História Opostos: One-shots de Miraculous - Capítulo 1


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Palavras 1.505
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Fantasia, Ficção, Hentai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único - A sorte e o Azar


Fanfic / Fanfiction Opostos: One-shots de Miraculous - Capítulo 1 - Capítulo Único - A sorte e o Azar

A muito tempo atrás, muito mais do que se possa imaginar, havia uma civilização, que acreditava que joaninhas eram sinal de boa sorte, e pelo simples toque, eram capazes de curar um coração partido. Já gatos pretos eram sinal de má sorte, e eles podiam destruir tudo que tocavam com a pata direita. Essa crença vinha de duas lendas:

Uma donzela de cabelos vermelhos e pretos, que tinha nascido das flores mais majestosas, era bondosa e corajosa, viajava pelo mundo distribuindo seu dom... O dom da purificação, e ela podia fazer isso com seres vivos ou não vivos. Sua purificação vinha de seus olhos turquesa, surpreendentemente brilhantes, diziam que ela podia, com o olhar, descobrir o que atordoava aqueles que ela purificava. Os que já foram curados diziam que os olhos dessa donzela eram tão profundos que parecia estar coberto por um céu noturno cheio de estrelas, fazendo-os esquecer dos problemas do mundo. E ela foi batizado por aqueles que a conhecerem de Joaninha, por causa de seu cabelo e das roupas que vestia. Ela acabou sendo cultuada como deusa.

Já a outra lenda dizia:

Um rapaz de cabelos negros rebeldes, que tinha nascido das sobras de uma floresta, era sozinho e azarado, nunca tinha saído daquela floresta com medo de que alguém pudesse se ferir com a maldição dele...A maldição da catástrofe, ele podia causar coisas ruins com a sua mão direita, uma das coisas que ele podia fazer com a mão era causar a morte. Os caçadores diziam que podiam ouvir seu choro por entre as árvores, os mais corajosos diziam que já tinham se deparado com aqueles grandes olhos verdes, que brilhavam por entre a escuridão, o que lhe rendou o apelido de Gato Preto. Ele acabou sendo evitado como um espírito amaldiçoado.

Mas existe uma parte dessas duas histórias que se funde, uma parte em que esses personagens se encontram, que foi esquecido por quase toda aquela população, menos por aqueles que guardam os tesouros deixados pela sortuda Joaninha e o azarado Gato Preto.

Em um dia escura e chuvoso a Joaninha tinha acabado de chegar em uma vila, foi recebida com festa e alegria, foi lhe dada oferendas, ela nunca se sentiu muito confortável em ser tratada daquele jeito, mas por educação e insistência, da população, acabou aceitando. Se acomodou em uma das cadeiras, começou a comer um pouco, mas queria acabar com aquilo logo.

-Muito obrigada a todos que compareceram na minha chega, está tudo realmente lindo e a comida está muito gostosa, estou lisonjeada. Mas não vejo e não sinto, nada de errado aqui, sem querem ser rude, mas existem outros lugares que precisam da minha ajuda...- Falou meio sem graça.

-Ah, sim! Senhora Joaninha. -Um ancião disse.- O povoado aqui é saudável, mas a nossa floresta está amaldiçoado, existe um espírito de Gato Preto, ele amaldiçoou toda a floresta e agora está difícil de caçar qualquer animal, pois eles fogem com medo no Gato Preto, e as árvores não dão frutos.

-Tudo bem, vou verificar isso.

Joaninha não queria perder tempo, existiam muitas aldeias ainda para visitar. O aldeões a guiaram até a entrada da floresta, entretanto muitos estavam com medo de entrar e se deparar com o espírito ou qualquer outra coisa que podia ter naquela floresta. Ela teve que seguir o caminho sozinha, "Siga o choro" pensava, "Encontre olhos verdes vibrantes e encontrará o espírito". Não demorou muito para ela ouvir o choro, ele vinha de uma árvore? "Mas me disseram que era um Gato Preto... Um Gato chorão", a Joaninha começou a investigar, era uma árvore formidável, que se não fosse a névoa envolta, seria com certeza o destaque dessa floresta. Um arrepiou subiu pelas costas da desbravadora, era a primeira vez que sentia isso, ela tinha visto os olhos verdes e vibrantes.

-Olá!?-Ela se aproximou- Eu sou...

-NÃO SE APROXIME!-Era uma voz grossa, que dava medo a qualquer um menos nela, talvez um pouco. Engoliu seco.

-Não se preocupe, você é o Gato Negro que amaldiçoou essa floresta?

-Foram aquelas pessoas que disseram isso para você.-A Joaninha afirmou.-São realmente idiotas, não sou um espírito.

Ele se aproximou a tocha que estava na mão da donzela vermelha, ela tinha visto uma figura alta de pele morena, olhos verdes vibrantes e cabelos negros rebeldes, no qual duas pontas ficavam a cima da cabeça fazendo parecer orelhas. Ele estava todo de preto e a mão direita enfaixada, a Joaninha tinha reparado nisso.

-Se machucou? -Ela preocupada, rapidamente pegou a mão do rapaz, ele não teve tempo de reagir, e só ficou calado um o olhar espantado, enquanto ela desenfaixava a mão.

-C-co-como você faz isso?- Ele a indagou

-Isso o que?

-Você consegue pegar na minha mão e não acontece nada com você.- A Joaninha inclinou a cabeça não entendendo direito essa afirmação.-*Respirando fundo* Eu nasci com a maldição da catástrofe, tudo que eu toco com essa mão, acontece algo de ruim, já causei mortes...-Ele estava triste, não era de se esperam menos.- A Joaninha segurou com carinho as mãos dele, e o encarou da mesma forma.

-Deve ser por causa do meu "dom" de purificação, sou capaz de curar tudo e todos.

Eles ficaram de baixo da árvore majestosa, conversando, ambos não sabiam bem o porque, mas era como se tivesse alguém para compartilhar o peso de seu dom e de sua maldição.

-Mas sabe... eu não sou completamente feliz, claro que gosto de ajudar, e ajudo o máximo possível, mas não tenho uma casa, vivo viajando, eu só queria um lugar para chamar de lar.

-*Risos* E eu queria sair daqui.

-*Estalando uma ideia* Gato Preto, diga, o que vê quando olha para meus olhos?

-Parece que estou coberto por um céu cheio de estrelas, porque?

-É assim que purifico as pessoas, com meus olhos.-Ela soltou a mão do Gato.-Vejo se você continua com a maldição.

Ele se aproximou de uma árvore menor, a tocou e imediatamente ela morreu, ele ficou triste.

-Eu não posso curar você por completo...- A donzela vermelha ficou triste por um tempo, mas logo outra ideia surgiu.- Já sei! Viaje comigo, vai poder sair daqui, e não vai sofrer com a sua maldição, e eu vou ter uma companhia. -Ela sorriu de forma tão amigável e encantadora que o Gato não tinha como recusar, e também era um chance.

-Está bem, eu vou.

Eles saíram de lá de mãos dadas, a Joaninha explicou tudo que tinha acontecido e que ia embora com o tal espírito, o que deixou os habitantes felizes.

Ambos seguiram viagem, sempre juntos, sempre de mãos dadas, descobriram suas diferenças, mas isso estranhamente os aproximava, eram dois opostos que se completavam. O amor nasceu entre eles, e não demorou muito para Joaninha perceber que não podia curar os outros enquanto estava com Gato Preto, o dom dela e a maldição dele se anulavam. Eles acabaram por construir uma pequena casa, mas isso não os impediu de viajar, e eles conheceram outros com poderes.

Uma tartaruga inteligente.

Uma borboleta bondosa.

Uma raposa divertida.

Uma abelha elegante.

E um pavão chorão.

Eram todos amigos, e se divertiam muito e quando chegava a hora, era somente a Joaninha e o Gato Preto, juntos, um pertencia ao outro e vice-versa. Eles tinham encontrado seu oposto que os completava. Mas as joaninhas tem vida curta, e a desta, já estava acabando, em seus últimos suspiros ela sussurrou ao seu querido Gato.

-Seja feliz...-Ela finalmente fechou os olhos... para sempre, deixando para trás duas pedras negras.

-Como vou poder ser feliz, sem você? -Ele desabou em choro, estava sozinho de novo, amaldiçoado, ele era um gato, e ainda estava em sua primeira vida.

Ele segurou as pedras e passou a carrega-las, e cada vida que passou sem ela, o deixava mais triste, e cada fez mais tomado pelo desespero. Até que, em sua nona vida, ele finalmente pode descansar e reencontrar uma joaninha, deixando para trás, não só as pedras dos olhos de sua amada, mas também, um misterioso metal branco que cobriu sua mão direita durante a sua última vida.

Um tempo passou, e a histórias dos opostos correu, um grupo de sacerdotes, movidos pela curiosidade e pela crença procurou os tesouros deixados pelos amantes, e os acharam. Das duas pedras negras, foram feitos um par de brincos, e o metal branco se moldou um anel. Os sacerdotes, esperaram até encontrarem pessoas dignas de usar aqueles artefatos, que abrigavam vida, a vida de uma estranha joaninha chamada de Tikki, que significava sorte, e de um estranho gato chamado Plagg, que significa praga. Eles carregavam, não só os poderes, mas também as memórias dos amantes, a sorte e o azar...

O tempo foi passando, e vários portadores surgiram, na Grécia, no Egito, na África, na China e na França. E esses objetos e seus habitantes levaram a antiga cina:  A sorte de estrarem sempre próximos, mas o azar de nunca realmente poderem ficar juntos, por fatores diversos, como classe social, falta de interesse, timidez e até mesmo uma porta. Até quando?

-FIM-



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