História Oppa ou Hyung? - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Sonyeondan, Bdsm, Bts, Cross-dress, Hyung, Oppa, Oppa Ou Hyung
Exibições 35
Palavras 1.502
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vocabulário
Aconcágua28: Localizado na Argentina com 6962 m de altitude, é o ponto mais alto do continente americano.

Capítulo 25 - Capítulo XXIII - Bad


Fanfic / Fanfiction Oppa ou Hyung? - Capítulo 25 - Capítulo XXIII - Bad

Amar-te assim desvelado

entre barro fresco e ardor.

Sorver entre lábios fendidos

o ardor da luz orvalhada.

 

Deslizar pela vertente

da garganta, ser música

onde o silêncio flui

e se concentra.

 

Irreprimível queimadura

ou vertigem desdobrada

beijo a beijo,

brancura dilacerada.

 

Penetrar na doçura da areia

ou do lume,

na luz queimada

da pupila mais azul,

 

no oiro anoitecido

entre pétalas cerradas,

no alto e navegável

golfo do desejo,

 

onde o furor habita

crispado de agulhas,

onde faça sangrar

as tuas águas nuas.

 


Obscuro Domínio — ANDRADE, Eugénio de. 1972.

. . .

AnKoo P.O.V.

Logo na entrada do prédio haviam dois homens rigorosamente trajados com ternos cinza, indubitavelmente eles impediriam a entrada de Jin e eu, porém por algum mérito nosso com Deus, tivemos um golpe de sorte. Um dos brutamontes saiu. O segurança mais forte saiu deixando o outro — que por sinal era mais jovem e irresponsável — sozinho na entrada do prédio.

— Droga... Saia também, seu miserável. — SeokJin murmurava entre dentes como se estivesse fronte ao rapaz.

— E agora, como seu plano segue? Vamos bater nele para conseguir entrar?! — cuspi as palavras da forma mais mordaz possível.

— Ah, claro — respondeu no mesmo tom debochado — O que sugere? Você vai até lá e chuta a canela dele, enquanto eu entro?

— É melhor do que ficarmos plantados aqui e sem notícias dos garotos — disse segurando o timbre para não gritar.

Estávamos prestes a partir o fino fio que separava nossa discussão com tom sublime, de uma voraz briga entre animais, mas ele respirou fundo e tornou a observar o rapaz.

Eu só queria poder ver os garotos agora. Escutar o riso exagerado e infantil do HoSeok-ah, ou rir dos desastres provocados pelo NamJoon-ah, talvez assistir algum filme mal feito com o TaeHyung-ah, mas o principal era que eu os queria a salvo perto de nós.

Por favor oppas, não façam mais bobagens!

Que porcaria é essa? Há alguns poucos meses a minha maior aventura era ir de patins até a galeria e agora eu planejava invadir o apartamento de alguém para impedir, por algum meio, que algo ruim acontecesse. E se não chegarmos a tempo? Algo em mim revirou quente e senti os canais lacrimais se abrirem. Entretanto ao primeiro vestígio de choro surgir, Jin passou os dedos finos e singularmente irregulares em minhas bochechas.

— Hey, não chore mais uma vez, está bem? Olhe. — O segurança mais novo, que insistia em permanecer em seu posto, neste momento mexia em seu smartphone — Eu tive uma ideia. Podemos tentar a entrada dos fundos, com sorte não terá ninguém por lá. — Mesmo ouvindo a voz melódica de SeokJin o choque não permitia que meu corpo se movimentasse. — Você pode fazer isso AnKoo. Se esforce! É como uma dança — escutando tal palavra meu corpo despertou — isso mesmo, é como uma dança. Basta deixar que eu te guiarei.

. . .

Demos a volta no enorme prédio o mais rápido que conseguimos, e em todo o percurso Jin oppa não soltou a minha mão nenhuma única vez.

E foi assim desde que me aproximei desse grupo de garotos, eu nunca mais me senti sozinha, mesmo com todas as dores e remédios o apoio deles sempre me mostrava o melhor.

Chegando na parte de trás nos deparamos com um senhor recostado a um carro bem encerado. Ele estava pensativo, porém ainda com seu instinto alerta, detectando SeokJin e eu de forma rápida. Achei que seria nosso fim, que iriam nos expulsar ou coisa do tipo, todavia continuei sendo puxada por SeokJin.

— O que faz aqui, Kim SeokJin-ssi? — perguntou de cenho franzido — Quem é a senhorita?

— Olá, senhor Ahn DoKyu-ssi. — Jin me impulsionou um pouco a frente. — Esta é Lee AnKoo.

— Vocês estão aqui pelo TaeHyung-ssi, não é mesmo? — indagou encarando o céu como se já tivesse certeza da resposta.

— Sim — respondeu Jin, nos levando em sua direção.

— Nos deixe entrar, por favor — pedi.

— Eu poderei perder meu emprego por isso... — O seu olhar estava perdido entre as nuvens, o sentimento que suas palavras abrigavam iam muito além daquele horizonte — Quinto andar, tirem ele de lá.

Esquecendo todas as regras de etiqueta, saímos correndo dali sem pestanejar, não havia tempo para pensar. Chegamos ao lugar ofegantes pois não tínhamos paciência ou tempo para esperar o elevador. Todo o vão retangular, era límpido e branco com um clarão de flash, tendo um design vitoriano com detalhes em azul royal.

Ora o corredor abrigava as vozes tão familiares.

TaeHyung venha para cá! — Era a voz chorosa de HoSeok — P-por f-favor... Você tem q-que vir com a gente, entende?

Solte ele seu bastardo! — Essa rouquidão... NamJoon. — Se você não tirar as mãos dele agora...

Você vai fazer o que? Me bater? Ah, Kim NamJoon, achei que você fosse um garoto sensato. — De quem era essa outra voz fria como uma nevasca? Posso até não a reconhecer, mas para SeokJin decerto era um timbre familiar — Sabe bem que ele está comigo porque quer.

Seu maldito, você quem fez isso com ele! — Mais uma vez NamJoon bradava — Só que eu vou reverter isso, mas antes vou te ensinar como é sentir dor de verdade.

Não se aproxime dele e saiam daqui! — Um grito se fez presente. Eu sabia que era a voz do BuiBui, só não reconhecia o sentimento que ela carregava, houve então uma agitação e logo em seguida um estilhaçar de vidros.

Ouvindo aquilo Jin deu partida. Não pude se quer ver o momento em que tudo aconteceu.

Simplesmente em um piscar de olhos Jin já havia entrado. Em fração de segundos vi o nosso frágil “garoto esperança” se transmutar para algo feroz e disparar sobre, o que se assemelhava ser, o manager. Noutro piscar Kim NamJoon, ensanguentado, jazia nos braços de Jin. E em mais um piscar, em pequeno movimento TaeHyung levou uma arma de curto calibre a sua têmpora.

— Parem de atrapalhar tudo — Suas íris sem brilho se direcionaram ao manager. — Eu disse para irem embora! — berrou novamente.

— Tae... — A voz de HoSeok nunca houvera lhe traído tanto quanto agora.

Eu estava paralisada, os outros garotos eram pura adrenalina, porém por hora estavam cautelosos. Deveria ser só uma conversa... Talvez eu até esperasse um discussão. Mas há algo muito mais importante agora.

— TaeHyung oppa — chamei sua atenção à porta. Como quando se despenca de Aconcágua28 no Pico dos Andes, o seu olhar ainda vazio se encheu. Da pior maneira que existe, de lágrimas, lágrimas de desespero e confusão — Abaixe isso TaeHyung!

Em prantos o nosso leãozinho, antes tão alegre, balançava a cabeça negativamente ainda com aquela coisa pressionada contra si.

My little boy... — O manager, que permanecia com todo o peso da fúria de HoSeok sobre si, falou com um sorriso singelo.

— Não o chame assim, seu merda. Como você pode ser tão podre?! — queixava-se o garoto esperança no momento simultâneo em que sacudia o logo homem abaixo.

No entanto quando sua mão ameaçou soca-lo, escutamos alguma espécie de clique e ao ver Tae desativando a trava de segurança, nosso mundo parou de girar.

Tudo a minha volta havia se tornado um caos. Até agora eu estava tendo mais emoções que em toda minha jornada infanto e juvenil.

Olhei na direção de NamJoon e SeokJin. Vendo todo aquele sangue pensei que fosse desmaiar, contudo a precisão da situação fez meus nervos se agitarem. Sem mais opções, me juntei a SeokJin, ele mantinha um semblante sereno e angelical enquanto tentava manter NamJoon acordado.

Era estimável afim a forma que Jin se doava a Monster a todo tempo. Se isso era amor, eu quero sentir isso com o meu Dong Yongbae... Eu quero ama-lo tão intensamente que o faça ficar cada vez mais brilhante, como todo sol deve ser.

My little boy — continuou o manager com um sorriso permanente nos lábios — Abaixe isso. Não quero você mexendo com este tipo de coisas, já te disse.

TaeHyung parecia hipnotizado, porém não se movia. Seus olhos aos poucos recuperavam o brilho, mas mesmo assim mal piscavam, sempre fitando o manager. O silencio sob aquelas paredes, todo aquele clima de tensão, era agoniante.

— Eu mandei você abaixar isso my little boy. — Desta vez a voz do manager soou firme e autoritária, mas eu poderia jurar que senti um tremor em seu timbre, seja lá como for... Funcionou. Nosso V simplesmente obedecia de forma enrijecida. Roboticamente ele acatava a cada palavra do manager — Isso mesmo. Agora ponha essa arma na gaveta e se sente na poltrona.

E assim ele o fez, sem hesitar em um momento se quer, seu olhar nem mesmo vacilou para nós. Era como se existisse somente ele e o manager.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...