História Operation Swan - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Tags Amor, Comedia, Desafio, Romance, Romione, Scorose
Visualizações 70
Palavras 1.268
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oie bbs,

Por motivos de que eu vou ter que sumir a partir de amanhã até semana que vem, eu preferi postar logo o capítulo, para não atrasa-lo.

RESPONDENDO 99, 9999 % DOS QUESTIONAMENTOS que me foram feitos, NÃO, a Hermione não está doente, gente. Foi só uma consultinha de rotina, mas meu coração se alegra que vocês estejam reparando nos detalhes. Isso indica que estão prestando atenção no que estão lendo, ahaha ♥

Agora vamos ao que interessa!

Capítulo 8 - The Morning of the Outflow


London,

February 2, 2017

 

Era uma triste manhã de quinta-feira. Nos noticiários, meteorologistas enfatizavam que aquela havia sido a madrugada mais fria daquele inverno. Nas ruas, grandes amontoados de gelo cobriam o chão. Lentamente, aquecida pelo clima ameno da Starbucks, Rose Weasley bebericava seu frappuccino, enquanto admirava os pequenos flocos de neve matinais caindo na calçada.

Uma lágrima despencou, apressada, dos seus expressivos olhos azuis e rolou pela bochecha sardenta da garota. Aquela não tinha sido a primeira do dia. Rose enxugou a pele molhada com a palma da mão.

Era frustrante saber que os seus planos deram totalmente errado, principalmente quando o real motivo para isto ter acontecido era o fato de Ronald Weasley e Hermione Granger definitivamente não quererem estar mais juntos. Pelo visto os seus primos estavam certos. Já havia passado da hora dela desistir de se intrometer na relação dos seus pais.

Teimosos, outra vez os seus olhos matejaram-se. Quase decidida a se deixar chorar livremente ali mesmo, naquele pub, Rose viu um contorno alto e loiro atravessar a porta principal. Seu sobretudo verde musgo estava marcado com pintinhas brancas, de neve. Scorpius sorriu para uma das atendentes, que pareceu se derreter com o cumprimento. Rapidamente, a ruiva se ajeitou no assento, secando os olhos mais uma vez, e começou a calçar as luvas, pronta para ir embora.

– Não precisa sair só porque eu cheguei. – a voz conhecida ecoou a suas costas.

– Não se sinta tão especial assim. – Rose replicou, fingindo indiferença.

Se Malfoy acreditou naquilo, não se deixou demonstrar. O loiro apenas retirou o casaco, pendurando-o no cabide ao canto e se sentou na cadeira antes ocupada pela mochila da garota.

– Fica. – ele pediu. – Por favor... – completou, com um pouco de dificuldade.

Rose soltou um suspiro pesado.

– Por quê?

– Porque eu não me importo que você fique.

– Resolveu estragar sua imagem mostrando ao mundo que você anda comigo?

– Algo parecido com isso.

Malfoy piscou um olho, divertido. Rose apenas sorriu de canto, mas não respondeu a provocação. Os olhos cinzentos do loiro pesaram sobre ela, curiosos.

– O que houve? – ele questionou, devagar. – Não vai retrucar, reclamar ou me xingar aos berros por isso?

– Eu não xingo ninguém aos berros por nada. – a ruiva se defendeu.

– Ah, não... – Scorpius concordou, irônico. – Lógico que não.

Rose rolou os olhos se recostou na macia poltrona novamente. A atendente sorridente veio trazer o pedido do loiro. Malfoy a respondeu simpático, contudo, ainda sim, a ruiva percebeu que ele continuava a observando. Scorpius estava esperando uma resposta. Ela começou a retirar as luvas devagar, outra vez, enquanto a garçonete se afastava.

– E então...? – o loiro insistiu, um pouco inquieto.

– Ontem a tarde chegou uma correspondência da Vara de Família na minha casa, avisando o dia da última audiência de divórcio dos meus pais. – as luvas foram cuidadosamente pousadas no colo da menina. – A audiência que eles vão enfim assinar os papéis definitivos da separação.

Scorpius meneou a cabeça, afirmativo. Ele pensou sobre o que acabara de escutar.

– Foi por isso que você estava chorando?

A ruiva foi pega de surpresa com a pergunta. Ela desviou o olhar, sem jeito. Scorpius, de alguma forma, também se sentiu envergonhado.

– É que seu nariz e suas bochechas ficam vermelhos quando você ri. Só que você não tá com uma cara de alguém que tá muito feliz. Então eu imaginei que talvez acontecesse o mesmo no processo inverso. – ele se justificou. – Mas, pensando bem, poderia ser por causa do frio também.

Malfoy parecia estar se explicando mais para ele mesmo do que para a outra pessoa, com a sua moccha fumegante na mão, erguida. Rose sorriu de canto mais uma vez. No fundo, ela achou bonitinha a reação atrapalhada do loiro a sua frente. O embaraço era atípico a todo o excesso de confiança do garoto.

 – É que os seus olhos também estão meio avermelhados...

– Tudo bem, Scorpius. Eu entendi.

Malfoy ergueu as sobrancelhas claras, surpreso. A ruiva então se deu conta que era a primeira vez na vida que ela o chamava pelo nome. Rose preferiu ignorar esse detalhe.

– Mas, respondendo a sua pergunta: sim, eu estava chorando.

– Pais se separando é sempre uma merda.

– É sim...

– Quando a minha mãe saiu de casa, eu senti raiva dela.

Quando o loiro deixou escapar a informação, retraído, Rose o fitou. Um lampejo de curiosidade passou pelos seus olhos azuis, mas ela permaneceu calada, atenciosa, esperando que o garoto continuasse. Por algum motivo, Scorpius achou natural conversar com a ruiva sobre isso, ainda que aquele fosse o tipo de assunto que ele costumava falar com ninguém. Nem mesmo com Alvo, que se tornara seu melhor amigo nos últimos anos.

– Era como se ela tivesse me abandonando. Como se ela tivesse me largado naquela casa enorme, sozinho.

Malfoy cruzou os braços e encarou o teto. Rose sentiu compaixão pelo que escutara.

– Tem muito tempo que eles se separaram? – ela perguntou, amável.

– Oito anos. – o loiro respondeu.

– Por que ela não te levou?

Scorpius coçou o maxilar.

– Porque meu pai não deixou. – ele cruzou os braços. – Só que demorou muito tempo até que eu soubesse disso. Tempo o suficiente pra estragar o meu relacionamento com a Astoria.

– Sua mãe me pareceu ser uma pessoa muito boa, no shopping. – Rose falava a verdade. – Bem atenciosa, principalmente com você.

– Ela é assim. Mamãe sempre tentou manter contato. Eu que não facilitei muito as coisas por um tempo.

A ruiva se ajeitou na cadeira. Ela estava interessada no assunto. E não era somente pelo fato de se tratar de uma separação. Havia outra explicação que ela também preferia ignorar até o momento.

– Por que eles se separaram? – Rose indagou, curiosa.

– Draco Malfoy nunca foi o ser mais dedicado da face da Terra. – Scorpius sorriu anasalado. – Principalmente naquela época.

– Se um dia me fosse dada a opção de escolher entre o papai ou a mamãe, eu não saberia o que fazer.

– Seus pais são legais, só são meio doidos. Você teve a quem puxar.

A ruiva semicerrou os olhos.

– Doida é... – ela estava prestes a responder o desaforo, mas Scorpius levantou a mão e a interrompeu, divertido, jogando um guardanapo de papel úmido na garota.

– Ei, olha a boca, Weasley!

Rose jogou uma série de guardanapos no loiro, raivosamente, que se defendeu, rindo mais abertamente. Ele segurou a mão dela para impedir o bombardeio e, por alguns segundos, seus dedos se tocaram, entrelaçados. Ambos puxaram os braços em direções opostas. Um silêncio constrangedor pairou entre os dois. Rose conferiu as horas no relógio de pulso.

– Eu preciso ir agora. Lily já deve estar me esperando.

– Ah, é... Ok...

A garota se levantou rapidamente, vestindo o casaco vermelho e o seu gorro de costume. Ela pôs a mochila nas costas e esticou a postura, voltando a ser a mesma ruiva altiva de sempre.

– Até amanhã, Malfoy.

– Até, Weasley.

Rose se afastou alguns metros, até que Scorpius a chamou novamente, com o tom de voz elevado.

– Ei, Rose!

Ela virou a cabeça no mesmo instante.

– Não desista do plano.

A ruiva sorriu.

– Achei que você não acreditasse nessa besteira monogâmica chamada casamento! – Rose gritou em resposta, andando em direção à saída do pub.

– Fizemos uma aposta, Weasley! – o loiro se debruçou na mesa, se esticando em sua direção. – Se você desistir a vitória fica muito fácil. Eu gosto de desafios!

– Você não é o único!

A ruiva piscou, da mesma forma provocativa que Malfoy fizera um pouco mais cedo. Ela empurrou a porta e o sino de entrada badalou. Rose Weasley encarou a neve do lado de fora, enquanto o loiro bebericava os últimos goles da sua moccha, observando-a se afastar.


Notas Finais


E aí? O que acharam?!
Me contem aqui nos comentários! Eles são muito importantes para a evolução da história! (e podem ajudar a postagens mais rápidas ;] )

Para quem não conhece ainda, eu tenho uma página onde posto os links das histórias, alguns spoilers de vez em quando, umas novidades também... Dá uma chegadinha lá!
==> https://www.facebook.com/Mrs-Ridgeway-1018726461593381/

Beijos, até dia 26!


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