História Opposite Lives - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Emeraude Toubia, Justin Bieber
Personagens Emeraude Toubia, Justin Bieber, Siva Kaneswaran
Tags Amor, Colegial, dificuldades, Drama, Romance, Tragedia
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Palavras 2.862
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Colette Mitchell


            P.O.V'S Justin Bieber

Novamente checo as horas em meu celular ao mesmo tempo que o sinal para o intervalo bate. Fecho meus olhos por alguns instantes e os abro em seguida, suspiro algumas vezes decidindo se ia para o refeitório ou não. Acabo optando por ficar aqui mesmo, já que não faria muita diferença se eu fosse. Meus amigos não estavam nem aí pra mim mesmo então era melhor ficar sozinho do que com pessoas que não me querem por perto.

- Oi – uma voz me desperta dos pensamentos, olho para o lado encontrando Caleb que senta-se ao meu lado.

- Oi – respondo meio desanimado voltando meu olhar para frente – O que faz aqui? Não deveria estar com a Alinna? – pergunto.

- Sim, mas fiquei sabendo que está com uns problemas em casa – ele diz de modo simples – Talvez você queira conversar, não sei.

- Por que está querendo conversar comigo? Já te dei tantos problemas – respondo sem olhar para ele e escuto sua risada nasalada.

- Apesar de tudo eu sempre te considerei como um amigo Justin – Caleb diz me fazendo olhar para ele – Nós praticamente crescemos juntos, e vamos combinar que eu sou o único do nosso círculo de amizade que realmente se importa – acrescenta.

- É... – falo baixo voltando a atenção para a quadra vazia – Você tem razão.

- E então... quer me falar o que está acontecendo? – pergunta, entorto a boca ao me lembrar das palavras cruas e secas do meu pai – É seu pai novamente, não é? – solto uma risada assentindo.

- Sempre é – falo ajeitando os cabelos que caiam sobre meus olhos – Mas isso não vai durar por muito mais tempo – completo.

- E por que não? – pergunta curioso.

- Porque eu sei que não vai Caleb – respondo sorrindo de lado, desanimado.

- Você não vai fazer nenhuma besteira, não é Justin? – ele pergunta visivelmente preocupado, viro meu olhar para ele.

- Não, relaxa – respondo, Caleb assente meio incerto – Obrigado por se preocupar – completo endireitando meu corpo sobre a arquibancada dura.

- Não tem que agradecer, eu sou seu amigo e por mais que tenhamos brigado mais da metade do ano eu devo muito à você Justin – Caleb diz firme – Você me ajudou a sair das drogas, lembra-se disso? – pergunta, sorrio de lado.

- Sim, eu me lembro – falo me lembrando de quando o ajudei a sair das drogas assim que a irmã dele morreu – Já ajudamos muito um ao outro, assim como fizemos mal para nós mesmos e para o outro – digo enfim olhando para ele novamente.

- Pois é Justin, e não vai ser agora que eu vou parar de me importar com você – ele afirma me olhando firmemente – Saiba que eu e a Alinna vamos ficar do seu lado – ele completa com um sorriso.

- Obrigado – agradeço com um sorriso de lado, me levanto e ele faz o mesmo. Caleb puxa-me para um abraço ao qual retribuo.

- Não precisa agradecer irmão – ele fala se afastando.

(...)

Guardo minha mochila assim que chego em casa, já era tarde, a noite já estava caindo devido ao fato de ter que ficar até tarde na escola. Entro dentro do banheiro e dispo-me adentrando o box, ligo o registo deixando a água em uma temperatura morna. Fecho meus olhos e apoio uma de minhas mãos na parede abaixando a cabeça. Meus músculos cansados e tensos vão relaxando aos poucos. Alguns flashes tomam minha mente e lágrimas voltam a cair, eu estava me sentindo tão fraco, tão impotente. Lágrimas idiotas que insistem em cair, eu odeio me sentir fraco, sentir que não posso, sentir que sou um fracassado.

Aperto meus olhos parando de chorar aos poucos e desligo o registro. Saio do box me enrolando na toalha e indo ao quarto. Visto uma cueca, calça de moletom e uma camisa simples, passo um pouco de perfume e saio do closet me sentando sobre a cama. Enxugo meus cabelos com a toalha deixando-os bagunçados mesmo, suspiro baixo e me levanto novamente saindo do quarto e descendo as escadas. Caminho para a cozinha onde encontro meus pais jantando em silêncio, me junto à eles e me sirvo. Começo a comer em silêncio e de cabeça baixa, sentia olhares presos à mim, mas não me atrevia a encarar quem quer que fosse. Escuto alguém pigarreando como se quisesse chamar atenção.

- Essa situação precisa acabar – minha mãe se pronúncia depois de um bom tempo, levanto o olhar para encara-la – Vocês dois não acham que já está na hora de dar uma trégua? – pergunta.

- Você quer falar de dar uma trégua justo para mim Pattie? – pergunto irônico – Quando foi que se tornou tão cega? – pergunto à ela que me olha irritada – Pelo amor de Deus – completo e volto a comer.

- Esse garoto é um insolente – meu pai diz com a voz dura, solto uma risada um tanto quanto irônica – Quando você vai virar homem Justin?

- No mesmo dia que você virar um – retruco de modo simples, mas carregado de ironia – E não se preocupe não teremos que suportar um ao outro por muito tempo – completo me levantando.

Retiro-me da cozinha e começo a subir as escadas adentrando meu quarto segundos depois. Acendo a luz e procuro por minha mochila, pego meus materiais e sento-me sob a escrivaninha. Abro o primeiro caderno e o livro de biologia e começo a fazer as atividades. Eu sempre tirei notas boas, mas agora estava me esforçando mais ainda. Eu nunca tive planos para o futuro, nunca pensei nisso, mas agora comecei a pensar melhor e estou planejando meu futuro. Só espero que tudo dê certo daqui para frente.

         P.O.V'S Alinna Mitchell

Desço do carro de Caleb e caminho em direção ao hospital, adentro o mesmo sendo seguido por Caleb e nos direcionamos diretamente para o quarto de meu pai. Adentro o mesmo encontrando meu pai sentado sobre a cama encarando a TV, a qual passava o noticiário local. Me aproximo dele e atraio sua atenção, um sorriso se estampa em seu rosto.

- Como o senhor está? – pergunto apertando a mão do senhor, ele dá de ombros.

- Na medida do possível, bem – responde, assinto brevemente – O que tem na sacola?

- Roupas suas – digo entregando-lhe a sacola – O senhor ganhou alta ontem pai – acrescento, o senhor abre a sacola analisando as roupas lá dentro – Mas como não teve como passar aqui deixei para vir hoje.

- Tudo bem – responde simples sentando-se com os pés para fora da cama – Vamos para casa? – pergunta.

- Vamos – digo – Mas apenas para pegar sua mala pai – falo o deixando completamente confuso – Eu e Caleb encontramos uma clínica de reabilitação para o senhor – completo, o senhor olha-me com o semblante indiferente.

- Tão rápido? – pergunta e assinto levemente – Está mesmo querendo se livrar do seu pai, não? – fala divertido.

- Sabe que não – digo no mesmo tom – Mas o senhor entende que é para seu bem, sim?

- Eu entendo sim filha, não se preocupe – diz se levantando – Vou me trocar – fala já indo ao banheiro. Suspiro.

- O que foi amor? – Caleb pergunta me fazendo virar e encara-lo.

- Sei lá, não me sinto bem internando ele – digo tristonha, ele segura meu rosto entre os dedos – Ele é meu pai e parece que estou querendo me livrar dele.

- Ei, não pense isso amor – Caleb diz encarando profundamente os meus olhos – Ele sabe que está fazendo isso para o bem dele. Qual é Alinna ele é seu pai e sabe que você o ama e que está pensando no bem-estar de vocês dois – completa.

- Eu sei que sim, mas isso não me faz sentir melhor – digo cabisbaixa.

Meu namorado me puxa para ele e toma meus lábios em um beijo calmo e carinhoso. Depois afasta-se deixando sua testa grudada à minha e sorri enquanto me encara, retribuo ao seu sorriso. Escutamos a porta se abrir e Caleb se afasta, olhamos para meu pai que já está devidamente vestido e com um sorriso de lado estampado em seus lábios. Ele caminha até nós e encara-me por meros instantes até a porta ser aberta e direcionarmos os três nossos olhares para lá.

- Senhor Richard Mitchell – a doutora loira fala ajeitando seus óculos sobre o nariz fino e delicado – Vejo que já se aprontou para ir embora – completa aproximando-se de nós – Aqui está a alta do seu pai – fala entregando-me uma folha de papel.

- Obrigada doutora – agradeço com um sorriso, ela assente.

- Bom espero que tome mais cuidado quando for atravessar a rua – fala divertida voltando a atenção para meu pai que sorria feito bobo. Era impressão minha ou está rolando um clima aqui?

- Tomarei – responde sem graça, a loira novamente assente se retirando.

- É impressão minha ou vocês estavam flertando? – pergunto divertida, papai me olha e ri.

- Apenas impressão sua filha – diz rindo baixo.

- Sei... estou de olho senhor Richard Mitchell – falo rindo, ele balança a cabeça em negação ainda rindo e saímos os três do quarto.

(...)

Uma hora depois estacionamos em frente ao prédio branco, olho para Caleb que sorri confortando-me. Meu olhar se volta para o banco de trás onde o senhor observava apreensivo o prédio. Tomo iniciativa e abro a porta ao meu lado saindo pela mesma. Papai faz o mesmo parando ao meu lado, sentia um peso esmagar meu peito em deixa-lo aqui. Caleb pega a mala do meu pai e vem até nós, suspiro incerta e caminhamos juntos e em silêncio para a entrada. Na recepção uma loira peituda lia concentradamente um livro. Nos aproximamos dela e a mesma ergue seu olhar para nos encarar com suas grandes íris esverdeadas.

- Em que posso ajudar? – pergunta se levantando.

- Vim trazer meu pai para a reabilitação – falo olhando diretamente em seus olhos, a loira assente pegando um papel e caneta.

- Preencha todos os dados do paciente, por favor – pede educadamente.

Assim faço tomando a caneta da mão dela e começando a preencher os dados. Mas não pude deixar de notar que ela olhava meu namorado com malícia. Reviro meus olhos com suas atitudes, mas ignoro meu ciúmes. Entrego o papel e a caneta para ela, a mesma dá uma passada rápida de olhos na folha e volta a atenção à nós.

- Judith – chama ela, em pouco tempo uma senhora já de idade aparece ao nosso lado – Leve-os ao quarto e mostre o resto do prédio – a loira ordena com uma voz estridente, a senhora apenas assente.

- Sigam-me – pede educadamente.

Acompanhamos a senhora por um extenso corredor branco com várias portas azuis contrastando com o ambiente branco. Ao fim dele havia uma escada à qual tivemos que subir, essa dava para outro corredor, mas as portas daqui não eram azuis e sim marrons. Paramos em frente à porta com o número vinte e três em dourado. A porta é aberta nos dando a visão de um quarto simples, com apenas uma cama de solteiro, uma pequena cômoda, guarda-roupa de madeira e outra porta que levaria ao banheiro, imagino eu.

- Aqui será o seu quarto, pode deixar suas coisas aqui e me acompanhar para conhecer o resto – fala a senhora, Caleb deixa a mala sobre a cama e sai – Por aqui – diz chamando-nos.

Descemos algumas escadas, mas não eram as mesmas pelas quais tínhamos vindo. Essa dava para um extenso jardim com grama verde bem cuidada, alguns bancos e árvores espalhados pelo lugar e algumas pessoas transitando por ali. Algumas conversavam distraidamente, outras estavam com livros em mãos e outras apenas observavam o céu azul.

- Aqui é o nosso jardim, onde os pacientes costumam passar a maior parte do tempo livre – fala – E vindo por aqui chegamos a área onde os pacientes se reúnem para contar suas histórias, interagir e se reabilitar – ela completa mostrando-nos uma tenda com algumas cadeiras espalhadas pelo local. O lugar é realmente lindo.

(...)

     Uma semana depois...

Acabo de comer meu sanduíche e me levanto da cadeira em que estava, caminho para a pia onde lavo o prato e o copo que sujei. Fazia uma semana que papai tinha sido internado naquela clínica, eu o visitei durante todos os dias da semana, mas não podíamos passar muito mais que uma hora juntos. O que de certa forma me deixa mal, eu sentia falta dele aqui em casa, mas sabia que quando ele voltasse estaria bem melhor. O toque da campainha desperta-me, enxugo minhas mãos no pano de prato e caminho para a sala. Abro a porta dando de cara com Megan e uma senhora alta, dos olhos e cabelos quase negros. Ergo a sobrancelha confusa.

- Megan o que faz aqui? – pergunto curiosa – Melhor, como sabe onde moro? - refaço a pergunta.

- Longa história. Podemos entrar? – pergunta, assinto dando espaço para as duas que entram e observam a casa – Você deve estar muito confusa agora né?

- Na verdade, estou sim – digo passando a mão sobre os fios que caiam sobre os olhos.

- Iremos explicar – a senhora se pronuncia pela primeira vez.

- Sentem-se – peço apontando para o sofá – Vocês aceitam um café, água ou suco? – pergunto me sentando na poltrona em frente à eles.

- Não, obrigada – a mais velha recusa, assinto – O que temos a tratar não é demorado – diz.

- Tudo bem – falo sorrindo.

- Você não me conhece Alinna, mas eu conheço você – a senhora diz olhando-me com os olhos lacrimejados, o que deixa-me bastante confusa – Não precisa ficar confusa que eu explicarei tudo. Eu me chamo Colette Mitchell – dispara fazendo eu estranhar o fato do sobrenome ser igual ao meu.

- Colette Mitchell? – pergunto juntando as sobrancelhas em confusão.

- Sim Alinna – afirma convicta – Eu sou sua avó – completa fazendo-me abrir e fechar a boca várias e várias vezes para responder algo, mas nada saia.

- O que? Como assim avó? – pergunto depois de um tempo paralisada, ela me olha passando as mãos nas lágrimas que caiam de seus olhos – Me explique isso direito.

- Eu sou a sua avó Alinna, seu pai, Richard afastou você de mim – ela diz com os olhos vazios – Meu filho tirou o direito de me aproximar de você, ele não queria que tivesse contato comigo ou com sua família.

- Mas por quê? – pergunto confusa – Por que meu pai faria isso?

- Porque não nos dávamos bem, ele queria viver a vida dele. Não queria interferências, nem viver uma vida com os luxos que podíamos oferecer à vocês – ela fala apertando a alça de sua bolsa – Richard deixou nossa família assim que soube que sua mãe estava grávida, e proibiu a mim e qualquer outro membro da família a se aproximar de você – completa.

- Isso me parece loucura – digo me levantando e dando as costas às duas – Não tem sentido nenhum nisso, meu pai nunca faria isso – falo firme – E quanto à você Megan? – pergunto – O que você tem à ver com essa história?

- Eu sou sua prima Alinna – responde, solto uma risada nasalada com aquela loucura.

- Não, isso é loucura... – sussurro para mim mesma ainda incrédula.

- Bom Alinna, eu acho que você precisa de um tempo para digerir tudo isso – Colette fala e me viro para ela que estava de pé a poucos metros de mim – Eu esperei tanto para poder ver você, esperei tanto para ver seu rosto, para poder te abraçar. Eu queria muito mesmo ter tido a chance de te ver crescer, pegar você em meu colo, mas seu pai me privou de tanta coisa – ela se aproxima mais de mim – Olha só para você, está uma moça tão bela – fala acariciando meu rosto – Ah minha neta eu amo você – completa me puxando para um abraço.

Retribuo ao seu abraço ainda entorpecida pela notícia, me senti bem naquele abraço. Pude sentir como se fosse minha mãe abraçando-me naquele momento, tinha um misto de sentimentos sendo transmitidos dela para mim. Dor, afeto, amor e até mesmo pude sentir um arrependimento vindo dela. Nos afastamos com ela segurando meus braços e me encarando, um beijo molhado é depositado em minha testa e em seguida meus braços estão livres de suas mãos.

- Deixarei você sozinha para pensar em tudo, mas espero que possamos resgatar um pouco do tempo perdido – diz, nada digo apenas a encaro – Aqui está meu endereço caso você queira conversar mais sobre isso – completa me entregando um papel com o nome de uma rua e um número escritos – Se cuida minha garotinha – ela fala já saindo pela porta, olho para Megan.

- Por que não me disse nada? – pergunto irritada.

- Eu não podia, a vovó quem devia explicações à você Alinna – Megan fala me olhando – Eu sei que deve ser difícil saber de tudo isso depois de dezoito anos, mas você terá seu tempo para pensar em tudo.

   Dito isso ela também se retira fechando a porta e me deixando sozinha. Me sento no sofá sentindo minhas pernas bambas e mãos trêmulas. Aquilo tudo era loucura para minha cabeça, era muita informação. Éramos só eu e meu pai, e de repente me aparecem uma avó e prima, e imagino que até mesmo outros parentes. Eu não sabia o que dizer ou pensar.


Notas Finais


Amoras, mais um capítulo! Bom, acho que tem informação demais, não? Kkkk
Agora apareceu mais uma personagem! O que acham dessa história de avó? Não acham estranho a história contada por ela? Será que ela é ruim ou não? Contem-me o que acharam! ♥♥♥


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