História Operation Crush: Fail - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation, TVXQ (DBSK) (Tohoshinki)
Personagens Hero Jaejoong, Taeyeon, Tiffany
Tags Taeny
Exibições 621
Palavras 4.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey~

GEEEEEEEEEEMT
PRIMEIRO DE TUDO! Preciso agradecer aos montes por todo o carinho que OCF tem recebido... Nos comentários e na quantidade de favoritos... GEMT, MAIS DE 400 EU TO GRITANDO MDS HUEHEUHEUEHEU <3 Vocês são lindos, mesmo! Nem o melhor capítulo que eu ja tenha escrito em toda a minha vida paga todo o carinho de vocês... Obrigada de verdade, essa fic não seria nada sem todo esse apoio :3 Vou me esforçar para tornar a fic digna de todo esse suporte :3

Bem, sem enrolar mais~ Aqui vai outro capítulo~
Espero que gostem ^^ Leiam com carinho e perdoem qualquer erro~ Até lá embaixo o/

Capítulo 36 - Date 16: Spy


Fanfic / Fanfiction Operation Crush: Fail - Capítulo 36 - Date 16: Spy

 

 

-Tiffany-

 

Saí da cama com mais ânimo que o normal, o dia de hoje estava prometendo ser um bom dia, e bons dias se tornaram raros em minha rotina, estão basicamente em extinção. Fiz minha higiene pessoal no banheiro de forma rápida e básica, antes disso tudo, eu até poderia gastar meu tempo pela manhã para me maquiar um pouco, mas não estava com vontade, além de que, eu preferiria passar meus dias despercebida nessa nova escola idiota, e um jeito de não fazer isso, é se pintando logo pela manhã, não é mesmo? Desci as escadas rapidamente e entrei na cozinha. Papai lia o jornal como de costume, enquanto Michelle e minha mãe tomavam café e comiam torradas. Me juntei a eles, sem trocar uma só palavra com papai.

 

A situação em casa voltou à estaca zero depois de nossa última conversa. Eu e meu pai nunca mais falamos sobre Taeyeon, aliás, nunca mais falamos sobre nada. Não por minha culpa, devo dizer, ele que não tem o que falar. A casa passa seus dias silenciosamente, e isso é um tanto preocupante. Vejam só, da última vez que meu pai ficou quieto desse jeito, eu acabei mudando de escola repentinamente numa manhã ensolarada e oh-tão-adorável. E eu até cheguei a pensar que ele estava quieto porque estava começando a entender, quando na realidade, papai tinha planos malignos para me transferir de colégio. Não é de se estranhar que eu esteja receosa com esse silêncio todo dele. Nunca se sabe quando papai pode decidir me enfiar num foguete e me mandar para Marte só para me afastar da minha namorada, não é mesmo? E sim, estou um tanto ácida nesses últimos dias, até Taeyeon reclamou dos sarcasmos e ironias desnecessários ao perguntar se eu estava no período. Bem, talvez esteja, mas esse não é o principal motivo de eu estar tão irritada.

 

Acontece que com papai em silêncio, nenhum de nós tem notícias sobre o plano dele de viajar para a Califórnia durante as férias de verão, que aliás, começam em três dias. Michelle está apavorada por causa do estágio dela. Passar uma semana fora viajando com a família não é problemático, é sempre possível reajustar os horários e repor todas as faltas, mas viajar as férias inteira certamente resultaria em demissão e minha pobre irmã precisa desse estágio para completar a faculdade. Leo por outro lado, parece ter arrumado uma namoradinha por aqui, e não quer sair da cidade de jeito maneira, mas nem amarrado e amordaçado. Mamãe está temporariamente substituindo a diretora na escola em que ela trabalhava, até algumas semanas atrás, como coordenadora, e por conta disso, está ganhando um pouco a mais nesses últimos tempos. Sabe-se lá o que vai acontecer com o salário dela se ela de repente viajar e deixar a escola na mão, sem ter gente para ocupar o cargo de diretor, especialmente porque o período de férias de minha mãe havia acabado de acabar, e não é sensato e nem responsável viajar com a família três semanas depois de suas férias terem acabado. Afinal, eles dão férias justamente para você não viajar em época de trabalho.

 

Papai estava jogando toda a família pro alto só pela satisfação de terminar meu namoro com a Taeyeon (e provavelmente me fazer entrar em depressão na Califórnia por ficar longe da Kim por tanto tempo). O silêncio dele sobre esse assunto estava deixando a gente louco. Eu durmo tendo pesadelos sobre acordar com ele me mostrando as passagens durante o café da manhã.

 

Diante de todo esse estresse, Taeyeon decidiu que nós deveríamos nos encontrar para matar a saudades. Ela acha, e com razão, que estarmos juntas vai me fazer bem, e aí poderemos arrumar um jeito de pensar positivo sobre toda essa situação. Minha namorada não é a melhor namorada da galáxia? Ela é sim, eu sei. E Juniel também sabe pelo jeito, a garota não para de tentar roubar a atenção da baixinha sempre que esta me liga durante o almoço. É uma abusada, e eu juro que se essa menina continuar assim, eu ainda cometo um assassinato!

 

Ah okay, foco, Tiffany, foco! Voltando ao lance do encontro com a Taeyeon… As coisas precisam ser um pouco melhor planejadas dessa vez, porque não haveria evento escolar nenhum que acobertasse nossa reunião, como da última vez. A parte boa, no entanto, é que depois de mais de um mês estudando nessa escola, e ainda em meio a semana de provas, papai não achou estranho meu pedido para estudar na casa de Sunny, na verdade, ele até incentivou minha ida porque pensa que eu estou finalmente socializando na nova escola e me conformando que é lá onde vou ficar. Acontece que o plano nunca foi ir até a casa de Sunny.

 

Taeyeon virá em minha escola logo depois das aulas, e nós sairemos para dar uma volta pela cidade. Ah, não, não vai ser nem um pouco perigoso encontrar meu pai por aí porque ele está de folga do serviço hoje, e Michelle prometeu que ficaria de olho nele em casa, então, caso papai saísse, ela iria me avisar e, assim, eu e Taeyeon poderíamos ir a um lugar seguro. Viram? O plano é completamente anti falhas.

 

Durante as aulas da manhã, me concentrei na matéria da prova que teríamos no último período. Mesmo com outros professores dando aulas, eu realmente não prestava atenção em uma só coisinha que eles falavam. Ninguém dentro daquela sala prestava alguma atenção nele, pobre coitado. Dessa forma, as aulas passaram rapidamente, e quando chegou a hora de fazer a prova, eu não poderia estar mais pronta. Acho que ir bem na escola é um ponto positivo na tabela de “não causar problemas com o papai”, e pelo menos isso, eu estava fazendo bem. Saí da escola rindo a toa, enquanto Juniel quase chorava ao meu lado sobre seu péssimo desempenho em História e Sunny apenas murmurava de modo paranoico alguma coisa sobre não saber se respondeu certo a questão quatro.

 

Esperamos juntas por alguns minutos na portaria até eu finalmente ver Taeyeon correndo até nós. Ela estava sozinha dessa vez. Minha namorada veio direto para mim e me abraçou apertado, e obviamente que eu retribuí, deixando fluir toda a minha saudades por ela. Devido às circunstâncias, ficamos quase um mês sem nos ver, e a distância estava matando a nós duas. O lado positivo é que não passamos um só dia sem nos falar pelo celular. Depois que Taeyeon saiu do castigo, nossas conversas não tinham mais limites de tempo, o que deixou Michelle furiosa, aliás, já que ela praticamente gastou o dobro de crédito nessa brincadeira, mas bem, irmãs são para essas coisas, não é mesmo?

 

- “Senti saudades” - Ouvi Taeyeon murmurar em meu ouvido em meio ao abraço e sorri.

 

Me afastei um pouco dela, só para ter espaço para selar-lhe os lábios. - “Eu também senti” - Falei rindo.

 

- “Oi Taeyeon!” - Juniel imprudentemente interrompeu nosso reencontro romântico. Rolei os olhos, fazendo minha namorada rir.

 

- “Oi, Juniel. Sunny” - Cumprimentou sorrindo, ao se afastar um pouco de mim, o que fez Juniel se derreter. Fiquei encarando com aquela cara de ‘fica ai com as suas amigas, então’. Taeyeon claramente percebeu porque só faltou chorar de rir. Ela puxou minha mão delicadamente, e apesar de toda a minha resistência, não pude impedir seus dedos de se entrelaçarem com os meus. - “Pronta para ir?” - Perguntou como se nada de errado estivesse acontecendo.

 

Bufei. - “Vamos logo. A gente se vê amanhã” - Falei para as duas garotas em frente a escola, enquanto puxava Taeyeon da companhia parasita de Juniel. A baixinha ainda ria alto. - “Francamente! Para de rir!” - Ataquei, ao empurrá-la o mais forte que podia, o que não era muita coisa, aliás. - “Você fica dando trela pra Juniel na minha frente, não tem vergonha na cara, não?” - Esbravejei, o que só a fez rir ainda mais.

 

- “Eu não estava dando trela para ninguém, apenas fui educada e a cumprimentei” - Respondeu com aquela cara lavada.

 

- “Poderia cumprimentar sem aquele sorrisinho sedutor!”

 

- “Você acha que meu sorrisinho de cumprimento é sedutor?” - Indagou, convencida.

 

- “Ah, quer saber! Por que você não vai tomar sorvete com a Juniel!” - Explodi, ao me livrar da mão da Taeyeon e me afastar, largando ela sozinha no meio da calçada.

 

Ouvi a risada alta da baixinha antes dela gritar: - “Você fica uma gracinha com ciúmes!”

 

- “Yah, Kim Taeyeon!” - Repreendi ao me virar para ela com raiva, e isso não a fez parar de rir, muito pelo contrário. Rolei os olhos e dei meia volta para continuar andando para longe dela. De repente senti os braços de minha namorada me abraçarem apertado por trás.

 

- “Será que eu já disse que Juniel não é competição para você? Hm, acho que disse sim, umas trocentas mil vezes” - Sussurrou em meu ouvido e eu quis dar na cara dela. - “Tiffany, eu amo você, e só você. Ninguém pode mudar isso”

 

- “Então porque você fica dando corda pra ela…?” - Murmurei, feito criança emburrada.

 

Taeyeon riu. - “Porque você fica uma gracinha com ciúmes” - Repetiu e eu rolei os olhos. - “Sério, estou apenas te provocando, fica calma” - Assegurou, e eu me virei para encará-la com suspeita. Taeyeon parou de rir aos poucos e me encarou com aqueles olhinhos brilhantes que me derretiam tanto. - “Eu te amo” - Declarou, me fazendo sorrir automaticamente. Taeyeon me beijou na bochecha e logo depois buscou meus lábios em um selinho carinhoso.

 

Seguimos caminho para a sorveteria, aos risos dessa vez. Perguntei as novidades e com isso, Taeyeon passou o percurso todo dizendo que Jaejoong estava deixando a família inteira doida. O oppa iria prestar um teste para uma empresa de entretenimento, a CJes, no mês que vem, e por causa disso, estava praticando vinte e quatro horas por dia.

 

- “É sério, Fany! Ela vai matar a gente! Semana passada, eu acordei no susto com o infeliz tocando piano três horas da madruga! Ele ainda teve a cara de pau de dizer que não estava conseguindo dormir e resolveu tocar o piano para acalmar os nervos!” - Exclamou, me fazendo rir ainda mais. - “Jaejoong tá piradinho! Até o Yunho tá assustado.”

 

Empurrei a porta de vidro da sorveteria aos risos, enquanto Taeyeon ainda estava inconformada com as atitudes do irmão. Fomos direto para os freezers de sorvete.

 

- “Vai querer morango de novo? Você nunca enjoa, não?” - Taeyeon soltou, me fazendo revirar os olhos.

 

- “E você? Algum dia vai querer outro sorvete além do de baunilha?” - Perguntei com uma sobrancelha erguida no exato instante em que ela pegou a pázinha do pote de baunilha. Sorri de canto e Taeyeon fez careta.

 

- “Tá, que tal isso! Vamos pegar só um pouco do que mais gostamos e tentar outros sabores!” - Sugeriu, me fazendo rir. Minha namorada, às vezes, agia pior que criança.

 

- “Tudo bem, o que sugere?” - Concordei, só para a alegria da criança. Taeyeon fez uma expressão fofa enquanto pensava e logo saiu pela sorveteria procurando os sabores que queria provar combinados. Ovomaltine, flocos, limão, e lá se vai uma lista. Ela acabou me obrigando pegar algumas de suas escolhas, só para que ela pudesse experimentar também. Maneei a cabeça e acabei concordando com tudo, ela parecia feliz, e era uma namorada maravilhosa a ponto de merecer todos os sorvetes do mundo.

 

Arrumamos uma mesa de dois lugares num cantinho discreto da sorveteria e sentamos ali. - “E então, como andam as coisas lá na escola? As meninas estão bem?” - Perguntei, depois de algum tempo apreciando o doce gelado.

 

Taeyeon sorriu de repente. - “Tudo bem. Hoje tivemos que apresentar um trabalho de história. No meio da apresentação, Sooyoung recebeu uma mensagem da Sunny e se atrapalhou toda na hora de falar a parte dela.” - Contou rindo, e eu não pude me segurar também.

 

- “Sabe que esses dias, a Sunny ficou toda boba antes de uma prova porque a Sooyoung mandou um audio super meloso e cheio de um aegyo esquisito para ela?” - Comentei e Taeyeon riu alto, tendo que usar as mãos para tapar a boca cheia de sorvete. - “Acho que a baixinha não acertou nem o cabeçalho da prova nesse dia.” - Continuei.

 

Os risos foram acalmando aos poucos, à medida que a gente fazia força para engolir os sorvetes de sabores já misturados. Não percebi quando Taeyeon segurou em minha mão esquerda, sobre a mesa. Eu a encarei, e ela parecia alheia ao nosso contato ao encarar as pessoas do outro lado do estabelecimento. As paredes eram compostas por janelas grandes de vidro simples, de modo que todos de dentro poderiam ver quem estava lá fora e as pessoas de fora também viam quem estava lá dentro, deixando o ambiente bastante agradável.

 

- “E como está se saindo nas provas? Ouvi dizer que a escola em que você estuda é bem difícil” - Taeyeon perguntou.

 

Maneei a cabeça. - “É, sim. Mas nada impossível. Hoje fizemos prova de história, e eu fui muito bem, aliás!” - Contei rindo.

 

- “Ora, parabéns! Não esperava nada menos de alguém de humanas!”

 

- “Uh-uh.” - Discordei. - “Nem de humanas e nem de exatas, meu amor. Eu sou de genius” - Respondi convencida e Taeyeon riu alto de novo. Eu admito, meu único objetivo com isso era ouvir sua risada espontânea. Sorri apenas observando-a, Taeyeon não pareceu perceber que minha atenção estava focada nela tão intensamente.

 

- “Certo, admito, você é mesmo de genius” - Falou. - “Enquanto que eu sou apenas de exatas, você vai bem em todas as disciplinas” - Elogiou, e eu sorri divertida.  

 

Ficamos alguns minutos assim, contando novidades, coisas engraçadas, ou apenas em silêncio, apreciando os sorvetes. Taeyeon, de vez em quando, pedia para provar algum sabor que eu tinha pegado, e para ser justa, eu fazia o mesmo com os sorvetes dela.

 

Já tínhamos terminado de comer quando senti a mão da Taeyeon apertando levemente a minha. Sim, ela não soltou minha mão em cima da mesa nem por um instante, e eu também não estava reclamando.

 

- “Fany-ah…” - Chamou, num tom sério, e eu a encarei.

 

- “Hm?” - Questionei, sentindo-me preguiçosa para responder a pergunta que eu sabia que ela iria fazer.

 

- “Como estão as coisas na sua casa?” - Perguntou timidamente. Taeyeon parecia saber exatamente o timing correto para fazer essas perguntas delicadas. Ela sabia aliviar o clima, e depois torná-lo sério. Isso demonstrava que ela se importava tanto com os detalhes problemáticos da minha vida quanto com os momentos superficiais e divertidos dela.

 

Suspirei. - “Está… Silencioso” - Respondi. - “Papai não falou mais nada desde nossa última discussão, você sabe, naquele dia em que ele propôs a viagem para a Califórnia nas férias” - Contei. - “Ele também não falou mais nada sobre isso, e todo mundo em casa está apreensivo com sua decisão. As coisas não estão se resolvendo e isso está me matando aos poucos” - Confessei ao abaixar a cabeça em frustração.

 

Senti os dedos de Taeyeon fazendo carinho nas costas da minha mão. Ergui o olhar para vê-la me encarar e sorrir de repente.

 

- “Vamos dar um jeito nisso, tudo vai dar certo um dia Fany, você vai ver” - Falou e eu sorri.

 

- “Só quero que saiba que se essa viagem realmente acontecer… Não importa por quanto tempo, uma semana, um mês, dois meses… Nada vai mudar entre a gente” - Falei, fazendo a rir.

 

Taeyeon inesperadamente se debruçou na mesa, inclinando-se em minha direção, com a intenção de me beijar. Facilitei seu contato ao me aproximar dela, e com isso nos beijamos brevemente. Só por alguns segundos, mas esse pouco tempo já foi o suficiente para arrancar aquele sorriso que expõe a covinha de Taeyeon, e um eyesmile de mim.

 

Foi então que as coisas de repente desmoronaram diante dos meus olhos. Alguém resolveu sentar-se do nosso lado sem mais nem menos. Encarei meu pai com choque e horror ao mesmo tempo, mas nem por um segundo soltei a mão de Taeyeon. Ele mantinha-se de cabeça baixa e esfregava as mãos no cabelo, como se estivesse confuso. Identifiquei aquilo como um sinal de irritação e imediatamente comecei a falar.

 

- “Pai, eu… Olha, eu só… Você sabe, eu já disse mil vezes que nunca vai conseguir me separar de Taeyeon, por favor-” - Tentei falar, mas tive que me interromper quando suas mãos me fizeram um sinal para parar de falar.

 

Papai ergueu o rosto em minha direção e eu senti meu coração quase parando no peito pelo que viria a seguir.

 

 

-Michelle- (Duas horas antes)

 

- “Pai, precisamos conversar” - Chamei, e vi seus olhos se desviarem da TV em minha direção. Minha mãe se juntou à nós na sala e logo papai percebeu que não seria uma conversa agradável.

 

- “Eu não vou discutir com vocês sobre a Tiffany, isso está fora de questão” - Anunciou.

 

- “Não, não está” - Mamãe se impôs. - “Querido, isso já se arrastou por tempo o suficiente, precisamos resolver logo a situação antes que as coisas saiam do controle”

 

- “Defina sair do controle” - Replicou ele, sem muito interesse.

 

- “Que tal ‘arrastar todos nós para os Estados Unidos de surpresa e sem motivo algum’?” - Rebati. - “Isso soa bastante descontrolado para mim.” - Papai me encarou novamente, em silêncio dessa vez. - “Pai, não queremos discutir, apenas conversar” - Falei, só para aliviar o tom da conversa.

 

Ele suspirou. - “Tá, tá. Falem logo” - Soltou as palavras de modo irritado.

 

Eu e mamãe nos entreolhamos. - “Nós sabemos que você foi pego de surpresa com todas as coisas que Tiffany disse naquela noite” - Minha mãe começou e papai abaixou a cabeça. - “Sabemos que você tem pensado no assunto com mais calma nesses últimos dias, mas ainda estamos todos assustados com o que você pode inventar de última hora”

 

- “E-Eu não invento nada de última hora!” - Defendeu-se ele.

 

Rolei os olhos. - “Ah, então, estávamos todos combinados a respeito da súbita mudança de escola da Tiffany” - Soltei sarcasticamente e minha mãe me lançou um olhar de repreensão. Bufei, antes de cruzar os braços e olhar para meu pai, segurando todos os sarcasmos que minha boca sentia vontade de produzir.

 

- “Olhe, eu sei que é inesperado para você, e que você pensa que essa não é a escolha certa para Tiffany, mas… Precisamos que você dê uma chance a ela.” - Mamãe falou com calma, e só pela expressão de papai eu soube que ele não havia gostado muito da ideia. - “A Tiffany nunca fez nada de errado a vida toda, ela sempre foi uma boa filha, uma boa aluna, uma boa irmã… Com seus defeitos, claro, defeitos que todo mundo tem, mas ela nunca deu trabalho, sempre obedeceu a gente e nos respeitou.” - Falou calmamente, papai não tinha escolha a não ser assentir. - “Ela merece uma chance…”

 

- “O que vocês querem que eu faça exatamente?” - Papai soltou. - “Aceitar aquela menina como a namorada de Tiffany? Fechar os olhos para tudo isso?”

 

- “Pai…” - Chamei, e ele focalizou o olhar em mim. - “Naquela noite, Tiffany disse que se o senhor a desse uma chance para provar que o relacionamento dela com Taeyeon é real, você iria entender” - Falei e papai estreitou os olhos para mim. - “Você aceitar dar essa chance a ela agora?”

 

Silêncio. Os olhos de meu pai vagaram entre eu e minha mãe, só para fitarem o chão por um longo tempo.

 

- “Você sabe… Que ela está infeliz, ela gosta mesmo da garota e tudo isso está fazendo muito mal à ela. Não tente negar, você sabe disso” - Minha mãe pressionou e ele de repente suspirou.

 

- “O que vocês têm em mente?” - Perguntou baixinho. Sorrimos juntas.

 

- “Vem comigo” - Falei e meu pai franziu o cenho.

 

- “Eu iria junto, mas preciso comparecer a uma reunião na escola” - Minha mãe falou. - “Você deve ir com Michelle, e por favor… Não faça nada idiota” - Instruiu, e meu pai fez careta.

 

Eu finalmente conseguia reconhecer um pouco do meu velho pai depois de tanto tempo. Ao contrário do que vocês pensam, ele sempre foi muito brincalhão, atencioso e carinhoso, um ótimo pai, de verdade. Durante todo esse tempo, esse pai que eu conhecia de repente desapareceu, acho que ele não soube lidar com a informação de que Tiffany se apaixonou por outra garota e isso o desestabilizou. Ele falou e fez coisas ruins, terríveis e não foram poucas as vezes em que eu quis falar poucas e boas para ele… Mas não se deixem enganar, antes de tudo isso, ele sempre foi o melhor pai de todos.

 

Em meio à problemática, minha mãe, Leo, e eu não sabíamos o que fazer para resolver tudo, até que Tiffany finalmente nos deu a resposta. Depois da última discussão, papai tem agido diferente. Minha irmã anda com medo dele demais para perceber que ele ficou balançado e confuso com tudo o que ela dissera. Ela provavelmente pensa que ele vai acordar numa manhã qualquer e despachá-la para outro planeta, Tiffany está tão apreensiva e irritada que não conseguiu perceber que ele tem pensado no assunto verdadeiramente dessa vez.

 

Quando eu e minha mãe descobrimos que hoje era o dia em que Tiffany encontraria Taeyeon clandestinamente depois da escola, decidimos que hoje também seria o dia de resolver tudo por bem ou por mal. Eu vou mostrar o verdadeiro relacionamento que existe entre Taeyeon e Tiffany e com um pouco de bom senso, ele vai entender. Ou assim espero.

 

Essa é a última chance. Mesmo que papai faça escândalo e não aceite o namoro delas de jeito nenhum, nós não iríamos permitir ele atrapalhar aquele relacionamento por nem mais um segundo. Papai teria que aceitar. E caso não entenda isso, minha mãe tomará medidas drásticas com relação ao casamento deles. Ela disse que o marido dela, agora, não é o homem por quem ela se apaixonou na juventude. Se papai não voltasse a ser o cara que era antes de tudo isso acontecer, significa que o casamento deles chegou no fim da linha.

 

Dirigi pela cidade na direção da escola de Tiffany. Papai ficou em silêncio o tempo todo. Acho que nessas alturas ele já imaginava que Tiffany estava vendo Taeyeon as escondidas. Seu semblante demonstrava ofença, por minha irmã ter passado por cima de sua autoridade e ignorado suas proibições, ao mesmo tempo em que ele parecia confuso por ela ter se rebelado tanto. Tiffany nunca foi esse tipo de filha e eu aposto que meu pai só poderia pensar que ela teve bons motivos para agir assim agora.

 

Demorei algum tempo para arranjar uma vaga perto dos portões da escola de Tiffany que não fosse muito óbvia, ou então seríamos descobertos no mesmo minuto. Papai assistiu o momento em que Taeyeon apareceu e abraçou minha irmã carinhosamente. Ouvi-o suspirar e não soube dizer se estava irritado, surpreso, confuso, ou tudo isso junto.

 

- “Há quanto tempo… Elas estão se vendo sem eu saber… E ainda contando com o apoio de vocês?” - Perguntou, parecia chateado, mas não bravo, então apenas respondi.

 

- “Essa é a segunda vez, a primeira foi na feira de ciências” - Contei.

 

- “E você deveria estar me trazendo até aqui agora?”

 

- “Não. Eu estou quebrando minha promessa com Tiffany de te manter longe das duas durante essa tarde, então eu espero que o senhor mostre bom senso o suficiente para compensar a bronca que vou levar dela depois” - Disparei, e se meu pai não fosse tão orgulhoso, ele provavelmente teria se encolhido no banco.

 

- “Por que… Ela parece tão brava? Aquela garota está tirando sarro dela!” - Papai acusou de repente, e logo depois fez menção de sair do carro. Rolei os olhos.

 

- “Pai, calma, não é isso, hey! Volta aqui!” - Puxei ele de volta pra dentro do carro. Algumas pessoas nos olharam esquisito, mas nem ligamos. - “Tiffany só está com ciúmes” - Falei, enquanto ria. Papai ergueu uma sobrancelha para mim, me forçando a explicar. - “Aquela garota ali, o nome dela é Juniel” - Apontei. - “Tiffany sempre fala dela para mim ou mamãe. A garota tem uma quedinha pela Taeyeon, e minha irmã sempre fica verde de ciúmes sempre que ela está por perto.”

 

- “E ela tem motivos para ter ciúmes? Pelo amor de Deus, Michelle, não me diga que essa tal de Taeyeong não está sendo, pelo menos, fiel com a minha filha!”

 

Quase ri de seu desespero. - “O nome é Taeyeon, pai, e honestamente? Eu nunca vi ninguém mais apaixonado pela Tiffany do que ela. Ela é fiel, sim.”

 

Meu pai e eu ficamos em silêncio enquanto observávamos a interação delas. Em determinado momento, as duas deixaram o grupo para trás.

 

- “Vem, vamos seguí-las” - Falei, logo depois de perceber que as amigas de Tiffany também já haviam ido embora e a barra tava limpa para continuar a missão de espionagem.

 

Espero que a Fany me perdoe por isso, f(x) amado, você sabe que só estou pensando no melhor para ela, por favor, tenha misericórdia e me poupe da ira eterna de minha irmã quando ela ficar sabendo. Amém.

 

Saímos do carro e passamos a andar atrás das duas, a uma distância segura, claro. Tiffany ainda parecia estar queimando de ciúmes e fez menção de abandonar Taeyeon sozinha algumas vezes. Papai suspirou e desviou o olhar desconfortavelmente quando a mais baixa abraçou Tiffany pelas costas. O olhar que elas trocaram depois disso foi completamente romântico, e provavelmente desarmou todos os argumentos de papai sobre ser impossível amar verdadeiramente alguém do mesmo sexo. Observei as duas trocarem um selinho e logo ouvi meu pai pigarrear, desviando os olhos e tentando agir naturalmente. Quase ri.

 

Seguimos as duas até a sorveteria e dessa vez, minha irmã era só sorrisos. A baixinha contava alguma coisa de um modo altamente expressivo que fazia Tiffany rir e bater palmas. Espero mesmo que papai esteja notando essa alegria toda.

 

Dentro da sorveteria, a mais baixa provavelmente resolveu provar vários sabores de uma vez e arrastou a namorada junto. A garota que meu pai tanto criticou agora parecia mais uma criança, tanto no comportamento, quanto na estatura, o que era bastante engraçado de se ver. Tiffany assistia a namorada com olhos de gente apaixonada, e era óbvio que ela só fazia as vontades da outra por amor.   

 

Sentamos em um banco de praça do lado de fora da sorveteria, um pouco distante delas, mas ainda dava para ver o que estavam fazendo e suas expressões. Elas arrumaram uma mesa no cantinho da sorveteria e ali se sentaram. Conversaram animadamente e apenas rindo uma para outra. Taeyeon segurou na mão de irmã, que não pareceu nem um pouco desconfortável com o toque. Eu e meu pai ficamos o tempo todo em silêncio. Para mim, era incrível ver o quanto elas podiam falar sobre todos os assuntos, tanto alegres e bobos, quanto os mais pesados e delicados e ainda continuarem se olhando daquela forma tão carinhosa. Por favor, que meu pai esteja percebendo isso também, por favor!

 

Quase não notei o momento em que ele se levantou de repente. As duas estavam se beijando. Será que isso foi a gota d’água? Andei atrás dele apressadamente, enquanto ele seguia imparável até a mesa das duas. Papai se sentou ao lado de Tiffany de forma abrupta, fazendo as duas garotas pularem no lugar e depois arregalarem os olhos de medo e susto.

 

Estaquei, já prevendo uma grande merda. Será que eu estraguei tudo? Será que nada disso adiantou? Será que eu só piorei as coisas par Tiffany? Mordi o lábio com receio, mas nãon havia tempo para isso agora, a merda já estava feita de qualquer modo.

 

Venci o medo e forcei minhas pernas a andarem até eles. Vi Tiffany gesticular sem parar, ao mesmo tempo em que sua boca despejava palavras e mais palavras em cima de papai de modo assustado. Cheguei a tempo de vê-lo pedindo silêncio com as mãos. Minha irmã me encarou, e eu juro que nunca vou poder superar aquele olhar de traição que ela me lançou. Acho que ela só não me xingou porque meu pai resolveu falar algo antes.

 

- “Vocês…. Eu” - Ele tentou, mas se interrompeu. Um silêncio mortal tomou conta de todos nós. - “Eu acho… Que devo desculpas a vocês” - Foi uma frase simples, mas pareceu tão dolorosa ao sair da boca de meu pai. O orgulho dele estava claramente ferido por admitir algum erro nessa situação e dava para dizer que ele não se agradava por completo sobre o que estava acontecendo. - “Eu não deveria ter sido tão bruto, tanto com você, Tiffany, minha filha” - Ele disse, ao passar a mão carinhosamente pelos cabelos ruivos de minha irmã. Ela estava tão chocada que nem conseguiu fugir do contato repentino e suspeito. Papai se virou para a outra garota lentamente. - “Tanto com você… Kim… Ahn…”

 

- “T-Taeyeon, senhor”

 

- “É…” - Papai murmurou, eu e Tiffany nos encaramos de olhos arregalados. - “Será que… Podemos ter aquela conversa de novo?” - Pediu, um tanto envergonhado e sem jeito. Ele ainda não sabia como lidar com aquilo, mas pelo menos parecia querer tentar. E por agora, isso bastava.

 

 

 

 


Notas Finais


SERÁ QUE AGORA VAI, MEU F(X) AMADO? HUEHUEHEU

Espero que tenham gostado do capítulo~ Sintam-se a vontade para comentarem, por favor :3

Queria também desejar um Feliz dia das Crianças pra todos vocês com muito amor :3

Obrigada por lerem e até semana que vem :3

PS: Vamos amigar no twitter~ @ _DongBangPeia <3


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