversário de três anos, compraram uma pinha para eu e meus amigos estourarem. Os adultos já tinham se posicionado para rir de nosso esforço por sermos pequenos, então resolvi deixá-los revoltados. Peguei uma cadeira, subi, desenrolei a pinha e taquei no chão, chamando todas as crianças para abrir com as mãos. Meus pais entraram em desespero e tentaram botar o cavalinho azul no lugar novamente, mas sem sucesso algum. Todos começaram a fofocar em como eu não tinha educação, ou como meus pais eram irresponsáveis, no entanto estavam todos com inveja de minha pessoa. 

 

 Outro episódio marcante foi um que aconteceu ano passado. Estávamos eu, meu irmão e Yug vendo um filme muito legal sobre uma baleia azul que conquistava os mares, quando alguns garotos mais velhos começaram a brincar e chamar atenção. O Yuggie, como um ótimo super-herói, levantou e pediu para pararem, mas eles zoaram (não sei se está certo, meu irmão que diz isso) e não obedeceram. Se a mamãe estivesse lá, ela daria um cascudo neles, consigo até imaginar. Entretanto ela não estava, então não havia ninguém para dar uma lição naqueles bobocas. Bem, ninguém além de mim. 

 

 Levantei da cadeira e apontei para eles, dando a língua pra entenderem minha indignação sobre tudo que acontecia. Os garotos, no primeiro momento, ficaram assustados, mas logo começaram a rir de mim. Meu irmão, como sempre, tentou controlar a situação pedindo para eu sentar e me acalmar, mas eu já tinha perdido aquele negocinho que meu pai sempre me diz. Como é mesmo? Paciente? Acho que é isso. Enfim, eu já tinha perdido a paciente e não iria me calar.  

 

 – Qual é a de vocês? Tão achando graça no quê? - Eles riram mais ainda, me deixando bem chateada.  

 

 – Iiiih, a pirralha quer interromper nossa sextada. Aí, galera, vamos encher o saco geral agora. Vai ser tooop, haha. - Só faltei revirar os olhos com toda aquela conversa chata, preferia estar assistindo meu filme.  

 

 – Olha só, tem mais pessoas além de mim nesse cinema, e elas também querem paz. Então, por favor, vocês podem se retirar? - Aprendi essa com um filme bem legal que vi com a Kyung-Soon, não me recordo agora.  

 

 No meio do nada, eles fizeram uma cara assustada e saíram correndo. Satisfeita, sentei e voltei a ver o filme, recebendo risadas do cinema, meu irmão e Yug. É, acho que eu fiz um ótimo trabalho. Olhei para o lado e percebi que tinha um cara giganteee, tipo, muito grande mesmo, cheio de uns desenhos pelo corpo. Uau, que legal. 

 

 Vocês devem estar pensando: Por que estou lendo isso se essa menina só vai ficar falando sobre sua grande inteligência? Bem, o objetivo do texto não é esse, então vamos ao ponto principal. Kunpimook Bhuwakul e Kim Yugyeom. Sim, os dois que citei durante todo esse caminho até agora. Tem algo que me irrita profundamente nos dois, mas para chegar nisso eu tenho que contar um pouco dos dois antes.  

  

 Pelo que eu sei, os dois são amigos desde que nasci. Mamãe disse que o Yug foi o primeiro amigo do meu irmão aqui na Coreia e que se conheceram de um jeito engraçado. O Kun era tímido quando chegou, não falava com ninguém por não saber a língua, mas o papai levava ele ao parquinho para tentar fazer amigos. Um dia ele esbarrou no Yuggie enquanto corria e o xingou em tailândes, mas o papai chegou e ajudou os dois a ficarem colegas. Depois daquilo, os dois nunca mais se separaram.  

  

 Hoje os dois estão com dezessete, bem grandões, uma idade para já estar agindo igual adulto. E eles estão? Não. Esse é o motivo da minha irritação inteira, porque eles parecem duas crianças de cinco anos, e olha que eu tenho sete. O porquê disso? Eles não conseguem perceber que gostam um do outro.  

  

 Foi naquele dia do cinema que tudo começou. Quando aqueles bobões foram embora, eu perdi a animação de ver o filme e comecei a observar ao meu redor, parando quando algo mexeu comigo. O Yug não parava de olhar para o rosto do meu irmão com uma cara de idiota, sorrindo para o nada. Eu, na hora, não entendi nada, mas resolvi fazer algo quando chegasse em casa.  

  

 – Mãe, quando alguém fica sorrindo pro nada olhando pra outra pessoa, ela tá doente ou algo do tipo? – Papai, que estava sentado lendo jornal, riu e respondeu pela mamãe.  

 

 – Ah, filha, isso acontece quando alguém está apaixonado.  

  

 Naquele dia eu comecei a prestar mais atenção nos dois e percebi que meu papai estava certo. Quando o Yuggie não estava olhando, o Kun ficava olhando e fazendo a mesma cara, às vezes chegando a olhar para a mão dele e chegar perto, mas nunca entrelaçar os dedinhos. Aquilo me deixava triste, mas na minha cabeça milhões de possibilidades rolavam.  

  

 Então é por isso que estou fazendo uma operação junto com a Kyung-Soon e o Taeyang no meu quarto.  

  

 – Suk, você acha mesmo que vai dar certo? Eles quase não se falam mais... – A Kyung falou, lembrando de um ponto importante que deixei de citar.  

  

 Os dois estão se falando pouco de uns meses para cá. Tudo isso vem acontecendo desde muito tempo, só que se agravou bem mais com um acontecimento. Para isso terei que recapitular algumas coisas de novo.  

  

 No começo do ano escolar, uma garota nova entrou pra turma deles. Já tinha ouvido falar sobre ela, porque algumas vezes eles dois comentavam, mas só conheci quando meu irmão, ela, o Yug e um garoto baixinho que eu sempre esqueço o nome vieram aqui pra casa fazer um trabalho. Eu, como sempre, fiquei vendo televisão e fingindo que estava prestando atenção no meu desenho, entretanto, eu observava qualquer movimento suspeito.  

  

 Percebi que o Yug era muito gentil com ela, gentil demais para o meu gosto. Na hora que percebi isso, um alarme começou a soar na minha cabeça. E ele tocava toda hora que percebia o rosto triste de meu irmão. Eles ainda se falavam bastante comparado a hoje em dia, mas não como quando eu era menor. Pensei que ela logo fosse desaparecer e tudo voltaria ao normal.  

  

 Pela primeira vez, minha inteligência não funcionou, porque eu errei feio. Em um certo dia no meio do ano ele veio aqui em casa e eu, por alguma motivo não entendido por ninguém, entendi que alguma coisa estava errada. Por isso fiz algo que nunca tinha feito antes: fiquei ouvindo pela porta.  

  

 Muito tempo se passou ali, estava quase desistindo porque não saía nunca daquele papo chato de jogos e coisas de garoto, mas logo despertei de meu quase sono quando ouvi algo em especial:  

  

 – Bam, precisamos conversar. – BamBam era o apelido de meu irmão, esse que Yug pôs quando os dois eram menores. Pelo que aprendi na escolinha, Bam era serpente, mas não entendi o motivo de chamá-lo assim. Seria por que ele é bem alto e esguio? É, pode ser por isso.  

  

 – Fale logo porque não posso perder a concentração nisso aqui.  

  

 – Bem, como posso te dizer isso? – Ele riu de nervoso, percebi porque eu conhecia o Yug como se fosse a palma da minha mãozinha. – Sabe a Naeun? E-então, esse tempo t-todo que passei com ela a-acabou por me fazer perceber m-meus sentimentos. - O barulho do jogo parou e eu pude ouvir a boca do meu irmão abrindo com o silêncio que pairou.  

 

 Meu coração começou a bater de um modo que só acontecia quando fugia do banho e corria pelada pela casa, o que foi bem estranho. Pensei que tivesse com algum problema, mas percebi que só estava feliz por pensar que os dois finalmente se resolveriam. Aquele perceber os sentimentos só poderia ser o que imaginava, não?  

 

 – Um dia desses a g-gente acabou ficando e... Estamos na-namorando. – Silêncio novamente. Meu coração quebrou em mil pedacinhos, parecia o copo que quebrei semana passada.  

 

 – Ah, é? Legal. – Meu irmão respondeu na maior indiferença possível, mas eu não era boba e continuo não sendo. No fundinho do fundo, toda sua alma estava machucada. – Posso jogar agora? Obrigado.  

 

 – Claro. B-bem, a Naeun m-me chamou pra sair, e-então só v-vim aqui pra falar i-isso. Mais tarde e-eu te ligo, o-ok? – Yug estava tão, mas tão nervoso, que ficava gaguejando. Parecia eu quando a professora me pedia pra resolver a questão de matemática no quadro.  

 

 Na hora que ele falou isso, bati com a mão na cara e conclui que os dois só poderiam ter alguma salvação com a minha ajuda, porque eles eram muito burros para entender sentimentos. Bobinhos. Saí da porta a tempo, entrando no meu quarto e esperando ouvir a despedida de minha mãe para Yug. Na mesma hora que o portão foi fechado, um choro alto cortou todo o silêncio do andar.  

 

 Eu também estava super triste, mas meu irmão precisava de ajuda. Corri para seu quarto e me joguei ao seu lado, puxando sua cabeça para meu colo e fazendo cafuné em seus cabelos. A cena deveria ter sido engraçada, já que o Bam era muito alto comparado a minha altura. Eu sou muito grande, mas ele é mais, não me julguem.  

 

 – É claro que vai dar certo, eu sou um gênio e gênios não falham. – Botaram os olhos pra cima e giraram.  

 

 – Como você vai fazer pra eles se encontrarem? O Yug não vem aqui faz mais de um mês e não podemos ir pra o colégio deles, existem chances de sermos esmagados por aqueles pés gigantes. - Taeyang afirmou e eu e Soon confirmamos com a cabeça. Aqueles pés não podem ser reais!  

 

 – Vocês confiam em mim? – Fizeram um não com as mãos. – Então começarão a confiar! Qual será o nome da nossa operação?  

 

 – Operação? – Kyung perguntou.  

 

 – É, aquelas coisas de filme. Aprendi enquanto via um desses de tiros com o papai, ele gosta muito. – Os dois afirmaram com a cabeça. – Então, qual será?  

 

 – Hmmm, não sei, não sou boa pra essas coisas. – Soon disse, pensativa.  

 

 – Ah, ah, já sei! – Taeyang, com seu jeito elétrico, chamou nossa atenção. – Por que não chamar de... Operação Cupido!  

 

 – Cupido? – Eu e Kyung perguntamos ao mesmo tempo. O que é isso?  

 

 – É aquele homenzinho gordinho com asas que fica tacando flecha pras pessoas se apaixonarem. – Nunca tinha ouvido falar, achei legal.  

 

 – Gostei do nome, mas vocês não acham que nós poderíamos pôr alguma coisa a mais? – Taeyang concordou e adicionou:  

 

 – Verdade, isso que iria falar!  

 

 – Eu já sei, Suk! Por que não b... – Na hora que a Soon iria falar sua ideia, mamãe entrou no quarto com nossos lanchinhos da tarde. Lanchinhos!  

 

 – Tia, eu gosto muito de sanduíche de atum! Obrigado! – Taeyang não parava de gritar, e com a mamãe não seria diferente.  

 

 – Taeyang, se acalme, menino. Vocês estão atrapalhando o papai da Suk lá embaixo, coitado. – A voz da mamãe era mansa, mas ao mesmo tempo autoritária. – Daqui a pouco eu venho aqui trazer o bolinho de chocolate, mas só se ficarem quietinhos. Entenderam?  

 

 – Sim! – Todos nós respondemos. Ela deu um sorriso e, na hora que estava fechando a porta, Kyung gritou:  

 

 – Tia, espera aí. – Mamãe voltou e se abaixou, ficando da altura da Soon. – Pode me responder algo? Qual o nome de um menino que gosta de outro menino?  

 

 – Como assim? Menino, ué.  

 

 – Mas não tem um nome? Minha avó falou que existe um nome para a sex... Sex... Sexo? – Mamãe começou a rir muito, entretanto se acalmou ao perceber que todos nós olhávamos para ela com uma expressão de quem comeu e não gostou.  

 

 – O nome disso é sexualidade, e o nome dos meninos que gostam de meninos baseados nessa sexualidade é gay. Agora vou voltar porque se não o bolo queima, sim? – Ela finalmente saiu do quarto, fazendo um silêncio estranho aparecer.  

 

 Antes mesmo de que alguém quebrasse, nos olhamos e compartilhamos do mesmo pensamento. Inteligência é nosso forte mesmo.  

 

 – OPERAÇÃO CUPIDO GAY! – Nós três gritamos ao mesmo tempo, rindo histericamente ao terminar a frase.  

 

********** 

 

 – Suk, você acha que vai dar certo? – Soon me perguntou, escondida atrás da gangorra.  

 

 – Kyunggie, para de perguntar isso, você está sendo pessimista demais.  

 

 Estávamos na frente da escola do Bam, junto com a babá do Tae. Combinei com a mamãe que ficaríamos no parquinho brincando, mas a operação tem que continuar, não posso deixar ele falhar por causa dessa barreira. Então o Tae chantageou sua babá falando que se ela não nos levasse para ver meu irmão, jogaria todos os seus brinquedos no chão. Muito mau ele.  

 

 Observávamos todos saindo pelo portão saindo pelo portão com sorrisos estranhos no rosto. Acho que estavam felizes por poderem finalmente voltarem pra casa, sei como é. Acompanhado da risada da babá do Tae, procurávamos uma pessoa em especial, esta que continha grandes cabelos horrorosos e olhos intimidadores. Tá, ela não é assim, mas aqui é a minha estória. 

 

 – Você acha que ela veio hoje? – Tae se pronunciou, perguntando a minha pessoa.  

 

 –  Acho que sim. Se ela não tiver vindo, temos todo o tempo do mundo. – Juntei as mãos, fazendo aquelas coisas que as moscas fazem, e levantei as sobrancelhas.  

 

 – Para com isso, Suk, você tá parecendo aquelas vilãs dos filmes de princesa. – Soon afirmou.  

 

 – Kyung, para de ser boba, ela tá parecendo aqueles homens da máfia, aqueles que tiram o dedo mindinho. – Ela abriu a boca, surpresa.  

 

 – Vilã! 

 

 – Máfia!  

 

 – Vilã!  

 

 – Máfia!  

 

 – Gente... – Comecei a chamá-los, nosso alvo saía do colégio e os dois continuavam a brigar.  

  

 – Por que você sempre implica comigo? – Soon fez o famoso biquinho e seus olhos começaram a ficar com água de choro. Uma expressão de preocupação surgiu no rosto do Tae, o arrependimento bateu forte.  

 

 – Kyunggie, me desculpe, não chora não. – Ele foi até ela e abraçou o corpinho que já tremia. Teria brincado com eles e falado que namorariam, mas a situação não estava para brincadeiras.  

 

 Como sabia que demoraria para ter a atenção e perderia o alvo de vista, saí correndo atrás dela e não me importei com os chamados dos meus dois amigos e da babá.  

 

 – Naeun! – Gritei porque não podia atravessar a rua para conversar. No meio do tempo em que ela virava, acenava e se preparava para voltar, eles chegaram para me ajudar.  

 

 – Suk, não faça mais isso, eu sou car... Cor... Coração! – Rimos com aquilo, a Soon era a mais nova do grupo e não sabia falar algumas palavras direito.  

 

 – É cardápio*, Kyung. – Ela sorriu e concordou, fazendo minha felicidade aumentar por saber que minha inteligência estava evoluindo ao ponto de eu poder corrigir as pessoas. – Ela está vindo, então façam cara de... – Caraca, o que eu falo? Se eu concordar com algum dos dois, o outro ficará triste.  

 

 – Vilões! – Tae respondeu por mim, me ajudando.  

 

 – Isso, ajam e façam cara de vilões. – A menina extremamente má estava a alguns metros, então botamos nossas máscaras invisíveis e agimos naturalmente. Somos ótimos atores. Não sei o motivo de ela ter rido quando viu aquilo, sei que ela estava com inveja da nossa ótima performance.  

 

 – Oi, Suk, quanto tempo! Não falo com o Bam há secúlos, deveria voltar a conversar com ele. O que está fazendo aqui, ein? Vocês três não deveriam andar sozinhos, é perigoso. – Naeun sorria e, por um momento, quase cedi, mas tinha de ser forte pelo meu irmão.  

 

 – Estamos com a babá do Tae, mas isso não importa agora. Viemos falar com você. – Cruzei os braços e olhei pro lado, vendo o citado quase babando por ela. Fighting, Taeyang!  

 

 – Oooh, que interessante! Bem, o que querem? – Ela se abaixou, claramente querendo esfregar nossas diferenças de altura. Essa... Essa... Mulher linda e legal.  

 

 – Viemos falar que você tem que se afastar do Yuggie. – Tae não se deixou levar e respondeu por mim. Tô orgulhosa.  

 

 – É, senão n-nós vamos t-te bater. – Soon falou com dificuldade, mas o importante é que ela botou medo. Bom, não tanto, porque a Naeun começou a rir de um jeito muito bonito. O que ela tem pra fincar rindo de tudo? Por acaso tenho cara de Kim Shin Young*?  

 

 – Por que não posso ficar com o Yug? Você gosta dele, Suk? Se for isso, posso me afastar e deixá-lo para você? – O alvo não estava oferecendo resistência, mas em compensação deixou meu rosto estranho, parecia que pegava fogo.  

 

 – Não, tia, quem gosta dele é o Kun... – Antes da Kyung terminar a frase, tampei sua boca. Essa foi quase.  

 

 – Quem é Kun? Algum amigo de vocês? – Ela continuou agindo daquele jeito legal demais para alguém que deveria ser chato. Droga, nada está seguindo como combinado.  

 

 – É, mais ou menos isso, tia. Agora, se nos der licença... – Tae tentou desconversar, mas antes de irmos embora, precisava dar um recado.  

 

 – Naeun, fique longe do Yug, é sério. – Ela fechou o sorriso na mesma hora que minha cara assustadoramente assustadora que aprendi com horas e horas na frente do espelho apareceu. Eba, pela primeira vez deu certo!  

 

 – Você é muito engraçada, Suk! – Não durou nem um minuto e ela começou a rir, deixando-me constrangida por nada ter dado certo. – Já que estão indo, vou para casa também, beijos para todos vocês. – Ela levantou e acenou, dando as costas e seguindo seu caminho novamente.  

 

 – Suk, você tá bem? Sei que nosso plano não deu certo, mas vamos encontrar outro jeito de tudo dar certo, sim? – Soon me chamou, tentando me animar de alguma forma. E funcionou. Ela era uma ótima amiga, e estava certa.  

 

 – Sim, sim, não podemos desistir! Botem as mãos aqui, venham! – Chamei-os e estendi a mão, preparando o urro de guerra que tínhamos combinado no dia da criação do projeto.  

 

 Eles se aproximaram e botaram as mãos em cima da minha, seus rostos ficando vermelhos. Pareciam dois pimentões. Botei minha última mão por cima, preenchendo o "sanduíche" e preparando minha voz para o estouro.  

 

 – Três, dois, um... TaeSoonSuk!  

 

********** 

 

 Revirava a comida, desanimada. Mesmo que tivesse prometido a todos que não iria desistir, não estava com animação pra continuar o plano. Teria que ter uma chance de tudo acontecer, e com certeza não era agora. Parecia que tudo não se encaixava, algo estava faltando. Sim, o plano estava todo traçado, mas não se encaixava quando parava pra pensar. Tudo era muito estranho...  

 

 – Amor, algo está acontecendo para a senhorita não estar nem tocando na comida? – Meu pai me chamou, tirando-me do mundo da Lua.  

 

 – Sim, papai, mas não quero falar sobre isso agora. É secreto. – Botei meu dedo no lábio, mostrando que não poderia falar.  

 

 – Ooooh, entendi, desculpa por me intrometer. Quando tudo acabar irá me contar, filha? – Sorri, meu papai super entendia minhas vontades.  

 

 – Sim, você com certeza vai saber de tudo, papai! Você também, mamãe! – Mamãe, que só prestava atenção em nossa conversa, sorriu e confirmou com a cabeça.  

 

 – Eu adoraria, filha. Agora vamos comer porque se esperarmos, a comida irá esfriar. – Obedeci à mamãe e comi direitinho, louca para subir e tentar terminar meu plano. Precisava fazer os ajustes logo.  

 

 Comi que nem um jato, nem aproveitando a comida direito, e corri para meu quarto. Peguei meu caderno de desenhos, passando pela sessão flores, desenhos da família e do gato do vizinho, finalmente chegando às últimas páginas, onde guardava os planos do projeto. Na hora que olhei aquele papel vazio, minha animação que adquiri no jantar foi embora, deixando-me triste novamente.  

 

 O que irei fazer? Não posso simplesmente deixar as duas melhores pessoas do mundo, tirando meus pais, não ficarem juntos por um motivo bobo. Eles não falam sobre o que sentem e, nossa, isso me deixa muito frustrada. Seria bem mais fácil se alguém falasse pro outro o que sente, não? Mas eu tenho que resolver tudo aqui, eu sou a responsável, blá...  

 

 Parei de pensar quando ouvi a campainha tocar. Pensei que poderia ser um amigo de meus pais, então voltei a prestar atenção no papel, quase me batendo por não conseguir pensar em nada. Só que logo a possibilidade de ser alguém importante, como o Yug, apareceu em minha cabeça, fazendo eu levantar minha bunda da cadeira e sair do quarto, espiando pela escada o que estava acontecendo.  

 

 Não pode ser...  

 

 A Naeun está aqui!  

 

 O que ela veio fazer aqui? Será que veio cumprir a fala de que voltaria a falar com meu irmão? Mas nossa, já? Ok, vamos nos acalmar e ver o que vamos fazer, Suk. Percebi que o Bam estava lá embaixo e olhava para a Naeun com uma mistura de estranheza e cara de quem comeu brócolis. Eu não posso perder a discussão.  

 

 Percebi que meus pais subiam as escadas e rapidamente me escondi novamente no meu quarto, voltando ao local que estava antes quando ouvi a porta do quarto deles bater. Agora tá tudo certo.  

 

 – Quer uma água? – Meu irmão, sempre bem educado, perguntou, mesmo que no fundo estivesse morrendo de curiosidade de saber o porquê de ela estar ali. E, bem, eu também estava, então anda logo com isso!  

 

 – Não, obrigada. O que vim falar com você é rápido, então nem precisa se sentar porque já estarei saindo daqui alguns minutos. – Bam ficou parado, esperando ela continuar a falar. Ela ficou um tempo sem reação, tanto que meu irmão teve de chamá-la.  

 

 – Ei, Naeun? – Ela focou o olhar e sorriu, envergonhada por ter se perdido no meio de uma fala. Entretanto, em um único instante, seu sorriso mudou para algo estranho, igual o sorriso daquele cara da série bizarra que meu irmão vê. Como é o nome mesmo? Lu e alguma coisa. Agora não é hora de lembrar disso.  

 

 – Bem, sua irmãzinha veio ao meu encontro ontem me alertar de que deveria ficar longe do Yugyeom, meu namorado. Eu não posso fazer isso, claro que não, então vim te avisar que sei do seu segredinho e, olha só, ele não é correspondido. Você nunca teve coragem de se declarar à ele e fica se culpando pelos cantos, cortando laços com seu melhor amigo. É um covarde mesmo. E parece que você nunca irá se declarar e terá que conviver com isso por anos, porque, que surpresa, o Yug vai viajar e não voltará por muito tempo. Você tem até amanhã para fazer algo, senão pode ter certeza que aquele seu outro segredinho vai aparecer no celular de todo mundo na segunda-feira. Quero ver sua humilhação quando ser rejeitado, quero muito. Estou indo, bye bye.  

 

 Ela se virou e saiu pela porta, nem parando para olhar o rosto espantado do meu irmão. Desci as escadas correndo e abracei as pernas do Bam, sentindo ele despencar no sofá e começar a soluçar. Pobre Bam.  

 

 – Shii, shii, vai ficar tudo bem.  

 

 Se antes eu não tinha ideia nenhuma do que fazer, tudo piorou em um só instante.  

 

 Nada vai ficar bem.  

 

********** 

 

Tinha marcado de me encontrar com o Tae e a Soon no parquinho, mas andava de cabeça baixa, totalmente sem animação. Como o parquinho era do outro lado da rua, poderia ir sem a companhia de alguém. Cheguei e olhei ao redor, não encontrando ninguém além de minha pessoa e um menino de costas, que não me interessava no momento.  

 

 Minha cabeça estava tão cheia que não tinha nem o que pensar, já que minha operação estava indo por água abaixo. Sentei no balanço e fiquei olhando para os meus pés, entretida com meus dedinhos. Somente olhei para cima quando vi dois pares de pés conhecidos por mim, abrindo um sorriso só por vê-los ali.  

 

 – Estávamos preocupados com você, Suk, principalmente depois daquela ligação. – Tae falou, se sentando no balanço ao lado, sendo acompanhado pela Soon.  

 

 – Ah, eu estou desanimada. Sei que não tentei de tudo pra fazê-los ficarem juntos, mas o que valeu foi a intenção, não? – Os dois concordaram e logo estávamos conversando sobre coisas aleatórias, fazendo-me ficar feliz por vê-los se empenhando em me animar. Nossa conversa foi cortada quando a Kyung resolveu se pronunciar, chamando minha atenção.  

 

 – Suk, você percebeu que tem um cara estranho ali? Ele parece um adolescente, por que está aqui? – Observei o menino e concluí que não havia nada de errado. Só por ele ser maior não poderia estar aqui? Entretanto, quando cheguei ao seu cabelo, minha boca abriu e meus olhos brilharam só pela possibilidade.  

 

 Novamente saí correndo sem ligar para os chamados, dando a volta pelos brinquedos para finalmente chegar na gangorra mais afastada do local onde estávamos. Enquanto chegava perto, ele se virou pelo barulho e, nossa, eu estava certa.  

 

 É o Yug!  

 

 – Oi, Suk, que saud... – Não deixei ele terminar a frase, saí correndo de novo quase batendo nos dois que vinham em minha direção, mas dessa vez eu avisei à eles do meu feito:  

 

 – Eu vou ali e já volto, conversem com o Yug enquanto isso. Deixe-o de costas, por favor! – Entenderam meu pedido e abriram os sorrisões, indo em direção à expressão confusa do menino sentado na gangorra.  

 

 Olhei para os dois lados como uma boa moça que sou, não quero ser atropelada, e entrei dentro de casa, procurando por todos os cantos meu irmão. Ele não estava em lugar nenhum! Não estava nem na sala, nem na cozinha, nem nos banheiros, nem no quarto dos meus pais, nem no... Quarto dele! Minha mente está tão confusa que acabei deixando de ir no lugar mais óbvio. Sem me importar com o que ele estava fazendo, abri a porta sem bater e não me importei de desligar a TV e terminar com seu jogo.  

 

 – A SUK SE MACHUCOU SÉRIO, EU PRECISO DA SUA AJUDA! – Antes que ele pudesse reclamar e brigar pela televisão, sua expressão brava mudou drasticamente para uma de preocupação ao perceber a gravidade da situação. Bem, da situação falsa.  

 

 Saímos correndo e olhamos para o lado antes de atravessar, claro. Corremos pelo parquinho e percebi sua expressão mudando para uma confusa ao perceber que a Suk não estava machucada, mas sim sorrindo para o Tae e um garoto de costas com cabelos acinzentados.  

 

 Cabelos acinzentados...  

 

 Na mesma hora, a expressão do meu irmão, pela quinta vez no dia, mudou para uma de desespero. Ele chegou a tentar soltar minha mão e correr de volta para casa, mas vocês acham que eu sou boba? Nananinanão.  

 

 – Yuggie! – Gritei pelo seu nome, chamando sua atenção e fazendo-o virar para me avistar.  

 

 – Suk! Bam... Bam? – Ele sorriu desconcertado, igual a meu irmão, mas levantou na mesma hora que avistou seu rosto. O amor está no ar.  

 

 Antes que deixasse os dois se resolverem, puxei a mão do meu irmão para ele se abaixar, ficando nas pontas dos pés para sussurrar em seu ouvido:  

 

 – É agora, oppa. – Ele confirmou com a cabeça, me dando um beijo na testa e se aproximando do Yug. Chamei meus dois amigos com o dedo, precisávamos nos esconder para ouvir a conversa.  

 

 Nos escondemos atrás de uma casinha, onde podíamos ouvir perfeitamente os dois conversando. Primeiramente os dois ficaram somente olhando para a areia, mas graças a algum Deus que existe na garganta de Kim Yugyeom, o papo rolou.  

 

 E cooomo rolou. Os dois ficaram conversando por muito tempo, quase estava desistindo. A Soon já tinha ido pra casa por causa de seus pais, só restava eu e Tae esperando por alguma iniciativa no quesito declaração.  

 

 Graças a alguma entidade ela veio.  

 

 – Eu sei que você vai viajar amanhã, e é por isso que vou te falar isso. – Yug fez uma expressão confusa e tentou contestar a fala de meu irmão.  

 

 – Mas eu não vo...  

 

 – Deixe-me terminar, eu estou morrendo aqui. Bem, eu descobri isso ontem por causa de uma pessoa, e essa mesma pessoa me fez ver algo que eu deveria ter feito há muito tempo. E-eu não sei c-como te falar i-isso, mas... Mas... – Yuggie estava com uma expressão preocupada.  

 

 – O que foi?  

 

 – E-eu te a-amo. – Bam abaixou a cabeça e até mesmo se levantou, mas sua mão foi segurada e ele teve que parar no lugar para esperar o Yuggie levantar. Não só levantar, mas como dar um BEIJO nele! Eu não podia estar mais feliz! Não consegui ver a expressão de meu irmão, mas tenho certeza de como foi.  – Você es-está brincando co-comigo? – Meu irmão estava tão nervoso que não parava de gaguejar, isso é algo bem raro porque o Bam é alguém popular e que quase não fica nervoso.  

 

 – Eu gosto de você faz muito, muito tempo, mas sempre achei que fosse platônico, por isso acabei ficando com a Naeun. Aliás, a Naeun... Eu tenho que conversar com ela, não podia ter te beijado ainda estando compromissado.  

 

 – Surpresinha! – No meio do nada, a mencionada apareceu e acabou com toda a festa. Ela estava escondida na casinha que era nossa segunda opção, não sei por quanto tempo. Saí de meu esconderijo porque o negócio ia ficar sério.  

 

 – De-desculpa, Naeun, eu não po-podia ter feito isso e... – Ela sorriu e iria respondê-lo, mas não teve tempo porque cheguei tacando perguntas em cima dela.  

 

 – Por que você quer estragar o amor do meu irmão com o Yuggie? Não dá pra ver que os dois se gostam e precisam de um tempo juntos? – Ela começou a rir, me assustando. O que ela estava fazendo?  

 

 – Eu armei tudo isso. Já sabia antes mesmo de namorar com o Yug que os dois se gostavam, por isso e outros que me juntei à ele. Inventei a viagem, inventei a minha personalidade de psicopata, inventei as palavras que disse ao BamBam... Na verdade eu sou uma fujoshi que não desiste nunca, não poderia deixar um casal tão bonitinho ficar separado. – Todos abriam as bocas em descrença. Não é possível...  

 

 – Você não gostava do Yuggie? – Naeun riu novamente e se abaixou para apertar meu nariz.  

 

 – Não, eu me juntei a ele por esse único motivo. Bem, já que está tudo resolvido, vou deixar o casal a sós, sim? Cuidado pois tem crianças em casa. – Ela se virou e começou a andar elegantemente, mas sem antes soltar uma frase que fez meus dois oppas ficarem vermelhinhos, vermelhinhos. – Usem camisinha!  

 

 – O que é camisinha, Bam? – Perguntei ao meu irmão enquanto voltávamos para casa. Tae tinha atravessado a rua e iria contar tudo que aconteceu para a Soon, que não pôde comparecer no momento.  

 

 – É uma camisa pequena. – Ele respondeu, claramente com vergonha. Yug só fazia rir do lado, fazendo meu irmão olhá-lo do jeito que minha mãe me olha quando faço algo errado.  

 

 – Ah, é? Então eu quero uma.


Notas Finais


A NAEUN DAQUI É A DO APINK, OK?
Kim Shin Young: comediante coreana
Cardápio: ela quis dizer cardíaca, mas errou a palavra também JAHAFVAJFBAKJFBSNAGF
EEEEEEEEEEEEEEEEEE
ACHO QUE VOU FAZER OUTRAS NOTAS DEPOIS
PQ PQP
Q MERDA DE COISA ESSA
BEIJOS A VOCÊS QUE ESTÃO LENDO ISSO AQUI
COMENTEM, POR FAVOR, NÃO SABEM COMO ME DEIXAM FELIZ COM ISSO
OBRIGADA E ESTOU ADORANDO O PROJETO
XOXO


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