História Opposite Lives - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Emeraude Toubia, Justin Bieber
Personagens Emeraude Toubia, Justin Bieber, Siva Kaneswaran
Tags Amor, Colegial, dificuldades, Drama, Romance, Tragedia
Visualizações 361
Palavras 4.712
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Já aviso que terá treta! 😂❤
Boa leitura!

Capítulo 25 - Chapter Twenty-Five


Fanfic / Fanfiction Opposite Lives - Capítulo 25 - Chapter Twenty-Five

               P.O.V'S Alinna Mitchell 

   Meu momento de choque ainda não havia passado, era muita informação para digerir e ainda estou com um pé atrás com isso. Iria confirmar a história agora com meu pai, eu acho que ele me deve explicações sobre isso. Eu não estava acostumada com aquilo, sempre foi apenas eu, meu pai e minha mãe. Eles nunca me falaram de outros parentes, e também nunca toquei no assunto. Nunca foi algo que me interessou ou que fez uma diferença grande na minha vida. 

   - Onde meu pai está? – pergunto para a loira já conhecida, ela sorri para mim.

   - No jardim – responde simplesmente.

   Assinto lhe dando as costas e caminhando para as grandes portas que me levavam ao jardim. Rolo meus olhos pelo local a procura do rosto conhecido por mim. Acho-o em meio às poucas pessoas presentes ali, respiro fundo caminhando até ele que assim que me vê sorri. Abraço o mesmo quando chego perto dele e meu pai retribuiu me apertando contra ele. Me afasto um pouco do mesmo e encaro o par de olhos escuros em minha frente.

   - Precisamos conversar – digo séria, ele me olha confuso, porém concorda.

   - Tudo bem, vamos até aquele banco vago – fala indo em minha frente e o sigo calada. Nos sentamos no banco e encaro o jardim em minha frente – Então?

   - Por que não me contou sobre Colette? – sou direta e escuto sua respiração pesada ao meu lado.

   - Como soube dela? – pergunta me fazendo virar e olhar para ele.

   - Ela apareceu ontem lá em casa dizendo que era minha avó e que você a afastou de mim, que tirou dela o direito de me ver crescer simplesmente porque não queria viver de luxos – resumo as palavras da senhora, ele sorri.

   - Foi isso o que ela te disse? – pergunta ainda sorrindo, assinto – A história não foi bem assim Alinna – papai diz parecendo desconfortável com aquele assunto – Sua avó nunca aprovou meu relacionamento com sua mãe por ela não ter a mesma posição social que nós. Colette ameaçou várias vezes me deserdar se eu ousasse me casar com sua mãe e antes que ela fizesse isso eu mesmo fiz.

   - Nossa – falo baixo um pouco apreensiva pelo que viria a seguir, pois sabia de alguma forma que aquilo não era tudo.

   - E isso não é tudo – papai diz quebrando minhas dúvidas – Quando descobrimos a doença da sua mãe, eu engoli meu orgulho. Coloquei minha cara a tapa e fui pedir ajuda para sua avó. Mas como a víbora que ela é, e sempre foi Colette se recusou a nos ajudar – papai completa com raiva, nojo, desgosto – Eu tenho vergonha de ser filho dela Alinna, sua avó é uma pessoa ruim.

   - E mentiu pra mim – falo apertando as bordas do banco com raiva, muita raiva.

   - É o que ela faz de melhor – papai diz com desprezo – Escute bem, eu quero você bem longe dela, estamos entendidos? – papai pergunta pegando meus braço e me fazendo olhar em seus olhos. Apenas assinto sabendo que faria exatamente o contrário – Ótimo.

(...)

   Depois de sair da clínica fui diretamente para o endereço em que minha “avó” havia me passado. Eu colocaria todas as cartas na mesa, quero deixar tudo claro, transparente. As pessoas não podem ficar me escondendo as coisas como se eu fosse uma idiota. Eu mereço explicações e as terei. Um tempo depois paro em frente à casa da mulher, melhor dizendo, a mansão. Era bem grande e bonita, mas com toda certeza escondia um mar de podridão. Aperto a campainha e espero ser atendida, um tempo depois a porta é aberta por uma mulher mais velha vestida com roupas formais. Ela me encara esperando por alguma fala minha.

   - Colette está? – pergunto erguendo as sobrancelhas. 

   - Quem deseja? – pergunta ela analisando-me.

   - Alinna Mitchell – digo, a senhora se toca do sobrenome e rapidamente me deixa entrar na casa. Por dentro era mais bonita ainda – Podia chama-la para mim?

   - Claro que sim senhorita – a velha fala – Sente-se e fique à vontade – diz se retirando e me deixando sozinha.

   Respiro fundo e observo a sala extensa ao meu redor, caminho por entre a mesinha de centro e o sofá indo para uma grande prateleira. Havia vários porta-retratos espalhados por ali, Colette estava em quase todas. Encontro um porta-retratos com uma foto do meu pai um pouco mais jovem. Passo os dedos sobre a fotografia quando uma voz me desperta.

   - Não acreditei quando me disseram que tinha vindo – a senhora fala e me viro para encara-la, sempre tão bem vestida – Até que você pensou rápido – diz sorridente se aproximando mais de mim.

   - Precisamos conversar – falo séria, sem esboçar qualquer tipo de emoção – Podemos?

   - É claro – responde apontando para o sofá, sento-me e a senhora se senta na poltrona em minha frente – Eu estou tão feliz que... – ela começa. 

   - Não vem com esse papinho não – interrompo-a de modo rude, ela se cala – Por que mentiu pra mim? – pergunto com raiva, ela ergue as sobrancelhas confusa.

   - Como assim? Eu não menti pra você – fala ajeitando os fios escuros, reviro meus olhos.

   - Não? Não seja hipócrita, sabe do que estou falando – ataco para ver se ela fala logo a verdade, mas nada além de silêncio – Você mentiu sobre o fato do meu pai se afastar de você. Não foi simplesmente por ele não querer viver de luxos e sim porque você o ameaçou, não é? – pergunto me levantando já alterada – Me diz logo Colette, diga que é mentira do meu pai – grito nervosa.

   - Alinna não foi bem assim – ela se defende também levantando-se, dou risada.

   - Não? Foi como então? – pergunto – Meu pai me disse tudo Colette, não precisa mais mentir para mim. Eu não sou mais uma garotinha inocente, eu nunca fui. Eu sempre tive que lidar com problemas maiores do que um dia você passou ou vai passar – falo cínica, ela me olha surpresa com as palavras – Sabe, meu pai me contou que você ameaçou deserda-lo caso não se separasse de minha mãe, e ele preferiu ir viver com ela a ficar com seu dinheiro podre – despejo de uma só vez, suas feições demonstravam sua irritação e sua surpresa – Também me disse que engoliu a porra do orgulho dele e veio pedir que ajudassem com o tratamento da minha mãe e você simplesmente disse não e virou as costas para seu filho.

   - Olha aqui garotinha, você... – ela abre a boca.

   - Olha aqui você – novamente interrompo-a apontando o dedo em sua direção – Você vai me ouvir, entendeu?! Eu tenho nojo de você, o mesmo nojo que meu pai sente pela própria mãe, eu sinto o mesmo. Tenho pena de você, tenho pena de você ser quem é, tenho pena da sua mente doentia. E acima de tudo tenho nojo de ter o mesmo sangue que você. Você é uma pessoa ruim Colette – grito com lágrimas tomando meus olhos – Que pessoa horrível e desprezível você é – falo entre as lágrimas.

   - Abaixe o tom para falar comigo – grita me jogando sobre o sofá grande de sua casa – Seu pai nunca deveria ter se casado com a vagabunda da sua mãe, aquela mulher tirou meu filho de mim – Colette grita apontando o dedo em meu rosto. Rapidamente me ponho de pé e acerto um tapa em seu rosto.

   - Não fale assim da minha mãe – grito com raiva e as malditas lágrimas caindo dos olhos – Você não conhece minha mãe, não sabe nada dela Colette. Você não sabe de exatamente nada sua grande vadia – cuspo as palavras com raiva em seu rosto e ela retribuiu ao tapa, ri em sua cara – Você vai escutar tudo o que eu tenho para falar Colette, querendo ou não – grito entredentes, ela me olha desafiadora, empurro a senhora contra a poltrona.

   - Garota você não pode falar assim comigo – grita me olhando com raiva.

   - Não posso? E quem vai me impedir? – pergunto irônica, eu estava bastante alterada.

   - O que está acontecendo aqui? – Megan pergunta aparecendo na sala do nada.

   Olho para ela e no meu momento de distração Colette se levanta e me joga contra o sofá, caio desajeitada sobre o mesmo. A senhora estapeia meu rosto com toda a sua força e raiva, mas alguém tira ela de cima de mim.

   - Para com isso vó – Megan fala, levanto-me – Vai embora Alinna, por favor – ela pede calma.

   - Não – afirmo batendo o pé no chão – Não até vocês me escutarem – digo apertando as mãos em punho – Você Colette, vai me ouvir. E essa será a última vez que vai me ver – grito, ela se solta dos braços de Megan e respira fundo, eu tremia de raiva.

   - Se acalma Alinna, vocês não estão em condições de conversar nesse estado – Megan fala baixo.

   - Não me peça calma, não agora Megan – grito – Eu tive calma a minha vida toda, agora eu vou falar tudo o que está entalado aqui – digo olhando firmemente as duas – Meu pai te pediu ajuda sua víbora, e você podia ter ajudado, mas preferiu deixar seu orgulho falar mais alto e deixou minha mãe morrer aos poucos. Você podia ter ajudado, sabe que podia. Você sabe o quanto foi difícil para mim, ter que assistir minha mãe morrer agonizando em uma cama de hospital? Você sabe quantas noites eu passei ouvindo seus gritos de dor no quarto ao lado? Você sabe quantas vezes tivemos que correr com ela na madrugada para o hospital mais próximo enquanto punha sangue para fora do nariz? Você sabe quantas vezes deixamos de comer para comprar os remédios caros para ela? Sabe quantas vezes tivemos que sofrer calados enquanto ela morria? Sabe quantas marcas de agulha, quantos roxos seu corpo trazia? Sabe como foi ver ela perdendo sua essência? Perdendo seus cabelos enquanto chorava pedindo que Deus arrancasse toda sua dor? Você não sabe Colette, nunca vai saber. Foi doloroso, eu passei meses dentro de um hospital rezando para que Deus curasse ela, eu passei fome, eu morri um pouquinho todos os dias que tive que encarar seu rosto cansado, seu corpo magro, a dor em seus olhos – desabafo – E porra por minutos eu só desejei que aquilo acabasse, e acabou. Deus levou uma parte de mim, e mais um pedaço foi arrancado de mim naquele dia. Eu me lembro até hoje do bipe dos aparelhos ecoando por aquele quarto quando enfim sua dor acabou. Você foi cruel – finalizo.

   - Isso é verdade? – Megan pergunta abismada e Colette nada diz.

   Limpo minhas lágrimas com a manga da blusa, respiro fundo controlando-me ao máximo. Em minha frente Megan olhava para a avó esperando respostas e Colette mantinha os olhos firmes em mim. Não suportando mais aquilo dou as costas às duas caminhando para a porta. Abro a mesma e antes de sair dou uma olhada para trás.

   - Nunca mais chegue perto de mim – falo saindo e batendo a porta.

   A raiva era tanta que meu corpo todo tremia, meu sangue fervia nas veias e palpitava sob a pele. Novamente meu rosto é tomado pelas lágrimas e o nervosismo se apodera de mim. Dizer aquelas palavras para aquela mulher foi libertador para mim, mas ainda assim podia sentir uma dor aguda em meu peito. O vento batia contra minha pele deixando-a fria devido às lágrimas que banhavam o  rosto. Por onde eu passava sentia olhares de estranheza sobre mim, simplesmente abaixo a cabeça ignorando tais olhares. Atravesso a rua indo diretamente para o parque que havia ali, me sento em um dos bancos me acalmando aos poucos. Alguns soluços baixos escapavam de meus lábios, e fazia os mesmos tremerem. Fecho os olhos por instantes sentindo a brisa fresca percorrendo pelos meus fios de cabelo. Respiro fundo algumas vezes olhando para frente.

               Narrando em 3° pessoa:

   Do outro lado da cidade Christian dirigia em alta velocidade, o jovem havia ficado furioso ao saber que Carina havia escondido sobre sua gravidez. A loira estava desesperada ao seu lado, assustada pela velocidade com que Chris dirigia. Ela temia pela vida dos três, mas Christian estava cego de ódio.

   - Você devia ter me contado sua vadia – ele grita enquanto pisa cada vez mais fundo no acelerador.

   - Desculpa Chris, eu não queria – a jovem fala entre as lágrimas que escorriam por sua face – Por favor, para.

   - Fica calada – Christian grita batendo contra o volante – Você não podia me enganar assim Carina, essa criança é minha e você ia deixar que outro assumisse – ele estava incontrolável.

   - Chris para, por favor – Carina suplica em meio aos soluços – Você vai acabar nos matando – Chris solta uma risada sarcástica.

   - Agora você se preocupa? – pergunta irônico – Só cala a porra da sua boca – grita alterado, devido ao álcool ingerido.

   - Não até parar a droga desse carro – retruca Carina agora irritada.

   - Eu não vou parar – Christian grita de volta.

   - A gente vai morrer Christian.

   Carina grita novamente, no exato momento em que uma luz forte surge ao seu lado. Os dois olham assustados para o caminhão que vinha em sua direção. Um grito agudo escapa dos lábios de Carina quando o caminhão bate em cheio do seu lado empurrando o carro para longe. Sua mão estava pousada sobre sua barriga no instinto de proteção. O barulho dos pneus derrapando na pista era ensurdecedor. Vidros quebrados, fumaça subindo e a lataria do carro sendo amassada deixavam os dois jovens atordoados com a situação. O carro roda algumas vezes no ar até cair de cabeça para baixo no meio da pista. Carina olha para o lado com o sangue escorrendo no canto de sua boca.

   - Nosso bebê – é a última coisa que ela diz antes de fechar seus olhos por completo, sem vida. 

   Christian observava a situação da loira ao seu lado com seu peito pesado, remorso talvez. Ele havia provocado a morte do seu filho e da mãe dele, e ainda continuava ali sem poder fazer nada para ajudar, preso entre as ferragens, agonizando de dor enquanto morria aos poucos. Ele estava desesperado, e com aquela situação esmagadoramente cruel e dolorosa seu único desejo era morrer. Seus olhos foram se fechando aos poucos até ele se perder na escuridão.

                 P.O.V'S Justin Bieber 

   Acordo no meio da madrugada com o barulho do meu celular, me sento sobre a cama passando as mãos pelos olhos. Procuro por meu celular e assim que acho o mesmo pego-o, era uma ligação da mãe de Christian. Estranho o fato, mas resolvo atender.

                         Ligação on:

   - Alô – atendo com a voz sonolenta.

   - Justin... – a voz da mulher parecia desesperada do outro lado – Christian sofreu um acidente – diz entre soluços e meu coração acelera.

   - O que? Como assim? – pergunto preocupado tirando as cobertas de cima de mim e me levantando – Onde você está? – pergunto acendendo as luzes.

   - No hospital Santa Mary – pronúncia com a voz falha.

   - Tudo bem, se acalme. Estarei aí em poucos minutos – falo vestindo uma camisa – Eu vou desligar.

                          Ligação off:

   Finalizo a ligação com rapidez e termino de me vestir, calço um tênis rapidamente e guardo meu celular no bolso. Abro a primeira gaveta da cômoda ao lado pegando um dinheiro que eu tinha guardado um tempo atrás. Saio apressadamente do meu quarto ajeitando meus cabelos. Tiro novamente meu celular do bolso e disco para um táxi passando meu endereço e desligando em seguida. Saio de casa e espero nervosamente o táxi escorado nas grades do portão, dez minutos depois ele para em frente à minha casa. Adentro o mesmo.

   - Hospital Santa Mary – peço fechando a porta ao meu lado e logo o carro arranca  para o lugar pedido.

   Respiro fundo sem acreditar naquilo, a ficha ainda não havia caído. O desespero na voz da mãe dele confirmava que havia sido algo grave. E eu estava preocupado com meu amigo, apesar deles não ligarem muito para mim ou minha vida, eu não deixo de me importar com eles. Eu não sou como eles, na verdade, eu não sou como ninguém. Eu finjo que não me importo, que não sinto, que não dou a mínima, quando na verdade é completamente ao contrário. Eu sinto e me importo mais do que eles imaginam.

   Pago pela corrida assim que o táxi estaciona em frente ao prédio em questão. Saio do mesmo e caminho em passos apressados para a porta de entrada. Adentro o local onde na recepção posso ver meus amigos e a família de Chris desesperados. E aquele desespero deles estava me deixando desesperado, e não era só a família dele que estava ali, mas também a de Carina. Me aproximo e toco o ombro da mãe de Chris que se vira com os olhos cheios de lágrimas e o rosto vermelho. Ela me abraça apertado e é impossível não retribuir.

   - Fica calma, vai dar tudo certo – falo acariciando os cabelos da senhora, ela chorava compulsivamente – Deus está com ele e conosco, não se preocupe.

   - Meu filho, eu não posso perder meu filho Justin – ela diz com a voz abafada, afasto a mesma de mim e enxugo seu rosto.

   - E você não vai – conforto-a – Como ele está? – pergunto preocupado encarando os olhos em minha frente.

   - Ele está na cirurgia nesse momento, o estado dele é grave – fala fungando algumas vezes, assinto – Obrigada por ter vindo, sei que andam tendo uns problemas.

   - Eu nunca abandonaria um amigo Sandi – falo sorrindo de lado, ela assente, me sento em uma das cadeiras ao lado de Ryan.

   - Como você está cara? – ele pergunta me olhando de lado.

   - Já estive melhor – comento olhando para frente.

   - Fiquei sabendo que está com uns problemas em casa – fala e olho para o mesmo – Por que você nunca me conta dos seus problemas? – Ryan pergunta me olhando sério.

   - São coisas que prefiro nem comentar Ryan – digo suspirando – Mas quem sabe outra hora eu não te conte – finalizo virando novamente para frente.

   - Como preferir – responde.

(...)

   Algumas horas haviam se passado e a cada minuto o desespero e o nervosismo aumentavam. Os pais de Christian estavam muito preocupados e não paravam de chorar, já os pais de Carina olhavam os pais do Chris com raiva. Eu não entendi muito bem o que rolava, afinal nem perguntei porquê os pais de Carina estavam ali. Talvez ela estivesse com ele no momento do acidente, mas não sei.

   - Aí Ryan – cutuco o mesmo que mexia no celular – Por que os pais de Carina estão aqui? – pergunto curioso para ele que me olha sério.

   - Você não sabe? – pergunta e nego confuso – Carina morreu Justin – fala me fazendo engolir seco.

   - Ela o que? – pergunto chocado, eu nem sabia o que dizer.

   - Eles estavam juntos, o caminhão bateu bem do lado em que ela estava e Carina não resistiu e morreu na hora – Ryan explica baixo – Nem ela e nem o bebê sobreviveram.

   - Meu Deus – digo chocado.

   Viro-me novamente para frente tentando digerir o que ele havia acabado de me contar. Era tudo muito confuso e horrível, Carina podia não prestar, mas não merecia morrer assim. Deve ter sido horrível e tenho certeza que se caso Christian sobreviver ele vai se culpar e enlouquecer por isso. 

   - Acompanhantes do Christian – o médico fala e todos nós levantamos, a mãe dele se aproxima do médico – O que a senhora é dele?

   - Mãe – responde simples.

   - Seu filho quebrou a clavícula, fraturou três ossos das costelas que perfuraram os pulmões, mas conseguimos parar a hemorragia – fala nos deixando de certa forma aliviados, mas suas palavras seguintes nos fizeram voltar ao desespero – Ele perdeu muito sangue e precisa urgentemente de uma transfusão, e nosso banco de sangue está em falta com o tipo sanguíneo dele – fala – Podemos fazer os testes de compatibilidade agora com os pais.

   - Tudo bem – Sandi fala ainda em choque.

   - Seu filho deveria ter morrido – a mãe de Carina enfim abre a boca, despejando o que ela guardava – Ele quem devia ter morrido no lugar da minha filha.

   - Você está maluca? – a mãe de Chris pergunta – Como pode dizer isso?

   - É a verdade Sandi, seu filho matou a minha filha – grita – Ele matou ela e o bebê, ele merecia morrer.

   - Manddie, se controla – o marido da mãe de Carina diz.

   - Não vou me controlar coisa nenhuma, eu quero a minha filha – fala desesperada – Tomara que nenhum de vocês seja compatível com ele e que ele morra – grita e Sandi dá um tapa estalado no rosto de Manddie.

   - Controlem-se – peço entrando no meio das duas – Isso não é hora para brigas – digo mandando um olhar calmo para Sandi que assente se afastando.

(...)

   Os testes foram feitos e nenhum era compatível, até parecia que Manddie tinha jogado uma praga. Eu e Ryan não poderíamos doar já que ambos possuímos tatuagens. Sandi estava desesperada com medo de que Chris não sobrevivesse caso não achassem alguém compatível. Até que uma pessoa me veem à mente, não sei se ela iria querer ajudar, mas espero que sim. Era nossa última esperança e estou rezando para que ela tope e seja compatível. Disco o número dela e espero que a mesma atenda.

                           Ligação on:

   - Justin? Aconteceu alguma coisa? – pergunta preocupada.

   - Na verdade aconteceu sim – falo suspirando – Chris sofreu um acidente e perdeu muito sangue. Precisamos de um doador, mas nenhum de nós é compatível. Você podia vir aqui fazer o teste? – pergunto esperançoso.

   - Claro Bieber, estarei aí – diz e meu coração se alivia – Em qual hospital estão?

   - Santa Mary – respondo – Estarei esperando-a – falo baixo.

   - Tudo bem – ela diz e finaliza a ligação.

                             Ligação off:

   Respiro um pouco aliviado e guardo o celular em meu bolso novamente. Só espero que Alinna seja compatível com ele, isso iria ser muito bom. Me aproximo novamente de todos eles que nem haviam notado minha saída e me sento na cadeira em que estava de início. Relaxo um pouco sobre a cadeira esperando Mitchell chegar. Todos estavam com suas feições preocupadas, e eu não estava diferente deles. Meu amigo estava lá dentro daquela sala quase morto apenas esperando uma transfusão. Ele estava a ponto de morrer, e eu não quero permitir isso, mas não posso fazer muito. Alguns minutos depois Alinna entra no hospital esbaforida ajeitando seus cabelos. Me levanto.

   - Você veio – digo baixo, ela sorri.

   - É claro que sim – responde – Onde posso fazer o teste?

   - Sandi chamem o médico Alinna vai fazer o teste de compatibilidade – falo atraindo a atenção de todos, a mãe de Chris faz o que pedi e em pouco tempo o médico se aproxima.

   - Você quem vai fazer o teste? – pergunta olhando-a, a mesma assente – Me acompanhe – pede, Alinna aperta meu ombro antes de sair me passando um pouco de conforto, me sento novamente.

   - Você ligou pra ela? – Ryan pergunta curioso e apenas assinto – Ela realmente tem um bom coração. Mesmo depois do que Chris fez ela vai ajuda-lo – conclui.

   - Ela é maravilhosa cara – digo sorrindo sem olhar para ele.

   - Parece que alguém está apaixonado – Ryan brinca, fico nervoso.

   - Não diga bobagens Ryan – falo tentando desviar do assunto – E mesmo que estivesse não faria muita diferença já que quem ela ama é o Caleb – concluo.

   - Sei Bieber – ele fala divertido, reviro os olhos rindo baixo. Poucos minutos depois Alinna volta e de senta do meu lado.

   - E aí? – pergunto para a mesma que me olha.

   - Precisamos esperar alguns minutos – ela responde sorrindo de lado, assinto virando o rosto para frente – Vai ficar tudo bem – Alinna fala entrelaçando seus dedos nos meus.

   E foi como se uma corrente elétrica tomasse conta do meu corpo quando seus dedos chocaram-se com os meus. Pude jurar que meu coração falhou uma batida e que minha respiração falhou por meros segundos. Sorrio apertando a mão de Alinna que mantém a mão quente dela ali. Não sei porque, mas ela me passa conforto, estar perto dela me traz paz.

   - Senhorita – o médico chama a atenção de Alinna que ergue o olhar para o mesmo – A senhorita é compatível com Chris, irá doar sangue?

   - Claro – afirma certa daquilo e se levanta deixando minha mão.

   - Me acompanhe para que possamos fazer os procedimentos – o médico pede, Alinna sorri para mim e se vai junto dele.

(...)

   Um tempo depois esperando por notícias de Alinna e se tudo tinha dado certo, a mesma aponta no fim do corredor abaixando as mangas de sua blusa e caminhando em passos lentos até nós. Me levanto rapidamente encarando seu sorriso amarelo. Ela para em minha frente.

   - Deu tudo certo – Alinna fala baixo, dou um sorriso aliviado e abraço ela.

   - Obrigado Alinna – agradeço acariciando suas costas com as pontas dos dedos.

   - Ei – a voz de Sandi faz nós dois nos afastarmos e olharmos para ela – Obrigada por ajudar o meu filho, eu nem sei como agradecer à você – a mulher fala com um sorriso pálido nos lábios.

   - Não precisa agradecer senhora – Alinna diz sorrindo, Sandi puxa Alinna para um abraço ao qual ela retribui.

   - Muito obrigada mesmo – a mãe de Chris novamente agradece se afastando, Alinna apenas assente sorrindo.

   - Agora eu preciso ir – Alinna diz.

   - Eu vou com você – falo e olho para Sandi – Mais tarde passo aqui novamente.

   - Tudo bem Justin, obrigada meu filho – ela diz acariciando meu rosto, dou um sorriso fraco assentindo.

   - Vem Linna – chamo puxando-a pela mão.

   Saímos os dois do hospital e solto a mão da garota, o dia já havia amanhecido há algumas horas atrás. Eu estava cansado por passar metade da noite sentado naquela cadeira desconfortável. Precisava de um café forte para me despertar, um bom banho e depois voltaria para dar apoio a família de Chris.

   - Você está bem? – Alinna pergunta preocupada segurando meu braço.

   - Já tive dias melhores – respondo com um sorriso amarelo no rosto – Mas vou ficar bem. E você?

   - Eu estou bem sim – diz, mas sua voz me dizia o contrário.

   - O que você tem? – pergunto preocupado, ela dá de ombros – Vamos lá Linna, me conte o que está acontecendo – peço.

   - As coisas tem andando difíceis Bieber – Linna fala com a voz falha, paro no meio do caminho e seguro sua mão – Tem muitas coisas acontecendo, é complicado.

   - Então descomplica – digo olhando em seus olhos escuros.

   - Vai fazer alguma coisa agora? – pergunta me fazendo negar – Vamos lá pra casa e eu te conto.

   Balanço a cabeça em concordância e voltamos a caminhar na direção da casa dela. No restante do caminho ficamos em completo silêncio, não tínhamos muitas palavras para trocar no momento. Paramos em frente à porta da casa dela e a mesma abre a porta. Adentramos a casa dela e percebo que já fazia um tempo que estive ali. A morena me puxa para a cozinha e me sento em uma das cadeiras que rodeiam a mesa. Batuco meus dedos sobre a madeira esperando o café ficar pronto e logo uma xícara é posta em minha frente, agradeço com um sorriso e ela se senta em minha frente.

   - Então? – pergunto bebendo um gole do café forte.

   Alinna umedece os lábios com a língua, e aquilo fez meu corpo pegar fogo. Me desfaço dos pensamentos pecaminosos quando sua boca se abre e sua voz me atinge. Encaro os olhos da morena enquanto escuto atentamente suas palavras. Algumas vezes intercalo meus olhos de seus olhos para a xícara. A história que ela me contava parecia coisa de filme e me deixou bastante chocado. Seus olhos estavam lacrimejados e enfim a morena deixa as lágrimas caírem.

   - Ei, ei, ei você não vai chorar por alguém que não te merece – falo me ajoelhando em sua frente – Olha aqui pra mim – peço puxando seu rosto para mim – Você é linda, inteligente e uma mulher maravilhosa Alinna. Sua avó não merece uma neta igual a você, está me entendendo? – pergunto enxugando seu rosto – Você é maravilhosa e que se foda se as pessoas não perceberam isso. Sei que não sou ninguém pra falar isso depois de tudo o que te fiz, mas é a verdade – concluo.

   - Obrigada – agradece sorrindo, ofereço um sorriso e beijo a testa dela.


Notas Finais


Amores, o que acharam desse capítulo bombástico? Comentem!
E, ah antes que me esqueça! A fic está na reta final! Apena mais cinco capítulos e a primeira temporada acaba!


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